Gerenciamento de equipes: como fortalecer a gestão de pessoas

Gerenciamento de equipes: como fortalecer a gestão de pessoas

O adequado gerenciamento de equipes pode fazer toda a diferença na gestão de pessoas, bem como para o negócio de um modo geral. Tenha em mente que equipes motivadas entregam melhores resultados, pois comprometem-se verdadeiramente com o que deve ser feito.

Contudo, é preciso conhecer algumas táticas relacionadas ao assunto. Deve-se, por exemplo, saber transformar um simples grupo em equipe, definir um propósito a ser perseguido por todos e recompensar os melhores resultados. Mas, na prática, como fazer isso?

Pensando no assunto, criamos um guia especialmente para você. Hoje, vamos falar sobre o gerenciamento de equipes e pessoas, bem como sobre as principais ferramentas que podem (e devem) ser usadas. Continue lendo e torne-se um expert. Boa leitura!

1. Transforme o grupo em equipe de sucesso

Pouco se fala no assunto, mas há uma grande diferença de grupo para equipe. O primeiro é apenas um coletivo humano, diversas pessoas reunidas em um único lugar. As equipes, por sua vez, possuem diversas características em comum. Veja:

  • objetivo claro de atuação;
  • sinergia na força de trabalho;

  • competências complementares;

  • motivação para alcançar resultados.

É possível imaginar uma equipe como um time de futebol. Nele, todos possuem competências complementares, funções bem delineadas, energia e um único objetivo: o gol.

Então, avalie cada uma dessas características em seu time, se estão instauradas como deveriam. Caso contrário, é hora de colocar a “mão na massa” e desenvolvê-las. Uma verdadeira equipe é capaz de entregar resultados consistentes.

2. Atraia e retenha profissionais talentosos

O sucesso de uma equipe depende muito da competência dos profissionais que a integram. Por isso, é preciso ter uma atenção redobrada a todo o processo de recrutamento e seleção, bem como de retenção de pessoas acima da média.

Para contratar pessoas competentes, com conhecimentos e valores que favoreçam a empresa, é preciso ter um bom plano. Confira as principais dicas:

  • desenvolva uma marca capaz de atrair talentos;
  • utilize as novas tecnologias a seu favor;
  • estruture uma boa entrevista de emprego;
  • realize dinâmicas e testes específicos para seleção.

Mas não basta contratar, é preciso garantir que esse profissional permaneça no longo prazo. Para isso, não é suficiente oferecer um salário competitivo, é preciso tornar o ambiente de trabalho agradável, implementar benefícios complementares e reconhecer pelos resultados.

3. Seja um líder que inspira à ação

Toda equipe de sucesso precisa de um líder de alta performance, alguém capaz de entregar grandes resultados e ser o exemplo que deseja ver nos outros. Na realidade, essa é uma das dicas mais importantes. Veja, agora, como ser um líder eficaz e inspirador:

  • aprenda a colocar a “mão na massa”;

  • seja o exemplo que deseja ver;
  • respeito os valores e cadeira de comando da empresa;
  • seja o primeiro a chegar e último a sair;
  • construa relacionamentos fortes e de confiança;
  • aprenda a ouvir e dar feedbacks eficazes.

Um líder que inspira não utiliza seu poder posicional para coagir pessoas. Aliás, é importante destacar que nem todo chefe é um líder, pois essa é uma habilidade desenvolvida e não adquirida ao tomar posse de um cargo de comando.

4. Construa um propósito relevante e funcional

Como nunca antes, hoje, se fala sobre a criação de um propósito (ou desígnio, com queira chamar) grande e que inspire o time na realização das tarefas diárias. Isso é ótimo, mas é preciso que ele também seja realista, parte do dia a dia da empresa e funcional.

Fato é que muitos gestores descrevem propósitos belos, mas que não possuem efeito prático e nem influenciam a performance da equipe. Conheça algumas dicas para desenvolvê-lo:

  • pense: “se minha equipe (ou empresa) não existisse, o que a sociedade perderia?”;

  • fuja do tradicional, como: “tornar o mundo um lugar melhor”;

  • não vise apenas os interesses da empresa, pense nos clientes ou na sociedade em geral.

Após criar o desígnio que deve ser perseguido por todos, é hora de compartilhá-lo dentro da organização. Reúna a equipe e explique porque isso é importante para a empresa, bem como porque todos devem se doar em sua busca.

