Contratar funcionários exige muito mais do que conversar por 30 minutos e “sentir” se o candidato é bom. Empregadores brasileiros relatam dificuldade crescente para encontrar profissionais com as habilidades certas, e um processo seletivo mal conduzido custa caro — em tempo, em treinamento e, muitas vezes, em uma contratação que não vinga.
Reunimos 10 dicas práticas e atualizadas para conduzir entrevistas e contratar funcionários com mais critério e menos achismos em 2026.
Uma boa entrevista começa com um roteiro estruturado, não com perguntas soltas.
1. Analise o perfil da sua empresa antes de contratar funcionários
Antes de avaliar candidatos, defina claramente o perfil que a vaga exige: quais competências técnicas são inegociáveis e que tipo de comportamento combina com a cultura da equipe. Sem esse mapa, é fácil se impressionar com um bom currículo que não tem nada a ver com o dia a dia da função.
2. Peça indicações, mas não pule as etapas seguintes
Programas de indicação de funcionários continuam entre os canais mais eficazes de recrutamento: candidatos indicados costumam se adaptar mais rápido à cultura da empresa e permanecer mais tempo no cargo. Ainda assim, indicação não substitui entrevista estruturada nem verificação de referências — trate o indicado com o mesmo rigor de qualquer outro candidato.
3. Crie um roteiro estruturado para a entrevista
Entrevistas estruturadas — com perguntas padronizadas e critérios de avaliação definidos previamente — tendem a prever melhor o desempenho futuro do candidato do que conversas livres, além de reduzir o viés inconsciente do entrevistador. Uma técnica bastante usada é o método STAR (Situação, Tarefa, Ação, Resultado), que pede exemplos concretos de experiências passadas em vez de respostas hipotéticas.
4. Simule situações do dia a dia da vaga
Para isso, proponha um case ou cenário realista da rotina do cargo e peça para o candidato explicar como agiria. Esse tipo de simulação prática revela muito mais sobre a capacidade real de resolver problemas do que perguntas teóricas sobre “pontos fortes e fracos”.
5. Ouça mais do que fala
Por isso, deixe o candidato falar a maior parte do tempo. Preste atenção em como ele estrutura o raciocínio, se comunica e se refere a experiências e projetos anteriores — isso diz muito sobre a adequação dele à cultura da empresa, além da competência técnica.
Simulações e testes práticos ajudam a validar competências que não aparecem no currículo.
6. Aplique testes escritos e técnicos — com cuidado com a LGPD
Solicitar uma redação curta ou resolver um problema por escrito ajuda a avaliar clareza de raciocínio e comunicação. Da mesma forma, um teste técnico validado é a forma mais objetiva de confirmar se o candidato realmente domina a habilidade que o cargo exige, evitando contratações baseadas só em impressão.
Além disso, um ponto que ganhou importância desde a LGPD: colete apenas os dados necessários para avaliar a vaga, informe a finalidade do teste ao candidato e descarte materiais e respostas de quem não for aprovado após o processo seletivo, em vez de guardá-los indefinidamente.
7. Não descarte candidatos por causa da idade
Etarismo na contratação, além de eticamente errado, é um risco jurídico real. A Lei 9.029/1995 proíbe práticas discriminatórias na admissão e a Súmula 443 do TST veda dispensa discriminatória, incluindo por idade. As ações judiciais sobre discriminação etária no trabalho cresceram bastante nos últimos anos, o que reforça a importância de avaliar apenas competência e adequação à vaga, não a idade do candidato.
Na prática, profissionais mais experientes costumam apresentar maior comprometimento e uma curva de aprendizado menor em funções que exigem conhecimento e experiência consolidados.
8. Seja realista sobre a vaga
Informe com transparência salário, horário, responsabilidades e regras da empresa antes da contratação. Além disso, vagas “maquiadas” para parecer mais atrativas do que realmente são custam caro: geram frustração rápida e aumentam a chance de o profissional pedir demissão nos primeiros meses, reiniciando todo o processo seletivo do zero.
9. Avalie contratar uma consultoria de RH ou RPO
Por isso, para vagas mais complexas ou quando a empresa não tem estrutura interna de recrutamento, terceirizar parte ou todo o processo seletivo (modelo conhecido como RPO — Recruitment Process Outsourcing) pode ser mais econômico do que montar uma equipe de RH própria, especialmente para PMEs que contratam com pouca frequência.
10. Combine os canais certos de divulgação
Nenhuma das dicas acima funciona se a vaga não chegar aos candidatos certos. Já cobrimos em detalhes como estruturar o anúncio, escolher os canais de divulgação (LinkedIn, plataformas de recrutamento e indicação interna) e usar IA na triagem inicial.
Conclusão
Contratar funcionários com critério é um processo, não um lampejo de intuição na hora da entrevista. Roteiro estruturado, simulações práticas, testes técnicos bem aplicados e transparência sobre a vaga reduzem o risco de uma contratação errada que, como já vimos em nosso guia sobre como contratar profissionais qualificados, pode custar entre 50% e 200% do salário anual do cargo para ser corrigida.
Depois de fechar a contratação, organize a folha de pagamento, os encargos e o fluxo de caixa da empresa em um só lugar com o sistema de gestão empresarial eGestor — teste grátis.
Perguntas frequentes sobre como contratar funcionários
Entrevista estruturada é realmente melhor que entrevista livre?
Sim. Entrevistas estruturadas, com perguntas e critérios definidos antes da conversa, tendem a prever melhor o desempenho futuro do candidato e reduzem o viés inconsciente do entrevistador, comparadas a conversas totalmente livres.
Posso pedir um teste escrito ou técnico do candidato sem violar a LGPD?
Pode, desde que colete apenas os dados necessários para avaliar a vaga, informe ao candidato a finalidade do teste e descarte as respostas de quem não for aprovado após o encerramento do processo seletivo.
Existe risco legal em não contratar um candidato por causa da idade?
Sim. A Lei 9.029/1995 proíbe práticas discriminatórias relacionadas a idade (entre outros fatores) no acesso e na manutenção do emprego, e o tema tem gerado um número crescente de ações trabalhistas no Brasil.
Vale a pena contratar uma consultoria de RH para o processo seletivo?
Para empresas sem estrutura interna de recrutamento ou que contratam com pouca frequência, terceirizar o processo (RPO) pode sair mais barato do que manter uma equipe de RH própria, especialmente em vagas técnicas ou de liderança.
Indicação de funcionário substitui a entrevista formal?
Não. Indicações ajudam a encontrar candidatos mais alinhados à cultura da empresa, mas o candidato indicado deve passar pelo mesmo roteiro de entrevista, testes e verificação de referências que qualquer outro.
Em linhas gerais, o relatório de vendas é a conversão de dados complexos do setor em informações confiáveis, estruturadas e fáceis de interpretar.
Ele é composto por indicadores importantes para o negócio e pode ser usado para analisar o desempenho de cada vendedor, para calcular comissões e até mesmo para descobrir quantas vendas foram efetuadas na loja física e na loja virtual.
