Cada um é uma variável para a estratégia de marketing. Dessa forma, o equilíbrio entre eles representa o sucesso da marca.
Também conhecido como Mix ou Composto de Marketing, os 4 Ps envolvem um conjunto de ferramentas que tem por objetivo ajudar a alcançar uma ou mais estratégias de uma empresa e fazem parte do planejamento de marketing, responsável por garantir o sucesso de uma empresa no mercado ao qual está inserida.
Resumidos anteriormente em Produto, Preço, Praça e Promoção, hoje pode-se dizer que o Mix de Marketing conta com outras ferramentas. Como é o caso do P de Posicionamento e os outros Ps que fazem parte do que é chamado de 8Ps do Marketing. Ainda assim, esses 4 são as principais e mais importantes para toda e qualquer empresa, sendo preciso que trabalhem em conjunto para alcançar os objetivos anteriormente determinados.
Quando se fala nos 4 Ps do marketing, imediatamente se tem em mente o autor Philip Kotler. No entanto, não foi ele quem criou o conceito. O Composto de Marketing é muito conhecido e utilizado, mas foi criado por Neil Borden, em 1949, e aprimorado por Jerome McCarthy.
Mas então, porque lembramos de Philip Kotler quando se fala nesse conceito? A resposta é simples: foi ele quem tornou o termo mais conhecido e divulgado, apontando sua importância e utilização pelas empresas.
Vamos conhecer agora um pouco mais sobre cada um dos Ps e entender porque é preciso que trabalhem em conjunto para garantir o sucesso das estratégias de marketing.
O que são os 4 Ps do Marketing
Sabe-se que o Mix de Marketing se trata de uma ferramenta que ajuda a colocar em prática as estratégias de marketing que foram determinadas anteriormente por uma empresa. Basicamente envolvem variáveis que podem ser controladas e utilizadas como forma de influenciar a resposta do consumidor perante a sua marca.
Aí a razão de que precisam ser estudados com calma, pois um erro mínimo pode resultar numa resposta negativa por parte do público alvo.
Os 4 Ps também podem ser considerados a base de uma estratégia de marketing e quando andam em conjunto garantem o sucesso e conquista do público-alvo. Uma empresa deve analisá-los inicialmente em separado, para então trabalhar seus resultados em conjunto.
A prova de que as quatro ferramentas estão ligadas? Toda empresa possui um produto ou serviço que deseja vender, afinal ninguém produz com o intuito de guardar para si mesmo. Assim precisa trabalhar o valor de sua mercadoria (o preço), escolher um bom ponto de vendas (praça) e divulgar aquilo que se é vendido (promoção). Isso, é claro, uma explicação bem básica do que seriam os 4 Ps do Marketing.
Quando as quatro ferramentas andam juntas e são direcionadas para o público-alvo certo, a estratégia é um verdadeiro sucesso. O que significa dizer que ao criar um produto é preciso saber quem é a pessoa que vai consumi-lo, determinar um preço que esteja de acordo com esse mercado, escolher um local de vendas em que esse consumidor esteja presente – e se identifique – e finalmente trabalhar na divulgação, deixando claro que seu produto é exatamente o que aquele cliente precisa.
Para entender melhor, vamos analisar cada P do Mix de Marketing individualmente:
4 Ps do Marketing – Produto
Apesar de definirmos o primeiro P do Marketing como produto saiba que os serviços também fazem parte dessa categoria. Basicamente o produto seria aquilo que sua empresa tem a oferecer e que está relacionado com seu produto/serviço.
No caso de quem trabalha com produtos dizemos que o mesmo é apenas uma parte do P de produto, já que todos os atributos a ele relacionados também se encaixam aqui. Ele precisa responder às seguintes perguntas:
Que desejo ou necessidade do cliente esse produto satisfaz? O que faz que determinado público precise ter seu produto?
Que funções ou novidades esse produto precisa ter para chamar a atenção?
Como é o processo de produção deste produto?
Qual o diferencial do seu produto?
Como é o design do mesmo, incluindo características técnicas?
Como é o ciclo de vida do seu produto?
Exemplo
Vamos pensar num exemplo simples: um novo smartphone é o produto de sua empresa. O fato de ele possuir mais memória e ter um design moderno e todas as suas funções fazem parte do P do produto. No caso aqui respondemos o diferencial e o design do produto.
Para chamar a atenção do público alvo é preciso que ofereça novas funções em relação aos aparelhos já existentes. Mais memória pode ser uma dessas novidades. Em relação ao ciclo de vida, sabemos que é rápido e curto, pois smartphones são criados a todo instante.
O smartphone também satisfaz a necessidade de pessoas que precisam estar sempre antenadas nas últimas tecnologias. Já o processo de produção normalmente é em série.
A partir do momento em que se entende o que é o seu produto – e o que sua empresa tem a oferecer – sabe-se exatamente quem é o seu público alvo e para quem serão direcionadas todas as estratégias.
No exemplo do smartphone, seria um produto voltado a pessoas amantes de tecnologia e que estão sempre em busca de novidades e aparelhos com mais capacidade e ainda mais modernos.
4 Ps do Marketing – Preço
O preço envolve o valor que seu cliente está disposto a pagar pelo seu produto. Ou melhor, pela mudança ou solução que seu produto tem a oferecer para ele. Esse pode ser considerado um dos Ps mais importantes do Mix de Marketing, já que é o responsável pelo retorno financeiro daquilo que sua empresa tem a oferecer.
Pense que seu cliente não pode ver seu produto como apenas mais um no mercado. Razão essa, pela qual o P de produto precisa ser estudado com calma antes de se decidir o preço a ser aplicado no mercado.
Essa é a única ferramenta do Composto de Marketing que gera receita para a empresa, razão pela qual precisa ser pensada com cuidado. O preço precisa cobrir os custos gerados para conceber o produto – incluindo processo de produção e mão de obra –, estar dentro de uma média para o mercado no qual está inserido – não se pode estar muito acima ou muito abaixo dos concorrentes – e gerar lucro.
Além disso, é preciso levar em conta quem é seu público alvo e como ele percebe o valor do seu produto. Ou seja, quanto o cliente acredita e estaria disposto a pagar para poder se utilizar daquele benefício. Se seu produto for apenas mais um ou não criar um desejo, porque ele não apostaria no concorrente que oferece pelo preço mais baixo?
Uma planilha de preços pode te ajudar a precificar seus produtos da forma mais justa para o seu negócio e seus cliente. Confira o modelo que elaboramos!
