Você sabe quais são os produtos chave do seu negócio? Aqueles que têm potencial de sustentar toda sua operação comercial, ou talvez tenham a maior margem de lucro? O giro de estoque é uma ferramenta que pode lhe ajudar com isso.
O Giro de Estoque é uma ferramenta essencial para medir a saúde do seu estoque e identificar como estão sendo utilizados os recursos do seu negócio. O cálculo envolve dados como o total de vendas e o volume médio de estoque, e serve para indicar o tempo médio que um produto fica parado.
Compreender e aplicar corretamente esse cálculo é fundamental para o sucesso de qualquer empreendimento que lide com mercadorias, seja em indústrias ou comércios. Afinal, administrar estrategicamente o estoque é crucial para maximizar os lucros e manter a disponibilidade de produtos para os clientes.
O que é giro de estoque?
O giro de estoque é um índice que aponta o nível de circulação de mercadorias dentro de uma empresa. Isso significa quantas vezes o estoque foi totalmente vendido e reposto dentro de um período.
Esse índice é capaz de mostrar quanto tempo as mercadorias de uma empresa ficam paradas antes de serem comercializadas. Assim, os gestores podem decidir as melhores estratégias de gestão de estoque e quais mercadorias devem ser priorizadas.
Ele é importante porque indica se a empresa está mantendo um nível de estoque adequado em relação à demanda dos clientes. Além disso, ajuda a identificar possíveis problemas como excesso de estoque, obsolescência ou falta de produtos.
Para que serve esse cálculo?
O giro de estoque serve para a empresa saber quais produtos têm mais saída e demanda. Dessa forma, ela sabe quais, dentro do seu mix de vendas, são os que têm maior rentabilidade e retorno financeiro. Sendo assim , ela pode adotar medidas para maximizar seu lucro.
O giro de estoque é uma métrica utilizada em gestão para medir a eficiência do uso dos recursos financeiros investidos em inventário. Essa métrica é calculada dividindo o valor total das vendas pelo valor médio do estoque.
Um alto giro de estoque geralmente indica que a empresa está gerenciando bem seu estoque e aproveitando ao máximo seus recursos financeiros. Por outro lado, um baixo giro de estoque pode indicar problemas na gestão de estoque ou falta de demanda pelos produtos.
Giro de estoque: como calcular
Para realizar o cálculo do giro de estoque é preciso saber duas variáveis: o total de vendas do período e também o volume médio de estoque. Dessa forma, o cálculo fica da seguinte maneira:
Giro de estoque = Total de vendas / Volume médio de estoque
Um exemplo do cálculo do giro do estoque é o seguinte:
Imagine que você é dono de uma produtora de feijão que vende 1.800 sacas por ano. Você sabe que o estoque médio costuma ser de 200 sacas. Agora aplique a fórmula e terá:
Giro de estoque = 1.800 / 200 = 9 giros por ano
Também é possível fazer o cálculo por valor.
Imagine que o valor do estoque médio seja de R$ 30 mil e o volume de vendas anual de R$ 450 mil. Considerando estes valores, é possível conferir os seguintes resultados:
É importante ressaltar que o cálculo pode ser feito tanto em uma base anual quanto em períodos menores, como mensal, trimestral ou semestral. Isso depende do tipo de produto que está em estoque, e da necessidade de informação atual.
Para encontrar o volume médio de estoque, basta fazer a soma do estoque inicial e final e dividir por dois. Caso não se queira usar o número de produtos, também é possível calcular o giro de estoque a partir do valor das vendas.
Essa métrica é importante para garantir que a empresa esteja mantendo um nível adequado de estoque em relação à demanda dos clientes, evitando tanto a falta quanto o excesso de produtos em estoque.
Como otimizar a gestão do giro de estoque?
Saber o giro de estoque torna possível estabelecer os devidos procedimentos para melhor a sua gestão de estoque, de uma maneira que se minimizem custos desnecessários.
Faça a gestão do inventário
Um dos passos mais básicos, porém essenciais para uma boa gestão, é fazer um inventário geral de todas as mercadorias que a empresa possui em estoque. Após isso, manter uma sistemática de controle de estoque periódico também é necessário. Isso pode ser feito por meio de PEPS, UEPS, custo médio, curva ABC ou outro método de controle.
Fazer inventários regulares pode ajudar a identificar possíveis problemas com o estoque, como falta de produtos, excesso de produtos obsoletos ou furtos.
Acompanhe as vendas
Acompanhar as vendas é o processo de monitorar e analisar o desempenho de vendas de uma empresa. Isso pode incluir o acompanhamento de métricas como o volume de vendas, ticket médio, margem de lucro e taxa de conversão de vendas.
Acompanhar as vendas é uma atividade importante para as empresas, pois permite que elas tenham uma visão mais clara do desempenho de suas estratégias de vendas e identifiquem áreas que precisam de melhorias. Com base nas informações obtidas a partir do acompanhamento de vendas, a empresa pode ajustar sua estratégia de vendas, otimizar sua alocação de recursos e melhorar a experiência do cliente.
Aumente a rotatividade
Quando se sabe quais produtos têm maior saída, é possível planejar compras de estoque com mais frequência. Essa é uma boa estratégia porque, uma vez que se trabalha com compras mais frequentes, se evita a falta de capital de giro e perda de mercadorias.
O giro de estoque é uma medida importante para a gestão de estoques de uma empresa, pois indica quantas vezes, em média, o estoque foi vendido e substituído em um determinado período de tempo.
Um giro de estoque eficiente pode trazer diversas vantagens para a empresa, tais como:
Redução de custos: um giro de estoque alto permite que a empresa reduza os custos de armazenagem, pois diminui a necessidade de espaço físico e o risco de perda ou obsolescência dos produtos.
Melhoria no fluxo de caixa: um giro de estoque mais rápido gera uma entrada de caixa mais frequente, possibilitando a empresa a investir em outras áreas, sem depender de grandes estoques.
Melhoria na gestão de estoque: um alto giro de estoque requer uma gestão mais eficiente, uma vez que é necessário monitorar constantemente as entradas e saídas de produtos, a fim de evitar o excesso ou a falta de estoque.
Aumento da satisfação do cliente: um alto giro de estoque significa que a empresa está mais apta a fornecer produtos atualizados e frescos, o que pode levar a um aumento da satisfação do cliente.
Por essas razões, é importante que as empresas monitorem regularmente seu giro de estoque e implementem estratégias para mantê-lo em um nível eficiente.
Qual é o impacto do giro de estoque?
O giro de estoque, quando bem administrado pela empresa, pode possibilitar que as operações comerciais estejam em seu potencial máximo. Isso porque os gestores saberão
O giro de estoque pode impactar de uma forma significativa as finanças e na eficiência operacional de uma empresa. Algumas das maneiras que esse índice afeta a empresa são:
Fluxo de caixa
Um giro de estoque mais rápido pode melhorar o fluxo de caixa da empresa, uma vez que a empresa vende os produtos e gera caixa com mais frequência , permitindo que a empresa tenha mais recursos financeiros para investir em outras áreas.
Lucratividade
Um giro de estoque eficiente pode aumentar a lucratividade da empresa, pois reduz os custos associados ao armazenamento excessivo de produtos e à obsolescência. Além disso, um giro de estoque mais rápido pode permitir que a empresa responda rapidamente às mudanças na demanda do mercado, aumentando suas vendas e receitas.
Eficiência operacional
Um alto giro de estoque pode melhorar a eficiência operacional da empresa, uma vez que a equipe pode se concentrar em processos de vendas e gerenciamento de estoque mais eficientes, em vez de se preocupar com o armazenamento excessivo de produtos.
