Você já deve ter ouvido falar sobre o dissídio salarial, uma das cobranças fiscais que deixam muitos empresários e profissionais que monitoram negócios com muita dor de cabeça. Isso porque, além de reajustes frequentes, é preciso que esses empresários tenham ciência de como calcular o dissídio salarial.
E não só isso, é importante também que analisar cada especificidade e conferir o dissídio retroativo e o proporcional. Outras questões também envolvem entender a diferença entre dissídio e reajuste e quais são as particularidades dos dois termos.
Por isso, conhecer como funciona esse recurso e como calculá-lo influencia e muito na hora de estabelecer uma sintonia saudável entre empregador e empregado. Além disso, caso não se conheça bem como esse recurso funciona, a chance de passar despercebido algum direito tanto do trabalhador como do empresário é maior.
Ao longo deste artigo vamos esclarecer tudo que envolve o dissídio salarial. Afinal, o que é? Como funciona? Como calculá-lo? Quais os tipos de dissídio salarial? É o que veremos a partir de agora!
O que é dissídio salarial?
Para deixar claro, dissídio quer dizer “dissensão”, “discórdia” ou “discordância”. Levando para o lado fiscal, a dissensão salarial é a discrição de quaisquer transtornos ou desacordos entre o colaborador e seu empregador e que são direcionados à Justiça do Trabalho.
Quando ocorre alguma discordância trabalhista que precisa ser solucionada, ocorre um dissídio. Não importando se o problema é em questão coletiva ou individual, as divergências que ocorrem envolvem muitas das vezes, um valor de reajuste salarial, daí a expressão “dissídio salarial”.
Como uma forma de reajuste, a Justiça procura a melhor solução para amparar os direitos do trabalhador e também do empresário empregador.
Dissídio é um conflito. Ocorre quando se esgotam todas as tentativas de acordo entre patrões e empregados, com relação ao reajuste salarial. Não havendo acordo entre as partes, tanto a classe patronal como o sindicato que representa a categoria podem acionar a Justiça do Trabalho para solucionar o dissídio salarial.
Acordo Coletivo de Trabalho refere-se ao pacto estabelecido entre o sindicato que representa os trabalhadores com uma ou mais empresas, no qual estão especificados por exemplo, o índice de reajuste salarial e quando ocorrerá a próxima negociação (data-base).
Os termos do Acordo Coletivo de Trabalho contemplam somente as partes envolvidas nesta negociação. Se a negociação de salários tiver a participação do sindicato que representa a classe patronal, dá-se o nome de Convenção Coletiva de Trabalho. O pacto definido entre os sindicatos será válido para toda a categoria.
Nestas negociações, além do aumento salarial, a pauta pode conter outros itens como reajuste de benefícios relativos a transporte, alimentação, plano médico e/ou odontológico, entre outras reivindicações. Havendo acordo entre empresa e trabalhadores a homologação é realizada pela Justiça do Trabalho.
Cabe à empresa informar aos trabalhadores qual é o valor do piso salarial, índices de reajuste e a data-base da categoria. Estas informações podem ser disponibilizadas pelos meios de comunicação interna, como a internet, mural e informativos.
Dissídio salarial e aumento: eles possuem similaridades?
Na maioria dos casos sim. Embora sejam evidentes em ambientações diferentes, as duas situações possuem quesitos em comum. Se o empregador, por exemplo, ofereceu algum aumento salarial ao funcionário de maneira desproposital, esse aumento acaba sendo descontado do dissídio salarial.
Para ficar mais claro, pense que o dissídio salarial cobre a diferença do aumento proposto pelo empresário. Isso é previsto por lei e precisa ser mantido legalmente tanto pela empresa e também pelo empregado.
Já no caso de o aumento ser no mesmo valor do dissídio salarial proposto pelo acordo, o reajusta fica cancelado e o empregador não precisa realizar a mudança.
Vantagens
Embora aparente que o dissídio salarial prejudique a empresa e deixe o empregado com uma má imagem perante o empregador, o recurso só tem vantagens a oferecer para ambos os lados.
No caso do empregador, a obediência restrita a todas as normas e padrões estabelecidos pela Justiça do Trabalho no âmbito do dissídio garante o funcionamento da empresa e uma segurança contra punições e outras penalidades determinadas pelo órgão vigente, caso não sejam obedecidas todas as obrigações.
Para o empregado, além de conhecer melhor seus direitos e também suas responsabilidades, ele recebe benefícios e também valoriza a classe trabalhadora, evitando equívocos, ações errôneas e promovendo uma melhor imagem do exercício profissional.
Como calcular o dissídio salarial
O cálculo é bem simples. Sabendo o valor do salário base, basta aplicar o índice de reajuste. É só multiplicar o salário base pelo índice de reajuste para saber qual o valor do aumento. Por exemplo: R$ 1.500,00 (salário base) x 9% (reajuste salarial) = R$ 135,00; o salário base + reajuste = R$ 1.635,00.
É bom lembrar que toda a data-base é determinada no primeiro dia útil do mês. Por isso, normalmente os dissídios salariais tratados começam a valer na mesma data em todos os anos para cada funcionário.
Caso a empresa, espontaneamente, tenha reajustado os salários de seus trabalhadores, antes das negociações na data-base, o valor poderá ser abatido de reajustes definidos em acordo coletivo ou dissídio.