Primeiro exemplo
Identificar uma necessidade também ajuda na determinação do preço. Pense num exemplo simples, uma garrafa de água vendida no mercado pode estar muito mais em conta do que aquela vendida em meio a um show de rock, por exemplo.
O cliente vai atrás dessa água pelo fato de estar com sede e não desejar deixar o local do show, no segundo caso, e para satisfazer essa necessidade estará disposto a pagar mais. Já no primeiro caso, ele pode comprar a garrafa de água apenas para uma emergência ou para estocar em casa. Não é uma necessidade urgente e pode se tornar uma compra que pode ser descartada se o valor estiver muito alto. Em resumo, as chances do consumidor desistir da compra no primeiro caso são maiores do que o segundo, se for levado em conta apenas o preço.
Isso significa dizer que ao determinar o preço é preciso saber qual é o valor praticado pelos concorrentes – para se ter uma média de mercado –, o quanto é possível reduzir do valor final para se oferecer descontos aos clientes sem prejuízo para a empresa e qual é o valor agregado do seu produto – como seu cliente o vê e quanto está disposto a pagar por ele.
Aqui fazemos um adendo, pois a forma como seu cliente vê seu produto estará intimamente ligada com a divulgação. Ou seja, por mais que o produto/serviço já exista no mercado, é sua empresa quem irá mostrar ao consumidor que ele precisa ter aquilo ou que determinado produto/serviço foi feito para ele.
Segundo exemplo
Vamos seguir com o exemplo do smartphone descrito no P de produto. Para determinar o preço de mercado do mesmo a empresa deve levar em conta os custos que teve em sua produção. Ou seja:
A margem de lucro que deseja obter com a venda.
A média de preço aplicada pelos concorrentes – aqueles que produzem aparelhos semelhantes e não smartphones em geral.
E o quanto o público alvo acredita que vale esse tipo de produto.
Ao final é feita uma média e não se pode esquecer de determinar qual o preço mínimo que esse produto pode ter no caso de a empresa decidir apostar em descontos, seja para chamar a atenção do cliente ou para eliminar estoque devido ao fim do ciclo de vida.
4 Ps do Marketing – Praça
O P de Praça é também conhecido como Ponto de Venda ou Canal de Distribuição. Basicamente, é o local que a empresa coloca à venda o que tem a oferecer. É o local em que o consumidor fará contato com o produto/serviço. A praça hoje não se resume apenas a um único local ou apenas a ambientes físicos. Quem vende seu produto pela internet tem seu site ou redes sociais como ponto de venda, por exemplo.
É nesse local que a venda realmente acontece, onde acontece a troca do produto pelo valor a ele determinado, o contato do público alvo com aquilo que deseja/precisa ter. É para onde o cliente se dirige quando deseja satisfazer seu desejo ou necessidade e adquirir aquilo que é oferecido por sua empresa.
A praça leva em conta não apenas o espaço disponibilizado para as vendas como também a logística, como se encontra a visibilidade do produto e a distribuição do mesmo. Ou seja, reposição é algo que é levado em conta no P de Praça.
Para determinar o ponto de venda do produto é preciso levar em conta os canais de distribuição que seu cliente buscaria para encontrá-lo, onde os concorrentes se encontram, como é o esforço de vendas e como sua empresa pode adentrar nesse canal de distribuição – em alguns casos pode ser complicado, caso já exista um concorrente estabelecido.
Parcerias com o distribuidor e estar disposto a pagar um pouco mais para garantir maior visibilidade também aumentam as chances de ser visto. O fato é que aquilo que está na altura dos olhos é o que primeiro chama a atenção de quem visita um ponto de venda. A ideia da loja própria, contando apenas com produtos da sua marca, também é interessante e pode existir virtualmente ou ter um espaço físico.
Exemplo
Um exemplo de parceria entre distribuidor e empresa bastante conhecida é o da Coca Cola. Eles fornecem a geladeira para que seus produtos estejam próximo ao caixa ou à vista daquele consumidor que procura por uma bebida gelada. Em troca o ponto de venda – que não terá gastos com a compra de geladeiras – deve colocar nessas geladeiras apenas produtos da Coca Cola.
Já o ato de pagar um pouco mais para ganhar visibilidade é visto nos supermercados. Os produtos que estão na altura da vista investiram – ou melhor, a empresa que os produz investiu – um pouco mais para estarem ali e serem os primeiros que são vistos pelos consumidores.
Seguindo com o exemplo do smartphone, no caso da Praça ele poderá ser encontrado em lojas de eletrônicos, em lojas da própria marca, lojas de operadoras de celular ou no site da sua empresa. A quantidade de aparelhos deixada em cada ambiente e o local em que ele estará disposto são também de sua responsabilidade e vale a pena pagar um pouco a mais para aparecer.
4 Ps do Marketing – Promoção
O quarto P do marketing, chamado de promoção, envolve todas as ações relacionadas à divulgação e comunicação do seu produto para o público alvo. Muitas pessoas acreditam que o P de promoção envolve apenas os descontos em vendas – o que conhecemos também como promoção de vendas – mas na verdade vai muito além disso.
Os descontos estão inclusos do P de promoção e normalmente são aplicados numa ação de conhecimento de um novo produto – para entrada no mercado – ou quando o ciclo de vida do mesmo está no fim – com o objetivo de limpar estoque.
Dentre outras ações de promoção estão a propaganda, a publicidade, e-mail marketing, mala direta, as fan pages, assessoria de imprensa e até mesmo links patrocinados. Qualquer ação com o intuito de divulgar o produto e atrair o público alvo entra no P de promoção.
Para usar corretamente essa ferramenta do Mix de Marketing é interessante estar atento a algumas situações como: onde será anunciado o produto, quando é a melhor época para se realizar ações de divulgação e que padrão deve ser seguido com o intuito de manter os clientes. Estudar como a concorrência divulga seus produtos ajuda a entender melhor como e onde atingir o público alvo.
No nosso exemplo do novo smartphone ele poderia ser divulgado através de fan pages, links patrocinados, propaganda e publicidade. Ações no ponto de venda também chamaram a atenção, principalmente logo na entrada do produto no mercado.
A importância do Composto de Marketing
Em uma primeira olhada, talvez, os 4 Ps do marketing pareçam algo simples para o qual não se deve dar muita importância.
Agora, se você leu com calma cada um dos tópicos acima, viu que nem tudo é o que parece. A verdade é que o Composto de Marketing é o responsável por determinar quem será mais importante para o cliente, que irá além de conseguir manter seu público-alvo.
