Todo empresário que está envolvido nos negócios, antes de lançar qualquer produto no mercado, deve estipular um preço para a sua venda. A decisão da precificação é uma relação de custo e benefício. Geralmente, o cálculo de preços é feito no início do empreendimento, porém deve ser regularmente revisado para ser atualizado e não criar prejuízos.
O que é precificação?
Precificação é o processo de encontrar o preço de venda um produto ou serviço, através de cálculos que determinam o lucro e utilizam o valor pago pelo produto.
Esse cálculo deve ser feito pensando em qual será o valor que ficará para o negócio, contando os custos do produto ou serviço. Esses custos podem ir de custo da mercadoria até às despesas administrativas, uma vez que até o ambiente físico ou virtual devem estar inclusos no preço do produto.
Como se faz a precificação?
O melhor método para precificação é identificar os custos com manutenção da empresa e com o produto. Em seguida, deve-se encontrar o ponto de equilíbrio entre eles, para encontrar o percentual que representa a venda de cada produto. Por exemplo, a taxa de cartões é um dos custos a ser levado em consideração. Agora que se tem os custos e se encontrou o ponto de equilíbrio, deve-se analisar a margem de lucro.
Com essas informações em mãos é possível aplicar a seguinte fórmula:
Preço = custos + despesas + lucro projetado
Exemplo cálculo de precificação
O cálculo de precificação deve ser feito de acordo com o regime tributário da empresa. Assim, temos as seguintes fórmulas:
Simples Nacional
(Custo Bruto Unitário X (1 + Margem de Lucro) / (1 – Alíquota do Simples)
Lucro Presumido
(Custo Bruto Total X (1+ Margem de Lucro) / (1- Alíquota do PIS – Alq do COFINS – Alq do ICMS – Alq do IRPJ – Alq do CSLL)
Lucro Real
(Custo Bruto Total X (1+ Margem de Lucro) / (1- Alíquota do PIS – Alq do COFINS – Alq do ICMS)
Passo a passo para precificar um produto
Na hora de encontrar o preço ideal de um produto, alguns pontos devem ser levados em consideração.
Calcule o custo
Não importa se é comercializado um produto ou serviço, é importante calcular quanto se gasta para produzir ou comprar o produto ou para realizar os serviços. Esse valor é a principal informação para o cálculo de precificação, juntamente com a margem de lucro.
No caso de produção, deve ser contabilizada a matéria-prima e o tempo de produção, assim como a mão de obra no caso de um serviço.
Contabilize as despesas
Os custos da empresa também devem ser calculados na precificação. Esses custos são divididos em custos variáveis e custos fixos:
custos variáveis: são os custos que nem sempre são os mesmos valores e podem variar com a sazonalidade e volume de vendas, como emissão de boleto, consumo de energia e manutenção.
custos fixos: são custos que devem ser pagos todos os meses, obrigatoriamente, como folha de pagamento, aluguel e segurança, por exemplo.
Margem de lucro consciente
Você deve ter uma margem de lucro sobre todo produto para que, no fim do período, o negócio tenha um lucro total. Mas, esse número não pode ser absurdo.
Ainda, pode ser que se tenha uma margem de lucro boa, com o preço do produto, mas ele não tem muita saída de estoque e acaba ficando para trás nas vendas. Reconsidere a presença dele nos seus produtos, utilize a Curva ABC para identificar quais os melhores produtos e quais não são tão bons quanto se imagina.
Estude o mercado
Tenha em mente que você pode ter uma margem de lucro boa e um preço bom, considerando o valor de custo, mas esse montante pode ser muito alto em relação aos seus concorrentes. Assim, é necessário levar em consideração o seu fornecedor ou algum outro custo que pode ser alto demais.
Fique sempre atento aos seus concorrentes para entender as oportunidades que você pode estar deixando para trás.
Qual é o objetivo da precificação?
A precificação dos produtos é um passo muito importante para obter sucesso de vendas dos produtos, pois determina se os valores arrecadados serão justos com o cliente e se poderão acrescentar lucros. Estipular um preço não é apenas o simples ato de acumular os custos e acrescentar uma margem no lucro. A tabulação de preços, se forem calculadas de forma errada, podem levar a efeitos negativos a longo prazo.
Diferença entre preço e valor
Muitas vezes preço e valor são utilizados como se tivessem o mesmo significado, no entanto, eles significam coisas diferentes. Enquanto o preço é o montante pago por uma mercadoria ou serviço, o valor é quanto o consumidor está disposto a pagar.
Assim, o preço é o que é formado através da precificação, fazendo com que esteja relacionado diretamente com o dinheiro pago.
Mas isso não quer dizer que o valor não esteja relacionado também. Afinal, é ele que demonstra porque o preço deve ser aquele, baseado nos benefícios que o produto ou serviço traz.
Qual é a importância do processo de precificação
Os 4Ps do marketing são os pilares para o sucesso de uma empresa, eles são: preço, praça, promoção e produto. Isso quer dizer que o preço é um dos principais pontos a se ter atenção no negócio. É ele que vai determinar o lucro para a empresa, assim como o controle financeiro bem feito.