Ou seja, se o valor da negociação (acordo ou dissídio) for maior que o aumento concedido antecipadamente pela empresa, o trabalhador terá que receber a diferença. Porém, se o índice decidido em acordo coletivo ou dissídio for igual ou superior ao valor do reajuste salarial espontâneo, a empresa não terá que pagá-lo, uma vez que o trabalhador já recebeu o aumento.
Tipos de dissídio salarial
Dependendo da situação, o dissídio salarial poderá ser de dois tipos: retroativo ou proporcional.
Retroativo: o tipo retroativo compreende ao percentual determinado pela Justiça entre a data-base fixada e o momento do acordo feito (coletivo ou convenção coletiva). Por exemplo, se a empresa tem uma data-base no dia 01 de junho e a data do acordo foi tratada em outubro, a empresa precisará pagar o dissídio salarial referente aos meses entre essas duas datas.
Proporcional: no caso de dissídio proporcional, o funcionário que tem menos de 1 ano trabalhado na empresa recebe o reajuste referente aos meses trabalhados durante esse período
Um detalhe importante a ser deixado claro é que esses dissídios são referentes somente aos dias trabalhados, excluindo finais de semana e feriados (salvo se o trabalhador exerceu sua função também nesse período).
Como funciona o Dissídio proporcional na prática?
O dissídio salarial proporcional portanto, é aplicado para trabalhadores contratados após a última data-base da categoria, desde que previsto em acordo. Exemplo: a última data-base da categoria foi no mês de setembro e um funcionário foi contratado no mês de janeiro do ano seguinte.
Na próxima data-base, a empresa poderá pagar o valor proporcional ao período do contrato de trabalho, ou seja, de janeiro a agosto. Se o índice de reajuste tiver sido de 8%, o funcionário terá direito a 5,33%. Para calcular é só dividir o índice de 8% por 12 e multiplicar o resultado pelo número de meses trabalhados.
No entanto, algumas empresas não aplicam o reajuste proporcional para evitar que trabalhadores que ocupem o mesmo cargo e exerçam as mesmas atividades tenham salários base diferenciados. O mais importante é saber o que está definido no acordo ou convenção coletiva de trabalho.
Muitas vezes, as negociações entre patrões e trabalhadores são bem demoradas, até a definição de um acordo coletivo ou, quando isso não é possível, até uma decisão judicial quanto ao dissídio salarial. Independentemente do prazo, tudo o que for decidido terá validade a partir do dia 1º do mês referente à data-base.
E se a categoria não tiver representação sindical?
Quando um grupo de trabalhadores não possui representação sindical para liderar as negociações, a legislação garante que em empresas com 200 ou mais trabalhadores, estes possam escolher um representante para liderar as negociações salariais com a empresa e outras reivindicações da categoria.
Se o número de trabalhadores for inferior a 200, a própria empresa poderá escolher entre os funcionários, alguém para intermediar as negociações.
Negociações na data-base
A data-base corresponde ao prazo de validade do acordo coletivo firmado entre patrões e empregados. A vigência desse acordo, segundo a Consolidação das Leis do Trabalho, não poderá ultrapassar o prazo de dois anos. Na maioria dos casos, o acordo coletivo é negociado anualmente.
As negociações salariais costumam começar meses antes da data-base, justamente para tentar firmar o acordo no prazo certo. A Lei Federal 10.192/2001 proíbe a aplicação de reajuste salarial automático vinculado a qualquer índice de preços.
Reforma trabalhista
É importante que tanto as empresas, quanto os empregados acompanhem os debates sobre a reforma trabalhista e previdenciária. Estão sendo discutidas diversas modificações com relação à jornada de trabalho, férias, salários, plano de carreira, entre outros temas.
Hoje, é possível negociar termos diferenciados em relação ao previsto em lei trabalhista, desde que os termos façam parte de acordo ou convenção coletiva e apresentem um patamar mais favorável ao trabalhador.
A proposta de reforma trabalhista mantém a prevalência de acordos e convenções sobre a lei trabalhista, mas não exige que as cláusulas tenham que ser necessariamente melhores ao que já é garantido pela legislação.
Quando houver uma negociação para reduzir salários e/ou a jornada de trabalho, o acordo ou convenção deve assegurar que o trabalhador não será demitido no período de vigência do acordo ou convenção.
A proposta de reforma trabalhista também prevê a realização de acordos individualizados para trabalhadores que tenham diploma de graduação superior e salário base igual ou o dobro do teto do INSS.
Outra mudança diz respeito ao prazo de validade das cláusulas de acordos ou convenções, incorporadas aos contratos individuais de trabalho. Atualmente, as modificações só podem ocorrer na próxima data-base e enquanto a negociação não for homologada, as cláusulas anteriores não perdem a validade.
Mas isto também pode mudar, ou seja, após a expiração do prazo, os direitos previstos no contrato poderão ser mantidos ou não até a próxima negociação.
A representação dos trabalhadores também poderá ser alterada. Pela lei atual, em empresas com 200 ou mais funcionários, os trabalhadores podem eleger um delegado sindical, com estabilidade de dois anos.
A proposta é que neste tipo de empresa os trabalhadores possam eleger três representantes, os quais não precisam estar filiados ao sindicato da categoria, para negociar com os patrões, exceto quando se tratar de acordo ou convenção coletiva de trabalho, os quais terão a participação de sindicatos.
Fique atento ao que pode mudar com relação à legislação trabalhista e previdenciária.
