No Brasil a atividade da pesca é cada vez mais praticada. O país possui uma costa marítima de 8.500 km e mais 15 mil km de rios navegáveis que são ideais para a pesca amadora. São mais de seis mil espécies de peixes que proporcionam o desenvolvimento da pescaria.
A pesca não é realizada apenas como caça, mas muitos utilizam elas como esporte, para recreação ou hobby. Por isso, montar uma loja específica para essa atividade por ser extremamente rentável. O estabelecimento pode oferecer varas, iscas, molinetes, coletes, anzóis, linhas, bolsas, lanternas, bolsas térmicas e demais centenas de produtos que podem contribuir na atividade da pesca.
Pode-se começar vendendo esses artigos básicos e depois aumentá-lo com a venda de motores, artigos de camping, mergulho, náutica, barcos e demais outros produtos que contribuem com a atividade. Além de chamarem a atenção de uma grande massa de pessoas que levam a pesca amadora como um hobby. Se você é um amante da pescaria, quer investir em um novo negócio, nós vamos te ajudar a criar uma loja de artigos para pesca.
O que devo saber antes de abrir uma loja de artigos para pesca
Para começar esse tipo de negócio você precisa verificar se a sua cidade possui rios, clubes ou praias que oferecem esse tipo de atividade e qual é a demanda de pessoas que praticam esse tipo de atividade. Analise também se você possui uma concorrência. Caso haja, veja quais são os pontos fracos da concorrência para que você possa oferecer um diferencial aos seus clientes.
O espaço escolhido deve ser amplo para oferecer uma maior exposição dos produtos. Uma loja desse ramo deve possuir vitrines, araras, gôndolas, balcões de vitrines, móveis e materiais de escritório, armários e demais outros produtos como telefone, computador, entre outros. Depois disso, faça a compra dos materiais e produtos que estão à venda, procure sempre negociar com os fornecedores. Lembre-se de fazer um orçamento de investimento de todos os gastos que irá possuir para abrir a loja.
Importante ressaltar que muitos clientes buscam por produtos de qualidade que podem realmente ajudar a pescar e pegar ao menos um peixe, por isso, não se esqueça de oferecer uma diversidade de marcas e produtos como os anzóis, linhas finas, redes ou varas, iscas e demais artigos que podem complementar a pescaria.
Loja de artigos de pesca pode ser MEI?
Sim, uma loja de artigos de pesca enquadrada no CNAE 4763-6/04 – Comércio varejista de artigos de caça, pesca e camping, pode ser MEI.
A loja de artigos de pesca que opta por ser MEI se enquadra no Simples Nacional, Anexo I, sendo suas alíquotas de imposto entre 4% e 19%.
Conhecimento dos produtos
Além disso, é preciso que você tenha um conhecimento mínimo sobre a atividade da pescaria. Muitas pessoas que vão comprar os artigos não possuem conhecimento sobre a prática e podem tirar dúvidas sobre quais são os melhores acessórios necessários para realizar uma boa pescaria.
Ajude o cliente e ofereça produtos que podem diferenciá-los na hora de praticar o esporte. Você pode, por exemplo, ensinar o cliente a utilizar determinado produto que ele não tem conhecimento de como manusear. Lembre-se de sempre atender bem os clientes e oferecê-los o diferencial. Com a clientela cada vez mais exigente é preciso oferecer serviços de qualidade e que os agradem e certifiquem a compra.
Caso precise contratar pessoal para ajudar no atendimento da loja, preocupe-se em certificar que o funcionário possui algum conhecimento sobre pesca e receba bem os clientes. Isso pode fazer todo o diferencial na hora da compra.
Quais são as questões burocráticas para abrir o negócio
Todo estabelecimento deve estar cadastrado junto ao alvará de licenciamento da prefeitura onde está instalado. Lembre-se de estar devidamente legalizado. Mesmo que o seu investimento seja pequeno, cadastrar como microempreendedor pode trazer diversos benefícios.
Não se esqueça também de realizar uma publicidade da sua loja de artigos para pesca. Hoje há diversas alternativas de chamar a atenção do público sem gastar muito. Se você quer que seu estabelecimento seja reconhecido, necessita de uma propaganda.
É muito importante colocar a precificação dos produtos. Realize os cálculos sobre o valor líquido do produto, taxas de imposto e demais tarifas. Lembre-se de fazer um preço justo para atrair clientela. Assim, conseguirá atingir o sucesso da sua empresa e expandir o negócio. Mas para obter boas vendas dos produtos necessita fazer uma boa gestão administrativa.
Como devo administrar o meu comércio
Todo o negócio precisa de um departamento administrativo para equilibrar as suas contas, principalmente lojas comerciais. Por isso, se deseja abrir uma loja de artigos para pesca é preciso pensar em como fazer uma gestão administrativa das atividades rotineiras.
Lembre-se de sempre calcular o fluxo de caixa diariamente. É preciso ter esse controle de vendas e produtos para saber o quanto saiu e entrou dinheiro na sua conta, pois caso não realize essas atividades, no cálculo final das contas pode haver uma divergência e descontrole da situação financeira.
Além disso, é preciso emitir nota fiscal para os consumidores, lembre-se que sonegação é considerada um crime pela legislação. Muitas vezes é também preciso fazer um controle financeiro de todo o dinheiro movimentado pela empresa para avaliar os lucros ou prejuízos durante um determinado período.
Lembre-se também que é necessário ter um controle de estoque, ter um estoque muito grande de produtos pode ser grande para sua empresa, pois pode demorar para vender e recuperar o capital investido.
Conclusão
Portanto, abrir um negócio de artigos de pescas pode se tornar altamente rentável, devido a atividade de pesca ser cada vez mais frequente, seja como lazer, seja como caça. Mas para obter sucesso no negócio, é imprescindível fazer uma boa análise de concorrência, ter uma equipe com bom conhecimento sobre o funcionamento e manuseamento dos artigos, e fazer uma boa gestão financeira, com um frequente controle do fluxo de caixa e de estoque.
eGestor
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A ordem de serviço é um item indispensável na gestão de praticamente qualquer empresa que trabalhe com a prestação de serviços. Isso ocorre independentemente de a empresa prestar serviços para pessoas físicas ou até mesmo para outras empresas.
Ao observar os fatores que fazem uma empresa crescer e prosperar, você normalmente encontra uma boa equipe, um produto versátil e uma boa gestão de pessoas, recursos e informações. No entanto, essa combinação, por si só, não é suficiente para atingir os objetivos da companhia. É preciso também uma comunicação eficiente entre os membros da equipe. É nesse contexto que entra a importância de um sistema deordem de serviço.
