Se você pretende empreender e inovar, montar um negócio de confecção de roupas e paramentos religiosos pode ser algo extremamente lucrativo. No Brasil existe uma boa demanda por este serviço em praticamente todas as cidades. Esse tipo de empresa oferece serviços semelhantes aos de uma alfaiataria ou ateliê de costura. As roupas e paramentos utilizados em rituais religiosos são confeccionados, em sua maioria, sob medida para os clientes.
Embora seja uma oportunidade de negócio com muitas chances de dar certo, no entanto, muitos empreendedores ainda ficam em dúvida sobre como montar uma empresa para atuar nesse segmento. Por isso mesmo, é essencial saber tudo o que você precisa antes de montar uma confecção de roupas e paramentos religiosos. Afinal, é preciso conhecer bem o seu negócio. Saber bem onde você está pisando é necessário para não investir de forma errada em um empreendimento sem potencial de lucratividade.
Quer saber como abrir uma empresa de confecção de roupas e paramentos religiosos? Confira todas as dicas e informações que temos para você neste artigo! Veja abaixo:
Como montar uma confecção de roupas e paramentos religiosos lucrativa?
É essencial abrir uma empresa organizada e planejada para que não haja prejuízos. Assim sendo, o primeiro passo para montar um negócio de confecção de roupas e paramentos religiosos é desenvolver um Plano de Negócios. Nele você deve inserir informações, como os custos, principais objetivos da empresa e público-alvo, entre outras. Os produtos do seu negócio podem ser voltados a uma determinada religião ou você pode ter uma empresa especializada em roupas e paramentos para os mais diversos tipos de rituais.
Entre os produtos das empresas de confecção de roupas e paramentos religiosos, estão as túnicas, mitras, alvas e estolas, entre outros. Como se trata de um mercado bastante específico, o ideal é que, além da confecção, a sua empresa ofereça, também, o serviço de conserto de roupas, reparo e ajustes. Portanto, leve em consideração se você precisará contratar funcionários, converse com os fornecedores e faça planilhas com essas informações.
Outra boa dica é entrar em contato com empreendedores que já atuam nesse ramo. Uma boa análise do funcionamento atual do mercado é importante antes de ingressar definitivamente no meio. É preciso saber se realmente vale a pena investir no negócio em determinada localidade.
Confecção de roupas e paramentos religiosos pode ser MEI?
Sim, uma confecção de roupas e paramentos religiosos com CNAE 1413-4/01 – Confecção de roupas profissionais, exceto sob medida, pode ser MEI.
Qual a importância do Plano de Negócios?
Desenvolvido antes mesmo da empresa abrir, o Plano de Negócios é um documento essencial para que o seu negócio seja organizado e planejado. Isto é, trata-se de uma ferramenta que irá te guiar quando a empresa já estiver em funcionamento. O Plano de Negócios terá a função de estabelecer quais são os principais objetivos e a qual público ela atende. Dessa forma, você deve colocar no Plano todas as informações que serão relevantes para o bom funcionamento do seu negócio.
O Sebrae conta com um modelo de Plano de Negócios que é ideal para empresas de todos os portes e segmentos. Portanto, se você não tem ideia de como planejar a sua empresa sozinho, você pode recorrer a esse modelo, já que basta preencher o documento com as informações do seu negócio. O Plano de Negócios e o Canvas estão disponíveis para download através do site do Sebrae, tratando-se de ferramentas que ajudam as empresas a se tornarem sólidas e, consequentemente, lucrativas.
Por que investir em Marketing para uma confecção de roupas e paramentos religiosos?
Não há como o seu público-alvo conhecer os serviços da sua empresa se eles nunca ouviram falar dela. Dessa forma, é preciso investir em estratégias de marketing para popularizar os seus produtos e serviços. Nesse sentido, o modelo de marketing que vem trazendo os melhores resultados às empresas, de forma geral, é o Marketing Digital. Invista em anúncios na internet, em sites como Google e Facebook, entre outros, além de inserir o seu negócio em buscadores de preço.
Outra ferramenta que pode ser de grande ajuda para a sua empresa de confecção de roupas e paramentos religiosos é ter um site. Por meio dele, os clientes podem conhecer os seus produtos e fazer encomendas on-line. Analise o que pode ser mais vantajoso para o tipo de empreendimento que você deseja ter e procure saber quais são as preferências do seu público-alvo para proporcionar as soluções que os seus potenciais clientes esperam.
Implante uma gestão eficiente em sua empresa!
A verdade é que você pode ter os melhores produtos do mercado de roupas e paramentos religiosos e mesmo assim não obter sucesso com o empreendimento. Isso porque é preciso ter um modelo de gestão eficiente para administrar uma empresa estável e lucrativa, pois ter um negócio fora de controle é algo que, com certeza, impactará de forma negativa em relação às finanças.
Existem algumas formas de fazer esse controle. Uma delas é com planilhas para loja de roupas. Com elas é possível fazer o controle geral, desde controle de estoque até o controle do fluxo de caixa. Elas também têm um ótimo custo benefício, mas, também, estão sujeitas a erros.
Dessa forma, é primordial que você tenha um sistema de gestão que te permita ter o controle financeiro e administrativo da sua empresa, pois esse ainda é o único jeito de ter um negócio equilibrado, responsável e lucrativo. Não é à toa que, atualmente, as empresas de todos os segmentos e portes já investem em softwares e sistemas de gestão automatizados. Estes programas são uma solução e tanto para quem precisa se dedicar às atividades mais importantes da empresa, como as vendas.
