Com a internet fazendo cada vez mais parte de nossas vidas, tudo acaba se tornando mais moderno. E o modo como compramos também. Assim, as compras online, a partir de um e-commerce ou marketplace, estão crescendo cada vez mais. Segundo a 38º edição da pesquisa Webshoppers (2018), em 2018, o setor alcançou R$ 54,4 bilhões. Com um crescimento de 3,8% no ticket médio, em relação ao primeiro semestre do ano anterior. E uma alta de 8% no total de pedidos.
Sendo assim, há um investimento cada vez maior em lojas virtuais. Inclusive por lojas físicas. E, uma forma mais simples e prática de se inserir nesse âmbito, é a partir do marketplace, um modelo de negócio. Mas o que é isso? Como funciona? Quais vantagens e quais as desvantagens? Esclareceremos essas dúvidas ao longo do texto.
O que é um marketplace
O marketplace é uma espécie de ‘shopping virtual’. Ou seja, uma loja online com diversas lojas inseridas. Podem ser de apenas um nicho, como de roupas ou sapatos. Ou de itens diversos. Também podendo ser apenas de produtos novos, usados, ou ambos.
O marketplace é um sistema de e-commerce colaborativo. Tem navegação continua e é possível aplicar filtros para chegar ao produto desejado. Além disso, muitas vezes tem layout parecido com as lojas virtuais. A diferença é que ele conta com diversas lojas.
Um marketplace de roupas pode ser filtrado por categorias como camisetas e bermudas, por exemplo. Também, por haver diversas lojas dentro do mesmo site, é possível ver apenas as roupas de determinada loja ou marca.
Como funciona um marketplace
Para vender em marketplace, primeiro, é preciso fazer uma pesquisa sobre qual será o que melhor se encaixa. Assim, identifique se você pretende participar de um com diversos nichos ou um em particular.
Também há a opção de vender seus produtos em mais de um site. Assim, gerando mais exposição e possibilidades de vendas. Fazendo com que o cliente que busca algo específico em outro marketplace encontre seu produto outra vez. Criando mais chances de compra.
Para expor seus produtos e sua marca, é preciso fazer um cadastro em um desses sites. Ou seja, inserir os dados da empresa e dos produtos. Nesse cadastro estará explicito os valores que serão cobrados por cada marketplace. Normalmente sendo através de taxas. Essas taxas podendo ser por venda, por visibilidade, como comissão, ou outros.
Um dos exemplos mais conhecidos são os sites AliExpress, Amazon e eBay, onde se compram diversos itens. Eles são exemplos de marketplaces pois trazem diversas lojas de diversos lugares.
Alguns dos principais marketplaces no Brasil atualmente são:
B2W – Composto pelas marcas Americanas.com, Submarino, Shoptime, SouBarato e outras;
Mercado Livre;
Amazon;
Shoes Inbox;
Walmart Marketplace;
HP Marketplace;
Netshoes;
Zattini;
Dafiti;
Enjoei;
OLX;
E outros.
Vantagens e desvantagens do marketplace
Todo método de venda tem suas vantagens e desvantagens. E o marketplace também.
Vantagens
Menos custos: Se sua ideia for desenvolver um site para e-commerce, será preciso dispor de algum valor. Sendo para T.I., hospedagem e desenvolvimento do site. Assim como para o marketing e divulgação. Já o marketplace possui todos esses processos e valores inclusos. Considerando que você pagará apenas as taxas reivindicadas pelo site.
Maior visibilidade: Por ser um local de vendas, ele terá um marketing desenvolvido e próprio. Assim, aumentando a visibilidade que sua empresa terá, sem aplicar valores altos. Apenas a comissão paga para o site. E por normalmente serem site grandes, de alta visualização, sua loja será vista mais vezes e assim mais conhecida.
Mais vendas: O mercado virtual cresce cada vez mais e a chance de um consumidor encontrar um marketplace na sua busca por um produto é maior que de uma loja virtual. A não ser, é claro, quando se pesquisa por um e-commerce específico. Assim, é mais provável que a venda aconteça num marketplace que num e-commerce.
Desvantagens
Conhecimento da marca: Fazendo parte de um marketplace, os clientes comprarão seu produto a partir do domínio do site. Isso pode fazer com o comprador não saiba qual a marca ou a loja que vende o produto. Diminuindo o conhecimento da sua marca.
Falta de autonomia: Por ser um site de terceiros, você não pode escolher como ele funciona ou suas ações de marketing, por exemplo. Então, é preciso aceitar como o site funciona e se ele está de acordo com a sua necessidade.
