Nota Fiscal do Produtor Rural (NFP-e): Quem emite e como emitir

Nota Fiscal do Produtor Rural (NFP-e): Quem emite e como emitir

Quem trabalha com a oferta de produtos e serviços, como indústrias e estabelecimentos comerciais, já sabe a importância da nota fiscal para o registro das transações realizadas. A emissão do documento é obrigatória para qualquer operação envolvendo dinheiro, sendo utilizado no recolhimento de impostos.

A partir de 2006, passou a valer no Brasil uma versão digital desse comprovante: a Nota Fiscal Eletrônica. Ela também é conhecida como NF-e e substituiu a nota fiscal tradicional. A NF-e foi criada com o objetivo de agilizar o processo fiscal, antes realizado em blocos de notas. A nota é emitida e armazenada apenas no meio eletrônico pela Secretaria Estadual da Fazenda (SEFAZ).

Entretanto, foi apenas a partir de 2018 que pessoas físicas foram autorizadas a emitir a Nota Fiscal Eletrônica. Antes ela era restrita a empresas com CNPJ registrado. Essa é uma boa notícia para os produtores rurais, os quais agora podem gerar o documento de forma simples e ficar em dia com as obrigações fiscais.

Em alguns estados brasileiros, a Nota Fiscal do Produtor Rural já é obrigatória, enquanto outros ainda estão começando a implementá-la. Segundo o governo, porém, todos os estados deverão cumprir essa exigência até o final de 2020.

Se você é um produtor rural e tem dúvidas sobre como emitir a Nota Fiscal Eletrônica, acompanhe ao longo do texto mais informações sobre o documento, além de conhecer as vantagens que ele oferece ao seu negócio.

A Nota Fiscal Eletrônica do Produtor Rural – NFP-e

Desde 1º de outubro de 2018, os produtores rurais podem emitir uma nova versão da Nota Fiscal Eletrônica, conhecida como NFP-e (modelo 55), a Nota Fiscal do Produtor Rural. O documento substitui outros dois destinados ao trabalhador do campo, isto é, a nota fiscal avulsa eletrônica (NFA) e a nota fiscal tradicional em bloco de notas.

Mas, afinal, o que muda para o produtor rural? Com essa nova versão, pessoas físicas poderão emitir a Nota Fiscal Eletrônica apenas utilizando o CPF, desde que vinculado a uma Inscrição Estadual (IE). Ou seja, a emissão do documento deixa de favorecer apenas empresas com CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica) registrado.

Para ser ainda mais exato, a NFP-e permite ao produtor rural realizar a emissão de notas fiscais pela internet. Além de tornar o processo prático e rápido, o trabalhador não precisa mais se locomover até a prefeitura para devolver e retirar novos talões de notas.

Com a nova versão também é possível emitir notas para transações interestaduais, exportação e comércio com órgãos públicos, entre outras atividades nas quais a emissão da nota fiscal é obrigatória. Portanto, se você é um produtor rural, aprenda a emitir a NFP-e em passos bastante simples.

Guia de Impostos -Nota Fiscal do Produtor Rural

Como emitir a NFP-e: passo a passo

Em apenas quatro passos, você já pode emitir a Nota Fiscal do Produtor Rural. Confira quais são eles:

1. Credenciamento

A primeira coisa que você deve fazer antes de poder emitir a NFP-e é se credenciar na Secretaria da Fazenda do seu estado. O procedimento é específico para cada local, mas de modo geral você deve acessar o site da Administração da Fazenda para conseguir uma autorização da SEFAZ.

2. Certificado Digital

Após o credenciamento, você deverá obter um Certificado Digital para Pessoa Física, o e-CPF. É este documento que irá garantir a autenticidade das suas notas fiscais eletrônicas, funcionando basicamente como uma assinatura digital que vai validar o documento emitido.

Na hora de obter o seu Certificado Digital, você deve escolher entre as duas opções disponíveis: A1, com validade de um ano e possibilidade de armazenamento em diversos computadores ao mesmo tempo; e A3, o qual tem validade de um a três anos e fica armazenado em um cartão ou token (semelhante a um pen drive), isto é, deve ser conectado ao computador para validar a emissão das notas fiscais.

3. Software

O próximo passo é escolher um software adequado de emissão de Nota Fiscal Eletrônica. É uma etapa fundamental para o processo, já que é neste programa que você digitará as notas e transmitirá para a SEFAZ.

A escolha do melhor software deve se basear em critérios como fácil usabilidade, segurança e transparência dos dados, suporte técnico bem qualificado e integração tecnológica. Fique atento também à opção de arquivamento automático das notas fiscais, já que a legislação tributária determina que elas sejam guardadas por um período de cinco anos.

4. Emissão da NFP-e

Após realizar todas as etapas anteriores – credenciamento, certificado digital e escolha do software adequado –, você estará pronto para emitir a Nota Fiscal do Produtor Rural. Viu só como é simples?

Em quais estados ela já é obrigatória?

Como foi dito anteriormente, a Nota Fiscal do Produtor Rural já é realidade em alguns estados brasileiros, mas não em todos. Descubra agora se o seu estado já está em dia com a exigência do governo.

São eles:

  • Santa Catarina;
  • Paraná;
  • Rio Grande do Sul;
  • Mato Grosso;
  • Bahia;
  • Rondônia;
  • Minas Gerais.

Se o seu estado não consta na lista, consulte a SEFAZ da sua região.