Então agora você já sabe que é possível ter uma empresa de roupas e paramentos religiosos que se torne bastante lucrativa e rentável. Mas para isto é preciso fazer um bom plano de negócios, fazer uma ampla pesquisa de mercado e realizar um alto investimento em marketing, entre outras medidas que já falamos anteriormente.
eGestor
Você já conhece o eGestor? Com funções como Controle Financeiro, Fluxo de Caixa, Controle de Vendas de Produtos e Serviços, Controle de Estoque, Nota Fiscal Eletrônica e Emissão de Relatórios, o eGestor é um sistema de gestão financeira ideal para negócios como uma empresa de confecção de roupas e paramentos religiosos. 100% on-line, o programa não precisa ser instalado no computador e pode ser utilizado a partir de qualquer lugar com acesso à internet.
Qual é a primeira coisa que você faz quando precisa encontrar um produto ou serviço perto de você? Seja encontrar um local para comprar comida, roupas, um supermercado, ou quando precisamos de algum serviço, a principal opção da maioria das pessoas é fazer uma busca no Google. Portanto, caso possua um negócio, você vai querer estar presente nessas buscas do Google sobre seu segmento. É para isso que serve a ferramenta Google Business.
Sendo uma plataforma para sua empresa se colocar em destaque, o Google Business é uma ferramenta gratuita que proporciona uma vitrine virtual para milhares de lojas, restaurantes, e até mesmo pequenos empreendimentos locais. Porém, para utilizá-lo da melhor forma, é preciso saber como funciona e quais são suas aplicabilidades.
O que é o Google Business?
O Google Business é uma plataforma para que empresas e pessoas jurídicas divulguem seus negócios no maior buscador da internet, disponibilizada pelo próprio Google. Sendo assim, é uma das melhores ferramentas de exposição online de empreendimentos, principalmente para aqueles que estão começando, visto que é grátis criar uma conta na plataforma e gerenciar. O Google Business também coloca sua empresa dentro das buscas por localizações do Google Maps.
Como funciona o Google Business?
O Google Business funciona como uma vitrine virtual da empresa que tem um perfil na plataforma. É como se a pessoa estivesse “visitando” seu estabelecimento, mas por meio da internet. Através do Google Business a empresa pode:
Expor fotos e vídeos do estabelecimento, e também dos seus produtos ou serviços;
Disponibilizar endereço de atendimento e quais áreas próximas o local atende, caso possua Delivery;
Se a empresa for uma rede com vários estabelecimentos, é possível colocar endereço e detalhes de cada um;
Colocar telefone e e-mail de contato para seus clientes;
Receber avaliação dos usuários e respondê-las, criando assim interação com os consumidores;
Disponibilizar a opção de pedido online através do próprio Google ou de uma plataforma terceira, como o Ifood ou Rappi.
Uma das principais vantagens de se utilizar o Google Business é que você tem total controle sobre as informações que pode disponibilizar para o público. Assim, você sabe quais dados as pessoas podem ver quando estão buscando sua empresa ou seus produtos/serviços através do Google.
Além disso, o sistema de avaliações é muito bom para criar um engajamento natural. Isso porque os usuários geralmente estão ansiosos para postarem seus reviews e percepções sobre aquilo que consomem, e também querem receber respostas nos seus comentários. Logo, isso cria uma visibilidade que, quando bem gerenciada, aumenta muito suas chances de ser encontrada e escolhida pelos consumidores.
Qualquer empresa pode ter um perfil no Google Business?
Apenas empresas que possuem um local físico para atenderem seus clientes, ou possuem atendimento diretamente na casa deles podem ter um perfil de empresa.
Portanto, de acordo com as diretrizes do Google Business, Marcas e Empresas que atuam apenas de forma online não se qualificam para possuírem um perfil na plataforma. É necessário que haja algum tipo de contato presencial com clientes para que o negócio apareça também nas buscas do Google Maps.
Quanto custa o Google Business?
Criar um perfil no Google Business é totalmente gratuito, o que o torna uma ferramenta de divulgação e marketing extremamente acessível.
É importante ressaltar, no entanto, que existem recursos pagos opcionais que o Google disponibiliza para os usuários. Alguns desses são, por exemplo:
Google Workspace, que é uma plataforma que integra várias ferramentas do Google para uso corporativo;
Registro de domínio de site, caso a empresa ainda não tenha um site próprio.
Como criar uma página no Google Business?
O primeiro passo para ter uma página no Google Business é criar uma conta corporativa no Google. Para isso, basta ir na opção Fazer Login, logo na página inicial do buscador:
Após, é preciso selecionar a opção > Criar conta > Para gerenciar meu negócio:
Configurando sua conta
Logo depois de criar a conta, você vai precisar fornecer alguns dados sobre você e também sobre a empresa, como:
Nome da empresa
Definir o tipo de empresa e a categoria dos produtos ou serviços ofertados
Endereço
Telefone de contato
Site da empresa
E-mail de contato
Horário de funcionamento
Breve descrição da empresa
Produtos e serviços ofertados
Fotos do estabelecimento e dos produtos
O processo é bastante intuitivo e vai lhe guiar durante as etapas com facilidade.
Ao final, é necessário realizar uma verificação de endereço, que é feita através de uma carta com um código que é enviada ao endereço informado. Esse código então deve ser informado ao Google para completar a verificação.
Como acessar o Google Business
Realizada a verificação de endereço, a conta está pronta e pode ser acessada para gerenciamento logo na página inicial do Google, clicando na opção > Perfil da Empresa:
Aqui o administrador do perfil da empresa vai ter acesso ao painel inicial do Google Business, que é o painel principal onde as informações vão estar expostas. A partir daí, então, é possível gerenciar uma série de informações como:
O que as pessoas que encontram a empresa podem ver sobre ela
Comentários e reviews feitos por usuários
Estatísticas do perfil
Métricas de engajamento e alcance
Dicas para usar o Google Business
O quão perto sua empresa está da pessoa que está realizando uma busca é bem relevante quando se trata de aparecer entre os primeiros resultados dentro do Google Business. Isso considerando que os resultados de empresas aparecem no Google Maps por proximidade.
