A cada novo dia, o mundo acompanha o surgimento de milhares de empresas com propostas diferentes, formas inovadoras de lidar com os negócios e gestores simplesmente apaixonados por suas organizações. E quem nunca pensou, pelo menos por um segundo, em transformar uma ideia genial em realidade, não é verdade?
Aquele sonho de criança guardado na memória, um projeto revolucionário que surgiu no meio de uma reunião com colegas de trabalho, uma proposta inovadora que pode vir a trazer benefícios a um grande número de pessoas: concretizar essas ideias pode, sim, parecer uma tarefa extremamente difícil para os que não possuem o know-how do negócio. Mas é preciso ter muita calma nessa hora, porque é buscando as fontes certas que se começa a engatinhar.
Seja você um idealizador de primeira viagem ou um empresário experiente, que acredita que a leitura é a melhor forma de adquirir conhecimento, acompanhe agora mesmo nossa listinha das 5 obras que todo empreendedor de sucesso deve ler e corra já para a livraria mais próxima! Então vamos lá?
Faça acontecer: mulheres, trabalho e a vontade de liderar, de Sheryl Sandberg
A atual CEO do Facebook escreveu um livro de fácil leitura que aborda um tema delicado e cada dia mais debatido no mundo do negócios: a força feminina nos cargos de liderança. A princípio pode até parecer uma obra especificamente direcionada ao público feminino, mas não se deixe enganar, porque esse título também é indicado aos empreendedores homens, que são constantemente desafiados a lidar, de forma justa e sensata, com os desafios e as questões relacionadas a gênero no ambiente de trabalho.
Investidor anjo: guia prático para empreendedores e investidores, de Cassio Spina
O responsável pela Anjos do Brasil, organização que busca fomentar o investimento em empreendimentos inovadores, apresenta nesse livro um guia de como fazer para obter investimentos para seu negócio. Com mais de 25 anos de experiência como empreendedor, Cassio Spina oferece todas as informações necessárias ao novo empresário, explicando e exemplificando as melhores formas de captar e efetivar esses investimentos, além de apontar os cuidados necessários para superar os obstáculos que possam vir a surgir no meio do caminho.
Adapte-se: o sucesso começa sempre pelo fracasso, de Tim Harford
Ainda sem tradução para o português brasileiro — mas já com uma tradução portuguesa disponível —, o livro do inglês Tim Harford fala, de forma super fácil e clara, sobre uma das coisas que podem fazer com que um negócio de grande potencial não vá para frente: o temido fracasso. Harford destaca a importância do fracasso como mecanismo motivador e incentiva a adaptação de nossas práticas diárias por meio da técnica de tentativa e erro, possibilitando, assim, a transformação do fracasso em uma postura de sucesso.
O livro negro do empreendedor: depois não diga que não foi avisado, de Fernando Trias de Bes
Muitas vezes, técnica e competência simplesmente não são o suficiente para que um negócio obtenha sucesso. Mas qual o segredo então? Pois o caminho é aprender com a experiência, modificando seus relacionamentos de acordo com esses aprendizados. Com uma abordagem similar ao livro de Harford, a obra de Trias de Bes trata das razões que fazem com que muitos empreendedores não levem adiante suas ideias, acabando por falharem em alcançar seus objetivos. Aprender com os erros alheios é melhor que errar você mesmo, não concorda?
Startup weekend: como levar uma empresa do conceito à criação em 54 horas, de Marc Nager, Clint Nelsen e Franck Nouyrigat
Partindo-se da premissa de que uma empresa pode ser criada completamente do zero em apenas 54 horas, os autores apresentam um livro recheado de histórias reais e exemplos práticos que servem de inspiração para qualquer empreendedor. O livro surgiu por meio da realização de eventos em que empreendedores de diversos segmentos se reuniram para mergulhar na cultura empresarial a fim de trocar ideias, debater projetos, construir equipes e, ao final, efetivamente criarem uma startup. Os resultados apresentados nesses eventos serviram de base para a construção do livro, o que faz com que a leitura seja ainda mais interessante, uma vez que a inspiração vem diretamente de histórias reais e totalmente possíveis.