Vale lembrar que os produtores rurais que não cumprirem a determinação do governo ficam sujeitos ao pagamento de multas, já que a NFP-e é obrigatória para todos os trabalhadores do campo. O valor pode variar conforme o local.

Guia da Nota Fiscal Eletrônica - Nota Fiscal do Produtor Rural

Vantagens da NFP-e para o Produtor Rural

O produtor rural que usa a Nota Fiscal do Produtor Rural em suas operações pode obter uma série de vantagens. A primeira delas, que já foi citada, é a economia de tempo, uma vez que não será mais necessário ir até a prefeitura para resolver essas pendências. A emissão pode ser feita de qualquer computador com internet e impressora. Dessa forma, ele pode focar mais no seu negócio e no que realmente importa para a melhoria dos resultados.

O documento eletrônico também é uma forma de unificar as obrigações referentes à emissão de nota fiscal e garante a padronização do processo em todo o país. Além disso, ao preencher a nota fiscal eletronicamente, a chance de cometer qualquer erro diminui consideravelmente, dando mais segurança à operação e às partes envolvidas.

Vantagens da NFP-e para a sociedade

Ao aderir à NFP-e, o produtor também estará beneficiando toda a sociedade. Primeiro porque a substituição da nota tradicional pela versão digital é um processo ecologicamente correto, já que minimiza o uso de papel e os impactos causados à natureza. Ainda evita o acúmulo em grandes espaços físicos e torna mais fácil a busca por um documento específico.

Por fim, a mudança previne casos de sonegação de impostos, proporciona maior controle sobre as operações rurais e contribui para a geração de novos empregos e investimentos. Portanto, o país todo só tem a ganhar com essa medida.

Considerações Finais

Basicamente, a Nota Fiscal do Produtor Rural traz apenas benefícios para o produtor e para a população. Estar atento a obrigatoriedade da emissão é muito importante, afinal, você não quer correr os riscos quem vem com a não emissão das notas. 

Assim, o sistema essencial para o controle, seja financeiro, estoque e produção, é o eGestor. Nele, você pode realizar a emissão dessa nota juntamente com a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), a Nota Fiscal de Serviço Eletrônica (NFS-e) e a Nota Fiscal do Consumidor Eletrônica (NFC-e).

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Plano de ação: Aprenda o que é e como elaborar o plano perfeito

Plano de ação: Aprenda o que é e como elaborar o plano perfeito

Um Plano de Ação é um cronograma de atividades que indica o que deve ser atingido e como deve ser atingido em um período de tempo. Ou seja, um documento que define o planejamento de uma empresa. Ele inclui diversas tarefas e ações que irão fazer sua empresa atingir o que foi proposto.

Organizar um Plano de Ação é fundamental para o planejamento de qualquer empresa que deseja obter sucesso. É a partir dele que a empresa vai traçar caminhos a serem seguidos em relação a metas a serem cumpridas e de que forma se chegará até esses objetivos.

Portanto, neste artigo vamos falar sobre este importante processo na gestão empresarial e de que maneira elaborar um Plano de Ação que seja efetivo e contenha as informações mais relevantes para o andamento de seu negócio:

Afinal, o que é um Plano de Ação?

O Plano de Ação é um manual a ser seguido pela empresa, ele é um cronograma das atividades, como um plano de negócio. Essas atividades podem incluir serviços diários e metas a médio ou longo prazo, e de que forma elas serão alcançadas. Assim, ele pode ser elaborado em uma planilha eletrônica ou até mesmo em um papel.

Qual a importância de elaborar um Plano de Ação?

O Plano de Ação facilita o processo de tomada de decisão de qualquer empresa. Ele servirá como um norte, ou seja, todas as atividades executadas pela empresa devem seguir o plano de ação para se chegar a o objetivo estabelecido. E, para tanto, todos os funcionários devem estar engajados em torno do plano.

Uma empresa sem planejamento e sem metas a serem atingidas, está fadada ao fracasso. Portanto, o direcionamento e o suporte proporcionado pelo Plano de Ação, são fatores que o tornam imprescindíveis para qualquer negócio.

Lembrando que este planejamento não é restrito somente para empresas, mas também para trabalhadores autônomos e funcionários de uma forma geral, que podem traçar as suas metas pessoais.

Não ter um Plano de Ação torna as empresas extremamente suscetíveis a erros, já que podem realizar ações de uma forma inconsequente e não planejada, prejudicando os resultados em um médio e longo prazo.

Como elaborar um Plano de Ação eficiente?

Para colocá-lo em prática e realmente torná-lo efetivo dentro de determinado período, não se deve colocar as informações de uma forma aleatória, na base do achismo. Portanto, é preciso fazer uma análise interna da empresa, verificar com precisão o que já está sendo feito e os resultados que já estão sendo obtidos.

Somente após este criterioso estudo interno, deve-se partir para a análise de concorrência e estudar o mercado. O que as demais empresas de sua área de atuação estão fazendo que a sua não pensou em fazer? Que estratégias utilizar para criar uma vantagem competitiva e se diferenciar da concorrência? Até que ponto é possível alavancar os resultados de sua empresa?

Entretanto, de nada vai funcionar criar objetivos e metas que não possam ser acompanhados e medidos durante ou após a execução do Plano de Ação. É extremamente importante que os objetivos estabelecidos possam ser facilmente analisados e mensurados, tanto pelos gestores, quanto pelos colaboradores do negócio de uma forma geral.