Satisfação do cliente
Um giro de estoque eficiente pode melhorar a satisfação do cliente, uma vez que a empresa pode fornecer produtos mais frescos e atualizados com mais frequência. Além disso, um giro de estoque rápido pode permitir que a empresa atenda às demandas do cliente com mais rapidez. Isso pode melhorar a fidelidade e a reputação da marca.
Um giro de estoque eficiente pode ter um impacto positivo significativo nas finanças e na eficiência operacional de uma empresa, bem como na satisfação do cliente. Por essa razão, é importante que as empresas monitorem regularmente seu giro de estoque e implementem estratégias para mantê-lo em um nível eficiente.
Como um software pode ajudar na gestão de estoque
Um sistema de gestão completo e eficiente pode ser extremamente útil para qualquer negócio, especialmente quando se trata de controle de estoque. Com uma compreensão adequada das necessidades operacionais, é possível transformar o gerenciamento de inventário em um processo organizado, estruturado e simplificado.
Ao utilizar um sistema, é possível facilmente organizar os itens de estoque e controlar suas quantidades através de números de identificação específicos, como números de série ou códigos de barras. Além disso, o sistema permite verificar os níveis de estoque de uma determinada categoria de item e criar sistemas de análise inteligente para o estoque, dentre outras funções relevantes.
Além disso, através destes softwares é possível avaliar rapidamente o desempenho do estoque, quais peças e produtos estão disponíveis, o valor pago ao fornecedor e o valor repassado para o consumidor final. O eGestor é um ótimo meio para realizar um controle de estoque eficiente.
Dicas para melhorar o giro de estoque
Agora que você já sabe o que é, para que serve e como calcular o Giro de Estoque, saiba 5 dicas que vão lhe ajudar a aumentar a rotatividade da sua empresa.
Registre tudo: Fazer um registro de todas as entradas e saídas do estoque é uma ótima maneira de se ter meios constantes de acompanhar o estoque. Assim, quando a empresa realizar o cálculo do giro de estoque, poderá ter a certeza de que ele realmente reflete a realidade da situação atual.
Compre baseando-se em suas vendas: Os produtos que você mais vende são aqueles que não podem, sob nenhuma hipótese, faltar no estoque. Por isso, eles devem ser prioridades quando se trata de reposição de produtos.
Tenha fornecedores de confiança: Para manter um bom fluxo de giro de estoque, é fundamental estabelecer parcerias com fornecedores confiáveis, capazes de fornecer mercadorias de qualidade dentro do prazo acordado. Além disso, é importante que esses fornecedores ofereçam flexibilidade para acordos de compras em lotes menores, com preços competitivos. Com essa estratégia, é possível garantir a disponibilidade dos produtos certos no momento certo, evitando a perda de vendas por falta de estoque e reduzindo o risco de manter estoques parados.
Promova seus produtos: Mesmo que sua empresa venda produtos de qualidade e valor, se seus potenciais clientes não conhecerem eles sua operação não será efetiva. Por isso, é preciso investir em um marketing de qualidade para assim aumentar a visibilidade dos seus produtos.
Use a curva ABC na gestão do estoque: A empresa pode utilizar a Curva ABC no controle de estoque para identificar os produtos mais rentáveis e aqueles que podem afetar negativamente o desempenho do negócio. Com isso, é possível organizar o catálogo de acordo com a lucratividade de cada item.
Bônus: datas especiais ao longo do ano
na hora de planejar o seu estoque é fundamental considerar as datas do ano em que seu negócio costuma ter mais procura.
Nos casos de comércio, por exemplo, os meses de maio e dezembro possuem uma rotatividade de estoque muito maior devido ao dia das mães e o natal, respectivamente.
Nestas épocas, ter um bom estoque é sinônimo de ter bons lucros, visto que são os melhores meses do ano nestes empreendimentos!
Mas, como cada caso é específico, levar em conta as características específicas da sua empresa lhe dará um norte muito mais certo na hora de compor o estoque. Assim vai garantir que nessas datas faltem produtos e mercadorias, por exemplo.
Perguntas frequentes sobre o giro de estoque
O que significa um giro de estoque baixo?
Um giro de estoque baixo significa que os produtos estão ficando muito tempo parados no estoque. Esse pode ser um sinal negativo de que esse produto tem pouca saída, ou que as estratégias de vendas do mesmo podem estar gerando pouco resultado.
Qual é o giro de estoque ideal?
O giro de estoque ideal precisa sempre ser acima de 1. Isso porque qualquer número abaixo de 1 significa que o estoque não foi renovado nenhuma vez durante o período. Portanto, quanto maior for esse número, melhor.
Qual o tempo médio do giro de estoque?
O tempo médio de giro de estoque pode ser encontrado dividindo o número de dias no período pelo total de giros de estoque.
Quais são os principais tipos de estoque?
Os principais tipos de estoque incluem: estoque sazonal, que é baseado em expectativas de aumentos sazonais de vendas. O estoque de proteção, que serve para proteger a empresa de aumento de preços ou outras situações inesperadas. Estoque de contingência, que protege mercadorias de sinistros ou outros imprevistos.
A execução de tarefas que fazem parte da rotina de uma empresa pode tomar a maior parte do tempo dos funcionários, e também representar uma boa parte dos gastos. Porém, com as mudanças de cenário ocasionadas pela transformação digital, uma das soluções que surgiu para ajudar a enxugar esses gastos e aumentar a produtividade das equipes é a automação de processos.
A ideia de que computadores conseguem executar com maior índice de sucesso tarefas de rotina não é recente, e está por trás de quase todos os esforços em tecnologia recentes. Hoje, entretanto, a solução deixou de ser exclusividade dos laboratórios de tecnologia das grandes empresas para fazer parte da realidade de pequenos e médios negócios.
A automação de processos pode fazer muito para melhor sua obtenção de resultados. A seguir entenda melhor como ela funciona e quais vantagens ela traz para a gestão da sua empresa!
O que é automação de processos?
A automação de processos é quando alguém torna um processo manual em automático, através de sistemas. Por exemplo, quando você utiliza um sistema para fazer o controle financeiro da sua empresa, você está realizando a automação desse processo.
Assim, fazer a automação de processos é otimizar partes fundamentais do seu negócio por meio da tecnologia, com aplicativos e softwares capazes de reduzir erros e melhorar sua produtividade.
Dessa forma, a automação é capaz de reduzir o tempo e trabalho necessários para executar tarefas de rotina — e, para isso, substitui processos manuais por códigos precisos e monitoráveis. Portanto, não há motivos para as suas equipes encararem a automação de processos com receio.
Na maioria das vezes, o papel do líder — principalmente no que diz respeito ao tratamento de processos operacionais — está em diminuir o esforço do colaborador. E a automação de processos surge justamente com o propósito de aumentar a eficiência dos recursos utilizados pela empresa na sua operação.
Assim, reduzir custos e aumentar a produtividade são alguns dos benefícios que sua empresa obtém com a automação de processos. Porém, como veremos a seguir, outros aspectos fazem desse investimento uma das prioridades para acelerar a gestão.
Qual o objetivo da automação de processos?
O principal objetivo da automação de processos é tornar uma operação mais eficiente. A otimização e melhoria no fluxo das tarefas automatizadas ajuda a atingir esse objetivo. Isso acontece porque com a automação é possível diminuir o tempo gasto com processos e também reduzir o retrabalho causado por erros, o que por sua vez diminui os custos com desperdícios.
Esses são fatores que geralmente são resultantes da realização manual de atividades, e eles são eliminados – ou ao menos minimizados – com a automação de processos.
Por que fazer a automação de processos?