Como a busca pelo conhecimento nunca é demais, certamente sendo muito importante para você aprimorar suas ideias brutas e construir uma mente mais aberta às novidades, que tal dar uma olhadinha nessas referências? Gostaria de sugerir outras obras e enriquecer nossa seleção? Comente aqui e divida suas dicas e impressões conosco!
Você provavelmente já deve ter ouvido falar de Vicente Falconi, um verdadeiro especialista em consultoria empresarial no Brasil e no mundo. Para muitos, trata-se de um verdadeiro sinônimo de eficiência e sucesso em gestão empresarial.
Só para se ter uma ideia, entre as 100 maiores empresas brasileiras, Falconi já prestou serviços de consultoria a 80 delas. Estima-se que ele já tenha conduzido mais de 1,5 milhões de sessões e orientações a seus clientes.
Vicente Falconi marcou a sua trajetória profissional e contribuiu para o crescimento de renomadas empresas como Ambev, Sadia e Gerdau, por exemplo, empresas em que até hoje, faz parte do seleto grupo de conselheiros. O consultor também já desenvolveu uma série de projetos para governos do Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Alagoas, dentre outros.
A metodologia de gestão adotada por Falconi nas empresas para as quais presta seus serviços se em alguns pontos. Esses pontos são: uma análise de dados, estabelecimento de objetivos precisos e orientação de processos que primam sempre pela produtividade e eficiência das empresas.
Um dos clientes de sucesso do trabalho de Vicente Falconi e também um grande adepto de suas ideias é Marcel Telles. Marcel é um dos sócios-proprietários da empresa 3G Capital e um dos 3 homens mais ricos do mundo. A fortuna estimada de Marcel Telles é de nada mais, nada menos do que R$ 47,8 bilhões de reais.
No decorrer deste artigo, vamos nos aprofundar a respeito da história de Vicente Falconi, este que é um verdadeiro empreendedor de sucesso, além de listar os principais conceitos referentes a suas destacadas ideias sobre gestão empresarial. Fique com a gente e inspire-se!
A trajetória de Vicente Falconi
Nascido em 1940 em Niterói-RJ, Vicente Falconi se formou no ano de 1963 em Engenharia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Também, nessa instituição atuou como professor do curso de 1964 até 1992. Período esse, em que acabou sendo agraciado com o título de professor emérito da instituição.
Falconi ainda se tornou PHD na área no ano de 1972 na Colorado School of Mines, universidade norte-americana.
Além de atuar na área acadêmica, trabalhou durante muito tempo em empresas brasileiras com os japoneses da Union Of Japanese Scientists and Engineer, a JUSE, um grupo criado em 1946, com o objetivo de promover estudos sistemáticos e necessários para o desenvolvimento cultural e tecnológico.
Vicente Falconi também é sócio e fundador do Instituto de Desenvolvimento Gerencial, conceituada empresa de consultoria que mais tarde passou a se chamar “Falconi / Consultores de Resultados”, se tornando inclusive uma referência no cenário internacional.
O professor e consultor empresarial, foi reconhecido como “Uma das 21 vozes do Século 21”. Também foi congratulado pelo Governo Federal Brasileiro com os prêmios de Medalha Rio Branco e Medalha do conhecimento.
Falconi ainda se destacou pela publicação de seis livros referentes à gestão empresarial, os quais venderam mais de um milhão de exemplares:
A Falconi / Consultores foi fundada por Vicente Falconi há mais de 30 anos. Desde sua implementação, a empresa auxilia empresários a alcançarem os melhores resultados possíveis a partir das metodologias de Vicente Falconi.
Além de prestar os seus serviços a diversas empresas espalhadas pelo território nacional e também a esferas públicas, a Falconi tornou-se também uma referência em consultoria empresarial mundo a fora, com um histórico de atuação já em mais de 30 países nos cinco continentes.