Passo a passo do Plano de Ação

O ciclo de vida do Plano de Ação pode ser dividido em fases. Elas representam a elaboração, desenvolvimento e conclusão do mesmo. São elas:

Primeiro passo: Introdução

Aqui é onde se define o objetivo do plano de ação. Ou seja, a parte mais importante dele. Mas, também, para conhecer a empresa e entender em quanto tempo e como o projeto do plano de ação será realizado. São estipulados os prazos e os responsáveis para cada atividade. E, juntamente com isso, o orçamento disponibilizado.

Segundo passo: Desenvolvimento

Chegou a hora de colocar em prática. Todas as atividades planejadas devem ser iniciadas nessa fase. Também, os responsáveis devem estar atentos a qualquer erro ou desvio que possa acontecer a fim de corrigi-los. O orçamento deve estar em dia e a equipe definida para a tarefa deve estar a todo vapor.

Terceiro passo: Conclusão

E agora, o resultado final. Depois de encerrado o período e a tarefa, devem ser analisadas todas as etapas do projeto, orçamento, equipe e dados. Dessa forma, é possível analisar como o processo foi realizado e se atingiu o objetivo inicial.

Essa equipe também pode entregar um retorno sobre como foi realizar esse processo.

Ferramentas úteis para o Plano de Ação

5W2H

O 5W2H é uma ferramenta que ajuda a definir o planejamento estratégico da empresa. Seu nome, de origem na língua inglesa, são as etapas do planejamento. Entenda:

5W:

  • What (O que): o que precisa ser feito.
  • Why (Porquê): porque precisa ser feito.
  • Where (Onde): onde será feito.
  • When (Quando): quando será feito.
  • Who (Quem): quem o fará.

2H:

  • How (Como): como será feito.
  • How much (Quanto): quanto esse projeto custará.

Existem também algumas ferramentas que tornam a metodologia 5W2H mais fácil ainda, como uma Planilha de 5W2H, por exemplo.

PDCA

Outra ferramenta auxiliar do Plano de Ação é o ciclo PDCA. Nele, cada letra representa uma etapa do ciclo. Dessa forma:

  • Plan (Planejar)
  • Do (Fazer)
  • Check (Checar)
  • Action (Ação)

O que deve conter um Plano de Ação?

Como falamos anteriormente, um Plano de Ação para ser eficiente deve apresentar algumas informações imprescindíveis para o negócio:

  • O que está se buscando com o Plano de Ação de uma forma geral?
  • O que deve ser feito para se chegar ao objetivo?
  • Cronograma com o calendário das ações a serem executadas?
  • De uma forma específica, qual o objetivo de cada ação para se chegar ao objetivo geral?
  • Financeiro: qual valor será necessário?
  • Divisão de tarefas: quais funcionários da empresa ficarão responsáveis por determinadas ações?
  • Quais os riscos? Qual o plano B?
  • Quais são os recursos necessários?

Assim, como você pode ver, é preciso listar os riscos que as estratégias elencadas no plano de ação podem oferecer para a empresa. É importante sempre planejar outras alternativas. Definido todo o planejamento e colocado em prática, é extremamente necessário fazer um constante acompanhamento das ações. Dessa forma, se verifica se a empresa está seguindo o que foi proposto no Plano de Ação. E, caso não, é hora de se pensar em novas ações e modificar o plano.

Quais são os principais equívocos ao se elaborar um Plano de Ação?

Muitos gestores, ao fazer um Plano de Ação, acabam não o planejando de uma forma correta e atribuem uma quantidade excessiva de tarefas em um período de tempo que não é adequado para a realização de todas elas.

Isto é feito na ânsia de conseguir resultados imediatamente, mas sabemos que não é assim que funciona. Assim, para chegar aos objetivos desejados é necessário tempo, paciência e acompanhamento frequente.

Outro erro cometido na formação de um Plano de Ação acontece no que diz respeito à atribuição de tarefas aos funcionários. Algumas ações são atribuídas a funcionários que não tem tanta habilidade para a tarefa que lhe foi solicitada, sendo este funcionário mais habilitado para atuar em outra função, a qual ele tenha mais capacidade.

Portanto é fundamental conhecer profundamente as habilidades de todos os funcionários da empresa e saber exatamente em que aspectos cada um deles pode contribuir para se chegar aos objetivos desejados.

Software de gestão

Fazer o acompanhamento se o Plano de Ação está sendo seguido a risco não é uma tarefa fácil, pois envolve muitos fatores. Por isso, o auxílio de um bom software de gestão empresarial neste processo é de suma importância, a medida em que com o uso deste recurso é possível realizar de uma forma automatizada o controle financeiro da empresa, o desempenho dos funcionários, as previsões de gastos e também de receitas que entrarão no orçamento de caixa da empresa.

Todas estas funções, dentre outras, podem ser realizadas a partir do eGestor, que é um sistema de gestão totalmente fácil e online, perfeito para micro e pequenas empresas. O sistema pode ser testado gratuitamente durante 15 dias.

Conclusão

Portanto, elaborar um Plano de Ação é essencial para a organização e para o planejamento da sua empresa no futuro. Com um bom Plano, a empresa possui um caminho a seguir, baseado nos objetivos que deseja alcançar, através de quais ações, quais funcionários serão responsáveis por cada tarefa e qual o orçamento será necessário para colocar as ações em prática.

Após a fase de definição do Plano de Ação, é hora de aplicar no dia a dia da empresa, sendo fundamental o acompanhamento para verificar se tudo aquilo que foi colocado no papel está sendo seguido à risca, e se as ações estão gerando resultados para a empresa. Em caso de o resultado não estar sendo satisfatório, é preciso pensar em novas estratégias e uma reestruturação do Plano de Ação.