Tipos de Marketplace
B2B (Business to business): Ou seja, empresa para empresa. É a ligação de duas empresas para venda ou para compra. Seja compra para reposição de estoque ou softwares, por exemplo. Normalmente voltado para transformação do produto comprado.
B2C (Business to Consumer): Na tradução, empresa para consumidor. O mais comum. Onde o cliente é o consumidor dos produtos da empresa que vende no marketplace.
C2C (Consumer to Consumer): A plataforma que vende de consumidor para consumidor. Isto é pessoas que produzem algo ou possuem algo que querem vender e anunciam em um marketplace. Não são empresas, não possuem CNPJ e muitas vezes expõem produtos únicos.
B2B2C (Business to Business to Consumer): Empresa para empresa para consumidor é uma forma de uma empresa fazer negócio com outra empresa focando no consumidor final.
G2C (Government to Citizen): O relação comercial do governo para cidadão acontece com o pagamentos de taxas. Como impostos e multas, por exemplo.
G2B (Government to business): É a relação online do governo para/com empresas. Seja municipal, estadual ou federal.
Considerações finais
Assim como em outros meios de venda, o marketplace tem vantagens e desvantagens. E como qualquer passo da sua empresa, deve ser pensado com cuidado e precaução. É preciso fazer uma pesquisa ampla no seu negócio e analisar qualquer possível prejuízo que possa acontecer.
Mas, igualmente a esses outros meios, é preciso ter um amplo controle de dados. Independente de não ter mostruário físico, é preciso ter um estoque e consequentemente, um controle de estoque. Mesmo não tendo um caixa físico dentro da loja, é necessário um controle de fluxo de caixa.
Essa são coisas que podem ser feitas manualmente, mas como devem ser precisas o mais correto é utilizar um sistema de gestão de empresas. O eGestor é um deles. Ele possui controle de estoque, controle financeiro e controle de fluxo de caixa. Além de emissão de relatórios, NF-e, e boletos. Tarefas que lhe ajudarão a ter domínio de tudo que sua empresa precisa. E o melhor, você pode testar o eGestor gratuitamente por 15 dias!
Para melhorar a competitividade no mercado, as organizações se sentem cada vez mais inclinadas a investir em transformação de processos. Essa prática representa muitos desafios, como complexidade, difícil implementação, resistência etc. Vamos entender um pouco melhor sobre o conceito de transformação de processos?
O que é Transformação de Processos
Transformação de Processos é a realização de mudanças para encontrar a melhor forma de um processo ser executado. Isso inclui transformar modelos, desenvolver novas capacidades e propor outras estruturas e padrões de comportamento. Essas práticas são necessárias para garantir que os processos continuem suportando os objetivos estratégicos da organização e atendendo às expectativas dos clientes.
Assim sendo, mudança é a palavra de ordem quando se fala em transformação de processos. Mas não adianta nada sair por aí tomando decisões sem antes refletir sobre elas. Por exemplo: muitas organizações acreditam que adotar novas tecnologias é a solução para qualquer processo. Contudo, isso pode ser um tiro no pé, pois automatizar o caos pode gerar consequências extremamente desastrosas.
É aí que entra a transformação de processos, prática integrante do BPM (Business Process Management). O BPM é considerado uma disciplina gerencial e, portanto, confere um novo status à gestão de processos, que passa a ser feita de forma mais precisa.
Quando a transformação de processos é feita de forma gradual ela gera impactos menores na cultura organizacional e facilita a assimilação pelos colaboradores. Mas, não existe uma receita de bolo: o que funciona em uma organização pode não funcionar em outra.
Muitas empresas possuem apenas uma compreensão básica de suas atividades. Por isso, normalmente os trabalhos de transformação de processos iniciam com a análise AS-IS, que tem como objetivo mapear a visão atual dos processos.
Durante o redesenho de processos (TO-BE), podem ser identificadas quick-wins, ou seja, melhorias rápidas que vão trazer ganhos para a organização.
A transformação de processos pode ser dividida de acordo com o seu nível de impacto:
Melhoria de Processos
Redesenho de Processos
Reengenharia de Processos
Mudança de Paradigma
Vamos conhecer melhor estes níveis no próximo tópico.
Níveis de Transformação de Processos
1. Melhoria de Processos
Também chamada de Business Process Improvement (BPI), a melhoria de processos é a realização de reparos incrementais para melhorar um processo de negócio. Através dela, são feitas pequenas ações para garantir o alinhamento com a estratégia e a satisfação dos clientes.
O BPM CBOK® elenca três abordagens para a melhoria de processos: Lean, Six Sigma e TQM.