Com a automação de processos, a empresa torna sua operação muito mais produtiva. Isso porque com a diminuição da necessidade de execução humana das tarefas, as equipes têm mais tempo para se dedicarem a funções mais estratégicas.
Além disso, os processos que passam por uma automação possuem maior padronização na sua execução, o que significa que eles passam a ser realizados da mesma maneira sempre, de maneira contínua. Isso contribui para eliminar desvios com relação às operações realizadas.
Assim, a empresa aumenta sua competitividade dentro do seu mercado, visto que ela consegue aumentar o número de processos realizados dentro de um período de tempo, como por exemplo, responder um maior número de atendimentos de suporte.
Como fazer a automação de um processo?
A seguir alguns passos para implementar a automação de um processo na sua empresa.
Faça um mapeamento de sua empresa
O primeiro passo deve ser entender quais são os processos que sua empresa possui, juntamente com as etapas de cada um deles.
Isso vai servir para o gestor entender onde existem pontos de melhoria, quais tarefas e atividades possuem gargalos, desvios, e como a automação pode melhorar o que é feito atualmente.
Avalie o processo selecionado e seu potencial
Após o mapeamento dos processos e ser escolhido aquele a ser automatizado, é preciso fazer uma avaliação do que pretende ser feito. Isso serve para saber se é viável a automação, e também se os recursos que vão ser investidos superam os benefícios econômicos futuros, resultantes da redução de custos, prazos de execução e outros fatores de ganho no processo.
Treine todos os envolvidos
Realizar a automação de processos é mudar completamente a rotina para determinadas tarefas. Por isso, é fundamental que as equipes envolvidas recebam treinamento e orientações sobre as mudanças necessárias, pois os colaboradores são fundamentais para a implementação de processos automatizados.
Para obter os melhores resultados, é recomendável realizar um treinamento completo sobre o processo, permitindo assim uma transição gradual e maximizando o potencial do sistema.
Monitore seus processos constantemente
Após o processo de automação de um processo estar completo, é necessário manter um cronograma de avaliação e análise.
Para isso é recomendado que se estabeleçam métricas-chave para medir o desempenho do processo automatizado. Algumas dessas métricas são: tempo de execução, taxa de erro, nível de eficiência, entre outros.
Além disso, peça feedbacks frequentes dos usuários do processo para entender como está sendo a adaptação e identificar possíveis problemas.
Você também pode utilizar ferramentas de análise de dados para coletar e analisar dados sobre o desempenho do processo automatizado. Ainda, faça revisões regulares para avaliar o desempenho do processo automatizado e identificar pontos de melhoria.
Tecnologias de automação
Existem diversas ferramentas que podem ajudar uma empresa a fazer a automação de processos dentro da sua operação. Através delas, é possível perceber possibilidades de implementação de automação em diferentes frentes de um negócio, como o marketing, financeiro, suporte, comercial, gestão de informação e outros.
Confira a seguir algumas dessas tecnologias de automação.
Software ERP
Um sistema de gestão empresarial pode ajudar uma empresa a realizar a automação de processos do seu controle financeiro.
Ele permite integrar processos financeiros diários, como faturamento e fluxo de caixa, além de controlar estoques, gerenciar contas a receber e a pagar, acompanhar o uso de maquinários e até mesmo calcular impostos. Ademais, ele fornece uma visão holística completa da operação da empresa e permite uma melhor tomada de decisão.
Nesse caso, plataformas para controle de estoque, finanças e lançamento de notas fiscais são apenas algumas das alternativas que podem trabalhar a favor da produtividade de sua organização.
Com um sistema completamente online, o eGestor não exige instalação e roda em qualquer plataforma, direto do navegador. Também é possível acessar o eGestor através do seu celular usando o aplicativo, o que torna possível que você tenha controle sobre as atividades da sua empresa em basicamente qualquer lugar. Afinal, depender de um único sistema operacional na hora de automatizar seus processos é um dos riscos que correm as empresas que não avaliam as soluções online.
Além disso, junto com o benefício de usar o mesmo sistema em qualquer dispositivo, sua empresa tem também a garantia de que a portabilidade será uma grande aliada. Dispositivos móveis com acesso à internet, como celulares e tablets, podem ser facilmente integrados ao mesmo ambiente de trabalho.
BPMS
BMPS é a sigla para Sistema de Gerenciamento de Processos de Negócios. É uma ferramenta, geralmente utilizada em formato de software, utilizada para modelar, automatizar, medir e melhorar os processos de negócios em uma empresa.
O BMPS pode incluir recursos como fluxos de trabalho, gerenciamento de tarefas, análise de dados e integração de sistemas. Eles são projetados para aumentar a eficiência, reduzir os custos e melhorar a qualidade dos processos de negócios.
Chatbots
Chatbots são ferramentas de automação de processos de atendimento aos clientes. Projetados para simular uma conversa humana real, eles são capazes de entender e responder perguntas, realizar tarefas e fornecer informações aos usuários através de interfaces de conversa, como mensagens de texto, comandos de voz ou chat online.
A utilização de chatbots é muito comum nas áreas de atendimento e suporte, marketing e vendas. Eles são baseados em programação de inteligência artificial (IA) e aprendizado de máquina (ML), o que permite que eles sejam adaptáveis e aprendam com cada interação realizada.
URA
URA, que significa Unidade de Resposta Audível, é um sistema automatizado de atendimento telefônico. Você provavelmente já ouviu alguma mensagem do tipo: “para falar sobre seu plano, disque 1. Para falar com um de nossos atendentes, disque 2.” Esse é o exemplo mais comum do que é um URA.
O sistema reconhece comandos por voz e dígitos, fornecendo uma série de opções para o usuário baseado em funções pré determinadas. Por isso, ele é muito útil para empresas que desejam fazer a automação de processos simples e corriqueiros, atendendo demandas que são comuns no dia a dia da operação.
Scripts
Um script é uma série de passos que um sistema computacional realiza a partir da entrada de um comando. Eles são programados para realizar tarefas automaticamente, sem a necessidade de interferência humana durante o processo.
Talvez você se pergunte: “tudo bem, mas o que isso tem a ver com a automação de processos da minha empresa?”
Os scripts podem ser usados para automatizar diversos processos que envolvem realizar ações repetitivas e corriqueiras nos diversos setores de um negócio, como por exemplo: interagir com clientes, fazer agendamentos de tarefas e documentar processos.
Como selecionar processos para automatização?
Como mencionado anteriormente, o primeiro passo para fazer a automação de processos dentro de uma empresa é fazer um mapeamento de todos os processos que existem e escolher os com maior potencial de melhoria.
Isso é necessário porque talvez nem todas as tarefas que acontecem dentro de uma organização são viáveis para passarem por uma automação. Alguns dos motivos pelos quais talvez um processo não seja um bom candidato para ser automatizado:
Complexidade: Processos complexos, com muitas etapas ou decisões, podem ser difíceis de automatizar e podem requerer soluções altamente personalizadas.
Variedade: Processos que envolvem muitos tipos diferentes de inputs ou outus, como dados não estruturados, podem ser difíceis de automatizar.
Mudançasfrequentes: Processos que mudam frequentemente podem requerer uma manutenção constante da solução automatizada.
Interaçãohumana: Processos que requerem muita interação humana, como processos de atendimento ao cliente, podem ser difíceis de automatizar.
Risco: Processos que envolvem riscos legais ou financeiros podem não ser adequados para a automação.
Quais são as vantagens da automação de processos em um negócio?
Identifica pontos fracos em suas operações
A automação de processos pode ajudar sua empresa a encontrar gargalos e desvios nas operações, visto que o processo de implementação envolve uma análise minuciosa de como ocorrem os processos a serem automatizados.
