Fechar uma empresa: Entenda o passo a passo

Fechar uma empresa: Entenda o passo a passo

Uma empresa costuma ser o projeto de vida de pessoas que decidiram empreender e nela investir esforço, tempo e dinheiro. Mas, algumas vezes e por uma série de possíveis motivos, as empresas não têm sucesso. Assim, para evitar prejuízos e maiores dores de cabeça, é preferível encerrar suas atividades.

Além de parar produção e encerrar trabalhos, o fechamento das empresas envolve uma série de obrigações burocráticas, financeiras e contábeis. Isso é para que este encerramento seja reconhecido pelo Estado e instituições bancárias ou outros agentes relacionados às atividades. Além disso, para o devido fechamento da empresa, é necessário o acerto de contas entre os possíveis sócios.

Primeiros passos

A primeira ação é reunir os sócios para a assinatura da ata de encerramento da empresa. Neste documento deve ser nomeado uma pessoa (pode ser até mesmo um dos sócios) para servir como liquidante da empresa. Este indivíduo ficará responsável por liquidar pendências do empreendimento que está prestes a fechar, sejam recebimentos ou pagamentos não realizados.

Depois deve ser escrito um documento chamado Distrito Social – uma espécie de contrato de dissolução da sociedade e empresa. Este papel informa qual a razão pela qual a empresa será fechada e como ficarão divididos os bens da empresa. Deve conter detalhadamente o patrimônio da empresa quando encerrada e definir ainda quem fica responsável pela guarda dos livros fiscais e demais documentos.

Ao assinar o Distrito Social, todos os sócios concordam com o fechamento da empresa nos termos definidos pelo documento. Caso haja desencontro ou conflito entre os sócios, pode ser requisitada a ação de um mediador. Esse pode ser um contabilista ou um advogado para tentar solucionar a questão indefinida.

Se o problema persistir, será necessária uma ação judicial na justiça comum. No entanto, este trâmite é demorado e degradante para todas as partes envolvidas. Por isso, é altamente recomendável que as partes consigam se acertar sem depender do judiciário.

Verifique se não há pendências previdenciárias

Mesmo que uma empresa não possua empregados, ela pode estar com algum débito relativo à retenção dos impostos das Previdência. Se o recolhimento tiver sido feito adequadamente pela empresa e não houver pendências, o empreendimento que está por fechar pode retirar sua Certidão Negativa de Débito gratuitamente no site da Previdência Social. O documento tem validade de 180 dias.

Se houver alguma divergência ou pendência por ser resolvida, será necessário agendar atendimento para esclarecimentos acerca das pendências. Além do devido pagamento dos débitos em algum escritório da Receita Federal.

Outro documento obrigatório para que a empresa possa encerrar suas atividades corretamente é o Certificado de Regularidade do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (CRF). Esta obrigatoriedade também se aplica a empresas sem funcionários, pois estas também contribuem para o FGTS. O CRF pode ser expedido na Caixa Econômica e tem validade de 30 dias. Em caso de pendências ou irregularidades, o acerto também pode ser feito em uma agência da Caixa.

Dê baixa na prefeitura e no governo estadual

Contate a seção da secretaria de finanças de seu município para saber se sua empresa contribui com algum imposto de caráter municipal, como o Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS). Se sim, será necessário dar baixa da empresa no cadastro da prefeitura. Faça contato também a Receita Estadual para fazer a baixa na inscrição estadual. Assim, livra-se do pagamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços.

Faça a emissão dos certificados do Ministério da Fazenda

Para fechar a sua empresa, será necessário estar em dia com o Ministério da Fazenda. A Receita Federal verificará se o empreendimento realizou o correto recolhimento dos impostos de aplicação federal. Alguns desses impostos são PIS, o COFINS, o CSLL e o IRPJ. Para isso, é necessário retirar junto ao órgão uma certidão negativa de débitos chamada de Certidão Negativa Conjunta. Esse documento reúne a Certidão de Dívida Ativa com a União e a Certidão de Quitação de Tributos e Contribuições Federais.

A certidão possui validade de 180 dias. E, em caso de plena regularidade, pode ser emitida pela internet através dos sites da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional e da Receita Federal.

Dispensa de exigências para Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP)

O empresário ou Pessoa Jurídica que responder por uma Microempresa (ME) ou uma Empresa de Pequeno Porte (EPP) pode fazer sua baixa nos sistemas de regulamentação independentemente de suas pendências tributárias com órgãos de vigência municipal, estadual ou federal. No entanto, esta baixa não o isenta de suas responsabilidades diante das pendências.

Realize o arquivamento dos documentos na Junta Comercial

Para realizar o desligamento de sociedade ou de empresa na Junta Comercial de sua cidade ou região, é necessária a apresentação dos seguintes documentos à entidade:

  • Certidão Conjunta Negativa de Débitos relativos a Tributos Federais e à Dívida da Ativa da União, feita pela Secretaria da Receita Federal e pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.
  • Certidão Negativa de Débito – CND – emitida pela Secretaria da Receita Previdenciária
  • Certificado de Regularidade do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço – FGTS, com emissão feita pela Caixa Econômica Federal

Deve ser pago à Junta Comercial a taxa para que o Distrato Social possa ser arquivado pela instituição. Os valores podem variar de acordo com cada estado da federação.

Atenção: os seguintes casos são dispensados da obrigatoriedade de apresentação dos documentos de regularidade ou quitação com o órgão:

  • Empresa ou empresário enquadrada no sistema de Empresa de Pequeno Porte (EPP) ou Microempresa (ME);
  • Encerramento e fechamento de atividades de empresas classificadas como filiais ou sucursais de empresas ou sociedades empresárias nacionais.

Dar baixa no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ)

Este é o último passo para que se realize o encerramento legal das atividades da empresa. É o momento de dar baixa do registro empresarial no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ). Baixe na internet um software chamado PGD-CNPJ. Este programa é responsável por gerar a solicitação de cancelamento do CNPJ e emitir o Documento Básico de Entrada (DBE). Assine este documento e reconheça a firma em cartório.

Para finalizar a burocracia é preciso apresentar alguns documentos. Entre eles o Documento Básico de Entrada (DBE – CNPJ), em duas vias, com emissão feita pelo software Programa Gerador de Documentos (PGD – CNPJ) ou ainda o protocolo de transmissão do FCPJ, para o caso de o DBE ser assinado por um procurador, com cópia da procuração autenticada e acompanhada da original. A FCPJ deve ser preenchida com o documento de CPF do responsável e cópia do recibo de entrega de declaração de fechamento e encerramento. Se não houver nenhuma pendência, a baixa no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas deverá acontecer em até três dias.

Para fazer o cálculo dos impostos pendentes (IRPJ e CSLL), a Receita Federal utiliza a data gravada no Distrito Social.

Motivos que podem levar ao fechamento de uma empresa

Já tratamos do passo a passo necessário para se encerrar adequada e legalmente as atividades de um empreendimento. Falemos agora sobre os principais motivos que podem fazer com que uma empresa venha a fechar as portas. Consideramos que, embora às vezes seja necessário, os empresários, de forma geral, querem que suas empresas cresçam e não fechem.

Falta de conhecimento e estudo sobre o mercado onde a empresa se insere

Muitas empresas acabam não conseguindo o sucesso esperado por seus empresários e investidores pela simples razão de que os responsáveis por sua administração exerceram uma gestão pautada por achismos e estereótipos sobre as condições dos serviços, produtos e preços que a empresa deve praticar. O bom exercício de gerenciamento de uma empresa exige muito estudo prévio. E, acima de tudo, visão e percepção do mercado onde a empresa está inserida. O que pressupõe conhecer concorrentes, fornecedores, clientes, cenários favoráveis, ameaças, oportunidades e fraquezas.