De acordo com o 4Ps, o preço é um dos mais importantes, uma vez que ele é o responsável pelo retorno financeiro, necessário para que se tenha receita. E por isso, a precificação precisa ser pensada com todo o cuidado.
Atente-se também ao que o seu público-alvo espera dos seus produtos, em relação a preço e a valor.
Como precificar de forma consciente
O ato de precificar pode ser influenciado por diversos fatores. E não é recomendável apenas garantir o lucro. É preciso que os preços sejam justos. Não adianta oferecer um produto comum com preços exorbitantes. É essencial realizar os cálculos para garantir o pagamento de suas despesas, observar a margem de lucro e observar o comportamento da concorrência. Um bom produto com preço justo atrai mais clientes para o seu negócio e garante sucesso nas vendas de sua empresa.
Quais fatores podem influenciar na precificação
Além dos fatores óbvios que estão presentes no cálculo, existem outros que estão diretamente ligados a precificação, são eles:
Custo de matéria-prima
Dentro do custo bruto está o valor da matéria-prima, considerando que quando se comercializa produtos sem produção, o valor da matéria-prima é o próprio custo do produto. Esse valor pode ser alterado, principalmente quando falamos de insumos de produção.
Imagine que um insumo aumenta o valor, mas você mantém o mesmo preço. O preço está errado e o negócio perdendo dinheiro. Esses aumentos, ou em alguns casos, baixa, no valor, pode acontecer em função da lei de oferta e da demanda, aumento nos custos de combustível e vários outros.
Regime Tributário
Como você já viu, o regime tributário pode mudar o cálculo de precificação. Isso acontece porque alguns pagam uma quantidade maior de impostos, enquanto outros, tem eles concentrados. Por exemplo, quem opta pelo Simples Nacional paga o Documento de Arrecadação do Simples Nacional que engloba 8 impostos. Enquanto isso, os outros regimes tem os valores e pagamento de impostos separados.
Por isso é tão importante realizar o planejamento tributário de uma empresa. Ele faz com que ela opte pelo melhor regime tributário e, consequentemente, pague menos impostos.
Mudanças internas
Os preços dos produtos também englobam os custos gerais da empresa, dessa forma, se há alguma mudança interna, até uma contratação, os gastos devem estar incluídos em todos os produtos. Isso não quer dizer que a cada contratação e novidade você deve aumentar seus preços. Mas sim, que é importante entender os custos da empresa para realizar uma precificação bem feita.
Por exemplo, o uso de um sistema de gestão, que já sugere um preço de venda sem precisar realizar o cálculo da precificação, deve ser considerado nesse valor.
Principais estratégias de precificação de produtos e serviços
Entenda de onde partir para fazer o cálculo de precificação:
Custo: essa estratégia é diretamente relacionada com o Custo de Mercadoria Vendida, o CMV. Ou seja, ela leva em consideração diretamente o preço pago pela mercadoria antes de ela ser revendida.
Valor percebido: existe uma diferença entre valor e preço, mas isso você já leu aqui. Essa estratégia parte de qual o valor do seu produto ou serviço para o seu cliente, levando em conta o poder aquisitivo do público-alvo e o que ele traz de solução.
Sazonalidade: quanto se cobra em um biquíni no inverno? E o sorvete? Algumas épocas do ano são melhores para algumas empresas, enquanto outras não são. Isso não quer dizer que não há venda, mas sim que para que se tenha, se avalie os preços.
Volume: muito comum em negócios que tem margem de lucro baixa mas com giro alto, a precificação por volume significa exatamente, quanto mais se leva, menor pode ser o preço. Por exemplo o “Pague 1, leve 2”.
Como atingir o ponto de equilíbrio com a precificação
O ponto de equilíbrio é um indicador financeiro que mostra quando a empresa equilibra os valores a serem pagos e os valores a serem recebidos. Por mais apavorante que seja não ter nenhum lucro e se manter apenas para pagar o necessário, isso é extramente comum. Uma vez que uma empresa pode se manter dessa forma por muito tempo ou até com meses de prejuízo, o ponto de equilíbrio é fundamental para sobrevivência.
Assim, levando em consideração que os custos da empresa também devem entrar no cálculo do ponto de equilíbrio, os preços de produtos vendidos precisam estar relacionados. Dessa forma, para atingir o ponto de equilíbrio com a precificação são necessários ter cálculos, principalmente em relação a receita projetada.
Precificação de produtos e precificação de serviços
Os elementos para precificação de produtos e serviços são diferentes. Na verdade, a precificação de produtos é bem mais simples que a de serviços. Isso porque, a compra de um produto ou dos insumos pode ser mensurada por um valor. Enquanto isso, o serviço varia do que será utilizado de material e o valor da mão de obra.
Dessa forma, pode-se dizer que uma das principais formas de precificar um serviço é estar atento a concorrência. Se já existe um mercado para esse serviço, deve-se identificar os valores cobrados e levar em consideração os insumos e o tempo. Por exemplo, se você utiliza uma material melhor, consequentemente, deve ser cobrado mais.
Vantagens de uma precificação eficiente
Uma precificação eficiente faz com que você cobre o justo para sua empresa e clientes, oferecendo um produto ou serviço de qualidade. Mas mais do que isso, uma precificação eficiente ajuda a:
Manter ou aumentar o lucro da empresa sem prejudicar qualidade e funcionários;
Ter um preço justo para seu cliente;
Estar na concorrência com outras empresas;
Ter um controle financeiro mais organizado;
Manter a saúde financeira.
