Microempreendedor Individual: Confira os impostos pagos pelo MEI

Microempreendedor Individual: Confira os impostos pagos pelo MEI

O MEI é um Microempreendedor Individual, ou seja, uma PJ de apenas uma pessoas e no máximo um funcionário. Ele foi criado com a intenção de facilitar a formalização de trabalhadores informais e garantir os benefícios dos mesmo.

Assim, o MEI se consolidou no Brasil ao longo de dez anos como uma forma de os trabalhadores se tornarem seus próprios patrões e empreender mesmo com pouco dinheiro. De acordo com o Portal do Empreendedor, em abril de 2019 o país já conta com mais de 8,1 milhões de Microempreendedores Individuais, comprovando o sucesso do projeto.

Para facilitar o processo de cadastro do MEI, ele é feito de forma online e gratuita. E, ainda, a legislação do MEI unifica os impostos e o deixa isento de alguns. Mas quais são eles?

Quais os impostos pagos pelo MEI

Para fazer o pagamento dos impostos, o empresário deve pagar a guia DASN-SIMEI. Isso acontece porque o MEI, obrigatoriamente, adere ao regime do Simples Nacional.

Nessa guia são pagos:

Dessa forma, o MEI fica isento de pagar o IRPJ, o PIS, o Cofins, o IPI e o CSLL.

Como um MEI paga seus impostos

Sim, o MEI deve pagar a DAS com os impostos já calculados. Mas você sabe como eles são calculados e que valor pagar? O cálculo é bem simples.

Se você apenas presta serviços, o valor do DAS será de R$ 52,95. Esse valor é de 5% do salário mínimo para o INSS, sendo R$ 51,95 somado com R$ 1,00 referente ao ISS.

Se você apenas vende produtos, o valor da DAS será de R$ 56,95. Esse valor é de 5% do salário mínimo para o INSS, sendo R$ 51,95 somado com R$ 5,00 referente ao ICMS.

Já no caso de ser prestador de serviços e vender produtos, o valor da DAS é de R$ 57,95. Esse valor é de 5% do salário mínimo para o INSS, sendo R$ 51,95 somado com R$ 1,00 referente ao ISS e R$ 5,00 referente ao ICMS.

O que é um Microempreendedor Individual

O MEI é um pequeno empresário individual, ou seja, alguém que possui uma empresa e é o único dono. Para se encaixar nesse tipo de empresa é preciso atender algumas condições. São elas:

  • Ter faturamento máximo de R$ 81.000,00 por ano;
  • Não ser sócio, administrador ou titular de alguma outra empresa;
  • Tenha apenas um funcionário;
  • Exercer, como atividade econômica, uma das funções dispostas no Anexo XI, da Resolução CGSN nº 140, de 2018.

Em 2019, mais de 460 atividades profissionais independentes foram elencadas como possíveis atuações para um Microempreendedor Individual. Apenas no ramo de “Comerciante” são mais de 100 opções de produtos que o MEI pode escolher para se regulamentar.

Outras atividades bastante numerosas são os fabricantes, comerciantes, artesão, reparadores, instaladores e serviços correlatos, mas também trabalhos menos comuns, como jornaleiro, adestrador, bikeboy e britador. Para quase toda atividade profissional existe um MEI.

Com estes dados, além de ter o controle do que cada empreendedor desempenha em seu trabalho, o Governo passa a ter uma estatística atualizada dos ramos profissionais mais presentes no mercado de Microempresas Individuais do país, facilitando a implementação de políticas públicas e a avaliação do sucesso da medida.

Impostos pagos pelo MEI

Como você já viu, o MEI deve pagar apenas a DAS, que contém o INSS, o ISS e o ICMS. Os outros impostos que um empresário deve pagar não entram nesse cálculo, fazendo o MEI isento.

Entenda cada um:

INSS

INSS, também conhecido como CPP (Contribuição Patronal Previdenciária) é o imposto pago pelo MEI para a Previdência Social. Isto é, o imposto da aposentadoria. Dessa forma, o valor está diretamente relacionado ao salário mínimo estabelecido para o ano.

O valor pago será 5% do valor estipulado como salário mínimo vigente. Em 2020, esta contribuição é de R$ 51,95. Consequentemente, quando houver o reajuste do salário mínimo, haverá reajuste do valor pago.

Esta contribuição serve para custear a Previdência Social utilizada para realizar o pagamento de aposentadorias e outros benefícios aos trabalhadores.

O que muitos contribuintes do INSS não compreendem é que este imposto pago pelo MEI não é apenas para ser recebido como aposentadoria. Segue alguns benefícios do contribuinte:

  • Aposentadoria por idade: É recebida com o pagamento de 180 parcelas mensais;
  • Aposentadoria por invalidez: Após o pagamento de 12 parcelas mensais;
  • Auxílio-doença: Após o pagamento de 12 parcelas mensais;
  • Salário-maternidade: Após o pagamento de 10 parcelas mensais.

Benefícios

Os benefícios são estendidos aos familiares em forma de pensão por morte e auxílio-reclusão, a partir da primeira contribuição.

Esses valores são relativos ao empresário. Em caso de contratação de funcionário, será necessário o pagamento de 3% do salário mínimo na folha de pagamento do empregado relativo ao INSS. (Além dos 8% do FGTS, o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço). Gerando um total de 11% sobre o total da folha de pagamento.

Caso a Reforma da Previdência seja aprovada, deve haver alterações também para os empresários MEI, no que tange à aposentadoria por idade e à pensão por morte.

Na aposentadoria por idade, o tempo mínimo de contribuição seria aumentado de 15 para 20 anos de contribuição (240 meses). A idade mínima das mulheres seria alterada de 60 para 62 anos. A dos homens permaneceria em 65 anos.

A pensão por morte do contribuinte, que hoje é de 100% incondicionalmente, será reduzida para 60%. Sendo acrescidos também 10% para cada beneficiário, até o limite máximo de 100%.

Auxílio doença

Para ter acesso ao auxílio doença, o MEI deve realizar o agendamento de seu atendimento junto ao INSS até 30 dias depois de parar de trabalhar. Caso o Microempreendedor Individual tenha algum vínculo empregatício, ele pode acumular benefícios uma vez que contribui duas vezes para a previdência.