Atualmente, a empresa conta com 600 consultores especializados, aproximadamente 6 mil projetos realizados nacional e internacionalmente, escritórios no México e nos EUA e mais de 500 mil gestores treinados em seus projetos.
Quais os principais conceitos idealizados por Vicente Falconi?
Sem dados, não há gerenciamento
Conforme introduzimos no começo deste artigo, Vicente Falconi baseia o seu processo de consultoria empresarial em análise de dados e dos mais variados indicadores de desempenho. Não pode haver espaço para achismos nos processos de tomadas de decisões empresariais.
Definição de metas enxutas e objetivas
O excesso de metas é um problema para as empresas. Falconi defende que cada gestor de uma empresa, deve definir entre 3 e 5 metas para os seus respectivos departamentos. Em hipótese alguma deve-se estabelecer mais do que isso. Deve-se priorizar as metas financeiras como faturamento, lucratividade e rentabilidade, dentre outras, pois são elas que definem a estabilidade e crescimento real de uma empresa.
Gestão baseada em solução de problemas
Busca de qualificação constante de processos gerenciais, de forma a identificar situações que podem ser continuamente melhoradas e evitar a zona de conforto.
Durabilidade de colaboradores
Vicente Falconi entende que o alto índice de turnover ou rotatividade de funcionários em uma empresa é um grave problema. Segundo o consultor, um alto fluxo de entradas e desligamentos de colaboradores indica que a empresa está “doente”. E para “estancar” esse problema, é necessário mais do que aumentos salariais, mas sim, investir na valorização pessoal dos colaboradores e lhes proporcionar perspectiva de crescimento dentro do ambiente empresarial. Para Falconi, o índice de demissão não pode passar de 10% dos colaboradores que forem avaliados negativamente.
A liderança como fator crucial
Vicente Falconi entende que 70% do sucesso de uma empresa está ligada a capacidade de liderança dos gestores do negócio. Para justificar este pensamento, Vicente afirma que qualquer habilidade técnica pode ser suprida por outro colaborador, o que não ocorre em relação ao aspecto de liderança. Para o consultor, líder é quem cumpre metas, prima por resultados e implementa diariamente essa cultura em sua equipe.
Inovação nos processos
Soluções que resolveram problemas antigos de uma empresa, podem não ser mais úteis para resolver os problemas atuais. Sendo assim, Vicente Falconi entende que as empresas devem buscar um constante aperfeiçoamento de suas atividades e explorar a inovação oferecida por ferramentas tecnológicas que servem como apoio na gestão empresarial, como um ERP online, por exemplo.
Método da cumbuca
No livro O Verdadeiro Poder, Falconi lista o “método da cumbuca” como uma das práticas de gestão empresarial que fez muito sucesso nos seus serviços de consultoria. O método de cumbuca nada mais é do que uma metodologia de treinamento corporativo, que tem como objetivo proporcionar a qualificação e crescimento dos colaboradores no ambiente empresarial.
Esse tipo de treinamento aplicado por Vicente Falconi funciona da seguinte maneira: a equipe de colaboradores de determinada empresa é dividida em pequenos grupos. A partir dessa divisão, são realizadas uma série de encontros periódicos com o objetivo de trocar ideias em relação ao ambiente organizacional. Nada mais é do que um brainstorming, uma espécie de reunião.
A diferença de uma reunião convencional de trabalho, é que no caso do método da cumbuca, Falconi seleciona um livro relacionado a gestão e desempenho empresarial, que no seu entendimento aborda assuntos essenciais para o entendimento da equipe em questão.
Sendo assim, as reuniões entre os grupos divididos são referentes a determinados assuntos e capítulos do livro determinado. Os nomes de cada integrante da equipe são escritos em papel e colocados em uma cumbuca (uma espécie de vaso), que justifica o nome dado ao método.
A partir de então, um dos integrantes da equipe sorteia algum papel colocado na cumbuca, para que o integrante sorteado no papel apresente a sua ideia, inicie a discussão proposta e também seja responsável pelo fechamento da reunião, com as suas considerações finais.