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Se você já está no mercado de trabalho há pelo menos 15 anos, com certeza já deve ter ouvido a premissa de que funcionários são como engrenagens em uma empresa: se insatisfeitos, basta substituí-los por outros na organização. Mas, hoje em dia, a realidade é outra, e esse preceito foi por água abaixo: e é aqui que entra o conceito de gestão de pessoas. Quer saber como fazer uma boa gestão de pessoas? Então siga com a gente!
Gestão de pessoas: o que é e qual sua importância
A gestão de pessoas é conhecida como o coração de uma organização. Se ela está bem, toda a empresa está.
Por exemplo, um funcionário desmotivado já não é mais mandado embora – mas sim, chamado para conversar sobre seus receios, medos e expectativas em relação à empresa. Isso se dá uma vez que os funcionários passam a ser vistos como peças fundamentais para o sucesso da organização.
Se este funcionário fosse simplesmente mandado embora, a empresa não saberia em quais aspectos deve melhorar para manter o resto da equipe contente, inspirada e motivada.
É neste sentido que a gestão de pessoas e de Recursos Humanos se torna cada vez mais forte dentro de instituições de médio e grande porte. Seu objetivo? Potencializar o desempenho dos colaboradores da empresa, o que resulta em um enorme diferencial quando em relação à concorrência.
Basicamente, um bom conceito para gestão de pessoas seria o seguinte: “associação de métodos, técnicas, habilidades, políticas e práticas que visam potencializar o capital humano e administrar comportamentos internos dentro de empresas de todos os portes e segmentos do mercado”.
Porém, manter os colaboradores motivados e satisfeitos não é a única forma de fazer gestão de pessoas. Na realidade, a estratégia demanda planejamento completo – envolvendo toda a organização em busca de capacitação, desenvolvimento e humanização de todos aqueles que fazem parte da mesma.
Além disso, muitos são os indivíduos que confundem a gestão de pessoas com o RH da empresa. O recursos humanos é, basicamente, o departamento responsável pela valorização dos profissionais e de seus direitos.
Porém, a gestão de pessoas é desempenhada não necessariamente por este setor, mas principalmente, pelos chefes, gestores e diretores da empresa – ou seja, pelos profissionais que verdadeiramente requerem capacidade de liderança.
Como fazer uma boa gestão de pessoas?
Parece complexo, não é mesmo? Mas não é. Pensando nisso, separamos este artigo em 5 tópicos, que na realidade, consistem em 5 pilares fundamentais que justificam a importância da gestão de pessoas.
Preparado (a) para conferir? Então vamos lá.
1. Motivação
O primeiro pilar da gestão de pessoas é a motivação – sendo este como um “combustível” para os demais pilares que veremos ao longo deste artigo.
A razão é simples: toda empresa precisa do esforço individual de cada um de seus funcionários para crescer. E para que haja comprometimento, os colaboradores precisam se sentir motivados.
Um funcionário totalmente ‘sem vontade’ de exercer suas funções tem sua produtividade parcialmente ou completamente prejudicada, o que faz com que ele tenha vontade de deixar a empresa na primeira oportunidade que lhe surgir.
E esse obviamente, não é o perfil de funcionários buscados pelas empresas nos dias atuais –muito pelo contrário. Há uma incessante busca pela ‘auto motivação’ em processos seletivos.
Para compreender melhor este tópico, imagine uma organização vista de fora. Quais são os pontos que motivam o funcionário? Entre os principais aspectos, destacamos os incentivos econômicos (bônus ou salários chamativos), a missão da empresa (empresas sociais, sustentáveis ou que visam o bem se destacam neste sentido), possibilidade de crescimento (também conhecido como plano de carreira) e desafios proporcionados.
Basicamente, cada pessoa irá se apegar a um ou mais destes aspectos na hora de se sentir motivada a trabalhar (e principalmente, a continuar) na empresa. E isso deve partir não só do indivíduo, mas também da empresa, que deve ter consciência do que ela tem de chamativo – focando neste quesito no momento das contratações.
Dicas para gestão de pessoas
Faça metas da empresa, de cada departamento/área e metas individuais – afinal, quando a pessoa sabe que os objetivos da empresa são os mesmos que os dela, isso o motiva a continuar.
Realize processos seletivos transparentes, com base naquilo que você realmente busca para a sua empresa. Dessa forma, encontrar funcionários alinhados com sua missão e valores se tornará muito mais fácil – o que será uma via de mão dupla.
Ofereça feedbacks individualizados e periódicos – afinal, as pessoas não são iguais umas às outras e merecem tratamento diferenciado. O período de avaliação é você quem decide: semanalmente, todos os meses ou de três em três meses são os mais recomendados. O feedback lhe ajuda a motivar funcionários já não motivados por alguma razão, a corrigir erros e, é claro, a oferecer gestão de modo muito mais humanizado. Basicamente, este passo consiste em sentar com cada um de seus funcionários e ter uma conversa sincera. Nada difícil, não é mesmo?
Aposte na meritocracia – reconhecendo os funcionários que tiveram os resultados desejados, independentemente de seus cargos. Esse reconhecimento pode ser realizado por meio de prêmios, promoção, aumento salarial, treinamentos diferenciados, bônus e assim por diante.
2. Processo de comunicação na gestão de pessoas
E para que a motivação seja real, evitar falhas de comunicação entre a empresa e o funcionário é um aspecto importantíssimo.
A boa comunicação deve ocorrer em todos os sentidos – entre colaboradores e gestores, entre funcionários, entre os diferentes departamentos e por aí vai. Essa integração é o que evita mal-entendidos, facilita o diálogo e permite que as informações estejam sempre disponibilizadas para todos.