O conceito de ordem de serviço costuma descrever um documento que formaliza o serviço que a assistência técnica presta ao cliente, além de indicar os materiais e a mão de obra que serão utilizados. Na prática, ela é muito mais abrangente.
Por muito tempo as pequenas empresas sofreram para conseguir prestar os seus serviços e manter uma organização financeira, contábil e de operações mínima. Na prática, isso significava que os empresários faziam muita coisa de forma amadora, sem muito controle, o que gerava falhas graves no momento de determinar custos e prazos.
Essa realidade tem melhorado à medida que a tecnologia passa a fazer parte do dia a dia dos pequenos empresários. Ela dá o tom de uma gestão mais profissional, focada no crescimento e no aumento da lucratividade. Mas, ao mesmo tempo, torna a determinação dos custos algo muito mais próximo da realidade.
Em toda e qualquer empresa, a boa comunicação é um dos fatores mais importantes para o sucesso e o bom andamento de suas atividades. É justamente nesse contexto que a empresa elabora uma ordem de serviço. O gestor não apenas indica o que deve ser feito, mas também garante que os colaboradores compreendam claramente suas responsabilidades. Desse modo, a equipe cumpre a demanda dentro do prazo esperado, da maneira correta e com respeito ao bem-estar e à segurança no ambiente de trabalho.
Geralmente, um profissional responsável SESMT (Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho) elabora a ordem de serviço. No entanto, qualquer funcionário ou o próprio empregador também pode realizar essa tarefa. No meio de tudo isso, a ordem de serviço aparece como agente fundamental dessa profissionalização.
Entender as possibilidades ao trabalhar com ela dá ao empresário a chance de melhorar o seu trabalho, aumentando o número de clientes e, claro, o faturamento. A seguir, entenda o que é e como você irá tirar proveito desse tipo de controle.
O que é uma Ordem de Serviço?
Rotineiramente, o administrador pode precisar emitir ordens de serviço. É o que acontece sempre que ele solicita a algum dos colaboradores a realização de determinada tarefa. É por meio da ordem de serviço que o gestor ou gerente formaliza tarefas. Essas ordens podem definir tarefas a realizar dentro da empresa, orientar uma prestação de serviço ou comunicar internamente informações sobre determinada atividade.
Além disso, a ordem de serviço também é importante para organizar tanto a quantidade como a qualidade dos materiais, bem como a mão de obra necessária para a execução de cada serviço.
Com o passar do tempo, as tarefas vão, naturalmente, aumentando e se acumulando. Isso torna praticamente impossível manter esse processo apenas com comunicação verbal e memorização. E é essa evolução que faz surgir a necessidade de registrar sistematicamente as ordens dadas.
Portanto, esse documento serve como uma autorização de início dos serviços demandados. Além disso, funciona como um relevante suporte de informações sobre a lista de afazeres a serem desenvolvidos.
A ordem de serviço pode ser utilizada por empresas de qualquer área, e não apenas aquelas que fazem algum tipo de assistência técnica. Uma empresa de reformas, por exemplo, pode basear o seu trabalho na ordem de serviço entregue ao dono do imóvel antes do início do trabalho. Da mesma forma, um desenvolvedor web pode criar um documento que deixa claro quais tipos de recursos, prazo e custos que o seu trabalho terá.
Entender que, atualmente, esse controle pode ser utilizado de forma a se manter uma organização do trabalho é fundamental para o aumento da eficiência da pequena empresa.
O que deve ter uma ordem de serviço?
A ordem de serviço poderá conter várias informações, o que vai depender somente da atividade exercida pela empresa. Os elementos essenciais de uma ordem de serviço incluem os dados do cliente, o número sequencial, a data de emissão e a assinatura do responsável pela emissão. Além disso, esse responsável deve preencher o documento antes da realização do serviço e informar, em seguida, a especificação do seu cargo.
O número do documento serve exatamente para distinguir uma ordem de serviço das outras, para que a empresa mantenha uma organização segura de suas tarefas.
Além daqueles dados básicos, a ordem de serviço poderá trazer, ainda, a descrição dos serviços a serem feitos e a recomendação dos procedimentos e equipamentos a serem utilizados, por exemplo, facilitando e agilizando a execução da tarefa.
É importante ressaltar que não existe uma exigência legal que determine o número de vias de uma ordem de serviço. Ainda assim, a prática mais recomendada é utilizar três vias: uma para a empresa, uma para o técnico responsável e outra para o cliente. Quando a ordem de serviço é emitida em formato digital, basta encaminhar o documento em PDF por e-mail ou outro meio eletrônico. Já nas ordens de serviço relacionadas à segurança do trabalho, especialmente no contexto do SESMT, recomenda-se manter três vias físicas para registro e controle.
O SESMT é formado por uma equipe multidisciplinar — médico e enfermeiro do trabalho, engenheiro e técnico de segurança do trabalho — que atua dentro das empresas para garantir e fiscalizar a segurança dos trabalhadores.
Além disso, a ordem de serviço deve conter o termo de responsabilidade e a data de emissão da ordem de serviço em questão. Veja abaixo outros campos essenciais para uma ordem de serviço:
Revisão da Ordem de Serviço
É um campo destinado para a verificação de todas as alterações que foram realizadas no preenchimento da ordem de serviço, para mantê-la sempre atualizada.
Risco de operação
Tem o objetivo de deixar claro ao trabalhador os riscos aos quais ele está exposto ao realizar determinadas atividades. Neste caso, os gestores estão cientes dos riscos para os funcionários, e em caso de não tomarem nenhuma medida para reduzir ou remover esses riscos, os trabalhadores podem entrar com processo judicial contra a empresa.
Esses riscos podem variar de acordo com as diferentes funções, por mais que façam parte da mesma empresa.
EPIs
Os EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) são equipamentos obrigatórios para serviços que expõem os trabalhadores a determinados riscos — os mesmos descritos no campo de risco de operação. Eles protegem os trabalhadores durante a execução dessas atividades.
Medidas preventivas
São as normas de segurança do trabalho adotadas pelas empresas, e que os trabalhadores envolvidos nos processos operacionais devem seguir com máxima atenção.
Treinamentos
É um campo voltado para o preenchimento das capacitações e habilidades necessárias para a realização dos serviços determinados, assim como possíveis cursos para treinamento de acordo com a área de atuação do trabalhador.
Procedimentos em caso de acidente de trabalho
Em caso de acidente de trabalho, o responsável deve registrar as medidas adotadas na ordem de serviço. O documento também deve conter a assinatura do trabalhador envolvido e de um técnico em segurança do trabalho.