Doze doenças foram definidas pelo Ministério da Saúde como enfermidades que permitem ao contribuinte a solicitação do auxílio-doença:

  • cardiopatia grave;
  • cegueira;
  • mal de Parkinson;
  • AIDS;
  • Tuberculose;
  • Alienação Mental;
  • Paralisia irreversível ou incapacitante;
  • contaminação por radiação;
  • hanseníase;
  • espondiloartrose;
  • neoplasia maligna (câncer e similares);
  • e nefropatia grave.

ICMS

O ICMS, ou Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, é de jurisdição estadual. Ou seja, é pago de acordo com a legislação instituída pela SEFAZ de cada estado. O valor relativo ao ICMS na DAS é de apenas R$ 1,00, pago ao estado.

Esse imposto é pago quando há transporte de mercadorias. Normalmente é pago a cada trânsito e de acordo com a alíquota estabelecida pela UF. No caso do MEI, esse imposto é pago unicamente no DAS.

Este imposto ajuda a custear as contas dos 26 estados de do Distrito Federal. Ele é utilizado para a manutenção de instituições estaduais como escolas e universidades. Mas também empresas públicas, administração estadual, repartições públicas, estradas e outros espaços geridos por estado.

Fora do MEI, o ICMS tem alíquota estipulada pela SEFAZ de cada estado. Normalmente essa alíquota pode variar de 4% a 19% da operação, dependendo dos estados de origem e destino das mercadorias.

ISS

Assim como o ICMS, o ISS (Imposto Sobre Serviço), ou ISSQN, tem um valor fixo a ser pago. Isso ocorre porque ele não está diretamente relacionado com o valor do salário recebido. Mas sim, relacionado a prestação de um serviço. Já que empresas que tem como função primária ou secundária a prestação de um serviço devem realizar o pagamento do ISS.

O ISS é regulamentado pela prefeitura de cada cidade. Portanto, foi estabelecido um valor fixo a ser pago de R$ 5,00 ao mês para o município. Esse valor estará relacionado na DAS mensal, juntamente com o INSS, e se for o caso, com o ICMS.

É importante lembrar que empresas que realizam serviços e são comerciárias pagam o total de R$ 6,00. Esse valor é equivalente aos R$ 1,00 do ICMS e de R$ 5,00 do ISS.

Assim como o ICMS, este imposto é utilizado para a manutenção da administração municipal e de serviços prestados pela prefeitura, como escolas e creches municipais, manutenção das vias da cidade e obras municipais, secretarias e demais órgãos da prefeitura, entre outros.

No fim das contas, a fórmula de contribuição do MEI é INSS + ICMS + ISS, totalizando R$ 55,90 mensais para MEIs de comerciantes ou 54,90 para MEIs prestadoras de serviços. Fora do MEI, o ISS é cobrado com alíquotas que variam de 2% a 5% por operação.

Ao abrir um MEI, o empreendedor ganha um alvará de funcionamento provisório com a validade de 180 dias, que se torna definitivo após este período caso a fiscalização municipal não emita um alvará próprio. Contudo, cidades podem ter legislações diferentes para cada setor, por isso, vale a pena se informar junto às autoridades locais.

Como fazer o pagamento desses impostos?

Como explicado anteriormente, os impostos pagos pelo MEI são recolhidos pela DAS. O DAS é uma guia, ou seja, pode ser pago como boleto. Mas esse não é o único modo de pagamento do documento.

É possível pagar através de débito automático, com o valor sendo descontado da conta disponibilizada pelo microempresário. Ou online, sendo pago a partir de serviços bancários online.

O valor da DAS será fixo. Sendo de R$ 48,70 para os microempresários que fazem o pagamento do ICMS, R$ 52,70 para os que realizam algum serviço e assim, pagam o ISS. E R$ 53,70 para quem faz o pagamento dos dois impostos, ou seja, se é do comércio e também realiza serviços.

A data limite para pagamento da guia é o dia 20 de cada mês.

Outro impostos

Seguindo todas as especificações dadas para ser um microempresário, os impostos citados aqui são os únicos impostos pagos pelo MEI. Mas há algumas exceções. Por exemplo, em caso de sua renda como pessoa física atingir o valor mínimo tributável, é necessário fazer o pagamento do IRPF, o Imposto de Renda Pessoa Física.

IRPF

Se a renda do Microempreendedor Individual enquanto pessoa física (CPF) atingir o valor tributável (a partir de R$ 28.559,70 por ano), ele deve realizar o pagamento de Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF), de acordo com o cálculo realizado sobre a declaração anual de bens e rendimentos do contribuinte.

IRPJ

Já o Imposto de Renda Pessoa Jurídica não é um dos impostos pagos pelo MEI. Isso, porque as empresas que se enquadram no Simples Nacional estão asseguradas com a forma mais simples de pagamento das suas obrigações tributárias.

DASN-SIMEI

Outra obrigação fiscal do MEI é a Declaração Anual do Simples Nacional – Microempreendedor Individual (DASN-SIMEI). Ela é feita de forma simples e serve para informar que seu faturamento anual não ultrapassou o máximo estipulado para o MEI, de R$ 81.000,00. Ela, e outros pagamentos do MEI, podem ser feitos através do Portal do Empreendedor.

Caso o rendimento da empresa ultrapasse o valor estipulado em lei, o empreendedor deve se desmatricular do MEI e se inscrever no regime de tributação que julgar mais adequado para a operação de sua empresa. Empresas maiores teriam que escolher entre o pagamento de IRPJ por Lucro Real, Lucro Presumido ou Simples Nacional, nos casos aplicáveis, tornando muito mais complexo o pagamento dos impostos.

Para quem trabalha de maneira autônoma ou com pequenos empreendimentos, o MEI traz grandes vantagens, uma vez que reduz o total e a alíquota de impostos pagos e dá ao empreendedor um número no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) e também facilita o acesso a linhas de crédito especiais com juros e taxas reduzidas.