Dicas para melhor comunicação na empresa
Adoção de softwares/programas de comunicação interna – principalmente para facilitar o bate papo entre funcionários e departamentos);
Adoção de um método em comum para comunicar coisas rápidas (evitando que coisas simples sejam esquecidas ou deixadas ‘mofando’ em caixas de entrada de e-mails);
Agilidade em respostas – que tal adotar a regra de que chats ou e-mails entre funcionários/gestores não podem ficar mais do que uma hora sem serem respondidos? Dessa forma o processo de comunicação é facilitado;
Evite passar funções para quem não será designado a ela – tem uma atividade para ser realizada pelo funcionário A? Então passe diretamente para ele. Se você comunicar o superior dele, que falará para o funcionário B para depois chegar até o verdadeiro responsável, as chances de que haja falhas na comunicação são enormes.
3. Trabalho em equipe
Os objetivos da empresa jamais devem ser individualizados – mas devem favorecer o trabalho em equipe. Sendo assim, é só quando os funcionários notam o quanto suas tarefas são importantes para o “bem do todo” que a empresa passa a funcionar como um organismo saudável.
Se cada setor, departamento ou equipe tiver objetivos individualizados, isso criará competição interna dentro da empresa – e os objetivos do todo serão totalmente esquecidos.
Sendo assim, a integração e o trabalho em equipe são quesitos fundamentais para a melhora da gestão de pessoas.
Dicas para o trabalho em equipe
Uso de programas/softwares para gestão de tarefas. Esse tipo de gerenciador faz com que funcionários realizando atividades diferentes se sintam parte do todo. Isso porque, em um software como esse, cada um têm suas funções – mas sabem que, caso não a desempenhem, o resultado de todos será prejudicado. Um bom e gratuito software neste sentido é o Trello.
Criação de grupos de trabalho. Tais grupos não devem ser criados com base em afinidade, mas sim, para projetos específicos (com duração específica). O principal objetivo é não deixar uma tarefa na mão de uma só pessoa – mas sim, de várias. Juntas, elas terão ideias, farão testes, mensurarão resultados e implementarão melhorias: tudo em conjunto.
Faça “meetings” para acompanhar o andamento do trabalho. Quando todos estão no “mesmo barco”, o trabalho em equipe fica muito mais saudável. Sendo assim, no início ou fim de cada semana, sente-se com todos e faça uma reunião rápida (de no máximo 30 minutos). Isso faz com que equipes diferentes conheçam o trabalho de outras (e o andamento do job), assim como cria um ambiente de sinergia e motivador.
Saiba também quando se divertir. Afinal, não tem nada pior do que um ambiente em que só se fala de trabalho 24 horas por dia, não é mesmo? Para isso, o mais recomendado é que o gestor crie momentos de interação que não necessariamente sejam no local de trabalho – como um happy hour ou churrasco na casa de alguém, por exemplo. Se quiser propor algo diferente, você pode pensar em viagens, trilhas, sessões de cinema apenas para o pessoal e assim por diante.
4. Competência e conhecimento
Ao longo deste artigo, falamos sobre um sistema que com certeza só funcionará com plenitude caso os funcionários tenham competência e é claro, conhecimento para o desempenho de suas funções.
Sendo assim, é fundamental a criação de um espaço em que todos possam crescer gradativamente – o que só pode ser feito por meio de uma equipe completa de bons profissionais.
Para construir uma equipe forte e duradoura, realmente, não é simples. Esse é um processo que se inicia já na entrevista – momento em que o indivíduo e a empresa encontrarão os seus pontos em comum e serão alimentados ao longo do seu período de experiência.
Neste aspecto, vale relembrar a importância do feedback – já que esse retorno é o que fará com que cada ação do membro da equipe seja comentada – e da identificação das qualidades e pontos fortes de cada um, o que por sua vez, motivará o funcionário a ser cada vez melhor.
Dicas para melhorar a gestão de pessoas
Faça avaliações de desempenho com base nos conhecimentos de cada um. Para tal, é importante estipular pesos para as competências mais e menos importantes. Além disso, esta avaliação deve ser realizada de modo periódico.
Não se esqueça de dar a devida importância aos processos seletivos. Quando a sua equipe vai crescendo e alguns vão pulando fora, é função dos gestores contratar novos funcionários que sejam tão bons (ou ainda melhores) do que aqueles que partiram.
Se após a realização de um processo seletivo completo você ainda não encontrou alguém que seja tão bom como você gostaria, não contrate – continue buscando até achar a pessoa que realmente seja tão competente como o esperado.
5. Desenvolvimento e treinamento
Finalmente, chegamos ao último pilar da gestão de pessoas.
Nele gostaríamos de destacar a importância do desenvolvimento e crescimento constante da empresa – já que uma empresa parada é basicamente uma empresa morta.
E qual é a melhor forma de garantir que uma empresa está em constante crescimento? Por meio do treinamento de seus funcionários.
Basicamente, neste ponto, o ideal é chegar a um “ponto de equilíbrio” em que tanto o colaborador como a empresa em questão estejam felizes e satisfeitos com o que resultar da “troca” entre eles. Neste sentido, todos ganharão e crescerão juntos, em um ciclo que só pode resultar em coisas boas.