Mas, apesar disso, o principal fator que precisa ser levado em consideração quando se está configurando o perfil da empresa dentro do Google Business é a experiência do usuário ao encontrar a sua empresa. Isso é o que vai definir se sua empresa vai estar nas primeiras posições para as pesquisas do Google quando uma pessoa faz uma busca de produto ou serviço no seu segmento.
Além disso, é super importante que as estratégias traçadas com respeito ao uso da ferramenta sejam de acordo com os dados e estatísticas de acesso ao perfil da empresa. Dessa maneira serão priorizadas as informações que os usuários realmente querem encontrar quando fazem uma busca.
Passe uma boa primeira impressão
No momento que alguém encontra seu negócio no Google Business, você tem pouco tempo para chamar atenção dela e convencê-la que seu negócio é a solução para o problema que ela tem.
Portanto, é muito importante que você pense e planeje muito bem o primeiro contato que as pessoas terão com sua marca. Isso porque, como dizem: “a primeira impressão é a que fica”. Para isso, defina bem qual é sua identidade visual e que tipo de conexão você deseja criar com seu público. A partir daí, pense quais são os pontos que você precisa focar para atrair a atenção do seu público.
Uma das coisas que os clientes mais prezam em uma relação comercial é ter a percepção de que a empresa está dando atenção para suas necessidades e desejos.
Por isso é vital que você, enquanto gestor do negócio, crie canais e meios de facilitar a comunicação do seu público com você. Isso vai permitir que as pessoas entrem em contato para tirar dúvidas, fazer elogios e até mesmo poderem fazer reclamações e críticas. Todos esses pontos, quando bem administrados, podem fortalecer muito a conexão dos consumidores com a empresa.
Crie postagens, ofertas e eventos
Responda a avaliações
Envie e receba mensagens
Publique respostas a perguntas frequentes
Mostre o que você oferece, como seus serviços ou o cardápio
Os clientes precisam poder ver seus produtos e serviços de uma maneira fácil e rápida. Para isso use fotos do seu catálogo ou cardápio, e também dos seus produtos logo na primeira página da sua empresa. Isso vai saltar aos olhos dos consumidores e eles facilmente vão poder saber se o seu negócio é o que eles buscam.
Esteja sempre atualizando as fotos do que você vende, e também coloque novas fotos quando itens forem adicionados ao catálogo/menu.
Saiba como as pessoas encontram sua empresa
O meio mais fácil do seu público lhe achar é por meio de palavras chaves relacionadas ao negócio. As palavras chave do Google Business são termos e frases buscados no Google nos quais você vai querer aparecer para aumentar sua visibilidade nas pesquisas sobre seu segmento. Você precisa usá-las no seu perfil e nas suas informações da empresa no momento de gerenciar a página.
Para encontrar essas palavras você precisa pensar sobre o que se trata seu negócio e o que você oferece. Também, pense nas perguntas e dúvidas que seus consumidores podem ter no momento de procurar o produto ou serviço que você vende. Responder a essas perguntas na sua página pode aumentar muito as suas chances de ser encontrado por meio do buscador do Google pelos consumidores.
Portanto, não hesite em colocar sua empresa no Google Business. Ela é uma plataforma que ajuda muito empreendedores, principalmente pequenos negócios, a aumentarem seu alcance, unindo pesquisas do buscador e o Google Maps em um só lugar.
Avaliações de clientes
As avaliações do seu perfil devem receber muita atenção. Isso porque é por meio delas que os seus potenciais consumidores vão decidir se vão comprar com você ou não. De nada adianta seu estabelecimento estar próximo do usuário se as avaliações feitas na página são ruins. Isso com certeza vai fazer com que os consumidores evitem seu negócio.
As pessoas confiam no Google, portanto, elas vão confiar nas avaliações feitas na sua página do Google Business. Assim, use isso como ferramenta de solidificação da sua marca. Procure avaliações dos consumidores, incentivando-os a fazer isso.
Adicionalmente, quando o perfil é inundado de avaliações ruins, é porque houve uma falta de atenção com respeito ao que as pessoas que frequentaram o estabelecimento têm a dizer. Por isso, é importante estar sempre respondendo aos comentários dos usuários, agradecendo os elogios e deixando claro que as suas sugestões não estão sendo ignoradas quando houverem experiências negativas.
Um conselho bem importante nesse tópico é: nunca faça compra de avaliações para sua empresa. Isso é uma prática que o Google não aceita e caso seja identificada, pode causar punições ao seu perfil na plataforma.
Relatórios e Insights
O painel inicial do Google Business é repleto de informações e ferramentas que vão lhe ajudar a gerenciar seu perfil. Por isso, é muito importante que você, enquanto gestor do perfil da empresa, saiba como extrair o máximo de tudo isso.
Existe uma série de relatórios que podem ser gerados dentro da plataforma. Esses relatórios servem para monitorar dados de desempenho e identificar o que pode ser melhorado. A partir disso você vai poder saber quantos usuários visualizaram você, número de comentários e interações totais com a página.
Outra ferramenta muito importante dentro do Google Business é o Insights. Dentro dele é possível ir além das estatísticas mais básicas como número de comentários e acessos. O Insights mostra padrões de comportamento dos usuários que utilizam o Google para encontrar produtos e serviços. Dessa maneira, é possível saber como as pessoas usam os serviços do Google e do Maps, por exemplo, para encontrar negócios naquilo que precisam, e quais ações eles tomam depois disso.