Lean
Abordagem de melhoria de processos que busca essencialmente reduzir os desperdícios. Teve origem no Sistema Toyota de Produção que, por meio do Lean, se tornou líder em montagem de automóveis. Seus princípios incluem a busca constante pela qualidade do processo, a venda de produtos e/ou serviços sob demanda e a ampliação do uso dos recursos organizacionais.
Six Sigma
Abordagem de melhoria de processos focada em prevenir os defeitos, resolvendo os problemas. O Six Sigma tem por objetivo estabelecer um nível de qualidade de 3,4 partes por milhão. Isto é, a cada milhão de produtos fabricados, pouco mais de três serão defeituosos. Embora tenha surgido em indústrias, o Six Sigma também pode ser aplicado a outros tipos de empresas.
TQM (Total Quality Management ou Gerenciamento da Qualidade Total)
Abordagem de melhoria de processos que visa garantir a satisfação dos clientes através da identificação de defeitos e oportunidades de melhorias. Propõe que os requisitos do processo sejam pensados de fora para dentro (outside in). Conforme o TQM, medir a conformidade dos processos baseando-se em suposições sobre a experiência do cliente aumenta as chances de tomar decisões equivocadas.
2. Redesenho de Processos
O BPM CBOK entende que o redesenho de processos “é o repensar ponta a ponta sobre o que o processo está realizando atualmente”. Portanto, ele se difere da melhoria de processos no sentido de trazer uma visão holística e integral das atividades. No redesenho, as mudanças são feitas com base no processo existente. Por isso, ele é considerado um meio-termo entre a melhoria e a reengenharia.
3. Reengenharia de Processos ou Business Process Reengineering
A reengenharia de processos, por sua vez, combina o redesenho com a melhoria, mas num nível mais profundo. Seu objetivo é fazer mudanças radicais sem perder de vista a perspectiva holística e interfuncional do processo. Segundo o BPM CBOK: “Reengenharia de Processos é um repensar fundamental e um desenho radical de processos para obter melhorias dramáticas no negócio”.
Mas, por que isso é necessário? Considerando a intensa competitividade de mercado, é possível dizer que, atualmente, concorrência vai além de qualidade e preço. Hoje, uma organização precisa ter mais do que isso para competir. As palavras de ordem são criatividade e tecnologia para conceber uma vantagem competitiva que realmente gere valor ao negócio e aos seus clientes.
Então, o foco na reengenharia de processos são os resultados, não as tarefas! Como defendiam Michael Hammer e James Champy: “jogue tudo fora e comece novamente do zero”.
4. Mudança de Paradigma
Como já vimos, para ter sucesso as organizações devem se reinventar permanentemente. Contudo, a maioria das empresas não possui em seu DNA uma cultura de inovação. Pois bem, a mudança de paradigma propõe uma ruptura total com a forma ortodoxa de competição: ela defende que para uma empresa ter sucesso é preciso parar de competir.
É isso mesmo: parar de competir significa investir em inovações que façam a organização única no mercado, a chamada estratégia do oceano azul. Enquanto a estratégia do oceano vermelho busca competir em mercados já existentes pela diferenciação ou preço baixo, na estratégia do oceano azul a ideia é criar mercados e quebrar a lógica do valor preço.
É aquela velha história: se Henry Ford tivesse perguntado a seus compradores o que eles desejavam, teriam dito que queriam um cavalo mais rápido.
Então…
A transformação de processos possui vários níveis de impacto, que variam da melhoria incremental à mudança de paradigma. Melhoria é tornar melhor o que já existe, mas continuar fazendo a mesma coisa. Isso é necessário, mas não é suficiente, pois não adianta melhorar aquilo que está errado. Já a mudança de paradigma é investir em inovações para abrir novos mercados.
Normalmente, há uma certa resistência por parte das empresas em relação às mudanças, pois o instinto de sobrevivência acabou paralisando muitas delas. Mas, novamente: apenas reformular os processos, produtos e serviços não é mais suficiente. É preciso renovar o negócio constantemente e trazer novas soluções para o mercado.
É importante dizer que inovações não surgem do além. Elas exigem dedicação e conhecimento nas mais diversas áreas de negócio. Além disso, a transformação de processos precisa levar em consideração as possibilidades da empresa. Não adianta planejar algo além da capacidade organizacional. Então, proponha metas realistas de transformação de processos!
O BackOffice é essencial para a boa gestão e o bom funcionamento do dia a dia de uma empresa. É uma área muito importante e pode trazer aquele diferencial que você tanto busca na sua companhia.
Para saber qual o lugar do BackOffice na sua empresa, preparamos uma série de tópicos para você entender o quanto ele pode te ajudar na organização estrutural e em um melhor atendimento ao seu cliente e consumidor.
O que é o BackOffice?