Durante a implementação da tecnologia, sua empresa precisa detectar as oportunidades certas para se automatizar. Portanto, ao longo deste trabalho, a gestão tem chance de identificar fluxos de trabalho ineficientes, e equívocos e desperdícios que tornam sua empresa menos lucrativa.
Metodologias e fluxos de trabalho otimizados
De fato, para que a automação de processos funcione, será preciso definir fluxos de trabalho metódicos e eficientes, com foco em seu negócio. Quanto a isso, a metodologia é a chance de diminuir falhas que impedem sua empresa de produzir com capacidade total.
Lembre-se: melhores entregas, prazos menores e um baixo índice de retrabalho são essenciais para um bom desempenho.
Maior produtividade nos processos
O principal motivo para se optar pela tecnologia é poder aumentar a produtividade da sua empresa sem ter de investir na ampliação do quadro de colaboradores.
Com a automação de processos, você executa mais tarefas em um tempo menor. Isso ajuda a cumprir tarefas repetitivas com maior velocidade e também vai deixar mais tempo livre para decisões que realmente fazem a diferença.
Além disso, com esse tipo de software automatizado, as pausas que seus funcionários precisam realizar entre uma atividade repetitiva e outra — para manter o nível das entregas — não são necessárias, o que também contribui na gestão do tempo.
Qualidade em larga escala
Você tem dificuldade de manter padrões de qualidade com o trabalho manual, por mais que sua equipe tenha fluxos de trabalho bem estabelecidos e metodologias eficientes? De fato, quando tratamos com recursos humanos não dá para prever o que vai influenciar nos seus resultados.
Por meio da automatização, entretanto, obter resultados padronizados e de alta qualidade é uma certeza — 100% das vezes.
Monitoramento e análise de risco
Relatórios de produtividade são um problema para calcular indicadores de performance e administrar com maior precisão os riscos de cada projeto? Então obtenha dados consolidados sobre a performance de sistemas automatizados e avalie melhor que passo dar no futuro.
Assim, concluídos ou em andamento, seus processos são sempre rastreáveis, e ainda é mais fácil exercer controle sobre seus prazos.
Soluções na nuvem: eficiência para pequenas e médias empresas
Quando o assunto é automação de processos, sistemas online são uma boa alternativa, por permitirem uma flexibilidade maior para empresas e usuários.
Aqui, sua economia resulta da disponibilidade de um serviço entre múltiplas plataformas, sem que, para isso, sua empresa precise investir em novos equipamentos.
Além disso, soluções na nuvem permitem o controle de onde quer que você esteja, com atualizações em tempo real e integração completa entre suas equipes. Quanto a isso, pequenas e médias empresas saem na vantagem, e podem obter o melhor da tecnologia por um preço menor.
Os modelos de serviços sob demanda, pagamento condicionado à utilização de recursos, número de usuários ativos e opções de monitoramento e suporte unificado, ajudam a controlar os gastos e tornam a escalada de operações menos desafiadora. Dessa forma, é possível aumentar ou diminuir a capacidade de recursos conforme a necessidade, sem comprometer o orçamento e garantir a disponibilidade e performance dos serviços e sistemas.
Além disso, esses modelos possibilitam uma maior flexibilidade e escalabilidade para as operações de negócio.
Assim, sua empresa sabe quanto custa crescer, antes mesmo de precisar tomar tal decisão.
Benefícios da automação de processos de compras
O processo de compras da sua empresa está intimamente ligado com seu controle de estoques. Por isso, realizar a automação de processos no processo de compras é uma ótima maneira de otimizar o tempo gasto com preenchimento de planilhas e atividades manuais.
Eficiência e economia
Controlar seus estoques com um sistema online vai tornar a gestão mais eficiente, pois permite que toda a sua cadeia produtiva tenha informação em tempo real.
Assim, o status de seus armazéns e fornecedores quanto à disponibilidade de um determinado produto, por exemplo, pode ser verificado a qualquer momento, de qualquer lugar.
Além disso, por se tratar de um software na nuvem, ele elimina a necessidade de repensar sua infraestrutura de software, cortando custos com relação a uma solução local.
Informação consolidada
A ferramenta oferece ainda recursos para gestão do fluxo de caixa, controle de vendas e emissão de notas fiscais. E todas essas funcionalidades em um só lugar permitem que sua empresa emita relatórios mais eficientes, com grande volume de informações condensado em um dashboard compreensivo.
De fato, a automação de processos é um dos passos mais revolucionários da tecnologia, permitindo que empresas e clientes obtenham resultados mais precisos e satisfatórios por uma parcela do investimento anterior. Com certeza, a automação vai melhorar as condições de trabalho de sua equipe e simplificar a geração de valor.
Exemplos de automação de processos
Automação de produtividade – É a realização da automação de processos na empresa como um todo, visando um aumento da eficiência. O objetivo é melhorar o gerenciamento de tarefas relacionadas à gestão de tempo, como horários, reuniões, folgas e férias. Isso é possível através de softwares específicos que são projetados para automatizar essas tarefas, tornando-as mais eficientes e precisas. Dessa forma, é possível otimizar a gestão de recursos humanos e reduzir o esforço manual necessário para essas tarefas.
Automação de atendimento – O atendimento é um dos setores que mais geram valor à imagem da empresa junto aos clientes. Automações de ferramentas para atender, tirar dúvidas e solucionar problemas através de diferentes canais como telefone, WhatsApp, E-mail, chat online podem tornar mais eficiente a comunicação da empresa com seu público.
Automação de relatórios – Toda empresa precisa constantemente gerar relatórios de acompanhamento das atividades que estão realizadas. Relatórios financeiros, de vendas, estoque, produtividade e satisfação dos clientes são apenas alguns dos exemplos que são frequentemente demandados em um negócio. Portanto, é praticamente indispensável que se utilize uma ferramenta de automação que reúna os dados e emita esses relatórios de maneira organizada. Isso com certeza vai ajudar o gestor da empresa a ter melhores informações para basear a sua tomada de decisões.
Abrir o próprio negócio é um sonho para qualquer pessoa. Muitos recém-formados em contabilidade saem da faculdade com um propósito: abrir um escritório contábil, principalmente aqueles que não passam no Exame de Suficiência Contábil. Mas mais do que querer, é preciso estar ciente de todas as etapas que envolvem a criação de um escritório. Confira algumas dicas sobre como abrir um escritório de contabilidade!
Planejamento para abrir um escritório de contabilidade
Não dá para abrir um negócio sem saber de nada. Não basta ter conhecimentos técnicos e práticos da área, eles são fundamentais, mas não são tudo. Portanto, você precisará de planejamento e noções de empreendedorismo.
Algumas perguntas que podem lhe ajudar:
Qual o objetivo da sua empresa?
Quanto de dinheiro será necessário?
Qual o público-alvo?
Qual o segmento do escritório?
Existe a possibilidade de que o retorno não seja rápido. Por isso, é importante que você tenha um dinheiro para que consiga se manter por um tempo.
Quais serão os serviços prestados pelo meu consultório de contabilidade? Contábil, fiscal, trabalhista ou outro tipo de serviço? Já pensou na localização? Funcionários? Estrutura? Marketing? Muita coisa, não é mesmo? Por isso, estude e pesquise muito!
Documentação necessária para abrir um escritório de contabilidade
Nenhuma empresa pode ser aberta sem qualquer documentação. E você, como contador, sabe muito bem disso. Portanto, pesquise quais serão os documentos necessários para abrir seu escritório contábil. Regularize-se com:
A Prefeitura de sua cidade (obtenha o alvará de funcionamento);
O Corpo de Bombeiros;
O registro no Conselho Regional de Contabilidade;
A Secretaria Estadual da Fazenda;
A Receita Federal.