Considerações finais

Depois de entender as obrigações e os impostos pagos pelo MEI, esse processo já facilitado fica ainda mais fácil. E aparentemente os brasileiro concordam. Isso, porque segundo a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor, patrocinada pelo SEBRAE, quatro em cada dez brasileiros têm uma empresa ou estão envolvidos com uma. O que leva a taxa de empreendedorismo no país ser de 39,3% em 2015. A maior nos últimos 14 anos. O que leva o Brasil a ficar em primeiro lugar no ranking de empreendedorismo nos 100 países pesquisados.

Então lembre-se, abrir uma empresa e fazer o pagamento dos impostos é fácil, mas administrar uma empresa pode não ser tão simples. Busque sempre o auxílio de um contador, administrador ou até advogado. Assim, é possível assegurar que todos os processos realizados no seu negócio estejam no caminho certo.

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McDonald’s: Conheça a história através do filme “O Fundador”

McDonald’s: Conheça a história através do filme “O Fundador”

A história do McDonald’s começa com os irmãos McDonald e Ray Kroc, na Califórnia. Investidor, Kroc transforma a pequena lanchonete dos irmãos na maior e melhor rede de fast food apenas com conhecimento em marketing, administração, e um pouco de traição.

O McDonald’s é um dos símbolos americanos mais marcantes do mundo. Tanto que seu logotipo se tornou onipresente em todos os EUA desde a década de 50, e, levou a cultura do hambúrguer até países que nunca ouviram falar na iguaria.

Com um padrão de qualidade único e que não permite alterações, é possível comer um sanduíche do McDonald’s em qualquer país e cidade. Com a certeza que encontrará o mesmo sabor, formato e padrão das lojas.

Por isso, a trajetória dessa rede e de seu visionário fundador Ray Kroc é contada no filme The Founder (O Fundador), que no Brasil ganhou o nome de Fome de Poder. Estrelada por Michael Keaton como Ray, o filme mostra como a pequena lanchonete da Califórnia se transformou num símbolo cultural norte-americano.

O Fundador do McDonald’s

A história quase inacreditável do vendedor de máquinas de milk shake que se transformou num dos empresários mais ricos e importantes do mundo é narrada no filme “Fome de Poder” (The Founder). Assim, o filme conta a trajetória da rede de lanchonetes McDonald’s, que em apenas dez anos já fazia parte da cultura pop americana e estava inserida em quase todos os países do mundo.

A história mostra que estar no lugar certo, com a pessoa certa e saber o que fazer naquela hora faz toda a diferença entre se manter na mediocridade ou mudar sua vida do avesso. Ray Kroc conheceu os irmãos McDonald’s por acaso e construiu um verdadeiro império alimentício que permanece no topo. E dessa forma, hoje, serve de inspiração para novos empreendimentos semelhantes e também como símbolo de marketing.

O McDonald’s é o principal representante do capitalismo americano e de seu estilo de vida. Tanto que o padrão de produção de hambúrguer criado pelos irmãos McDonald’s é utilizado até hoje, com poucas mudanças apenas tecnológicas. Como, por exemplo, o M formado em aros dourados por toda parte, levando os mesmos cardápios e sabores rigorosamente idênticos para todos os continentes do mundo. Seja nos bairros mais pobres aos mais abastados.

Cinematografia

O filme já é muito interessante por descortinar a verdadeira história da criação do McDonald’s, sem omitir o papel criador dos irmãos Maurice e Richard. Assim, ele é contado sobre narrativa histórica, com Michael Keaton no papel de Ray Kroc e se inicia a partir da descoberta da pequena lanchonete dos irmãos McDonald’s, na Califórnia. No filme, o personagem de Keaton é uma pessoa determinada, visionária e muitas vezes inescrupulosa e que não abre mão da ética e da família quando é necessário.

Considerado um messias do capitalismo, Ray demonstra claramente o perfil do self made man, cheio de ambições e que não se contenta com pouco. Dessa forma, personagem vivido por Keaton valoriza a meritocracia e mantém viva a utopia do Sonho Americano, usando o marketing com uma destreza de poucos. Entretanto, o personagem nunca deixa de ser uma figura admirável pela sua persistência e habilidade.

O diretor John Lee Hancock usa cores quentes como base do filme, tal qual as cores principais da rede de restaurantes. Seu roteiro se define como um criador de dificuldades para que a solução seja criada. Nela, o protagonista sempre encontra uma grande oportunidade diante de um eminente fracasso.

O Ray de Keaton é carismático, que sabe falar com rapidez e sempre sorrindo. Afinal, sua ironia como estilo de vida já começa pelo nome do filme. Isso, já que na verdade Ray Kroc não é o fundador do McDonalds, mas sim aquele que o transformou num empreendimento de sucesso sem proporções.

O roteiro apresenta com maestria como o McDonald’s se transformou na “nova igreja” americana. Verdadeiramente cultuada e reproduzida como um verdadeiro ídolo carismático e divino. Entretanto, ele tem como mérito não rotular os consumidores da rede.

Inovações criadas pelo McDonald’s

A marca tem um cuidado muito rigoroso com todos os detalhes de rede. Todos os franqueados são acompanhados atentamente para que sigam exatamente as regras propostas, desde decoração da loja até o atendimento.

Dentre as inovações que foi pioneira, estão a substituição de talheres, copos e pratos por descartáveis. Outra grande mudança é o fato da cozinha ser aberta e poder ser vista por qualquer cliente. Dessa forma, todo o procedimento de preparo do sanduíche e a higiene do local são observados por quem consumirá o produto.

O McDonald’s eliminou o franqueado que atende o cliente em sua mesa e os serve, fazendo com que ele saia de sua mesa e carro para se dirigir ao balcão, escolha seu produto e o receba em poucos minutos. E é o próprio cliente quem recolhe sua bandeja e leva até um dos lixos da lanchonete.

O cardápio é enxuto e com lanches montados como em uma linha de montagem industrial. Nela, cada funcionário da cozinha é responsável por uma parte da montagem. Um cuida da fritura, outro do molho, outro da batata entre outras funções, até chegar o sanduíche no balcão, todo montado.

Na gestão de Ray Kroc o cardápio foi reduzido para apenas nove itens, que virou um grande sucesso. O seu sanduíche mais famoso, o Big Mac, foi criado em 1968 e é o responsável pelo começo da idolatria à marca.