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Tendências de consumo: Como o varejo está se adaptando?

Tendências de consumo: Como o varejo está se adaptando?

As novas tendências de consumo trouxeram um impacto significativo para o varejo — tanto físico quanto online. Diante desse cenário, as marcas têm que se adaptar à mudança de hábitos de consumo, de modo a promover uma experiência de compra positiva para o seu cliente e, assim, expandir suas operações.

Diversos fatores são capazes de influenciar positiva ou negativamente os consumidores, independentemente do estágio do funil de vendas em que eles se encontram. Por isso, é importante que as empresas varejistas ofereçam uma experiência satisfatória ao cliente desde seu primeiro contato com a marca.

Para isso, é preciso que as companhias fiquem atentas às tendências de mercado para que consigam acompanhar tais mudanças, de modo a fidelizar mais clientes.

Neste artigo, vamos explicar como o mercado pode se adaptar a essa nova realidade. Ficou interessado? Então, continue lendo!

O que é tendência de consumo?

A tendência de consumo é uma previsão que mostra como as pessoas irão se comportar no futuro, feita por meio de uma pesquisa de dados que revelam este tipo de padrão. E é com esses comportamentos que os especialistas sabem quais serão os potenciais de consumo para o futuro.

Mas é preciso saber se este padrão encontrado é de fato uma tendência que vale a pena ser estudada. Para isso é importante levar em consideração alguns pontos relevantes. São eles:

  • O que é a tendência?
  • Onde pode ser aplicada?
  • Qual seu impacto no dia a dia dos consumidores?
  • Qual seu potencial de crescimento?
  • Quais suas consequências para o mercado?
  • Como é a validação das pessoas frente a isto?

Dessa forma, é possível identificar qual padrão irá se tornar uma tendência. Por exemplo, se em um determinado lugar a validação é ruim, é sinal de que esse não será um padrão de comportamento.

3 passos para usar as tendências de consumo

Sempre quando uma empresa encontra uma tendência no mercado, é preciso saber como se adequar e também como fazer seu uso corretamente.

Para que isso aconteça é necessário que as empresas estejam prontas para se adaptar a essas novas mudanças. Até porque o comportamento do consumidor passa por constantes alterações.

Confira agora os passos para você usar as tendências de consumo corretamente:

1 – Siga as tendências globais

É importante você ter ciência de que quando um comportamento muda, todo o mercado acaba sendo afetado por esta mudança. Este processo ficou bem claro quando se deu o isolamento social por causa da pandemia do Coronavírus.

As empresas que não ofereciam serviços e/ou produtos de forma online começaram a ofertar da noite para o dia, ou teriam o mesmo destino de muitas empresas que fecharam as portas por não ter capacidade de se adaptar ao novo.

Por isso, toda empresa precisa estar atenta às tendências nos comportamentos mundiais.

Podemos usar como exemplo o pagamento instantâneo (PIX). Quando ele surgiu, algumas empresas se anteciparam e iniciaram o processo de pagamento por meio deste modelo, além de facilitar para os consumidores, elas se destacaram no mercado e passaram a ser consideradas empresas modernas.

2 – Aplique em sua empresa

Depois de identificar qual é a tendência, você precisa achar uma maneira de inserir essa ideia em sua empresa. Mas nem todo o negócio consegue se adaptar e acompanhar a mudança de comportamento de seus consumidores, pois alguns empreendimentos estão atrelados a seus métodos tradicionais.

Podemos citar como exemplo as lan houses que são estabelecimentos onde os usuários pagam para poder utilizar o PC durante um tempo. Com o avanço da tecnologia e o fácil acesso que as pessoas foram tendo a dispositivos móveis, esses estabelecimentos foram sumindo aos poucos. Ainda é possível encontrar alguns em determinados lugares, mas são raros e com poucos clientes.

Por isso é importante que sua empresa esteja pronta para se adaptar com as tendências, não tenha medo da mudança, pois para alcançar os objetivos é preciso passar por processos, está estagnado não é positivo para o seu negócio. Então, crie sua estratégia e seu planejamento com foco na inserção das tendências em sua companhia.

3 – Insira seu seu produto/serviço na tendência

Outro ponto importante nesse processo é a inserção de seu produto na tendência, citamos anteriormente o caso da lan house como um formato de empreendimento que não aplicou a tendência. Mas como nosso material trata sobre as tendências de consumo, é crucial que você insira seus produtos e/ou serviços na tendência também.

Pode não ser uma tarefa fácil, talvez exija uma mudança radical de seu negócio. Digamos que você tenha uma loja física de roupas, onde os consumidores só conseguem comprar se vão presencial em sua loja. Bem, olhando para o cenário atual, seu negócio não vai crescer desta forma. Será necessário que você oferte através de aplicativos, ou crie seu próprio, além de oferecer entregas dos produtos.

Pois sempre que os comportamentos mudam, as empresas precisam estar atentas para mudar a forma de seus produtos/ serviços, para que assim possa satisfazer o desejo de seus clientes e se manter no mercado.

Saiba quais são as principais tendências de consumo no varejo

Para que a companhia possa crescer continuamente e prosperar no seu mercado de atuação, ela deve estar atenta às mudanças nos hábitos de consumo de seus clientes. A seguir, listamos algumas das principais tendências no segmento varejista. São elas:

E-commerce e LGPD

O futuro está no e-commerce (comércio eletrônico) e com esse formato de venda online as empresas devem se atentar às fraudes que podem ocorrer, por isso colocamos a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) neste tópico junto com o e-commerce.