Físico ou online?
Você pretende abrir um escritório de contabilidade. Mas já sabe como ele será? Se físico ou online? São duas possibilidades. Com o advento da internet, os contadores expandiram os seus negócios para o mundo virtual. Assim, alguns escritórios de contabilidade prestam serviços apenas de forma online e outros por meio físico.
As vantagens do escritório online é que ele permite que o trabalho seja feito rápido, sem necessidade de deslocamento. Dessa forma, agiliza os processos pela plataforma digital e não há interferência na qualidade dos mesmos por meio do ambiente virtual.
Percebeu a importância do planejamento? Você necessita ter claro aquilo que almeja e definir qual será a forma que renderá lucros para a sua empresa. Então, veja onde você quer chegar com os seus negócios.
Localização do seu escritório
Assumindo que ele seja físico, a localização para abrir seu escritório de contabilidade é uma das etapas primordiais. Você já tem um espaço próprio ou será alugado? Não dá para colocar a sua empresa em qualquer lugar de difícil acesso. Assim, é fundamental que o escritório esteja localizado próximo aos centros comerciais e aos órgãos como Secretaria de Finanças, Receita Federal, Secretaria da Fazenda, dentre outros.
Dessa forma, com uma boa escolha, você poupará tempo e dinheiro. E isso é tudo que você precisará nesse primeiro momento.
Estrutura interna
Você já definiu o local. Agora é a hora de pensar na estrutura. Como será o local do seu trabalho? Ele deve ser planejado de acordo com o número de funcionários e materiais.
Para a estrutura, você deve ter em mente que necessita ser um lugar bonito e que seja confortável para quem trabalha e para os clientes. Não dá para abrir um escritório com os melhores profissionais, mas com uma estrutura precária.
Escolha a melhor estrutura possível. As pessoas não querem somente um serviço de qualidade, mas também um local que tenha o mínimo de organização e seja agradável para quem chega.
Equipamentos
Para abrir um escritório de contabilidade você precisará de alguns equipamentos básicos, como: cadeiras, mesas, armários para arquivos, computadores, telefones, impressoras com scanner, serviços de wi-fi e materiais de expediente, por exemplo.
A quantidade de equipamentos irá depender do tamanho interno do seu escritório, se ele será físico ou online. Afinal, quanto maior ele for e mais pessoas ele atender, maior será sua quantidade de funcionários e consequentemente haverá maior necessidade de equipamentos.
Mas é importante lembrar que é necessário seguir o planejamento. Isso porque se não houver demanda no local, um escritório grande irá sofrer para se manter. Assim como um escritório pequeno com muita demanda pode não dar certo.
Além disso, é essencial se manter atento aos prazos da agenda tributária da Receita Federal. Por isso, é importante também pensar em sistemas que facilitem esse controle.
Mão de obra
Para prestar um serviço de excelência, não dá para fazer tudo sozinho. Os clientes vão crescer e você precisará de pessoas ao seu lado, que sejam eficientes e que estejam dispostas a realizar um bom trabalho. Portanto, escolha pessoas para somar, com boas indicações e que acreditem nos princípios da sua instituição.
No primeiro momento, faça a contratação de assistente contábil e um assistente de setor fiscal. Logo depois, com a ascensão dos negócios, contrate um profissional de recursos humanos, uma secretária, alguém para a realização de serviços gerais. E, por fim, você poderá contratar um office boy, que será responsável pelos serviços externos da empresa.
Divulgação do seu escritório contábil
Conhece aquela frase “Quem não é visto, não é lembrado”? Além da sua eficiência, você deve investir na divulgação quando abrir um escritório de contabilidade. Mas claro que é preciso estar no seu planejamento. Afinal, você não pode sair gastando dinheiro sem pensar nas consequências.
O marketing pode ser um diferencial para você que está começando. Portanto, invista em sites, produza conteúdos interessantes e divulgue seu escritório, respeitando o código de ética contábil. Você pode fazer a divulgação de diferentes modos, dependerá muito do seu orçamento e de como você quer conquistar clientes.
Se possível, contrate um profissional de marketing e alinhe com ele como será o trabalho e, assim, conquiste clientes para o seu negócio de maneira inteligente e sem ser desleal.
Segredos do sucesso
Agora é hora de pôr a mão na massa, seu escritório já está em funcionamento. “O que eu faço agora?” Seu papel será o de conquistar clientes e mantê-los, mostrando um serviço de qualidade. Com tanta concorrência, você deverá buscar a cada dia uma forma de se diferenciar nesse mercado. Então, seja curioso e sempre esteja disposto a buscar conhecimento.
Provê aos seus clientes que seu escritório não é ‘apenas mais um’. No Brasil, existem muitos escritórios de contabilidade, o mercado é grande, portanto, apresente organização e resultados. Mostre que você trabalha com profissionais competentes e que estão prontos para resolver os seus problemas de forma rápida, com a eficiência que necessitam.
Não se preocupe com a quantidade, e sim com a qualidade. Lembre-se que os resultados podem demorar para aparecer, por isso, não desista na primeira tentativa. Afinal, abrir um negócio é fácil, o difícil é mantê-lo.
Considerações Finais
Um escritório de contabilidade também deve ter um controle preciso de suas informações, principalmente as financeiras. O escritório será responsável pela contabilidade de diversas empresas, isso só reforça que o controle interno deve ser rigoroso.
Para realizar esse controle, o controle dos seus clientes, as entradas e saídas do caixa, é aconselhável utilizar um sistema de gestão empresarial.
Realizar o controle de estoque de um negócio é essencial. Saber quanto entra e quanto sai, valores, quanto tempo pode ficar guardado… Isso pode ser um desafio tanto para novas empresas quanto para as já consolidadas. Por isso, deve-se decidir que tipo de estoque será utilizado.
Além disso, todas as empresas necessitam de informações que lhe ajudem neste processo de desenvolvimento do estoque. Afinal, a gestão de estoque precisa estar alinhada com outros setores importantes da empresa, como o financeiro.
Em suma, preparamos este material para que você possa aprender e também aprimorar seus conhecimentos sobre os tipos de estoques e todas os processos que os envolve.
Estoque é o lugar em que ficam armazenados todos os produtos da empresa, desde mercadorias que já estão prontas para a venda até aos insumos de produção e materiais de consumo.
Além disso, independente do tamanho do estoque, as companhias necessitam mantê-lo sempre em ordem, gerenciando o setor e fazendo um bom planejamento para que seja evitada a perda de mercadorias.
Qual o conceito de estoque?
O termo estoque se refere ao conjunto de matérias-primas para produção e também mercadorias prontas para serem vendidas. Sendo um fator decisivo para os processos de qualquer empresa.
Dessa forma, além de conhecer o conceito, é de extrema importância que o empreendedor entenda o funcionamento de seu estoque. O bom gerenciamento não permite que aconteça casos de o cliente chegar e não encontrar o produto que deseja.
Para evitar este problema a gestão de estoque deve pautar os dados conforme a demanda do consumidor. Além disso, deve investir em promoções para atrair o cliente e também para fidelizá-lo.
Métodos de controle de estoque
Antes de entender os tipos de estoque, é preciso entender quais os métodos para fazer o controle. Isso porque, empresas do ramo alimentício por exemplo, normalmente usam o método PEPS, que significa Primeiro a Entrar Primeiro a Sair.
Esses métodos ajudam para que não se tenha nenhum tipo de prejuízo. E isso não significa apenas ter poucos produtos e perder vendas. Comprar muitos produtos que não tem saída pode dar prejuízo.