Dicas para promover o desenvolvimento e treinamento
Perceba quais são os treinamentos que seus funcionários mais querem ter. Basicamente, esses treinamentos podem ser divididos em dois grandes grupos: treinamentos comportamentais (para adquirir conhecimentos específicos, como técnicas de vendas, métodos de negociação e outros) ou treinamentos técnicos (para conhecimentos realmente técnicos, sobre como mexer em tal sistema, software, máquina ou equipamento, por exemplo).
Faça com que os processos de desenvolvimento e treinamentos sejam contínuos – e não realizados apenas uma vez em nunca. Após descobrir quais são os conhecimentos que mais interessam para a sua equipe de funcionários, organize treinamentos com base na demanda e necessidade sempre que puder. Quer uma dica ainda mais interessante? Crie uma planilha com todos os treinamentos – o que inclui os já realizados, os em andamento e os que futuramente serão feitos. Ao disponibilizar essa planilha para todos, a motivação dos funcionários tende a ser ainda maior.
Realizar uma boa gestão orçamentária é um processo absolutamente essencial para o sucesso e estabilidade de qualquer empresa no mercado. A gestão orçamentária envolve uma série de etapas a serem seguidas, como a estruturação do plano orçamentário, projeção de cenários e avaliação de resultados.
Qual o faturamento esperado pela sua empresa dentro de um determinado período? Qual a projeção de seu fluxo de caixa? Essas e outras questões podem ser elaboradas na estruturação de um plano orçamentário, bem como a simulação de cenários diante das situações projetadas.
Ao longo deste artigo, vamos falar especificamente sobre cada uma dessas etapas para a execução de uma gestão orçamentária eficiente em sua empresa. Siga com a gente!
Como funciona a estruturação de um plano orçamentário?
Essa fase da gestão orçamentária é voltada para a análise de dados e do histórico das movimentações financeiras da sua empresa. A partir do estudo das informações já existentes e registradas no controle financeiro interno do empreendimento, deve-se estabelecer no plano orçamentário os seguintes fatores:
Projeção de faturamento nos próximos meses, de acordo com o faturamento médio obtido pela empresa anteriormente;
Projeção de contas a pagar e a receber;
Avaliação da necessidade de capital de giro;
Orçamento de investimentos operacionais:
Nesta fase da gestão orçamentária, é comum que os gestores de cada setor da empresa avaliem as suas respectivas necessidades de orçamento para lidar com as mais variadas despesas de seus setores.
A participação de todos os gestores neste processo, é o que chamamos de orçamento colaborativo ou orçamento descentralizado, por não ser planejado exclusivamente pelos sócios-proprietários e diretores da empresa.
A participação dos gestores de cada setor no desenvolvimento do orçamento empresarial é importante, pois fornece uma visão mais abrangente da necessidade financeira de cada segmento da empresa, e torna a equipe mais participativa e engajada em torno do planejamento empresarial.
Projeção de cenários
Nem sempre os planos orçamentários iniciais traçados pelos gestores é aceito pela área direção ou conselho da empresa, sendo necessário portanto algumas alterações a partir do plano inicial elaborado.
A projeção de novos cenários portanto, consiste na criação de novas hipóteses e novas possibilidades no plano orçamentário, com possíveis redirecionamentos de verba de um setor para outro, projeção de novas despesas, que não foram levantadas no planejamento inicial, corte de gastos ou novos recebimentos, dentre outras situações.
Essas alterações propostas pela direção da empresa no plano inicial é o que chamamos de cenário revisado, que a partir de sua estruturação pode ser efetivamente aprovado ou vir a passar por novas revisões orçamentárias.
Portanto, a projeção de cenários nada mais é do que uma revisão do plano orçamentário inicial. A projeção de cenários é de extrema importância no processo de gestão orçamentária, mesmo em caso de o plano inicial ser aprovado pelos diretores da empresa.
A formulação de novas hipóteses, surgimento de novas possibilidades e o levantamento de novas ideias é essencial para que a sua empresa não fique refém de um único planejamento em caso de insucesso e possa estar preparada para seguir novos rumos no futuro.
Neste sentido, é importante que a empresa elabore cenários realistas, otimistas e pessimistas e esteja preparada para lidar com cada uma das situações projetadas.
Processo de acompanhamento de resultados
Após o estudo de todos os cenários projetados e a escolha do plano orçamentário a ser seguido pela empresa, é necessário realizar uma avaliação mensal para verificar se a sua empresa está seguindo no caminho correto e se os resultados estipulados no plano estão de fato correspondendo com a realidade projetada.
Para que esse acompanhamento seja feito de uma forma adequada, é essencial que a empresa elabore relatórios gerenciais a respeito dos seus mais variados indicadores financeiros, como o fluxo de caixa, DRE, projeção de contas a pagar e a receber, dentre outros.
Esses relatórios são ótimas ferramentas para a tomada de decisões estratégicas da sua empresa, pois apresentam dados precisos em relação aos indicadores financeiros que envolvem o seu negócio.
A partir dos relatórios gerenciais é possível enxergar com muito mais clareza quais são os fatores que mais geram lucro a empresa, de onde vem a maior quantidade de gastos, além de mostrar uma visão bastante geral da situação financeira do seu empreendimento a partir das informações do fluxo de caixa.