Geralmente essa conversão de dados é feita com o auxílio de uma ferramenta de gestão empresarial, que possui recursos integrados para simplificar tarefas, oferecer mais confiabilidade aos processos da empresa e também mais assertividade nas tomadas de decisões.
Para facilitar a interpretação dos dados, o relatório de vendas conta ainda com elementos visuais como gráficos, planilhas e apresentações.
Qual é o objetivo dos relatórios de vendas?
Muito mais do que possibilitar uma leitura do desempenho do setor de vendas, o documento comercial também é importante para os seguintes casos:
Acompanhar o ticket médio, ou seja, o valor médio de vendas por cliente;
Conhecer a taxa de desistência das compras, mais conhecida como abandono de carrinho;
Saber se as metas individuais e coletivas das equipes estão sendo cumpridas;
Criar estratégias de vendas personalizadas para determinado público-alvo;
Melhorar o relacionamento com os clientes;
Aumentar as vendas;
Ter previsibilidade de caixa e poder se antecipar a imprevistos;
Planejar investimentos no setor;
Conhecer o ciclo de vendas da empresa;
Analisar o ROI (Retorno Sobre o Investimento) do setor.
Além dos pontos listados acima, o relatório de vendas também garante a sobrevivência do negócio, na medida em que também oferece informações precisas e valiosas para outros setores da empresa, como financeiro, contabilidade, compras, estoque, marketing e atendimento ao cliente.
Como se faz um relatório de vendas
Agora que você já sabe quais são as principais métricas para incluir no relatório de vendas, é hora de aprender a criar um documento eficiente e otimizado para as necessidades da sua empresa. Acompanhe o passo a passo a seguir.
Defina um objetivo
Antes de começar o relatório, pense em qual informação deseja obter com ele. O seu objetivo é identificar quais oportunidades foram aproveitadas e quais foram perdidas? Ou conhecer a taxa de abandono de carrinho para elaborar estratégias para contornar a situação? Ou ainda, quem sabe, conhecer quais vendedores precisam melhorar o desempenho?
Lembre-se que o relatório de vendas é personalizável e pode te ajudar a analisar vários processos do setor. Entretanto, para que ele seja um instrumento efetivo, é preciso escolher quais informações de fato são relevantes para o momento atual da empresa.
Tenha em mente que muitas informações, principalmente as desnecessárias, deixam o documento confuso e dificultam a sua interpretação.
Por outro lado, um relatório objetivo tende a ser mais funcional, oferecendo inclusive, uma visão mais aprofundada da área comercial.
Defina as informações necessárias
Agora que você definiu qual será o objetivo do seu relatório, é hora de entender quais as informações que você precisa para montá-lo. Por exemplo, um relatório ABC de produtos vendidos deve ter dados como:
Cliente
Vendedor
Valor base (se venda total, quantidade ou lucratividade)
Se considera devoluções e descontos.
Escolha o formato ideal
Como já comentamos anteriormente, objetividade é a palavra-chave para elaborar um bom relatório de vendas. Nesse sentido, é válido destacar que o formato do documento deve estar condizente com o que se deseja analisar. Mas não apenas isso. É preciso que ele seja padronizado para facilitar monitoramentos futuros.
Caso você precise analisar diferentes métricas ao mesmo tempo, uma dica é dividir o relatório em blocos.
Assim, você consegue priorizar os dados que precisam de maior atenção, seja porque precisam de investimentos ou porque estão relacionados a mudanças na empresa.
Delimite a periodicidade
Embora seja uma ferramenta estratégica para os negócios, não existe uma periodicidade padrão para a apresentação do relatório de vendas. O que existe, na verdade, é a emissão do documento de acordo com as necessidades e objetivos da empresa.
Seguindo essa lógica, fica fácil compreender que o documento pode ser emitido mensalmente, trimestralmente, semestralmente e até anualmente.
Apesar da desobrigação de periodicidade, recomenda-se determinar um período específico para que o documento seja elaborado, emitido e posteriormente analisado.
A análise periódica do relatório possibilita identificar falhas e corrigi-las antes de que comprometam os resultados da empresa.
Use métricas de vendas
No tópico anterior mostramos algumas métricas de vendas que podem ser incluídas no relatório para produzir um documento eficiente. Ao utilizá-las, a sua empresa tem maiores chances de obter bons resultados comerciais, pois elas oferecem visão sistêmica do setor.
Outro detalhe importante é incluir as metas de vendas no relatório, alinhando-as sempre com os indicadores utilizados. Isso oferece mais transparência à relação comercial, melhora a comunicação entre a equipe de vendas e produz resultados positivos.
Desperte o sentido de equipe em seu time de vendas
Sem dúvida alguma o setor de vendas é muito competitivo, mas em excesso, essa característica pode ser prejudicial à empresa. É preciso estimular nos colaboradores o sentido de equipe e fazer com que todos entendam que trabalham com o mesmo propósito: fazer bons negócios.
Nesse contexto, o compartilhamento de informações pode ser uma estratégia eficaz para fazer com que toda a equipe de vendas volte a vestir a camisa da empresa.
Deixar os colaboradores cientes dos resultados do relatório de vendas, sejam eles bons ou ruins, pode servir de motivação para que as metas estipuladas sejam alcançadas.
Mas é claro que para isso, as metas precisam ser claras e alcançáveis. E entenda também que tão importante quanto compartilhar informações e mostrar expectativas, é reconhecer o esforço de cada profissional para alcançar os resultados desejados.
Implante o relatório de vendas na cultura da empresa
Muito além de números e elementos gráficos que servem de base para análises gerenciais, o relatório de vendas também estimula o senso de responsabilidade de todos os envolvidos na atividade comercial, de gerentes a vendedores.
Afinal, o documento mostra detalhadamente o desempenho de cada integrante da equipe, indicando quais estão mais engajados como o propósito da empresa e quais estão tendo dificuldades para cumprir metas e alcançar bons resultados.
Por ser um instrumento que possibilita adotar constantemente melhorias, o relatório pode ser considerado uma ferramenta de desenvolvimento profissional.
Sendo assim, é indicado que a sua emissão e análise não sejam esporádicas, tampouco facultativas. A tarefa pode ser incluída nas normas, procedimentos e cultura da empresa, como forma de auto análise, reflexão e motivação.
Estabeleça melhorias e não se esqueça de definir prazos
Para finalizar, lembre-se de que após analisar os dados e avaliar a real situação comercial da empresa, é hora de estabelecer melhorias. Talvez seja hora de arregaçar as mangas e adotar novas estratégias para que os objetivos organizacionais sejam alcançados.
Mas não se esqueça de definir prazos para que isso possa acontecer. Já dizia William Edwards Deming: “O que não pode ser medido, não pode ser gerenciado”.
Utilize a tecnologia a seu favor
Cada vez mais os processos dentro de uma empresa se tornam automatizados. A emissão de um relatório só é permitida através do uso de um sistema de gestão, onde esse utiliza os dados inseridos de notas e vendas. No caso de uso de planilha, por exemplo, esse relatório teria que ser criado manualmente, aumentando a possibilidade de erros.
Assim, um relatório emitido através de um sistema de gestão é mais eficiente e seguro.