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Quais são os campos obrigatórios de uma Nota Fiscal Eletrônica (NF-e)?
É comum confundir a ordem de serviço com a nota fiscal, mas os dois documentos têm finalidades diferentes. Enquanto a ordem de serviço é um instrumento de gestão interna, sem um modelo único definido em lei, a NF-e segue um layout padronizado pela Sefaz e precisa conter campos específicos para ser validada e autorizada. Os principais são:
Chave de acesso: código numérico de 44 dígitos, gerado automaticamente, que identifica a nota de forma única;
Número e série da nota fiscal: sequência de emissão adotada pela empresa;
Natureza da operação e CFOP: indicam se a operação é uma venda, uma prestação de serviço, uma devolução, entre outras;
Dados do emitente: razão social, CNPJ, Inscrição Estadual e endereço completo da empresa prestadora;
Dados do destinatário: nome ou razão social, CPF ou CNPJ e endereço do cliente;
Discriminação dos produtos ou serviços: descrição, código NCM, CST ou CSOSN, quantidade, valor unitário e valor total;
Valor total da nota e dos tributos: destaque de ICMS, IPI, PIS, COFINS e demais impostos incidentes;
Data e hora de emissão;
Protocolo de autorização de uso, emitido pela Sefaz após a validação da nota.
Na prática, a ordem de serviço costuma vir antes da nota fiscal: ela formaliza o que será feito, enquanto a NF-e comprova, para fins fiscais, que o serviço foi prestado e o valor cobrado. Por isso, vale reaproveitar os dados já coletados na OS (cliente, descrição do serviço, valores) no momento de emitir a nota, reduzindo retrabalho e erros de digitação. Para se aprofundar, veja nosso guia completo sobre nota fiscal eletrônica.
Qual a importância de uma Ordem de Serviço?
Basicamente, esse documento autoriza a realização de um serviço e comunica o fato à equipe de funcionários, que irá preenchê-lo com a demanda do cliente.
Além disso, a ordem de serviço facilita o controle dos materiais já previstos no documento e ajuda a identificar a especialidade e a competência na mão de obra necessária para executar cada trabalho com eficiência.
Assim, a ordem de serviço dará suporte ao controle da produtividade, mas ainda servirá de embasamento para seu melhor controle de estoque e financeiro.
Organização do fluxo de trabalho
A ordem de serviço serve para organizar o fluxo de trabalho da empresa, que de maneira rápida pode cadastrar os dados do cliente e o trabalho que será feito. Nesse ponto, a tecnologia acaba sendo uma grande aliada para que as suas Ordens de Serviço sejam eficientes.
Ao criar um novo documento, o sistema já deve oferecer os campos de acordo com o serviço que a empresa presta. Isso faz com que você economize tempo no preenchimento, exportação e envio para o cliente. Mais do que isso, esse instrumento deve ser capaz de apresentar, de forma clara, o que será feito e em quanto tempo, permitindo ao cliente entender o custo de todo o trabalho.
Para o empresário, a ordem de serviço servirá para a criação de um fluxo claro sobre a maneira como os seus funcionários estão executando determinada tarefa, além de mostrar se ele está cobrando um valor justo pelo serviço. Diante de todo esse contexto, a ordem de serviço acaba se posicionando como uma ferramenta de controle operacional para pequenas empresas.
Entender que ela já não é mais restrita à assistência técnica pode proporcionar a qualquer pequeno empresário um grande diferencial competitivo. Confira outras funções da ordem de serviço para as empresas:
Manter o registro dos serviços realizados pela empresa e das atividades executadas pelos funcionários;
Informar o colaborador sobre os detalhes do serviço e as ferramentas necessárias para sua execução, além de garantir que ele esteja ciente das normas de segurança adotadas pela empresa;
Registrar os horários de início e término do serviço executado, facilitando o cálculo dos custos com mão de obra;
Em serviços de assistência técnica, registrar o defeito informado pelo cliente, o problema identificado pela equipe e a solução aplicada.
Previsão legal
De acordo com o Capítulo V da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) — Decreto Lei 5452/43 de 1º de maio de 1943, Artigo 157, Inciso II, cabe às empresas:
II – instruir os empregados, através de ordens de serviço, quanto às precauções a tomar no sentido de evitar acidentes do trabalho ou doenças ocupacionais;
(Incluído pela Lei nº 6.514, de 22.12.1977).
Portanto, a ordem de serviço está prevista em lei, proporcionando assim a segurança do trabalho dos colaboradores, já que trata de todas as atividades operacionais desenvolvidas por eles.
A ordem de serviço reúne as normas internas da empresa e os procedimentos necessários para garantir a segurança dos trabalhadores durante a execução das atividades.
Buscando a ferramenta ideal
No passado, as empresas utilizavam documentos escritos e impressos para se comunicar e, paralelamente, uma agenda ou caderno para registrar a emissão e o recebimento das ordens de serviço.
A grande vantagem desse sistema era proporcionar segurança e comprovação tanto do envio como do recebimento dessas informações. A grande desvantagem, contudo, era a manutenção de um sistema extremamente pesado e burocrático, incompatível com as exigências do mercado.
Agora, existem novas maneiras de realizar esse processo, com uma planilha de ordem de serviço, por exemplo. Ela torna essa tarefa mais fácil em comparação com o trabalho manual.
Nesse cenário, assim que os primeiros gerenciadores de e-mail chegaram ao mercado, as empresas passaram a enviar as ordens de serviço por e-mail, com aviso de recebimento.
Esse método certamente encurtou o processo, mas deixou um pouco a desejar, já que gerava um emaranhado bastante confuso de mensagens que dificultava o acompanhamento das tarefas. Então, o que fazer?
Que erros evitar ao elaborar uma Ordem de Serviço?
Por haver a necessidade do preenchimento de muitas informações, podem ocorrer alguns erros ao se elaborar uma ordem de serviço. Sendo assim, é preciso muita atenção neste processo. Uma dica para evitar esses erros é utilizar modelos prontos de ordens de serviço. Dessa forma, basta preencher as informações relacionadas à sua empresa e à sua ordem de serviço em questão. Além de apresentar uma maior segurança e diminuir a chance de erros, utilizar um modelo padronizado otimiza o tempo dos responsáveis por preencher a ordem de serviço, sendo portanto muito mais prático.
É importante que fique claro para as empresas que as informações de suas ordens de serviço devem representar fielmente a realidade do serviço prestado. Não é possível conter dados falsos ou distorcidos.