BackOffice, termo do inglês que tem o significado de “retaguarda”, é a gestão interna da empresa. Uma parte ligada aos departamentos administrativos, como recursos humanos e informática. Eles não têm contato direto com o cliente, mas servem como um importante suporte para o FrontOffice (linha de frente). Esse que possui o maior contato com o cliente.
Também chamados de serviços indiretos, realizam toda a atividade por trás daquelas diretamente ligadas às atividades principais da empresa. E que o público vê ou tem mais chance de ver. Ou seja, eles não são “vistos”. Mas a qualidade de tudo que funciona no sistema da empresa é mantida por eles, sendo considerado um trabalho altamente relevante.
Por exemplo, se a internet está com problema, são os profissionais de informática do BackOffice que dão um jeito de solucionar isso o mais depressa possível. Tudo com o objetivo de que o atendimento e o serviço ao cliente possam continuar sem prejuízos. Se não há problemas e tudo funciona bem, é resultado do bom trabalho do BackOffice.
FrontOffice
É a linha de frente, a parte da empresa que tem contato direto com o cliente. Setores como a recepção, o atendimento, o caixa são alguns dos profissionais que se encontram nessa área. Basicamente, é como se o FrontOffice fosse o piloto, e o BackOffice, a torre de comando.
Os dois são essenciais, tanto à empresa quanto um ao outro. Para que tudo funcione e esteja organizado em uma companhia. O objetivo das duas áreas é o mesmo. Isso é, aumentar a qualidade do serviço e buscar maior satisfação na experiência do cliente.
Quem trabalha no BackOffice?
Mesmo que você já tenha uma ideia do que é o BackOffice, ainda pode ficar a dúvida se ele se estende ao seu negócio.
Portanto, é preciso saber que esse setor é todo e qualquer colaborador que não atua na parte da frente.Não importando a área da sua empresa ou o tamanho dela, o BackOffice é responsável por facilitar a imagem organizada que o cliente quer ver.
Profissionais do administrativo, recursos humanos, financeiro, jurídico e informática são alguns que compõem o setor diversificado do BackOffice.
Quais as vantages?
O BackOffice é uma vantagem por si só, mantendo a organização estrutural da empresa e facilitando o trabalho dos demais setores. Ele traz maior eficiência operacional, “abafando” de forma rápida qualquer pequeno desvio que possa surgir no FrontOffice.
Mesmo de forma indireta, ele melhora e mantém o bom relacionamento da empresa. Faz isso diminuindo a possibilidade de o cliente notar falhas ou desorganização durante seu processo de compra/utilização de serviço.
O Back Office também é responsável pela automação de processos. Como em uma indústria com maquinários, fazendo a manutenção e melhorando o funcionamento deles. Ou no comércio, por exemplo, organizando as funções que aqueles que lidam diretamente com o cliente, os atendentes, precisam que esteja em dia. Nesse caso, o sistema de rede dos computadores da loja, a internet, atualização do estoque, etc.
A satisfação do cliente, ao ter tudo organizado e em dia com a experiência de compra/uso do serviço é uma das maiores vantagens que uma empresa pode obter com o suporte do BackOffice.
E-commerce
No e-commerce, não muito diferente de uma empresa física, o BackOffice é indispensável. Ele gerencia toda a operação interna da loja virtual, principalmente onde o cliente não tem acesso, como o que acontece após o processo de venda.
Ele é, em grande parte, responsável pela entrega do pedido, prazo, transporte, endereço correto. Ou seja, basicamente, ele garante que o cliente terá o produto que clicou para comprar, sem problemas com o processamento e entrega do pedido.
No e-commerce, o BackOffice se encontra em algumas funções específicas, como o setor de processamento, o financeiro, estoque, expedição e transporte. Além, é claro, da manutenção e bom desempenho do site.
Que tipo de problemas posso evitar?
Em uma loja virtual, por exemplo, a página online diz que há dez camisetas no estoque, e dez clientes acabam comprando. Porém, a página não estava atualizada e na verdade só havia cinco camisetas. E então, cinco clientes ficam sem camiseta?
Isso pode acarretar em uma série de prejuízos e diminuir a boa imagem do seu negócio. Por isso o BackOffice trabalha para que problemas assim sejam evitados. O que também permite que você foque seu tempo mais em produtividade e menos em preocupação.
Veja bem, o BackOffice não é voltado a gerar e fazer dinheiro, mas pode ser uma excelente ajuda na hora de melhorar o lucro da empresa.
Como cuidar do BackOffice?