Pois para oferecer produtos e serviços de forma digital é necessário que a empresa esteja de acordo com as normas da LGPD para que seus clientes sintam mais segurança no momento de compra. Além disso, empresas que não estiverem de acordo com a LGPD podem sofrer multas e outras advertências.

Agilidade na entrega

Junto com as tendências de consumo vão surgindo novas exigências da parte dos consumidores, e como vivemos em um mundo do imediatismo as pessoas desejam que as coisas aconteçam cada vez mais rápido e isso reflete no momento da entrega de produtos.

Por isso, é importante que o negócio possua uma boa logística para que as entregas sejam feitas de forma rápida e com eficiência. Assim, os clientes estarão muito mais satisfeitos com a sua empresa.

Sustentabilidade

Com o aumento da conscientização ambiental, muitos consumidores têm preferência por produtos e serviços que ofereçam soluções sustentáveis. Por isso, marcas que oferecem embalagens sustentáveis costumam ser bem-vistas por clientes, assim como empresas que oferecem algum diferencial em prol do meio ambiente — como um programa de reciclagem, por exemplo.

Nichos de mercado

Outra tendência do varejo é oferecer produtos especialmente desenvolvidos para um segmento de mercado específico. Isso porque os consumidores estão em busca de soluções mais próximas ao seu perfil e à sua realidade. Além de ser uma exigência do mercado, esse fator pode representar uma grande oportunidade para os varejistas: apostar em nichos inexplorados, nos quais há pouca — ou nenhuma — concorrência.

Atendimento humanizado

O atendimento ágil, atencioso e personalizado não é apenas uma tendência, mas sim uma exigência. Com a reputação das empresas cada vez mais em destaque, muitos consumidores pesquisam sobre a empresa antes de adquirir um produto — e a forma como a companhia trata seus clientes é um fator decisivo de compra. Por isso, apostar na otimização do atendimento e em treinamento de pessoal é um investimento essencial para o sucesso da empresa.

Omnichannel

Omnichannel é uma estratégia que visa integrar todos os canais de comunicação da organização. Dessa forma, todas as informações dos clientes estarão disponíveis independente do canal que ele se comunicar.

Por exemplo, um cliente iniciou um contato por e-mail da empresa e depois retornou através de um chat disponibilizado pelo aplicativo da organização, assim o cliente não precisará dar toda a explicação novamente porque já consta um histórico com os seus atendimentos anteriores, facilitando o atendimento atual e economizando tempo.

Experiência de compra

Oferecer uma experiência de compra positiva é fundamental para garantir a fidelização de clientes, tanto em ambientes virtuais como em PDVs. Por isso, é importante que a empresa foque no bom atendimento, na agilidade da entrega e no conforto para o cliente.

Para varejistas que vendem somente por e-commerce, isso significa oferecer um site devidamente otimizado, um frete eficiente e soluções de pagamento flexíveis. Já no caso de estabelecimentos físicos, é preciso apostar em uma equipe treinada para atender os consumidores com excelência e oferecer um ambiente de compra diferenciado.

Soluções digitais

Oferecer soluções digitais — como aplicativos e sites responsivos — é outra tendência que as empresas varejistas devem acompanhar. Consumidores que têm o hábito de comprar pela internet são constantemente impactados por anúncios virtuais enquanto estão acessando o celular ou tablet e, então, direcionados para o site.

Isso quer dizer que a empresa deve oferecer a melhor experiência mobile possível, para que o cliente possa realizar uma conversão e, então, efetuar uma compra.

Showrooming

Graças à expansão do uso de dispositivos móveis e ao acesso facilitado à internet, o showrooming é uma realidade cada vez mais próxima das empresas varejistas. Isso porque essas tecnologias estão, aos poucos, mudando o comportamento do consumidor.

A tendência hoje é que a jornada do cliente comece na internet, por meio de pesquisa; depois, ele se dirige até a loja, onde pode ter um contato físico com o produto; em seguida, adquire o produto pelo site, muitas vezes ainda dentro da loja, com o seu dispositivo móvel.

Essa mudança de hábito de consumo revela a necessidade de que as empresas varejistas se adaptem a essa nova realidade. O showrooming, portanto, ganha mais força nesse meio, pois oferece ao cliente a possibilidade de experimentação.

Conheça algumas boas práticas para seguir as tendências de consumo

Algumas apostas e investimentos podem ajudar as empresas a se adaptar à nova realidade. Confira abaixo algumas medidas possíveis para acompanhar as tendências de consumo:

Invista em marketing digital

Investir em plataformas digitais é uma forma eficiente de alcançar o público-alvo e aumentar o volume de vendas. Para isso, além dos anúncios pagos, vale apostar no marketing de conteúdo e em parcerias com influenciadores. Essas estratégias ajudam a construir um relacionamento com o consumidor que vai além da compra, pois estimulam a confiança.

Automatize processos internos

Otimizar procedimentos dentro da empresa é outra prática essencial para garantir a adaptação às mudanças nos hábitos de consumo, visto que os clientes buscam companhias que ofereçam agilidade e praticidade. Para que essa entrega seja viável, a empresa deve buscar soluções que simplifiquem seus processos internos, sem perder qualidade. Isso é possível com a implementação de metodologias de negócios e instalação de softwares de gestão.