O empresário deve conhecer ao máximo possível todo o processo produtivo. Desde a “mão na massa” do cotidiano da empresa a até mesmo o feedback de seus clientes. Isso, para que o empreendimento não se isole em uma espiral que deve levar ao fracasso.

Não-criação de identidade do empreendimento

Para mergulhar de cabeça em um empreendimento, é comum que os empresários e investidores busquem inspiração em modelos de negócio que já sejam consolidados e bem-sucedidos em outras empresas. No entanto, copiar esses modelos fielmente se torna um grande erro. Isto porque as circunstâncias nas quais operam os negócios nunca são perfeitamente iguais.

Além disso, uma empresa de sucesso precisa criar uma identidade junto a seus fornecedores e clientes. Precisa ser razoavelmente única e se firmar no mercado como uma opção rentável e de grande retorno. Estratégias de marketing e produção de imagem da marca são estratégias que costumam dar resultado para consolidar uma empresa no mercado e evitar que ela venha a declarar falência ou ter suas atividades encerradas.

Falhas no planejamento

Investir e empreender é uma ação econômica que, naturalmente, envolve riscos. O empreendedor, seja ele grande ou pequeno, deve saber que entrar em um negócio fará com que seu capital e sua empresa sempre corram riscos, maiores ou menores, sempre proporcionais ao potencial de lucro de suas ações. No entanto, o indicado é que o empreendedor tenha em mente sempre quais riscos ele está sujeito e, de preferência, antes que as situações de risco se apresentem. Desta forma, com riscos planejados e conhecidos, ele pode tomar ações estratégicas adequadas para evitar efeitos negativos.

Com efeito, uma das principais maneiras de se evitar estes riscos ou correr riscos planejados, fáceis de solucionar e superar, é contar com a ajuda de consultores especializados na área. Sabemos, contudo, que o serviço destes profissionais não costuma ser barato e que micro ou pequenos empreendedores não costumam dispor de todo o investimento necessário para a contratação.

Neste caso, onde as empresas são operadas às vezes até mesmo por apenas uma pessoa, é fundamental que o empresário planeje e estude muito bem cada uma das ações tomadas dentro de seu negócio. Só assim ele conseguirá prosperar nos negócios e evitar que a empresa passe por dificuldades e venha a encerrar suas atividades.

Falhas no controle financeiro

É fundamental que o empresário, seja em uma multinacional gigantesca ou em uma microempresa, tenha pleno e constante conhecimento das condições financeiras de seus negócios. Para além do conhecimento, ele precisa saber também como se posicionar e quais medidas tomar diante do mercado para que a balança financeira acabe sempre ficando no positivo.

Esta não precisa ser uma tarefa difícil ou muito complexa, mas exige dedicação. Exige o acompanhamento diário e constante das entradas e saídas de recursos financeiros da empresa, estoques, tributos, rendimentos, dívidas e etc. Para isso, o trabalho um contador pode se fazer fundamental. Com o devido controle financeiro, uma empresa dificilmente se verá obrigada a fechar as portas.

Divergências societárias

Quando uma empresa é de propriedade de dois ou mais sócios, é importante que estes indivíduos trabalhem em sintonia para que o empreendimento cresça de maneira inteligente e sustentável. Se os sócios apresentarem divergências, a tendência é que os negócios passem por dificuldades e a empresa venha a encerrar suas atividades. Vimos, inclusive, que estas divergências podem causar complicações até mesmo no próprio processo de encerramento, exigindo a ação do judiciário para resolver as questões com morosidade, na maioria das vezes.

Conclusão

Encerrar uma empresa nunca é uma ação desejável, mas, às vezes, ela pode se tornar uma necessidade. Se informe junto aos órgãos competentes para proceder o encerramento de sua empresa de acordo com os termos da lei e respeitando o que diz no Distrato Social para que, uma vez encerrada, a empresa não volte a causar problemas com a Receita, a Justiça ou qualquer outro instrumento do Estado, para que novos negócios possam surgir e os empresários retornem às atividades em outros possíveis empreendimentos.

Previna-se, prepare-se, documente-se. Lide com as burocracias e encerre sua empresa com a maior agilidade possível.

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O que é posicionamento de marketing, segundo Al Ries

O que é posicionamento de marketing, segundo Al Ries

Estudar marketing e comunicação é essencial para todos os gestores de negócio ou empreendedores. Afinal, é o uso de suas técnicas e teorias que possibilita um maior conhecimento do mercado e garante o crescimento das vendas. E isso é o objetivo de qualquer empresa criada, independentemente de sua área de atuação ou tamanho.

Todo gestor e empreendedor deseja que sua marca e produto superem suas expectativas e ganhe mercados consumidores cada vez maiores, aumentando a lucratividade e a longevidade da empresa como um todo.

Mas assim que se começa a estudar ou a ler a respeito de marketing e todas as suas estratégias para aumentar a visibilidade de um negócio e os resultados financeiros, a palavra posicionamento aparece como sendo o centro de todas as atenções. Para quem ainda não tem muita intimidade, muitas dúvidas acabam surgindo, e podem haver confusões a respeito do que ele significa, o que representa e mais, como pode ser colocado em prática.

Afinal de contas, o que é posicionamento? E por que ele é tão importante para a criação e a estabilidade de uma marca? Agora você vai descobrir tudo isso e aprender profundamente qual é a importância da definição de um posicionamento para sua empresa.

Para ajudar na compreensão deste tema, iremos abordar os conceitos de Al Ries, responsável por cunhar o termo posicionamento e espalhar esta ideia tão importante por todo o mundo. Mas antes, é preciso saber um pouco mais sobre quem é este autor. Veja a seguir:

Conheça quem é Al Ries e qual é a sua importância para o marketing moderno

Al Ries é considerado como uma verdadeira lenda da publicidade e do marketing mundial. Formado pela DePauw University, Ries começou sua trajetória profissional ainda muito cedo, na área de comunicação da empresa multinacional General Eletric, onde permaneceu não por muito tempo, mas aprendeu muito.

Em 1963, fundou sua própria agência de publicidade na cidade de Nova York, que mais tarde se transformaria em uma empresa de consultoria de marketing, em conjunto com seu parceiro de trabalho e publicações, Jack Trout. Ambos conseguiram excelentes casos de sucesso, e através de um pensamento diferenciado, conseguiram criar o conceito que é tema deste artigo.

Foi em 1972 que Al Ries e seu parceiro escreveram uma série que continha 3 artigos que revolucionaram o marketing no mundo e possibilitaram que empresas e marcas conquistassem melhores resultados em vendas e em relacionamento. Tratava-se do inédito até então conceito de posicionamento. Em 1981, o livro dos dois autores foi publicado e no mundo inteiro, já foram vendidas mais de 1,5 milhões de cópias, espalhados por todos os cantos do mundo.

Al Ries continua atuando em sua empresa, agora também em conjunto com sua filha, com quem publicou mais de 6 livros a respeito de marketing, conquistando uma marca inacreditável de mais de 3 milhões de cópias vendidas no total.

Ele foi ainda presidente da Associação de Marketing e Negócios de Nova York, do Clube de Publicidade de Nova York, e acumula em sua carreira uma lista de premiações. Uma das mais importantes veio da AdAge, que considerou o livro de Al Ries e Jack Trout como uma das 75 ideias da propaganda mais importantes dos últimos 75 anos.