Isso é uma fonte valiosa de informações para as empresas que utilizam o Google Business. Isso porque a partir desses dados é possível customizar a página e o que os usuários estão encontrando nela com base naquilo que eles mais procuram. Dessa maneira, existe uma melhora na experiência dos consumidores, o que por sua vez atrai mais pessoas para seu negócio e gera vendas.
Imagens
Apesar de o processo de inserir as imagens dentro do perfil seja simples e intuitivo, é importante saber como usar imagens de maneira que elas destaquem seu negócio e atraiam visualmente seu público.
Evite usar imagens de bancos de dados, porque os clientes precisam conhecer o seu negócio e a realidade dele, não causando assim frustrações e decepções.
Exterior e interior
Use imagens do exterior do empreendimento para ajudar as pessoas a identificarem o local, como fotos da fachada e do ambiente externo. Também coloque imagens do ambiente interno para que os usuários saibam o que esperar quando entrarem no local.
Uma dica aqui é contratar um fotógrafo para que as fotos sejam de qualidade profissional, transmitindo a realidade do empreendimento da melhor maneira possível.
Equipe
Quando as pessoas podem ver fotos da sua equipe e das pessoas que compõem a sua empresa, isso cria confiança. Assim é mais provável que o consumidor crie um vínculo com sua marca, já que ele pode ver os rostos por trás dessa marca. Esse sentimento da pessoa saber que está comprando com pessoas e não apenas com um número de telefone ou e-mail aleatório cria engajamento antes mesmo dela ir até seu negócio.
Uma das principais dificuldades de quem busca empreender no ramo de vendas é a necessidade de investir em um estoque inicial de produtos. Para resolver isso, uma das soluções que facilitam o acesso ao empreendedorismo para pessoas qualificadas, mas que não dispõem de grande capital para investimento, é vender sem estoque.
Essa é uma boa opção para quem tem idéias inovadoras de empreendimentos e deseja aumentar sua renda. No entanto, essa modalidade de vendas requer planejamento especial devido ao fato de possuir especificidades de logística e relacionamento com clientes.
O que é vender sem estoque?
Vender sem estoque é um método de venda onde o empresário não faz investimentos em compra de mercadorias, em vez disso, utiliza o estoque de uma outra empresa para manter as operações. Esse é um modelo diferente do tradicional, no qual existe a necessidade de investimento constante em estoque para ter mercadorias disponíveis para os clientes. Isso porque na venda sem estoque o empreendedor passa a responsabilidade de estocagem para um terceiro. Assim, sobra mais tempo para os esforços de gestão estarem focados em outros aspectos do negócio, como a divulgação e o atendimento.
Apesar de haverem outras possibilidades, a opção mais indicada para vender sem estoque é montar uma loja virtual. Também chamado de e-commerce, esse modelo de negócio se tornou muito popular, principalmente na pandemia, devido a facilidade de poder trabalhar de casa mesmo, e também pela baixa necessidade de investimento. Para fazer isso, basta ter um computador com acesso a internet, e utilizar uma plataforma para criar um site onde vender os produtos.
Adicionalmente, dentro das possibilidades de e-commerce, existem maneiras diferentes de estruturar e planejar sua loja e o jeito de vender. Neste artigo, abordaremos algumas delas.
É possível ter lucro ao vender sem estoque?
Sim, é possível ter lucro ao vender sem estoque. E isso porque a margem de lucro por produto para quem realiza venda sem estoque é bastante positiva, geralmente ficando entre 20% a 40%, podendo até ser maior, dependendo do fornecedor e do tipo de produto vendido. No entanto, para ter lucro é necessário ter sucesso nas vendas e saber administrar o empreendimento. Existem alguns passos para atingir esse sucesso, e eles serão explicados a seguir.
Como vender sem estoque?
Existem diversas maneiras de vender sem estoque, a seguir algumas delas serão explicadas:
1 – Dropshipping
No dropshipping o vendedor recebe o pedido do cliente de um determinado produto. Então, o pagamento é feito e o vendedor recebe o valor da venda. Então, o vendedor compra o produto com o fornecedor, repassando esse pedido com todas as informações necessárias para a entrega diretamente para o consumidor final. Por fim, o fornecedor fica responsável por toda a logística de entrega do produto. Sendo uma das modalidades que mais cresce atualmente, dropshipping é um método de vendas onde o vendedor faz a ponte entre o comprador e o fornecedor.
Quando se fala em vender sem estoque, o dropshipping é inevitavelmente o que vem à mente. Isso não acontece sem motivo, uma vez que essa é a maneira mais popular de venda sem estoque, onde existe uma terceirização do estoque e da logística.
O lucro existe na margem de preço que o vendedor anuncia o produto para o cliente final, e o custo do produto pago ao fornecedor. Esse valor geralmente é previamente acordado entre as partes.
Dropshipping é crime?
Não, dropshipping não é crime. Ele é um método de vender sem estoque que é permitido pela legislação brasileira, desde que sejam seguidas as leis devidas. Assim, para operar nessa modalidade o empresário precisa registrar um CNPJ, e ficar sempre em dia com as declarações de imposto de renda e o devido pagamento de tributos.
Além disso, mais um ponto de atenção é para quem pretende trabalhar com produtos importados. Isso porque produtos vindos de fora do Brasil possuem taxas de alfândega que precisam ser pagas, portanto quem trabalha com importação precisa estar atento a esses tributos.
O que é preciso para fazer dropshipping?
Para fazer dropshipping o primeiro passo, depois de definir qual vai ser seu nicho de atuação, é definir uma plataforma para montar o site da loja. Isso é bem importante porque esse será o lugar onde você irá anunciar os produtos comercializados e onde seu cliente vai poder se relacionar com você. Para isso, existem sites especializados nesse serviço de hospedagem de e-commerce, como o Shopifye o Nuvemshop. Contudo, esteja atento ao preço que você vai pagar para utilizar essas plataformas. Inclua isso no seu planejamento inicial do negócio.