5. Defina metas inteligentes e desafiadoras

A gestão de equipes pequenas e pessoas tem as metas como uma importante aliada, capaz de direcionar a todos rumo a um resultados específico. Mas é preciso saber criar boas metas, que funcionem como uma bússola e que sejam de fácil interpretação pelo time.

Para tanto, um padrão muito conhecido é o SMART. É um acrônimo de cinco palavras do inglês que devem ser seguidas para criar uma boa meta. Confira:

  • specific (específica);
  • measurable (mensurável);
  • attainable (alcançável);
  • relevant (relevante);
  • time-based (temporal).

Defina entre 4 e 5 metas por equipe, mais do que isso é provável que o foco seja perdido. Se possível, construa as metas em colaboração com os profissionais, assim é possível mantê-los envolvidos desde o início do processo — e isso faz toda a diferença.

6. Arquitete um forte senso de meritocracia

Todo colaborador — e equipe — deve ser recompensado — em termos de cargos, salário ou premiações — por suas conquistas. A isso dá-se o nome de meritocracia. Quando isso é esquecido, é provável que uma sensação de injustiça tome conta do clima organizacional.

Existem muitas recompensas que podem ser oferecidas ao time, mas preciso definir a ideal de acordo com o grau de complexidade de cada tarefa. Confira as principais:

  • jantar com o CEO da empresa;
  • dia de folga remunerada;
  • viagem de incentivo;
  • premiações com bens;
  • bonificações financeiras.

Além disso, é importante considerar a definição de um plano de cargos e salários. Esse plano subsidiará o crescimento de cada profissional de acordo com seu tempo de “casa” e número de resultados que tem entregue em determinado período. Nesse caso, é comum desmembrar uma mesma função em: júnior, pleno e sênior.

Ao aplicar essas dicas, a gestão de pessoas será melhorada, bem como a condução e motivação das equipes. Então não deixe de contratar os melhores, ser um líder que inspira, atribuir propósitos, definir metas e recompensar pelos resultados.

Guia de Gestão de Equipes
Erros de gestão: Os 7 que você deve evitar em sua empresa

Erros de gestão: Os 7 que você deve evitar em sua empresa

Empreender certamente não é tarefa fácil e abre margem a muitos erros de gestão. Ainda mais para profissionais de primeira viagem. Existe uma série de obrigações que têm a ver tanto com a parte estratégica quanto a operacional e costumam tornar as tarefas do dia a dia muito complexas.

Além disso, é preciso levar em conta o relacionamento interpessoal em cada ação, pois sem uma equipe coesa e capaz de caminhar para os objetivos determinados, os erros se tornam comuns.

Se você está começando a empreender e se identifica com situações assim, então precisa ler este texto. Acompanhe as nossas dicas e conheça 7 erros de gestão que deve evitar na gestão de sua empresa, para garantir crescimento e sustentabilidade no mercado. 

1. Erros de gestão: Ignorar o plano de negócios

Ainda que você julgue a sua ideia como genial, é necessário e seguro fazer um planejamento estratégico para a empresa atuar. Sem ele, não há uma visão clara dos objetivos a serem alcançados. Quando isso acontece, mesmo que as coisas comecem a dar certo, não existe nenhuma proteção contra eventualidades capazes de afetar a organização.

Além disso, é preciso atuar de maneira estratégica para que o crescimento seja ordenado e aconteça no momento esperado pela sua empresa. Imagine que você comece a oferecer um serviço extremamente relevante para seus consumidores, mas, antes do esperado, a demanda aumenta a ponto de tornar impossível atender a todos os pedidos.

Quando isso ocorre, você perde clientes, pois os concorrentes aproveitam a oportunidade para tomar o seu espaço no mercado. Portanto, não abra mão de critérios para empreender, e isso pode ser feito com a ajuda de um plano de negócios.

2. Erros de gestão: Não acompanhar as ações da concorrência

Da mesma forma, é preciso ter atenção especial às soluções que seus concorrentes oferecem. Observando as estratégias e o portfólio deles, você pode desenvolver métodos para que o seu produto ou serviço tenha a preferência das pessoas. O ideal é que aquilo que a sua empresa oferece seja único e tenha um valor justo.

O cliente fará inúmeras considerações antes de fechar negócio e, portanto, sua solução precisa ser diferenciada e atrativa, para que você tenha maiores chances de sucesso. Sendo assim, antes de definir o preço e até mesmo as características de seu produto — como a identidade visual, por exemplo —, lembre-se de analisar aquilo que o seu concorrente oferece.