O autor e consultor continua extremamente atuante e atualmente é considerado como um dos pensadores de marketing e comunicação mais importantes e assertivos do mundo dos negócios. Não é à toa que seu conceito de posicionamento ganhou o mundo e colabora para um melhor conhecimento do mercado e das relações com consumidores todos os dias.

Compreenda o conceito de posicionamento

Agora que você já sabe quem é Al Ries, podemos finalmente abordar o conceito de posicionamento de marketing, tão importante para qualquer marca nos dias de hoje.

De forma geral, podemos dizer que segundo Al Ries, o posicionamento não é algo que você faz com seu produto ou empresa, mas sim uma mudança conquistada na mente do seu consumidor. No que isso se difere do que era feito antes e como isso é colocado na prática?

Ora, antes do conceito de Ries e Trout, as empresas faziam uma análise completa do potencial do próprio produto ou serviço, e focavam os esforços de marketing, construção de marca e principalmente comunicação, na divulgação dos atributos positivos.

Isto é, pouco se pensava no produto como algo que pode ir além do seu sentido prático. Uma boa bebida, por exemplo, era aquela que matava a sede, refrescava no calor, era saborosa de alguma forma especial e, quem sabe, tinha um custo mais baixo do que as concorrentes.

Hoje em dia, depois do conceito de posicionamento, raramente vemos algum anúncio ou qualquer comunicação feita desta forma. Basta uma simples olhada na publicidade de refrigerantes. Estas bebidas são o diferencial para quem quer fazer o bem, levam você além, ou ainda se mostram como a opção de escolha de quem tem certeza onde quer chegar.

Esta forma de comunicação, portanto, é algo mais subjetivo, e conquista um lugar cativo na mente e no coração dos consumidores. O produto ou o serviço em si deixa de ser somente algo físico e concreto e passa a ter um significado maior do que ele realmente é.

Ou seja, aquele que conseguir oferecer ao seu consumidor um valor a mais do que a solução que ele atende ganha um espaço cativo. E de nada adianta tentar dividir o mesmo espaço com outras marcas. Uma marca que conquista o lugar de mais conectada ao público jovem, por exemplo, dificilmente vai ser retirada deste patamar, e não adianta os concorrentes tentarem somente entrar nesta abordagem, com uma comunicação que fala algo como “meu produto também fala com o jovem”.

Podemos dizer, portanto, que para os autores, o posicionamento não é apenas uma estratégia de marketing, mas sim de comunicação, e que precisa ser integrada para funcionar. O segredo é encontrar em um mercado competitivo e cheio de produtos semelhantes um local completamente único dentro do pensamento e do sentimento do consumidor ideal.

Além disso, é preciso fazer uma manutenção constante deste posicionamento, através de campanhas publicitárias, interação com consumidor, comunicação em diferentes meios, embalagens e claro, também no ponto de venda e em cada uma das ações utilizadas para aumentar as vendas.

Outra forma de compreender melhor este conceito de posicionamento é imaginar cada uma das marcas existentes por aí como uma pessoa. Esta pessoa tem sonhos, desejos, formas de ver a vida e de agir perante a realidade do mundo.

Assim uma marca deve ser, ter um estilo próprio e diferenciado, capaz de conseguir atrair o interesse a fidelidade de seus consumidores. Ainda segundo os autores, a batalha pelas fatias do mercado, depois do conceito de posicionamento, não ocorre mais entre marcas nas prateleiras do supermercado.

Ela ocorre antes na mente do consumidor. Aquelas marcas que mais conseguirem conquistar um posicionamento que agrade, melhor serão posicionadas na mente do consumidor, e melhor serão os resultados em vendas e lucratividade.

Outro ponto que os autores chamam a atenção em seu livro a respeito do conceito de posicionamento é que o timing é primordial para uma marca. Por isso é que as primeiras marcas de categorias importantes acabam se tornando ícones de seu tipo de produto e têm mais chances de deixar seu posicionamento claro na mente do consumidor, conquistando assim o sucesso.

É o caso de muitas das marcas famosas que temos hoje em dia, como por exemplo, o da rede de lanchonetes e fast food Mc Donalds, da marca de sabão em pó OMO, do achocolatado Nescau, e diversos outros exemplos que estão presentes em nosso cotidiano.

Características do posicionamento

Mas antes de simplesmente definir um posicionamento ideal e apostar as estratégias de comunicação e marketing dentro dele, é preciso ter cuidado. Indica-se uma análise profunda nos atributos do produto, na dos concorrentes e nos posicionamentos que existem no mercado.

Isto é, se já existe um produto como o de sua empresa, que foca em um posicionamento focado em sustentabilidade ambiental, por exemplo, não é indicado que você tente disputar o espaço dentro desta mesma vertente. Assim como na lei da física, dentro da mente dos consumidores, duas marcas jamais conseguirão conquistar o mesmo lugar no espaço.

Dentro da mente do consumidor, portanto, há um espaço cativo para esta marca e provavelmente ele não irá mudar de ideia tão facilmente. É o que muitos chamam de inércia de pensamento.

Procure encontrar, dentro do mapa das milhares de marcas disponíveis, aquele lugarzinho que ainda não foi ocupado por ninguém e que pode oferecer uma excelente promessa de valor.

Não é à toa que marcas como a Nike, o Leite Moça e a Coca-Cola estão há tantos anos nas prateleiras e alcançam sempre posições de liderança nas vendas e no desejo dos consumidores. O que estas marcas têm em comum é uma comunicação sempre bastante clara, massiva, constante e que apresenta não só os atributos do produto em si, mas tudo que eles representam e podem trazer de valor para cada uma das pessoas que os adquirem.

O posicionamento, portanto, também pode ser chamado de identidade de marca. É ele que vai trazer as associações na mente do consumidor informando o que aquele produto tem de tão especial para poder fazer parte de sua vida, de uma forma mais subjetiva e até emocional.

Afinal de contas, as pessoas compram produtos, mas se envolvem emocionalmente com marcas. O posicionamento de um produto pode ser a forma como uma pessoa representa para o mundo aquilo que ela sente, vê e deseja. É como se fosse uma relação de espelho ou então de vontade de ser.

Parece exagerado, mas na prática é exatamente isso que acontece. Por isso é que as pessoas gostam tanto de mostrar as marcas dos produtos que consomem, e muitos acabam, inclusive, se tornando verdadeiros outdoors ambulantes, levando o nome do produto e o que ele representa para sua vida.

Ao utilizar um produto ou serviço de uma determinada marca bem posicionada, o consumidor sente que está fazendo algo de acordo com o que ele acredita, que faz sentido e que vai muito além de seu valor real. Por este motivo, é que em marketing também se fala tanto em criação de valor.

Este posicionamento diferenciado, este sentimento ou sensação que a marca pode representar e trazer para quem o usa, passa a ter um valor subjetivo superior. Com isso, o consumidor acaba ficando mais disposto a pagar mais por algo, mesmo que na prática, ele esteja valendo exatamente a mesma coisa do que outra opção concorrente.

Outro ponto a ser abordado, aliás de extrema importância, é que o posicionamento deve começar de dentro para fora da empresa. O que significa que, antes de partir para a comunicação e as estratégias de marketing para venda, o posicionamento deve ser construído dentro da empresa.

Desde o primeiro momento, o produto precisa ser pensado dentro do seu posicionamento desejado. Qual será sua matéria-prima, como será sua embalagem, sua forma de produção, distribuição e venda. Podemos dizer, portanto, que todos os 4Ps do mix de marketing, Produto, Preço, Promoção e Praça, devem ser elaborados de acordo com o posicionamento da marca.