Não se pode ver o que sua empresa tem a oferecer como apenas um produto, por mais comum que seja o que se está vendendo – água, por exemplo. Se fosse apenas mais um produto, porque as pessoas têm preferência por algumas marcas, por mais que sua composição seja praticamente a mesma?
O composto de marketing ajuda a empresa a identificar o que seu cliente deseja ou precisa e aplicar estratégias de forma que se deixe claro que o seu produto – ou serviço – é exatamente o que ele está procurando. É aquilo que vai resolver aquela situação que está incomodando aquela pessoa.
Entenda melhor a importância dos 4 Ps em cima do exemplo do smartphone. O público alvo de sua empresa não vai comprar seu aparelho porque ele faz ligações, manda mensagens ou acessa a internet, mas sim porque ele dá status e atende a necessidade de uma pessoa que precisa de mais memória e funções em um smartphone.
Para obter isso o cliente está disposto a pagar mais – pois sabe que não terá o aparelho que todos têm e não precisará trocá-lo por falta de espaço na memória – se direcionará ao ponto de venda em que sabe que encontrará esse tipo de smartphone e irá se interessar pelo diferencial por ele divulgado.
Os 8Ps e a relação com os 4 Ps do Marketing
A nova visão do Mix de Marketing não se resume mais a apenas 4 Ps. Fala-se hoje em 8Ps, que foram desenvolvidos a partir dos 4 Ps iniciais e continuam intimamente ligados uns aos outros.
Além dos tradicionais Produto, Preço, Praça e Promoção, temos também o P de Processo, o P de Pessoas, o P de Palpabilidade ou Posicionamento e o P de Produtividade. Percebe-se que sim, esses 4 novos Ps estão intimamente ligados com os anteriores já existentes.
O processo está intimamente ligado ao produto, já que envolve como ele é produzido. Inclusive já se falava nisso quando se analisava o P de Produto, afinal o processo de produção estará ligado com como seu produto é visto. Além disso, o Processo faz também parte do P de preço, pois irá aumentar ou reduzir o custo final do produto.
O P de Pessoas é bastante simples e envolve todos aqueles que estão envolvidos com o seu produto. Desde a produção até a venda. Trata-se dos colaboradores e parceiros. Ou seja, envolve o Produto – já que há pessoas que fazem parte da produção do mesmo – e a Praça – pois há vendedores dentro do ponto de venda que podem contribuir ou não para que um cliente leve seu produto.
O P de produtividade é totalmente ligado ao Produto. Envolve o quanto sua equipe é produtiva e a relação que isso tem com a qualidade do que sua empresa tem a oferecer. Diferencial e atributos do produto também entram na produtividade, sendo que eram analisados junto ao P de produto.
Sobre o P de Palpabilidade ou Posicionamento, separamos um tópico à parte:
4 Ps do Marketing – O “P” de Posicionamento
O posicionamento envolve como a empresa irá interagir com seu mercado, observar o ambiente em que o produto/serviço é vendido. É basicamente a forma como a empresa se posiciona e deseja ser conhecida por seus clientes.
É preciso muito cuidado com esse P, pois ele é essencial para ajudar o público-alvo a se identificar com sua empresa. Erros de posicionamento podem custar caro. Se você tem um produto voltado a classe A, mas se posiciona como popular, para classe C, por exemplo, pode perder vendas.
O cliente classe A não irá comprar, pois sua marca se diz popular e ele busca exclusividade, por mais que o preço esteja de acordo com esse mercado. Já o cliente classe C pode até se identificar com sua marca, mas acredita que seu produto/serviço não vale todo o valor que nele está sendo agregado.
Como visto acima, o Mix de Marketing é essencial para toda e qualquer empresa. Não veja como algo dispensável ou que não merece atenção apenas por ser lógico ou simples. Um bom uso dessa ferramenta pode ser a garantia de sucesso da sua empresa dentro do mercado em que está inserida.
Pense que não vale a pena ser mais um, mas sim o produto ou serviço que o cliente quer e precisa ter.
Iniciar uma loja de dropshipping pode ser uma tarefa desafiadora. Dependendo do seu nível de intimidade e conhecimento sobre esse mercado, você pode passar alguns dias ou até meses montando até ter a primeira versão da loja.
Mas para garantir que você não faça parte desse segundo grupo, elaboramos um guia completo com todos os passos mais importantes para você iniciar no mundo do dropshipping com o pé direito.
Entenda o que é dropshipping
Afinal de contas, o que é dropshipping? Se você pensa que dropshipping é apenas “vender sem ter estoque”, você está meio certo.
Mas ele vai além disso. O dropshipping é um modelo de negócios completo que gira em torno de vender sem ter um estoque físico do produto, dependendo apenas do fornecedor para fazer toda a logística.
Assim que uma compra entra em sua loja e o pagamento é processado, você utiliza esse dinheiro para realizar um pedido direto com o fornecedor do seu produto, inserindo os dados de envio do seu cliente. Assim, o fornecedor pode enviar o produto diretamente para o endereço do cliente.
Você basicamente se torna um intermediador das vendas, realizando a conexão entre o pedido do seu cliente e o estoque do fornecedor. E o simples fato de não precisar lidar com nada da logística torna o dropshipping muito atrativo, pois essa costuma ser uma das partes mais complicadas de qualquer operação.
A importância do tráfego pago no dropshipping
Esse é sem dúvida um dos conceitos mais importantes para qualquer dropshipper. Dominar o tráfego pago dá uma vantagem muito grande para a sua loja em relação aos concorrentes. Um bom funil de vendas é essencial para ter sucesso em qualquer etapa da loja.
De nada adianta você ter a loja mais bonita do mundo e com os melhores preços se ninguém ficar sabendo que ela existe. Inicialmente seu tráfego pago vai ser o principal responsável por trazer as vendas, já que as chances de sua loja ser descobertas organicamente são muito baixas, pois ter um bom ranqueamento no Google demora e exige um trabalho específico para SEO.
Estima-se que há um número de 180 milhões de celulares e tablets ativos no Brasil atualmente. Ou seja, o seu alcance com um anúncio numa rede social ou em sites de busca será enorme. Isso sem mencionar o número de computadores e outros dispositivos smart que também mostram anúncios.
Existe um público enorme à sua espera. Cabe a você explorar esse território.
Primeiros passos: por onde começar?
São muitas coisas para se considerar para realizar a construção da loja. E pra evitar que alguma delas passe despercebida, aqui estão os principais pontos que não pode esquecer sob hipótese alguma.