Foque no atendimento

Conforme explicamos, o atendimento humanizado é uma forte tendência de consumo. Por isso, é essencial investir em tecnologias que possam auxiliar nesse processo e no treinamento de uma equipe especializada nessa função.

Ofereça a possibilidade de experimentação para o cliente

Para aumentar as chances de conversão, é importante que a empresa ofereça ao cliente a possibilidade de testar o seu produto. Isso pode ser feito por meio de distribuição de amostras, demonstrações e testes. Quando o consumidor interage com o produto, as chances de adquirir a mercadoria são maiores, já que a qualidade e os benefícios ofertados são comprovados.

A mudança de hábitos de consumo impacta significativamente o modo como as empresas gerenciam suas operações. É preciso que a companhia esteja atenta às preferências do cliente, planejando e executando novas estratégias para, assim, promover seu crescimento contínuo.

Para isso, é importante acompanhar as novas tendências de consumo, de modo a fidelizar mais clientes e obter vantagem competitiva sobre a concorrência.

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Como MEIs e optantes do Simples emitem nota fiscal?

Como MEIs e optantes do Simples emitem nota fiscal?

A legislação muda constantemente: obrigações são ampliadas ou reduzidas, e processos são modificados — obrigando gestores a se adaptarem e gerando dúvidas. Em meio a isso, algumas incertezas que surgem são relativas à emissão de notas fiscais para MEIs e optantes do Simples Nacional.

Um dos motivos desse assunto render muitas questões é o fato de ambos os enquadramentos concederem facilidades e menor burocracia. Porém, ao mesmo tempo, impõem algumas obrigações iguais às das demais empresas dos regimes gerais.

Então, agora vamos esclarecer dúvidas que você pode ter em relação aos documentos fiscais. Acompanhe e fique preparado para começar suas emissões!

O valor tem a ver com a obrigatoriedade da emissão?

Antigamente, dependendo do faturamento anual do negócio, era possível utilizar as notas em blocos — mas a obrigatoriedade ou não nunca teve a ver com o valor da operação.

Agora, o fato é que o tempo das emissões manuais não existe mais. Então, independentemente do produto, serviço ou valor, é sempre necessário emitir a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e). E o mesmo vale para questões como faturamento anual, segmento de atuação ou enquadramento tributário.

É obrigatório ter certificado digital e software emissor?

Ainda é possível utilizar o emissor gratuito da Secretaria da Fazenda (Sefaz). Porém, ele será desativado a partir de janeiro de 2017, quando todas as empresas terão de contratar soluções para conseguirem emitir seus documentos.

Já o certificado digital, é algo que dificilmente algum empreendimento não tem, pois é necessário também para outras obrigações. De qualquer forma, até dezembro deste ano, apenas se poderá emitir notas utilizando senha de contribuinte da Sefaz — desde que o valor da nota não supere os R$ 10 mil, e o valor do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) não ultrapasse os R$ 1 mil.

É preciso autorização para ser emissor?

Antes de qualquer emissão, MEIs e optantes do Simples devem se cadastrar no site da Sefaz do estado.

O pedido de autorização precisa ser feito primeiramente para o ambiente de teste, no qual as notas não têm validade jurídica. Logo após, o cadastramento para o ambiente de homologação — para emissão dos documentos válidos juridicamente — fica disponível.

Microempreendedores apenas necessitam preencher o número do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) no campo determinado e marcar a opção “Isento”, em relação ao ICMS. Já as empresas enquadradas no Simples Nacional, devem preencher ambos os cadastros.

Como proceder com as notas de serviços?

As prestações de serviços são tributadas pelas cidades, por meio do Imposto Sobre Serviços (ISS). Por isso, cada cidade define se a emissão é feita apenas em sistema próprio ou se é possível utilizar outro software; se há necessidade de certificado digital ou somente senha de usuário; se o credenciamento prévio é necessário, e todos os demais critérios.

Como saber o CFOP a ser usado?

O Código Fiscal de Operações e Prestações (CFOP) depende da mercadoria, ou serviço, e da transação a ser feita. Por exemplo, a revenda de produtos para cliente do mesmo estado pode ser feita com o CFOP 5.102. Já as prestações de serviços, levam o código 5.933 — de serviços tributados pelo ISS.

São dezenas de CFOPs existentes, para as mais diversas situações possíveis. Por isso, salve o link de consulta do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).

Nele, além dos números e descrições, há breves explicações de quais situações exigem determinados CFOPs.

Apenas vendas e prestações exigem emissão de NF-e?

Toda e qualquer operação fiscal deve ser acompanhada de um documento fiscal, mesmo aquelas que não geram faturamento. Por exemplo, o CFOP 5.911 é utilizado quando se faz uma remessa, com uma nota de remessa, ao cliente de produto para amostra grátis.

Mesmo processos internos, mas que ainda assim movimentam produtos e o registro de compras e estoque da empresa, necessitam de nota fiscal.

Alguns códigos — como o 5.927, para lançamento devido à baixa de estoque por perda, roubo ou vencimento — são direcionados apenas a tais procedimentos.

O que é XML e o que fazer com ele?

O XML é um arquivo no qual a nota fiscal é descrita em códigos, e nele estão todas as informações preenchidas e geradas. Aliás, é ele quem autoriza o uso do documento no momento da transmissão para a Sefaz.

Ou seja, ele é a nota fiscal de fato — enquanto o que pode ser visualizado e impresso é apenas um documento auxiliar.

Portanto, não ignore o XML. A cada emissão, envie-o ao cliente antes mesmo de remeter a mercadoria com a nota impressa. E armazene-o no computador ou qualquer outra mídia segura. Ambas as práticas são obrigatórias por lei.

