Resumo do livro “A Meta” de Eliyahu M. Goldratt & Jeff Cox

Resumo do livro “A Meta” de Eliyahu M. Goldratt & Jeff Cox

Considerado um best-seller por muitos que almejam um sucesso ainda maior com seus negócios, o livro “A Meta já teve mais de dois milhões de exemplares vendidos.

Muito usado por grandes empresários e por professores em faculdades de administração, A Meta é um livro que retrata bem o cotidiano de uma empresa, e como um empreendedor precisa se portar a fim de manter sua empresa e equipe em sintonia com as melhorias necessárias.

Além de apresentar soluções práticas e rápidas para momentos de baixa receita e atrasos em produção, o livro também aborda questões delicadas como retorno sobre investimento (ROI), lucros líquidos e brutos, indicadores globais de resultados e outros aspectos.

A história do livro “A Meta”

A Meta, diferente de muitas obras que retratam o mundo dos negócios, conversa com o leitor sobre o assunto por meio de um romance. Eliyahu M. Goldratt e Jeff Cox apresentam ao leitor a história de Alex Rogo, gerente de uma fábrica que está enfrentando um período de crise e a possível falência da empresa.

Além de ser pressionado por seu chefe direto, Alex ainda precisa executar entrega de um pedido atrasado, tendo que se deparar com as exigências das normas internas, o mau funcionamento dos custos e a cobrança contínua de resultados positivos. E todo esse esforço para conseguir salvar a fábrica num período de três meses.

Em meio a dificuldades e desafios não só profissionais, mas também familiares o sofrido gerente conta com a ajuda de um mentor, Jonah. Jonah o auxilia a salvar a fábrica dos prejuízos e o ajuda a perceber que sua empresa precisa ganhar dinheiro.

Antes, a empresa possuía uma boa produtividade e um rendimento considerável, mas com o passar do tempo foi perdendo o foco nos resultados e deixando de atingir a meta determinada pela direção. Mas Alex, com a ajuda de Jonah consegue estruturar um meio para trazer a empresa de novo a um saldo positivo.

As soluções de Alex

Para que a fábrica saia do prejuízo, Alex toma algumas providências que se concentraram em três pilares: ganho, inventário e custo operacional. Para sustentar esses pilares, algumas atividades eram feitas para evitar que novos problemas fossem surgindo.

Flutuações estatísticas, análise de eventos dependentes e outras tarefas eram realizadas para organizar o foco na maximização de resultados da empresa.

Entretanto, o ponto-chave que Alex criou para levantar a empresa foi focar nas restrições, ou os conhecidos “gargalos” como o livro comenta. Esse trabalho consistia no reforço aos elos fracos na produtividade, na entrega de pedidos e outras funções, a fim de aumentar o lucro e ter um melhor fluxo de trabalho.

Mesmo com enfoque nos gargalos, Alex, com a ajuda de Jonah, não deixava de trabalhar em melhorias além desse quesito. Áreas que não possuíam gargalos também deveriam trabalhar no mesmo ritmo que as outras.

Tempo de montagem, expedição de peças, redução no tempo de inventários e outras ações também precisavam produzir num tempo otimizado promovendo aumento nos lucros.

Os robôs

Ainda com o auxílio de Jonah, Alex se deu conta de que ele e sua equipe poderiam melhorar ainda mais. Além de associar seus conhecimentos com as novas práticas adotadas pela empresa, ele visou a chance de introduzir robôs, aumentar a produção da empresa e assim gerar mais lucro.

O uso de robôs aumentou a produtividade da fábrica. Entretanto, Alex também notou que tempo e custo gastos com a manutenção de peças dos robôs estavam transformando o tempo em um montante ainda maior de inventários. E não só isso, as despesas operacionais também passaram a aumentar.

Nesse momento, o leitor, juntamente no caso de Alex e sua equipe, nota que mesmo os robôs trazendo eficiência na execução dos trabalhos, ainda não mostravam eficácia para solucionar os problemas que a fábrica enfrentava por completo. A cada mês terminado de trabalhos, a gerência precisava gastar muito dinheiro com excessos ainda mais frequentes.

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A metodologia usada por Alex e sua equipe

À medida que o leitor vai acompanhando a trajetória de Alex em salvar a fábrica, ele nota que há um padrão a ser seguido para solucionar os problemas. Seguindo a ideia das restrições, existem cinco passos que Alex segue para conseguir tirar a fábrica do perigo da falência:

  • identificar a restrição do sistema;
  • analisar por completo a restrição do sistema;
  • subordinar a autorização de afazeres ao tutor responsável;
  • elevar a restrição do sistema;
  • se a restrição for alterada ou der errado em algum momento do processo, comece de novo.

A partir daí, A Meta traz ao leitor que a obediência a um raciocínio lógico e prático, pode ajudar a empresa em muitos aspectos.

Nessa instância, o conceito sobre A Teoria das Restrições é estabelecido, tornando-o um recurso necessário não só para o processo de consultoria na solução dos problemas da fábrica, mas também em áreas que não estavam sendo diretamente afetadas.

Até a vida de Alex foi afetada positivamente por conta dessa teoria, e passou a ter maior gosto pela sua função e a trabalhar com mais eficácia.

A Meta aborda a Teoria das Restrições como algo benéfico que todas as empresas deveriam adotar em seus mecanismos de trabalho. Como forma de buscar uma melhor análise de seu funcionamento, também ajuda a empresa a tirar proveito dela e quais são suas restrições.

Tendo todo esse conhecimento armazenado, a empresa poderá planejar quais as melhores estratégias para sobrepujar suas dificuldades e a tomar ações contra ela. Nesse momento, o livro também denota o conceito do que é um gargalo, que retrata o recurso que é maior ou igual a demanda e o que não é gargalo, quando o recurso é maior que a demanda colocada nele.

A Meta e a importância do raciocínio para a empresa

Goldratt e Cox abordam com excelência em A Meta que desde a observação do problema, o planejamento do fluxo de produção e o ato de evitar possíveis erros no futuro requerem um raciocínio lógico.

Todas as restrições físicas tanto no processo produtivo como também na redução de inventários e outras tarefas precisam ter um foco primordial para que haja uma sintonia verdadeira entre produção e ganhos.

A Meta, mesmo sendo escrito em forma de romance, mostra como é a realidade de um administrador de uma empresa de grande porte, mas expõe que a visão certa do que precisa ser feito pode ser uma verdadeira arma para a solução dos problemas.