Escolha a plataforma
A primeira e a mais básica de todas é a plataforma onde você vai montar a sua loja. Ela servirá como esqueleto da sua loja, dando toda a estrutura necessária para que você possa criar uma loja de qualidade.
Uma boa plataforma deve ser simples, fácil de utilizar e ao mesmo tempo ter um grande leque de ferramentas disponíveis para aumentar a taxa de conversão e o ticket médio. Um sistema nativo de recuperação de carrinhos e a possibilidade de personalizar a loja como bem desejar são um grande diferencial.
Mas preste bastante atenção nos preços praticados. Algumas plataformas como a Shopify fazem a cobrança de suas mensalidades em dólar, o que acaba pesando bastante no orçamento.
Faça mineração de produtos
Como o próprio nome sugere, na mineração de produtos você vai sair em busca daquele pedacinho de ouro perdido no meio de um mar de outros produtos. Aqui você precisa fazer uma seleção criteriosa para achar um produto de alta qualidade e que tenha um preço baixo para que seja possível vender com uma boa margem de lucro.
É muito importante fazer o equilíbrio entre preço e qualidade. Ir no produto mais barato de todos pode gerar muita dor de cabeça em forma de devoluções e reclamações dos clientes.
Parece uma tarefa difícil – e realmente é. Mas essa é uma das etapas mais importantes, encontrar um produto com grande potencial de vendas, que tenha pontos fortes e um custo razoável pode demorar algumas horas, mas com certeza vai lhe trazer um retorno muito bom.
Profissionalize sua loja
Sendo bem direto e objetivo: lojas amadoras não convertem nada bem. Basta se colocar do outro lado: você confiaria seus dados pessoais e os dados do seu cartão de crédito a uma loja que parece que foi construída em 10 minutos?
Só o simples fato de você adquirir um domínio, fazer um e-mail profissional (com o domínio igual ao do site) e também investir em uma boa logo já deixam sua loja muito acima de qualquer outra.
Na mesma linha, considere bastante a linguagem utilizada na descrição dos produtos e também nas páginas em geral. Busque falar a língua do seu público para não causar estranhamento – ou pior, desistência de compra.
E na parte de design, apostar em imagens com uma bela definição e bem preparadas é essencial. Lojas com imagens borradas ou pequenas demais não passam confiança alguma.
Cuidado com o frete – dropshipping internacional
Escolher um bom frete é bem mais fácil do que parece. No geral você quer evitar todas as opções que não oferecem código de rastreamento, essas são inviáveis. E por outro lado não é possível utilizar as opções expressas por conta do custo absurdamente alto.
Isso nos deixa com poucas opções, sendo as mais populares o e-packet e o Aliexpress Standard Shipping, caso você esteja usando a plataforma deles. Esses dois têm a melhor relação entre custo e prazo de entrega, levando em torno de 20 dias até chegar ao endereço do cliente, com o preço de 5 a 10 dólares dependendo do tamanho da encomenda.
Escolha seu tipo de loja
No mundo do dropshipping existe um debate antigo entre loja nichada e loja genérica. Ambos tipos possuem vantagens e desvantagens, cabe a você analisar bem os prós e contras para escolher o que se encaixa melhor na sua necessidade.
A loja genérica não possui um foco específico, ela vende produtos de várias categorias diferentes. Não fique espantado se você encontrar uma loja genérica vendendo produtos para bebê e artigos para pesca em um único site.
O ponto negativo da loja genérica é justamente a falta de identidade, sua loja acaba sendo vista como um oceano mas com a profundidade de uma poça d’água. E lojas desse tipo acabam sendo esquecidas mais rapidamente, pois não tem um carro-chefe.
Já as lojas nichadas focam num tipo específico de produto, como por exemplo, acessórios para celular. Isso torna elas muito mais especializadas nesse assunto, porém uma má escolha caso você queira comprar dois produtos diferentes e aproveitar o mesmo frete.
A grande vantagem da loja nichada é poder trabalhar a sua identidade de marca de maneira bem assertiva. É muito mais fácil criar um design específico para uma loja que vende apenas um tipo de produto em relação a uma loja que vende de tudo.
Loja de dropshipping pode ser MEI?
Não, uma loja de dropshipping se enquadra no CNAE 7490-1/04 – Atividades de intermediação e agenciamento de serviços e negócios em geral, exceto imobiliários, que não pode ser MEI.
O que fazer depois da primeira venda?
Essa é uma dúvida que assombra muitos novatos. Se você pesquisar no YouTube perceberá que vídeos como “Fiz minha primeira venda no dropshipping. E agora?” são extremamente comuns.
Aqui o modo de como você vai prosseguir depende do seu tipo de operação, se é nacional ou internacional. No dropshipping nacional é necessário seguir o modelo de operação combinado com o seu fornecedor, seja por envio de arquivo .csv ou passando os pedidos manualmente.
No dropshipping internacional é possível fazer o pedido manualmente direto na plataforma de escolha, como o Aliexpress/Shopee ou ainda utilizar uma ferramenta de automação de pedidos. Alguns exemplos de ferramentas assim incluem Oberlo, Dsers e GoNimble.
É fortemente recomendado que você utilize uma dessas ferramentas de automação, elas poupam você de um trabalho manual maçante e permitem que você escale suas operações com facilidade. Fazer um ou dois pedidos manuais por dia é tranquilo, mas já pensou como seria se você tivesse 50 pedidos por dia?
Dicas valiosas para aumentar seu faturamento
Agora que você já possui uma boa noção dos primeiros passos necessários para começar sua loja com o pé direito, vamos passar algumas dicas que com certeza aumentarão seu faturamento em pelo menos 15%.
Aposte na recuperação de carrinhos e boletos
Carrinhos abandonados e boletos não-pagos são uma mina de dinheiro inexplorada por muitos. Ao aceitar essas perdas você está basicamente deixando muito dinheiro na mesa.
O ideal é ir atrás desses clientes e tentar convertê-los. Não vai funcionar em 100% dos casos, mas um cupom de desconto ou de frete grátis pode convencer até o mais teimoso dos clientes.
Upsell é a sua melhor amiga
Se você ainda não sabe o que é upsell, aqui vai um breve resumo: a upsell pós-venda é uma oferta que aparece logo após o cliente finalizar o pedido e antes de aparecer a página de obrigado.
Nela você oferece um produto que tenha alguma relação com o pedido original, geralmente num preço reduzido ou bem atrativo, muitas vezes por conta da facilidade e do preço especial o cliente opta por adicionar esse produto ao pedido.