A ideia das reuniões semanais pelo método da cumbuca é proporcionar uma maior pró-atividade e participação a cada integrante da equipe, já que em cada semana serão sorteados integrantes diferentes para de certa forma “protagonizarem” o levantamento de ideias: “o método é baseado em todos”, salienta Vicente Falconi, o precursor desta técnica!
Para qualquer gestor, independentemente do empreendimento, ter um adequado controle de fluxo de caixa é fundamental. É por meio dele que se torna possível atuar de maneira estratégica, considerando os interesses da companhia e suas reais possibilidades.
Por isso, é preciso ter o devido cuidado para não deixar que essa parte tão significativa do negócio seja realizada de forma inadequada. Essa é a ideia deste artigo: apresentar os 6 principais erros de gestão de fluxo de caixa cometidos pelas empresas e, evidentemente, apontar um caminho seguro para seguir. Ficou curioso? Então siga conosco!
1. Misturar despesas pessoais com as empresariais
Não é à toa que esse erro é o primeiro a ser apresentado. Ele talvez seja o mais comum, principalmente em casos de empreendedores com pouca experiência.
O fato é que se você confundir suas próprias contas com as da companhia, atuará contra o crescimento dela. Imagine que você tem um funcionário que, sempre que necessário, retira dinheiro do caixa da sua empresa para cobrir gastos pessoais. Parece estranho, não é? Pois é exatamente isso o que você faz quando não diferencia despesas.
É preciso determinar um valor fixo a ser retirado mensalmente, o que chamamos de “pro labore”. Assim você tem como incluir essa despesa no planejamento estratégico da sua empresa e, dessa forma, impedir que gastos do dia a dia comprometam a lucratividade da companhia.
2. Não ter uma periodicidade para atualizar o fluxo de caixa
Ter critérios para atualizar o fluxo de caixa é importante para o empreendedor conhecer as informações com maior precisão e, dessa forma, tomar decisões com embasamento. Isso porque quando o dinheiro sai e não é contabilizado, as chances de você agir de maneira imprecisa e cometer erros aumenta.
Isso se potencializa em empreendimentos em que a rotina é mais intensa. Nesses casos, mesmo quando a atualização é feita semanalmente ou quinzenalmente, existe o risco de as informações serem um problema a mais para a gestão.
Por isso, o ideal é fazer o registro instantaneamente. O acompanhamento diário deve ser um recurso para você identificar ameaças e ter como agir com rapidez, evitando dores de cabeça no futuro.
3. Não categorizar os diferentes lançamentos do caixa
O fluxo de caixa precisa ser devidamente organizado por categorias. Sem isso, mesmo com atualizações constantes, o gestor não tem como fazer esse recurso ser útil para o seu trabalho.
Separar entradas e saídas realizadas e previstas, saber a origem de cada uma delas, seu destino e fazer o devido controle de datas pode parecer trabalhoso, mas é determinante para um bom fluxo de caixa. Não deixe também de diferenciar itens como tributos e gastos com salários, sejam eles o “pro labore” ou pagamentos de funcionários.
A ideia é que cada centavo seja devidamente controlado para que você tenha como identificar as áreas em que as despesas são maiores e assim traçar estratégias capazes de reduzir prejuízos. Da mesma forma, conhecendo as maiores receitas você pode pensar em investimentos e potencializar os ganhos da empresa.
4. Confundir vendas com recebimentos
É preciso atenção especial a este detalhe: não é todo item vendido que você deve considerar como sendo uma receita para a sua empresa.
A receita é o que efetivamente entrou de capital dentro da companhia. Nesse caso, se você vende um produto de maneira parcelada, só poderá listar o recebimento na data certa de cada parcela, sempre de acordo com o valor recebido.
Por que isso é importante? Porque se você começar a considerar cada real que ainda não tem, pode mensurar de maneira equivocada o seu potencial financeiro e se colocar em risco diante de novas aquisições.
O mesmo vale para os pagamentos da empresa. Ao listar os valores somente na data em que eles saem, você faz bom uso do seu fluxo de caixa e transforma ele em um aliado no seu planejamento.