Essa ênfase que Cox e Goldratt dão em metas da organização e na existência das restrições é fundamental. Afinal, alerta as empresas que em qualquer processo para atingir uma meta há sempre uma ou mais restrições. É daí que a empresa demonstra o seu lucro verdadeiro e como ela pode reagir frente a esses desafios.

Foi dessa forma que Alex conseguiu vencer seus prazos com resultados ainda mais potentes e positivos, aumentou a parcela da empresa no mercado, aumentou a produtividade e ainda garantiu confiança por sua equipe e por Bill, seu chefe direto.

Uma coisa tão simples que Alex executou acabou salvando um empreendimento do verdadeiro fiasco. E justamente o ato de pensar ajudou a ter uma visão diferente de como se deparar com um problema e resolvê-lo.

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Índice de endividamento: Como calcular

Índice de endividamento: Como calcular

Para que se possa entender a finalidade e a importância do cálculo do índice de endividamento de uma empresa, o primeiro passo é entender o que é o endividamento, como ele funciona e por qual razão ele acontece.

Uma empresa pode contrair dívidas por diversas razões. A pior delas é quando a empresa se endivida para pagar as despesas. Significa que o resultado operacional (receitas – despesas) é negativo e que é preciso fazer algo para obter o equilíbrio ou o superávit operacional.

A dívida, quando contraída para cobrir o buraco orçamentário, tende a se tornar uma bola de neve, uma vez que a empresa, caso já possua dívidas de longo prazo, corre o risco de não conseguir também cobrir as despesas financeiras com o pagamento das parcelas.

Em outras palavras, uma empresa obtém R$ 600 mil em receitas, mas R$ 700 mil em despesas. Como pagar esses R$ 100 mil de diferença, se não contraindo uma nova dívida?

Suponha, no entanto, que a empresa pagou R$ 80 mil em parcelas da dívida dentro daqueles R$ 600 mil… Isso significa que a dívida aumentou em R$ 100 mil, mas diminuiu R$ 80 mil, significando que o aumento será de R$ 20 mil. Porém, o custo financeiro da dívida no mesmo período foi de R$ 60 mil (juros, variação cambial, etc). Esse valor vai se somar ao montante da dívida. Sendo assim, ao valor de R$ 20 mil deve se somar os R$ 60 mil, o que significa que a empresa terá um aumento da dívida de R$ 80 mil.

O grande problema nessa equação não é o aumento da dívida, mas o fato de não haver uma compensação econômica. A empresa está trabalhando para pagar as despesas e não para gerar lucro. Aos poucos, vai comprometendo seu patrimônio.

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A dívida boa

A outra forma de endividamento ocorre quando ele é contraído para fazer investimentos. Por exemplo, na compra de bens de capital, que vão incrementar a produtividade sem a necessidade de contratação de mais mão de obra. Acontece, também, quando a empresa investe em tecnologia da informação para agilizar processos, aumentar eficiência, ter ganhos de marketing e, ao mesmo tempo, reduzir custos.

Nesse caso, o que ocorre é uma dívida com contrapartida. A empresa deve ter feito um cálculo levando em consideração o custo dessa dívida ao longo do tempo, como os pagamentos impactam o dia a dia do fluxo de caixa, qual o volume de aumento de receitas esperado, como elas impactarão o fluxo de caixa frente às parcelas do empréstimo e em quanto tempo será recuperado o investimento. Esse investimento é o valor total da dívida.

A diferença é clara. Quando a dívida é contraída em favor de um investimento, a empresa está pensando em reduzir custos e/ou ampliar suas receitas. Logo, espera-se que o aumento de receitas seja capaz de cobrir, exercício a exercício, o valor das parcelas a serem pagas, ou que cubram pelo menos parte delas, sem que se comprometa o fluxo de caixa, levando em consideração a perenidade das receitas frente à efemeridade das parcelas.

É diferente de contrair dívida para pagar despesas, pois, nesse caso, se está contraindo uma nova despesa, que são as parcelas da dívida, sem haver geração de novas receitas.

Cálculo do índice de endividamento

Tudo que foi abordado acima serve como introdução ao tema em questão. O índice de endividamento de uma empresa está relacionado precisamente à política praticada por ela, não somente no aspecto financeiro, mas na gestão econômica.

Se uma empresa se endivida por problemas de má gestão, ou seja, se o endividamento é ruim, ele vai acarretar indicadores de longo prazo ruins. Em certa medida, face ao agravamento da situação financeira, tende a acumular muitas dívidas de curto prazo e não conseguir refinanciá-las.

Por que isso acontece? Porque as instituições financeiras, ao fazer a análise de crédito, constatam que a empresa não terá condição de pagar a dívida, mesmo parcelada. Sem crédito, a empresa terá que recorrer a outros meios para liquidar suas dívidas de curto prazo, e isso pode significar encolhimento e consequente redução da capacidade de pagamento, o que pode levar à venda de ativos ou liquidação da empresa.

O índice de endividamento é um indicador de riscos e deve ser feito pela empresa para avaliar o grau de comprometimento dos ativos com o passivo da empresa.

Há, na verdade, dois indicadores de índice de endividamento: o “Índice de endividamento geral” e a “Composição do Endividamento”, cada qual com suas finalidades, observando-se que devem ser integrados a outros indicadores para que façam parte da análise e da avaliação da situação da empresa, como será visto em seguida.

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Índice de Endividamento Geral (EG)

O EG é utilizado pelas empresas para identificar até que ponto os ativos da empresa estão financiados com capital de terceiros, logo comprometidos com a liquidação da dívida.

Trata-se de um cálculo bastante simples, feito com base no balanço da empresa. Todo balanço é dividido em ativo e passivo, de curto e de longo prazo. O ativo são os direitos e o passivo as obrigações, o curto prazo é o exercício (período de um ano) e o longo os próximos exercícios.

O método consiste em somar todo o passivo da empresa (de curto e longo prazo) e dividir pelo total do ativo (curto e longo prazo). Em seguida, o resultado dessa divisão deve ser multiplicado por 100.

Exemplo Índice de Endividamento Geral

Uma empresa tem um passivo total de R$ 2,5 milhões e um ativo de R$ 4 milhões. O cálculo a ser feito é (2,5 milhões, divididos por 4 milhões) x 100 = 62,5%.

Trata-se, evidentemente, de um grau de comprometimento muito alto do ativo, mas não significa, exatamente, que a empresa tenha a saúde financeira comprometida. Esse indicador deve ser cruzado com a capacidade de pagamento da empresa, do ponto de vista financeiro. Se esse endividamento estiver concentrado num prazo curto, pode significar que a empresa está se impondo um aperto para reduzir a dívida rapidamente e ganhar fôlego para novos investimentos.