Uma das principais coisas a se fazer e deve ser uma preocupação constante quando se trabalha com dropshipping é encontrar fornecedores de qualidade. Assim, fazer parcerias com fornecedores bons e confiáveis é o que vai ditar seu sucesso ou fracasso no negócio. Por isso, tome tempo para fazer pesquisas de fornecedores, de preferência nacionais, com boa reputação e os que já tenham experiência com essa modalidade. Também, esteja pronto para ser flexível e troque de fornecedor caso sinta que o atual não atende às suas necessidades e requisitos.
Além disso, invista na divulgação da sua loja. Para isso, você pode criar páginas nas redes sociais anunciando sua loja e o que você está vendendo. Isso é bem importante porque seu público alvo precisa conhecer sua loja. Logo, considere investir em campanhas de marketing pagas, como as do Facebook Ads, e Google Ads.
2 – Infoprodutos
Infoprodutos são produtos que ficam armazenados digitalmente, ou seja, não é necessário se preocupar com estoque quando se trabalha com esse tipo de venda. Geralmente são vídeos, áudios ou textos de conteúdo educativo, como tutoriais, passo a passo e vídeo aulas.
Esse tipo de produto tem uma grande facilidade na venda e entrega. Isso porque, como é armazenado e distribuído digitalmente, o consumidor pode ter acesso imediato ao produto após a compra. Esse é um fator muito interessante para quem quer vender sem estoque, já que torna o processo de suporte pós-venda muito mais simples.
Existe uma demanda bem alta desses produtos atualmente, portanto, pode ser um bom mercado a ser explorado por quem quer vender sem estoque.
Algumas opções de infoprodutos que são muito consumidos atualmente são:
Cursos
Podcasts
Ebooks
Audiobooks
Vídeo aulas
Mentorias online
Ferramentas digitais
Além do mais, caso você possua uma habilidade e deseje ensinar isso a outras pessoas, você pode comercializar isso como um infoproduto na internet. Para isso, no entanto, é necessário ter um conhecimento profundo e especializado no assunto sobre o qual será criado conteúdo. Além disso, vai ser preciso investimento em um material de qualidade e que realmente solucione um problema que seu público em potencial tem.
3 – Vendas como afiliado
A venda por marketing de afiliados é mais uma maneira de vender sem estoque, eliminando toda preocupação com logística. Resumidamente, funciona da seguinte maneira: a pessoa cria um site, blog, ou até mesmo um canal no Youtube, e anuncia produtos de uma empresa desse nicho. Então, disponibiliza links para a compra desses produtos, e recebe uma comissão por cada venda que for feita por meio desses links.
Esse tipo de venda é ainda mais simples que as mencionadas anteriormente, visto que na venda como afiliado, além de não existir preocupação com estoque, o anunciante também não precisa se envolver no processo de pós-venda e atendimento. Isso porque todo o suporte relacionado à venda do produto é feito diretamente pela empresa ao qual o anunciante é afiliado.
No entanto, é importante ressaltar aqui que o foco é a promoção de conteúdo. Ou seja, a venda é uma consequência de uma relação de confiança que se estabelece entre quem está promovendo e os consumidores. Por isso, os produtos que são anunciados precisam estar relacionados com o conteúdo que é promovido.
Invista em criação de conteúdo de valor
Ao fazer vendas como afiliado, o vendedor depende diretamente do tráfego e do engajamento que ele possui com o seu público. Por isso é muito importante que o foco esteja em criar um conteúdo que seja de valor para as pessoas que estão seguindo. Não adianta apenas fazer anúncios, os seguidores sabem quando alguém está realmente criando valor para uma comunidade ou se está só querendo vender.
Ou seja, investir em criar um canal que traga conteúdo relevante para um determinado público é o melhor caminho quando se trata de venda como afiliado. É preciso ter autoridade no assunto sobre o qual se está falando. Dessa maneira, as pessoas que seguem e acompanham vão se sentir seguras adquirindo os produtos que estão sendo anunciados.
Conheça seu público
Para poder criar conteúdo de valor para um determinado público, você precisa conhecer quem são as pessoas que fazem parte desse público que você quer alcançar. Não tente abraçar tudo e pensar em criar conteúdo para todo mundo. Isso leva a criar coisas genéricas e que se tornam irrelevantes. Para criar conteúdo focado em fazer vendas como afiliado dá muito mais certo focar em um determinado público e investir em conhecê-lo. Isso envolve saber vários fatores como:
Idade
classe social
comportamentos
necessidades
É importante sempre estar sempre descobrindo novas maneiras de conhecer as pessoas que lhe seguem e qual é seu perfil. É possível fazer isso através de pesquisas, incentivando comentários, criando maneiras das pessoas interagirem com você e com o que você posta.
Tráfego pago
O conteúdo de qualidade e que possua valor para as pessoas vai naturalmente atrair pessoas para sua mídia social. Isso é o tráfego orgânico.
No entanto, é muito efetivo e super recomendado que se invista em anúncios para aquilo que você está criando e promovendo. O tráfego pago permite que seu conteúdo chegue a muito mais pessoas além dos seus seguidores atuais, o que consequentemente vai aumentar suas vendas.
É possível fazer isso até mesmo com valores não muito altos nas ferramentas: Google Ads, Facebook Ads e Youtube Ads, por exemplo.