Além disso, todos os funcionários, parceiros e envolvidos com a produção, distribuição de venda do produto, devem ter em sua mente qual é o posicionamento da marca de forma clara e limpa. Assim, sua empresa consegue assegurar um posicionamento estruturado e real.

Al Ries e Jack Trout ainda dizem em seu livro que o posicionamento até pode ser mudado, mas que é preciso ter cuidado. Afinal de contas, o consumidor constrói um relacionamento e um sentimento ao redor do posicionamento e não costuma mudar de ideia assim tão rápido.

É como se você se relacionasse com uma pessoa durante anos, já entendesse como ela pensa e o que deseja e gosta de ficar por perto. Mas de repente, de um dia para o outro, esta pessoa acorda pensando diferente, falando diferente e usando roupas completamente opostas ao que estava acostumada. Causa estranhamento e pode, inclusive, levar ao fim de uma duradoura e tranquila relação.

Como acertar em cheio no posicionamento de uma marca?

Segundo Al Ries, o posicionamento é o local no qual uma marca se encontra dentro da mente do consumidor, uma batalha que as marcas precisam lutar, todos os dias. Mas essa definitivamente não é uma tarefa muito fácil.

Quando analisamos as marcas mais desejadas do mundo, parece que facilmente conseguiram encontrar seu lugar ao sol. Mas na realidade, não é bem assim. Com exceção daquelas que surgiram há muitos anos atrás e conseguiram o lugar cativo de pioneiras, tomando à frente de suas categorias, a maioria absoluta das marcas e produtos criados trava uma guerra com um mar de concorrentes.

Principalmente no mundo no qual vivemos, onde a saturação de mensagens publicitárias e de marcas está presente em todos os lugares. Quantas mensagens de marcas e produtos você ouviu, leu ou recebeu no dia de hoje? Impossível saber.

A todo o momento estamos sendo bombardeados com estas informações, muitas das quais acabam passando totalmente despercebidas. É aí que os mais competentes conseguem se diferenciar e conquistar seu espaço no coração de seu mercado alvo.

Por isso, depois de realizar a pesquisa e verificar qual espaço ainda está livre na mente do seu público-alvo, é chegada a hora de construir o seu posicionamento de marca. Veja como fazer, utilizando as dicas a seguir.

1. Defina os valores da empresa

O ideal é que todos os produtos e serviços de uma empresa estejam alinhados com seus valores. O posicionamento, portanto, deve seguir também esta linha, e nascer do que a empresa tem de mais importante.

É isso que vai trazer verdade ao seu posicionamento, o desejo de fazer sempre melhor dos seus funcionários e uma maior identificação de todos envolvidos no processo. E não adianta ter os valores do negócio somente escritos em um papel, hein?

Eles servem para nortear todos os movimentos da empresa, desde como trata seus funcionários, como se relacionam com parceiros e fornecedores, com a comunidade onde atuam e claro, com os consumidores e clientes.

2. Foque no que seu produto tem de melhor

Responda à pergunta: Por que meu produto é diferente dos demais? E foque nisso fortalecendo ainda mais seus laços.

Mas atenção! Lembre-se sempre que o posicionamento não se refere somente aos atributos do produto em si, mas sim a tudo que ele pode oferecer de valor agregado ao seu consumidor.

3. Procure atender mercados de nicho

Esta dica pode não ser válida para qualquer tipo de produto, mas é de extrema valia para quem deseja conquistar um lugar cativo com mais facilidade. Buscar por mercados de nicho, isto é, menores e mais focados em uma característica ou necessidade específica, garante o que Al Ries comenta em seus livros, que é o pioneirismo.

Se sua empresa conseguir conquistar um espaço neste mercado antes dos demais concorrentes e conseguir manter um bom trabalho durante o passar do tempo, dificilmente vai perder este posto e tende a garantir um crescimento mais consistente.

4. Mantenha a posição clara do seu posicionamento

Depois de um trabalho longo e consistente, você chegou ao posicionamento ideal. Então mantenha a comunicação focando neste sentido por um longo período de tempo. A repetição das ideias, a comunicação integrada e a uniformidade das ações é o que garante o resultado da percepção do posicionamento por parte do seu consumidor.

Então de nada adianta ficar mudando de ideia o tempo todo, porque os resultados estão demorando um pouco para acontecer. Tenha paciência, invista e aguarde pelos resultados a médio e longo prazo. Se fez o trabalho de pesquisa e avaliação de forma correta e o posicionamento está dentro dos valores do seu negócio, o esforço vai trazer retorno sem sombra de dúvidas.

5. Opte pela humanização do posicionamento de sua marca

Pesquisas apontam que quanto mais humanizado for o seu conceito de posicionamento, melhores serão as chances de se conquistar resultados positivos. Afinal, ninguém gosta de se relacionar com empresas e negócios, mas sim, com pessoas e seus sentimentos.

Uma boa forma de conseguir conquistar este objetivo é tentar falar o quanto seu produto é capaz de resolver os seus problemas do cotidiano. A linguagem também é essencial, que deve ser mais próxima, direta e amigável. Fugindo, sempre que se pode, de utilizar termos técnicos e dados que podem ser encarados como sendo frios de mais.

Até as imagens utilizadas nas campanhas devem ser humanizadas. É preciso tomar cuidado com as cores utilizadas, tipo de fontes escolhidas e como o produto aparece no contexto da comunicação como um todo.

6. Inspire seus consumidores a fazer algo

Tornar-se uma marca inspiradora é uma das estratégias mais eficientes para engajar e aproximar clientes. Afinal, se você conseguir que seus consumidores sintam ou façam algo, inspirados por sua comunicação, eles sempre se lembrarão dos sentimentos e sensações positivas que sentiram com aquela ocasião.

Dentro deste mesmo pensamento, ações de marketing voltadas a experiências são beneficiadas, por exemplo, a participação em eventos beneficentes, corridas e maratonas, criação de movimentos sociais e tudo que tenha a ver com os valores e objetivos de sua marca.

7. Jamais copie

Já foi dito aqui de diversas formas o quanto a exclusividade é importante para a criação de um bom posicionamento. Não é possível conquistar o sucesso copiando ou imitando outras marcas líderes, em nenhum sentido.

Pode até ser que conquiste algumas vendas, mas nenhuma delas será gerada pelo real desejo de compra e provavelmente não virá acompanhada de lucratividade. Muito menos a longo prazo.

Com estas dicas, sem dúvidas ficou mais fácil de compreender o que é o posicionamento segundo Al Ries e o quanto este conceito é importante para o sucesso de marcas e empresas. Investir na construção de uma imagem de marca é a melhor forma de aumentar a longevidade de um produto e a sua lucratividade por muito mais tempo.

O posicionamento deve estar presente em tudo que a empresa faz e apresenta. Desde sua logo, suas embalagens, a linguagem que utiliza em campanhas publicitárias dos mais diversos canais e claro, na qualidade e no relacionamento com clientes em caso de problemas.

O que faz um gerente de vendas e qual sua importância

O que faz um gerente de vendas e qual sua importância

Em resumo, um gerente de venda é aquele que planeja, treina, distribui, controla. Além de avaliar e estimular, individual e coletivamente, uma equipe de vendas. A importância de um gerente de vendas é que ele é o responsável pelo resultado das vendas. Uma variável vital para a sobrevivência e o crescimento da empresa.