Um dos grandes erros de gestão de alguns empreendedores é não avaliar o mercado para encontrar possíveis brechas nas soluções oferecidas. Isso permite encontrar oportunidades que outros ainda não viram e sair na frente. Por isso, a dica aqui é: quer empreender? Então, não faça o que todos já fazem esperando a preferência do cliente. Procure trazer a solução para aquilo que as pessoas precisam.

3. Erros de gestão: Não focar nas necessidades do consumidor

Existem inúmeras ferramentas que ajudam a identificar oportunidades e evitar erros de gestão, baseando-se no comportamento do consumidor. Busque pesquisas de mercado do seu setor e mercado. Elas são disponibilizadas por empresas públicas e privadas, como:

  • prefeituras;
  • universidades;
  • associações comerciais;
  • centros de pesquisa;
  • sindicatos;
  • Sebrae, entre outros.

Não é incomum ver empreendedores colocando produtos e serviços no mercado sem embasamento nenhum. Você acredita que seu produto é revolucionário, mas não avaliou a demanda que ele tem ou a aceitação junto ao público. Isso é um risco enorme! Sem saber o que o cliente quer, você tem o trabalho de convencê-lo dos benefícios da solução que sua empresa traz. Isso gera um gasto de energia muito maior do que atender a uma demanda existente.

Quanto mais inovador for seu produto, mais será preciso ser racional na oferta. Portanto, jamais comece um empreendimento sem antes estudar a fundo os anseios de quem pode fazer ele dar certo, ou seja: o consumidor.

4. Erros de gestão: Não separar seu dinheiro pessoal do dinheiro da empresa

Para que a empresa avance é preciso fazer uma gestão criteriosa do fluxo do caixa. E, ao misturar finanças pessoais, você praticamente inutiliza esse controle. Isso pode até pôr em risco sua permanência no mercado.

O ideal é adotar medidas para desvencilhar seus gastos das contas da empresa, como pró-labore — uma espécie de salário do dono do negócio ou dos sócios. Separe as pessoas: a partir de agora você é uma pessoa física e sua empresa é outra, jurídica. Sendo assim, considere essa divisão em tudo o que envolver o dinheiro do negócio. 

Pense no quanto você pagaria para um colaborador que realizasse o seu serviço, deixando o lucro da organização para novos investimentos ou para a formação de uma reserva de emergência. Abra uma conta bancária jurídica, com o CNPJ da empresa, para separar o caixa do negócio de sua conta pessoal.

5. Erros de gestão: Atuar de maneira informal

A carga tributária é um dos grandes vilões do empreendedor brasileiro. Isso não é um clichê. Somente em 2015, ela atingiu 32,66% do Produto Interno Bruto (PIB). Por motivos como esse, muitos empreendedores preferem o risco de atuar na informalidade, evitando custos com o cumprimento de obrigações legais.

Mas isso impede o acesso a vários recursos legais, além de fechar as portas para boas oportunidades de negócios. Além disso, faz com que percam credibilidade no mercado, pois não podem oferecer notas fiscais aos consumidores.

O pior é que, hoje, esse problema pode ser facilmente resolvido. A legalização como Microempreendedor Individual (MEI) permite que o pequeno empreendedor economize com o pagamento de impostos nos primeiros anos de sua jornada.

6. Erros de gestão: Não automatizar processos

Empreendedores de primeira viagem têm mais dificuldades para aceitar a automatização de processos como uma necessidade fundamental. Muitas vezes, por confiarem demais em sua capacidade de resolver as coisas sozinhos — se tornando o famoso gestor “faz tudo”) ou por acharem que os custos com a automatização serão muito altos, eles abrem espaço para os erros de gestão e falhas dos controles manuais.

 Mas o mercado também mudou e hoje é possível contar com ferramentas excelentes de gestão, feitas para o tamanho e as necessidades da empresa. Não é mais necessário implementar sistemas caros e complexos que nem vão ser totalmente utilizados, mas você pode escolher soluções bem adequadas ao seu tamanho e condições financeiras.

E os benefícios são inúmeros. Com um gestor de negócios, por exemplo, você pode:

  • aperfeiçoar a gestão financeira;
  • organizar melhor as contas da empresa;
  • aprimorar a gestão do estoque etc.

7. Erros de gestão: Não ter um fluxo de caixa rigoroso

O fluxo de caixa permite que você controle com precisão as movimentações financeiras da sua empresa. Isso é fundamental para que haja condições de investir futuramente ou para readequar os pagamentos da empresa.