O que deve ter em um relatório comercial
Cada relatório de vendas tem seus dados mais importantes. Dessa forma, não se pode dizer que todo relatório precisa de uma informação específica. Mas, algumas são mais comuns:
Número de vendas
Produtos mais vendidos
Ticket médio;
Informações sobre o vendedor;
Dados dos produtos vendidos;
Estoque.
Principais métricas para o relatório de vendas
Felizmente o relatório de vendas é personalizável e por isso é totalmente capaz de atender às necessidades e particularidades de cada organização. Ou seja, cada empresa pode adicionar as informações que julgar relevantes para medir seus resultados comerciais.
Contudo, é sabido que algumas métricas ajudam a compreender melhor o desempenho do negócio. Veja adiante quais são:
CAC – Custo de Aquisição de Clientes
O CAC, sigla usada para definir Custo de Aquisição de Clientes, é uma métrica de extrema importância para qualquer relatório de vendas.
Ela possibilita compreender o quanto a empresa investe para conquistar clientes, apontando os custos do setor de marketing com anúncios, tecnologias (softwares) e mão de obra profissional.
LTV – Lifetime Value
Já o Lifetime Value significa valor vitalício e também é uma métrica indispensável em um relatório de vendas, pois ajuda a descobrir a vida útil do cliente para a empresa.
Ou seja, o LTV ajuda a descobrir o quanto de lucro cada cliente gera para o negócio em um determinado período.
Número de oportunidades abertas e encerradas
Apesar de serem duas métricas diferentes, o número de oportunidades abertas e o número de oportunidades encerradas são complementares e por isso, trataremos das duas em um só tópico.
O número de oportunidades abertas diz respeito à quantidade de oportunidades de novas vendas existentes no funil de vendas do profissional. Em outras palavras, é o número de chances que o vendedor tem para efetuar uma venda.
O número de oportunidades encerradas, por sua vez, mostra, do total de oportunidades abertas, quantas foram convertidas em vendas e quantas foram perdidas.
Em suma, as duas métricas são ótimas para avaliar o desempenho de cada vendedor, verificar quais estão cumprindo metas, quais não estão e por quais motivos não estão. Portanto, incluí-las no relatório de vendas é uma excelente maneira de aprimorar processos, serviços, motivar as equipes e crescer.
Response Time – Tempo de resposta
Trocando em miúdos, a métrica response time significa o tempo que um vendedor leva para entrar em contato com um lead que demonstrou interesse em seu produto ou serviço. E nesse caso, os resultados são inversamente proporcionais: quanto maior o tempo para a resposta, menores as chances de efetuar uma venda.
De acordo com um estudo publicado na Harvard Business Review, o tempo médio de resposta entre as empresas e seus leads de vendas é de 42 horas. E se você considera esse tempo suficiente, está na hora de repensar essa estratégia.
Segundo o mesmo estudo, empresas que respondem seus leads em até 1 hora possuem aproximadamente 7 vezes mais chances de qualificar o lead e fechar uma venda.
Receita Recorrente Mensal
Outra métrica para levar para o relatório de vendas é a receita recorrente mensal. Ela é bem simples de ser compreendida, pois possibilita saber o faturamento mensal da empresa por cliente.
Receita por Vendedor
Assim como a receita recorrente mensal, a receita por vendedor também é uma das métricas mais importantes a incluir em um relatório comercial. Afinal, ela permite saber o quanto de dinheiro cada vendedor está trazendo para a organização mensalmente.
Venda por Produto
Além de conhecer o desempenho de cada vendedor, é importante também identificar quais produtos oferecem melhores retornos financeiros à empresa. Nesse sentido, a métrica de venda por produto pode ser de grande utilidade.
Ela permite saber quais produtos vendem mais e por isso, merecem mais investimentos para aumentar a receita da organização. De igual forma, a métrica também possibilita compreender quais itens não trazem bons resultados, caso em que podem receber melhorias ou ser descontinuados.
ROI – Retorno Sobre o Investimento
Também conhecido como taxa de retorno, o retorno sobre investimento é uma métrica que mensura a quantidade de dinheiro investido no setor para gerar vendas e o retorno financeiro obtido com esses investimentos.
Tipos de relatório de vendas
Ainda em dúvidas de como criar o seu relatório de vendas? Os modelos a seguir podem ajudá-lo a criar um documento objetivo e funcional; veja!
Relatório de funil de vendas
De fácil compreensão, o relatório de funil de vendas é dividido por estágios, que representam a jornada de compra do cliente. Ele aponta o percentual de conversões (vendas) de cada estágio e ajuda a identificar se alguma etapa está precisando de melhorias.
Relatório Semanal de Vendas
Como o próprio nome indica, o relatório de vendas semanal mostra o volume total de vendas da empresa nos últimos 7 dias. Ele pode ser configurado para apontar as vendas totais da empresas ou ainda as vendas por produtos durante o período.
Em ambos os casos, mostra qual foi o vendedor responsável por cada operação. É o tipo de relatório ideal para acompanhar de perto o desempenho da equipe e garantir que todos alcancem suas metas.
Relatório de vendas mensal/trimestral
Assim como o anterior, esse modelo de relatório também permite acompanhar a performance da equipe de vendas, só que considerando um período maior. No formato mensal, ele é elaborado, impresso e analisado a cada 30 dias, enquanto no formato trimestral ele é analisado de três em três meses.
Relatório de progresso da equipe de vendas
Também conhecido como relatório de desempenho, esse documento tem como principal objetivo monitorar o desempenho da equipe de vendas.
Por meio dele, é possível saber se os vendedores estão aproveitando as oportunidades e fechando negócios, se estão alcançando metas e objetivos.
Relatório de progresso de clientes
Enquanto isso, esse relatório de vendas possibilita acompanhar clientes que representam receita recorrente para a empresa. Por oferecerem mais previsibilidade e estabilidade ao negócio, é importante que esses clientes sejam monitorados pela equipe comercial.
O relatório de progresso de clientes permite que empresa e clientes mantenham um relacionamento duradouro, através da elaboração de estratégias constantes e eficazes.
Relatório de vendas e marketing
Os setores de marketing e vendas são complementares e possuem praticamente o mesmo objetivo: fechar bons negócios para a empresa. Dessa forma, nada melhor do que um relatório de vendas com dados consolidados dessas duas áreas para analisar os resultados das equipes.
Mas como os setores de marketing e vendas se complementam? As atividades de marketing visam identificar os clientes ideais para os produtos e serviços da empresa, enquanto o setor de vendas lida diretamente com esses potenciais clientes. Quanto ao relatório, ele possibilita analisar a relação entre leads gerados e oportunidades aproveitadas (vendas efetuadas).
Relatório de e-mail marketing
O relatório de e-mail marketing, igualmente conhecido como relatório de e-mails enviados, possibilita acompanhar a interação do público-alvo da empresa com a comunicação enviada por e-mail.
Por métricas importantes como taxa de abertura, taxa de cliques, taxa de rejeição e solicitações de descadastro, o documento permite melhorar a comunicação da empresa com os potenciais clientes por meio de estratégias de marketing mais efetivas.