Em rara situações a empresa cede ao acréscimo de produtos que fazem muito sucesso regionalmente e são amplamente requisitados pelos frequentadores. Um deles é o McHot Dog, que é vendido em poucos países. Outro é o pastel, que já foi vendido no Rio de Janeiro e que ficou por alguns anos no cardápio.

McDonald’s e a cultura

O McDonald’s é um restaurante democrático. Seus sanduíches são conhecidos e saboreados por todas as classes sociais do planeta. Seu principal público sempre foi o jovem, que por conta de sua comida estilo junk food vem causando muitas polêmicas durante toda sua existência. É notório que a profusão de obesos americanos tem a influência da rede de lanchonetes, que incentiva o consumo do lanche em troca de uma refeição. Inclusive em crianças, a partir do acréscimo de brinquedos do McLanche Feliz.

A pressão sobre as calorias de seus pratos fez com que a rede começasse a mudar radicalmente seus conceitos. Em 2004 a rede começou a oferecer um cardápio mais saudável, acrescentou saladas como opção de acompanhamento, assim como frutas e iogurte para o lanche das crianças, o que amenizou as críticas em prol do bem estar. Inclusive as embalagens passaram a conter as informações nutricionais dos produtos, que passaram a ter menos sódio e calorias. Também passou a investir em campanhas contra a obesidade infantil, patrocinou esportes e programas em prol de uma vida saudável.

Mas mesmo sendo odiada por uma parte da população e também contestada, alvo de protestos, o McDonald’s continua no topo das marcas mais importantes do mundo. Mesmo com sua concorrência pesada e que em muitos locais, principalmente nos EUA conseguiram atingir a liderança, a rede é referência de comida rápida, de sabor padronizado e de tudo o que Ray Kroc idealizou quando decidiu vender a franquia dos irmãos McDonald’s.

Um exemplo de sua representatividade econômica é que seu principal sanduíche, o Big Mac, serve como referência comparativa de poder de compra entre os países.

Quem foi Ray Kroc

O americano de Illinois, Raymond Alexander Kroc, nasceu em 1902, de pais imigrantes de origem tcheca. Começou a trabalhar desde cedo como motorista de ambulância da Cruz Vermelha, vendedor de copos, pianista e músico de jazz. Mas tudo mudou quando ele começou a trabalhar, em paralelo a carreira de músico, num alojamento de alimentação.

Foi ali que começou a aprender muito sobre esse tipo de negócio, se interessando cada vez mais pela área de alimentação. Por isso, continuou trabalhando na área mesmo que como vendedor de máquinas de milk shake. Até os 52 anos Ray Kroc vivia de suas comissões como vendedor, e foi a partir dessas vendas que conheceu os irmãos McDonald, numa pequena lanchonete na Califórnia.

Mesmo com o sucesso local da lanchonete, devido a sua inovadora forma de produção, os donos estavam insatisfeitos. Os lucros obtidos eram poucos e eles buscavam novas ideias. Logo, Ray Kroc ofereceu vender franquias da marca e se apresentou como uma espécie de sócio do negócio, que foi imediatamente aceita pelos irmãos.

Os irmãos McDonald haviam criado um novo método de fabricação de hambúrguer, que permita um atendimento ultrarrápido e padronizado. Mas isso não era suficiente para expandir os negócios e Ray precisou ser muito habilidoso para superar a concorrência, que nunca foi pequena e nem fácil de lidar.

O visionário vendedor decidiu usar seu tino para os negócios e deixar sua ambição aflorar para rapidamente fazer crescer as franquias. Começou com uma taxa de U$ 900 para iniciar a loja, até a comprar o terreno e alugar para os franqueados, como forma de aumentar o rendimento.

O real começo de Ray Kroc no McDonald’s

Ao abrir uma loja em Illinois, sua terra natal Ray obteve um sucesso extraordinário para a época e do dia de sua inauguração é comemorada pela rede até hoje. Sendo o marco inicial do sucesso que ela se transformou.

Sua carta na manga era o rigor na qualidade da marca, que impunha a todos os franqueados que fizessem tudo absolutamente igual. As mudanças propostas eram avaliadas e, normalmente, descartadas. O intuito era obter um padrão real e que não deixasse escapar detalhes.

Em pouco tempo Kroc comprou o restante da marca dos irmãos McDonald por uma boa quantia na época e se dedicou de corpo e alma na rede. Começou a fazer negócios, expandindo a marca, ampliando a rede de franquias e, principalmente, investindo maciçamente na propaganda.

Ray Kroc, que era um vendedor habilidoso e astuto, se tornou um empresário sagaz e até perverso no mundo dos negócios. Não media esforços para expandir sua marca. Sua ambição desregrada fez alguns poderosos inimigos, inclusive a própria família McDonald que relata que Kroc não cumpriu com promessas financeiras feitas e proibiu os irmãos a usarem o próprio nome em outros negócios.

Em 1967, já com mais de mil franquias só nos Estados Unidos, Ray Kroc inicia sua expansão internacional começando pelo Canadá e Porto Rico, já com o design padrão arquitetônico do telhado ao redor do restaurante e mesas internas. O restaurante chegou na Ásia em 1971, com uma loja em Tóquio. A primeira loja da Europa foi na Holanda e da América do Sul no Brasil.

Tanto esforço deu certo: em menos de dez anos da gestão de Ray Kroc, o McDonald’s se tornou uma das marcas mais conhecidas em todo o mundo.

Vida pessoal

Ray Kroc pouco falava sobre sua vida pessoal, sequer mencionando seus filhos em seu livro autobiográfico. Teve três mulheres, cuja primeira era Ethel de quem se divorciou logo que começou a empreitada do McDonald’s. A segunda mulher foi Jane Dobbins de quem logo se divorciou ao se encantar por Joan, que era mulher de um franqueado, com quem se casou e viveu até a morte.