Se você não sabe ao certo quanto dinheiro saiu em determinado período, ou para onde ele foi, está perdendo o domínio sobre as ações da sua empresa. Isso acaba com suas condições de prever ações futuras.

Comece a controlar melhor o fluxo de caixa. Assim você toma as rédeas da movimentação de seu capital e tem condições para tomar decisões estratégicas como definir o volume de compras e escolher fornecedores com melhores condições de vendas.

Agora que você conhece alguns dos principais erros de gestão cometidos pelas empresas, baixe o nosso manual de gestão empresarial e conheça os procedimentos mais importantes para garantir o sucesso de seu negócio.

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Contrato de trabalho intermitente: Quais os direitos?

Contrato de trabalho intermitente: Quais os direitos?

O contrato de trabalho intermitente foi uma das alterações trazidas pela Reforma Trabalhista, em 2017, para os milhares de trabalhadores brasileiros. Apesar de estar em vigor há quase uma década, ainda pairam muitas dúvidas a respeito dessa modalidade de contratação.

Afinal, o que é considerado um trabalho intermitente? Quais são as suas vantagens e desvantagens? Isso e muito mais você vai ver a partir de agora. 

O que é o trabalho intermitente?

O trabalho intermitente é aquele realizado de forma esporádica e eventual. Trata-se de uma demanda imprevisível, que surge de forma repentina e leva o empregador a contratar um trabalhador para suprir essa necessidade pontual.

Nessa modalidade, o indivíduo trabalha algumas horas para uma empresa e recebe o salário proporcional ao tempo dedicado à organização, de acordo com o salário mínimo vigente.

Assim, além do salário proporcional ao número de horas trabalhadas, o profissional também tem direito a todos os outros benefícios conhecidos, exceto o seguro-desemprego.

Além disso, é importante ressaltar que o contrato de trabalho intermitente também é regido pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).

O que é o contrato de trabalho intermitente?

O contrato de trabalho intermitente é um tipo de contratação que ocorre entre empresa e empregado de forma esporádica, mas com formalização, ou seja, com registro em carteira. 

A proposta tinha realmente o objetivo de formalizar os trabalhos considerados como “bicos”, muito comuns em situações com alta demanda específica. Por exemplo, podemos citar a contratação de garçons para uma festa ou de pedreiros para acelerar a entrega de uma obra, entre outros.

Assim, por meio desse vínculo, o empregado é subordinado ao empregador e a sua hora de trabalho tem o valor proporcional de um salário mínimo, ou ao valor que é pago aos demais trabalhadores que ocupam a mesma função.

Benefícios do contrato de trabalho intermitente

Aumentar o número de contratações formais era a ideia principal da criação do contrato de trabalho intermitente. Apesar de não ter atingido a meta esperada, esse vínculo de trabalho ainda oferece algumas vantagens para o empregado. Veja só:

Flexibilização do horário

Um dos principais benefícios é a flexibilização do horário: o profissional pode prestar seus serviços por algumas horas, recebendo o valor proporcional com base no salário vigente. 

Assim, essa flexibilização permite também que o empregado atenda a outras empresas no seu tempo disponível, aumentando o salário no final do mês.

Convocação antecipada e que depende da aceitação do empregado

O contrato de trabalho intermitente não quer dizer que o profissional está à disposição do empregador. Assim, o trabalhador deve ser comunicado com pelo menos 3 dias corridos de antecedência e, depois disso, tem o prazo de um dia útil para responder à convocação. 

Isso significa que ele pode escolher aceitar ou não o trabalho, mas, caso aceite, não pode desistir e deve cumprir o que foi acordado. 

Benefícios concedidos aos demais empregados da empresa

O empregado está subordinado ao empregador durante aquele período de prestação de serviço, e isso vale também para todas as vantagens recebidas pelos demais empregados da organização. 

Por isso, o salário do trabalhador intermitente não pode ser diferente do salário pago aos outros profissionais que ocupam a mesma função.

Desvantagens do contrato de trabalho intermitente

Para o empregado, a principal desvantagem é a limitação de benefícios. Afinal, muitos deles só são conseguidos de forma proporcional ou caso a contribuição alcance o valor de um salário mínimo, como veremos adiante.

Para o empregador, a indisponibilidade do profissional no dia em que a empresa precisa pode ser um ponto negativo. Como não há vínculo empregatício, o trabalhador pode se recusar a ocupar a vaga ou já estar em outra função, por exemplo.

