bebidas

As bebidas estão presentes em quase todos os encontros ou reunião entre pessoas. Prova disso é que o mercado de bebidas no Brasil é uma verdadeira potência. Apenas para ilustrar, só o ramo cervejeiro movimenta R$ 74 bilhões, respondendo por 1,6% do PIB nacional, segundo dados da Fundação Getúlio Vargas.

Segundo o SINDCERV (Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja), quando o assunto é a produção das “loiras geladas”, como as cervejas são apelidadas por aqui, o Brasil só fica atrás de China, Estados Unidos e Alemanha. Há mais de 40 mil fábricas do ramo espalhadas pelo Brasil, gerando de 30 a 40 mil empregos diretos e cerca de outros 100 mil indiretos.

Em relação aos refrigerantes, embora o consumo seja mais baixo, ainda assim são produzidos mais de 10 bilhões de litros todos os anos, com um faturamento que ultrapassa a casa dos R$ 5 bilhões. Isso demonstra as inúmeras oportunidades que envolvem toda a cadeia produtiva ligada à produção e distribuição de bebidas no país. As distribuidoras têm um papel essencial, pois são o elo entre o produtor e o consumidor.

Mercado

No país, o público consumidor é a população jovem e de poder aquisitivo menor (77% das vendas totais destinam-se às classes C, D e E). Quanto à divisão no mercado interno, é bom saber que o Estado de São Paulo representa 40% do consumo.

A Lei 11.705, conhecida como “Lei Seca”, que alterou o Código de Trânsito Brasileiro, provocou certa mudança de hábitos na população, o que impulsionou o marketing e as vendas de cervejas sem álcool. Desde 2010 o crescimento médio acumulado foi de 5%, dois pontos acima da média para outros tipos de cerveja, considerando o mesmo período. Nos últimos anos houve aumento também da comercialização de bebidas não gaseificadas como sucos, águas minerais, chás, isotônicos e energéticos.

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Investimento

O investimento para este tipo de negócio dependerá do porte das instalações físicas e o volume, em litros, do estoque de bebidas para revenda. O aporte mínimo estimado gira em torno de R$ 200 mil.

Localização

Em se tratando da localização, é bom optar por uma área em que haja boa circulação de pessoas, que disponha de espaço físico para estoque (depósito), permita bom acesso por parte de representantes, e logística adequada.

O público consumidor é amplo e está presente em praticamente todas as regiões. É preciso conhecer bem a região em que a empresa funcionará, assim como os hábitos alimentares da população, preferências de bebidas e faixas etária e salarial da localidade.

Infraestrutura

Falando da infraestrutura, é essencial observar a disponibilidade (e custo) da energia, água, esgoto e gás, além das vias de acesso e a visibilidade oferecida pelo “ponto”. Tudo deverá estar de acordo com as normas da Vigilância Sanitária e com o Plano Diretor Urbano do município (consulte a legislação municipal, assim como a Lei 10.257).

Fique atento também às exigências legais específicas, com o cumprimento das seguintes normas: Lei nº. 8.069/90 (Estatuto da Criança e do Adolescente, que proíbe a venda de bebida alcoólica a menores de 18 anos); Lei nº. 11.705/08 (proíbe venda de bebida alcoólica próximo a rodovias federais, local em que ter uma distribuidora de bebidas é por certo inviável); Lei nº. 9.294/96 (dispõe sobre as restrições ao uso e a propaganda de produtos fumegantes, bebidas alcoólicas, medicamentos e defensivos agrícolas); e a Lei 8.078/90 (regula a relação de consumo em todo o território brasileiro, em conformidade com o Código de Defesa do Consumidor).

Já a estrutura básica necessária deve prever um escritório, uma área para atendimento e vendas, um depósito adequado ao plano de negócio e um estoque de produtos, além de banheiros e vestiários.

A operação de uma distribuidora exigirá um quadro de funcionários divididos em setores como gerência geral; gestão comercial (planejamento e execução da política de vendas e coordenação da equipe de vendedores); gestão financeira (relatórios gerenciais, contábeis, contador, gestão de RH, etc.); gestão operacional e logística (administração do estoque, salvaguarda dos produtos armazenados, entregas, supervisão de motoristas, etc.); e serviços gerais.

É preciso também prever os custos de aquisição dos produtos para revenda; tributos, impostos e taxas; salários, comissões e encargos; aluguel, taxa de condomínio e segurança; água, luz, telefone e internet; despesas com armazenamento e transporte; serviços de limpeza, higiene e manutenção; assessoria contábil e propaganda da empresa.

Ao longo do tempo, é aconselhável investir em equipes de vendedores externos, telemarketing e a entrega em domicílio, aumentando consideravelmente o potencial de vendas.

Quanto aos equipamentos elementares para a instalação e funcionamento do negócio, destacam-se: balcões; freezer e geladeiras; carrinho de carga; carrinhos manuais; impressora para emissão de notas; impressora de escritório; computador e software para controle de estoque (vendas, entrada, saída e giro, cadastro de clientes, faturamento, etc.); empilhadeiras; engradados; material de expediente; pallets de armazenagem; telefone e fax; veículo de carga para entregas.

Os setores como os de administração financeira, vendas, distribuição, gestão do estoque e armazenagem são pontos sensíveis desse tipo de empreendimento. Há três indicadores de desempenho fundamentais. São eles: o giro dos estoques (o quanto o capital investido é coberto pelas vendas; quanto mais houver entregas de fornecedores, maior o índice de giro dos estoques); a cobertura dos estoques (aponta a margem dentro da qual o estoque é capaz de cobrir as vendas futuras, sem que haja suprimento); e, finalmente, o nível de serviço ao cliente (revela o potencial em vendas que fora perdido devido à falta de mercadoria em estoque, ou por falta de presteza de um ou mais setores).

Enfim, muita atenção! Para começar qualquer negócio, antes de mais nada, você precisa ter clareza sobre suas verdadeiras habilidades e aptidões; aquilo que realmente, como costumam dizer por aí, “fazem seus olhos brilharem”. Depois disso, é preciso estudar muito bem o mercado e o modelo de empreendimento, desenvolvendo um Plano de Negócio claro e objetivo. Antes de se aventurar, converse com gente que já trabalha na área, procure orientação e assessoria de entidades que apoiam e dão suporte ao empresariado desse ramo. Uma vez bem estruturado, vá em frente e jamais, jamais mesmo, desista de seus sonhos!

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