Com Joan, Ray encontrou a parceria ideal para suas empreitadas. Tão ambiciosa quanto ele, o casal passou por momentos positivos e negativos, sempre um apoiando o outro. Uma delas foi quando Kroc sofreu um AVC e precisou parar de beber para tomar seus medicamentos. Sabiamente alcoólatra, Ray Kroc começou a frequentar grupos de ajuda para controlar sua doença e a apoiar financeiramente outros destinados a ajudar os alcoólatras.

Seu modelo de filantropia aliada ao marketing da rede de fast food acabou abrindo as portas para a responsabilidade social corporativa, mais comum nos dias de hoje. Ainda baseado em business, suas investidas no ramo se mantiveram após sua morte, ajudando milhares de pessoas como a Casa Ronald McDonald, que apoia crianças com câncer, além de centros de pesquisa para tratamento de doenças de alcoolismo, diabetes, câncer e outros vícios.

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Market share ou Quota de mercado: Qual sua importância

Market share ou Quota de mercado: Qual sua importância

O que é Market Share

Market Share é a participação de uma determinada empresa no mercado em que ela está inserida. Também é chamado de quota de mercado, fatia de mercado, porção de mercado, participação no mercado, entre outros. O termo Market Share vem do inglês, sendo que market significa mercado em português e share, divisão ou quota.

Para encontrar seu Market Share, é necessário descobrir qual é o percentual correspondente ao seu negócio em algum aspecto do mercado, como a categoria de atuação, o total de vendas ou o faturamento do segmento.

Embora o valor de um serviço ou produto possa aumentar muito com o Market Share, seguindo a lógica de que quanto mais útil se torna, mais é considerado essencial para os consumidores, nem sempre esse raciocínio se comprova real, especialmente quando observamos mercados que são regidos pela política de guerra de preços – que pode, por sinal, acabar levando várias empresas à falência.

Exemplos de Market Share

Esse é um conceito baseado diretamente na disputa de mercado, que busca definir a participação de uma empresa em um ramo de atuação específico. Em uma pesquisa sobre empresas de internet, por exemplo, a porcentagem de consumidores que uma dessas organizações possui é o seu Market Share. Explicando melhor: se uma das empresas têm 30% de participação dos clientes que assinam serviços de internet, seu Market Share é de exatamente 30%. Um número alto como esse não significa exatamente que essa empresa vai bem.

Uma empresa pode estar crescendo 5% ao ano, enquanto as vendas do setor tiveram um aumento de 10% ao ano, o que significa que a empresa passou a perder participação no setor, pois, por alguma razão, não consegue acompanhar o crescimento do mercado, abrindo espaço para o crescimento da concorrência. Então, podemos entender que Market Share não é apenas definir a fatia de mercado correspondente ao seu negócio e sim colocar esses dados em perspectiva para ter uma avaliação real do seu posicionamento no mercado. Os números não significam nada até serem analisados.

Ainda que a maioria das pessoas acredite que esse indicador é útil apenas para grandes empresas, ele também se aplica aos pequenos negócios, e pode ser muito útil para entender o seu papel no mercado.

Guia de Gestão Estratégia

A importância do Market Share

Entendemos que na disputa de mercado e na busca por crescimento as empresas usam o Market Share para medir sua importância no mercado em que estão inseridas, ou seja, perante a concorrência. Mas qual é exatamente a importância disso?

É preciso conhecer muito bem o mercado em que seu negócio está inserido, bem como o seu desempenho nele, para poder desenvolver um planejamento eficiente para sua empresa.

Essa avaliação não se resume a saber se sua participação está baixa ou alta, pois isso é algo muito subjetivo, não existe uma porcentagem desejável ou ideal. É você quem define qual fatia do mercado quer atingir, assim como também é você quem define o que considera como mercado (concorrência).

Podemos citar duas razões importantes para descobrir sua fatia de mercado e buscar formas de aumentá-la:

  • Medir seu valor: o Market Share geralmente é proporcional ao valor do seu negócio, pois quanto maior a utilização ou procura de um produto ou serviço, mais os consumidores o desejam e o consideram importante.
  • Medir seu progresso: aqui não tem muito segredo, se seu Market Share está aumentando durante meses, isso é um indicador positivo, já que está vencendo a concorrência; mas se ele diminui, você percebe que está perdendo vendas.

A participação no mercado é vital para a estratégia de qualquer empresa. O Market Share oferece um panorama mais amplo e aprofundado para fazer escolhas e avaliar o desempenho do seu negócio, ele te permite ir além da análise trivial do crescimento da sua empresa. Entendendo qual é seu Market Share, você pode planejar metas específicas e obter melhores resultados. Mais do que isso, ele permite posicionar sua empresa perante os concorrentes e identificar o potencial de crescimento.

Mas para definir quanto e como sua empresa pode crescer, antes você precisa medir o tamanho do mercado que você faz parte e qual parcela dele você detém. Existem empresas especializadas em pesquisas de Market Share, mas você mesmo pode avaliar a participação da sua empresa no mercado.

Critérios que podem ser usados para definir o tamanho do seu espaço no mercado

A forma de calcular o tamanho de um mercado pode variar, e não existe uma regra geral para estabelecer isso. É preciso, então, buscar fontes de informação confiáveis, como o próprio IBGE Cidades, e ter bom senso na hora de avaliar o mercado. Se possível, use mais de um método para definir o tamanho do seu mercado, assim você pode ter uma confirmação maior e uma noção mais real de como se configura o mercado em que está inserido.

É possível estabelecer o tamanho do mercado do qual seu negócio faz parte usando os seguintes critérios:

Região geográfica

Definir onde estão e a quantidade de clientes que você atinge. Uma padaria pode determinar que possui clientes em um raio de 3 km de onde está localizada. No caso de uma padaria situada em uma cidade pequena, essa definição pode mudar, já que a empresa pode determinar que tem como clientes em potencial todos os moradores da cidade – assim, em uma cidade de 15 mil habitantes, todos podem ser seus clientes.

Cliente alvo

Define quantas pessoas ou empreendimentos se encaixam no perfil do seu cliente. É uma boa abordagem para quem fabrica ou distribui produtos com clientes bem definidos. No caso de uma distribuidora de medicamentos, por exemplo, os clientes em potencial podem abranger todos os hospitais, farmácias e prefeituras do país, sendo que para cada segmento de clientes será necessário desenvolver um modelo de negócio específico para atingir os melhores resultados.