4 – Representação comercial
Agora se afastando um pouco dos modelos exclusivos de e-commerce, uma maneira de fazer venda sem estoque é trabalhar como representante comercial. Para isso, é necessário ir até os estabelecimentos comerciais da região e fazer uma parceria para revender os produtos desse estabelecimento. A partir disso, a pessoa realiza o trabalho de divulgar esses produtos para consumidores finais, ou até mesmo para outras empresas de comércio. O representante comercial, então, recebe comissão por cada venda que realizar.
Esse é um método de venda muito tradicional e a maioria das empresas de grande porte trabalham com representantes comerciais. Isso facilita para pessoas que querem trabalhar com vendas mas não tem capital para investir, e também para quem já tem um comércio e quer expandir seus negócios.
Quais são os principais tipos de estoque?
Os principais tipos de estoque que são utilizados quando se trabalha com e-commerce, são: estoque próprio, estoque terceirizado e estoque compartilhado.
Estoque próprio
Modelo de estoque tradicional, onde o vendedor compra os produtos e realiza a armazenagem deles para posterior revenda. Isso pode ser feito na própria casa, ou em um local específico para estocagem, dependendo da escala do negócio.
Estoque terceirizado
Aqui, a empresa não precisa se preocupar com estocagem, visto que todo o processo de armazenamento fica a cargo de um terceiro.
Estoque compartilhado
Estoques compartilhados geralmente são administrados por empresas especializadas nisso. São armazéns contendo estoque de diferentes empresas que por não possuírem espaço disponível para armazenagem contratam esses locais para estocarem seus produtos e mercadorias.
Produtos de sucesso para vender sem estoque
Realizar venda sem estoque envolve um constante esforço em pesquisar quais produtos estão em alta no momento, isso é o que vai garantir que você venda e tenha lucro. Para isso, use as redes sociais, pesquise os concorrentes e esteja sempre estudando as tendências de mercado.
Além disso, produtos que tem um baixo custo de aquisição com um bom valor agregado são geralmente as melhores opções, e que vão proporcionar uma margem maior de lucro.
Algumas possibilidades de produtos que são ótimas opções para quem vai começar a vender sem estoque são:
Essas são apenas algumas das opções que tem muita demanda de consumidores digitais. Por isso, é recomendado realizar uma pesquisa de nicho para então decidir qual produto vender.
Vantagens de vender sem estoque
Existem várias vantagens em vender sem estoque. Algumas delas são:
Elimina a preocupação com estoque – Como o empresário não compra estoque, o gerenciamento do mesmo fica sob os cuidados de outra empresa.
Diminui o investimento necessário – Um dos maiores impeditivos para empreender é o alto custo de investimento em estoque inicial. Na venda sem estoque, elimina-se a necessidade desse investimento.
Maior diversidade de produtos – É possível trabalhar com mais de um fornecedor, tornando também possível oferecer mais produtos.
Facilidade em mudar de segmento – Sem necessidade de manter um estoque fixo, é bem mais fácil de trocar de nicho de produtos vendidos.
Riscos de vender sem estoque
Como sabemos, nem tudo é perfeito. Com a venda sem estoque não é diferente, e existem alguns pontos negativos e desvantagens que também precisam ser levados em conta no momento de optar por esse tipo de venda.
Por exemplo, o risco de um cliente ficar frustrado por não receber exatamente aquilo que pediu, e como pediu, é maior na venda sem estoque. Afinal, não é o vendedor que está cuidando da logística do produto e garantindo o envio correto dos pedidos, e sim um terceiro. Assim, é necessário estar ciente de riscos como esses e fazer um planejamento de como os problemas relacionados a isso serão solucionados quando aparecerem. Alguns dos riscos são:
Baixo controle sobre a qualidade dos produtos
Dificuldade em realizar trocas e devoluções
Os prazos de entrega geralmente são maiores
Dependência do fornecedor
Dicas para vender sem estoque
Alguns pontos precisam de atenção especial quando se trabalha com venda sem estoque. Confira algumas dicas a respeito desses pontos que podem lhe ajudar muito a ter sucesso nas vendas.
Invista em um bom pós-vendas
Para modalidades onde o vendedor é responsável pela relação com o cliente o segredo é investir em um bom suporte. Isso porque ao vender sem estoque, o controle sobre o prazo de entrega dos produtos geralmente é baixo, devido ao fato do vendedor não realizar a logística. Assim, eventuais problemas com os produtos vendidos vão ocorrer, como receber um produto defeituoso ou o tempo de entrega exceder o que foi informado. Nesses casos, a pessoa que comprou precisa ter a certeza que o vendedor vai lhe proporcionar um atendimento rápido e eficaz, e uma solução ágil para seu problema.
Caso contrário, sem um um atendimento pós-venda, o site vai rapidamente ser preenchido por avaliações ruins e consumidores insatisfeitos. Isso inevitavelmente acaba levando o empreendimento ao fracasso e pode até mesmo causar possíveis complicações legais com reclamações não atendidas.
Seja transparente
Esse é mais um ponto importantíssimo para vender sem estoque. Os produtos anunciados precisam ter o prazo de entrega bastante explícito, junto com a descrição correta, e imagens que estejam de acordo com a realidade de como realmente aquele produto é.
Seja muito explícito e transparente a respeito de todos os detalhes dos produtos vendidos. Quem compra, quer sempre saber exatamente o que está comprando e quando irá receber. Caso contrário, isso gera frustração nos consumidores, o que leva a reclamações e avaliações ruins.
Conquistar novos investidores para o seu negócio pode ser uma faca de dois gumes: ao mesmo tempo em que é excitante mostrar ao mercado o quanto o seu negócio é especial, pode ser cansativo e decepcionante receber alguns “nãos”.
Contudo, se você realmente acredita no potencial da sua empresa, há uma série de atitudes e métodos que fazem muita diferença no momento de apresentar o seu negócio para outros empresários.