Em caso de mudanças de planejamento de logística, de alteração no serviço ou do profissional responsável, você deve registrar as alterações na ordem de serviço, no campo de revisão, o qual explicamos anteriormente.
Recorrendo à tecnologia
Com o avanço da tecnologia, as grandes corporações passaram a desenvolver ou encomendar soluções informáticas que permitissem o envio rápido e o recebimento registrado das ordens de serviço. Essas soluções também passaram a oferecer acompanhamento e gerenciamento das tarefas.
A introdução da automação também colaborou bastante para a eficiência dos processos. Isso permite que o gestor se concentre na administração de seu negócio.
A boa notícia é que os sistemas de gestão já não são mais uma exclusividade das grandes empresas. Hoje em dia a novidade está disponível também para as pequenas e micro empresas. Esses sistemas chegaram como ferramentas apropriadas às necessidades desses negócios, a um preço compatível com o seu orçamento.
A emissão de uma ordem de serviço é um expediente simples. Ela também pode se basear em modelos já prontos e organizados dentro da empresa para o futuro preenchimento das lacunas, conforme cada serviço que vier a surgir.
E vale ressaltar que não só é viável, mas recomendável, que se aproveite a tecnologia para isso. Assim, é possível conectar esse processo a outras funções da empresa, de modo que o gestor consiga gerenciar melhor as tarefas.
Então, podemos afirmar que um bom sistema de gestão empresarial proporciona um método rápido, eficiente e fácil de emitir, acompanhar e gerenciar ordens de serviço digitais. Essa é a melhor alternativa à burocracia dos papéis, à fragilidade da memória e da comunicação verbal, bem como à confusão dos e-mails.
Como a clareza e a eficiência da comunicação são fatores fundamentais para o sucesso de qualquer equipe, não há por que adiar essa evolução, não concorda?
Além da agilidade e praticidade na emissão de ordens de serviço a partir de um bom sistema de gestão, esse processo também traz um enorme ganho de segurança de dados.
Como digitalizar sua Ordem de Serviço
Migrar as ordens de serviço do papel para o ambiente digital costuma ser um dos primeiros passos de profissionalização de uma pequena empresa. O processo pode ser feito em poucas etapas:
Escolha um modelo ou sistema: comece com uma planilha de ordem de serviço ou, para ganhar mais automação, adote um sistema de gestão que já gere o documento a partir do cadastro do cliente;
Padronize os campos: defina previamente quais informações serão coletadas em toda ordem de serviço (dados do cliente, descrição do serviço, materiais, prazo, valor), para que nenhum campo obrigatório seja esquecido;
Colete a assinatura eletronicamente: ferramentas de assinatura digital ou a confirmação por e-mail substituem a via física, mantendo validade e comprovação de aceite;
Armazene com backup automático: manter as ordens de serviço em um sistema na nuvem evita a perda de documentos físicos e facilita cumprir o prazo de guarda recomendado;
Integre com a emissão da nota fiscal: sistemas mais completos permitem transformar os dados da ordem de serviço diretamente em uma nota fiscal eletrônica, sem precisar redigitar as informações do cliente e dos serviços prestados.
Entre as vantagens de digitalizar esse processo estão a redução de erros de preenchimento, a agilidade no envio ao cliente, a facilidade de consulta ao histórico de atendimentos e a conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) — já que sistemas de gestão contam com controles de acesso e segurança que papéis avulsos não oferecem.
Perguntas frequentes sobre Ordem de Serviço
O que é uma Ordem de Serviço?
A ordem de serviço (OS) é um documento que formaliza a solicitação, a execução e a entrega de um serviço. Define o que será feito, por quem, em qual prazo e por qual valor — servindo como contrato simplificado entre prestador e cliente.
Para que serve a Ordem de Serviço?
Serve para organizar o fluxo de trabalho, autorizar o início de um serviço, registrar materiais e mão de obra utilizados, proteger empresa e cliente em caso de divergência, e embasar a emissão da nota fiscal ao término do serviço.
Como fazer uma Ordem de Serviço?
Para fazer uma OS, inclua: dados da empresa e do cliente, número sequencial, data de abertura, descrição detalhada do serviço, lista de materiais com quantidades e valores, prazo de entrega, valor total e condição de pagamento. Apresente ao cliente para assinar antes de iniciar. Ao concluir, colete o aceite final e emita o recibo ou nota fiscal. Use um modelo de ordem de serviço pronto para agilizar o processo.
Quais dados são obrigatórios numa Ordem de Serviço?
Os elementos essenciais são: dados do cliente, número sequencial, data de emissão, descrição do serviço, materiais e mão de obra utilizados, prazo de entrega, valor total e assinatura do responsável. Setores regulamentados podem exigir campos adicionais.
Qual a diferença entre Ordem de Serviço e nota fiscal?
A OS é um documento de gestão interna: organiza o trabalho, define o escopo e registra o aceite do cliente. A nota fiscal é um documento fiscal emitido ao Fisco para comprovar a prestação e recolher impostos. A OS vem antes; a nota fiscal vem depois, ao concluir e cobrar o serviço.
Qual a diferença entre Ordem de Serviço e contrato de prestação de serviços?
O contrato de prestação de serviços é mais formal e cobre o relacionamento geral entre empresa e cliente — condições gerais, responsabilidades e vigência. A OS é operacional: detalha cada serviço específico, com escopo, prazo e valor daquela demanda pontual. Empresas que atendem clientes recorrentes costumam usar os dois: o contrato para reger a relação e a OS para cada atendimento.
É obrigatório emitir Ordem de Serviço?
Não existe lei que obrigue todas as empresas a emitirem OS, exceto em setores regulamentados. A CLT exige OS específica para instruções de segurança do trabalho (Art. 157, Inciso II). Ainda assim, é uma boa prática que reduz conflitos e profissionaliza o atendimento.
Quantas vias deve ter uma Ordem de Serviço?
Não há exigência legal de número de vias. A prática recomendada é: uma via para a empresa, uma para o técnico e uma para o cliente. Em formato digital, basta enviar o PDF por e-mail. Para OS de segurança do trabalho (SESMT), a recomendação é de três vias físicas.
Quanto tempo guardar uma Ordem de Serviço?
Não há uma lei específica que determine esse prazo, mas a boa prática é manter a ordem de serviço arquivada por, no mínimo, 5 anos, período que acompanha boa parte dos prazos de prescrição civil e fiscal no Brasil. Como esse prazo pode variar conforme o tipo de disputa, o ideal é confirmá-lo com um contador ou advogado.