Relatório de despesas de vendas
Por fim, mas não menos importante, temos ainda o relatório de despesas de vendas. Ele mostra o quanto a empresa investiu financeiramente no setor comercial para a realização das vendas. Isso inclui, por exemplo, os custos com publicidade, marketing digital, representação comercial, tecnologia entre outras despesas.
Ferramentas que auxiliam a elaborar um relatório de vendas
Felizmente várias ferramentas tecnológicas ajudam a criar relatórios de vendas personalizados para as necessidades da sua empresa. O sistema de gestão empresarial eGestor, por exemplo, possui recursos que simplificam os processos da sua empresa, na medida em que possibilitam acompanhar as vendas em tempo real, controlar o fluxo de caixa, saber a quantidade exata de cada produto no estoque, gerar notas fiscais e emitir boletos.
E tudo isso em um único lugar, através de um dashboard intuitivo e simplificado.
Além das funcionalidades que se integram e tornam a gestão do seu negócio eficiente, o eGestor também permite que você emita relatórios padronizados de forma prática e rápida.
Para isso, basta selecionar as informações que deseja analisar e deixar que o sistema faça todo o trabalho por você.
De forma descomplicada, você vai poder identificar quais produtos vendem mais, quais geram mais lucros e quais precisam de novos investimentos. Além disso, vai poder analisar seus clientes conforme o volume de compras e faturamento gerado para sua empresa.
E como se já não bastassem essas vantagens, vai poder ainda avaliar a produtividade da sua equipe de vendas. Com apenas alguns cliques na tela do seu computador ou celular você vai saber se os seus vendedores estão cumprindo as metas estabelecidas, conhecer a média de vendas e as comissões de cada um.
Conforme você pode perceber, o eGestor permite que você avalie informações valiosas para a empresa e tome decisões baseadas em dados confiáveis. Isso, por sua vez, melhora a satisfação dos clientes com a empresa, o posicionamento da marca no mercado em que atua, impulsiona as vendas e garante a sobrevivência do negócio.
Vantagens de realizar um relatório de vendas
A emissão de relatórios de vendas traz alguns benefícios para a empresa em geral. Confira alguns:
Melhor controle da equipe de vendas: um relatório pode mostrar a produtividade da equipe, não só o de vendas. Isso faz com que se tenha mais controle sobre essas informações, identificando algum vendedor que precisa de um treinamento de vendas, ou algum que se destaca mais. Eles também fazem com que se possa avaliar melhor a produtividade.
Identificação de obstáculos: com um relatório de vendas se torna mais simples identificar erros e, consequentemente, resolvê-los. Assim, no futuro, é possível evitá-los.
Metas mais objetivas: traçar metas no início é confuso, não se tem muitas informações de que número faz sentido. Mas, com o tempo e com um relatório de vendas automatizado, elas acabam fazendo mais sentido e estão mais ajustadas aos vendedores.
Qual a importância de um bom relatório de vendas?
Um relatório de venda é feito para encontrar direcionamentos dentro das vendas. Ou seja, ele serve para mostrar quando se vende mais, quem vende mais e porque. Assim, é possível identificar tendências e decidir qual o melhor caminho a seguir e quando.
Por isso, o relatório de vendas é um dado tão importante. Porque ele ajuda a guiar e, quando for o caso, redirecionar, fazendo com que se acerte cada vez mais.
Conclusão
Com este artigo você aprendeu que o relatório de vendas é um importante instrumento para qualquer empresa.
Por meio de dados consolidados, ele oferece mais transparência às operações comerciais, melhora a comunicação entre gestores, equipes e clientes e serve como base para a tomada de decisões mais assertivas.
Além disso, você aprendeu também que um relatório de vendas eficiente se faz com ferramentas tecnológicas simples, práticas e integradas, como o Sistema eGestor. Indicado para micro e pequenas empresas, o sistema agiliza os processos operacionais da sua empresa e possibilita que você se concentre em áreas estratégicas do seu negócio.
Independente do perfil de um investidor, é essencial que ele saiba quais são os principais indicadores de valuation, bem como seja capaz de interpretá-los para minimizar os riscos e maximizar os ganhos no momento de investir.
De modo geral, existem diversos indicadores que mostram para o investidor qual é a situação da empresa, se suas ações estão valorizadas, desvalorizadas e se possuem perspectivas de crescimento.
O que é valuation?
Antes de falarmos sobre os indicadores, vamos entender o que é valuation. O termo faz referência ao quanto vale uma empresa, baseado no seu valor presente com a capacidade financeira que ela representa para o futuro.
Destaca-se que essa estimativa também compreende a percepção que os investidores possuem sobre aquela determinada organização, avaliando o setor no qual está inserida, bem como a previsibilidade de retorno sobre o investimento.
Vale frisar que ao longo dos anos, com a chegada de empresas de tecnologia ao mercado que possuem uma marca forte e baixos ativos financeiros, a marca passou a ser um fator que também começou a pesar para se achar o valuation de uma empresa.
Quais são os principais indicadores de valuation?
Uma vez entendido que o valuation representa o valor de mercado de uma empresa, precisamos saber interpretar alguns indicadores que mostram se realmente a organização está dentro do seu valor de mercado, comparando com outras empresas.
Para isso, separamos logo abaixo alguns indicadores que colaboram para que os investidores saibam analisar o valuation de uma organização.
Preço / Lucro
Esse é um indicador que avalia o quanto os investidores estão dispostos a pagar por cada real de lucro que uma organização produz, sendo ele chamado também de P / L.
Vamos considerar que uma empresa produza R$ 2 de lucro por ação e que elas estejam sendo negociadas naquele momento por R$ 20. Aplicando a fórmula, teremos o seguinte número:
P/L = 20 / 2 = 10
Portanto, essa empresa está sendo negociada 10 vezes o seu lucro anual, uma vez que seu P/L é 10. Mas o que isso quer dizer? Em resumo, quando o P/L de uma empresa é baixo isso pode representar que ela está sendo subvalorizada.
Já quando o P/L é elevado ela pode ser considerada sobrevalorizada. Ou seja, um P/L baixo pode indicar um bom momento para compra enquanto um P/L alto pode representar um bom momento para venda.
Entretanto, o indicador não pode ser analisado individualmente, uma vez que a empresa pode estar em um setor que tende a crescer ou até mesmo ser extinto. Portanto, ele tem que ser acompanhado de outras análises.
Vale destacar que para saber se o P/L da empresa é alto ou baixo, o ideal é achar o P/L médio do setor ao qual a empresa está inserida.
Enterprise Value / EBITDA
Outro indicador muito importante em uma análise de valuation é o Enterprise Value dividido pelo EBITDA. Para situar, entende-se por EBITDA os lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização. Portanto, ele avalia o fluxo de caixa livre da empresa.
Já o Enterprise Value representa a soma do valor de mercado da companhia com o endividamento líquido. Portanto, quanto maior o indicador, maior será o potencial da empresa gerar lucros para a organização.
Quando esse indicador é muito baixo, isso representa que a empresa pode estar enfrentando, ou até mesmo pode vir a enfrentar problemas de liquidez futura.