Com as duas frases acima seria possível responder às perguntas do título. Sem que vá nisso qualquer equívoco, negligência ou omissão. Era assim com uma equipe de vendas há 40 anos atrás. Possivelmente continuará sendo daqui a quarenta anos. O que mede a qualidade do departamento de vendas são as vendas, claro, de acordo com os objetivos traçados.

O que muda permanentemente é a abrangência e o caráter dessas atribuições. O que se entendia como vendedor há quarenta anos, pelo menos na maioria das empresas, seria totalmente inconcebível nos dias atuais.

O vendedor é o cartão de visitas

A primeira coisa que um gerente de vendas deve ter em mente já na hora de contratar um vendedor é que o profissional de vendas é o cartão de visitas da empresa. Muitas vezes é o primeiro e o único representante da companhia que será visto pelo cliente. Sim, mas e daí? E daí que esse vendedor, se é ele o principal contato entre a empresa e seus clientes, tem que estar apto a dar todas as informações solicitadas pelo cliente.

Não é mais concebível uma empresa com departamentos, setores e disciplinas estanques, cada um falando uma língua. Quando um vendedor tira um pedido, ele não está apenas gerando uma venda para a empresa. Ele está assumindo, em nome da mesma, um compromisso perante o cliente, que abrange a entrega da mercadoria dentro do prazo e em perfeitas condições.

Como esse vendedor irá estipular um prazo se não estiver perfeitamente integrado com as demais áreas da empresa? Como a logística? Como um gerente de vendas irá elaborar metas de venda para sua equipe se ele não tiver acesso a um relatório de previsão de vendas do departamento de Marketing?

Repare que ao falar em cartão de visita da empresa pode parecer que se esteja sugerindo aparência como principal atributo de um vendedor, mas, na verdade se está falando de firmeza. O cliente, qualquer que seja o segmento econômico, quer informações precisas, firmes e imediatas para definir a sua compra. O ideal é que nenhuma resposta fique em aberto. Mas ainda é melhor dizer um “não sei, vou procurar saber e lhe retorno com a resposta”, do que recorrer a uma resposta evasiva.

O treinamento mais importante

Após a contratação, deveria ser a primeira atividade de um contratado, dedicar o tempo necessário para conhecer a empresa. Até, antes mesmo, de conhecer os produtos que vende.

Conhecer a empresa deveria incluir conhecer os concorrentes e o mercado.  Além de saber estabelecer os diferenciais de sua marca perante os concorrentes e vice-versa. Para que um profissional represente a empresa é preciso que ele seja uma espécie de executivo. Não é à toa que algumas empresas, ao contratar vendedores, os chamam de “executivos de vendas”. O que não implica, necessariamente, que adotem essa premissa.

Essa abordagem visa evidenciar que o primeiro papel de um gerente de vendas é formar vendedores impecáveis. Capazes de argumentar e tomar decisões, não só com base na descrição dos atributos e funcionalidades do produto; mas através do domínio daquilo que ele vai estar representando na hora da verdade.

Além disso, deve ser critério de seleção, avaliar o quanto esse vendedor será capaz de se envolver, se engajar e se apaixonar pelo trabalho. O vendedor tem que ser um diferencial. Tem que saber vender a empresa como se fosse dele, entender o negócio em toda a sua amplitude.

Essa parte do treinamento não se encerra no conhecimento do negócio e do que a empresa faz. Mas na compreensão, por parte do novo colaborador, da missão e dos valores da empresa. O vendedor tem que estar alinhado com a missão e com os valores porque ninguém pode representar uma organização dom cujos princípios não comunga.

Guia de Gestão de Equipes

O segundo treinamento mais importante

Quando se fala em equipe de venda se está falando de um conceito bastante vasto. Conhecer a empresa pressupõe, de certo modo, conhecer seus consumidores. Quando se vai treinar um vendedor para uma loja de roupas, por exemplo, é impossível fazer com que ele entenda minimamente cada um dos milhares de produtos do catálogo.

É um desafio para o gerente de vendas fazer um treinamento adequado, porque o negócio condiciona o treinamento. E nesse caso é preciso que o vendedor tenha domínio absoluto do que está vendendo sem conhecer as especificações de quase todos os produtos.

Convém, então, que ele saiba as informações genéricas sobre o tecido, por exemplo. Levando conta variáveis como conservação, se precisa passar, cuidados e sensação que proporcionam em contato com o corpo. A pergunta que se faz é: são essas as informações principais que um cliente que vai comprar moda quer obter? Ou são informações que ele pode solicitar e que podem ajudar a definir a compra?

Certamente que a resposta correta é segunda. Isso leva à questão principal. O cliente que vai comprar moda está comprando uma visão própria. É mais importante, por exemplo que o vendedor tenha um treinamento para entender quem é o cliente daquela marca para saber como lidar com ele. Sob esse ponto de vista, é fundamental que haja uma integração perfeita do departamento de vendas com o de marketing.

Em resumo, o treinamento de produto pressupõe conhecimento dos produtos, de suas funcionalidades e, principalmente, dos benefícios que os clientes buscam neles.

O terceiro treinamento mais importante

Se o vendedor conhece o negócio, conhece o produto, conhece como pensam os clientes, o ponto seguinte é treiná-lo para a ação. Em outras palavras, é o que chamam estratégia de negociação. A estratégia de negociação é como se fosse um manual. No qual a empresa estabelece um limite e uma alçada para o vendedor negociar. É claro que o vendedor bem formado tem uma noção bastante clara de sua margem de negociação. Mas isso não impede que a empresa já formule um manual.

Esse treinamento para a hora da verdade inclui, além da estratégia de negociação, a postura e a capacidade de saber estabelecer empatia. Assim como inclui saber fazer um bom atendimento, que consiste em ouvir, entender, propor e ganhar a confiança do cliente. Afim de que ele tenha uma compra satisfatória, em que ele adquira o máximo possível daquilo que realmente precisa. Lembrando que não é o vendedor quem estabelece o que o cliente precisa e sim o próprio.

Por que tanta ênfase em treinamento?

Para quem chegou até aqui a pergunta é bem compreensível. Por que tanta ênfase no treinamento? É muito simples. Um treinamento completo e bem aplicado reduzirá de forma substancial as tarefas corretivas do gerente de vendas.

Entre as atribuições do gerente de vendas está identificar as falhas e os pontos fortes individuais e coletivos. É o que diz qualquer manual. Essas falhas e pontos fortes devem realimentar o treinamento. Se eles realimentam o treinamento, há de se concluir que o treinamento serve para que os erros não ocorram.
Isso atende a uma segunda premissa que deve ser seguida religiosamente por um gerente de vendas. Ela consiste em controlar resultados e não pessoas.

Pessoas muito bem escolhidas e treinadas são pessoas que, em tese, são altamente confiáveis e que sabem o que fazer. Em outras palavras, um bom gerente de vendas se reúne com seus comandados para traçar novas metas. Além de ouvir sugestões e contornar eventuais e raros problemas, porque eles devem ser raros.

Planejamento de vendas e da equipe

O que está sendo dito aqui é que o papel do gerente de vendas é ser um facilitador do trabalho de seus comandados. Razão que explica a importância do treinamento exaustivo, mas também reiterado. Treinamento é algo contínuo na vida de qualquer profissional que se pressuponha eficaz.