O custo de aquisição de um novo cliente costuma ser alto, e não fazer os esforços adequados para fidelizá-los definitivamente não é uma boa ideia. Com as ferramentas de marketing de conteúdo, você conta com diversas opções para manter o cliente próximo da sua empresa e satisfeito com o seu produto ou serviço. Especialmente os recursos visuais são cada vez mais um grande aliado para educar, construir relacionamentos, dar suporte, engajar e, como resultado, fidelizar clientes.
Mas como exatamente o uso dos recursos visuais certos pode ajudar a fidelizar clientes e fazer com que eles continuem interessados na sua empresa? Estatísticas mostram que 91% das pessoas preferem conteúdo visual do que apenas escrito, e isso já é motivo suficiente para levá-los em conta ao tentar engajar os seus clientes.
Em uma época em que o conteúdo visual cresceu e se tornou parte integrante das estratégias de marketing, é importante pensar em maneiras criativas de aproveitá-lo para engajar os clientes e aumentar as vendas. Você deve usar recursos visuais para inspirar o seu público e motivá-lo a comprar, ao mesmo tempo que exibe seu produto e oferece uma experiência personalizada.
Uma das ideias por trás do uso de recursos visuais é preencher a lacuna entre as expectativas do cliente e a realidade, resultando em satisfação, aumento nas conversões e vendas. Portanto, vá além das fotos básicas do produto, por exemplo, e aposte em conteúdos criativos.
Você pode usar os recursos visuais em momentos tão diversos quanto:
Apresentar produtos e serviços de forma simples, didática e atraente
Ao manter os clientes constantemente informados
Construir confiança e engajamento usando as redes sociais
Suporte de qualidade através de processos de trabalho claros
Recursos visuais para ajudar o cliente a entender o seu produto
Como foi dito acima, uma das possibilidades de uso dos recursos visuais é no alinhamento entre a expectativa do seu cliente e a realidade do seu produto. Ao deixar muito fácil de entender o que de fato o serviço oferece você ajuda o cliente a usufruir melhor dele e não esperar algo que não que não vai encontrar. Saber usar adequadamente um produto faz com que o cliente extraia todos os seus benefícios e não tenha expectativas que estão fora da sua proposta.
Não criar expectativas que não serão atendidas e não deixar que uma comunicação falha leve os clientes a não ter uma visão clara sobre o que vão encontrar é o primeiro passo para ter usuários satisfeitos e fidelizar clientes.
Existem várias formas de tornar uma informação agradável e fácil de compreender usando recursos visuais. Um exemplo é quando você precisa ajudar o cliente a decidir qual é a solução mais adequada para a sua necessidade. Nesse caso, os infográficos de comparação, que ajudam o usuário a entender rapidamente e de forma visual os diferenciais de cada opção e as vantagens e desvantagens de cada escolha.
Com o infográfico abaixo, o consumidor consegue visualizar rápida e claramente as diferenças entre duas cafeteiras e escolher a que realmente vai lhe servir melhor. Comparar e contrastar várias opções é ideal quando você apresenta diversos produtos com finalidades semelhantes.
Um infográfico de comparação é uma maneira visual de comparar produtos, planos, argumentos e ideias. Muitas páginas de produtos exibem uma série de imagens acompanhadas de uma longa descrição explicando benefícios e atributos. Mas quantas pessoas chegam a ler essa descrição quando há tantas imagens chamando mais a sua atenção ao redor? Ao visualizar duas opções apresentadas com um infográfico, é muito mais fácil fazer a escolha adequada.
Os infográficos podem ajudar até mesmo os mais confusos e indecisos a descobrir o seu produto e podem explicar um processo complexo de uma forma bastante simples. Eles permitem que você comunique de forma mais rápida o que quer dizer sobre o seu produto, e ao destacar, contrastar, comparar e organizar informações usando recursos visuais, você não precisa que o seu cliente faça esforço para aprender, basta um olhar e a mensagem está dada.
Recursos visuais para suporte ao cliente
Os recursos visuais também são excelentes para simplificar fluxos de decisão e promover a estabilidade de processos de trabalho de diversas maneiras, entre elas o suporte ao cliente. Ao apoiar o treinamento de equipes com o uso de job aids, por exemplo, os recursos visuais são uma grande ferramenta para proporcionar um suporte profissional e estável ao seu cliente. Veja esse infográfico de processo, no caso um fluxograma de atendimento, por exemplo.
Ele torna o processo de decisão fácil e simples de ser repetido. Os job aids são instruções simples sobre como fazer uma tarefa e ajudam os funcionários a lembrar como realizá-las sem cometer erros. Estudos indicam que, ao substituir alguns dias de treinamento por job aids, o rendimento dos funcionários aumentou em 50%.
Os infográficos de processos são ideais para servir de apoio durante o onboarding de novos funcionários, assim como na criação de job aids eficazes, pois são desenvolvidos para resumir, simplificar e tornar mais visuais os fluxos de trabalho. Veja abaixo algumas dicas de como criar o seu:
Além dessas dicas, ao criar um infográfico de suporte ao cliente, lembre-se de destacar um problema comum para seus usuários.
Recursos visuais no engajamento e relacionamento nas redes Sociais
A mídia social hoje está altamente focada na comunicação entre todas as partes envolvidas no processo de compra, e a qualidade dessa comunicação depende de como as marcas usam as plataformas. Os principais canais de mídia social – Facebook, Twitter e Instagram – são usados principalmente para fins pessoais, e as empresas aproveitaram esse espaço para se aproximar do seu público.
Por isso, é extremamente importante personalizar sua estratégia de marketing digital com um ângulo mais pessoal. Para marcas, vender um produto ou serviço é uma prioridade, e ao construir um relacionamento com clientes há uma chance melhor de ver o engajamento do público se converter em vendas e fidelizar os clientes.
Os recursos visuais são o tipo de conteúdo que atrai maior engajamento. Pesquisas apontam que a performance de um conteúdo visual, seja um gráfico, vídeo, fotografia ou gif, é entre 120% e 180% maior em relação ao conteúdo puramente escrito.
E a melhor forma de conseguir isso são com conteúdos originais que permitem concentrar grandes volumes de informação de forma sucinta, simples e atraente. Aqui entram os infográficos novamente, que além de serem visualmente atraentes a altamente informativos, estimulam o compartilhamento espontâneo e podem servir para atrair os leitores para um texto no seu blog ao serem compartilhados no seu perfil em uma rede social, por exemplo.