Entre estes relatórios gerenciais, podemos citar 3 como sendo de absoluta importância para qualquer empresa:
DRE: o Demonstrativo Resultado do Exercício propicia uma visão aprofundada referente a rentabilidade da empresa de uma forma geral, apontando importantes indicadores financeiros como a margem de contribuição, EBITDA e lucratividade;
Fluxo de caixa projetado: permite a análise de todas as futuras movimentações de entrada e saída de seu orçamento empresarial e possibilita avaliar a sua necessidade de capital de giro para lidar com as despesas e a capacidade de geração de caixa;
Balanço patrimonial: o balanço patrimonial demonstra a evolução financeira de sua empresa dentro de um determinado período em relação a todos os seus passivos e ativos.
Quais os benefícios de uma boa gestão orçamentária?
O processo de gestão orçamentária permite que a sua empresa possa enxergar além e projetar a sua situação financeira dentro de um médio e longo prazo, a partir dos investimentos planejados, o faturamento estipulado e as contas que terão de ser pagas e recebidas de uma forma geral.
Uma gestão orçamentária eficiente permite que sua empresa realize investimentos de uma forma muito mais cuidadosa, analisando o impacto que esse investimento pode causar no seu orçamento e se pode comprometer ou não o seu fluxo de caixa.
É a partir do planejamento orçamentário que você toma importantes decisões para a sua empresa, tais como a definição dos preços de venda dos produtos e serviços de sua empresa, se há necessidade de contratação ou demissão de colaboradores e também se há a necessidade de recorrer a empréstimos bancários, utilizar capital próprio ou investir em novas parcerias de negócio, dentre outras ações..
Outro benefício da gestão orçamentária é que você pode avaliar continuamente o ROI, que determina o retorno obtido por sua empresa em relação a todos os seus investimentos.
A gestão orçamentária em médias e pequenas empresas
O conceito de orçamento colaborativo ou orçamento descentralizado o qual falamos anteriormente, que conta com a participação de todos os gestores da empresa no processo de planejamento orçamentário, é um processo voltado especialmente para empresas de maior porte, que possuem uma diversidade maior de setores e mais profissionais envolvidos.
No caso de micro, pequenas e médias empresas, de uma forma geral, esse processo cabe principalmente ao empresário em questão. Apesar de não ser um processo tão complexo em empresas de pequeno porte, a gestão orçamentária é ainda mais essencial para esses empreendimentos.
Por ainda não se encontrarem estáveis e consolidadas no mercado, essas empresas necessitam de total organização e controle de todos os aspectos que envolvem as suas finanças. Afinal, a falta de controle e gestão financeira é uma das principais causas de mortalidade das empresas.
A partir de uma boa gestão orçamentária, as micro, pequenas e médias empresas podem identificar oportunidades de crescimento mesmo com pouco capital e não realizar investimentos desnecessários, mantendo assim o seu caixa sempre equilibrado e preparado para lidar com as despesas que fazem parte do negócio.
Como a tecnologia pode auxiliar no processo de gestão orçamentária?
A organização do orçamento empresarial agrupado por diferentes setores da empresa, projeção de contas a serem pagas e recebidas, registro de fluxo de caixa e acompanhamento dos mais variados indicadores financeiros, são processos que podem ser feitos em planilhas de controle financeiro.
Entretanto, a partir de um bom sistema de gestão empresarial, você possui uma visão mais detalhada sobre os processos financeiros da empresa, com a facilidade de gerar relatórios gerenciais de uma forma totalmente automatizada a partir dos dados armazenados no sistema.
Portanto, um bom sistema de gestão empresarial torna-se uma ótima ferramenta não só para a estruturação do plano orçamentário de sua empresa, como também é um grande facilitador do processo de acompanhamento de resultados, pois fornece dados financeiros extremamente precisos sobre a sua empresa.
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Antes de entrarmos no conhecimento profundo do B2B e B2C, deixamos claro desde já a principal diferença entre eles. O B2B significa Business to Business, ou seja, transações feitas de pessoa jurídica para pessoa jurídica, enquanto o B2B significa Business to Customer, conhecido pelo negócio realizado entre pessoa jurídica e pessoa física.
Portanto, B2B são transações corporativas e B2C são de massa, para consumidor final, pessoa física. A partir de agora, veremos alguns tópicos do marketing e as diferenças deles aplicados no B2B e B2C.
Comportamento do Consumidor do B2B e B2C
O B2C, Business to Customer é a transação mais comum no comércio, pois lidamos com ela diariamente nas nossas compras, seja quando vamos ao mercado, na loja, no restaurante. Todos esses exemplos são de uma empresa vendendo um produto ou serviço para o consumidor, que é a pessoa física.
O B2C é voltado às massas e tem como definição compreender, ir atrás dos desejos e das necessidades básicas desse público. Para isso, a maioria das campanhas são focadas em relacionamento e conversão de vendas através de promoções.
Por sua vez, o B2B se dá de maneira mais prática, porém mais difícil de converter, pois dentro das empresas há várias regras de compliance antes de ver o real valor – não financeiro – entre optar por um preço mais alto para agregar mais valor, por exemplo. Por isso, a briga por preço no mercado B2B costuma ser bastante forte em alguns ramos.
O comportamento deste consumidor pessoa jurídica é focando na redução de custos, crescimento do lucro, de produzir mais gastando menos.
Razão X Emoção: B2B x B2C
A razão deveria estar presente em todas as transações na nossa vida, porém nem sempre isso acontece. Nas transações B2B é mais comum fazermos as compras com a razão, analisando orçamentos, não comprando com impulso e estudando as possibilidades de compra da empresa.
O mercado B2B faz uso de dados e informações que facilitam a tomada de decisão. O mundo corporativo requer mais ferramentas de prova de conceito, mais gráficos com custo e benefícios da compra.