Então, sem mais delongas, conheça agora as melhores maneiras de conquistar novos investidores para o seu empreendimento. Vamos lá!
Como conquistar novos investidores
Capriche no plano de negócios para conquistar novos investidores
Ao contrário dos empreendedores aventureiros, os investidores não costumam embarcar em negócios que não fazem total sentido.
Por isso, ter um plano de negócios é extremamente importante para conquistar novos investidores. Esse plano deve listar todos os fatos e informações relevantes para justificar o investimento.
Assim, deve se mostrar no documento os dados estatísticos, pesquisas e levantamentos que sejam confiáveis e verdadeiros. Dessa forma, se mostra que a empresa entende seu posicionamento no mercado e o que ela pode e irá fazer para prosperar mais.
Evidencie o ROI
ROI é sigla em inglês para Retorno sobre Investimento, que pode ser considerado o aspecto mais importante a ser analisado por um investidor.
Assim, é importante que ao apresentar o negócio para conquistar novos investidores o responsável seja claro e objetivo em relação a rentabilidade que se obterá realizando o investimento.
Ainda, deve-se deixar que tal investidor avalie o percentual de ROI em relação a outras opções do mercado. Por isso esse valor é tão importante.
Invista em sua equipe
Uma ideia promissora, se não executada por uma boa equipe, pode não ser tão promissora assim. Por isso, busque formar o melhor time possível, com colaboradores competentes e que realmente vestem a camisa da empresa, além de habilidosos.
Caso contrário, conquistar novos investidores pode ser um problema. Afinal, quem irá querer investir em uma empresa cujos funcionários não gostam de trabalhar?
Ainda, não esqueça de se vender como profissional e líder.
Apresente uma ideia desenvolvida para conquistar novos investidores
Investidores não gostam de perder tempo e nem você deve gostar de perder o seu. Então, se há uma dica universal para conquistar investidores, é: não fale muito, mostre.
Em vez de apresentar qual a sua ideia inovadora de produto ou serviço que o seu negócio pretende comercializar, apresente um exemplar, nem que seja apenas um protótipo. O importante é que os investidores possam ver ao vivo ou ao menos visualizar com precisão como a ideia funciona.
Portanto, vale muito a pena caprichar na versão demonstrativa para captar pelo menos a atenção de alguns investidores.
Amplie o networking
Um método muito funcional para achar novos investidores pode parecer simples, mas muitos empresários deixam passar: conhecer o maior número possível de profissionais da área.
A princípio, mais importante do que ter investidores é ser reconhecido e admirado por empresários que saibam e confiem no seu potencial. Essas pessoas atuam muitas vezes como um elo aos potenciais investidores do seu negócio. Afinal de contas, quanto maior o raio de alcance das suas ideias, maior o número de empresários que podem ser convencidos.
Logo, quanto mais longe for este raio, sobem as chances de encontrar os investidores certos para a sua empresa!
Como você pode ver, não há uma ciência exata sobre como conquistar novos investidores para o seu negócio. Contudo, essas práticas citadas incitam que você busque conhecer detalhadamente o seu empreendimento para fortalecer os seus argumentos na hora de apresentá-los aos potenciais investidores, além de outros fatores diferenciais nesse momento.
Dê uma boa razão para os investidores escolherem a sua empresa
O primeiro passo exige que você defina o motivo exato pelo qual a sua empresa é a melhor opção para um investidor. Consegue responder essa pergunta? Se a resposta é não, corra atrás disso já! Use a projeção de vendas, mostre o quanto o produto ou serviço é inédito ou até a previsão de retorno do investidor, por exemplo.
Após encontrar essa razão única explicando que a sua empresa é sim a melhor escolha, desenvolva uma estratégia de apresentação rápida para convencer outros empresários em pouco tempo — o Elevator Pitch. Um método simples para construir o seu Elevator Pitch é expor o problema que o seu negócio resolverá, quantas pessoas ele pode alcançar e quanto dinheiro é necessário para isso.
Não se preocupe em convencer o primeiro investidor somente com o motivo apresentado e com o Elevator Pitch. Utilize as respostas negativas para aprimorá-los e continue tentando. Isso é fundamental para qualquer estratégia sobre como conquistar novos investidores.
Encontre o investidor ideal
A diferença entre um investidor bom e um investidor ruim é que o bom pode ser o fator principal do sucesso de uma empresa; enquanto o ruim pode levá-la ao fracasso.
Por isso, busque um investidor que realmente faça sentido para a empresa, que se encaixa nos seus planos futuros. Também é importante dar atenção para sua forma de trabalho e para o relacionamento no mercado, que deve estar no mesmo caminho do negócio.
Além do valor que será investido, esse investidor pode contribuir em outras partes, como no alinhamento de operações, desenvolvimento de estratégias de vendas e marketing. Por isso, busque conquistar novos investidores que tenham a ver com a empresa, não apenas pelo valor.
Lembre-se do exterior
Principalmente para empresas que buscam expandir para o exterior, ou que já estão lá fora, buscar um investidor estrangeiro pode ser uma ótima ideia. Mas, é preciso cuidado.
As organizações que estão sediadas em países emergentes tem algumas limitações estruturais para atrair investimentos de fora. Esse processo exige uma preparação para captar investimentos, adotando boas práticas de empresas estrangeiras para amenizar possíveis riscos.
Assim como conquistar investidores internacionais expande o leque de investidores; para os investidores, expande o leque de empresas. Dessa forma, é interessante apresentar o negócio de uma forma que o investidor sinta que a empresa é o melhor lugar para investir.
A resposta é “sim”, o MEI pode ter funcionário para ajudar no seu negócio. Entretanto, isso depende do cumprimento das obrigações legais que são determinadas. Saber quais são essas obrigações e as maneiras mais adequadas de se adaptar a elas é papel de todo profissional que se enquadra nessa modalidade e pretende atuar dentro da lei.