Preço / VPA
Esse é um indicador que avalia a relação entre o preço pelo valor patrimonial da ação. Isso expressa o quanto os investidores estão dispostos a pagar pelo patrimônio líquido de uma empresa.
Ele indica, dessa forma, a sobrevalorização ou não de uma ação. No entanto, sozinho esse indicador não é capaz de garantir ao investidor uma análise mais apurada, uma vez que ele precisa ser acompanhado de outros indicadores.
Até porque, uma ação sobrevalorizada pode continuar se valorizando em virtude de acontecimentos macroeconômicos favoráveis, ou até mesmo por uma boa gestão em relação a novos investimentos da própria organização.
Dividend Yield
Por fim, um dos indicadores muito importantes para uma análise de valuation é o dividend yield. Ele representa a divisão dos dividendos distribuídos nos últimos 12 meses pelo preço da ação.
Nesse sentido, se uma empresa distribuiu R$ 3,00 por ação e a sua cotação é de R$ 15,00 o seu dividend yield será de 20%. Mas como saber se esse percentual é bom ou não? Basta comparar com outras empresas do mesmo segmento.
Ou seja, quando comparada com outras organizações que estão inseridas dentro do mesmo contexto econômico, é possível saber se essa determinada empresa está pagando bons dividendos ou não para seus investidores.
Entretanto, é preciso considerar junto a esse indicador os outros, pois dividendos elevados não dizem nada, até porque, a empresa pode não estar reinvestindo o suficiente para crescer com sustentabilidade no longo prazo.
Conclusão
Conclui-se com este artigo que encontrar os indicadores de valuation de uma empresa colabora para que o investidor identifique as melhores alternativas de ações para investir.
Claro que as análises são interpretativas e podem ser vistas por ângulos diferentes, uma vez que um investidor mais arrojado pode ver uma boa oportunidade em uma ação enquanto um investidor mais conservador pode ver um grande risco nela.
Nesse sentido, é preciso entender que a interpretação dos indicadores também precisa ser avaliada considerando-se o perfil do investidor e a sua aversão ao risco. Pois, o que para alguns pode parecer uma boa oportunidade de investimentos, para outros ela é muito arriscada em relação ao retorno que dará.
De modo geral, quando o investidor se baseia apenas em indicadores técnicos, deixando de lado os indicadores de valuation, ele comete erros mais profundos no momento de analisar uma ação no momento de investir.
Em vista disso, tais indicadores são essenciais para que o investidor tenha uma visão mais apurada acerca da situação de uma empresa, embora seja necessário correlacioná-los, uma vez que um único indicador não é capaz de mostrar a situação real da organização.
A tecnologia traz enormes recursos para as empresas. Com o crescimento do e-commerce, as lojas virtuais tornaram-se foco de empreendedores e possuem um enorme potencial. No entanto, para ter sucesso, é preciso ter foco para não abrir nenhum espaço para a concorrência.
Por isso, ao longo desse artigo, mostraremos as principais com o objetivo de melhorar o seu aprendizado dentro do marketing digital.
Se você deseja aprender mais sobre o conteúdo de marketing e de vendas, indicamos que você faça um Curso Online com o objetivo de alavancar o seu negócio e maximizar os seus lucros!
Veja seu público-alvo
Segundo os Cursos Online de Marketing, a primeira resposta sobre como aumentar as suas vendas online está em seus clientes, ou em suas personas.
Exemplo: se você disponibiliza um Curso de Direção Defensiva, você precisa direcionar seus anúncios para os clientes certos, através de pesquisas e métricas de buscas mensais.
Entender o perfil, o comportamento e as dores das pessoas que compram o seu produto tende a ser o primeiro passo para que uma empresa obtenha sucesso.
Diversos empreendedores se enganam achando que entendem sobre como criar personas, porém nem pegam o telefone para falar com esses clientes.
Muitos empreendedores sentem uma determinada mudança em seu tom e linguagem quando você está falando sobre um determinado assunto.
Essa conversa tende a ser fundamental para você realmente entender o que mantém seus clientes acordados à noite.
A primeira página do Google vale mais que mil palavras
O tempo todo, seus personagens estão pesquisando no Google a dor que estão enfrentando ou como podem corrigi-la.
No primeiro resultado dessa busca está a diferença que seu site online precisa para atrair mais visitantes e convertê-los em uma excelente estratégia de CRO.
Isso parece um pouco simples, porém a realidade é que chegar ao topo organicamente é uma tarefa difícil e de longo prazo. O Google tem muitos fatores para avaliar se um site está otimizado para SEO.
Por conta disso, sempre conte com os melhores profissionais disponíveis dentro do mercado que vão te ajudar a encurtar o caminho com resultados cada vez mais rápidos. Saiba que sempre quando o gráfico de visitas começa a crescer, as vendas crescem da mesma forma.
Escreva comercial e de forma direta para seus clientes
Seu site tem que fazer o trabalho do vendedor para você. Ele deve vender seu produto e o seu serviço.
Com o objetivo de aumentar as vendas online, você deve criar um site com um argumento com o objetivo de convencer os visitantes, sendo a grande chave para melhores resultados.
Para isso, existem habilidades de redação, em poucas palavras: redação focada nos negócios para convencer os clientes a agir.
Na prática, para melhorar sua escrita com foco nos negócios, você deve prestar atenção ao seguinte:
Use títulos claros e que sejam objetivos com o objetivo de chamar a atenção do usuário. O título deve falar diretamente sobre seu produto ou serviço e, idealmente, mostrar seus benefícios também.
Divida o texto sempre em parágrafos menores, subtítulos, tópicos e frases curtas com o objetivo de facilitar a leitura.
Use palavras mais simples. Evite sempre uma linguagem complexa que apenas confunde os usuários
Mostre confiança com o seu produto ou serviço
Dentro do mercado é muito comum encontrar pessoas que sempre se perguntam se um produto vale realmente o investimento.
Mesmo que as pessoas estejam comprando cada vez mais online, às vezes elas precisam de uma ajuda para comprar seu produto ou solução.
Nada gera mais confiança do que mostrar exemplos reais de quem comprou seu produto. E deste ponto entram os depoimentos de empresas ou indivíduos.
Sempre peça para os clientes que são mais próximos que façam depoimentos honestos sobre seus produtos e que publicam em seu site. Usar uma empresa confiável pode aumentar ainda mais essa confiança de quem lê o seu conteúdo.
Disponível para qualquer consulta
Se você tem o objetivo de aumentar as suas vendas online, precisa saber que para atender seus clientes, você também precisa estar preparado para receber uma maior demanda.