Usando a mídia social regularmente, as marcas podem construir um relacionamento com seus clientes e até mesmo fazer seu público sentir que a marca é como uma pessoa. Embora algumas empresas optem por fazer o mínimo com a mídia social – simplesmente postar em horários específicos do dia usando ferramentas de gerenciamento de mídia social – as marcas que estão usando a mídia social de forma eficaz são as que tentam ativamente encorajar a fidelidade à marca.
Com essa abordagem, as empresas não parecem mais entidades separadas, mas uma extensão da vida das pessoas. A abordagem pessoal faz uma grande diferença na esfera digital e costuma ser a chave para o sucesso de uma marca.
Para visuais que atinjam esses objetivos nas redes sociais, alguns pontos para se ter em mente são:
Mantenha seu conteúdo escrito breve e informativo
Use recursos visuais úteis, como ícones, gráficos e ilustrações
Não inclua mais de 10 etapas ou ideias
Torne o seu texto fácil de ler em qualquer tela
Conclusão
Em um momento em que o conteúdo visual se tornou parte integrante das estratégias de marketing, é importante pensar em formas criativas de aproveitar o potencial dos recursos visuais para fidelizar clientes e inspirá-los a interagir com a sua marca. Proporcionar uma experiência de compra em que o cliente se sinta seguro ao saber sobre o seu produto e contar com um bom suporte são fatores fundamentais para isso. Então se você quer usar esses recursos, existem ferramentas online que permitem a personalização de centenas de templates adequados aos mais diversos fins.
Carros são uma verdadeira paixão para os brasileiro. Todos os anos, milhares de automóveis são comprados, vendidos ou trocados. Mas nem todos podem conquistar o sonho de um carro zero, não é mesmo?
Por isso, os carros usados vêm ganhando cada vez mais espaço e as lojas do ramo não param de crescer. Mas não só; esta área de negócios vem apresentando números cada vez melhores no mercado, não só pelo custo ser mais baixo do que um carro novo. Mas, também, pela possibilidade que o comprador ganha de poder ter um modelo melhor e mais completo gastando menos.
Portanto, todos estes dados apontam que apostar em uma loja de carros usados pode ser uma excelente opção de um negócio lucrativo, seguro e em constante crescimento. Ficou interessado, mas acha que é complicado demais?
Pois saiba que não é. Portanto, para ajudar você nesta empreitada e na realização do sonho de ser o próprio chefe, separamos aqui algumas dicas infalíveis que vão apontar o caminho certo para montar uma loja de carros usados. Acompanhe a seguir e coloque as mãos à obra agora mesmo.
Antes de partir para a prática, é preciso fazer um estudo profundo nas opções que estão disponíveis em sua cidade. Assim, verifique a quantidade de lojas de carros usados onde você mora, quais são os tipos de negociação que elas realizam, quantidade de carros disponível nos pátios e até público-alvo que estão atendendo.
Verifique se apostam em carros mais populares, em modelos mais novos e potentes e toda informação que você conseguir agrupar. Ainda, avalie o preço que cobram pelos carros e, se puder, faça comparações com modelos semelhantes.
Assim, você consegue ter uma ideia de mais ou menos qual é a lucratividade que essas lojas são capazes de conquistar. Não se esqueça de estudar também a forma de pagamento que praticam, que tipo de financiamento oferecem e diferenciais.
Quanto mais concorrentes você observar, melhor, já que será capaz de traçar as estratégias que deseja implementar no seu negócio. O ideal é tentar criar uma solução que atenda às demandas do mercado, mas que se diferencie da maioria das concorrentes. Este é o verdadeiro segredo do sucesso.
2. Defina seu público-alvo, estratégias de vendas e o tamanho da loja
Esta parte é essencial para seu negócio. O planejamento é muito importante para que você possa desenvolver sua loja de carros usados sem correr o risco de perder o investimento.
Então, depois da avaliação do mercado, verifique qual o público-alvo que deseja atingir, que tipos de carros não podem faltar em sua loja e até a quantidade que terá disponível em seu pátio.
Lembre-se que todas estas decisões devem ser baseadas também no quanto pretende investir no novo negócio, já que elas definirão o tamanho do seu estoque e até o quanto vai gastar com a locação de um ponto de venda.
3. Escolha um ponto de vendas ideal para sua loja de carros usados
O ponto de venda é essencial para quem está querendo montar uma loja de carros usados. Afinal, este é o tipo de negociação que se faz pessoalmente, observando com cuidado os modelos e realizando testes.
Portanto, prefira um ambiente amplo, que permita mostrar os veículos para seu cliente com conforto. Mas, pense também na segurança do local e na facilidade de acesso, estacionamento e na garantia de um bom movimento de pessoas e carros.
4. Escolha os fornecedores e qual a forma de parceria
Como você vai conseguir os carros para a sua loja? Vai comprá-los a vista e depois revender? Vai oferecer fechar parcerias de comodato, isto é, pagará ao dono somente após a venda efetivada?
Tudo isso precisa ser definido o mais breve possível. A maioria das lojas de carros trabalha com as duas modalidades, dependendo do tipo de veículo e do quanto de dinheiro que se deseja ou pode manter em caixa. Lembre-se que alguns carros podem ter um giro maior, enquanto outros, nem tanto. Então, atente-se bem à forma de compra para não perder dinheiro.
Lembre-se também de cuidar da forma como vai realizar os pagamentos aos donos dos carros. Vai pagar à vista? Parcelado? E como será o recebimento da venda? Este tipo de decisão afeta diretamente seu rendimento mensal e controle financeiro.
Outro cuidado com relação aos fornecedores está na qualidade. Se você pessoalmente não possui muita experiência com a avaliação de motores e latarias, conte com a avaliação profissional de oficinas para não correr riscos.
Afinal, carros que já foram batidos, tiveram seus motores alterados ou não passaram pelas revisões podem ser uma bomba relógio.
5. Atenção total à papelada envolvida nos processos da sua loja de carros usados
Não se esqueça de toda a documentação necessária para manter seu negócio legalizado. Providencie alvarás com a prefeitura, CNPJ e contrate funcionários de acordo com a lei.
Tenha um cuidado minucioso também com a documentação dos veículos que compra e que revende, atentando-se para saber se multas e impostos estão em dia e se a propriedade do vendedor pode ser comprovada.
O ideal é que sua loja também feche parcerias com despachantes, que facilitarão o processo de troca de propriedades entre o dono antigo e sua loja, ou o próprio cliente final. Oferecer este tipo de serviço é considerado essencial para quem adquire carros usados.
Loja de carros usados pode ser MEI?
Não, uma loja de carros usados enquadrada no CNAE 4511-1/02 – Comércio a varejo de automóveis, camionetas e utilitários usados, não pode ser MEI.