É importante destacar que o MEI é uma categoria empresarial e, como tal, o empreendedor precisa lidar com questões burocráticas também. São as responsabilidades de formalizar seu negócio e obter benefícios diversos.
Por isso, não perca tempo e comece a acompanhar agora mesmo as informações sobre o assunto que preparamos para você.
A formalização
Primeiro, é importante destacar que a categoria de microempreendedor individual é destinada a micro e pequenas empresas. Ou seja, ela contempla negócios pequenos e que, em alguns casos, podem ser realizados mesmo dentro de casa. É por isso que toda a legislação que envolve a categoria apresenta limitações. Uma vez que a empresa cresce e tem condições de sofisticar suas atividades, o ideal é optar por outro tipo de formalização.
Entender o MEI como uma oportunidade para que, mesmo com poucos recursos, você evolua com o tempo, é algo que facilita muito o desenvolvimento da sua atividade empresarial. Assim, a contratação de funcionários, embora seja possível, também estabelece um limite, tanto em relação à quantidade de colaboradores contratados quanto em relação à sua remuneração.
O que é permitido
De acordo com a Lei Complementar 128, de 2008, que atualiza a Lei Geral do MEI, existem exigências para o profissional que quiser atuar enquanto microempresa. O empreendedor pode contratar no máximo um funcionário e dar a ele um salário-mínimo como remuneração ou oferecer o piso salarial da categoria em que se encontra, de acordo com o sindicato do qual faz parte.
Assim, o funcionário registrado pelo MEI tem direito aos mesmos benefícios de um trabalhador que atua em uma empresa qualquer, desde que desenvolva uma atividade formalizada e reconhecida pelo governo federal. Dessa forma, benefícios como auxílio-maternidade, férias e 13º salário, por exemplo, estão garantidos.
A lei estabelece que podem ser contratadas somente pessoas maiores de 16 anos e que, antes de ser admitido, o funcionário passe por um exame médico admissional.
Documentos necessários
Para efetivar a contratação, será preciso ter em mãos uma série de documentos, relacionados a seguir:
Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) do funcionário;
Carteira de Identidade (RG);
Cadastro de Pessoas Físicas (CPF);
cartão do Programa de Integração Social (PIS);
Certificado de Reservista — comprovante de quitação com o serviço militar, no caso de funcionário do sexo masculino maior de 18 anos;
Certidão de Nascimento;
Atestado Médico Admissional;
Certidão de Casamento;
Declaração de Dependentes, para fins do Imposto de Renda na Fonte;
Declaração de rejeição ou de requisição do vale-transporte.
Além desses documentos, outras informações também são importantes, como o comprovante de endereço e o número do telefone.
Como contratar
Anote na CTPS do funcionário sua data de admissão, a remuneração que será concedida e as condições especiais para a sua contratação, caso elas existam. Esse documento deverá ser devolvido ao colaborador em até 48 horas.
Preencha a ficha de salário-família e inclua a contratação no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED). Será sua obrigação postar o formulário até o dia 15 de cada mês. Efetue o cadastro também no PIS, caso ele ainda não tenha sido feito pelo trabalhador.
Fique atento aos custos de cada contratação. Além do salário, existirão custos tributários correspondentes a 11% do salário pago. Nesse caso, essa porcentagem é dividida da seguinte forma:
8% correspondem ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS);
3% correspondem ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Principais obrigações
Cabe ao MEI que contrata o funcionário cumprir com uma série de obrigações, da mesma maneira que faz um gestor de uma empresa enquadrada em qualquer outra categoria. Essas obrigações são as seguintes:
no dia 15 de cada mês, postar numa agência dos correios um formulário sobre o movimento de pessoal do mês anterior;
também de forma mensal, fazer o recolhimento do FGTS sobre alíquota de 8% do salário e repassar o valor retido ao governo;
apresentar ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) a Relação Anual de Empregados (RAIS);
armazenar por 30 anos os documentos que comprovam o cumprimentos das obrigações previdenciárias e trabalhistas;
apresentar a guia de recolhimento do FGTS à Previdência Social (GFIP/FGTS);
recolher o INSS sobre o valor do salário pago a cada mês, num total de 11%, por meio da GPS código 2003 – CNPJ – Simples Nacional.
O que fazer ao precisar de mais um funcionário
Como visto, por lei, o MEI não pode ter mais do que um colaborador atuando em sua empresa. Entretanto, já está em discussão uma proposta que modifica esse limite e permite a contratação de dois funcionários. A ideia é aumentar a oferta de empregos no país.
Como a proposta ainda está em discussão, o ideal é que, caso sua empresa tenha condições de fazer mais uma contratação e precise dela para dar conta da demanda, você mude sua categoria empresarial.
Como proceder em caso de afastamento do empregado
É preciso que o afastamento seja considerado como legal perante a lei. Esse afastamento pode ser uma interrupção, quando ainda existe o pagamento de salários e encargos, ou suspensão, quando não há o interesse em continuar com o funcionário.
Atendendo às condições legais para o afastamento, o MEI pode ir em busca de um empregado substituto, mesmo para casos de interrupção. Situações assim são comuns quando a funcionária entrega o atestado médico e solicita licença-maternidade.
Enfim, mais do que formalizar seu negócio, o MEI pode contar com uma série de benefícios por atuar nessa categoria. Contratar um funcionário é um deles. Como microempreendedor não deixe de assimilar essas orientações para realizar a contratação de maneira adequada e faça sua empresa crescer.
Agora, que você sabe que MEI pode ter funcionário, não deixe de nos seguir nas redes sociais. Temos outras informações que certamente serão importantes para você.
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