Sistemas e ferramentas de gestão online podem ser uma boa escolha na hora de se organizar. Principalmente no e-commerce e negócios de pequeno porte. Um software de gestão empresarial, por exemplo, chamado de ERP, oferece controlar vários sistemas. Como o financeiro, o estoque, notas fiscais e emissão de boletos.
O eGestor é um ERP para micro e pequenas empresas, que organiza tudo isso. Além de buscar facilitar o funcionamento do seu negócio através da otimização da gestão. Trazendo, assim, facilidade para quem quer gerenciar o BackOffice da própria empresa.
Então, agora que você já tem maior entendimento sobre o BackOffice, como está indo o do seu negócio? Se você está em dúvida sobre a qualidade dele ou ainda não o tem na estrutura, seria aconselhável considerá-lo como um investimento para um futuro próximo e garantir que tudo sempre funcione da melhor maneira possível.
Tão importante quanto ter uma boa estratégia de vendas é garantir qualidade no atendimento ao cliente. Não é à toa que 61% dos consumidores preferem bom atendimento a preços baixos.
Ter a consciência disso é fundamental para o sucesso do seu negócio, pois é essa percepção que faz com que você se preocupe em desenvolver ações capazes não somente de facilitar o relacionamento com as pessoas, mas também de dar motivos para que o consumidor seja fidelizado.
Mas o que fazer em situações em que o problema já existe? Neste caso, algumas dicas são válidas para lidar com clientes insatisfeitos. Elas permitem a você reverter a situação e recuperar o cliente visando negócios futuros.
Ficou curioso? Então confira.
Assuma a responsabilidade
A primeira recomendação tem a ver com a sua postura diante de uma situação difícil. Não é adequado se colocar na defensiva, principalmente quando fica claro que o erro foi cometido pela sua empresa. Sendo assim, reflita sobre sua responsabilidade e assuma aquilo que precisa ser assumido.
É importante compreender que, mesmo que o prejuízo do cliente seja grande, o da empresa será sempre maior caso ele queira comprometer a sua reputação. Hoje, com as redes sociais e inúmeras possibilidades de comunicação, cometer esse erro costuma ser fatal até para grandes companhias.
Ao assumir responsabilidades, você terá sempre o bom senso ao seu lado. Isso pode facilitar a solução do problema e evitar prejuízos maiores.
Tenha uma política de comunicação
Não faz muito sentido pensar que a sua empresa jamais terá problemas para resolver. Sendo assim, esperar que eles aconteçam para somente então agir não parece muito inteligente. É preciso que você e sua equipe de atendimento estejam devidamente treinados para lidar com situações assim.
Imagine um cliente nervoso que vai até a sua empresa para atacar as pessoas em vez de encontrar uma solução para o seu problema. Se você cair nessa provocação, será a imagem do seu empreendimento que acabará sendo afetada. Por isso, é fundamental estar preparado para esse tipo de eventualidade e agir com jogo de cintura. Mesmo em casos extremos, você pode evitar que a situação piore.
Saiba ouvir
Independentemente de qual seja o problema, proponha-se a ouvir a pessoa. Uma boa estratégia nesse sentido é deixar ela falar, prestar atenção pacientemente e depois fazer um breve resumo daquilo que foi dito. Isso mostra que você está interessado e comprometido em resolver o problema.
Essa postura ajuda a tornar a relação menos conflituosa. É preciso evitar que o cliente pense na sua empresa como uma companhia que quer apenas levar vantagem sobre ele. Ao conseguir amenizar o clima, dando à pessoa a oportunidade de falar o que deseja, você dá o primeiro passo para se aproximar dela e se mostrar confiável.
Peça desculpas
Pedir desculpas não significa que você admite que a sua empresa foi a responsável pelo erro, mas sim que você sente pela situação que foi criada. O pedido de desculpas deve ter a ver com o inconveniente daquele momento, algo que precisa sempre ser uma preocupação para o empreendedor que valoriza o relacionamento em sua atividade.
Reconheça que a ideia da sua empresa era facilitar a vida do consumidor e não o contrário. Feito isso, passe a procurar soluções para resolver o problema em questão, sempre mantendo uma postura de empatia em relação àquela pessoa que está se queixando de algo.
Entenda essa predisposição ao diálogo como um elemento a ser considerado pelo cliente quando for avaliar a sua empresa.
Respire fundo
É importante que o stress da situação não atrapalhe a solução do problema. É preciso estar preparado para lidar com esse tipo de eventualidade. Nesse sentido, considerando que o cliente está nervoso, cabe a você trazer a conversa para um patamar moderado e assim evitar maiores constrangimentos.