Em qualquer situação, no entanto, o EG alto não pode ser um bom indicador. Há algumas razões óbvias para isso. A curto ou longo prazo, o EG alto significa alto comprometimento das receitas com pagamento de dívida, o que indica redução da capacidade de investimento, o que fragiliza a empresa perante a concorrência.

Dentro da perspectiva da concorrência, há outro fator que deve ser levado em conta, que é o EG da concorrência. A empresa pode ter um EG alto, mas se os concorrentes estiverem na mesma situação isso significa que a empresa não estará em desvantagem.

Para trabalhar em cima de uma situação bem real e ilustrativa, suponha-se que uma empresa concorre no ramo de tecnologia, produzindo componentes para telecomunicação. O faturamento e a margem das empresas do setor são muito parecidos, porém essa empresa tem um grau de endividamento muito mais alto que o da concorrência. O setor de tecnologia vive de pesquisa e desenvolvimento permanente para suplantar a concorrência. Se essa empresa está com seus ativos comprometidos, com baixo poder de investimento, vai ter sua capacidade de investimento em pesquisa e desenvolvimento reduzida perante os concorrentes, o que vai torná-la menos competitiva.

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Composição de endividamento

A CE é um indicador que serve para identificar a composição do endividamento de uma empresa. Serve para mostrar se o endividamento é mais de curto ou longo prazo.

Assim como o EG, a CE é calculada com base no balanço contábil.

No caso da CE o cálculo é feito com a divisão do passivo de curto prazo pela soma do passivo de curto prazo + passivo de longo prazo. O resultado obtido é multiplicado por 100.

Exemplo Composição de endividamento

Uma empresa tem um passivo de curto prazo de R$ 40 mil e o passivo de longo prazo de R$ 220 mil.

Para obter a CE basta dividir 40 mil por (220 mil + 40 mil) x 100 = 15,38%

Significa que a composição do endividamento é 15,38% de curto prazo e 84,62% de longo prazo.

Essa é uma boa composição. A empresa, se tiver endividamento, deve estar concentrado no longo prazo. Por que isso? O impacto em juros da dívida de curto prazo é maior. Além disso, a dívida de curto prazo não pode comprometer o fluxo de caixa e a capacidade de investimento da empresa.

Por outro lado, uma composição de dívida majoritariamente de curto prazo pode não significar nada demais, muito pelo contrário, pode mostrar que a empresa tem uma ótima situação financeira. Ela pode ter recorrido a um empréstimo de curto prazo, por exemplo, para aproveitar uma grande oportunidade de lançar um novo produto com alto valor agregado, que vai aumentar as vendas e os lucros. Ela tinha dinheiro em caixa, mas sua atividade requer muito capital de giro, logo era necessário captar novos recursos, os quais ela tem plena condição de pagar no período de um ano.

É por isso que o índice de endividamento precisa ser analisado em conjunto com outras variáveis para dar respaldo a decisões gerenciais.

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Margem de contribuição: Como aumentar e as categorias de custos

Margem de contribuição: Como aumentar e as categorias de custos

A margem de contribuição é um fator essencial para descobrir se uma empresa é lucrativa ou não. E, especialmente, para saber se a receita é suficiente para pagar os custos e as despesas fixas.

Considerando esse cenário, podemos dizer que o cálculo da margem de contribuição é fundamental para uma empresa. Isso parece difícil, não?! Mas o cálculo não é nenhum bicho de sete cabeças, pelo contrário, é bem simples.

Neste artigo, você vai ficar por dentro dos principais pontos que sua empresa deve se atentar na hora de analisar a margem de contribuição. Confira!

O que é margem de contribuição?

A margem de contribuição pode ser interpretada de várias formas. Entretanto, podemos resumir a um conceito único: você cria um produto e deduz o custo variável da entrega desse produto, a receita que resta é a contribuição de margem. Ou seja, a margem de contribuição nada mais é do que o lucro obtido mediante a diferença entre o preço de venda e os custos variáveis.

A fórmula tradicional consiste em

MC = PV – CV

Ou seja

Margem de Contribuição = Preço de Venda – Custo Variável do Produto

Por exemplo: se o preço do seu produto for R$ 30 e o custo variável unitário for R$ 5, a margem de contribuição será de R$ 25.

MC = 30,00 – 5,00

MC = 25,00

Vale ressaltar que é essencial levar em conta diversos custos variáveis, como custo de venda, matéria-prima, tributações, entre outros fatores. Além disso, o do preço da venda precisa contemplar outros gastos como pagar contas, salários, fornecedores etc.

Dito isso, é essencial tomar algumas decisões para se organizar, como, por exemplo:

  • Registrar todos os custos dos seus produtos;
  • Realizar análises recorrentes da sua margem;
  • Realizar o controle dos seus indicadores – responsável por pagar seus custos mensais e gerar caixa.

O que são custos variáveis?

Podemos resumir os custos variáveis às despesas diretas ou indiretas na produção e venda de serviços. O valor varia conforme o volume de unidades produzidos e/ou os serviços prestados.

É importante frisar que se a sua produção aumenta, os custos variáveis seguem o mesmo caminho. Mas, se a sua produção diminui, o volume de produção segue o mesmo percurso.

Em contrapartida, uma alta proporção de custos variáveis, em geral, significa que a empresa opera com uma margem de lucro relativamente baixo.

Por outro lado, custos fixos altos exigem que a empresa mantenha um alto nível de lucro para amparar operações bem-sucedidas.

Confira alguns exemplos de custos variáveis:

  • Materiais: toda matéria-prima necessária na produção da mercadoria;
  • Comissões: valor pago aos funcionários por cada unidade vendida;
  • Transporte: se a empresa oferece serviço de entrega, então deve contemplar as despesas de remessa, transporte, custos de entrada e saída do frete;
  • Suprimentos: no caso de máquinas, por exemplo, é preciso contar com itens como óleo, peças, entre outros aparatos.

O que são custos fixos?

Os custos fixos são aqueles gastos imutáveis, que não são afetados por outras áreas, como o volume de serviços produzidos, por exemplo. Portanto, eles não podem ser evitados.