O que queremos dizer? Você precisa saber onde seus clientes estão e adaptar seus serviços a eles. E de que forma isso acontece? Existem alguns passos que te levam a desenvolver um bom “Briefing” ou uma pesquisa mais aprofundada de seu nicho ou serviço que está querendo disponibilizar ao seu cliente, tais como:
Uma pesquisa de mercado ( utilizando as ferramentas que o Google disponibiliza, para que possa dimensionar o quanto aquele determinado nicho está sendo procurado ou não);
Outro método bem interessante é Trackear de onde está vindo seus clicks e visitas ( ou seja, de onde e como aquele cliente chegou até você);
Temos também uma opção bem interessante para alavancar sua visibilidade diante do Google, um trabalho que chamamos de Link Building ou Guest Post. Dessa forma você faz algumas parcerias com outros sites e blogs que irão lhe mandar força para o seu site e você o fará da mesma forma para eles;
Redes sociais
Hoje é praticamente impossível falar em marketing digital e não mencionar as redes sociais como principal meio de alcance de clientes. E isso tem um porquê, pelo simples fato de que hoje em dia a tecnologia está tomando conta da nossa sociedade e mantendo as pessoas cada vez mais conectadas via Whatsapp, Facebook, Instagram, Twitter e entre outros apps.
E não estamos falando somente de jovens não, pois cada vez mais as pessoas de idades mais avançadas tem se dedicado a aprender e utilizar essas redes sociais para se manter atualizados, assim como as empresas.
Se ele é sempre contatado pelo Facebook, torna as pessoas das mídias sociais mais responsivas; mas se ele preferir o Whatsapp, faça um agendamento para o vendedor ficar de olho nas novidades por lá; ainda, se o telefone de suporte estiver ocupado o dia todo, reforce a equipe de vendas lá.
Em média, a população brasileira ficou 9 horas e 17 minutos conectada ao mundo pela internet no ano anterior. É o que indica uma pesquisa da Hootsuite e da We Are Social. Outra pesquisa feita pelo site Annie, mostra que quase metade dessas horas é dedicada à telinha do celular em Apps: cerca de 4 horas e 8 minutos.
As pedras ornamentais como mármore e granito nunca saem de moda. Na construção civil, por exemplo, elas são frequentemente usadas na decoração de exteriores e de interiores. Consideradas artigos de luxo, elas são transformadas em pias, soleiras de portas e até mesmo em revestimentos de pisos e de paredes. Por esses e outros motivos, não é de se estranhar que montar uma marmoraria seja um excelente negócio.
Se por um lado o negócio é vantajoso, por outro exige planejamento. É preciso obter licenças para funcionar, garantir máquinas, equipamentos e mão de obra para manipular as pedras, entre outros detalhes importantes. Então, confira no artigo a seguir como montar uma marmoraria bem-sucedida.
O que é uma marmoraria?
Antes de conhecer os procedimentos para montar uma marmoraria, é importante saber exatamente do que se trata o empreendimento. Em princípio, uma marmoraria é um estabelecimento onde são produzidas peças de mármore e granito, rochas naturais de alta resistência, beleza e durabilidade.
Todavia, o negócio de marmoraria é mais abrangente do que se imagina. Afinal, no próprio local as peças produzidas também são comercializadas e em alguns casos, existe ainda a instalação nas construções. Ou seja, apesar de a atividade ser considerada indústria, ela também atua como comércio e, dependendo da empresa, ainda atua na prestação de serviços.
Independentemente das atividades oferecidas pelo estabelecimento, o mercado de mármores e granitos é promissor. Só no primeiro semestre de 2021 o setor movimentou US$572 milhões em exportações. As peças produzidas podem ser usadas na construção civil, em móveis ou utilizadas em cemitérios.
O que é necessário para montar uma marmoraria?
Por ser um tipo de negócio que gera resíduos, é preciso que ele esteja em conformidade com as Leis 6.938/81 e 9.605/98.
A primeira, mais conhecida como Política Nacional do Meio Ambiente, estabelece as diretrizes para que os estabelecimentos que causem, direta ou indiretamente, degradação da qualidade ambiental possam funcionar sem afetar o meio ambiente, a saúde, a segurança e o bem-estar da população. Enquanto isso, a segunda diz respeito às penalidades aplicáveis a todos aqueles que pratiquem atos lesivos ao meio ambiente.
De praxe, para montar uma marmoraria é preciso buscar, junto a FEEMA (Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente), licença para funcionar. Além disso, é importante procurar a prefeitura da cidade onde deseja montar uma marmoraria, já que cada município tem suas próprias legislações ambientais e regras para abertura de empresas.
Mas é claro que nem só de licenças vive um negócio em fase de implantação. Além das licenças, outras aquisições também se fazem imprescindíveis na abertura de uma marmoraria, conforme as que você confere na sequência.
Tamanho da marmoraria
O tamanho da marmoraria vai depender dos serviços prestados no local. Se estes se limitarem apenas ao tratamento das pedras e à produção das peças de mármore ou granito, uma área de 100 m² pode ser suficiente. Entretanto, se o objetivo for montar um showroom para comercializar os produtos, o tamanho do imóvel precisa ser maior, podendo chegar a 1000 m².
Localização
Já quando o assunto é localização, é preciso compreender que as atividades de marmoraria fazem barulho e podem incomodar a vizinhança. E mais uma vez nesse caso é preciso procurar a prefeitura da cidade para saber se o negócio pode ser aberto em área residencial ou não. Assim, tenha em mente que trabalhar de forma legalizada pode evitar dores de cabeça e prejuízos financeiros com multas.
Ainda falando em localização, vale a pena ressaltar que o ponto comercial deve ser compatível com o trânsito de veículos que irão circular por ali. Ou seja, é importante que a rua onde esteja localizado o imóvel ofereça essa infraestrutura e que o lugar seja abastecido por água e energia elétrica para ligar as máquinas.
Investimento inicial para montar uma marmoraria
Conforme pontuamos anteriormente, o tamanho da marmoraria pode variar bastante, partindo dos 100 m² e podendo ultrapassar os 1000 m².
Dessa forma, fica fácil perceber que o capital necessário para montar uma marmoraria pode variar, de acordo com a infraestrutura do empreendimento. Estima-se, no entanto, que o investimento inicial para trabalhar com mármores e granitos varie entre R$ 50 mil e R$ 500 mil.
Mão de obra especializada
Montar uma marmoraria também significa contratar profissionais especializados para manipular as rochas e dar a elas outro sentido.
Como é necessário operar com máquinas de corte, de polimento entre outros equipamentos, os funcionários devem possuir conhecimento sobre o assunto, passar por treinamentos periódicos e fazer uso de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual). Dependendo do tamanho da marmoraria, podem ser necessários de 4 a 15 funcionários para dar conta de todos os processos produtivos do estabelecimento.
Equipamentos para montar uma marmoraria
Vários são os equipamentos utilizados em uma marmoraria. Entre eles, destacam-se os principais:
Máquinas de corte de bancada;
Bitoladores;
Máquinas portáteis de corte (tipo serra mármore);
Máquinas de polimento;
Perfuratrizes.
Além desses equipamentos para trabalhar as pedras, ainda é preciso investir em máquinas e equipamentos para transportá-las, como pás carregadeiras, caminhões, paleteiras hidráulicas, empilhadeiras entre outros.
Fornecedores
E não há como falar em montar uma marmoraria sem mencionar a aquisição de matérias-primas, não é mesmo? O grande problema nesse caso é que boa parte das empresas produtoras e exportadoras de mármores e granitos estão localizadas no Espírito Santo e em Minas Gerais .