Esse treinamento deve ser muito bem estruturado porque o gerente precisa dedicar seu tempo a planejar. Longe de se entrar aqui na discussão sobre modelos de remuneração. É importante que a remuneração da equipe de vendas faça parte do planejamento. Não é só a remuneração, mas também um plano de cargos e salários. Muitas vezes as empresas estabelecem premiações por resultados, mas as oportunidades nem sempre são iguais para todos os vendedores. Alguns atuam em terrenos mais hostis. Outros trabalham numa determinada faixa geográfica em que os clientes locais são mais receptivos. Outros num setor onde não há concorrência.

Medir tudo isso e fazer uma distribuição de carteira justa é complicado, principalmente em empresas que trabalham com comissão. Talvez – e é bom que fique claro que não existe uma receita definitiva – seja o ideal tentar uma remuneração combinada entre fixa e variável, de modo que o inevitável desequilíbrio entre as oportunidades não gere problemas na equipe.

Comportamento do cliente

Claro que o trabalho de planejamento também inclui essa questão da distribuição de tarefas mais justa. Porém, é necessário também, que o gerente de vendas saiba monitorar o mercado e fluxo de vendas. Melhor ainda, em caso de indústrias e distribuidores, é interessante que tanto o gerente quanto cada vendedor tenha uma visão única de cada carteira individual.

Por que isso? Porque saber e entender o comportamento do cliente ajuda a formular uma programação de visitas. Essa programação é da empresa e não do vendedor. É uma informação valiosa da empresa, que será passada para o próximo vendedor que for atuar naquela área.

Esse conjunto de conhecimentos é que vai – em parceria com as informações de marketing – proporcionar um planejamento adequado. Com o estabelecimento de objetivos claros e atingíveis e uma análise de desempenho realista. Até mesmo o planejamento de direcionamento de materiais de apoio pode ser feito com base nas estimativas de venda.

O Gerente de Vendas e a venda integrada

Nas empresas mais avançadas, onde há uma integração entre os departamentos, a integração entre marketing e vendas é 360%. São áreas que se retroalimentam, sobretudo de informações. Voltando à figura do executivo de venda, o gerente do setor deve estimular e cobrar dos seus vendedores que eles sejam o os olhos e ouvidos da empresa. Cada canal de contato dos clientes com a empresa deve ser visto como uma oportunidade de aprendizado para a empresa.

O primeiro ponto é que o vendedor deve entender e praticar é que a venda só termina quando o produto é entregue.

Não, isso não é verdade. A venda continua após a entrega. Pode o vendedor perguntar: mas o que tem a ver a entrega com a venda? Simples. A entrega é parte do processo de venda porque ela pode contribuir para novas vendas ou não. Se cada vendedor controlar seus pedidos e, mesmo em caso de atrasos, mantiver o cliente informado e tiver alçada para fazer algo que atenue qualquer insatisfação, se o vendedor estiver presente para agir em caso de mercadoria com defeito, ele estará garantindo as vendas futuras porque em momento algum o cliente estará se sentindo desamparado.

O que vem depois da entrega?

Não precisa chamar o comprador para beber um vinho, basta entrar em contato com ele para saber o que achou de todo o serviço, desde a venda à solução de eventuais problemas. O vendedor deve, ainda, estar com o ouvido aberto a novas oportunidades e sugestões para a melhoria dos serviços. Deve anotar e encaminhar ao gerente, que deve saber identificar o que tem importância e encaminhar às áreas responsáveis.

Os vendedores devem ser canais permanentes de integração, recebendo críticas, elogios e sugestões. Uma das tarefas mais importantes do vendedor é identificar as razões porque determinados clientes deixam de comprar. São informações de altíssimo valor estratégico para a empresa. As razões não estão necessariamente ligadas a falhas do departamento de vendas. Podem ser problemas de falha até nos produtos.

O que se vai notar, por incrível que pareça, é que a venda integrada também vai ter a mesma finalidade de sempre: maximizar as vendas. Um problema identificado é uma oportunidade de solução do mesmo e reconquista de não só um, mas vários clientes que se afastaram pelo mesmo problema.

Conclusão

A conclusão é que o mundo atual traz algumas variáveis que mudam a relação das empresas com seus consumidores. A tecnologia multiplica os canais de contato e os clientes têm acesso a cada vez mais canais de informações. Para que a experiência de compra direta seja um diferencial é preciso que se lhe agregue valor e que a empresa, em nome da produtividade, da otimização do tempo, dos custos e dos recursos humanos, tire o melhor proveito possível do trabalho de seus vendedores.

Escolha dos fornecedores: 10 dicas para não errar

Escolha dos fornecedores: 10 dicas para não errar

A escolha dos fornecedores é um dos pontos mais importantes para o sucesso de um negócio. Afinal, é a qualidade do produto e a satisfação dos clientes que vai garantir a sustentabilidade e a continuação da empresa.

Isso sem falar na lucratividade. Um bom fornecedor é aquele que garante um produto de alta qualidade, com preços competitivos, garantindo uma boa margem de segurança para o comerciante.

O problema é que acertar na escolha dos fornecedores é muito mais complicado do que se imagina. Dependendo do mercado de atuação da empresa, as possibilidades são infinitas e há pouca informação disponível.

Os concorrentes raramente liberam seus segredos a respeito de seus contatos, já que isso é uma vantagem que suas empresas têm. Assim, empresários e gestores precisam se virar até acertar a parceria ideal.

Este trabalho fica ainda mais complicado quando se tem pouca experiência no mercado e não se tem profundo conhecimento a respeito de quais são os requisitos básicos de um bom produto.

Por isso, separamos aqui o guia definitivo que vai te ajudar a escolher, de uma vez por todas, o melhor fornecedor possível para seu negócio. Quer saber como? Veja a seguir.

1. Defina o funcionamento do negócio

Como assim? Ora, antes de sair procurando um parceiro comercial, você precisa saber que tipo de negociação terá com ele. Ou seja, se você vai comprar os produtos somente por demanda, em poucas quantidades ou se vai adquirir uma grande quantia, manter em seus estoques e revender.

É preciso decidir também se você vai comprar somente uma parte e terminar de produzir em sua empresa ou então se vai comprar tudo finalizado. Precisa pensar ainda se vai revender os produtos vindos em sua própria embalagem, ou com a sua marca. Mas este é um assunto para outro momento.

Para tomar esta decisão, você precisa antes de mais nada olhar para sua própria infraestrutura, condições financeiras e também para o mercado. Isto é, avalie se possui espaço o suficiente para manter um estoque em sua loja e qual seria a quantidade ideal.

Lembre-se que provavelmente terá vários produtos ou mesmo tempo e que a quantidade e o espaço reservado devem levar em conta informações como giro de vendas, custos e prazo de validade.

2.Situação financeira 

Em seguida, avalie suas condições financeiras. Este ponto é primordial para a negociação no futuro e entraremos em mais detalhes a diante. Neste momento, só verifique o quanto possui em caixa.

Depois, avalie o mercado. Como seus concorrentes trabalham? Eles possuem um estoque para venda a pronta entrega ou trabalham sob demanda. Isto é, efetuam a venda e assim que o cliente fizer a compra, vai ter que esperar um pouco até ter a mercadoria em mãos.

Este momento é delicado para o seu sucesso e pode garantir diferenciais. Talvez, apostar em um estoque a pronta entrega pode deixar seu concorrente para traz, e vai garantir que sua empresa conquiste cada vez mais clientes.

Mas é uma decisão muito importante e que só poderá ser tomada após muito planejamento e uma avaliação completa.

3. Faça uma lista das opções disponíveis

Pesquise, pesquise e pesquise. Na sua cidade, no seu estado, em todo o Brasil. E por que não, no exterior? Faça uma lista completa de todas as opções disponíveis de fornecedores para o produto que deseja.