Como determinar o lucro a partir da precificação
A marge de lucro é determinada pelo faturamento e pelos custos de uma empresa. Considerando que você possui um valor em custos, mas seu faturamento não serve para abater o valor dos custos, você está no prejuízo. Agora, se o faturamento está acima dos valores de custos, você tem lucro.
Agora, para calcular a margem de lucro, será necessário ter em mãos esses dois valores. Por exemplo, uma empresa faturou R$ 100.000,00 no período e seus custos foram de R$ 70.000,00. Assim, seu lucro bruto é de R$ R$ 30.000,00.
Seguindo esse exemplo, a margem de lucro pode ser calculada da seguinte maneira:
Lucro / Faturamento x 100 = Margem de Lucro
ou:
30.000 / 70.000 x 100 = 42,8%
Dessa forma, com uma margem de lucro precisa se torna mais simples entender qual o valor correto a se cobrar.
O objetivo da contabilidade é oferecer a gestores de uma empresa controle sobre a situação financeira no curto, médio e longo prazo. A ideia é que isso proporcione aos mesmos, informações importantes para que tomem decisões no presente e para que planejem o futuro.
Um dos desafios de uma empresa é, exatamente, conciliar o planejamento para o futuro em todas as áreas e as demandas de curto prazo. Demandas estas que interferem nas metas de longo prazo e podem comprometer a integridade do planejamento.
É por isso que ao se fazer um planejamento para qualquer área da empresa é preciso estabelecer objetivos claros, mensuráveis e com prazos definidos. Mas, determinar as metas a serem atingidas no decorrer do percurso também é muito importante.
O que é um evento contábil
Basicamente, um evento contábil é qualquer movimentação que afete o patrimônio da empresa, gerando os lançamentos contábeis. Ou seja, são os eventos de quando uma empresa gastou o ganhou ou recebeu dinheiro ou de quando isso irá ocorrer no futuro.
Existem duas formas de controlar esse lançamento: o regime de caixa e o regime de competência.
O que é o Regime de Caixa
O regime de caixa é uma forma de regime contábil em que as despesas e receitas das empresas são contabilizadas quando o recurso entra ou sai do caixa.
Ou seja, no momento da tributação, não são tributados necessariamente os valores das Notas Fiscais, mas sim os valores de fato recebidos na venda ou prestação do serviço, quando eles forem recebidos.
Portanto, é um modelo mais voltado para empresas que trabalham com vendas a prazo. Nestes casos, a tributação ocorre apenas no momento de cada pagamento.
Então, imagine que um cliente fez uma compra a prazo: neste caso, o gestor precisa pagar apenas a cada parcela e não o valor da Nota Fiscal. Isso significa que o pagamento do tributo também é parcelado, e pode ser pago pelo próprio cliente, de forma indireta.
É um modelo que pode ser adotado por micro e pequenas empresas, além daquelas que adotam o Lucro Presumido ou o Simples Nacional. Afinal, uma das vantagens é não comprometer o caixa das empresas.
Exemplos de como se aplica o Regime de Caixa
Exemplo 1: Uma empresa compra mercadorias de um fornecedor, no regime de caixa, só vai haver registro se houver pagamento. Assim, se a compra de mercadorias é no valor de R$ 100.000,00 e essa importância é parcelada em 30 e 60 dias, quando houver cada um dos pagamentos, será feito o registro de saída de caixa.
Exemplo 2: Uma empresa de SaaS vendeu um plano no valor de R$ 169,90 em 4 parcelas sem entrada em janeiro. Dessa forma, o primeiro pagamento é contabilizado no caixa de fevereiro o valor de R$ 42,50 referente a primeira parcela. E assim será nos próximos meses também.
Vantagens do Regime de Caixa
O regime de caixa tem as seguintes vantagens:
Reflete a situação real da empresa;
É mais simples de ser adotado;
Tende a auxiliar as decisões no curto prazo;
Ajuda a entender a liquidez do negócio.
Desvantagens do Regime de Caixa
No entanto, é um modelo que tem algumas desvantagens, como:
Não considera o resultado operacional;
Tem um foco menor no médio e longo prazo;
Dificuldade maior em fazer o controle das operações.
Regime de Competência
O regime é competência é um método de registro de movimentação financeira que organiza as despesas ou receitas de acordo com a sua competência. Ou seja, de acordo com o momento em que ela é realizada e não necessariamente quando o pagamento é feito.
Para ilustrar melhor, imagine que uma compra é feita em abril, porém o pagamento irá ser feito apenas em junho. A competência, que é quando a transação foi feita, é em abril, o que significa que esse é o momento em que ela será registrada, independentemente de quanto houve movimentação financeira.
O mesmo ocorre no sentido contrário, ou seja, no registro das despesas no regime de competência. Para essas, o registro é feito quanto a operação é concretizada. Então, se é feita uma promessa de transferência a um terceiro ou surge outro passivo, este é classificado com uma despesa.