E dessa maneira você acaba extraindo um valor maior desse pedido sem ter investido nada a mais em anúncios de remarketing ou qualquer outra estratégia. Uma boa upsell sozinha gera um aumento de pelo menos 10% no seu faturamento.
Invista no seu atendimento
Um bom atendimento conquista o cliente e aumenta a fidelização. Se você responder com agilidade e de maneira atenciosa as chances do cliente querer voltar a comprar em sua loja são bem maiores.
Hoje em dia é muito fácil achar qualquer produto com um preço legal, mas o que faz o diferencial entre uma loja e outra é o atendimento e a agilidade na entrega. Por conta da natureza do dropshipping internacional, suas entregas terão um prazo alto. Sendo assim, é vital que você compense isso com um bom atendimento.
Tanto nos países que falam em inglês como em alguns outros, outdoor costuma ser utilizado para designar qualquer publicidade ou propaganda que seja instalada em ambientes externos. A publicidade ao ar livre é bastante comum em qualquer lugar, mesmo em cidades grandes ou pequenas, e bastante popular em ruas e outros locais, por isso investir neste setor pode ser uma boa estratégia para passar pela crise econômica sem dificuldades. Em crescimento dentro do setor de publicidade e propaganda, os outdoors também podem ser chamados de mídia extensiva ou mídia ao ar livre.
No Brasil, no entanto, outdoor pode ter esse significado mais amplo, de definir mídia ao ar livre, mas também pode ser usado para designar os grandes painéis de propaganda, com grande visibilidade instalados à margem de vias públicas ou outros locais de grande circulação de pessoas. Mais precisamente as peças com medidas de 9 metros de comprimento por 3 de altura, com 16 ou 32 folhas de papel para formar uma grande imagem.
Desde 2010, o mercado de outdoors tem apresentado um crescimento considerável. No setor de mídias, é o tipo de propaganda que mais cresce no país. No entanto, é sempre importante realizar uma pesquisa de mercado no local onde deseja instalar a empresa. Mesmo com o crescimento, cada local pode apresentar ameaças e outras possibilidades de insucesso que podem frear esse empreendimento. Vale a pena ficar atento à concorrência do local.
É importante também ficar atento às leis do lugar em que a empresa será estabelecida. Algumas cidades, como é o exemplo de São Paulo, possuem políticas de limpeza urbana, com leis que impedem a instalações de outdoors e outras mídias em alguns lugares, com o intuito de inibir poluição visual.
A localização da pequena empresa de fabricação e instalação de outdoors não é muito importante, considerando que boa parte dos clientes é atendida em outros locais, mas existem outros aspectos relativos às instalações físicas da empresa que devem ser levadas em conta. Por exemplo, a facilidade de acesso por parte dos funcionários, a praticidade e a eficiência da sala de máquinas. É interessante também avaliar se o local da empresa facilita a instalação, remoção e reparo dos outdoors de responsabilidade da empresa.
A localização do produto em si, por sua vez, é fundamental. O local onde está o outdoor tem relação direta com o lucro que a empresa terá com a mídia. Recomenda-se a instalação em um local com grande movimentação de carros, ônibus e pessoas a pé. Quanto maior a circulação, maior o rendimento. Outdoors menos vistos também são procurados, no entanto, o preço pago por eles costuma ser menor. Note que para instalar um outdoor muito visto ou pouco visto, os custos do serviço são parecidos, portanto escolher a localização é realmente importante.
Outdoors podem ser instalados em áreas públicas ou privadas. Para ambas, normalmente exige-se autorização da prefeitura. Em locais de posse do município, normalmente os outdoors são instalados a partir de concorrência pública entre as empresas interessadas. Atenção: a legislação de uma cidade para outra é diferente. Consulte as leis de seu município. Para os terrenos privados, basta o contrato de locação entre o proprietário do terreno e a empresa.
Atenção aos aspectos burocráticos: para se abrir uma empresa, é necessário ir até a prefeitura e verificar se o terreno escolhido é adequado para este empreendimento, de acordo com o zoneamento urbano. Forneça ao órgão municipal de urbanismo o endereço correto do local.
Consulte se sua marca já é utilizada ou se existe algum empecilho com relação ao nome da empresa na junta comercial. Organize os documentos da empresa e dos sócios e faça o arquivamento do contrato social ou, em caso de dono único, a Declaração de Empresa Individual. Depois, vá atrás de conseguir o CNPJ junto à Receita Federal. Consiga também a Inscrição Estadual com a Receita Estadual e o Alvará de Licença com a Secretaria Municipal da Fazenda. Faça a matrícula no INSS e emita a Certidão de Uso do Solo junto à prefeitura. Não se esqueça de deixar em local visível ao cliente uma cópia do Código de Defesa do Consumidor.
Empresa de outdoors pode ser MEI?
Sim, uma empresa de outdoors com CNAE 4329-1/01 – Instalação de painéis publicitários, pode ser MEI.
Entretanto, uma empresa de outdoors com CNAE 7312-2/00 – Agenciamento de espaços para publicidade, exceto em veículos de comunicação, não pode ser MEI.
Estrutura, produtos e pessoal
Uma pequena empresa de outdoors pode ser instalada em um território de 40 metros quadrados, em média. Divida a estrutura em uma pequena recepção, almoxarifado, sala administrativa, banheiro e copa. A parte mais importante do negócio é a construção dos outdoors. Os produtos são feitos de chapas galvanizadas fixados a suportes de madeira. As medidas seguintes são as mais comuns, mas existem outros métodos empregados no mercado. Fica a critério da empresa decidir sobre qual forma construir seus produtos.
Chapas número 26, caixilhos de madeira de 2,5 cm por 5 cm, vigas de 6 cm por 12 cm, caibros de 6 cm por 8 cm, sarrafos de 10 cm por 2,5 cm e também de 3 cm por 12 cm. Estes materiais são utilizados em outdoors com tabuletas menores, que se tornaram mais comuns nos últimos 20 anos pela necessidade de se baratear os materiais e compactar a estrutura, exigindo menos espaço do local. A área útil da tabuleta finalizada deve ser de 8,8 m por 2,8 m sem moldura, ou de 9 m por 3 m com moldura inclusa.
Nesse negócio, o número de funcionários depende de qual porte a empresa se propõe a conquistar. Para manter até 10 outdoors, quatro empregados são suficientes. Um secretário, um atendente comercial e dois “coladores'”, os responsáveis por fazer a manutenção das peças. Se a empresa crescer e prosperar, invista em maior treinamento para os funcionários e para mantê-los na empresa, diminuindo a rotatividade e criando vínculo entre empresa e profissional, o que costuma melhorar a qualidade do serviço.