Os custos fixos são fundamentais para garantir o ponto de equilíbrio do negócio, gerando, então, lucratividade. Veja alguns exemplos:

  • Degradação: a vida útil do imóvel, do maquinário (caso tenha), entre outros fatores;
  • Aluguel: a despesa mensal referente à locação de um imóvel;
  • Salários: valor fixo pago aos funcionários ou terceirizados;
  • Serviços públicos: água, gás, eletricidade, entre outros itens.

Como as empresas utilizam a margem de contribuição?

A análise da margem de contribuição é fundamental para amparar decisões importantes, como, por exemplo: retirar uma linha de produto ou adicionar, precificar um produto e até estruturar comissões de vendas.

Mas, no geral, ela é utilizada para comparar os produtos e determinar quais são mais rentáveis ou não. Afinal, se um produto apresentar uma margem de contribuição negativa, a empresa perderá dinheiro cada vez que o produz.

Se esse for o caso, o negócio terá duas opções: aumentar o valor do produto ou retirá-lo de linha. Em contrapartida, se o produto tiver uma margem positiva, o negócio deve mantê-lo.

Como aumentar a margem de contribuição?

Como a margem de contribuição é referente às suas vendas líquidas, você pode aumentá-la através dos seus produtos. Existem várias formas de fazer isso:

Aumento de custo por item

A empresa pode aumentar o preço de venda de cada produto ou de um determinado produto. Entretanto, essa estratégia exige cautela para que os clientes não procurem outro estabelecimento. É preciso saber dosar.

Aumento no volume de vendas

Seu negócio pode aumentar a margem de contribuição através de uma receita adicional, que contemple novos clientes e os atuais, ao mesmo tempo. Portanto, é importante adotar estratégias que contribuam para esse quadro.

Venda de um novo produto ou serviço

Se você deseja aumentar sua margem de contribuição, vale se concentrar em novos produtos ou serviços que ofereçam baixos custos variáveis e um alto potencial de receita. Entretanto, essa abordagem tem um risco crucial: você não tem como garantir que os seus clientes vão comprar o suficiente do novo produto ou serviço. Por isso, é importante ficar atento nos custos variáveis.

Redução os custos de mão-de-obra

Uma ótima forma de aumentar sua margem de contribuição é através da economia.

Você pode reduzir gastos com a mão-de-obra de um produto ao encontrar funcionários por preços mais acessíveis ou melhorar a eficiência do fluxo de trabalho.

Ainda é possível investir em um sistema que facilite a automação de alguns processos, auxiliando os funcionários. Você pode, também, considerar a possibilidade da terceirização, em vez de pagar benefícios e salários fixos.

Quais os principais erros que as empresas cometem?

Vamos ser honestos, a margem de contribuição abre leque para inúmeras maneiras de cometer erros. Mas, no geral, todos respondem a um só fator: os custos não são ordenados conforme os valores fixos e variáveis.

Outro erro comum é adotar a estratégia de cortar produtos com menor taxa de contribuição. É preciso contemplar outros fatores antes de tomar essa decisão.

Como, por exemplo, analisar se esses produtos com margens menores preenchem uma linha de produtos ou são uma barreira para entrada de um concorrente no mercado.

Confira a planilha de margem de contribuição que elaboramos para te ajudar nesse processo que é fundamental para a saúde financeira do seu negócio!

Como montar uma esmalteria: 9 passos para um negócio de sucesso

Como montar uma esmalteria: 9 passos para um negócio de sucesso

O mercado da beleza cresce cerca de 10% ao ano, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), e o Brasil é segundo maior país do mundo no consumo de esmaltes e produtos para unha.

Uma esmalteria se encaixa nesse segmento com um dos mais inovadores e populares negócios atuais, principalmente entre mulheres empreendedoras, com muitos casos de sucesso no país.

Montar uma esmalteria não exige um valor alto de investimento na maioria dos casos. Portanto, essa é uma ótima escolha para quem deseja empreender no ramo da beleza.

O que é uma esmalteria?

Uma esmalteria é um local especializado em atendimento pedicure e manicure, assim como a comercialização de esmaltes e produtos para unhas. Especialmente voltado para o cuidado dos pés e mãos femininos, esse tipo de negócio atrai pedicures e manicures para aproveitar esse novo segmento.

Esmalteria x salão de beleza

A principal diferença entre esses dois tipos de negócio é a especialização.

Salões de beleza são estabelecimentos que têm como principal foco serviços de embelezamento relacionados a cabelo, depilação e sobrancelhas. Em contrapartida, uma esmalteria é um local específico para as mulheres realizarem o cuidado das unhas dos pés e mãos. 

O que é preciso para ter uma esmalteria?

Alguns equipamentos básicos serão necessários para realizar os serviços de manicure e pedicure. Alguns deles são::

  • Alicates e palito em inox 
  • Espátulas 
  • Cortadores de unha
  • Esterilizadores 
  • Toalhas
  • Luvas e lixas descartáveis 
  • Pinças e tesouras 

O que pode ser vendido em uma esmalteria?

O foco ao montar uma esmalteria é oferecer serviços bem variados no cuidado das unhas dos pés e mãos. Algumas das especialidades de uma esmalteria são: 

  • Unhas artísticas 
  • Unhas com gel 
  • Esfoliação 
  • Hidratação de cutícula 
  • Esmaltação 
  • Francesinha e inglesinha 
  • Caviar e plush nails 

Além disso, é possível disponibilizar a venda de esmaltes nacionais e internacionais, o que tem potencial para ser uma das principais fontes de receita da empresa.

Qual a renda de uma manicure?

O lucro estimado mensal varia de 5 a 20 mil reais mensais, dependendo de fatores como o tamanho do negócio e o investimento inicial.

Logo, a margem prevista de lucro é muito positiva em todos os casos ao montar uma esmalteria. Isso é devido a alguns fatores como o custo relativamente baixo para manter o negócio e também porque o serviço de esmaltação exige manutenção regular, o que possibilita o retorno de clientes e a fidelização. Adicionalmente, a previsão de lucratividade na venda de esmaltes também é ótima.

Qual o custo para montar uma esmalteria?

Levando em conta todos os aspectos citados acima, com uma estrutura básica para a operação, o investimento é avaliado em torno de R$4.600,00 e R$5.000,00 para montar uma esmalteria simples. Essa estimativa inclui também o gasto com os esmaltes para compor o estoque.

Também haverão alguns gastos fixos mensais como luz, telefone e aluguel do espaço, no caso de não se possuir um local próprio quando montar uma esmalteria.

Sob este valor, é recomendável acrescentar um percentual de 20% para arcar com eventuais custos variáveis, como reparos na estrutura interna, dentre outros gastos imprevistos. 