Exemplos de como se aplica o Regime de Competência
Exemplo 1: Uma empresa compra mercadorias de um fornecedor no valor de R$ 100.000,00 parcelado em duas vezes, em 30 e 60 dias. No regime de competência, os valores serão registrados na data da compra, independente da data de pagamento da parcela.
Exemplo 2: Uma empresa SaaS vendeu um plano no valor de R$ 169,90 em 4 parcelas sem entrada em janeiro. Assim, o pagamento total é contabilizado no caixa, pelo regime de competência, na data da venda.
Vantagens do regime de competência
Já o regime de competência, apresenta as seguintes vantagens:
Foca na rentabilidade do negócio;
Ajuda na mudança de direção da empresa;
É mais aceito para o cumprimento de obrigações legais;
Permite planejamento de investimentos.
Desvantagens do regime de competência
Contudo, as desvantagens são:
Falta de foco na situação real de caixa;
Deixa o fluxo de caixa mais rígido;
Pode gerar falsas expectativas na receita.
Qual a diferença entre o regime de caixa e regime de competência?
Basicamente, a diferença entre os regimes é a forma como os lançamentos são registrados.
No regime de competência, o fato gerador é o mais importante. Ou seja, se uma compra é feita em janeiro, para pagamento em março, o evento é contado em janeiro.
O regime de caixa é o modelo que segue o caminho oposto. Ou seja, nesta opção, o recurso só é contabilizado quando sai ou entra do caixa. Isso significa que a tributação só ocorre no momento do recebimento e não quando as notas fiscais são geradas.
Na prática, o regime de caixa segue o fluxo de caixa, um conceito extremamente importante para qualquer empresa.
Qual melhor regime de caixa ou regime de competência?
Cada regime dos citados aqui possui suas vantagens e desvantagens. Ou seja, para escolher qual regime utilizar é preciso saber qual se encaixará melhor na forma com que sua empresa faz o controle de fluxo de caixa.
Assim, com o regime de competência é possível ter uma visão mais compreensível do caixa, principalmente a logo prazo. Dessa forma, é possível realizar um planejamento mais certeiro.
Mas isso não quer dizer que o regime de caixa não permita essa visualização. Ao contrário, ele traz uma visão diária da situação.
Então, descubra qual a forma mais simples e fácil de entender como seu caixa funciona e opte por esse regime.
Perguntas frequentes
Qual o regime obrigatório?
O regime de caixa é utilizado, principalmente, para relatórios gerenciais. Enquanto isso, o regime de competência é utilizado para registros contábeis, obrigatoriamente.
Qual regime devo escolher?
O CPC (Comitê de Pronunciamentos Contábeis) estabelece que o regime de competências é o mais recomendado. Além disso, ele também é um modelo usado da declaração de Imposto de Renda de uma Pessoa Jurídica, com base no Lucro Real.
Posso misturar Caixa e Competência?
Não é possível utilizar dois regimes ao mesmo tempo. É necessário adotar apenas um.
Peter Drucker, considerado um dos homens mais influentes da administração moderna, já dizia que “o que não se pode medir, não se pode melhorar”, pois é inevitável traçar uma melhora no desempenho de uma empresa sem saber de fato os resultados que estão sendo obtidos e sem saber aonde se quer chegar, quais resultados se pretende atingir.
E essa linha de pensamento tem tudo a ver com o modelo de gestão Balanced Scorecard (BSC). Continue a leitura e você vai entender o que é de fato este conceito, quais são os quesitos a serem mensurados por este método, quais os objetivos deste processo e como torna-lo eficiente.
Há algumas décadas — quando a concorrência ainda era tímida e havia pouca inovação na forma de administrar — as organizações não focavam no desejo do cliente. Bastava analisar o faturamento e ver se os lucros estavam dentro das expectativas. Simples assim.
Hoje, muita coisa mudou, principalmente o comportamento do consumidor, que está mais exigente, seletivo e bem informado. Então, quem deseja se destacar da concorrência precisa organizar os processos da empresa para prestar um serviço de excelência e à altura desse novo perfil de cliente, de forma a criar um diferencial no mercado e superar os concorrentes.
Afinal, o que é Balanced Scorecard?
É uma metodologia de gestão que desenvolve indicadores de performance com base no cruzamento da estratégia de negócio com o desempenho da empresa. Essa técnica foi desenvolvida em 1992, por Robert Kaplan e David Norton, e está sendo muito utilizada por empresas de tecnologia bem-sucedidas no mundo inteiro.
O sucesso não é para menos: com esse recurso, é possível acompanhar todos os processos da companhia, conhecer o passado e prever tendências, analisar o que vem dando certo e errado, o que se pode melhorar, e até a onde se deseja chegar, tudo isto sendo demonstrado através de números.
Este tipo de mensuração contribui muito para o crescimento da organização, pois otimiza a produtividade e traz uma maior vantagem competitiva.
No entanto, é importante que as estratégias sejam alinhadas com o setor de TI, compartilhando as metas estabelecidas, bem como a visão, missão, objetivos e a definição dos indicadores que vão nortear a tomada de decisão dos gestores.
O Balanced Scorecard, do inglês “indicadores balanceados”, é voltado para indicadores financeiros que medem acontecimentos do passado (custo, faturamento e lucro) e indicadores não financeiros, como:
A satisfação do cliente;
Os processos internos;
O nível de aprendizado e crescimento.