Segmentação orientada ao produto

Definir qual é o número de vendas do seu produto ou serviço na sua área de abrangência. Tomemos como exemplo uma empresa que fabrica macas e outros equipamentos médicos e hospitalares, que pode definir o tamanho do seu mercado ao descobrir o número de equipamentos que foram vendidos para consultórios, clínicas e hospitais na região em que atua.

Como calcular o Market Share

Depois de descobrir o tamanho do mercado do seu negócio, é hora de saber qual é a fatia desse mercado que você possui atualmente. Se você já tiver uma empresa funcionando e que mantenha o histórico de vendas, essa tarefa será mais fácil. Mas antes disso, vamos falar da abrangência, um fator determinante no seu resultado.

A abrangência do seu negócio pode ser maior ou menor, por exemplo, você pode ser um fabricante de roupas nacional ou uma lanchonete numa praça de alimentação em um shopping do interior. No segundo caso, a abrangência é muito mais restrita do que no primeiro.

Para calcular o Market Share, é preciso ficar claro que é você quem define o tamanho do mercado, com base do que considera como concorrência. Uma loja de sapatos pode analisar seu desempenho em comparação a outras lojas da cidade, do estado ou do Brasil, mas também pode definir seu desempenho comparado às vendas de lojas de uma rua ou de um bairro. Antes de tudo, então, é preciso descobrir quem você vê como concorrente, quem está disputando o mercado com você. Defina isso e só então passe a calcular o seu Market Share.

De modo geral, existem três formas de descobrir o Market Share de uma empresa, todas elas podem ser calculadas aplicando uma simples regra de 3:

Volume de vendas

Você vai precisar descobrir quanto as pessoas gastam em estabelecimentos como o seu na sua área de abrangência e comparar com suas vendas.

Um exemplo: se você fabrica cremes para o corpo e mensalmente vende 2 mil unidades, sendo que o mercado da sua região tem uma saída de 5 mil unidades, seu Market Share será de 40%. Veja a conta:

5.000 = 100%

2.000 = X

2.000 x 100 = 200.000 / 5.000 = 40%

Número de clientes

Aqui você tem que saber quantos clientes potenciais tem e quantos você atinge de fato. Por exemplo, uma consultoria jurídica para empresas de uma cidade pequena atende 10 negócios, sendo que 50 empresas locais contratam esses serviços, ou seja, o Market Share é de 20%. Confira o cálculo:

50 = 100%

10 = X

10 100 = 1.000 / 50 = 20%

Faturamento

Nesse caso, comparamos diretamente os números de vendas, os valores. Em uma praça de alimentação, 5 restaurantes faturam juntos 1 milhão de reais mensalmente. Um deles vende 150 mil por mês, tendo como Market Share 15%. Veja a regra de três:

1.000.000 = 100%

150.000 = X

150.000 x 100 = 15.000.000 / 1.000.000 = 15%

É preciso lembrar que números isolados podem levar a uma leitura errada do desempenho da sua empresa, é necessário contextualizar esses dados. Um pequeno fabricante de chinelos pode ter apenas 5% do mercado e isso ser um bom resultado, pois está disputando espaço com empresas gigantes do ramo no Brasil. Já uma escola de inglês tradicional em uma cidade do interior pode ter 40% de participação no mercado e isso ser um resultado negativo, pois está estabelecida há 20 anos, enquanto seu novo concorrente, que abriu seu negócio há um ano, já possui 20% do mercado. Ou seja, não basta apenas calcular o seu Market Share, é preciso saber interpretá-lo.

Aumentando o seu Market Share

Depois de definir o tamanho do mercado e a porcentagem dele que corresponde ao seu negócio, é hora de definir objetivos e metas para o crescimento da sua empresa. A lógica é simples: você precisa tirar clientes dos seus concorrentes ou atingir clientes que ainda não foram captados, no caso de novas demandas.

Existem algumas estratégias para aumentar seu Market Share, as mais comuns costumam ter efeitos de curto prazo, mas pouco duradouros. Mais uma vez, um planejamento bem elaborado é a chave do sucesso.

Ao traçar estratégias, esteja ciente de como o aumento de Market Share pode impactar sua capacidade instalada. Faça perguntas como: Minha estrutura física vai conseguir atender esse aumento de participação? Como isso vai afetar os custos fixos? Vou precisar contratar mais funcionários? Qual será o reflexo no meu fluxo de caixa? O que nem todo mundo pensa ao buscar atingir mais participação é que vender mais pode significar que você vai precisar ter mais dinheiro em caixa para custear a reposição dos estoques e as vendas a prazo.

As principais estratégias são:

Preço

Redução de preços, promoções e descontos chamam atenção, mas não fidelizam o cliente. Essa estratégia pode atrapalhar seus lucros e ser copiada pela concorrência, podendo gerar uma guerra de preços, o que muitas vezes leva empresas à falência.

Inovação

No que vende ou na forma de vender, também pode ser copiado e melhorado pelo concorrente, ou seja, é uma busca constante.

Capacidade produtiva

Se você percebe uma demanda de mercado que não é atendida, pode aumentar sua produção. Entretanto, essa escolha exige preparo, já que nem sempre quantidade é sinônimo de qualidade.

Marketing e publicidade

É preciso fazer com que os clientes conheçam seus diferenciais e sua empresa. Essa estratégia inclui construir uma imagem positiva do seu negócio. Mas, para isso, é preciso garantir a imagem que vende.

Considerações finais

Por fim, sempre foque no cliente. Busque excelência no atendimento, dê ouvidos ao que eles falam, esteja preparado para atender as suas expectativas e se empenhe para ouvir reclamações e resolver satisfatoriamente queixas eventuais. Lembre-se: é o cliente que você precisa conquistar para aumentar o seu Market Share.

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Automatizar a emissão de boletos: 9 vantagens para o negócio

Automatizar a emissão de boletos: 9 vantagens para o negócio

Já pensou quantas rotinas produtivas dentro do seu negócio poderiam ser facilitadas e otimizadas por meio de sistemas para as mais diversas funções? Entender as vantagens que automatizar a emissão de boletos traz para a sua empresa está entre elas de uma maneira simples e assertiva.