Direitos de um trabalhador intermitente?

Em relação ao contrato de trabalho convencional, não há muita diferença na oferta de direitos e benefícios concedidos ao trabalhador no contrato de trabalho intermitente. No entanto, alguns deles são pagos de maneira proporcional. O trabalhador tem direito a:

  • Registro formal na carteira de trabalho;
  • Hora trabalhada paga proporcional ao salário mínimo;
  • Férias proporcionais;
  • Acréscimo de férias proporcional;
  • 13º também proporcional;
  • Repouso semanal remunerado;
  • PIS;
  • FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço).

Em relação à aposentadoria do INSS e demais benefícios, como auxílio-doença, salário-maternidade, por exemplo, só são concedidos se a contribuição atingir o valor de um salário mínimo mensal.

E, como vimos, o profissional não tem direito ao seguro-desemprego.

Qual o prazo do contrato de trabalho intermitente?

Não existe um tempo mínimo ou máximo estabelecido para a empresa ou para o empregador. A convocação depende da demanda da empresa.

Vale lembrar que o trabalho intermitente não deve ser usado para a cobertura de demandas já conhecidas e esperadas pelo empregador. Assim, nesse caso, o trabalhador temporário ou parcial deve ser a sua escolha.

Além disso, as horas trabalhadas para um único empregador não podem ser iguais e nem ultrapassar as 44 horas semanais de um contrato convencional.

O que deve constar no contrato de trabalho intermitente?

Por ser um contrato muito importante para empresa e empregado, é imprescindível que o documento seja elaborado contendo informações básicas, como:

  • Identificação da empresa e do empregado;
  • Valor a ser pago pelo serviço prestado;
  • Forma de pagamento adotada;
  • Data de pagamento do salário e dos demais benefícios;
  • Local em que o serviço será realizado;
  • Turno de trabalho;
  • Meios de contato para convocação do trabalhador;
  • Informações importantes sobre as consequências da possível desistência do contrato.

Perguntas frequentes sobre contrato de trabalho intermitente

  1. O contrato de trabalho intermitente tem prazo determinado?

    Não. Por ser uma contratação que acontece de forma não previsível, não é possível determinar a data em que ela ocorrerá. O máximo que pode haver é a delimitação das horas de trabalho a serem executadas.

  2. O contrato de trabalho intermitente gera vínculo de emprego?

    Do ponto de vista jurídico, não há vínculo empregatício entre empregado e empregador. Apesar de haver subordinação do empregado à empresa durante a prestação de serviço, ele não mantém exclusividade com sua contratante.

  3. O contrato intermitente dá direito a seguro-desemprego? 

    Não. O seguro-desemprego é um dos benefícios trabalhistas que não são disponibilizados para o trabalhador intermitente, uma vez que a principal característica da modalidade de trabalho é a prestação de serviços sob demanda.

  4. E ao auxílio emergencial?

    Diferente do seguro-desemprego, o auxílio emergencial foi concedido para os trabalhadores sob vínculo de trabalho intermitente. Dessa forma, alguns profissionais conseguiram receber o valor da parcela.

  5. Qual a diferença entre contrato de trabalho intermitente e contrato de trabalho temporário?

    Apesar de semelhantes, o contrato intermitente e o modelo temporário possuem diferenças. Enquanto no intermitente, não há um prazo definido e determinado para a prestação de serviço, no contrato temporário esse prazo existe.
    Dessa forma, ao ser contratado para um serviço temporário, o trabalhador já sabe quanto tempo durará o vínculo. Mas, caso opte pelo intermitente, não tem como “prever” a demanda.

Conclusão

O contrato de trabalho intermitente é uma modalidade de contratação que, embora não tenha atingido todas as expectativas de quando foi lançado, tem servido como porta de entrada para muitos profissionais se lançarem no mercado de trabalho. Para empresas, também é vantajoso, uma vez que elas podem contratar prestadores de serviço sob demanda, sem a necessidade de manter vínculo empregatício. 

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Como avaliar os seus funcionários?

Como avaliar os seus funcionários?

Mensurar o rendimento de seus funcionários no dia-a-dia em relação não só a produtividade, mas também sobre seus aspectos comportamentais, é fundamental para ter controle sobre o andamento de todo o processo operacional de sua empresa e para manter um ambiente de trabalho agradável. Para essa avaliação, existem diversas técnicas voltadas não só para a análise de resultados, mas também para solucionar possíveis problemas e melhorar o desempenho. Quer saber como avaliar os seus funcionários? Neste artigo vamos listar alguns métodos, que podem ser extremamente importantes no seu processo de gestão de pessoas.