Esses quesitos fazem parte da estrutura da técnica, que é dividida em perspectivas que resultam da relação de causa e efeito. Conheça cada uma delas:
Perspectiva do Cliente
Corresponde à atenção que a empresa dá ao cliente, tanto para leva-lo ao processo de compra e satisfazer as suas necessidades, quanto no processo de pós-venda, de forma a fideliza-lo, além de criar meios para se adquirir novos compradores.
Nesse sentido, as estratégias são pensadas para:
Desenvolver produtos e serviços altamente competitivos, que não foram pensados pela concorrência;
Melhorar a qualidade do atendimento;
Otimizar custos;
Agilizar entregas.
A satisfação do cliente é um fator essencial para o sucesso de uma marca, pois ele volta a comprar e recomenda a empresa para amigos, ampliando a circulação de determinada empresa no mercado.
Perspectiva dos processos internos
Além de gerar valor para o cliente e para os stakeholders (pessoas que possuem interesse de negócios na empresa), é importante analisar criteriosamente os processos internos da organização, para que nada fuja do controle. Falhas ou prejuízos podem ser facilmente minimizados a partir desse acompanhamento.
Essa perspectiva permite a análise e o acompanhamento desses processos, identificando falhas em tempo hábil e permitindo, assim, a implantação de melhorias e a busca por um maior nível da qualidade interna. Nela, estão inclusos os processos de inovação, operação e pós-venda.
Perspectiva de aprendizado e crescimento
A perspectiva de aprendizado e crescimento está diretamente ligada às ações que são adotadas para proporcionar treinamento, conhecimento e troca de experiências entre os colaboradores, a fim de promover o desenvolvimento da empresa.
Ela é considerada uma das mais importantes, pois possibilita o alcance de todas as outras perspectivas, afinal, a capacidade de inovar, criar, aprender e aperfeiçoar depende, essencialmente, de uma equipe competente.
Perspectiva financeira
Essa perspectiva mostra o impacto de todas as ações praticadas com base nas anteriores no resultado financeiro, seja ele positivo ou negativo.
Como você viu, a metodologia Balanced Scorecard possibilita diferentes óticas para implementar e fortalecer a cultura organizacional, por meio de uma gestão que alia estratégia, planejamento, orçamento e sustentabilidade. Portanto todos esses indicadores mensurados pela estratégia de Balanced Scorecard precisam estar equilibrados entre si de forma a otimizar os desempenhos da empresa e gerar novas estratégias futuras.
5 erros sobre o Balanced Scorecard
É importante ressaltar que Balanced Scorecard NÃO É:
1) Um novo sistema de indicadores financeiros
2) Um sistema automático de informações
3) Um sistema de gestão operacional
4) Um formulador de estratégias
5) Um projeto único e isolado na empresa
Para realizar um Balanced Scorecar da empresa, primeiramente deve ser feito um mapa estratégico que deve detalhar todos os objetivos do projeto. Cada objetivo deve estar relacionado a pelo menos um ou dois indicadores da empresa.
Quais os objetivos da metodologia Balanced Scorecard?
Incentivar a empresa a mensurar fatores que geram valor para os clientes, como qualidade do atendimento e satisfação. Esta mensuração é um dos principais objetivos do Balanced Scorecard. Dessa forma, planos e metas que antes estavam no papel partem para a prática e são disseminados em toda a organização, para garantir o comprometimento de todos, por igual.
Quando falamos da capacidade de analisar o passado e projetar o futuro, precisamos levar em consideração toda a contribuição das aplicações de TI, serviços e outras tecnologias para a manutenção do negócio. Realizar esse alinhamento contribui para otimizar a comunicação entre os gestores responsáveis pela tomada de decisão.
Por que é importante organizar processosnas empresas de tecnologia?
Os responsáveis pela área de tecnologia da informação têm o desafio de garantir que tudo o que é investido no setor contribua para melhorar o desempenho da organização, agregando, assim, mais valor às estratégias do negócio.
Nesse sentido, a governança corporativa em TI é de extrema necessidade, pois permite:
Interagir e direcionar ações;
Monitorar performance de desempenho;
Avaliar resultados;
Fazer os ajustes necessários para conseguir alcançar todos os objetivos definidos no planejamento.
A aplicação do Balanced Scorecard na gestão de TI ajuda a desenvolver uma linguagem comum entre os processos e os clientes internos, orientando prioridades de investimento, facilitando a compreensão das metas e tornando claras as iniciativas necessárias para alcançá-las.
Como realizar uma gestão eficiente utilizando o Balanced Scorecard?
Antes de construir uma boa estratégia de Balanced Scorecard, é imprescindível um alto grau de diálogo entre os membros da empresa para definir quais são os aspectos mais importantes a serem mensurados e quais as estratégias devem ser adotadas para atingir as metas futuras.
É importante utilizar recursos que podem otimizar este processo. A tecnologia proporciona uma diversidade de ferramentas para melhorar o desempenho da empresa e, consequentemente, as vendas. Quando se implementa uma estratégia de gestão inovadora, é preciso pensar em toda a infraestrutura do negócio e como ela pode ser potencializada, quando utilizada em conjunto com ferramentas inteligentes.