6. Fique de olho no mercado o tempo todo
A avaliação do mercado é um trabalho constante para donos de negócio, inclusive na área de carros usados. Você precisa manter um olhar atento aos movimentos da concorrência, preços praticados e, claro, aos próprios valores dos automóveis na hora de comprar ou vender.
Este é o ponto mais delicado de uma loja de automóveis usados, já que, apesar de possuir alto valor agregado, se trata de um produto que desvaloriza bastante em pouco tempo.
7. Aposte em treinamento constante de seus vendedores
Mesmo que você contrate vendedores experientes no mercado de carros usados, aposte em treinamento constante, tanto para manter o atendimento sempre em alta quanto para que conheça as novidades que aparecem no mercado.
Contar com uma equipe bem preparada é meio caminho andado para o sucesso das vendas, mesmo em mercados altamente competitivos. Além disso, mantenha-os sempre motivados, oferecendo um excelente clima organizacional, boas comissões e competições internas.
Só tome cuidado para que as comissões dos vendedores e todo o investimento feito com treinamento não acabe retirando ou diminuindo demais sua lucratividade.
Empresários de sucesso estão sempre de olho nesta conta, garantindo que conseguem o máximo em lucro, sem perder a qualidade do atendimento e os benefícios oferecidos aos seus funcionários.
8. Divulgue sua loja de carros usados
Não é à toa que se diz que a publicidade é a alma do negócio. Por isso, divulgue sua loja e os carros mais chamativos de seu estoque sempre que puder. Faça isso através de flyers, comerciais em jornais, rádio e se puder, até na TV.
Faça parcerias com oficinas, com despachantes e até com os negócios locais para conseguir sempre o máximo em visibilidade. Não se esqueça também de apostar em uma boa comunicação visual em seu ponto de venda, com luminosos chamativos, sinais chamando para descontos e, quem sabe, adesivação de vidros e pintura de paredes.
Tudo tem que ser pensado de acordo com o seu espaço, o público-alvo que deseja atingir e, claro, a verba que possui para este tipo de investimento. O ideal é manter uma divulgação constante e manter-se sempre na mente dos consumidores e possíveis compradores.
Crie formas de chamar a atenção das pessoas para sua loja. Uma boa forma de fazer isso é apostar em datas especiais. Outra é preparar eventos aos finais de semana para atrair famílias. No Brasil, visitar lojas de carros são programas feitos para o entretenimento e que, muitas vezes, acabam terminando na compra de um veículo novo.
9. Mantenha uma boa relação com seus compradores
Sabe uma forma de aumentar a fidelidade de clientes? Oferecer o melhor em atendimento e manter-se sempre por perto.
Assim, ofereça pacotes de lavagem de carro, de revisões e até de descontos na compra de tapetes e acessórios para o carro. Você pode fazer parcerias com empresas que instalam aparelhos de som, novos bancos e afins.
Além disso, de tempos em tempos, lembre-os que pode ser a hora de trocar de modelo. Para isso, mantenha um banco de dados e passe a enviar e-mails ou malas diretas com as promoções de sua loja.
10. Vá além de sua loja de carros usados
Geralmente as cidades organizam grandes feirões de carros usados e eventos nos quais é possível encontrar uma infinidade de lojas no mesmo lugar. Participar destes eventos pode ser importante para se manter forte e não perder para a concorrência.
Neste tipo de situação, é comum que os preços fiquem um pouco mais baixos e a lucratividade caia um pouco. Mas mesmo assim, vantagens podem ser conquistadas, já que você ganhará a visibilidade e poderá ser lembrado em situações futuras.
11. Ofereça opções de qualidade
Muitas pessoas ficam receosas em comprar carros usados, por não saber da procedência e do tipo de problemas que poderão encontrar. Por isso, não caia na tentação de não contar toda a verdade somente para fechar uma venda.
Um verdadeiro comerciante é um que consegue alcançar o sucesso durante anos a fio, aquele que trabalha sempre com transparência e oferecendo o que há de melhor para seus clientes.
12. Tome o máximo de cuidado com a gestão
Muitos empresários são excelentes vendedores, apostam em produtos de qualidade e na transparência das relações, mas pecam na gestão de seus negócios. Por isso, ser o próprio chefe é algo muito complicado.
Se você não tem muita experiência com a gestão de negócios, planilhas de controle de vendas e pagamentos, contadores, impostos e salários dos funcionários, procure aprender sobre o assunto antes de se arriscar.
Hoje em dia é possível encontrar uma infinidade de cursos na área, alguns inclusive totalmente gratuitos, disponibilizados pela internet. Investir neste tipo de conhecimento pode livrar sua empresa da falência e sua família perder muito dinheiro. É alto que realmente vale a pena.
Com estas dicas, vai ficar muito mais fácil conquistar o sucesso com sua loja de carros usados. Mas lembre-se que manter-se em movimento constante e em evolução é essencial.
Por isso, invista também em soluções que garantam que seu negócio possa crescer e se desenvolver sem correr riscos e em uma forma de conseguir controlar tudo que acontece de forma mais inteligente. Um software de Gestão Empresarial pode ajudar.
Invista em software de Gestão Empresarial unificado
Além de aprender sobre gestão, é preciso manter um olhar sempre atento a tudo que acontece em sua loja de carros usados. A gestão dos pagamentos a fazer e a receber neste tipo de empreendimento é sempre um desafio, já que, na maioria das vezes, sua loja irá receber em parcelas, mas precisará pagar para o fornecedor à vista.
Você ainda vai precisar manter um olhar atento às margens de lucro, que devem levar em conta todo o investimento feito para publicidade, contas fixas e as variáveis, que abrangem inclusive as comissões de seus funcionários.
São tantas informações, que controlar somente em planilhas soltas pode ser um enorme risco para seu sucesso. É aí que um software de gestão empresarial pode se tornar seu melhor aliado.
Ele reúne todas as informações em um só lugar, além de oferecer os dados de tudo que se passa em sua loja em tempo real sempre que forem necessários, inclusive na forma de gráficos para melhorar sua compreensão.
Assim, é possível tomar atitudes baseadas na realidade e planejar o crescimento e novos investimentos de forma muito mais assertiva.
Atualmente, é possível encontrar diversas opções disponíveis no mercado. Uma delas que vem se destacando é o eGestor, um sistema de ERP inteligente que pode ser acessado de forma totalmente online.
O eGestor é uma aplicação leve e que pode ser acessada de qualquer lugar: da sua loja, do seu celular ou até de casa. Com uma interface simples e intuitiva, ele oferece uma visão macro do seu negócio, integrando o controle financeiro com o fluxo de caixa, controle de vendas e de estoque. Ele ainda permite a emissão de notas fiscais e de relatórios.