1- Avaliação por planilha

Trata-se de uma metologia de avaliação extremamente simplificada, executada exclusivamente pelos superiores das empresas, que consiste na elaboração de uma tabela com 6 colunas, voltada para a comparação de resultados.

Na coluna 1 são inseridos os fatores a serem avaliados, tais como: qualidade nas atividades desenvolvidas no trabalho, nível de empenho, grau de conhecimento sobre a área de atuação, capacidade de trabalhar em equipe, relacionamento com colegas de trabalho em geral, cumprimento de metas, pró-atividade e criatividade, dentre outros critérios.

Em todas as outras colunas, deve-se preencher as opções voltadas para a avaliação em si: ótimo, bom, regular, ruim e péssimo. E a partir de então marcar a opção escolhida em cada um dos critérios de análise.

2- Processo de Autoavaliação

Trata-se da análise dos funcionários em relação aos seus próprios desempenhos especificamente, para em seguida discutir com os seus gestores todos os aspectos analisados. É um método de avaliação que pode ser extremamente positivo, pois desperta o senso crítico e a fuga da zona de conforto, identificando possíveis melhorias de pontos fracos.

Entretanto, este processo exige muita honestidade dos funcionários para ser eficiente, que não podem esconder os pontos a serem melhorados, assim como também não devem subestimar os pontos positivos. Este método deve ter um equilíbrio entre aspectos positivos e negativos, e é preciso que os funcionários tenham em mente o seu objetivo: crescimento. Tanto pessoal, quanto para o bem da empresa de uma forma geral.

3- Avaliação em conjunto

Consiste em um processo de entrevistas e reuniões com seus funcionários, de forma a gerar debate e proporcionar diferentes visões em relação ao desempenho. A partir da identificação de problemas pelos avaliadores e também por avaliados, é possível identificar com mais clareza o que deve ser feito para melhorar. Este método é importante, pois os funcionários percebem que os gestores estão interessados em saber as suas opiniões, e o processo de avaliação não se torna tão autoritário.

4- Avaliação de habilidades

Desta maneira, os gestores avaliam quais funcionários são mais aptos para determinadas tarefas. Este processo não é só voltado para a avaliação dos aspectos a serem melhorados pelos funcionários em si, mas é também uma auto-avaliação de gestão de pessoas. Será que você não está atribuindo determinadas tarefas a funcionários que poderiam ajudar de uma outra maneira, de acordo com as suas capacidades?

5- Pesquisa de campo

Esta metodologia é mais complexa que as demais, pois necessita de um especialista em recursos humanos para ser executada. A partir da reunião deste especialista com os gestores, serão planejadas possíveis ações a serem tomadas para melhorar os resultados de cada funcionário.

6- Avaliação 360 graus

A avaliação 360 graus dos funcionários é talvez o método mais completo, já que todos os colaboradores da empresa exercem o papel de avaliadores e também são avaliados por outros funcionários, independente do cargo que ocupam. Este processo pode ser vantajoso para a empresa a medida em que os colaboradores sentem-se privilegiados por poderem avaliar os seus próprios superiores, e fazerem sugestões de melhora, visando o bem da empresa. Entretanto, ao optar por este método, os gestores precisam deixar um pouco de lado a autoridade dentro da empresa, e devem estar abertos as críticas.

7-Avaliação por escolha forçada

Neste método, os colaboradores terão que preencher um questionário relacionado as suas características. Em caso de os funcionários se identificarem com determinada característica, terão que preencher com um sinal positivo (+), e em caso contrário, com -.

Este também é um tipo de auto-avaliação. A diferença entre esta técnica e a de autoavaliação que foi citada anteriormente neste artigo, é que na avaliação por escolha forçada, os funcionários terão as perguntas já estabelecidas, enquanto que na autoavaliação tradicional, os colaboradores possuem total liberdade para listar seus pontos fortes e fracos.

8- Avaliação por fatos extraordinários

Esse tipo de avaliação não consiste em analisar ações e comportamentos rotineiros dos colaboradores de uma forma geral. Mas sim, avaliar em relação a atitudes “fora da curva”, que saem do padrão da empresa, causando um impacto amplamente positivo ou negativo.