Softwares de gestão auxiliam muito na implementação do Balanced Scorecard e também de outras metodologias complementares, pois organizam as informações. Isso traz mais assertividade e produtividade à gestão, que se concentra em seu papel analítico e não perde tempo e força de trabalho com práticas excessivamente operacionais.
É de suma importância organizar os processos da empresa por meio da metodologia Balanced Scorecard. Leve em consideração que, para você dar conta de todas as responsabilidades do trabalho sem estresse, é necessário buscar soluções inovadoras que facilitem a sua vida.
O papel de um gestor de projetos inclui muitas demandas e desafios. Um gerente de projeto pode ser encarregado de supervisionar tudo, desde processos internos até uma revisão completa dos negócios. Este é um trabalho em constante mudança e muito exigente.
A gestão de projetos é um papel altamente essencial em um negócio bem-sucedido, mas muitos funcionários de alto nível podem estar percebendo que membros da equipe responsável não estão sendo tão produtivos quanto o esperado.
Por que a gestão de projetos não estaria acontecendo com eficiência ideal? Analisamos cinco razões pelas quais um projeto não está sendo produtivo e o que você pode fazer para resolver o problema.
1. Não priorizar corretamente
A gestão de projetos envolve um grande número de tarefas que devem ser acompanhadas de perto. Além disso, os gestores precisam alinhar muitos elementos com os responsáveis por cada departamento envolvido e pessoas de fora da organização.
Cada grupo tem seus próprios cronogramas e necessidades, que devem ser acompanhadas pelos responsáveis pela gestão do projeto. Cada etapa de um projeto tem prazos diferentes e os responsáveis por elas podem precisar de feedback para seguir com a próxima tarefa.
Além disso, apenas algumas poucas pessoas costumam ter a visão geral do escopo do projeto, a maioria das equipes foca nas suas próprias tarefas.
Ao priorizar algumas tarefas, há o risco de perder outras de vista. Para manter a produtividade, é preciso saber como cada gerente lida com as suas responsabilidades e prazos, além de estar atento às suas necessidades.
Para superar esse risco, a equipe responsável pela gestão do projeto precisa de um relatório de status do projeto para acompanhar o progresso de cada setor. Ao usar um gráfico de Gantt, como este abaixo, para apresentar as tarefas, prazos e os respectivos responsáveis, é mais fácil fornecer suporte e estabelecer prioridades a cada período de acordo com o andamento do projeto.
Assim, um gráfico de Gannt vai ajudar o gerente de projetos a lidar com os objetivos do projeto e acompanhar as atividades de cada equipe, que pode editar o gráfico ao concluir as etapas estabelecidas.
2. Lacunas de conhecimento
O trabalho de um gerente de projeto é vasto e por isso eles precisam ter um grande repositório de conhecimento, não apenas sobre o projeto, mas sobre a organização em que estão trabalhando.
Alguns anos atrás, isso não era uma necessidade. Os gerentes de projeto podiam ter uma compreensão geral do funcionamento da organização, mas agora a especificidade é fundamental. Um gerente precisa entender profundamente a sua empresa para ter o contexto necessário à gestão dos projetos em que estão trabalhando.
Ter um conhecimento limitado sobre a empresa e seus concorrentes afetará negativamente a eficiência do gerente. Da mesma forma, eles precisam ter um entendimento da indústria como um todo, se quiserem entender como o projeto pode prosseguir e ter sucesso.
Por isso, é importante fornecer diversos materiais de apoio, treinamento e recursos visuais para consulta, com informações sobre a empresa, suas metas e projetos. Veja por exemplo este infográfico sobre como criar um job aid, ou instrução de trabalho:
Saber como a empresa funciona e o que ela precisa desenvolver ajudará o gerente de projeto a determinar as metas do projeto e resolver com eficácia quaisquer problemas que possam surgir.
Promover programas de treinamento e desenvolvimento ajudará a preencher as lacunas de conhecimento e tornar os projetos mais produtivos.
3. Falta de comunicação aberta
A comunicação precisa ser constante e consistente. Quem quer que o gerente de projeto esteja apoiando precisa ser contatado sobre quaisquer mudanças ou atualizações que possam afetá-los.
E a comunicação precisa funcionar nos dois sentidos, então os gerentes de projeto precisam estar abertos ao feedback. Eles estabeleceram um prazo razoável? Ou uma tarefa específica se tornou mais complicada do que havia sido previsto anteriormente?
Os membros da equipe precisam sentir que podem procurar seus gerentes de projeto e compartilhar suas preocupações. Se eles sentirem que seu feedback não é bem-vindo, o gerente não conseguirá produzir o melhor resultado, e o próprio projeto sofrerá a longo prazo.
Por outro lado, ser muito aberto a opiniões também pode prejudicar a produtividade. Embora seja tentador levar em conta cada feedback recebido, os gestores precisam decidir o que é e o que não é relevante para o projeto.
Caso contrário, o gerente de projeto se torna apenas uma figura canalizando os pensamentos de todos os outros e não trazendo nada para o projeto.