O oposto do PEPS, por exemplo, é o UEPS. Esse significa Último a Entrar Primeiro a Sair. Ele é utilizado considerando valores. Se os últimos produtos a entrar são mais caros, eles devem ser vendidos primeiro.
Outro método que pode ser de grande ajuda é a curva ABC. Ela separa os produtos em 3 categorias:
A: Produtos que trazem mais lucratividade.
B: Estão em grande quantidade no estoque, tem um giro alto e apresentam lucratividade razoável.
C: Os que não possuem representam lucratividade considerável.
Essa separação faz com que se possa analisar bem quais produtos fazem mais sentido para se ter em estoque. Mas, também, para que se possa calcular utilizando o tipo de estoque escolhido. E você pode utilizar uma Planilha de Curva ABC para analisar as categorias dos seus produtos.
Tipos de estoque
Os tipos de estoque servem para otimizar o processo de organização do estoque e da logística de um negócio. Mas antes de lhe apresentar os tipos de estoque, vamos frisar, no próximo tópico, a importância de conhecê-los:
Por que é importante conhecer bem os tipos de estoque?
É importante conhecer os tipos de estoque para manter a operação logística com eficiência, garantindo a prevenção de perdas, redução de custos e aumento da produtividade.
Além disso, pode favorecer o relacionamento com os fornecedores, identificando os produtos mais vendidos ou os insumos mais utilizados durante o processo de produção para garantir que estejam sempre disponíveis para a empresa e o consumidor final.
Os 14 principais tipos de estoque
Confira quais são os principais tipos de estoque que podem ser utilizados em sua empresa:
1) Estoque Sazonal ou de Antecipação
O estoque sazonal prevê datas em que determinados produtos serão mais vendidos. Dessa forma, é possível solicitar um pedido de certa mercadoria com antecedência.
Isso acontece muito com datas comemorativas. Por exemplo, lojas que vendem brinquedos tem mais saída de produtos no dia das crianças e Natal. Assim, é possível prever quais produtos terão mais saída e já deixar o estoque pronto.
2) Estoque Consignado
O estoque consignado pode ser considerado uma terceirização de estoque. Nesse processo, uma empresa, que é a consignante, concede uma quantidade de mercadorias para um terceiro, que é o consignatário.
Os consignatários normalmente são distribuidoras, fazendo com que os itens fiquem armazenados neste local, mas sendo distribuídos conforme a demanda do cliente final.
3) Estoque Inativo
Estoque inativo são aqueles produtos que estão parados há algum tempo.
Quanto maior a rotatividade de produtos, menos itens inativos haverá no estoque. Entretanto, é importante se atentar ao prazo de validade para que o negócio não sofra prejuízos financeiros ou enfrente alguma situação delicada com o consumidor.
Uma boa forma de diminuir os produtos inativos no estoque é o gestor negociar com os fornecedores, pois dependendo de seu relacionamento, pode solicitar até mesmo uma troca de produtos inativos por outros com maior demanda.
Outra alternativa, caso não seja possível a troca de produtos, é a empresa fazer a liquidação e promoção deste itens, fazendo com que o cliente compre e consequentemente aumente o fluxo do estoque. Mas atente-se ao cálculo para preço de venda com promoção não trazer prejuízos para o negócio.
4) Estoque Máximo
O estoque máximo é literalmente ter o máximo de um produto que cabem em um estoque. Isso vale para empresas com muito movimento e muita rotatividade de produtos.
Uma das vantagens do tipo de estoque, estoque máximo, é o poder de negociação que se tem comprando uma quantidade maior de produtos. Isso pode ser negociado com o fornecedor do produto na hora da compra. Também, é possível negociar facilidades no pagamento.
Para descobrir a quantidade máxima do produto no estoque, é possível utilizar a fórmula:
Estoque máximo = estoque mínimo + lote de reposição
5) Estoque Mínimo
O estoque mínimo é um tipo de estoque que também é chamado de estoque de segurança ou estoque de reserva. Ele dá um valor mínimo da quantidade de produtos que o estoque deve possuir antes de realizar uma nova compra.
Para utilizar esse tipo de estoque, é necessário ter fornecedores de confiança, que cumprirão o prazo certo. Dessa forma, se evita a falta de estoque, prevenindo a falta de produtos e a perda de vendas.
Assim, independente do tempo que leva para o produto chegar, não faltará produtos no seu estoque.
Existem duas fórmulas para calcular a quantidade do estoque mínimo, são elas:
Estoque mínimo = consumo médio diário x tempo de reposição
Consumo médio diário = consumo das mercadorias em um determinado período / dias deste período
Mas é importante ter atenção a datas comemorativas, essas mudam a quantidade de estoque necessário. Assim, não se pode levar em consideração o tempo calculado no estoque mínimo.
6) Estoque Médio
O estoque médio nada mais é do que uma métrica composta pela seguinte fórmula: quantidade de itens em estoque dividido por um período (dia, mês ou ano). Dessa forma, é possível efetuar um plano de ação para os próximos meses, tendo como base este monitoramento.
O cálculo do estoque médio também contribui para saber o tempo de armazenamento dos produtos e se durante este processo será necessário alguma manutenção; e se sim, qual será seu custo.
Confira a fórmula do cálculo do estoque médio:
Estoque médio = (estoque inicial do período + estoque final do período) / período escolhido
7) Estoque de proteção
Um tipo de estoque que pode ser considerado mais seguro é o estoque de proteção. Com o intuito de não deixar faltar nenhum produto, ele é utilizado até que a reposição volte ao normal.
No caso de alta nos preços, elevação na demanda do mercado ou algum tipo de greve, o estoque se encontra protegido. Assim, ele pode ser utilizado em conjunto com o estoque mínimo, por exemplo.
8) Estoque Regulador
Tipo de estoque muito utilizado em empresas que possuem mais de uma filial, o estoque regulador é um estoque a mais mantido por uma delas.
Normalmente a maior loja, com maior área, é a que irá manter esse estoque. Assim, no caso de faltar um determinado produto em outra filial da loja, basta enviar para a mesma.
Mas, é importante que esse sistema seja integrado. Um sistema de controle de estoque é imprescindível com esse tipo de estoque, uma vez que deve ser possível visualizar as informações de estoque em tempo real, sem fazer o cliente esperar muito tempo.
9) Estoque de ciclo
Empresas que possuem uma grande diversidade e rotatividade de produtos utilizam esse tipo de estoque.
Partindo da ideia que um produto demora mais tempo para ser fabricado e sai da loja mais rápido; outro demora menos tempo para ser produzido e mais tempo para ser vendido; e ainda outro que demora menos tempo para ser produzido e vendido; é necessário ter em mente que a produção desses produtos estejam de acordo com a sua demanda.
Aí que entra o estoque de ciclo. Ele consegue manter a produção e os níveis de estoque de forma adequada a saída desses produtos.
10) Estoque em Trânsito ou Estoque de Canal
Estoque em trânsito, também chamado de estoque de canal, é responsável por controlar o transporte dos produtos, desde a origem até o destino final.
O estoque em trânsito, como o próprio nome já diz, se refere aos produtos que estão sendo transportados. Porém, é importante ter o controle desses dados para controlar o tempo em que as mercadorias ficarão em curso.
Além disso, este controle ajuda no controle exato da quantidade de mercadorias, tanto as que estão armazenadas como aquelas que estão em trânsito.
11) Estoque Cíclico
O estoque cíclico é aquele que exige um pouco mais de atenção se comparado aos outros tipos de estoque. Pois ele refere-se aos produtos que são comprados por demanda, independentemente se for comprado todos os ítens em um único mês, ou em diversas vezes conforme as demandas.
Em suma, é por este motivo que ele precisa de uma atenção maior para não pecar no excesso de produtos e nem pela falta deles.