9- Avaliação por metas e objetivos

Essa metologia é bastante tradicional e é usada por grande parte das empresas, principalmente as que trabalham com venda de produtos. A avaliação por metas e objetivos consiste em avaliar os fins, muito mais do que os meios. Isto é, é uma metodologia de avaliação voltada exclusivamente para os resultados obtidos pelos colaboradores, e é realizada somente pelos gerentes e líderes das empresas. Especialmente neste processo, o acompanhamento dos resultados é de suma importância para verificar se as metas estão de acordo com a capacidade da empresa e dos funcionários, ou se foram elaboradas de uma forma irrealista.

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Conclusão

De uma forma geral, a análise de desempenho nas empresas costuma seguir um certo padrão, com 3 etapas. A primeira delas é voltada para a observação comportamental dos funcionários em relação a importantes aspectos no ambiente de trabalho, tais como a capacidade de trabalhar em equipe, a proatividade, relacionamento com os demais colegas, dentre outros importantes fatores.

Feito este processo observacional, é necessário dar um retorno aos funcionários, para que eles estejam cientes dos aspectos que devem ser melhorados e dos seus pontos positivos. 

A partir de então, é preciso que ocorra a troca de ideias entre avaliadores e avaliados de forma a encontrar as soluções para os problemas. Definidos os problemas e as ações a serem tomadas, é importante o acompanhamento e o constante diálogo entre gestores e funcionários para verificar se as medidas estipuladas durante as avaliações estão de fato sendo executadas e trazendo resultados.

É importante ressaltar que o objetivo principal das avaliações não é a de corrigir problemas por meio de demissões de funcionários, mas sim identificar as dificuldades e estimular o desenvolvimento tanto pessoal, quanto da empresa como um todo. Portanto, realizar a avaliação dos funcionários é extremamente importante para que os seus pensamentos estejam totalmente alinhados com os de seus superiores, em busca constante pelo desenvolvimento e crescimento pessoal e empresarial.

Mas para avaliações eficientes, é importante com que tanto os colaboradores em geral, quanto os gestores, possuam um bom senso crítico e saibam aceitar sugestões no ambiente de trabalho. Também é importante que os líderes das empresas saibam reconhecer as qualidades de seus funcionários e elogia-los sempre que possível, de forma a mantê-los motivados.

Estude o perfil de sua equipe para definir qual será o melhor método de avaliação, para extrair o máximo deste processo e melhorar a produtividade de sua empresa.

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Vender certificado digital: Descubra como começar

Vender certificado digital: Descubra como começar

A internet é um mar de opções para quem busca uma renda extra. Cada dia mais as pessoas estão percebendo as oportunidades e aderindo às inúmeras possibilidades existentes. Assim, uma das opções é a revenda de certificado digital, um item de segurança obrigatório para empresas que realizam vendas online ou precisam dar mais seriedade aos conteúdos que desenvolvem ali. Portanto, se você quer saber como vender certificado digital, continue lendo e tire todas as suas dúvidas.

O que é certificado digital

Como o próprio nome diz, o certificado digital é uma espécie de identificação eletrônica de uma pessoa física ou pessoa jurídica e serve para comprovar que é realmente aquela empresa ou indivíduo que está executando determinada função.

As lojas que vendem produtos online, por exemplo, possuem um certificado digital, assim como aquele mercadinho perto da sua casa e que emite nota fiscal ao final de uma compra. É esse documento que garante a idoneidade de todo o processo de aquisição e venda de produtos.

O certificado digital também serve para garantir ao consumidor toda a segurança que ele precisa para lançar seus dados na internet, sem se tornar vítima de golpes ou fraudes virtuais.

Para pessoas físicas, o certificado atua como uma assinatura eletrônica, permitindo, basicamente, que a sua identificação seja garantida e comprovada ao realizar alguma transação digital.

Quem pode vender certificado digital

De uma maneira geral, qualquer pessoa pode vender certificado digital. Não há limitações quanto à idade, nível de conhecimento ou escolaridade. Tudo que você precisa é saber como funciona e realizar um trabalho eficiente de divulgação do seu trabalho.

No entanto, as exigências podem variar de acordo com o tipo de venda escolhida. É possível vender a certificação de três formas:

1. Sendo uma autoridade de registro (AR);

Antes de falar como funciona essa modalidade, esteja atento aos conceitos.

Autoridade Certificadora (AC): responsável pela criação, emissão, distribuição e gerenciamento dos certificados digitais. É ela também que tem o poder de revogar uma certificação que já não tem validade.