Contudo, muitos gestores ainda negligenciam o que sistemas e softwares do gênero trazem para o ambiente corporativo. O resultado? Posicionam-se atrás da concorrência, perdendo tempo e, consequentemente, dinheiro, em operações manuais.

Conheça o sistema eGestor que, além de diversas funções, também é um gerador de boletos.

Para fugir desses problemas entenda abaixo as 9 vantagens que automatizar a emissão de boletos pode trazer para o seu negócio.

1. Agilidade e produtividade

Como citado no início do artigo, a emissão de boletos por meio de um sistema automatizado traz agilidade e produtividade para a equipe. Em outras palavras, não há a necessidade de que os próprios colaboradores preencham os dados manualmente.

Assim, economiza-se tempo dentro do ambiente corporativo e possibilita direcionar a equipe para outras funções. Isso porque, com um sistema especializado na emissão de boletos, diminui-se o número de pessoas designadas a cumprir essa função.

2. Integração a era digital

Cada vez mais clientes e consumidores optam por receberem seus boletos de forma digital e eletrônica. Com pagamentos por meio dos aplicativos dos bancos nos smartphones, ter um sistema automatizado para essa função permite inúmeros benefícios.

Entre eles está o envio por de canais como e-mail, SMS, app ou mesmo nos aplicativos de mensagem (por exemplo, o WhatsApp); ainda, amplia a cobertura de clientes que executam seus pagamentos de boletos exclusivamente por meios digitais.

Guia de Impostos

3. Menos gastos – para você e os clientes

Transferências bancárias, como o TED e o DOC, podem ser onerosas para o cliente. Um boleto, quando emitido de forma automatizada, faz seu negócio ter menos custos e os consumidores poderem pagar apenas o valor exato da guia.

Não para por aí: emissões e reemissões de boletos em papel são diminuídos, quase erradicados, eliminando pequenos custos – que, um após o outro, podem agregar gastos relevantes para o caixa da sua empresa dentro de períodos como um ano.

Os clientes, por sua vez, também não precisarão perder tempo e dinheiro para a impressão – tendo o código de barras como o método de pagamento caso não desejem ter o boleto fisicamente.

4. Dinheiro mais rápido no seu caixa

Automatizar boletos é possibilitar que esse seja um método de ter o dinheiro mais rápido no caixa do seu negócio. Isso porque há plataformas e instituições financeiras que, logo após a confirmação do pagamento pelo cliente, já enviam o dinheiro para a conta da sua empresa.

Já quando o assunto é cartões de crédito (e até mesmo de débito), a liberação pode demorar semanas – além de, em alguns casos, a taxa da operadora do cartão ser muito maior que a da plataformas de boletos a sua escolha.

5. Gerenciamento (e diminuição) da inadimplência

Ter um sistema de automatização de boletos permite que você gerencie e diminua a inadimplência dos clientes. Isso porque é possível ter um controle assertivo do vencimento das guias, ampliando a capacidade de entender quais não foram pagos.

Aliado à integração com módulos financeiros (também automatizados, como softwares ERP), isso possibilita o entendimento das causas da inadimplência. Por fim, complementa-se com a possibilidade de entrar em contato com o cliente, evitando esse problema comum nas empresas brasileiras.

6. O fator ‘segunda via’

Seu cliente perdeu ou exige uma segunda via do boleto? Sem problemas: automatizar o processo é fazer com que isso seja resolvido prontamente. E o melhor: sem nenhum custo adicional para você e sua empresa.

Ainda, pode-se acrescentar valores de juros caso a guia esteja vencida ou valores precisem ser anexados a uma nova compra de produto/serviço por parte do consumidor. Tudo de maneira simples, rápida e que traz conforto aos clientes.

Guia de Otimização de Processos

7. Análise de dados financeiros

Automatizar a emissão de boletos não é apenas entregar o documento fiscal para o cliente pagar. Vai muito além disso: amplia a capacidade de analisar os dados financeiros, entender quais são os produtos/serviços com mais saídas, o perfil de compra, o gasto médio, entre outros fatores.

Isso faz toda a diferença: além de ser fácil, centralizado e automatizado, todas as informações em um único local permitem você traçar as melhores estratégias. Ainda, pode-se novamente integrar com sistemas ERP, o que amplia a análise de dados financeiros.

8. Posiciona-se a frente de muitos concorrentes

O diferencial competitivo atualmente, independentemente da área de atuação da empresa, está intimamente ligado a adoção de soluções digitais por parte dos negócios. Ou seja, ao adotar uma emissão de boletos automatizada, posicionará-se à frente de muitos concorrentes que ainda optam por métodos analógicos e manuais.

A consequência é que sua empresa terá um diferencial em relação aos clientes, trará algo inerente ao mundo corporativo atual (o ambiente digital) e ainda possibilita que, com o tempo, novas ferramentas do gênero possam ser adotadas pela empresa.

9. Menos burocracia

Para fechar as vantagens que automatizar a emissão de boletos pode trazer para o seu negócio, elencamos uma das maiores dores do empresariado brasileiro: a burocracia. E aqui falamos não apenas do governo, mas de instituições bancárias, plataformas financeiras e outros setores que oneram o negócio.

Com a emissão automatizada de boletos, selecionando os bancos e/ou instituições financeiras que facilitem sua vida, isso traz menos burocracia para receber o dinheiro. Em complemento, algo importantíssimo: também diminui os trâmites burocráticos para o cliente, que receberá a guia e só necessitará do pagamento no banco, app digital ou lotérica.

Conclusão

Há uma série de outros benefícios, como o registro de boletos, conformidade fiscal (acredite, seu contador ficará muito feliz com esse método), entre outros. O importante é adotar o sistema para que as emissões agreguem as vantagens que trazemos acima.

Em resumo, a emissão automatizada de boletos é um investimento que traz um retorno rápido. Não à toa, esse é um método quase que obrigatório em todas as empresas de médio e grande porte de todo o mundo, que já entenderam a necessidade desse suporte.