É necessário informar os dados de transporte na NF-e?

Sua venda será apreendida, e possivelmente até o veículo, caso você não faça isso e alguma unidade da Sefaz pare sua carga em trânsito para uma fiscalização. Além disso, a multa pode representar o dobro do valor da nota fiscal da ocasião.

Ou seja, MEIs e optantes do Simples Nacional, como os demais negócios, precisam informar os dados do frete. E os campos são os seguintes:

  • Nome do transportador ou da empresa transportadora e seu CPF ou CNPJ;
  • Frete por conta de emitente ou destinatário — opções 1 e 2 respectivamente;
  • Código da Associação Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) do veículo;
  • Placa do veículo;
  • Endereço do transportador ou da empresa transportadora;
  • Sua inscrição estadual, caso tenha;
  • Espécie dos volumes — por exemplo, caixas;
  • Quantidade dos volumes;
  • Marca do produto;
  • Numeração de lote;
  • Pesos bruto e líquido da carga.

O que é NCM?

A sigla significa Nomenclatura Comum do Mercosul — um número de cadastro para cada produto existente, igual para todos os países integrantes do Mercosul.

Ele é obrigatório em todas as emissões e deve ser preenchido corretamente de acordo com o grupo, subgrupo e item referente à mercadoria descrita na nota. E isso requer atenção, pois algumas descrições, com diferentes números, são muito parecidas.

Na pesquisa de NCM disponibilizada pela Receita Federal, é possível procurar o código do produto pela descrição dele, o que facilita bastante a tarefa. Basta localizar o cadastro adequado e utilizar os oito dígitos da sua última subdivisão.

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Startup SaaS: Tudo que você precisa saber para montar a sua

Startup SaaS: Tudo que você precisa saber para montar a sua

O empreendedorismo está em alta. Isso significa que, cada vez mais gente está buscando novas formas de inovar nos negócios. Muitas vezes esses empreendimentos ocorrem por necessidade, muitas vezes por sonho. O que importa é que ele seja sempre bem planejado e bem pensado.

Existem diversos modelos de negócios para se escolher. Alguns dos mais fáceis, seja pelo valor investido, seja pela quantidade de trabalho, são as Startups e os SaaS. Ambos também estão em alta devido a sua facilidade e pelo fato de ser algo completamente novo.

Tá pensando em abrir uma Startup Saas? Confira tudo que você precisa saber!

O que é uma Startup

Há algum tempo as Startups explodiram. A partir do momento que o termo e o conceito ficou conhecido, muitas pessoas viram nesse modelo uma oportunidade.

Mas o que é uma Startup?

Normalmente voltada para o ramo da tecnologia, uma Startup é uma empresa emergente. Isso significa que a empresa não está totalmente pronta, ainda podem faltar alguns pontos. Esses podem ser investimento, estratégia de produção, estratégia de manutenção, ou outros.

Assim, elas estão dispostas a receber pessoas de fora. Esses podem ser investidores que entram com o capital, ou também, quem entra com a mão-de-obra.

Apesar de elas normalmente serem do ramo da tecnologia, não é algo obrigatório para essa denominação. Uma Startup pode ser um restaurante ou empresas que envolvam saúde e beleza, por exemplo.

Esse modelo de negócio também não precisa ser físico. E não falamos apenas de comércio. Uma empresa de tecnologia também precisa de uma infraestrutura. Mas essa pode ser desenvolvida dentro de uma aceleradora ou incubadora, por exemplo, ou até da sua própria casa.

O que é SaaS

SaaS é a sigla para Software as a Service. Traduzindo: software como um serviço. Essa denominação trata um software como um serviço, não como um produto.

Por exemplo: na sua máquina você provavelmente tem como sistema operacional o Windows ou o macOS. Eles não são um serviço, e sim, um produto.

Um software se torna um SaaS quando, de certa forma, ele vira um tipo de solução. Como exemplo, o eGestor. Toda a função do sistema é passar ao cliente a segurança que a empresa precisa, controlando os dados necessários para que a mesma possa ser gerenciada com facilidade.

Outros exemplos de SaaS que estão no nosso dia a dia são a Netflix, o serviço de streaming de séries e filmes, ou o Spotify, o serviço de streaming de músicas.

Como montar uma Startup SaaS

Agora que você já sabe o que é uma Startup e o que é um modelo de negócio SaaS, basta juntar os dois. E sim, é fácil assim!

Mas vamos por partes. O que você precisa para montar sua Startup SaaS?

Ter uma ideia

A primeira parte de montar uma Startup SaaS é começar pela ideia. Para isso, você deve saber o que o público precisa, quais são suas necessidades e quais as chances de compra do serviço.

Ou seja, não adianta ter uma ideia genial com um preço bom se não há público interessado no que você trabalha.

Para conseguir as respostas dessas questões você pode utilizar diversas plataformas de pesquisas. Algumas delas podem ser pagas, mas em sua maioria, elas são gratuitas.

Um exemplo super fácil de utilizar e gratuito, é o Google Forms. Nele, você pode montar as perguntas e selecionar até o tipo de resposta que deseja receber, seja ela objetiva ou dissertativa.

Outro exemplo de questionário é o TypeForm que também tem o mesmo intuito que o Google Forms.

Para avaliar a aceitabilidade da empresa, você pode enviar esses formulários para seus amigos e pedir para que eles enviem a outros amigos. Assim, você consegue ter uma noção da viabilidade do negócio com respostas de várias pessoas.