5. Desprezar o potencial da tecnologia
O projeto SPED é uma iniciativa do governo brasileiro para modernizar as relações entre o Fisco e o contribuinte, buscando usar a tecnologia como ferramenta para o cumprimento de obrigações. O SPED é um exemplo de que, atualmente, não contar com a tecnologia pode ser um problema, pois todo o mercado já está se modernizando nesse sentido.
É por isso que ignorar o potencial que a tecnologia oferece é um erro grave do ponto de vista competitivo. Ela não deve ser um recurso apenas para o governo, mas também para o empreendedor. No que diz respeito ao fluxo de caixa, esse recurso permite a redução de custos, a melhoria na organização dos processos e o ganho de agilidade.
Com as ferramentas tecnológicas, todas as tarefas anteriormente citadas podem ser automatizadas, gerando ganho de tempo, menor necessidade de gastos com pessoal para a realização de tarefas e aumento de produtividade, dando à equipe condições para atuar de maneira mais estratégica.
6. Não fazer uso estratégico do fluxo de caixa
Mais do que uma rotina operacional, uma planilha de fluxo de caixa pode servir como uma ferramenta visando ao aperfeiçoamento da tomada de decisões dentro de um empreendimento.
Sem isso, a tendência é que a gestão financeira da empresa não seja qualificada. Pior ainda é não ter parâmetros para avaliar o momento certo para investir em recursos que podem otimizar os resultados futuros.
O segredo é aliar a ideia de investimento com a de projeção de receitas, usando o fluxo de caixa tanto para analisar o retorno do investimento quanto para a realização de novas aquisições.
Quando você começa a trabalhar com esse parâmetro, consegue visualizar no fluxo de caixa a ferramenta perfeita para refletir as diferentes ações realizadas no empreendimento, tendo um mecanismo útil para potencializar o seu crescimento ordenado.
Enfim, conhecendo essas ideias você já tem como fazer um uso estratégico do fluxo de caixa. Não deixe de se aprofundar no assunto, que pode ser um verdadeiro diferencial para o crescimento da sua empresa. Acredite: isso é perfeitamente viável!
Os mais recentes dados mostram que a carga tributária no Brasil tem crescido cada vez mais. Assim, o peso dos impostos também acaba sendo maior sobre as empresas, resultando no aumento dos chamados crimes tributários. Para não cair nessa, é importante que o empreendedor fique atento.
Este tipo de crime segue sendo como um grande problema para os contribuintes e principalmente para os cofres públicos. Para se ter uma ideia, a União deixou de arrecadar R$ 345 bilhões no ano de 2018 apenas por sonegação de imposto.
Seja por equívocos na gestão de finanças ou mesmo por qualquer descuido, muitas empresas acabam violando a legislação. Acontece que não é muito difícil acabar enquadrado neste tipo de crime.
Além das multas altíssimas, a empresa ainda pode ser obrigada a fechar as portas, dependendo da gravidade do delito. Para evitar situações como esta, você confere neste artigo dicas para a sua empresa não cair em crimes tributários.
Mas, antes disso, vamos falar um pouco mais sobre a definição de crime tributário e quais são os casos mais comuns em território nacional.
O que são crimes tributários?
A definição deste tipo de crime pode ser identificada na Lei de número 8137, de 27 de dezembro de 1990. Em resumo, a norma define como crime tributário fraudes que resultam do acerto de contas de tributos que são devidos ao Estado.
Para você entender melhor a lógica da lei tributária no Brasil, montamos uma lista de condutas consideradas criminosas no meio empresarial. Confira abaixo:
Não fornecimento ou emissão deliberada de nota fiscal
Falsificação ou alteração da nota fiscal ou de outro documento referente à operação tributável
Inserção de elementos não exatos nos documentos exigidos
Omissão de qualquer tipo de operação
Emissão de documenta com número falsos ou não exatos
A formalização do processo pelo crime tributário vai depender da natureza do tributo. O Imposto de Renda, por exemplo, é de competência federal, logo tem como órgão fiscalizador a Receita Federal. Já o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) é de competência estadual.