O ciclo de produção deve ser programado mesmo que a organização trabalhe com diversos produtos, eles só não serão produzidos simultaneamente, mas as vendas serão ao mesmo tempo para que não sejam prejudicadas.
12) Estoque de Contingência
Estoque de contingência refere-se aqueles produtos que ficam resguardados para uso, caso aconteça algum erro, tanto no sistema operacional da empresa quanto nas entregas de mercadorias pelos fornecedores. Nesses casos, utiliza-se os itens do estoque de contingência.
Porém, este tipo de estoque acaba aumentando o custo pela necessidade de um espaço para esses produtos. Entretanto, a recompensa está na segurança, pois caso ocorra algum sinistro, o cliente não ficará sem a mercadoria.
13) Dropshipping
O Dropshipping é melhor utilizado em empresas que não necessitam manipular o produto, como e-commerces. Dessa maneira, a loja apenas realiza a venda e propaganda do produto, quem é responsável pela logística e estoque é o fornecedor da loja.
14) Cross Docking
O Cross Docking trata-se de uma estratégia de distribuição, onde o cliente efetua uma compra direcionando-a para um centro de distribuição que envia para o consumidor final por meio de um sistema, ou seja, é distribuído de forma eficiente.
Dessa forma, a entrega fica mais rápida porque a mercadoria não precisa passar pelo lojista, onde o cliente comprou o produto.
O e-commerce utiliza muito essa técnica, onde os consumidores adquirem os produtos na loja virtual, e recebem o mesmo diretamente em suas casas, sem a necessidade de ir até uma loja física para comprar.
Por que investir em gestão de estoque?
A gestão de estoque é uma das melhores formas de se destacar no mercado, por isso é muito importante investir na mesma. Além disso, auxilia a empresa em diversos pontos de extrema importância, desde o planejamento até aos serviços operacionais.
A gestão de estoque é uma das bases que sustentam os bons resultados da empresa, garantindo eficiência e redução de custos.
Entretanto, mesmo que seja um desafio gerenciar o estoque, é necessário pensar todas as possíveis ocasiões que cercam os produtos em estoque, como furtos, quebras e perdas do prazo de validade dos produtos. Vale ressaltar que a gestão de estoque não se resume somente a entrada e saída de produtos, mas também a empresa como um todo.
Confira alguns pontos importantes na gestão de estoque:
Diminuição dos custos;
Prevenção de desperdícios;
Atendimento constante das demandas;
Otimização de investimento;
Redução de de perdas;
Prevenção de problemas;
Aprimoramento da produção;
Contribuição na criação de ofertas.
Qual o tipo de estoque ideal para você?
Para saber qual tipo de estoque é ideal para você, é necessário primeiramente levar em consideração alguns fatores, como a atividade da sua empresa, por exemplo. Por isso, no momento de escolher o tipo de estoque, pense em suas necessidades.
Vale ressaltar que não é correto escolher o mesmo que alguma empresa do mesmo ramo que o seu. Afinal, cada organização trabalha conforme seu ritmo.
Então, teste alguns tipos de estoques, mas antes disso, se atente ao funcionamento de sua companhia para não desperdiçar tempo.
Como fazer um bom controle de estoque em 4 passos?
Fazer um bom controle de estoque vai muito além de simplesmente monitorar e analisar, é preciso ter bastante atenção para evitar erros que podem comprometer o desenvolvimento da organização.
Por isso, iremos lhe apresentar o passo a passo de como fazer um controle de estoque equilibrado, e assim, não perder clientes e manter o poder de negociação.
São eles:
1 – Inventário
Inventário de estoque é uma lista com a relação de todos os produtos e matérias primas, permitindo que o gestor saiba exatamente quais itens estão no estoque. Este processo é obrigatório e deve ser feito constantemente.
Este procedimento evita que ocorram falhas e mantém o controle de entrada e saída de produtos. Normalmente designa-se para um grupo específico de colaboradores essa função.
2 – Automação
Automatizar o inventário é uma forma de melhorar e agilizar o processo, diferente de quando é feito manualmente.
Dessa forma, utilizar um software de automação é uma ótima maneira de manter o equilíbrio e eficiência do estoque. Então, contrate um sistema que faça o registro desses dados automaticamente e também faça a integração com outros setores da empresa.
3 – Treinamento
O treinamento dos colaboradores é um dos passos mais importantes para garantir um bom controle de estoque, pois os funcionários saberão exatamente o que deve e o que não deve ser feito.
Além disso, é necessário que um dos líderes fique responsável por supervisionar e acompanhar este processo, para garantir que a equipe esteja engajada e também para dar suporte caso necessário.
4 – Otimização
Neste passo será preciso utilizar o inventário, pois ele contém informações exatas da quantidade de produtos e matérias primas que constam no estoque. Dessa forma, você controla a situação real do estoque para otimizá-lo.
Assim, você consegue manter o equilíbrio, conhecendo a rotatividade do estoque e as preferências dos clientes.
Dicas de como fazer um gerenciamento de estoque
Há diversas maneiras de gerenciar o estoque, cada empresa possui sua cultura e sua forma de fazer, porém algumas dicas podem lhe ajudar nessa administração do estoque.
São elas:
Registre todas as entradas e saídas;
Não permita a falta nem o excesso de produtos;
Faça o inventário;
Acompanhe a rotatividade dos produtos;
Não faça gerenciamento de estoque manualmente;
Cadastre todos os ítens;
Faça integração do estoque com outros setores da empresa;
Sempre mantenha o estoque organizado.
Considerações finais
Definir o tipo de estoque do negócio é imprescindível para o melhor controle da logística. Mantendo o estoque organizado, não há brecha para erros e prejuízos.
A melhor maneira de fazer um controle de estoque eficiente, baseado no tipo de estoque escolhido, é com um sistema de gestão de estoque. Assim, torna-se possível inserir ou retirar toda a venda ou compra de mercadoria do estoque, facilitando o processo.
Perguntas frequentes
Quais são os 4 tipos de estoque?
Os 4 principais tipos de estoque são:
Estoque de ciclo
Estoque de segurança
Estoque de trânsito
Estoque sazonal
Quais são as 3 classificações dos estoques?
Estoques operacionais
Estoques de segurança
Estoques especulativos
Qual o conceito de estoque e quais os tipos?
Pode ser definido como estoque o ambiente onde ficam armazenados produtos acabados, produtos em desenvolvimento, produtos prontos para a venda, matérias-primas e outros insumos.
Quais são as quatro classificações para materiais de estoque?
Se você deseja empreender, o primeiro passo é decidir qual vai ser o tipo de empresa que vai abrir e qual o objetivo maior dela, sua missão a longo prazo, e escolher um modelo de negócio é uma ótima maneira de fazer isso. O modelo de negócio é a estrutura lógica de funcionamento e organização de uma empresa, como ela funciona e como ela entrega valor através de sua operação.
O texto a seguir vai apresentar alguns modelos de negócios que já estão estruturados e dão certo, para que você possa ter um ponto de partida confiável caso esteja embarcando em uma jornada de empreendedorismo ou deseja se informar a respeito do assunto.
Um modelo de negócios é a forma como um negócio organiza e constrói as etapas principais e básicas para que ele continue funcionando. Ou seja, o modelo de negócios demonstra como a empresa funciona, como ela gera valor para os clientes e como ela obtém sua receita.
As principais questões que devem ser abordadas em um modelo de negócio são:
Principais atividades
Principais recursos
Oferta de valor
Fontes de receita
Quais os modelos de negócios que posso optar?