Como ganhar dinheiro

Após identificar que sua ideia é viável e que há interesse, você deve entender como monetizar. Existem diversas formas de vender o seu produto. Entre essas formas de compra estão a disponibilização gratuita com recursos pagos ou a assinatura do software, e até anúncios.

Claro, aqui é necessário entender melhor sobre os gastos e despesas da empresa para saber quais valores cobrar. Assim como também se deve considerar o valor investido para criação e o poder aquisitivo do seu público-alvo.

Controle de informações

Outra necessidade da sua Startup SaaS é o controle de dados. Por tanto a Startup e o SaaS ser algo que normalmente é online, o controle deve ser dobrado.

Existem algumas métricas que devem ser medidas. Alguns desses são:

  • LTV (Lifetime Value): o valor que um cliente dará a sua empresa no tempo de vida dele dentro da empresa. O cálculo a ser feito é a receita média por cliente dividido pelo Churn Rate.

LTV = Receita Média / Churn Rate

  • Churn Rate: essa é a taxa de retenção do cliente. Seu cálculo se dá pela quantidade de cancelamentos dividido pela quantidade de clientes ativos.

Churn Rate = Quantidade de cancelamentos / Quantidade de clientes ativos

  • MRR (Monthly Recurring Revenue): é a métrica de valores de entrada e saída do cliente mensalmente. Sendo o cálculo a quantidade de clientes ativos dividido pelo valor mensal a ser pago.

MRR = Quantidade de clientes ativos / Valor mensal pago

  • CAC (Custo de Aquisição do Cliente): todos os custos referentes ao alcance de um cliente. Custo com as vendas somado a custos com marketing somado a custos com infraestrutura dividido pela quantidade de clientes adquiridos é o cálculo a ser feito para alcançar essa métrica.

CAC = (Custo de vendas + Custos com marketing + Infraestrutura) / Quantidade de clientes adquiridos

  • Growth Rate: taxa de crescimento adquirida diminuindo o valor da empresa no mês atual do mês anterior e dividindo essa resposta pelo mês anterior.

Growth Rate = (Mês anterior – Mês atual) / Mês anterior

Dicas para começar sua Startup Saas

Você não precisa de tanto dinheiro assim

Basicamente, a quantidade de dinheiro que você precisa para montar sua Startup SaaS é o que você precisa para se manter. O que queremos dizer é que não há necessidade de dispor de muito dinheiro para começar seu negócio.

Comece pensando pequeno. Você também não precisa de muitos funcionários, um escritório ou vários computadores. Basta ter o suficiente para que você consiga desenvolver seu projeto.

A questão do dinheiro é principalmente para cobrir seus gastos enquanto você cria seu projeto. Isso significa que você não precisa largar seu emprego e focar unicamente nisso. Se não existe condições para tal, é possível montar a empresa e o serviço no tempo livre.

Procure validar sua ideia antes de começar

Sabe aquela pesquisa que você fez para saber se o seu serviço é viável e terá público comprador? É basicamente disso que falamos aqui. De nada adianta ter o melhor serviço em uma área que não tem busca e você vai acabar tendo prejuízo.

Busque saber o que as pessoas acham do seu serviço e o que elas precisam que ele tenha. Muitas vezes, o diferencial de um serviço para outra é uma das funcionalidades que ele presta. Isso pode fazer uma grande diferença no momento de escolha entre um e outro.

Mantenha o foco

Uma funcionalidade pode fazer toda diferença na hora da compra de um sistema. Mas se ela é muito específica e a grande maioria do seu público não se interessa por ela, talvez você deva focar nas mais importantes ao invés das específicas.

Defina as prioridades do seu projeto. Primeiro estabeleça o que deve ser feito primeiro, e só depois de ter a primeira etapa pronta, passe pra segunda. E assim, siga adiante no seu projeto.

Entenda como vender seu serviço

De nada adianta ter o melhor serviço, melhor preço, melhores funcionalidades e ninguém saber da existência dele. Aqui também não é necessário dispor de altos gastos com divulgação.

Pesquise bem sobre como fazer um marketing barato e eficiente. É mais fácil do que se imagina.

Benefícios de uma Startup SaaS

Existem diversos vantagens de montar uma Startup SaaS. alguns deles são:

Alta acessibilidade

Pelo serviço prestado ser um software cujo único requisito é estar conectado a internet, seu acesso é super fácil. E, como esse é seu único requisito, ele pode ser acessado de qualquer dispositivo conectado a internet.

Outra vantagem é que seus dados estão salvos na nuvem.

É um modelo crescente

O mercado de SaaS é algo que vem ganhando a fama por ser algo que empresas e pessoas precisam e por trazer diversos benefícios. Dessa forma, ser um dos primeiros a entrar no ramo, pode fazer uma grande diferença.

Custos iniciais reduzidos

Como já citado anteriormente, os custos para montar uma Startup SaaS são baixos.Muitas vezes esses valores chegam a ser nulos, sendo um dos maiores valores despendidos, seu tempo.

Não é necessário montar uma infraestrutura com muitos luxos. Começar em casa, sem funcionários, é uma forma de iniciar um negócio praticamente sem custos.

Conclusão

O modelo de negócio Startup SaaS possui muitas vantagens. Esse fenômeno crescente vem mudando o modo como as empresas funcionam e só tende a crescer mais.

Também, por não ser necessária a aplicação de muitos recursos, principalmente financeiros, é uma ótima ideia de negócio.

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