A autoridade certificadora é quem garante que a assinatura digital do consumidor é única e está completamente protegida de invasões e roubos virtuais.

Autoridade de Registro (AR): responsável pela solicitação do certificado digital a uma AC, depois do pedido feito por um cliente. Ou seja, a AR funciona como um mediador entre criador e usuário e cabe a ela avaliar se o seu cliente está cumprindo todas as requisições necessárias e listadas pela AC para adquirir a assinatura eletrônica.

Então, caso você deseje vender certificado digital como uma autoridade de registro, é preciso, antes, abrir uma empresa do tipo EIRELI OU LTDA, do tipo limitada. 

Além disso, é necessário ser credenciado pelo ITI (Instituto Nacional de Tecnologia da Informação), que é responsável pela parte burocrática e técnica da certificação digital.

A vantagem de ser um vendedor com empresa firmada é o suporte oferecido pela AC. Como a relação estabelecida entre ambos é em forma de parceria, com um dependendo do outro para melhores resultados, a AC presta todo o apoio que o vendedor precisa para que ele alavanque as suas vendas.

2. Sendo um indicador de clientes;

Outra maneira de vender certificado digital é sendo um indicador de clientes. Como o nome diz, o profissional autônomo tem o papel de indicar clientes em potencial para a AC (autoridade certificadora). Apesar de não fazer uma venda direta, o vendedor participa dos ganhos através de comissão.

3. Sendo um revendedor autorizado.

O revendedor realiza, de fato, o comércio dos certificados digitais. Não é necessário ter uma empresa para realizar esta atividade. Basta seguir as orientações da instituição que emite o certificado digital e fazer a adesão.

Como fazer para começar a vender

O primeiro passo é escolher a sua modalidade de trabalho. Caso opte por se tornar um agente de registro ou indicador, você receberá todo o apoio logístico e operacional da empresa certificadora, além de uma plataforma de e-commerce para facilitar as vendas.

Caso prefira ser um revendedor, o processo também é simples e, geralmente, segue o fluxo a seguir:

  1. Realização de cadastro no site específico do revendedor de certificado digital da empresa responsável. Você deverá responder a algumas perguntas para captação de informações;
  2. Um cupom de desconto é emitido para cada revendedor;
  3. Você divulga esse cupom de desconto para amigos, família, profissionais e demais pessoas que possam se interessar pelo produto;
  4. O cupom deve ser inserido na hora da efetivação da compra pelo interessado;
  5. Você ganha uma porcentagem a cada vez que o seu cupom for usado na finalização da compra do certificado digital;
  6. O valor da comissão é depositado na sua conta no mês seguinte.

Características que o revendedor de certificados digital deve ter

Vender certificado digital é um trabalho como qualquer outro, ainda que você esteja buscando apenas garantir uma renda extra no final do mês. E, para ter resultados válidos, é necessário apresentar algumas habilidades importantes. Por exemplo:

  • Habilidade de negociação: fundamental para captar o maior número de clientes;
  • Boa comunicação: essencial para explicar, de forma clara, todas as funcionalidades do produto;
  • Uma boa rede de contatos: quanto maior o número de potenciais clientes dentro do seu convívio social e profissional, maiores são as chances de realizar boas vendas;
  • Conhecimento sobre o assunto: um bom vendedor sabe tudo sobre o seu produto ou, ao menos, demonstra muita segurança ao falar das suas vantagens e benefícios;
  • Paciência: os ganhos com a revenda de certificação digital podem não alcançar a meta estabelecida pelo empreendedor no começo das atividades. Por isso, entender que os ganhos mais altos são conquistados com o tempo é fundamental.
  • Persistência: desistir diante das primeiras dificuldades não deve fazer parte da rotina do vendedor. Ao contrário, as negativas são estímulos para continuar em busca do objetivo;
  • Escolher parceiros confiáveis: vimos que um vendedor de certificado digital não trabalha sozinho. Logo, o sucesso do seu trabalho depende das boas parcerias que ele estabelece ao longo da sua jornada. 

Agora que você já sabe como vender certificado digital, que tal começar a expandir e escalar os seus ganhos? Além de garantir uma renda extra todos os meses, você pode executar esse trabalho de forma paralela à sua fonte de renda principal e ainda vai ganhar muita autoridade no assunto. Com o passar do tempo, o ganho de experiência, e com conexões produtivas e férteis, você poderá se tornar referência no seu trabalho, aumentando ainda mais o seu faturamento.

20 mil reais por mês revendendo egestor

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