Já nas compras B2C, a emoção é o fator decisivo de muitas compras e o marketing se aproveita muito deste dado e faz ações que trabalham bastante o lado emocional do ser humano.
A emoção não analisa custo benefício, ela só desperta o desejo, a vontade de ter o produto, o status. E então ligamos a televisão e vemos as marcas falando com o emocional o tempo inteiro com os telespectadores, por exemplo. Boticário te deixa mais linda, a Decolar tem preços nunca visto antes e você estará perdendo se não aproveitar.
Canais de comunicação nas redes sociais do B2B e B2C
O Facebook e o Linkedin lideram o ranking das plataformas mais utilizadas para fazer o marketing B2B com respectivamente 30% e 40%.
O Linkedin, com marketing pago ainda não é vantagem para os negócios visto que o clique continua sendo bastante caro, porém ele lidera este ranking, pois como é uma plataforma voltada para a vida profissional das pessoas, os negócios ingressaram e iniciaram uma relação mais próxima não tanto com o negócio cliente, mas com o profissional específico que trabalha na empresa que pode ser o cliente.
Exemplo, supondo que eu venda automação industrial e gostaria que a empresa X fosse meu cliente. Vou até o Linkedin e procuro pelo João, que é engenheiro de produção da empresa X. Com este contato direto com o profissional, eu posso conquistar mais um cliente para o portfólio.
Já o Facebook é mais acessível quando o assunto é mídia paga. Nele, você pode definir um valor diário ou mensal para ser gasto e o valor do clique é consideravelmente barato quando comparado com o Linkedin.
E não pense que seu cliente, mesmo sendo pessoa jurídica, não está no Facebook. De acordo com o HubSpot (2017), 74% das pessoas falam que usam o Facebook com o propósito profissional. Além disso, a estatística de 2016 aponta que 1.13 bilhões de pessoas no mundo todo usam diariamente a rede social.
Quando falamos de B2C, o Facebook e o Instagram entram com força. Antes disso, um alerta vermelho: se você trabalha com B2C e não tem uma página nessas duas redes sociais, pare tudo que está fazendo e crie agora! É um grande aliado de duas vias entre o seu negócio e os seus clientes e é um forte canal de comunicação.
Em ambas as redes são possíveis criar um relacionamento com o cliente, divulgar promoções, ações de responsabilidade sociais e vender através de e-commerce. A internet só veio a acrescentar a experiência de compra se o consumidor quer e precisa. Faça o consumidor se apaixonar pela sua marca, ser um embaixador da sua marca.
Lembre-se que criar uma estratégia de comunicação para esses anúncios é de extrema importância para o seu negócio ter a mesma cara e ser ele mesmo em todos os lugares. Há várias formas de fazer marketing no Facebook, Instagram e Linkedin, e às vezes nem precisa ser marketing pago.
Conheça e estude as possibilidades de ambas as redes e comece agora a gerar mais leads para o seu negócio através das redes sociais. Elas são o presente e o futuro do marketing, que está mais digital do que nunca. E a tendência é ser cada vez mais.
Comunicação: a alma de qualquer negócio
Com a internet chegando para ficar, a forma como o consumidor final, principalmente, fala com a empresa mudou. Aqui, eu destaco para você o ponto positivo e o ponto negativo desta informação. O positivo é que a comunicação virou duas vias e está bem facilitada. A empresa tem fácil acesso ao consumidor final e vice e versa.
Porém, o consumidor está cada vez mais exigente e sensível ao erro. Por isso, esse canal de duas vias de comunicação pode ser um tiro no pé caso seu produto ou serviço deixe a desejar. A reputação é algo que pode acabar em alguns segundos na internet. E a retomada pode demorar meses ou até mesmo anos.
Por outro lado, a sua reputação positiva pode ser criada totalmente na internet, com indicações e avaliações do seu produto e serviço. O Marketing boca a boca vai funcionar para sempre tanto no mundo B2B quanto B2C. Por isso, fique sempre de olho o que estão falando de você na internet para que surpresas desagradáveis não apareçam da noite pro dia.
O seu cliente deve sempre ser respondido com educação e o mais breve possível. O mundo está pedindo cada vez mais pressa na solução de problemas, seja ele qual for.
B2B e B2C em números
Uma pesquisa feita pela CMS Wire, nos Estados Unidos, trouxe dados importantes de marketing desses dois mundos das transações comerciais.
51% dos profissionais de marketing do B2B não tem processos eficientes para captação de novos prospetos de clientes. No mundo B2C, esse número chega a 64%.
58% das empresas B2B e 63% das B2C utilizam o e-mail marketing como um canal de comunicação entre empresa – empresa – consumidor final. Portanto, se você ainda não utiliza a ferramenta de e-mail marketing, pense em investir em breve.
58% das empresas B2B e 63% das B2C utilizam o e-mail marketing como um canal de comunicação entre empresa – empresa – consumidor final. Portanto, se você ainda não utiliza a ferramenta de e-mail marketing, pense em investir em breve.
Pelo fato de não possuírem tanta experiência a frente de seus negócios, muitos empresários possuem dificuldades no momento de tentar solucionar os problemas de suas empresas. Afinal, qual problema deve ter maior atenção? Qual questão necessita ser resolvida com mais urgência para o funcionamento e bom desempenho da empresa? Se você se identifica com esta situação, saiba que a matriz GUT pode ser uma ótima ferramenta. Pois irá ajudar a elencar os problemas que devem ser solucionados de uma forma prioritária em sua empresa.