Para serem produtivos e eficientes, os gerentes de projeto precisam dominar os métodos de comunicação eficaz. Só assim poderão ter um impacto positivo no seu trabalho e na empresa.
4. Ineficiência na gestão do tempo
O tempo é essencial na gestão de projetos. Há prazos que precisam ser alcançados para que outros aspectos do projeto possam prosseguir. a gestão ineficaz do tempo é uma das maiores razões pelas quais os projetos acabam sendo produtivos.
Embora seja compreensível que todos se esforcem para lidar com o tempo de sua função – considerando o número de trabalhos que está encarregado de fazer – existem maneiras eficazes de gerenciar melhor o tempo.
Compartilhar listas que sejam facilmente editáveis por todos os envolvidos nas tarefas é uma ótima maneira de determinar quais precisam ser concluídas com urgência em detrimento de outras.
Há também vários aplicativos de gerenciamento de tempo, o que ajuda os gerentes a rastrear o tempo que cada aspecto de um projeto leva.
Essas ferramentas podem ser adicionadas como extensões aos navegadores para facilitar o uso e manter os gerentes no caminho certo e produtivos.
5. Gerenciamento inconsistente
Para concluir o projeto com sucesso é preciso garantir que as pessoas estejam confortáveis. Os gestores precisam lembrar que as pessoas têm várias reações em relação às autoridades – alguns os admiram, outros os temem, e outro grupo pensa nos gerentes como uma peça na engrenagem da empresa.
Um aspecto crucial da gestão de pessoas é entender como os colegas reagirão a você e se ajustar de acordo. Mas diferentes estilos de gestão podem ser um grande obstáculo.
Alguns gerentes acreditam que uma postura autoritária motivará aqueles ao seu redor a trabalhar melhor. Outros acreditam em receber feedback o tempo todo, sem dar dicas práticas aos colegas de trabalho.
Há outros gerentes que acreditam no microgerenciamento – assumindo sozinhos as principais tarefas ou verificando até mesmo os menores trabalhos. Esses gerentes podem atrapalhar mais do que ajudar, impactando negativamente o projeto como um todo.
Os gerentes de projeto precisam trabalhar em suas habilidades de gerenciamento se quiserem comunicar de maneira eficaz e motivar suas equipes a concluir suas tarefas no prazo.
Conclusão
É crucial manter as linhas de comunicação abertas, mas também saber quando recuar e permitir que sua equipe faça seu trabalho, sem interferir.
Priorize tarefas e preencha suas lacunas de conhecimento educando-se e pedindo ajuda quando precisar .
Trabalhando em equipe, mas gerenciando seu tempo e as pessoas ao seu redor, os projetos podem ser mais produtivos e eficientes.
Tocar o próprio negócio é um desafio e tanto. Ainda assim, é importante saber que os frutos a serem colhidos no futuro dependem mais do nosso esforço e competência do que de outras pessoas. É sobre esses resultados que queremos tratar agora: você sabe calcular exatamente o retorno sobre investimento feito em seu empreendimento? Já ouviu falar em ROI?
O que é a sigla ROI?
Traduzido diretamente do termo inglês Return On Investment, ROI significa Retorno Sobre Investimento. Ou seja, o ROI é o cálculo que permite saber os valores que um investimento realizado irá retornar.
Por ser simples de calcular e muito objetivo, o ROI é um dos principais índices de avaliação do retorno sobre investimento. Com ele você pode, por exemplo, comparar opções de negócios diretamente pelo resultado que oferecem.
Assim como a margem de lucro, esse é um indicador muito utilizado no mundo dos negócios e aplicável a vários cenários onde há um investimento inicial e um resultado apurado ou estimado.
O que é considerado receita
Receita é todo valor que de fato entra no caixa da empresa. Ela pode ser dividida em receita bruta e receita líquida: a bruta é a soma dos valores que entraram em caixa em um período, e a líquida é da soma dos valores, subtraindo devoluções de vendas, descontos e impostos.
Mas, como estamos falando de ROI, receita é todo valor referente ao investimento feito.
O que é considerado custo
Custos, em geral, são os valores gastos para a execução da atividade fim. Normalmente, eles são calculados levando em consideração a atividade da empresa. Entretanto, como estamos falando em ROI, os custos são os valores gastos para execução da atividade fim do investimento.
Como se calcula o ROI
Para calcular o ROI basta fazer a seguinte conta:
ROI = (Ganho obtido – Investimento inicial) / Investimento inicial
Nessa fórmula, o ganho obtido é tudo que você conseguiu apurar de resultados por meio do seu negócio, e o investimento inicial são os recursos que você mobilizou para fazer o empreendimento funcionar.5885,59
Assim, vamos pensar em um exemplo simples para facilitar a compreensão.
Imaginemos que um empresário precisou colocar R$ 100.000,00 em um negócio e, depois de um determinado tempo, ele apurou seu retorno e conseguiu contabilizar R$ 120.000,00.
Nesse caso, fica fácil perceber que o empreendedor conseguiu R$ 20.000,00 de ganhos positivos.