Tente ter prudência, conduzindo a conversa como alguém que se propõe a facilitar a vida desse consumidor. Lembre-se que problemas acontecem em qualquer companhia, mas o que diferencia empresas é a capacidade de lidar com eles. Você não vai conseguir lidar adequadamente com situações desse tipo se estiver tão nervoso quanto o cliente, por isso é preciso ter calma.
Apresente soluções para lidar com clientes insatisfeitos
Uma vez que o cliente falou o que queria, é hora de se concentrar naquilo que realmente importa, que é apresentar as soluções possíveis para o problema. Você pode investir em dois caminhos:
1. Apresentar as soluções possíveis.
2. Perguntar ao cliente quais são as soluções ideais para ele.
Tenha cuidado nesse momento. Não apresente soluções totalmente incompatíveis com os interesses do cliente. Isso pode fazer com que sua irritação aumente. Em casos em que você não tem tantos recursos para lidar com a situação, mostre a ele as possibilidades reais da sua empresa. Seja honesto.
Da mesma forma, caso o consumidor proponha soluções muito distantes da sua realidade, tente uma negociação justa e vantajosa para ambos. Com calma e uma postura interessada, você mostra que está preocupado em resolver a questão, o que gera empatia por parte da outra pessoa.
Cumpra suas promessas
Ao entrarem em um acordo, estabeleça como prioridade número 1 da sua empresa o cumprimento da promessa que foi feita. Trabalhe com prazos e em hipótese alguma deixe de cumprir com essa sua obrigação. Se deixar um cliente irritado é ruim para o seu negócio, pior ainda é prometer resolver a questão e deixá-lo ainda mais irritado ao não cumprir com sua palavra.
Procure também deixar o cliente atualizado a respeito daquilo que você está fazendo para resolver o problema. Isso pode ser feito por meio do bom uso dos seus canais de comunicação. Assim ele percebe a sua iniciativa e tem motivos para voltar a confiar na sua empresa para negociações futuras.
Enfim, é preciso que o empreendedor esteja atento a eventualidades que podem fazer parte do seu dia a dia de trabalho. No que diz respeito ao atendimento ao cliente, saber como lidar com situações complexas é fundamental. Não deixe de se preparar para isso e faça o seu negócio evoluir mesmo diante de eventualidades.
Independente de gostarmos ou não, a moda está no nosso dia a dia. Todos os dias, quando nos levantamos, paramos para escolher a roupa que iremos vestir. E por isso estamos introduzidos nesse sistema. E nesse post, falaremos sobre como montar um brechó, afinal, as roupas são importante. Não somente importantes para a manifestação das personalidades individuais, mas também, seu importante papel socioambiental.
Hoje existem dois conceitos na indústria da moda: o fast fashion e o slow fashion. O fast fashion é o conceito de moda rápida. Onde toda mudança de estação é criada uma coleção nova, fazendo com que as pessoas se sintam compelidas a comprar. E o slow fashion é o oposto. É um movimento sustentável. Onde as roupas compradas são mais duradouras e mais específicas. Assim, quebrando o processo de produção em massa.
Uma alternativa para o slow fashion é o brechó. Que é uma loja de artigos usadas que são revendidos. Sendo eles, roupas, sapatos, acessórios e algumas até vendem móveis antigos. Eles surgiram com o intuito de se livrar de coisas antigas em bom estado, para não serem jogadas fora. Sendo assim, os sebos estão para os livros assim como os brechós estão para as roupas.
São relacionados com as Thrift Stores americanas. Que não são voltadas apenas a pessoas de baixa renda. Até porque, hoje são considerados “na moda”. Havendo brechós de marcas famosas, de celebridades e outros. Alguns são voltados a causas sociais e outros voltados para seu lucro. E com esse conceito te ensinaremos como montar um brechó.
A primeira etapa, das mais importantes. Qualquer empresa nova deve iniciar com um planejamento. Seja ele, se expandir pela cidade ou até internacionalmente. Ora ganhar visualização nas redes. Coloque no papel tudo que você pretende com o seu negócio.
Como dito anteriormente, os brechós podem ser voltados a causas sociais. Se essa for sua intenção, entre em contato quem quer ajudar e cheguem a um plano estratégico.
Se sua intenção é o lucro, entenda o propósito. Vender roupas antigas, ou vintages. Ou então vender roupas que estão na moda no momento.
Após definido o propósito, comece a pensar no nome que dará a sua empresa. Pode dar trabalho no início, mas escolher um nome que identifique bem sua empresa pode trazer novos clientes. Além de um reconhecimento cada vez maior.
Esse será um investimento de baixo custo. Já que no início você pode contar com doações ou até com suas próprias roupas.
A partir de então, planeje como montar um brechó com as próximas dicas.
Para quem vender
Como citado anteriormente, defina para quem você quer vender suas roupas.