O que diz a lei sobre responsabilidade tributária
Como veremos a seguir, os crimes tributários podem ser categorizados entre três tipos: sonegação fiscal, fraude e conluio. E todos eles podem configurar responsabilidade para os empresários, independente se o delito tiver ocorrido ou não de má-fé.
Seja de forma culposa ou dolosa, os empreendedores que tiverem a atuação irregular comprovada podem ser enquadrados nas esferas cível, tributária e penal.
As penalidades mais comuns para este tipo de crime é a aplicação de multas em dinheiro. Mas, dependendo do ato cometido e de seus agravantes, a legislação tributária brasileira também prevê a detenção de 2 a 5 anos.
Vale destacar que a investigação do crime tributário ocorre como se fosse um inquérito policial e tem início com a identificação das irregularidades pelo auditor-fiscal.
Diferente de outros tipos de crime, no entanto, o delito na esfera tributária permite a defesa administrativa. Com isso, geralmente, o contribuinte pode ter a punibilidade extinta e o inquérito arquivos após quitar o débito com a Receita.
Quais os tipos ou classificação dos crimes tributários?
Quando falamos sobre crimes tributários, alguns aspectos importantes devem ser levados em consideração. São eles que irão definir a gravidade e também o tipo de delito cometido. Basicamente, existem três classificações para os crimes cometidos em esfera tributária. Confira abaixo:
Sonegação fiscal: É considerado sonegação fiscal quando uma empresa intencionalmente tenta impedir os órgãos fazendários de obterem os fatos geradores de um tributo. A forma mais comum de se cometer este crime é deixar de emitir notas fiscais, seja de forma total ou parcial.
Fraude: No âmbito tributário, é definido como fraude qualquer ação de má-fé que resulte na alteração ou falsificação de fatos geradores da obrigação tributária.
Conluio: Já o crime de conluio, como o nome sugere, ocorre quando duas ou mais pessoas físicas e/ou jurídicas se associam na intenção de fraudar tributos e conquistar vantagens mútuas. Um exemplo comum envolve o pagamento e recebimento de propina.
O que fazer para não cair em crime tributários?
Agora que você já tem uma boa noção do que é e quais são os tipos de crimes tributários, podemos, enfim, definir como impedi-los. Com isso em mente, elencamos cinco dicas para a sua empresa não cair em crimes tributários. Confira abaixo:
1. Escolha o regime tributário mais adequado para a sua empresa
Grande parte das empresas acabam enquadradas no regime tributário do Simples Nacional, mas nem sempre este é o melhor modelo a ser adotado. Pelo contrário, ele acaba criando entraves para que um negócio cresça, o que faz com que muitos acabem recorrendo à ilegalidade.
Por isso, para não cair em crime tributário, é importante definir o regime de tributação mais condizente com a realidade da sua empresa. Para cumprir este objetivo, é importante realizar um planejamento tributário completo e, de preferência, com o auxílio de uma consultoria.
2. Não deixe de recolher os impostos em dia
Nem sempre os crimes tributários ocorrem intencionalmente. É o que pode acontecer quando o empresário perde os prazos de recolhimento dos impostos retidos na fonte, como Imposto de Renda e INSS.
Assim, as autoridades fazendárias podem entender que houve apropriação indébita do tributo e autuar o empreendimento pela prática de sonegação.
3. Não altere documentos fiscais
Para não incorrer em fraude, jamais altere qualquer informação que conste em documentos fiscais. Lembre-se também de instruir todos os seus colaboradores e sócios neste sentido.
4. Registe as movimentações de caixa
O crime de caixa 2 é bastante comum no Brasil e consiste, basicamente, em reduzir o total de impostos, declarando apenas parte do montante de vendas. Para evitar ser enquadrado nesse crime, trate de registrar todas as movimentações do seu caixa.
5. Conte com um bom sistema de gestão
Independente do porte da sua empresa, busque um sistema de gestão eficaz para evitar cometer qualquer delito na esfera tributária. Assim, você pode contar com a possibilidade de emissão de notas e controle de financeiro, estoque, fluxo de caixa e muito mais.