Reserve também especial atenção ao software de gestão empresarial utilizado pela sua empresa. Ele deve contribuir no trabalho para ajudar a administrar com agilidade, eficiência e economia, um software como o eGestor. Totalmente online, não congestiona os computadores da empresa e mexe com todas as fases da gestão, desde o controle financeiro à emissão de Nota Fiscal Eletrônica.
Enquanto quem é empregado pela CLT contribui automaticamente com a previdência através de descontos mensais no seu contracheque, os trabalhadores autônomos, MEI, empregadas domésticas e similares utilizam a Guia da Previdência Social (GPS) para garantir seus direitos previdenciários.
Esse documento confere uma segurança para o contribuinte regular, que passa a ter maior garantia de uma aposentadoria no futuro. Além disso, também garante o acesso ao sistema de saúde e renda em caso de necessidades emergenciais.
A seguir, aprenda como funciona a GPS, onde emitir e como preenchê-la.
A guia da previdência social (GPS) é o documento por meio do qual contribuintes individuais – trabalhadores que não possuem carteira assinada – podem pagar o INSS todo mês. Como resultado, essa contribuição garante acesso a auxílios previdenciários.
Além disso, existem diversas categorias de profissionais que dependem dessa espécie de contribuição para ter direito à aposentadoria.
Quem deve emitir?
Toda pessoa que deseja ser filiada ao INSS e não tem um vínculo CLT com uma empresa pode emitir o GPS. Veja as classes de profissão que devem emitir.
Empresa: Todas as empresas que mantêm funcionários ativos utilizam o pagamento da GPS para realizar a contribuição mensal obrigatória desses funcionários .
Contribuintes individuais: São os profissionais que trabalham por conta própria, sem vínculo empregatício com nenhuma empresa. Também são chamados de autônomos.
Contribuintes facultativos: São aqueles segurados, acima de 16 anos de idade, que não têm renda, mas que desejam contribuir para o INSS a fim de garantir os seus direitos previdenciários quando necessário.
Segurado Especial: Indivíduos que executam algum trabalho por meio de economia familiar ou com ajuda de terceiros, porém sem registro nenhum. Exemplos: pescador, produtor rural etc.
Empregado doméstico: (nesse caso, apenas relativo ao período de 10/2015 e anteriores. Após essa data, o boleto de pagamento é outro, gerado pelo eSocial).
Empregado doméstico é o profissional que desempenha seus serviços para alguém, dentro da residência dessa pessoa, de forma rotineira e sem oferecer lucros ao empregador.
Como preencher a GPS
O preenchimento da guia da previdência social causa muitas dúvidas nos contribuintes. E esse cuidado é importante uma vez que preencher uma informação de maneira errada pode comprometer o pagamento e gerar muitas dores de cabeça. Veja a seguir algumas orientações:
Identificação
O primeiro campo serve para inserir informações sobre o contribuinte, como nome completo, endereço e telefone e CPF/CNPJ.
Competência
Onde tem escrito “competência” deve ser colocado o mês e o ano ao qual o pagamento faz referência, no formato correto. Exemplo: 02/2021 (mês e ano).
Identificador
Aqui é onde o contribuinte insere o seu CPF, NIT, PIS etc. É através dessa informação que o sistema identifica o seu pagamento.
Valor
Nesse campo deve constar o valor que o contribuinte pagará, que também deve estar de acordo com a tabela da Receita Federal. A alíquota varia de acordo com o tipo de contribuinte e leva em conta as diferentes faixas salariais dos filiados.
Valor de outras entidades
Esse campo é obrigatório apenas para empresas que precisam recolher a contribuição para outras entidades.
Multas e juros
Esse campo também só precisa ser preenchido no caso de multas e outras taxas a serem pagas pelo contribuinte. Se for o seu caso, verifique as orientações no site da Receita Federal.
Valor total
Aqui deve constar o valor total que será pago, incluindo o valor da sua contribuição acrescido das taxas e juros, se houver.
3 formas de emitir a GPS
Se você precisar emitir uma GPS, pode fazer isso de três maneiras diferentes.
A maneira mais comum é emitir a GPS por meio do site da Receita Federal. Esse processo é muito simples. Para isso, basta consultar o SAL (Sistema de Acréscimos Legais), que é o site oficial da Receita Federal para emissão online da guia. Depois, é preciso escolher a sua categoria, ou tipo de filiação, inserir o número do NIT (Número de Identificação do Trabalhador), inserir o código solicitado e pronto.
Outra forma de emitir a guia é através do aplicativo Meu INSS. Não precisa fazer login. Basta clicar no serviço informado “Emitir Guia de Pagamento (GPS)” e você será redirecionado ao site oficial da Receita Federal. Ademais, esse mesmo procedimento pode ser realizado usando um computador, sem precisar baixar o app, apenas inserindo o endereço eletrônico do Meu INSS.
Por fim, também é possível emitir o GPS comprando o documento em papelarias e bancas de jornais em forma de um carnê. No entanto, ao fazer isso será necessário realizar o cálculo da contribuição e o preenchimento dos dados de forma manual.
Considerando tudo isso, a melhor forma de emitir uma GPS é por meio do site da Receita Federal. Se você tiver qualquer dúvida com respeito aos dados a serem inseridos, pode também consultar um contador especializado para realizar os cálculos trabalhistas.
GPS e o contribuinte individual
O contribuinte individual é aquele que tem obrigação de contribuir para o INSS e a GPS é a forma que ele tem para fazer essa contribuição. O valor do recolhimento deve estar de acordo com o valor que ele recebe pelo seu trabalho e observando também o teto do INSS.
O contribuinte individual tem duas opções de contribuição:
11% – Plano simplificado, em que o valor é descontado do salário mínimo. Entretanto, a desvantagem é que o contribuinte não tem direito à aposentadoria por tempo de contribuição.
20% – Plano normal, em que o contribuinte pode se aposentar por idade ou tempo de contribuição e com um salário maior do que vigente.
Lembrando que o contribuinte que prestar serviço para uma empresa não tem que pagar o INSS, pois quem deve fazer isso é o empregador. Além disso, quando o salário do mês não atinge um salário mínimo cabe ao autônomo completar o que falta.
GPS trimestral
A GPS trimestral é para aqueles contribuintes que preferem pagar a alíquota a cada três meses em vez do pagamento mensal. Contudo, só é válido para quem contribui em cima do valor mínimo que é um salário vigente multiplicado por três.