Seguindo as dicas de como montar um brechó, e partindo, por exemplo, da ideia de que seu brechó será voltado para moda atual, você poderá montar uma estratégia de marketing, planejar as roupas que irá comprar. E que além disso, ajuda na escolha do nome e do local. Observando as regiões que o seu público alvo costuma circular.
Conheça seus concorrentes para montar seu brechó
Hoje os brechós são conhecidos de todos. E para muitos é o principal local de compra de roupas. Assim, o mercado só aumenta.
Assim, faça uma análise da concorrência. Após identificar seu foco e público alvo, investigue os outros brechós do seu bairro ou cidade. Como as peças vendidas na sua loja serão praticamente exclusivas não há tanta necessidade de investigar os produtos vendidos. Além de ser bem difícil. Mas não custa pesquisar o foco deles e como a loja é montada, para não fazer algo igual ou parecido.
Compra de peças
Após definido seu público alvo e o que você pretende com ele, chegou a hora de encontrar os produtos. Portanto, se você não dispõe de um valor muito alto no início, pode começar juntando roupas antigas suas, da família, amigos, vizinhos, quem tiver algo para doar ou vender por um valor baixo. E sabemos que quase todo mundo tem um roupa no armário que nunca usou. Ou que não pretende mais usar.
Assim, outras opções são procurar essas roupas em bazares e feiras. Em algumas cidades existem os chamados “Mercados de Pulgas”, que servem para comerciantes locais exporem seus produtos. Também procure em sites. Mercado Livre, Olx e outros, vendem lotes de roupas, contendo diversas peças, de vários tamanhos diferentes. E algumas vezes até calçados.
Mas se você possui um capital maior para montar seu brechó, pesquise lojas que fecharam e estão vendendo roupas mais baratas.
Outra alternativa, que pode melhorar a relação com a população em seu entorno, é comprar roupas dos seus próprios clientes. Comprando elas por um preço mais baixo e vendendo por um valor que lhe dê algum lucro. Gerando assim um envolvimento maior com a comunidade.
Uma das coisas mais importantes na parte de roupas de um brechó, é que claramente você quer roupas que estão próprias para venda. Não é porque é uma loja de roupas usadas que elas podem estar em qualquer estado. Após a compra, procure lavar as roupas antes de colocá-las a venda. Caso nas suas compras exista alguma roupa que esteja descosturada, por exemplo, arranje tempo para arrumar isso. Claro, as que podem ser arrumadas.
Escolhendo a localização para montar seu brechó
O espaço do seu brechó é relativo. Se você está procurando como abrir um brechó, você pode querer um plano B no seu orçamento ou realmente montar uma companhia.
Ademais, existe outra opção, que seria montar um brechó online. Eles se utilizam de redes sociais e sites (como o enjoei.com.br, que você pode montar sua lojinha pagando apenas uma taxa pequena para o site) para exibir as peças que estão disponíveis. Mesmo assim, em todos os casos você precisa de um lugar para armazenar suas roupas.
Caso haja opção de alugar um lugar para expor suas roupas, é preciso levar em consideração diversas áreas. A localização, ou seja, se sua loja será montada no seu bairro ou no centro da cidade. Escolha sua localização baseando-se nos concorrentes a sua volta. E também o espaço interno do local.
E o interno?
No início sua loja não precisará dispor de um ambiente muito amplo. Principalmente se for montar em uma região residencial.
Em alguns casos, pode se instalar na sua casa, em algum espaço vazio que caiba seus produtos. Assim como uma grande parte dos brechós começam.
Mas, se for alugado algum lugar e sua demanda for grande, procure ter um ambiente frontal, onde as roupas serão expostas; e um ambiente para usar com depósito.
Time de vendas
Não há necessidade de um time de vendas muito amplo nesse ramo. Afinal, normalmente quem opta por comprar em um brechó, normalmente está lá para garimpar. Ou seja, procurar algo que seja do tamanho e do seu gosto. Consequentemente, é necessário poucos vendedores.
Assim, para fazer a limpeza das roupas, pode se conseguir ajuda ou parceria com alguma lavanderia. Mas, pode até mesmo ser feita na sua casa.
E se você decidir por contratar alguém, faça questão que seu funcionário passe por um treinamento. Esse ponto é essencial para o bom atendimento da sua loja. Portanto, faça seu(s) vendedor(es) conhecer(em) os ambientes e como funciona sua loja.