Considere fazer uma sociedade, mas lembre-se que isso exige a repartição de lucros e a tomada de decisões conjuntas com as demais sócias-proprietárias. 

Após essas decisões, é preciso definir o tamanho da esmalteria baseado no investimento. Em caso de se optar por uma esmalteria mais avançada, com produtos mais sofisticados e uma estrutura ampliada, o investimento para montar uma esmalteria pode variar entre R$ 13.000,00 e R$ 19.000,00. Já uma de grande porte, com pelo menos 5 manicures e 5 pedicures, o custo estimado é de R$ 45.000,00.

Vantagens de optar por montar uma esmalteria

Além de ser uma opção de negócio lucrativa, existem outras vantagens em montar uma esmalteria que você pode levar em consideração. A seguir detalhamos algumas dessas vantagens.

Fornecedores

Uma das vantagens desse empreendimento é que a compra de produtos diretamente com fornecedores costuma ser bastante em conta. Esses produtos podem ser vendidos posteriormente com percentuais 150 até 250% de margem de lucro.

Concorrência

Além disso, por ser um tipo de negócio novo no Brasil, as esmalterias possuem baixa concorrência especializada, já que os principais concorrentes desses empreendimentos são os salões de beleza. 

Sendo assim, o serviço especializado pode ser um grande diferencial competitivo para você atrair a clientela quando montar uma esmalteria.

Perspectivas do setor

A resiliência desse mercado também é algo digno de nota, visto que o setor cresceu 8,7% somente no primeiro quadrimestre da pandemia, e ainda existe muito espaço para crescimento e inovação!

Negócio simples

Não precisa ser profissional da área para montar uma esmalteria. Mas é muito importante ter interesse em conhecer o ramo e saber como administrar o negócio. Esses conhecimentos são essenciais para saber como montar uma esmalteria e entender as nuances e especificidades da área, para então poder tocar o negócio da melhor forma.

Muitas pessoas que investiram nesse negócio encontraram uma ótima oportunidade de empreendedorismo e estão prosperando. Contudo não é possível chegar nesse ponto sem antes ter conhecimento de como montar uma esmalteria e os melhores caminhos a serem seguidos.

Como montar uma esmalteria: Passo a passo

A seguir estão detalhadas as etapas que precisam ser cumpridas para o processo de montar uma esmalteria.

1 – Como regularizar uma esmalteria?

Dependendo da cidade podem existir diferentes requisitos legais a serem atendidos, porém alguns dos mais comuns são:

  • Registro na junta comercial do município
  • Abertura de um CNPJ na Secretaria da Receita Federal
  • Registro da inscrição estadual
  • Alvará de localização e funcionamento
  • Alvará do corpo de bombeiros
  • Alvará de licença sanitária junto às secretarias municipais e estaduais da saúde
  • Consulta prévia de endereço na Prefeitura/Administração municipal sobre a lei de zoneamento.

Esteja atento também para as regras de proteção ao consumidor.

Qual modelo de empresa escolher?

A grande maioria das pessoas que querem montar uma esmalteria procuram atuar sozinhas na gestão e ter um negócio simples.

Nesse caso, as melhores opções de tipo empresarial são:

  • MEI – Para quem tem faturamento até R$ 81.000,00 anual. Todo processo de abertura é realizado de forma online.
  • Empresa individual (EI) – A faixa de faturamento anual limite é de R$ 81 mil até R$ 360 mil se for microempresa, ou até R$ 4,8 milhões se for empresa de pequeno porte. Nos dois casos o regime de tributação que a empresa se enquadra é o Simples Nacional. 
  • Sociedade Limitada Unipessoal (SLU) – Apesar de possuir sociedade no nome, o modelo é individual pois é uma sociedade de apenas uma pessoa. Nesse modelo, o limite de faturamento anual é de R$ 4,8 milhões e não exige capital social mínimo. Sua vantagem é que o patrimônio do empresário não se confunde com o da empresa. Ou seja, as responsabilidades e obrigações financeiras se estendem apenas ao capital social integralizado.
Esmalteria pode ser MEI?

Sim, uma esmalteria enquadrada no CNAE 9602-5/01 – Cabeleireiros, manicure e pedicure ou no CNAE 9602-5/02 – Atividades de estética e outros serviços de cuidados com a beleza, pode ser MEI.

A esmalteria que opta por ser MEI se enquadra no Simples Nacional, Anexo III, sendo suas alíquotas de imposto entre 6% e 33%.

LEI Nº 12.592

Algo muito importante no momento de montar uma esmalteria, é estar atento para a lei n°12.592, de 18 de janeiro de 2012, que regulamenta as atividades dos profissionais de beleza como manicures e pedicures. 

É bastante importante que a pessoa que pretende empreender no ramo conheça essa lei, principalmente o que está contido no artigo quarto, que diz: “Os profissionais de que trata esta Lei deverão obedecer às normas sanitárias, efetuando a esterilização de materiais e utensílios utilizados no atendimento a seus clientes.”

2 – Plano de negócios

Feito todo o processo burocrático de registro do estabelecimento, é recomendável que se faça a elaboração de um plano de negócios de como montar uma esmalteria. 

Este é um documento que detalha todos os objetivos da empresa e também como atingi-los.

O plano de negócio é essencial para nortear o planejamento da sua esmalteria e auxiliar na prevenção de riscos futuros. 

Ele contém o modelo de negócio, a estratégia, e o que a empresa precisa para ter êxito.

Quanto mais elaboradas forem as informações contidas no plano de negócio e quanto mais as ações planejadas forem seguidas à risca, maiores são as chances da sua esmalteria ter sucesso. 

Basicamente, o plano de negócio deve conter a seguinte estrutura:

  • Descrição do negócio
  • Estudo de mercado
  • Definição de ponto comercial
  • Recursos necessários para a implementação do negócio
  • Plano de marketing
  • Metas em curto, médio e longo prazo
  • Precificação de produtos
  • Estudo de público-alvo
  • Pesquisa de fornecedores
  • Montagem de equipe

3 – Infraestrutura necessária para montar uma esmalteria

O valor do investimento definirá o tamanho do negócio. Dessa maneira, haverá um alinhamento das expectativas com o que realmente é possível ser feito. 

Existe também a opção de abrir um negócio independente ou uma franquia. Montar algo diferente no mercado ou apostar em algo que já deu certo?

Fatores como decoração do interior do estabelecimento, tamanho de estoque e montagem de equipe também influenciam diretamente no investimento necessário para montar uma esmalteria.