É necessário realizar cálculos de custos e lucros, independentemente do que a empresa fabrica ou comercializa. Nessa conta, entram os gastos com matéria-prima, equipamentos, funcionários entre outros custos. E quando se tem um estoque também é importante contar com uma boa metodologia para poder reduzir evitar qualquer dano financeiro e colocar o negócio no eixo. Existem vários métodos que permitem controlar o estoque da empresa e garantir uma administração sóbria e lucrativa. A partir deles, você pode criar estratégias eficientes para o controle gerencial, além de resolver problemas recorrentes. Nesse artigo apresentamos as três metodologias mais comuns: PEPS, UEPS e custo médio.
PEPS
PEPS significa Primeiro a Entrar, Primeiro a Sair. Funciona da seguinte maneira: o que chega antes ao depósito deve ir embora primeiro, e o que chega por último vai embora por último. Através disso, você pode fazer o gerenciamento do estoque de maneira segura.
Em razão das características do método, os primeiros produtos a chegarem ao depósito irão mensurar o valor do estoque. Uma das vantagens de realizar essa abordagem é que o cálculo de valores não será baseado em estimativas.
Toda operação realizada em estoques passa a ter custo e lucro real. Além disso, os itens a serem retirados seguirão uma ordem lógica e sistemática. Essas qualidades do PEPS garantem que exista sempre uma organização abrangente. Outra vantagem é a diminuição de prejuízo causado por perdas de itens. O método evita que produtos novos sejam vendidos antes daqueles que já estão no estoque há muito tempo.
Para ficar claro, vejamos um exemplo de como o método funciona. Imagine uma loja que comercializa bolsas. No seu depósito há 100 modelos, cujo preço da compra foi de R$ 10,00 em cada uma. Então, o custo do estoque é de mil reais. Antes de o fornecedor receber o próximo pedido, foram vendidas 80 bolsas. Você solicita então mais 100 modelos. Mas digamos que o valor do produto subiu, e agora cada uma custa R$ 11,00 . Segundo a metodologia adotada através do PEPS, das próximas 100 peças que você vender, 20 delas terão o custo de R$ 10,00, e 80 de R$ 11,00.
A partir disso, será facilmente calculado o valor que você receberá sobre cada remessa. Se a diferença do segundo lote (u1 real) não for cobrada do consumidor, isto é, se for vendido tudo pelo mesmo preço, o lucro será 1 real menor sobre cada produto da remessa. O método, em suma, ajudará a você saber o lucro exato sobre cada operação. Além disso, facilitará o processo de tributação pelos órgãos reguladores.
UEPS
A UEPS segue uma metodologia inversa ao PEPS: Último Entrar, Primeiro a Sair. O cálculo do custo do estoque parte então dos últimos itens que chegaram ao depósito. Ou seja, no cálculo, o valor dos primeiros produtos do depósito é enquadrado como se fosse dos primeiros itens vendidos. Em outras palavras, o valor total do estoque é extraído a partir do custo do último preço.
Como normalmente esse valor é mais alto, há, no final do processo, um crédito positivo de material, já que o UEPS causa uma supervalorização do preço do produto. O problema do método está na redução do valor tributável depois do exercício de cálculo. Por essa razão, a legislação fiscal brasileira não permite que o sistema seja utilizado pelas empresas. Em compensação, trata-se de um método com estimativas mais próximas da realidade.
Além disso, ele se adequa melhor aos departamentos onde há processos produtivos, e se integra melhor às estimativas de lucratividade dos itens. O ajuste dos preços cobrados também pode ser mais rápido e eficiente. Mas em alguns setores essa técnica não é recomendável, principalmente os que comercializam produtos perecíveis. A causa disso é evidente: se os produtos que chegaram saírem antes, os primeiros do estoque poderão estar estragados ou vencidos.
Embora não seja utilizado no cálculo de imposto no Brasil, esse método é muito comum nos Estados Unidos, na Alemanha e no México.
Custo médio
O custo médio ponderado, também chamado de preço médio, é obtido através de uma média de custos de aquisição. Para entender como funciona o método, pense numa empresa que produz, num determinado período de tempo, 100 unidades de um produto com um custo de R$ 500,00.
Em outro período, foi preciso produzir o dobro, mas a empresa teve uma despesa de R$ 1.150,00. Para realizar o cálculo, o administrador do estoque deve somar o custo total para produzir o produto no período correspondente (ou seja, 500 + 1150) e, em seguida, dividir o custo pelo número de itens fabricados. O custo médio da mercadoria, então, será de R$ 5,50 por unidade.
Mas não para por aqui, pois o custo médio tem divisões: ponderado fixo e ponderado móvel.
O custo médio ponderado móvel é obtido a partir das despesas que podem variar de acordo com a produção. O preço de custo é o fator primordial para conceber o estoque final e o custo de cada mercadoria vendida ou requisitadas. Por causa dessa metodologia, o valor de cada item muda de acordo com a compra ou produção de outros itens cujos preços são diferentes. Se a produção diminuir, esse valor também diminuirá, e se aumentar, o valor também aumentará.
Esse método é bastante trabalhoso, mas consegue refletir com exatidão os dados sobre o valor dos custos por período e dos estoques remanescentes.
Já o custo médio ponderado fixo é obtido a partir de uma média de custo de materiais disponíveis para uso ou venda num determinado período de tempo. O cálculo é feito da seguinte forma: pega-se o custo total dos materiais disponíveis na produção ou consumo e, em seguida, divide-se esse valor pela quantidade equivalente dos mesmos materiais. Nesse caso, quanto maior a produção, menor será o custo médio ponderado fixo.
E sabemos que isso pode parecer bem complicado no início. Mas não se preocupe, existem muitas soluções que podem te ajudar. Uma delas é a Planilha de Custo Médio. Basta inserir os valores de entrada e saída de produtos que todos os valores serão calculados.
Conclusão
A partir dos conceitos de PEPS, UEPS e Custo Médio, apresentamos três formas de ter o controle de estoque e extrair informações essenciais para a administração. Você poderá fazer cálculos para direcionar estratégias que reduzam os prejuízos e garantam mais dinheiro com seu negócio.
Esperamos que o artigo tenha esclarecido todas suas dúvidas sobre as metodologias, e que você tenha feito a escolha certa para seu estoque. É bom entender que é importante realizar testes para poder descobrir a melhor forma de administrar para lucrar e evitar danos.
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