Aplicando a fórmula, temos:
(R$ 120.000,00 – R$ 100.000,00) / R$ 100.000,00 = ROI
(R$ 20.000,00) / R$ 100.000,00 = ROI
0,20 = ROI
Sendo o ROI = 0,20, entendemos que o retorno sobre investimento apurado foi de 20%. Ou seja, para cada real que o empresário do exemplo aplicou no seu negócio, conseguiu ganhar mais vinte centavos, como o total investido foi de R$ 100.000,00, ele obteve o retorno de R$ 20.000,00.
Qual o ROI ideal para uma empresa
O ROI é calculado como porcentagem. Dessa forma, se o valor foi negativo, quer dizer que ele teve prejuízo. Mas, se ele está acima de 1%, já se tem um retorno.
Se pode considerar que um ROI ideal é acima de 100%, o que quer dizer que o investimento feito retornou o valor investido e um valor a mais como lucro.
Assim, o ROI ideal é qualquer valor acima de 100%.
Por que é importante calcular o ROI
Todo investimento é feito já pensando em qual será o retorno, e o ROI é quem traz essa informação.
A importância do ROI se dá, principalmente, porque ele mostra se os investimentos realmente valem a pena, quanto se deverá ter de retorno e se ele faz sentido. Com esses valores também se tem metas mais objetivas e realistas, mostrando se a finalidade do investimento provoca os resultados esperados.
Como avaliar os seus resultados do seu negócio
Existem alguns indicadores financeiros que podem ajudar qualquer empresa, de qualquer porte, a avaliar os seus resultados. Na hora de entender se um investimento terá o retorno necessário é o ROI, mas para saber o valor de aquisição de um cliente, você deve calcular o custo de aquisição de cliente (CAC), e assim por diante.
Mas não basta apenas calcular, é preciso entender o que aquele número significa e o que fazer com ele.
Como avaliar o ROI
Não basta apenas ter um bom número de ROI, um investimento precisa ter aprovação, quase mais que valor de retorno. Mas, juntamente com esse número e com a aprovação, ele precisa ser calculado juntamente com os outros indicadores.
O retorno sobre investimento pode ser tratado como muito mais que um número, afinal, ele mostra o que esse investimento trouxe de bom para o negócio.
Quando um ROI é bom
Não existe um ROI ideal, ele pode variar de acordo com o investimento feito e qual a intenção dele. Mas, pode se dizer que o ROI ideal é qualquer valor acima de 100%. Isso porque 100% significa que foi restituído o valor referente ao investimento e o valor acima disso quer dizer o retorno sobre ele.
Entretanto, se o valor estiver abaixo disso, significa que o investimento não conseguiu repor nem o valor aplicado. Ou seja, houve prejuízo em relação ao valor.
Quais as Limitações do ROI
Apesar de trazer um número muito importante, o ROI tem suas limitações. Essas não fazem com que ele seja um indicador ruim, mas sim mostrando que há outros pontos a serem levados em conta.
ROI não leva em conta a duração do investimento
Se um valor foi investido em uma empresa e no mês seguinte o investidor já espera um resultado positivo, ele sairá frustrado desse cálculo. Mas também, não se pode esperar 50 anos para que um investimento faça diferença no setor privado.
E essa é uma das limitações do ROI: o seu cálculo não tem como variável o tempo.
O ROI não considera as flutuações de valor devido à inflação
A inflação é o aumento de preços de produtos e serviços, e no cálculo do ROI não cabe inserir essa variável. Dessa forma, se pegarmos como exemplo um valor pequeno, cujo ROI toma tempo para ser positivo, pode ser que ele não signifique muita coisa, devido a diminuição do poder de compra daquele valor em específico.
O ROI não leva em conta a sazonalidade
A sazonalidade é um fator externo à empresa que indica um espaço de tempo onde a data ou situação muda o comportamento de compra. Ou seja, no verão se vende mais sorvetes, roupas de banho, bóias de piscina e gelo. Enquanto no inverno, esses itens não têm muita circulação. Isso é a sazonalidade.
Uma vez que o investimento pode levar em conta a sazonalidade, o ROI não. Fazendo assim com que em alguns momentos, o resultado seja abaixo do esperado.
Como montar relatórios de Retorno Sobre o Investimento
Os relatórios gerenciais são ótimos para reunir informações e mostrar o que é importante. No caso do ROI, por ser uma análise sobre o retorno do investimento, os relatórios são uma ótima maneira de identificar o que é relevante.
Para montar um relatório de Retorno Sobre o Investimento, primeiro, é preciso entender qual o objetivo, se é um resultado financeiro, um material de controle ou um relatório de correlação entre investimentos.
Em seguida, se torna mais simples saber os dados que serão mostrados. Por exemplo, se o relatório for um material de controle, algumas informações financeiras não são tão importantes quanto para um relatório financeiro.
Pense no que você irá apresentar e para quem, quais resultados são realmente importantes
mostre somente o que é realmente importante.
Qual a diferença entre ROI e Payback?
Muito parecidos e que acabam gerando muitas dúvidas, ROI e payback não são a mesma coisa, mas são complementares. Enquanto o ROI é o retorno financeiro de um investimento, o payback é tempo de retorno do mesmo investimento.
Eles são complementares porque, como já dito, uma das limitações do ROI é não calcular o tempo estimado para o retorno. Dessa forma, com os dois sendo calculados em conjunto, é possível se ter uma noção melhor de todo o retorno.
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