Em um primeiro momento, será necessário pelo menos uma profissional para o atendimento aos clientes e venda de produtos. Ou seja, uma manicure e pedicure, que também pode ser responsável pelos agendamentos e telefone.

Em relação a estrutura interna, é essencial possuir móveis para manicure e pedicure quando montar uma esmalteria. Além de suportes e expositores para esmaltes e bancos e sofás para a sala de espera, assim como um balcão para a recepção. 

Uma boa opção nesse momento para quem deseja economizar é considerar a compra de móveis usados de boa qualidade em vez de investir altos valores em móveis novos.

4 – Público alvo e localização

Realizadas as verificações e definições iniciais, o próximo passo para montar uma esmalteria é identificar qual é o público-alvo que se deseja atingir. Pense em questões como: a faixa etária das clientes, grupos sociais, interesses… Saber tudo isso é importante para entender a melhor maneira de se relacionar e atrair público. 

Qual o melhor lugar para montar uma esmalteria? 

Pensando também na atração de clientes, é preciso fazer a escolha do ponto comercial, que se relaciona muito com toda essa parte do planejamento inicial.

É melhor montar uma esmalteria próximo ao trabalho dessas mulheres, em áreas comerciais? Ou atendendo perto de uma área residencial? A resposta dependerá do público-alvo, sua disponibilidade financeira para montar o negócio e facilidade para se chegar ao local. E também de boas condições de estacionamento e segurança.

Escolhido o valor do investimento, o público-alvo e a localização, agora é hora de planejar a decoração do interior do ambiente. Pelo fato de atender principalmente mulheres que querem um serviço rápido e de qualidade, o local precisa ter um perfil aconchegante, charmoso e funcional.

5 – Pesquisa de fornecedores

É necessário dar prioridade para fornecedores que ofereçam produtos de qualidade e a preços justos ao montar uma esmalteria. Também agilidade de entrega e flexibilidade nos processos de negociação. Esses itens são absolutamente essenciais para o sucesso de sua esmalteria.

Existem no mercado uma ampla variedade de marcas e fabricantes de esmaltes e também de acessórios para unhas, como lixas, pincéis e hidratantes que poderão ser vendidos como produtos complementares nos atendimentos e assim tornarem-se um diferencial competitivo para a sua esmalteria no mercado.

Um item essencial nesse momento, é ficar atento às novas tendências do mercado, de forma a renovar o seu estoque e não oferecer produtos ultrapassados ou que já saíram de tendência, visto que esse é um aspecto muito importante do negócio.

6 – Estratégias de divulgação para montar uma esmalteria

Busque um ponto comercial em um local de bastante visibilidade e que tenha um bom fluxo de pessoas. 

Além disso, um fator essencial no momento de montar uma esmalteria conhecida e fazer com que ela seja vista pelo público é caprichar na fachada do estabelecimento.

Uma fachada bonita e atrativa é o primeiro contato que as pessoas têm com a sua marca. 

Também pode ser um fator determinante para despertar o interesse do público em conhecer o seu estabelecimento, os produtos vendidos e os serviços prestados.

Já no que diz respeito aos meios de divulgação, as redes sociais como Facebook e Instagram possuem amplo alcance. Além de um site em que você pode postar fotos dos produtos e ações promocionais da sua esmalteria. Essas certamente são as maneiras mais eficientes de divulgar o seu negócio. 

7 – Escolha do modelo de esmalteria

Existem outras maneiras de montar uma esmalteria além do modelo tradicional, com um espaço físico. 

É possível trabalhar com uma loja virtual para a venda de esmaltes, ou até mesmo de porta em porta, com a amostragem de seus produtos para potenciais clientes. As lojas virtuais de esmaltes, de uma forma geral, possuem um custo relativamente baixo de implementação.

Entretanto, a desvantagem desse tipo de negócio é uma maior concorrência com empresas grandes nesse nicho de mercado se comparado às esmalterias em espaços físicos. Isso acontece porque as esmalterias se destacam dos salões de beleza pelos serviços especializados de manicure e pedicure e sendo assim, não se encontram em uma grande quantidade.

No caso das vendas porta a porta, o investimento em mostruário também não é tão significativo. 

Esse é também um modelo de negócios que oferece um grande conforto às clientes, uma vez que não precisam sair de suas casas para conhecer e experimentar os produtos e receber os serviços.

É importante ressaltar que todos esses modelos são totalmente complementares e podem ser implementados de uma forma simultânea em caso de haver viabilidade financeira para isso. 

8 – Estratégias de fidelização – Dicas de sucesso

Esse é um momento que deve receber atenção especial no processo de montar uma esmalteria, já que sabemos que é possível lucrar com esse empreendimento. Mas para isso o fluxo de bom atendimento deve ser contínuo. Como as mulheres que frequentam esses estabelecimentos possuem uma rotina de cuidado com as unhas, aliado ao serviço de qualidade e atendimento especial, há grandes chances delas voltarem.

Mas não é tão simples assim, considerando que a concorrência também deseja lucro e fidelização das clientes e não vão abrir mão de oferecer o que for possível para que isso aconteça. 

O que torna a cliente fidelizada é ter criado vínculos com o local e os profissionais.

As clientes buscam confiar na profissional que irá atendê-las, sabendo que sempre que forem ao local, terão o mesmo tipo de atendimento e qualidade do serviço.

Como as unhas estão no foco da moda, é muito importante estar sempre atualizado e trazer as novidades para a sua esmalteria. Já que elas servirão de diferencial com relação à concorrência.

Equipe experiente

O que parece óbvio nem sempre é, por isso, ter funcionárias realmente habilitadas e com experiência torna o trabalho como deve ser: impecável. 

O público que busca uma esmalteria, espera encontrar as melhores profissionais do mercado. Logo, busque pessoas qualificadas e que se identifiquem com seus objetivos de negócio ao montar uma esmalteria.

Elas precisam estar sempre atualizadas sobre as tendências e serem matriculadas em cursos de reciclagem e qualificação.

As profissionais precisam também saber lidar com as pessoas de forma gentil e simpática, procurando auxiliar da melhor forma possível. A cliente valoriza quando uma profissional se empenha em fazer o melhor para vê-la satisfeita e assim acaba retornando à sua esmalteria.

Cadastro de clientes

Para montar uma esmalteria, é recomendado o uso de um programa de cadastro de clientes, para você poder mantê-las sempre atualizadas. Não esqueça de mandar mensagens de aniversário e outras datas comemorativas, assim como avisá-las de promoções. Mas tome cuidado com o envio de mensagens a todo tempo para não causar uma reação contrária.