Com o uso da internet, este trabalho fica bem mais simples e rápido. Ainda antes de fazer o contato, organize tudo, colocando em uma planilha o nome de todos, onde estão localizados, endereço com CEP e por fim, os contatos, com número de telefone, site e e-mail.

Guia de Gestão Estratégia

Agora é a hora de começar a conversar com os possíveis fornecedores. Para isso, tenha em mãos os dados que levantou anteriormente, incluindo é claro, os dados de quantidades e verbas disponíveis que você avaliou.

E converse com os possíveis parceiros. Conte qual é o seu negócio, onde está localizado
e qual é o mercado que deseja conquistar. Fale a respeito de suas previsões de venda, o quanto espera adquirir por mês e ouça as informações que vem de lá.

Nesta hora, você já vai começar a fazer os primeiros cortes, já que será possível descobrir quais dos fornecedores será capaz de atender a sua demanda. Os muitos pequenos podem não conseguir atender as suas necessidades e talvez, os grandes demais não realizem vendas na quantidade que seu negócio precisa.

Não tenha pressa na hora de conversar com eles e anote todas as informações possíveis, incluindo os preços unitários, preços por quantidade e prazos de entrega e pagamento. Pergunte também sobre métodos de entrega, garantias mínimas e afins.

No final desta etapa, provavelmente você terá uma lista de possíveis fornecedores, capazes de atender o que sua empresa precisa. Mas o trabalho ainda não acabou.

5. Avalie a qualidade

Este momento é essencial para garantir o sucesso de seu negócio. Converse com os possíveis fornecedores e solicite amostras do produto. Aí é preciso focar em uma avaliação profunda e delicada.

Observe todos os detalhes e se o produto atenderá as necessidades do seu cliente. Pense se está de acordo com o que deseja oferecer e se a concorrência tem algo melhor ou pior.

Caso não seja um produto final que vá ser vendido diretamente para o consumidor, teste em sua linha de produção. Converse com engenheiros de sua empresa, com os vendedores e se realmente vai valer a pena aliar à imagem de sua empresa com este produto.

Lembre-se que produtos de qualidade garantem que os clientes voltem sempre e isso é o segredo para o sucesso e longevidade dos negócios.

6. Compare os preços

Qualidade é essencial, mas o preço possui uma importância gigantesca. Lembre-se que além do preço de compra, vai precisar incluir os custos envolvidos no processo, impostos, fretes e claro, seu lucro.

Então é chegada a hora de fazer as contas. Veja qual será o preço final que vai conseguir fazer para o seu consumidor e se isso atende as necessidades do mercado. Faça pesquisas na concorrência para verificar se eles possuem um preço semelhante e na qualidade parecida.

Não se esqueça também de olhar para dentro de sua empresa e ver se os custos oferecidos pelo fornecedor podem ser absorvidos por sua empresa, sem que comprometam seu poder de compra em outras áreas.

7. Avalie o serviço oferecido

O produto é excelente, o preço dentro do esperado, mas o fornecedor não consegue atender suas demandas? Então pode não ser o melhor parceiro.

O fornecedor ideal é aquele que possui todos os pontos positivos e tem a capacidade de atender as suas demandas, quando sua empresa precisa. Isto é, entrega em dia, condições de pagamento facilitadas, boas políticas de troca em caso de problemas, garantias e a segurança que vai dar conta da demanda.

Outro ponto que precisa ser levado em consideração nos dias de hoje, é a logística reversa. Principalmente se os produtos tiverem composições químicas capazes de prejudicar o meio ambiente.

Sabe o que é isso?

Pergunte ao seu fornecedor se ele pode receber de volta, embalagens, baterias e produtos antigos da mesma categoria que não estão mais funcionando. Este é um diferencial incrível e que garante sua responsabilidade para com o planeta.

Seus clientes também vão adorar e se sentir parte de algo maior, em prol do futuro da natureza e da vida na terra.

8. Flexibilidade

Aí está uma qualidade essencial no mundo dos negócios. Afinal, tudo pode acontecer com seu negócio. As vendas podem se multiplicar de um dia para outro ou então o contrário.

O importante é que o fornecedor possa acompanhar esta mudança, com jogo de cintura e condições mais flexibilizadas. Poucos empresários se atentam para este ponto e acabam fechando contratos muito duros, levando em consideração a capacidade de vendas do momento.

Por isso, olhe sempre para o futuro. Converse a respeito e tire suas dúvidas, antes de assinar o contrato.

9. Posicionamento de marca

Este é um assunto um pouco mais subjetivo, mas acredite, vai fazer toda a diferença na sua lucratividade e na imagem de sua empresa.

Afinal, os novos consumidores estão até dispostos a pagar mais por um produto se ele lhe trouxer algo a mais, um diferencial que não pode ser encontrado em outro lugar. Pode ser a responsabilidade ambiental ou simplesmente uma personalidade de marca que combina com a sua vida.

O importante é que o posicionamento de marca e a imagem que os produtos do seu fornecedor possuem no mercado, sejam tão positivos ou ainda mais do que de seu próprio negócio.

Os pensamentos e os objetivos precisam correr na mesma direção e somente assim, o público vai perceber o valor agregado à solução que sua empresa oferece. Acredite, quanto mais cuidado você tiver neste momento, melhor será para o futuro da parceria entre sua empresa e o fornecedor e o resultado em vendas para seus clientes.

10. Confiança, histórico e sigilo

Faça uma avaliação da empresa no mercado, peça referências de outros clientes e procure por reclamações ou até possíveis processos na internet.

Pesquise se a empresa está com suas obrigações em dia, consultando o CNPJ, alvarás e liberações. Peça também licenças, avaliações de qualidade e tudo que garanta que a qualidade será mantida.

Por último, conversem sobre sigilo. Principalmente se resolverem produzir algo inédito e exclusivo no mercado. Isso pode proteger sua empresa contra futuros problemas.

Depois de verificar tudo isso, você pode ficar mais tranquilo na escolha e saber que está fechando um contrato vantajoso e benéfico.

Como é o processo para cancelamento de CNPJ?

Como é o processo para cancelamento de CNPJ?

Quando se abre um negócio, não importa em qual tipo de mercado ele atua. É sonho de todo empreendedor ver seu estabelecimento decolar e obter sucesso em vendas, em visibilidade e acumular lucros para serem investidos em melhorias e no crescimento da empresa.

No entanto, o mercado é volátil. Uma hora ele funciona a favor do empresário, outra hora já não está tão amigável assim. Crises financeiras, falta de recursos, dificuldade em manutenção e outras situações são alguns dos motivos pelos quais certos empresários visam o fechamento da empresa como a alternativa mais viável no momento.

Nesse parâmetro de não mais ver seu estabelecimento como algo em potencial, alguns empresários precisam estar atentos ao processo de cancelamento do CNPJ. Embora as etapas para criar o registro de pessoa jurídica sejam bem burocráticas e mais complicadas, o cancelamento é mais fácil de ser realizado e acelerado. Todos os atributos legais, tributários e contábeis precisam ser resolvidos a fim de evitar possíveis transtornos posteriores.

Os passos são simples. Contudo, algumas dicas podem ser seguidas no intuito de ajudar você e o órgão responsável a agilizarem o processo sem quaisquer prejuízos ou outros problemas que atrasem a execução do processo.