Portanto, para firmar boas parcerias comerciais e garantir diferencial competitivo à sua marmoraria, é provável que você tenha que se deslocar até esses estados para conhecer pessoalmente o trabalho dessas empresas. Assim, poderá analisar cuidadosamente, entre todas as opções disponíveis, as que mais atendem às necessidades do seu negócio.
Nesse sentido, antes de fechar uma parceria verifique sobre a origem e a qualidade das pedras. Analise também as condições comerciais oferecidas pelo fornecedor como prazo para entrega, para pagamento e se há descontos na compra de uma determinada quantidade de pedras. Tenha em mente que quanto mais vantagens você obtiver, melhores serão os seus preços no mercado e maiores as possibilidades de conquistar novos clientes.
Além dos fornecedores das pedras, é preciso também firmar parcerias comerciais para o fornecimento dos insumos utilizados na marmoraria, como tais:
Granalha de aço,
Lâminas para as máquinas de corte;
Cal;
Carbureto de cálcio.
Outros custos para montar uma marmoraria
Além do galpão industrial, equipamentos, investimento inicial e adequação às leis ambientais e municipais, outros custos também estão envolvidos no negócio, e de igual forma merecem a nossa atenção:
Água;
Luz;
Mobiliário;
Aluguel do espaço;
Telefone;
Manutenção preventiva e corretiva de máquinas e equipamentos;
Folha de pagamento de funcionários;
Pagamento do contador.
Como funciona o processo de produção de uma marmoraria?
O processo produtivo de uma marmoraria é complexo e pode ser dividido de acordo com as seguintes etapas.
Extração
Da fase de extração participam as empresas extratoras, mais conhecidas como empresas de mineração ou pedreiras. Elas retiram mármores e granitos diretamente da natureza em forma de grandes blocos. As jazidas são exploradas por profissionais especializados, que usam equipamentos como máquinas de fio diamantado, marteletes entre outros.
Análise
Após a extração dos blocos de mármore ou granito as peças são analisadas por um profissional especializado. Este, por sua vez, faz várias marcações nos blocos para que sofram novos recortes, dessa vez menores, para que possam ser movimentados por pás carregadeiras e transportados por caminhões específicos.
Feito isso, os grandes blocos de rochas ornamentais são enviados para indústrias de beneficiamento, popularmente conhecidas como serrarias.
Beneficiamento
Nas serrarias, as rochas passam pelo processo de transformação, mais conhecido como beneficiamento. O processo é subdividido em duas fases, a saber:
Beneficiamento primário: os blocos são cortados em chapas menores, geralmente entre 2 cm e 4 cm;
Beneficiamento secundário: fase em que as pedras ganham acabamento polido (liso e com brilho), levigado (liso e sem brilho) ou natural (com poros e sem brilho – estado natural da peça).
Comercialização
Por fim, temos a parte da comercialização, talvez a mais importante para quem pretende montar uma marmoraria. Após ser trabalhada a sua superfície, as chapas de mármore ou de granito dão origem a diversos produtos como pias, soleiras de portas, revestimentos para pisos, paredes e fachadas entre outros.
Versátil, as rochas ornamentais podem ser cortadas em medidas personalizadas para se adequarem aos mais diversos projetos construtivos e decorativos. O polimento da pedra também é feito conforme a preferência do cliente.
Passo a passo para montar uma marmoraria
Agora que você já conhece um pouco sobre o dia a dia de uma marmoraria, é hora de saber como montar uma marmoraria para explorar esse mercado tão promissor. Veja adiante.
Conheça o mercado de mármores
Montar uma marmoraria e não conhecer a fundo o próprio mercado de atuação reduz significativamente as chances de sucesso do negócio. É preciso fazer uma boa pesquisa de mercado para conhecer o público-alvo, a concorrência, preços praticados entre outros fatores que tornam um negócio sustentável ao longo do tempo.
De acordo com o Sindirochas do Espírito Santo, o Brasil ocupa o 4º lugar entre os países produtores e exportadores de mármores e granitos do mundo. Entre os três principais estados brasileiros que fortalecem o setor destacam-se o Espírito Santo, Minas Gerais e o Ceará.
É claro que esses dados não são os únicos a prestar atenção na hora de montar uma marmoraria. Você sabia, por exemplo, que o principal mercado consumidor de uma marmoraria é o setor de construção civil, garantindo cerca de 80% do volume de vendas do estabelecimento? Em segundo lugar ficam os cemitérios, com um volume de vendas de 13%, seguido do setor moveleiro com a participação restante.
Faça um bom planejamento antes de montar uma marmoraria
A abertura de qualquer empresa exige planejamento e ao montar uma marmoraria isso não seria diferente. É hora de transferir as ideias para o papel, elaborar um bom plano de negócios e estabelecer as metas e objetivos da empresa, bem como quais caminhos seguir para alcançá-los.
Ainda no planejamento, não se esqueça de definir quais produtos e serviços deseja oferecer aos seus clientes. Além da fabricação de pias, soleiras e revestimentos, quais produtos o concorrente ainda não oferece? E quais serviços você poderia agregar ao seu negócio para conferir a ele um diferencial? Talvez a instalação das pias e dos revestimentos na obra possa ser uma ótima oportunidade de ampliar a clientela e crescer.
Encontre o financiamento ideal
Planejamento feito, é hora de levantar os recursos financeiros necessários para montar uma marmoraria. Conforme pontuamos anteriormente, dependendo da infraestrutura que se pretenda montar, o investimento inicial pode variar de R$ 50 mil a R$ 500 mil.
Mas onde conseguir tanto capital para abrir o empreendimento? Felizmente, alguns bancos e instituições financeiras auxiliam o micro e o pequeno empreendedor nessa jornada. Confira adiante como conseguir crédito para montar uma marmoraria:
Financiamento BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social);
Linhas de crédito do Banco Santander;
Consórcios imobiliários, que ajudam o empreendedor a comprar terrenos e imóveis comerciais sem juros e com prazos de pagamento de até 240 meses;
Banco do Brasil Financiamento PJ;
Empréstimos e financiamentos Bradesco entre outros.
Legalize sua marmoraria
Também já explicamos que para montar uma marmoraria é necessário obter licenças ambientais e estar de acordo com as legislações municipais.
Além disso, não se deve esquecer os pilares de todo o negócio: o registro do contrato social, o Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), a inscrição municipal e/ou estadual e o alvará de funcionamento. Por ser uma etapa burocrática e que envolve várias legislações vigentes, o ideal é contar com um contador experiente para realizar todo o processo.
Mas por que legalizar a sua marmoraria? Sem dúvida alguma para evitar dores de cabeça e prejuízos financeiros caso aconteça uma denúncia ou fiscalização. Mas não apenas isso. Legalizar a sua marmoraria significa poder emitir notas fiscais e atender empresas.
Marmoraria pode ser MEI?
Sim, uma marmoraria com CNAE 2391-5/03 – Aparelhamento de placas e execução de trabalhos em mármore, granito, ardósia e outras pedras, pode ser MEI.
Monte a sua estrutura de trabalho
Cumpridas as etapas anteriores, é hora de montar o espaço para trabalhar as matérias-primas. Apesar de parecer um negócio complexo, a estrutura da marmoraria é muito simples.