Marketing

Dentro dessa linha de atração de público, use e abuse das redes sociais. Monte uma fanpage da esmalteria, crie bons conteúdos e atraia pessoas dentro do seu público-alvo. As pessoas comentam suas impressões nas redes, positivas e negativas, mas podem também elogiar, dar sugestões e acompanhar promoções e as novidades.

Neste sentido, é essencial que você procure agradecer aos elogios e responder as críticas de uma forma solícita e educada. Essas são ações que podem agregar valor para a sua esmalteria, fazendo com que as clientes percebam o seu interesse em atender às suas necessidades.

Tome cuidado com as promoções. Elas são interessantes para atrair novas clientes e estimular as que já existem, mas quando os preços estão muito baixos, é difícil voltar ao padrão desejado. 

Mesmo com bons atendimentos, ninguém quer pagar muito por um serviço que pode encontrar semelhante com valores mais em conta.

Nail bar

Estabelecimentos de beleza são historicamente espaços de socialização, especialmente entre mulheres. 

É comum muitas delas terem seu horário previamente agendado toda semana. Elas frequentam esses locais para conversarem sobre assuntos de interesse comum e trocarem experiências enquanto usufruem dos serviços de beleza.

Dessa ideia surgiu o conceito de nail bar, que é um local onde as clientes podem, além de fazer as unhas, aproveitar um ambiente descontraído para experimentar drinks e bebidas. 

Além disso, o nail bar pode até mesmo ser um local de happy hour após um dia cansativo de trabalho.

Esses espaços são uma tendência de sucesso em grandes cidades, e podem ser uma ótima opção para quem pensa em inovar e ter um espaço que certamente vai se diferenciar no mercado.

Diferenciais

Procure outros diferenciais no momento de montar uma esmalteria, afinal, quem não gosta de um atendimento personalizado? Ser chamada pelo nome, ter à disposição café, água, chá, bebidinhas e docinhos.

Sob o mesmo ponto de vista do cuidado com a cliente, o mobiliário deve ser escolhido com atenção. Ele não deve prejudicar a saúde postural dos funcionários e também precisa ser confortável para atender as clientes. Elas precisam se encantar pelo ambiente em que serão recebidas e atendidas, se sentindo à vontade e com desejo de usufruir dos serviços que estão naquele local.

Além disso, tenha comprometimento e cultive esse senso de responsabilidade na sua equipe. Se há uma hora marcada, a funcionária deve estar disponível para o atendimento, sempre com um sorriso no rosto.

Analise o mercado

Algo essencial para o sucesso de qualquer empreendimento é fazer uma análise do que já está sendo feito no mercado em que se pretende atuar.

Isso não é diferente para quem vai montar uma esmalteria. 

Descubra o que pessoas que já administram um negócio nessa área estão fazendo. Visite estabelecimentos de beleza na região que você irá atender, note o que faz sucesso, dá certo e vale a pena seguir. Mas também aproveite para notar o que pode ser feito de melhor e de novo.

Essas são excelentes oportunidades para sua esmalteria se destacar entre seu público.

9 – Ferramenta para administrar a esmalteria

A administração do negócio é uma parte crucial para montar uma esmalteria, já que não basta ter boa localização, bons profissionais e até clientela, se a organização estrutural da esmalteria não funcionar corretamente.

Independente do tamanho ou segmento de uma empresa, ela pode usar um software de gestão empresarial, como o eGestor.

O eGestor é totalmente online e não requer instalação. As informações ficam em nuvem, totalmente protegidas. É fácil de usar, sendo totalmente auto explicativo e tem um ótimo custo-benefício, com infraestrutura de servidores e sistemas, que não causam surpresas negativas.

Livro ‘Reinvente sua empresa’ (Jason Fried), um breve resumo

Livro ‘Reinvente sua empresa’ (Jason Fried), um breve resumo

Diferentemente da maioria dos livros que tratam sobre o tema, o Reinvente Sua Empresa (Rework) traz uma abordagem diferenciada, focada em pequenas e significativas mudanças. A proposta dos autores Jason Fried e David Hansson, que são sócios da empresa de software 37 Signals, foram aplicadas com êxito na sua companhia.

A obra traz reflexões sobre como deve ser uma gestão de sucesso no século XXI. Num momento como esse, de mudanças profundas no mercado, os empreendedores ressaltam a importância da mudança de perspectivas. Os paradigmas e regras utilizadas por empresas tradicionais estão obsoletos nos dias de hoje. É urgente a criação de novos enfoques de administração para que as empresas se adaptem ao novo cenário.

Simplicidade

O método de Jason e David mostra-se simples e elementar logo no início do livro, e não apenas porque eles demonstram a necessidade de uma teoria de administração enxuta; própria demonstração das suas ideias no livro é concisa. A obra foi escrita em tópicos curtos, que facilitam a leitura e o entendimento.

Os autores se esforçam para demonstrar que a tarefa elementar do gestor é diminuir os problemas e melhorar os produtos. As práticas dispostas ao longo das páginas fizeram com que a 37 Signals se tornasse uma das empresas mais reconhecidas no mundo na sua área de atuação. O livro se tornou um fenômeno de vendas por colocar à prova todas as tradicionais abordagens dos negócios.

Desmistificações

Os autores discutem a ideia – que se tornou um clichê – de que os erros são fundamentais para o sucesso. Quanto a isso, eles mesmos não discordam. No entanto, eles apontam para o fato de que ser fundamental é diferente de ser um requisito. Em outras palavras, não é porque você erra que você será, necessariamente, um profissional de sucesso.

Os erros, dizem os autores, servem basicamente para mostrar o que não deve ser feito. Mas não repeti-los só depende de nós mesmos. Além disso, os erros não mostram o que deve ser feito, apenas o que não deve.

Outra desmitificação feita por eles é no que diz respeito ao planejamento. David e Jason demonstram como é difícil cumpri-lo à risca quando ele é feito para longo prazo. Como a conclusão está distante, as circunstâncias que aparecem no dia a dia deixam o projeto fora do controle.

No ambiente de trabalho

David e Jason dizem que é preciso mudar também a visão otimista que se tem de alguém que trabalha demais. O “workaholic” acaba tirando os colegas do foco, pois eles passam a achar que não estão sendo produtivos o suficiente. Por se sentirem culpados, o desânimo afeta o ambiente. Para os autores, o herói não é o viciado em trabalho, e sim quem encontrou maneiras de terminar tudo no fim do expediente.