O código para preenchimento da guia, como vimos, é diferente portanto. Se essa for a sua escolha, o código deve ser o 1104.
Ao optar por esse tipo de pagamento, o contribuinte paga o equivalente aos três meses anteriores. Por exemplo, em março ele paga o valor referente a janeiro, fevereiro e março. Em junho, o pagamento é relativo a abril, maio e junho e assim sucessivamente.
Nesse caso, ao preencher a GPS, é preciso preencher o campo “competência” com o nome do último mês que compõe o trimestre.
Como pagar a GPS
Depois de emitir e preencher corretamente a GPS, é hora de fazer o pagamento. Existem diferentes canais que podem ser utilizados para pagar a sua guia. O mais conhecido deles são as agências lotéricas, mas os bancos e seus correspondentes bancários também realizam o serviço.
Quem prefere mais praticidade, tem a opção de usar os canais digitais. Pelo internet banking, por exemplo, é possível fazer esse pagamento com débito automático em conta ou usando o código de barras da guia para pagá-la por meio dos aplicativos do seu banco.
O prazo para pagamento é diferente para cada grupo de filiados. As empresas têm até o dia 20 para fazer o recolhimento. Já o contribuinte individual, o facultativo e o segurado especial devem pagar a sua guia até o dia 15 de cada mês. Já o empregado doméstico tem até o dia 7 para quitar seu débito.
Caso algumas dessas datas caiam em dia não útil, o pagamento pode ser feito no dia útil seguinte.
Prazos de pagamento da GPS
A data limite para o pagamento da GPS depende do tipo de contribuição que é realizada.
Pagamento mensal: o pagamento precisa ser feito até o dia 15 do mês seguinte ao mês de contribuição. Ou seja, se o mês de contribuição for Janeiro, o pagamento da GPS precisa acontecer até o dia 15 de Fevereiro.
Empregado doméstico: nesse caso o vencimento é no dia 7 do mês seguinte de contribuição.
Recolhimento trimestral: para quem opta por fazer a contribuição trimestral, a data limite para o pagamento da GPS é o dia 15 do mês seguinte ao fim de cada trimestre. Por exemplo, se o trimestre de recolhimento for o primeiro do ano, ou seja, referente a Janeiro, Fevereiro e Março, o pagamento será até o dia 15 de Abril.
Microempreendedor Individual (MEI): Obrigações devem ser pagas até o vencimento, usando a Guia DAS.
E se eu atrasei o pagamento da GPS?
Os únicos que podem realizar o pagamento da GPS com atraso são os segurados facultativos e os contribuintes individuais. O segurado facultativo pode pagar esse documento em atraso somente se ele não estiver vencido a mais de 6 meses.
Já no caso do contribuinte individual, é possível fazer o pagamento independentemente do prazo vencido. Contudo, se esse prazo for maior que 5 anos, o contribuinte vai precisar apresentar algum documento que comprove que ele estava exercendo atividade remunerada na época.
Modalidades
A seguir estão as modalidades de pagamento para a GPS.
GPS – Eletrônica
Para realizar o pagamento de guias geradas pelo SEFIP (Sistema Empresa de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social), é necessário cadastrar-se com usuário e senha, obter uma assinatura eletrônica na agência bancária da conta da empresa e configurar um débito automático em conta.
GPS Casas Lotéricas
Para GPS emitidas até o valor de R$1.000,00, é possível fazer o pagamento em qualquer casa lotérica. Essas geralmente possuem um horário de funcionamento maior do que agências bancárias, o que significa maior facilidade para os contribuintes.
GPS Internet
Você pode efetuar seus pagamentos da GPS à Previdência Social de forma prática e segura, diretamente de seu escritório ou de sua casa, através do Internet Banking. Para isso, basta procurar o gerente do banco e agência onde possui conta e solicitar o cadastramento da assinatura eletrônica.
GPS Autoatendimento
Outra forma de pagar a GPS é nos terminais de autoatendimento de qualquer Banco no qual você possuir conta.
GPS Débito em Conta
Você também pode optar por realizar o pagamento de sua contribuição previdenciária por meio do débito automático. Basta cadastrar antecipadamente a autorização para agendamento do débito, e este será efetuado mensalmente na conta escolhida.
Códigos de pagamento
Existem códigos diferentes para cada tipo de contribuinte. O seu código deve estar de acordo com a tabela da Receita Federal.
Para exemplificar: o contribuinte individual que faz o recolhimento mensal está sob o código 1007. Se ele optar pelo recolhimento trimestral, o código é 1104.
Segue a lista com os códigos de contribuição individual mais utilizados:
1007 – Mensal
1104 – Trimestral
1120 – Mensal – Com dedução de 45%
1147 – Trimestral – Com dedução de 45%
1287 – Rural Mensal
1228 – Rural Trimestral
1805 – Rural Mensal – Com dedução de 45%
1813 – Rural Trimestral – Com dedução de 45%
Os seguintes códigos são para as contribuições facultativas de 20% sobre um valor entre o mínimo e Teto do INSS.
1406 – Mensal
1457 – Trimestral
1821 – Exercente de mandato eletivo / Recolhimento complementar
Como pagar a GPS para complementar a contribuição como MEI
O MEI realiza uma contribuição mensal obrigatória de 5% para o INSS através do pagamento da DAS. No entanto, caso desejar, ele também pode utilizar a GPS para realizar uma contribuição complementar de 15%.
Dessa maneira, o Microempreendedor Individual atinge o plano de contribuição normal de 20%. Além disso, também passa a ter direito a aposentadoria por tempo de contribuição, além de todos os outros benefícios do INSS.
Para fazer isso, basta ele preencher a GPS utilizando o código 1910, que é referente ao pagamento opcional para MEI.
Sistema e-Social
O Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (e-Social) é um sistema mantido pelo governo federal com a intenção de realizar a integração de todas as obrigações trabalhistas das empresas em apenas um local.
Através do e-Social é possível cadastrar as informações de cada funcionário e também o pagamento de INSS, FGTS e auxílio-doença, informações trabalhistas, fiscais e previdenciárias. Isso substitui o envio de um formulário individual para cada informação.
No entanto, o e-Social não serve para alterar a legislação de obrigações trabalhistas nem a maneira de pagamento das contribuições, mas sim para unificar a comunicação entre entre empregadores e o governo.
A GPS é um dos documentos inseridos nesse sistema.
Algumas das obrigações cumpridas no e-Social são:
Folha de pagamento
GFIP: Guia de Recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência Social
RAIS: Relação Anual de Informações Sociais
DCTF: Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais
GRF: Guia de Recolhimento do FGTS;
GPS: Guia da Previdência Social.