Tipos de brechó
Assim como demais segmentos do comércio, os brechós também podem se especializar em algum tipo específico de produto. Confira os principais tipos de brechó:
Brechó vintage
Uma dos fortes áreas de atuação dos brechós é o comércio de roupas vintage. Muitas pessoas gostam desse estilo tanto pela estética quanto pela durabilidade das peças. Sem contar que é mais ecológico, contendo preocupações socioambientais. Uma boa ideia para montar seu brechó é comercializar peças de décadas anteriores.
Brechó de roupas infantis
Devido o tempo de uso das roupas infantis ser muito curto, muitos pais optam por comprar em brechós. Não só pelo preço alternativo, mas por perceberem o custo-benefício vantajoso em relação às roupas de primeira mão. Então, outro segmento de brechó que você poderia investir é o de roupas infantis.
Brechó de roupas de grife
As roupas de grife são ultra populares. Tanto pela valorização das marcas quanto pela qualidade reconhecida dos produtos. É outro tipo de brechó que tem uma alta procura e com certeza não faltarão clientes desejando adquirir peças de qualidade por um preço alternativo.
Brechó de roupas de gala
investir em roupas de gala caríssimas para usar raramente ou apenas uma vez não é uma boa opção de investimento para muitas pessoas. O comércio de roupas de gala em brechós pode ser extremamente chamativo. Através da oferta de roupas de gala por preços bem mais justos e peças que passam por uma curadoria cuidadosa, garantindo a beleza das roupas faz com que tenha a preferência dos clientes.
Brechó de peças customizadas
Comprar em roupas de lojas de departamento é um tanto desestimulante. É certo que ao comprar uma peça em uma loja assim, ao sair na rua, vai encontrar várias pessoas usando a mesma roupa, da mesma forma. Os brechós especializados em customizações ofertam além de sustentabilidade, preocupação ambiental. Ofertam originalidade!
Marketing e divulgação
No caso do brechó online, o marketing se faz juntamente com a venda. Que por serem em conjunto as redes sociais para venda, não é necessário ter outra apenas para divulgação. Ou seja, seu item será sua propaganda.
Assim, brechós físicos, precisam de outro meio de exposição. Ele pode ser feito na internet, no mesmo plano do brechó online. Ou seja, nas redes sociais e sites. Mas também offline, tendo uma fachada que chame a atenção. Além de divulgação por folders ou flyers.
Por dentro da legislação
Considerando que todos empreendedores querem crescer, mesmo que você comece com uma lojinha online, uma hora seu negócio vai aumentar. A partir daí, você precisa decidir o tamanho da sua empresa. Sendo assim, necessário fazer alguns trâmites legais. Seriam eles os registro da empresa nos seguintes órgãos:
Junta Comercial;
Secretaria da Receita Federal (CNPJ);
Secretaria Estadual de Fazenda;
Prefeitura Municipal, para obter o alvará de funcionamento;
Enquadramento na Entidade Sindical Patronal em que a empresa se enquadra (é obrigatório o recolhimento da Contribuição Sindical Patronal por ocasião da constituição da empresa e até o dia 31 de janeiro de cada ano);
Caixa Econômica Federal, para cadastramento no sistema “Conectividade Social – INSS/FGTS”;
Além de um registro na Previdência Social, para inscrição da empresa no INSS. E para montá-lo em um ponto comercial é necessária vistoria da prefeitura e do corpo de bombeiros da sua cidade. E claro, seguir o CDC, o Código de Defesa do Consumidor.
Brechó pode ser MEI?
Sim, um brechó com CNAE 4785-7/99 – Comércio varejista de outros artigos usados, pode ser MEI.
Um brechó de vendas online
Assim como demais tipos de empresas, também é possível ter um brechó focado no e-commerce. Esse tipo de brechó deve investir em conteúdo nas mídias digitais mais adequadas. É através das redes que os clientes conhecerão seu produto, então é importante fazer uma boa apresentação.
A série “Girlboss” da plataforma de stream Netflix fala sobre uma garota que vê o brechó online como uma grande oportunidade de mudar sua situação econômica.
Controle administrativo
Agora você já sabe como montar um brechó. Mas ainda há algo faltando. Com tantos produtos circulando, tanto venda como compras, você precisa de um controle. Assim, essas informações podem ser armazenados em planilhas de controle de estoque, de fluxo de caixa ou de controle financeiro.
Ou também a partir de um software de gestão de empresas. Como o eGestor. Aqui, seu único trabalho será inserir os produtos, a venda e a compra. Todos os cálculos necessário são feitos pelo sistema. Assim como emissão de recibos, boletos e notas fiscais.
O eGestor é um software completo para gestão de micro e pequenas empresas fácil e online. Sistema de Controle de Estoque, Controle Financeiro, Controle de Compras e Vendas, Emissão de Nota Fiscal, NFCe, Boletos e muito mais!