Considerações finais
Quando se fala da legalidade de uma empresa, não se pode deixar nada passar. Por isso, contar com um sistema de gestão para fazer o controle do seu financeiro e das suas notas fiscais é imprescindível.
E o eGestor é o ideal. Com ele é possível fazer o controle do financeiro de forma totalmente integrada com os outros setores. Ainda, ele é um sistema emissor de notas fiscais, fazendo com que suas notas sejam emitidas em 10 segundos.
O sucesso de um negócio não pode ser medido apenas pelo dinheiro, é claro. No entanto, a margem de lucro é um ótimo caminho para compreender como anda a saúde da sua organização.
Caso você queira conduzir um negócio de sucesso, é primordial estar atento às margens de lucro. Por isso, neste artigo, vamos explicar o que você precisa saber para avaliar o êxito da sua empresa.
O que é margem de lucro
A margem de lucro mede a lucratividade de uma empresa. Ela calcula o que a empresa ganha de lucro com algum produto ou mercadoria.
Ou seja, ela é o restante, que fica para a empresa, após a venda. São descontadas despesas para produção ou compra do produto ou do serviço, despesas operacionais, aluguéis, água e outros e, por fim, tem-se um valor que “sobra”, esse é o lucro.
Para chegar nesse consenso, as organizações utilizam três métricas essenciais: margem de lucro bruto, margem de lucro líquido e margem de lucro operacional. Inclusive, vamos abordá-las ao longo do artigo.
Quais são os diferentes tipos de margem de lucro?
Você sabia que nem todos os tipos de lucros são criados com o mesmo propósito ou refletem da mesma forma na lucratividade da organização?
Por isso, vamos abordar rapidamente os principais tipos de margem de lucro e o objetivo de cada um deles.
Margem de lucro bruto
O lucro bruto diz respeito ao ganho obtido após abater os custos relacionados ao produto e/ou serviço.
Vale lembrar que o lucro bruto não significa a totalidade da lucratividade da sua empresa. Portanto, é uma parte do conjunto.
Por exemplo: se um produto custa R$ 35 a empresa vende por R$ 50, significa que a margem bruta é de 30%. Ou seja:
Margem de Lucro = Lucro Bruto / receita x 100
ML = 15 / 50 x 100
30%
Margem de lucro líquida
A margem líquida representa sempre um desafio, especialmente para empreendedores novos. O motivo? Ela é a margem mais difícil de rastrear, mas a que fornece a melhor perspectiva dos resultados.
A margem de lucro líquida contempla todas as despesas, como:
Lucro Líquido = Receita – CPV (Custo por Produto) – Despesas Operacionais – Juros e Impostos
Você já deve estar familiarizado com o CPV, no entanto, para compreender melhor os itens da fórmula, é preciso entender o que são as despesas operacionais e os juros e impostos.
Podemos definir como despesas operacionais como folhas de pagamento, aluguel e, no geral, todas as despesas mensais, trimestrais ou anuais.
Já os juros e impostos englobam impostos federais, estaduais e juros, devido a dívidas comerciais, como um empréstimo, por exemplo.
Após ter o resultado do lucro líquido, é possível calcular a margem de lucro líquida:
Margem líquida = lucro líquido / receita x 100
Margem de lucro operacional
Essa é a hora de elencar custos administrativos, custos operacionais e despesas de vendas.
Por exemplo: mão de obra, custo dos produtos vendidos. Vale lembrar que a margem de lucro operacional não inclui despesas de qualquer setor que não esteja diretamente relacionado às operações comerciais.
Para calcular a margem operacional, basta dividir sua receita operacional pela receita líquida de vendas. Ou seja:
Margem de Lucro Operacional = Lucro Operacional / Receita Líquida
Como se calcula a margem de lucro
A margem de lucro é calculada dividindo o valor do lucro bruto pela receita e multiplicando o resultado por 100. Assim, para calcular a margem de lucro bruta usa-se a seguinte fórmula:
Margem bruta = lucro bruto/receita x 100
A receita é a soma de todo o valor que foi recebido pelo negócio e o lucro bruto é calculado pela diferença do faturamento e os custos variáveis da empresa.