O momento de cancelar o CNPJ

Antes de tudo, avalie o momento certo para cancelar o CNPJ da sua empresa. Comunique ao órgão da Receita Federal o motivo certo que deseja decretar o fim das atividades do seu empreendimento. Uma comunicação facilitada e coerente ajuda a Receita Federal a ser mais específica durante a realização das etapas do sistema. Por isso, resolva todas suas pendências mensais com o Fisco. Se não houver o aviso certo, o órgão federal ainda vai cobrar esses débitos e caso haja atrasos, é mais certo de haver cobrança de multas.

Após o aviso de fechamento, a Receita Federal emite uma certidão que informa o motivo da extinção da empresa e a data prevista.

  • Dica 1: o Governo Federal criou o programa Bem Mais Simples e o Sistema Nacional de Baixa Integrada de Empresas. Esses programas possibilitam ao empreendedor dar baixa à empresa sem ter que apresentar a certidão negativa à Receita Federal. Basta acessar o portal Empresa Simples e realizar a solicitação à Junta Comercial. Mas atenção! Embora seja mais fácil, as cobranças de tributos ou taxas ainda são feitas ao empresário. Por isso, faça uma pesquisa de situação fiscal e resolva as pendências antes de realizar a solicitação.

Distrato Social

Se sua empresa tiver um formato de sociedade, é necessário que, além da solicitação, seja feito o distrato social. Ação esta que divide os bens da empresa entre os sócios por meio de assinatura de documentos e constando a informação exata sobre o porquê de a empresa fechar.

ICMS e ISS

Se o seu negócio paga impostos municipais, verifique a solicitação de requerimento de baixa do banco de dados sobre da prefeitura na sede da secretaria de finanças da cidade. Esse documento expõe se a empresa está em dias com o pagamento desses tributos. Se o estabelecimento paga ICMS, é necessário fazer o pedido da certificação na sede da secretaria de fazenda, com a baixa da inscrição estadual.

Taxas federais

Outra certidão importante é a de débitos relacionados aos créditos tributários federais e sobre a dívida ativa da união. Essa certidão é emitida na própria sede da Receita Federal e detalha todos os pagamentos previdenciários para manter a empresa ativa no mercado.

Além disso, a certidão também aponta a regularização de créditos tributários federais que são gerenciados pela secretaria de fazenda de forma conjunta à Receita Federal.

Regularização do FGTS

Essa etapa é a mais fácil de ser solicitada, porém pode ser a mais demorada. A consulta e o pedido do certificado da regularização do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço podem ser feitos online, no site da Caixa Econômica Federal ou indo a uma sede da Caixa.

Se não houver nenhuma pendência financeira, a empresa consegue receber a certificação na hora. Contudo, se houver alguma taxa ou tributo ainda a ser pago, o período de entrega é de até 30 dias havendo a contabilização do pagamento no sistema da Caixa Econômica, sendo retirado pelo site do banco.

Arquivamento de protocolo na Junta Comercial

Resolvendo todas as certificações tributárias e regularizando todos os documentos sobre tributações, é hora de acionar o protocolo do pedido de arquivamento de atos de extinção à Junta Comercial.

Se você possui uma sociedade, é necessário que todos os sócios assinem o arquivo. Contudo, ela só será disponibilizada após o pagamento da taxa para retirada do documento. Esse valor varia de estado para estado. Basta procurar a sede do órgão do seu município para verificar o valor da guia e o prazo estipulado para arquivamento.

  • Dica 2: Se você é um microempresário ou possui uma empresa de pequeno porte, pule essa etapa. Documentos de quitação de débitos, transações, confirmações de débitos inexistentes e outros processos são isentos para empresas pequenas ou microempresários. Ou, se sua empresa possui filial, ela também está isenta de verificação e emissão desse documento.

Preenchimento de formulário

É necessário preencher um formulário de solicitação de baixa da empresa disponível no site da Receita Federal ou diretamente no órgão físico. A baixa precisa ser feita até o quinto dia útil do segundo mês após a data de extinção da empresa.

Ao preencher o formulário, o empresário recebe um recibo online com uma numeração que possibilita ao empresário acompanhar o andamento das atividades de baixa. Tendo solicitação aceita, o indivíduo recebe o Documento Básico de Entrada, o DBE, que deve ser impresso e levado ao órgão federal junto com a documentação exigida. Há duas opções para realizar a baixa: a primeira pode ser feita diretamente na sede da Receita Federal, contendo todos os documentos já solicitados, verificados e regularizados, além do DBE e do formulário preenchido; a segunda alternativa é fazer todo o processo já na sede da Junta Comercial, se ela for um órgão conveniado com a Receita Federal. Para ver se ela é conveniada, basta consultar o órgão federal ou então o portal online e conferir se a opção também é disponível.

  • Dica 3: se sua empresa for de pequeno porte, a solicitação pode ser feita no aplicativo Coleta Web, da própria Receita Federal. O preenchimento é feito diretamente no software junto à solicitação.

Como cancelar CNPJ sendo MEI

Agora, se você é um microempresário individual (MEI), a baixa pode ser feita diretamente no Portal do Empreendedor. Lá há todos os passos necessários para realizar o cancelamento do CNPJ, com a geração de um código para acompanhar o processo que é feito completamente na internet.

Um grande diferencial para a baixa do MEI é que ele é gratuito e não apresenta nenhum custo. Porém, é necessário estar com toda a documentação em dia para acelerar ainda mais o processo. Se por acaso, o empresário desejar voltar às atividades com a microempresa, ele precisa realizar todas as etapas necessárias para criar um CNPJ. O ato não pode ser revertido e, por isso, é importante que você esteja ciente do cancelamento do CNPJ.

Uma vez realizando todas as etapas, é fundamental que você, como empresário, tenha total responsabilidade pelas informações e dados que esteja fornecendo aos órgãos públicos. A grande preocupação das instituições responsáveis por esses atos é pela falta de acompanhamento, vistoria e consulta de pagamento em atraso de taxas e outros tributos que são cobrados mensalmente. Se não forem pagos a tempo ou antes da baixa ser decretada oficialmente, os custos serão destinados ao nome do empresário. Sendo assim, o mesmo corre o risco de ter o nome na lista de órgãos de cobrança de crédito como o SERASA ou o SPC. Além de até ter o risco de não pode abrir outra empresa no futuro, caso tenha interesse.

Realizando todos os procedimentos, também é importante guardar a emissão da certificação de baixa para apresentar em casos onde ocorra a cobrança indevida de débitos já pagos.

Caso ainda tenha dúvidas de como fazer o cancelamento do CNPJ e como ter melhores dicas de não ter uma dor de cabeça a mais por conta do fechamento da sua empresa, é bom visitar órgãos como o SEBRAE para obter maiores informações ou visitar a sede da Junta Comercial e conferir as cláusulas e segmentos que se fazem úteis para facilitar a realização da baixa. Cada estado possui cobranças diferentes, prazos diferentes e até órgãos conveniados diferentes. Daí a importância de verificar o método de fazê-los antes de realizá-los.

O uso dos programas Bem Mais Simples e do Sistema Nacional de Baixa Integrada de Empresas também auxilia muito. Para procurar mais detalhes de como funcionam e de que forma eles podem ajudar, basta acessar o site do Governo Federal e ir até a seção de CNPJ e ver as oportunidades que eles oferecem para tornar essa ação cabível e de maneira mais simples e tranquila. Preste atenção nas informações disponíveis para execução do cancelamento e nas vantagens que se pode obter com o uso desses recursos, pois uma vez solicitado o cancelamento não é possível fazer a reversão da baixa do CNPJ.

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