Quer saber mais sobre o que de fato é a matriz GUT? Como ela deve ser usada na prática e quais as vantagens que esta ferramenta pode trazer para a sua gestão empresarial? Então acompanhe o nosso artigo!
O que é a matriz GUT?
GUT é uma sigla, vem de Gravidade, Urgência e Tendência. A matriz GUT é uma metodologia de auxílio para os empresários nos processo de resolução de problemas. Assim, ela tem como principais objetivos avaliar cada problema a ser resolvido no ambiente organizacional. Para tanto, ela nos mostra o que são esses três aspectos e como fazer a relação deles:
Gravidade
Este aspecto tem como finalidade medir o impacto de cada situação isolada. E o que pode causar na empresa em caso de não ser solucionada. Para isso, impacto de cada problema deve ser avaliado de 1 a 5. Sendo assim: 1 para sem gravidade; 2 pouco grave; 3 grave; 4 muito grave e 5 extremamente grave. Por exemplo, podemos afirmar que uma situação referente ao fluxo de caixa negativo pode ser classificada como extremamente grave. Pois se não for solucionada rapidamente, pode inclusive decretar a falência de uma empresa.
Urgência
A urgência da matriz GUT avalia os problemas de acordo com os prazos para a resolução de cada um. Problemas com resolução mais lenta, por exemplo, são mais urgentes do que situações que podem ser rapidamente resolvidas. A urgência de resolução de cada problema também deve ser medida em uma escala de 1 a 5. Sendo 1 para situações sem urgência de resolução e que podem esperar; 2 para situações pouco urgentes; 3 para problemas urgentes que merecem atenção em um curto prazo; 4 para muito urgente e 5 para situações que exigem uma solução absolutamente imediata. Podemos classificar como situações muito urgentes, a quitação de uma dívida dentro de determinado prazo. Ou a nomeação de um novo gerente de determinado setor da empresa.
Tendência de agravamento da situação
Indica os problemas que poderão se tornar ainda mais graves em caso de não receberem a devida atenção. Ou seja, representa a capacidade que cada problema tem de aumentar a sua dimensão. As situações que forem avaliadas em 1 não tem possibilidades de se agravar; 2 são situações que podem piorar dentro de um longo prazo; 3 são situações que podem piorar a médio prazo; 4 podem piorar dentro de um curto prazo e 5 podem se agravar imediatamente.
Como surgiu a matriz GUT?
Atualmente utilizada por um grande número de empresas, esta ferramenta foi elaborada inicialmente por Kepner e Tregoe, dois especialistas na resolução de problemas organizacionais. Eles elaboraram a matriz GUT com este objetivo. O de auxiliar os empresários na resolução de questões mais complexas no ambiente de suas empresas.
Como elaborar a matriz GUT em sua empresa?
A matriz GUT é uma ferramenta extremamente simples de ser elaborada por qualquer empresa. Independente do porte e ramo de atuação.
Ela pode ser feita em uma simples planilha do Excel: basta elencar os diferentes problemas de sua empresa em linhas, criar as colunas para gravidade, urgência e tendência de agravamento de cada problema e então atribuir as notas de 1 a 5 para cada problema em relação aos três aspectos da matriz GUT.
Após feito este processo, basta multiplicar, na ordem, as 3 notas atribuídas em cada um dos problemas listados. E a partir de então identificar realmente quais são os principais problemas e pontos fracos da sua empresa. A partir da identificação destes problemas é hora de botar a mão na massa!
Trace planos de ação especificando todas as estratégias, os prazos de solução para cada problema e os colaboradores envolvidos no processo.
Portanto, a aplicação prática da matriz GUT consiste basicamente em três etapas: a listagem de todos os problemas, a classificação de acordo com a gravidade, urgência e tendência de agravamento de cada um. E por fim, a avaliação de cada uma das pontuações realizadas para identificar os principais problemas organizacionais.
Por que implementar a matriz GUT?
A partir da matriz GUT, você possui um direcionamento muito maior para a tomada de decisões na sua empresa. Pois conseguirá enxergar com mais clareza os principais problemas a serem solucionados em sua organização. Em relação a gravidade, urgência e tendência de agravamento da situação de cada um deles.
Esta visão passada pela matriz GUT também permite com que você utilize os recursos do seu orçamento empresarial em questões realmente importantes e não efetue gastos desnecessários. Que podem afetar o andamento do seu negócio.
Outra vantagem de implementar a matriz GUT como ferramenta de apoio a tomada de decisão em sua empresa, é o fato de ser um método que pode ser aplicado facilmente a partir de uma simples planilha do excel e também pode ser utilizada junto a outras metodologias como a análise SWOT, diagrama de pareto e diagrama de ishikawa, dentre outros.
Além disso, outra vantagem da matriz GUT é o fato de ela poder ser utilizada na avaliação dos problemas de qualquer setor da sua empresa.
Conclusão
Sendo assim,a matriz GUT pode ser uma ferramenta extremamente útil. Principalmente se você encontra dificuldades para identificar os problemas que devem ser resolvidos de uma forma prioritária em sua empresa.
Sem nenhum custo de implementação, pois pode ser elaborada em uma planilha e tem possibilidade de aplicação nos variados setores da sua empresa; a matriz GUT facilita completamente as suas tomadas de decisões. E permite o direcionamento de recursos para os aspectos que são realmente mais importantes, evitando saídas desnecessárias de seu orçamento!
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