Entretanto, para fazer o cálculo da margem de lucro líquida, temos outra fórmula:
Margem líquida = lucro líquido/receita x 100
Para calcular o lucro líquido é necessário diminuir os custos e despesas da receita total.
Qual deve ser a margem de lucro de um produto?
Existe uma margem de lucro ideal para cada empresa, mas, ela depende do tipo de negócio. Veja:
Comércio: entre 15% e 20%
Indústria: entre 8% e 12%
Serviços: entre 20% e 30%
Porém, ter um lucro no que se considera ideal não necessariamente significa que está tudo bem. É preciso analisar a saúde financeira como um todo. Não adianta nada ter uma margem alta enquanto o resto não está bem.
Como aumentar a margem de lucro?
Agora que você compreendeu melhor o conceito como um todo, está na hora de saber como ampliar sua margem de lucro. Acompanhe!
Eleve o valor da sua mercadoria
Não, isso não tem nada a ver com aumentar preços. É sobre criar conexões pessoais e emocionais com seus clientes. Quer um grande exemplo disso? O mercado de cosméticos.
Cada categoria do mundo dos cosméticos cria uma conexão pessoal com seus clientes, diferentemente da grande maioria dos bens de consumo. Os cosméticos elevam a autoestima e promovem a lealdade com a marca.
Portanto, se você almeja aumentar sua margem de lucro, está na hora de investir no gerenciamento da sua marca. Portanto, aprenda a ter um posicionamento diferente dos seus concorrentes.
Contenha os desperdícios de estoque
Pense em novas formas de planejar e prever seu inventário com mais eficiência. Muitas organizações utilizam equipes específicas para esse setor e/ou softwares de gerenciamento.
Dessa forma, é possível evitar o desperdício de estoque e dinheiro, custos de deterioração e até furtos. A regra é clara: quanto melhor for o controle de estoque, mais produtos estarão disponíveis para venda.
Simplifique as operações
Uma boa forma de reduzir as despesas operacionais é se concentrar em simplificar as operações.
Por exemplo: reduza o número de horas extras, minimize os custos de alguns suprimentos, como excesso de embalagem.
Além disso, uma ótima forma de alcançar esse objetivo é automatizar tarefas específicas. Ao dispor desse recurso, sua organização otimiza o tempo, mão de obra e as despesas operacionais.
Portanto, questione-se sobre quais atividades consomem mais tempo no dia a dia da empresa e como essas questões podem ser solucionadas de forma mais eficiente.
Não importa se você tem um molde estabelecido para comprar novos produtos e/ou acordos com seus fornecedores, pois a busca para reduzir custos deve ser uma parte contínua do negócio.
Uma ótima forma de fazer isso é refletir sobre o custo final do produto. Por exemplo: considere o custo do atacado, impostos, frete entre outros itens. Então, questione-se, você pagaria por isso? O seu público pagaria por isso?
Se a resposta for não, então, está na hora de encontrar novas maneiras de reduzir os custos.
Uma boa maneira de reduzir os gastos é solicitando descontos e/ou ofertas dos fornecedores, como frete grátis, lançamento de produtos extras de graça e assim por diante.
Aliás, esse conceito funciona muito bem quando você compra produtos em grande quantidade.
Para que serve a margem de lucro?
O cálculo da margem influencia em diversos aspectos do controle financeiro da organização. Ela também evidencia problemas que devem ser corrigidos para assegurar a saúde da empresa.
Esse é um cenário complexo e dinâmico, uma vez que a margem de lucro está sujeita a diversas mudanças.
Uma margem de lucro baixa, por exemplo, pode envolver uma série de fatores, como problemas de preços que prejudicam o fluxo de caixa.
É importante lembrar que a margem varia conforme as organizações e setores. Portanto, é fundamental compreender qual o contexto que a organização está inserida, para realizar as comparações corretas.
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