Para torná-la funcional e facilitar a manipulação das placas de mármore ou granito e das máquinas e equipamentos de forma a oferecer menos riscos aos trabalhadores, o ideal é dividi-la em setores, como depósito de matérias-primas, setor de produção e área de peças acabadas.
Lembre-se que em um tópico anterior explicamos as etapas produtivas de uma marmoraria. Ela começa com o processo de extração e passa pelo processo de beneficiamento, que é o polimento e o acabamento das pedras. Na sequência, termina com a fase da comercialização, que envolve o corte das peças conforme as necessidades do cliente.
Seguindo essa lógica, é importante que o layout da marmoraria favoreça esse fluxo produtivo. Observar esse “pequeno” detalhe pode melhorar a produtividade do seu negócio.
Área de carregamento e descarregamento
Na hora de montar uma marmoraria, a área de carregamento e descarregamento deve ser bem planejada. O recomendado é que se estabeleça duas vias separadas, uma só para o carregamento e outra apenas para o descarregamento. Fazendo isso, você evita congestionamento de caminhões e otimiza o tempo de trabalho da tarefa.
Beneficiamento primário
O beneficiamento primário é a etapa posterior à da extração. Portanto, é o setor que recebe blocos menores de mármore para que sejam cortados em placas de 2 cm a 4 cm. Na prática, é o setor abastecido com os blocos que estão na área de descarregamento.
Nesse caso, o ideal é que esses blocos sejam descarregados na entrada do fundo do galpão. Mas não de qualquer forma. É preciso deixar um corredor livre entre eles para que sejam transportados internamente dentro da marmoraria.
Beneficiamento secundário
Já no beneficiamento secundário as chapas de mármore são polidas, lustradas e cortadas de acordo com as suas finalidades. Este setor pode ficar atrás do estoque de matéria-prima ou na frente dele.
Setor de acabamento
Por sua vez, o setor de acabamento é aquele em que as placas de mármore enfim ganham forma. Ele é composto por processos de corte, de fresagem e de colagem e deve ficar disposto ao lado da área de estoque de matéria-prima.
Principais desafios enfrentados pelas marmorarias
Como nem tudo são flores, há ainda que se mencionar que o setor de mármores e granitos também enfrenta muitos desafios. A maioria deles, aliás, refere-se à falta de inovação do empreendedor para acompanhar as tendências do mercado. Entenda a seguir.
Uso de máquinas e equipamentos obsoletos
Para se manter ativo (e visível) no mercado de mármores e granitos é preciso inovar. É preciso investir em novas tecnologias que proporcionem melhor acabamento às peças, mas também mais produtividade aos colaboradores.
Dessa forma, é possível contornar atrasos na entrega e melhorar a satisfação dos clientes com a empresa. Além disso, essa é uma excelente maneira de acompanhar as tendências do setor e ter mais competitividade frente à concorrência.
Falta de treinamento profissional
A capacitação profissional das equipes de trabalho também é um fator determinante para o sucesso da empresa. Ao montar uma marmoraria, capacite seus funcionários antes, mas entenda que o treinamento profissional deve ser um processo contínuo, realizado periodicamente.
Portanto, sempre que houver uma mudança significativa no mercado de mármores, não deixe de atualizar seus funcionários sobre o tema em questão. É claro que o treinamento deve ser dividido por setores, já que o treinamento operacional não se confunde com o administrativo. Contudo, a prática pode beneficiar toda a empresa.
Capacitando seus profissionais regularmente, você terá um atendimento ao cliente de melhor qualidade, formação de preços adequada e mais economia nas compras das matérias-primas. Logo, esse é um processo que não deve ser negligenciado, principalmente por todos aqueles que desejam ter sucesso no mercado de mármores e granitos.
Limitação de matérias-primas
A restrição de materiais é outro grande desafio que deve ser superado por quem deseja montar uma marmoraria. Apesar de o mármore e o granito serem carros-chefes do estabelecimento, o empreendedor não precisa oferecer apenas esses materiais. Afinal de contas, é possível também explorar as seguintes rochas ornamentais:
Ardósia;
Gnaisse;
Quartzito;
Xistos;
Gabro;
Sienito.
Dicas para montar uma marmoraria de sucesso
Agora que você já sabe quais são os principais desafios de uma marmoraria e como superá-los, é hora de receber dicas úteis para o sucesso do seu negócio!
Invista na excelência do atendimento ao cliente
O que vem a ser um atendimento de excelência? Em princípio, é um conjunto de técnicas capazes de deixar o cliente mais satisfeito com a sua marca, de tal forma que considere voltar a fazer negócios com a sua empresa.
Em um mercado cada vez mais competitivo, a excelência no atendimento se torna uma questão de sobrevivência para as empresas. É preciso solucionar as dúvidas do cliente com agilidade, mas também com empatia. Tenha em mente que fidelizar um cliente custa seis vezes mais barato do que conquistar um novo.
Tenha uma boa gestão administrativa
Uma boa gestão administrativa garante que todos os processos operacionais aconteçam de maneira otimizada, dentro do prazo esperado e sem desperdício de recursos.
Trata-se, na verdade, de um conjunto de atividades imprescindível para quem deseja montar uma marmoraria, pois melhora a organização do negócio como um todo, oferecendo mais eficiência às operações.
Não se esqueça da gestão da produção
Assim como a gestão administrativa, a gestão de produção também garante que os processos produtivos aconteçam com o mínimo de desperdício possível e dentro do prazo. Contudo, a área de negócios envolve o controle e o gerenciamento das etapas produtivas, como controle de estoque, manuseio de matérias-primas, transformação delas em produtos acabados e a distribuição do produto ao consumidor final.
Nesse sentido, é válido destacar que uma boa gestão da produção se faz com tecnologias simples, práticas e eficientes como o Sistema de Gestão Empresarial eGestor. Grande aliado de micro, pequenos e médios empreendedores, ele centraliza em um único lugar todos os processos da marmoraria, como controle de estoque, vendas, fluxo de caixa e financeiro.
Além dessas vantagens, o eGestor ainda possibilita a emissão de notas fiscais de boletos de cobrança.
Conclusão
Neste artigo você aprendeu como montar uma marmoraria legalizada, funcional e principalmente eficiente. Além disso, aprendeu também que com o eGestor você concentra em um único lugar todos os recursos para o sucesso do negócio, como controle de estoques, financeiro, de fluxo de caixa e de vendas.
Com essa poderosa ferramenta de gestão empresarial você tem uma visão panorâmica do seu negócio, podendo identificar falhas com facilidade, corrigir erros, melhorar processos e crescer. O Sistema de Gestão Empresarial eGestor profissionaliza o seu negócio, na medida em que padroniza processos, agiliza as suas vendas, organiza as informações e possibilita que você avalie o desempenho da sua marmoraria por meio de relatórios gerenciais.
O eGestor é um software completo para gestão de micro e pequenas empresas fácil e online. Sistema de Controle de Estoque, Controle Financeiro, Controle de Compras e Vendas, Emissão de Nota Fiscal, NFCe, Boletos e muito mais!