Considerações finais
Como vimos, a GPS (Guia da Previdência Social) é um formulário que deve ser preenchido pelos contribuintes filiados ao INSS que precisam fazer suas contribuições mensais ao órgão, com o objetivo de garantir benefícios previdenciários. Além disso, a guia pode ser emitida online ou adquirida em papelarias. O preenchimento deve ser feito com cuidado para evitar problemas na arrecadação, bem como a data para pagamento.
Certamente, não há empreendedor que nunca tenha ouvido o termo margem de lucro. Muitos tentam supor seu significado pela literalidade das palavras, mas poucos conhecem realmente sua acepção técnica. Por isso, preparamos este post para que você saiba como calcular margem de lucro em micro e pequenas empresas com a máxima eficiência.
Esse cálculo será essencial para você! Afinal, quando você abriu uma empresa, tinha expectativas e sonhos. Desejava a independência financeira, horários flexíveis, mais tempo com a família etc. Não desejava mais trabalhar por trabalhar, sem motivação nenhuma.
Porém, para que tudo isso seja possível, o lucro é fundamental. Sem ele, você terá de voltar para o seu emprego e desistir do seu negócio temporariamente.
Como estabelecer a margem de lucro bruto?
Primeiramente, devemos compreender o conceito de lucro — que é a diferença entre o faturamento obtido com a comercialização dos seus produtos e os custos de produção. Assim, em uma fórmula simples, temos:
Lucro bruto = (receitas totais – custos) x 100%
Depois dessa etapa, é bastante simples calcular a margem de lucro. Ela é a relação entre o lucro bruto e a receita total:
Margem de lucro = lucro bruto / receitas totais
Por exemplo, em uma pequena empresa de locação de equipamento para a construção civil, o aluguel horário de uma escavadeira custa R$ 500. Por sua vez, os custos diretos com pessoal e infraestrutura são de aproximadamente R$ 350. Desconsiderando os impostos e tributos, podemos dizer que seu lucro bruto foi de R$ 150.
Portanto, a margem de lucro será a divisão dos R$ 150 de lucro bruto pelos R$ 500,00 de receita. No exemplo citado, portanto, seria de 30%. Nas suas negociações com investidores e bancos, você verá sempre que esse valor será requisitado.
Por que calcular margem de lucro bruto é tão importante?
O lucro bruto é um parâmetro muito relativo, pois valores muito altos não são necessariamente positivos caso o custo de produção também tenha sido elevado. Já a margem de lucro, informa precisamente o quão sua empresa está sendo eficiente na geração de mais capital.
Vários agentes do mercado necessitarão desse valor para tomar decisões a respeito da sua organização. Os bancos, por exemplo, precisam dessa informação para determinar se, a longo prazo, você terá condições de arcar com os financiamentos. Já os investidores, precisam saber se a sua margem de lucro é adequada para as suas carteiras de negócios.
Além disso, você mesmo precisa saber esse valor, pois ele é um indicativo da saúde do seu negócio. Uma margem de lucro pequena traz duas possibilidades:
Custos elevados
Sua linha de produção não está sendo muito eficiente. Com isso, grande parte de sua receita tem sido gasta para mantê-la. No futuro, isso poderá trazer muitos problemas. Como a tendência dos custos é crescer, você poderá ter prejuízos eventualmente.
Além disso, o lucro é também utilizado para realizar investimentos internos. Sem eles, sua empresa estagna e se torna insustentável a longo prazo.
Receita insuficiente
Às vezes, você até consegue ter um produto lucrativo em termos de custos. Porém, você pode enfrentar dificuldades em vendê-lo no mercado. Isso traz à tona diversos problemas: o investimento em divulgação está pequeno, os clientes não gostaram do seu conceito, as ações de marketing estão inadequadas etc.
Essas informações são essenciais, mas ainda são insuficientes para te informar a respeito do panorama da sua lucratividade. É preciso ainda calcular a margem de lucro líquido.
Como obter a margem de lucro líquido?
A margem de lucro bruta leva em conta somente os custos diretos, ou seja, aqueles que conseguimos relacionar diretamente com a produção de um produto. Eles são a matéria-prima, a mão de obra, o transporte, entre tantas outras despesas.
Porém, há gastos que não são diretamente relacionados ao produto, como o aluguel da sede, a manutenção do espaço de trabalho, despesas com a administração da empresa e as contas de água, luz e internet. No lucro líquido, não deixamos de inclui-los.
Além disso, agregamos outros dados essenciais aos tributos e encargos. Eles estão presentes na folha de pagamento dos seus funcionários, nos impostos sobre faturamento, nas taxas de transações bancárias, entre outros.
Então, mesmo com uma margem de lucro bruto excelente, essas fontes podem corroer a lucratividade. Usamos a seguinte fórmula para calcular o lucro líquido:
Com esse valor, podemos facilmente calcular a margem líquida:
Margem líquida = (lucro líquido após os tributos / receita total) x 100%
Atenção! Na hora de fazer a soma dos impostos, não deixe de verificar o IOF das transações financeiras. Muitas empresas esquecem desse valor e superestimam a margem de lucro.
Mas, afinal, qual é a margem ideal?
Bem, muitos empreendedores cometem o erro de acreditar que a margem de lucro deve ser muito alta. É um erro comum esperar valores próximos de 100%. Entretanto, em um negócio sustentável financeiramente, não teremos valores distantes de 20% para o setor de serviços e de 8% para as indústrias.
Caso você esteja longe desses referenciais, ainda não há motivo para se preocupar. Outros fatores deverão ser analisados. Se a organização ainda for nova no mercado, ainda levará um tempo para aumentar a carteira de clientes e lucrar mais.
Porém, se seu negócio for mais bem estabelecido, você deverá analisar o que está corroendo a sua margem. Micro e pequenas empresas, por terem menores necessidades operacionais, colhem taxas mais próximas do teto de 8% ou 20%. Seus valores devem se manter próximos delas.
Não é truísmo dizer que todo negócio visa ao lucro. Sim, sabemos que ele não deve ser o único motivo da existência de uma empresa. Todavia, não faz sentido ter muito esforço para não colher nenhum fruto.
Portanto, não deixe de calcular sua margem de lucro constantemente; ela será um dos principais parâmetros do seu sucesso. Porém, na busca por melhores margens, jamais sacrifique a qualidade do produto. Isso terá efeitos negativos a longo prazo — por isso, invista em uma gestão estratégica e eficiente.
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