Um modelo de negócio pode ser revisado e criado de outra forma, por isso, podemos dizer que existem infinitos modelos de negócios. Mas, alguns ainda são os mais comuns, confira quais são eles:
B2C (Business to Consumer)
O negócio B2C, ou Business to Consumer, significa de empresa para cliente final. Ou seja, todas as empresas que realizam a venda direto para o cliente, utilizam o modelo de negócios B2B.
Por exemplo, um mercado, que vende suas mercadorias diretamente para o consumidor, no caixa, tem como modelo de negócios o B2C.
Uma das características desse modelo é que o ticket normalmente é mais baixo. Isso acontece principalmente porque as vendas acontecem em quantidades menores. Pense que quando uma empresa vende direto para o cliente final, esse não tem necessidade de comprar em grande quantidade, mas uma empresa que compra produtos para vender para outros clientes, precisa comprar em grande quantidade.
Algo que a empresa B2C também deve ter atenção é a sua comunicação. Uma vez que a empresa está se comunicando diretamente com a pessoa que compra o produto, é possível entender seus comportamentos de compra e fazer ações.
B2B (Business to Business)
B2B é a sigla para Business to Business, ou negócio para negócio. Esse modelo de negócios representa empresas que vendem produtos ou prestam serviços para outras empresas. Assim, alguns exemplos são matérias primas e licenças de softwares.
Ainda, outra maneira de exemplificar o B2B é citando a terceirização de serviços, uma vez que é uma empresa prestando serviços para outra empresa.
Esse modelo de negócios geralmente tem um ticket maior, assim como contratos de serviço e venda de produtos maiores. Isso também significa que é preciso mais negociação.
SaaS
SaaS é sigla para Software as a Service, ou Software como serviço. Esse modelo de negócios funciona considerando o sistema um serviço, que normalmente é comprado como um modelo de assinatura.
Por ser um software, esses têm a entrega, manutenção e implementação feita completamente online, onde os dados ficam salvos na nuvem.
Esse modelo tem como vantagem e desvantagem o fato de ser online. Enquanto é uma vantagem ter um sistema completo que pode ser acessado de qualquer lugar cujas informações estão salvas na nuvem, também é uma desvantagem para aqueles que não têm acesso a internet.
Por isso, é importante ter em mente quem é o seu público alvo na hora de montar a empresa, para decidir se ele pode ser um SaaS ou não.
Marketplace
O marketplace é um modelo de negócios onde várias empresas podem comercializar seus produtos, sem precisar de um e-commerce próprio. Normalmente, esses contam com a segurança da marca do marketplace, como o Mercado Livre, por exemplo. Isso garante a segurança do cliente e do negócio, uma vez que a mercadoria é entregue apenas após o pagamento, e, em caso de erro, a responsabilidade é, normalmente, do marketplace.
A plataforma pode ser muito boa para quem quer comercializar seus produtos, uma vez que ela oferece diversas garantias e traz uma exposição maior para o negócio.
Dropshipping
O dropshipping é o modelo de negócio onde o comerciante não tem os produtos em estoque, assim, quando uma venda é feita, o fornecedor é acionado e o produto é enviado para o cliente final. Esse modelo de negócio recente é ótimo para quem não pode ou não quer ter um estoque de produtos.
Isca e anzol
Isca e anzol é um modelo de negócio que consiste na venda de produtos complementares. É comum que um deles tenha uma margem de lucro baixa, para atrair o cliente, enquanto o outro tenha uma margem mais alta.
É comum também, que esse outro produto seja essencial e que traga a fidelização do cliente.
As cafeteiras cápsula, por exemplo, utilizam esse modelo de negócio. Ao comprar a cafeteira o consumidor terá que comprar as cápsulas. Outro exemplo são as impressoras, que requerem a compra do cartucho para seu uso.
Franquias
O modelo de franquia corresponde à venda da licença de uma marca já existente. Assim, uma pessoa tem a concessão de abrir uma loja de uma marca que já existe. Mas, nesse caso, os lucros não são repassados à empresa dona do nome, uma vez que a licença para uso já foi comprada.
Nesse modelo, há dois elementos principais — o franqueador e o franqueado. O franqueador é o proprietário do negócio que já foi estabelecido e possui uma fórmula testada do seu empreendimento, procurando crescer geograficamente para novas regiões.
Assim, ele oferece o treinamento adequado para que o franqueado replique esse modelo. Por isso, as franquias possuem uma taxa de sucesso maior do que os empreendimentos que começam do zero.
Há inúmeros estabelecimentos que trabalham com essa estratégia: Subway e McDonald’s, por exemplo.
Não encontrou o seu modelo de negócio?
Os modelos de negócios estão sempre se reinventando, assim como novos surgem. Por isso, não se preocupe caso você não tenha encontrado o modelo que mais se encaixa, é possível mudá-lo ou até criar um modelo novo.
Business Model Canvas
Tudo se originou na tese proposta pelo autor Alexander Osterwalder, por meio do Business Model Canvas, ou também denominado Canvas de Modelo de Negócio. Nessa perspectiva, Alexander determinou que todo o negócio deve ser visualizado em uma página.
A diagramação, com o uso de nove quadrantes, permite que sejam incluídas as atividades mais importantes da empresa e, também, ocorra o debate sobre os pontos fracos do negócio. Mas o que esses quadrantes representam? Vamos dispor o que deve ser colocado em cada um deles:
parcerias: alianças estratégicas que podem maximizar as negociações da sua empresa;
fontes de receita: todos os recursos obtidos com a venda ou a oferta de serviço da sua atividade-fim;
estrutura de custos: os gastos, dos mais variados tipos, que impactam o seu caixa;
relacionamento: uma das áreas mais importantes, visto que a proatividade e o contato com os seus clientes são peças fundamentais para a alavancagem orgânica da sua marca;
canais de distribuição: a logística também é um dos fatores que impactam o seu negócio. Por isso, é necessário avaliar toda a estrutura de custos e o atendimento dos prazos de entrega;
oferta de valor: esse é o aspecto diferencial da sua empresa. Demonstrar os propósitos e os valores da sua marca, em grande parte, com a utilização de campanhas de marketing, pode despertar o interesse por seus serviços/produtos;
segmento de clientes: ou seja, a definição do seu nicho de clientes. Por consequência, será possível orientar suas campanhas e seus processos internos direcionados ao seu público-alvo;
recursos-chave: corresponde a todas as alternativas de recursos, humanos ou físicos, que compõem o seu negócio;
atividades-chave: processos mais importantes para o correto funcionamento harmonioso de todos os setores da sua empresa. É necessário que tais atividades estejam bem definidas e operacionalizadas.
Modelo de negócios ou plano de negócios?
A diferença básica reside no fato de que o plano de negócios é um documento mais detalhado, envolvendo o estudo de várias métricas que vão influenciar a sua empresa, a exemplo de análise do mercado, dos concorrentes e a viabilidade financeira.
Além disso, há o fato de que, na maioria das vezes, o plano é estruturado antes mesmo de haver a concepção do empreendimento.
Startup é um modelo de negócio?
Startups — termo em inglês para empresas emergentes inovadoras —, são aquelas que superam modelos dominantes no mercado. A corporação que utiliza métodos disruptivos procura atender um nicho específico de mercado ou sobrepor práticas já existentes.
Por exemplo, o Uber — que conecta motoristas e passageiros a um serviço de “carona remunerada”. Não obstante, há a Netflix, que oferta filmes e séries no serviço de streaming — forma de distribuição de conteúdo digital.
Apesar de certa complexidade em conseguir uma grande inovação, você pode implementar práticas disruptivas no seu negócio. Avalie quais setores podem passar por um “choque de gestão” e modificar os processos tradicionais de desenvolvimento. Assim, sua empresa se tornará mais competitiva e visível no amplo mercado brasileiro.
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