A produção

Uma forma de entender a qualidade do que você está fazendo é pensar no valor da marca. Uma organização precisa da motivação de todos para criar seu valor. Descubra se está fazendo o certo ao se perguntar: se a empresa acabasse hoje, as pessoas sentiram falta dela?

Limpe o ambiente de trabalho descartando toda a papelada que foi acumulada e não serve para nada. Isso só faz todos perderem tempo. A interrupção é outro fator que afeta a produtividade. Os autores demonstram isso com o fato de que somos mais produtivos de manhã e à noite. Eles recomendam fazer o possível para não ser interrompido.

Tenha certeza que todos os funcionários estão sendo produtivos, e que estão trabalhando mesmo. Crie medidas para não delegarem tarefas. Quando há um projeto longo, é ideal desmembrá-lo em vários pedaços menores. Os pequenos projetos são mais fáceis de atingir e mantêm a equipe motivada. Ao fim de cada parte, comemore com o pessoal.

A cultura empresarial não é festa, confraternização, e muito menos lazer. É ação. Portanto, não adianta tentar criar uma cultura artificialmente, pois ela nasce sozinha da rotina e das ideias por trás da empresa. É preciso esperar o tempo necessário para ela se desenvolver.

Isso não significa que você não deve melhorar o ambiente. Ele influencia diretamente na qualidade do que é produzido. Limpe sua empresa de burocracias engessadas, métodos arcaicos de gestão e diretrizes medíocres.

Direção da empresa

Para caminharmos para frente, é indispensável a motivação. Se nós relaxarmos, nossa mente começa a dar desculpas para não prosseguir. Como o momento ideal jamais vai chegar, é preciso fazer o que deve ser feito com o que temos à disposição.

É essencial ter objetivos claros. Para que você luta? Se você não sabe, poderá aceitar qualquer argumento. Mas se tem metas claras, não haverá discussão, pois tudo será adaptado ou descartado do seu caminho ao objetivo.

Outro ponto importante a esse respeito é a incorporação dos valores. Não adianta estabelecê-los junto com uma missão apenas para pendurar uma placa na parede. A organização deve agir daquela forma. Do contrário, estará sendo hipócrita. Isso diferencia mais empresas boas de ruins do que a qualidade técnica.

O empresário deve jogar fora a ideia de que desistir é sinônimo de fracasso. Na verdade, é aumentar as esperanças para o próximo passo. Os autores também enfatizam aspectos pessoais como essenciais à direção do negócio. O sono, por exemplo, é importante para o bom desempenho profissional.

Não fique criando regras demais. Elas são como leis, e devem ser criadas quando erros se repetem em demasia. E, por fim, saiba tratar os funcionários como adultos. Se os trata como crianças, obterá um trabalho de criança. Eles mesmos deixarão de pensar no que estão fazendo.

Problemas

Os autores apontam para falhas estruturais que têm destruído startups. Os fundadores fracassaram porque não acharam as soluções adequadas. O problema está muitas vezes em se ver como um empreendedor. Mas o ponto principal é criar e vender algo que você mesmo quer utilizar.

A opinião sobre as startups também é controversa. Os autores recomendam: se for para abrir uma empresa sem saber como irá ter as primeiras receitas, nem abra. Ou você cria uma empresa, ou um hobby.

Produto ou serviço

Se você quer ter um produto ou serviço excelente, descarte tudo o que é bom. Não há outra forma. Como ninguém pode ser excelente em muitas coisas ao mesmo tempo, utilize só aquilo que você sabe que é excelente. Deve-se descartar também o que não está funcionando. Não adianta tentar melhorar. Cortar de uma vez poupa esforço.

Ao produzir, você acaba criando subprodutos que não utiliza. Jason e David recomenda que você os venda. Se uma madeireira manter toda a serragem obtida na produção, terá contratempos, mas se vender, terá lucro.

Concorrência

É preciso ser original em tudo o que faz, porque ser influenciado é diferente de ser um imitador. Quem imita nunca lidera, e esse ensinamento é importante para ganhar da concorrência.

Além disso, devemos olhar para nossa empresa ao invés de nos preocuparmos com o que é feito nos concorrentes. Isso poupa tempo que pode ser investido no aprimoramento do seu negócio. Evidentemente, isso não significa que você se absterá de ter uma opinião sobre seus concorrentes. Se você acha o produto deles ruim, por exemplo, pode falar.

Público e clientes

Faça o que tiver à disposição para formar um público fiel. Se você o conquistar, gastará menos com propaganda, pois ele mesmo a fará para você. Mas saiba dizer não para os clientes. Não tenha medo de rejeitar alguma proposta. Querer agradar é um dos piores defeitos que você pode ter.

Uma forma de criar vínculo com os clientes, segundo os autores, é mostrar sua empresa. Convide-os para ir até ela para descobrir como tudo funciona. Outra tática é oferecer uma amostra grátis do seu produto. Se você confia nele, sabe que as pessoas vão gastar dinheiro com o seu produto. Eles até se sentirão obrigados a isso. Além disso, você passa a imagem de alguém que realmente se importa com a qualidade do que produz.

Contratação

A contratação deve ser feita apenas quando for extremamente necessário, se você encontrar um profissional que contribuirá para seu negócio. Ela não pode ser um prazer, quando muito uma dor. Quando se contrata um funcionário mesmo sem ele ter o que fazer, cria-se trabalho artificial para compensar a contratação. E isso traz mais problemas do que vantagens, principalmente com custo (ainda mais no Brasil).

Se você perceber que há trabalho acumulado e a produção perdeu em qualidade, essa é a hora de arranjar novo funcionário. Mas antes, tente descobrir se você mesmo não é capaz de realizar a tarefa.

Na hora da entrevista, lembre-se que a experiência não é tudo, pois o que importa é a qualidade. Alguém com 6 meses de trabalho pode ser superior a alguém com 6 anos, pois é mais predisposto à função. Você deve escolher pessoas capazes de administrarem a si mesmos, pois isso poupará seu tempo. Bons funcionários fazem a própria rotina, criam metas, etc.

Além disso, avalie a comunicação. Nem sempre alguém que fala como profissional é um bom profissional. As ações podem ser completamente diferentes. Se estiver em dúvida sobre dois candidatos, sempre valorize o que escreve melhor. Isso significa que ele sabe se comunicar melhor e que tem ideias claras.

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