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Bloco K: entenda o que é essa parte do SPED Fiscal

Bloco K: entenda o que é essa parte do SPED Fiscal

O que é o Bloco K?

O Bloco K, também conhecido como controle de produção e estoque, é um relatório mensal que descreve todas as informações referentes à produção, estoque, consumo e utilização de matéria-prima por determinadas organizações. Ele é mais uma das exigências empresariais impostas pelo Governo, visando informatizar processos e registros de informações.

O principal objetivo dessa prestação de contas é permitir à Receita Federal maior controle sobre a produção e consumo no País e também diminuir a incidência de sonegação fiscal, sobretudo nas indústrias.

O Bloco K é uma parte do SPED, que é um instrumento digital que deve ser utilizado pelas empresas para enviar ao Governo Federal informações sobre o cumprimento de suas obrigações acessórias. Assim, ele forma o livro eletrônico de Registro de Controle da Produção e do Estoque. Este foi criado para substituir a forma física do relatório. Sua função é enviar ao Governo Federal informações sobre o cumprimento das obrigações.

Já o SPED é composto por:

  • CT-e (Conhecimento de Transporte Eletrônico);
  • NF-e (Nota Fiscal Eletrônica);
  • EFD (Escrituração Fiscal Digital).

A EFD ICMS/IPI é um documento inteiramente digital que detém os registros fiscais e demais informações organizacionais relacionadas à regularidade do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).

Quais empresas devem se adequar ao Bloco K?

A obrigatoriedade da adoção e entrega do Bloco K abrange todas as indústrias ou instituições equiparadas e também empresas atacadistas (grupos 462 a 469 da CNAE), exceto àquelas que são optantes do Simples Nacional e microempreendedores individuais (MEI).

Por se tratar de uma exigência que demanda ajustes processuais nos estabelecimentos, o governo estabeleceu prazos para adequação ao sistema que começaram em 2017:

  • 2017 – Passou a ser obrigatório para todas as indústrias com faturamento anual igual ou superior a R$ 300 milhões;
  • 2018 – Tornou-se regra para empresas atacadistas e indústrias que faturam mais que R$ 78 milhões por ano.
  • 2019 – Exigência estabelecida para todas as demais organizações do ramo (indústria e atacadistas), independentemente do faturamento.

Informações a serem registradas no Bloco K

De um modo geral, o Bloco K requer informações sobre a quantidade de objetos produzidos no mês, tanto pela própria empresa, como por terceirizadas, e também observações do processo produtivo como um todo.

Essas informações são detalhadas por meio de inúmeros registros que integram o Bloco K. Conheça alguns deles:

  • 0200 – Registro e identificação detalhada de todos os produtos e serviços oferecido pela empresa.
  • 0150 – Registro de informações de todas as pessoas físicas e jurídicas que de alguma forma participaram dos negócios comerciais da empresa no período.
  • K230 – Relação de tudo que foi produzido pela empresa dentro mês de referência, no que diz respeito a quantidade e ordens de produção.
  • K235 – Informa toda matéria-prima solicitada para a produção descrita no item anterior.
  • K100 – Registro que apresenta o período de apuração dos dados.
  • K200 – Aponta os itens que permanecem no estoque ao final do período registrado no item K100. Devem ser considerados para contagem: insumos, material para venda, embalagem, todos os produtos, independente do andamento de sua fabricação, subprodutos etc. O envio desse relatório é obrigatório somente se houver saldo no estoque.
  • K220 – Neste registro, deve constar as demais movimentações de mercadoria que aconteceram dentro de mês de referência, as quais não condizem com movimentações dos produtos elencados nos itens K230, K235, K250 e K255.
  • K250 – Descreve a quantidade e outras informações de todos os produtos fabricados por empresas terceirizados.
  • K255 – Informa os insumos e a suas quantidades específicas utilizadas na produção de cada item desenvolvido por terceiros.
  • K280 – Esse registro tem a função de corrigir apontamentos de saldo de estoque feitos no item K200 em meses anteriores. Torna-se útil, pois facilita a correção de dados sem a necessidade de alterar todo arquivo.

Atenção redobrada

A partir do envio dos registros exigidos pelo Bloco K, a Receita Federal terá total controle sobre a produção, estoque e movimentações empreendidas pelas indústrias e empresas atacadistas.

Da mesma forma, será possível ao Fisco realizar fiscalizações e autuar organizações que descumprem a regra, no que diz respeito a não enviar os relatórios, como também no preenchimento incorreto de informações.

Movimentações de estoque realizadas sem o devido registro no SPED Fiscal ICMS/IPI podem desencadear punições decorrentes dessas fiscalizações.

As penalizações podem incluir multa ou até a suspensão de serviços essenciais, como a emissão de nota fiscal, por exemplo.

Deste modo, tais instituições precisam aplicar um controle de estoque correto e bem estruturado, com o objetivo de atender a essa demanda.

Além disso, é importante ter atenção redobrada no preenchimento dos dados para evitar qualquer inconsistência.

Como começar a implementar o Bloco K em sua empresa?

O primeiro passo para iniciar a prestação de contas disposta no Bloco K é ajustar os procedimentos internos da organização. Nesse sentido, as dicas a seguir podem ser de grande ajuda.

  • Se aprofunde acerca das particularidades do Bloco K;
  • Analise detalhadamente todo o andamento de sua produção e armazenagem de produtos, bem como o funcionamento dos processos terceirizados;
  • Considere contratar um sistema que auxilie na adequação ao Bloco K, com controle de estoque, por exemplo;
  • Desenvolva seus funcionários da área operacional para prepará-los a realizar as ações necessárias, ressaltando a relevância do cumprimento dessas atividades;
  • Periodicamente, revise as informações no sistema confrontando-as com as da sua operação, a fim de verificar se os registros estão coerentes.

Implementar mudanças nos processos internos das organizações pode parecer uma tarefa difícil, mas as melhorias alcançadas com o esforço a médio e longo prazo costumam ser visíveis e até superar as expectativas iniciais.

Assim, será com a adequação ao Bloco K. Além de proporcionar melhor controle de produção e estoque, o sistema permitirá à sua empresa manter regularidade fiscal de forma sistematizada e totalmente virtual.

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