A ideia de ter um restaurante é algo que faz os olhos de muitos empreendedores brilharem, afinal de contas, muitas pessoas têm esse sonho.
Porém, é preciso muito esforço, dedicação, paciência, planejamento e investimento. Isso porque, ter um negócio não é algo simples e fácil, que da noite para o dia já está funcionando e gerando resultados incríveis.
Sendo assim, se você quer ter um restaurante de sucesso e se destacar neste meio gastronômico, é essencial que você se preocupe com alguns aspectos que falaremos logo a seguir!
Restaurante de sucesso: aspectos importantes
1. Atendimento
Além de oferecer pratos saborosos, bebidas e sobremesas deliciosas, é de suma importância que o seu restaurante proporcione um atendimento de qualidade, prestativo e personalizado.
Ninguém gosta de ser mal atendido.
Portanto, é essencial que os colaboradores do seu restaurante sejam qualificados, educados, empáticos e solícitos em seus atendimentos.
Dessa forma, os consumidores irão se sentir bem e não terão estresse ou dor de cabeça por conta de profissionais que não os tratem da maneira adequada.
E para alcançar essa excelência no atendimento, é extremamente recomendável que os colaboradores do seu restaurante passem por treinamentos periódicos. Assim, eles estarão sempre por dentro das melhores práticas!
Ah! E isso vale tanto para o ambiente presencial quanto para o digital. Isso porque, os negócios estão cada vez mais online.
Então se você tem colaboradores que trabalham em canais como WhatsApp, Instagram, Facebook, aplicativos, etc., é importante que eles também forneçam um atendimento à altura do seu restaurante.
Respeito e educação são duas características imprescindíveis que você e os seus colaboradores precisam ter.
2. Ambiente
Outro aspecto fundamental para o sucesso de um restaurante refere-se ao ambiente dele.
Afinal, ele precisa ser agradável, aconchegante, limpo e organizado, precisa ter uma bela decoração que atraia os consumidores e precisa também ter uma iluminação adequada.
Porém, não para por aí. É preciso pensar também nos móveis que serão utilizados e em como eles serão dispostos no ambiente.
Por exemplo, mesas para restaurantes precisam ser de qualidade, confortáveis e visualmente bonitas. O mesmo vale para cadeiras, poltronas, booths e similares.
Muitas vezes os clientes não estão ali apenas para comer, mas para ter experiências, para conversar e passar um tempo agradável com a família ou amigos.
Por isso, para ter sucesso com um restaurante é preciso pensar muito além da comida. A experiência e a satisfação dos clientes são aspectos que contam muito e você precisa dar atenção a isso.
Inclusive, uma boa ideia é buscar algum tipo de diferencial. Por exemplo, alguns restaurantes hoje em dia que oferecem videogames para que os clientes possam jogar, outros proporcionam shows e música ao vivo… e assim por diante.
Todos esses fatores contribuem para a experiência do cliente e, obviamente, quanto mais agradável e interessante for, melhor. Até mesmo a forma de apresentar e servir os pratos conta.
3. Gestão
Este é o principal fator que contribui para o sucesso ou não de um restaurante, a gestão!
E sabe por que? Porque qualquer tipo de negócio precisa de uma boa gestão. Sem isso, pode ter certeza que as coisas serão bem mais complicadas…
Por isso, é essencial que o seu restaurante tenha um profissional que seja responsável e qualificado para gerir o seu negócio.
Ele precisa saber administrar os pagamentos, os recebimentos, os contratos, o estoque, os fornecedores, as questões burocráticas, as finanças, os problemas que surgem e mais uma série de questões.
As questões administrativas podem ser geridas por planilhas para restaurante, ou com um sistema de gestão mais completo.
E caso esses aspectos não sejam bem gerenciados, as chances de dar problemas e prejuízos são enormes. E isso você não quer, certo?
4. Marketing
Se você colocar em prática todas as dicas anteriores, o seu restaurante já estará bem encaminhado para ter sucesso.
No entanto, outro aspecto essencial que você não pode deixar de lado é o marketing, afinal, as pessoas precisam conhecer o seu restaurante.
Sendo assim, é de suma importância que você saiba aproveitar os canais digitais para potencializar o seu negócio.
Hoje, graças à internet, há inúmeros meios para você divulgar o seu restaurante e assim, conseguir mais vendas e clientes.
Quer alguns exemplos? Site, blog, redes sociais (principalmente o Instagram e o Facebook), e-mail marketing, canal no YouTube, anúncios no Google, remarketing, aplicativos de delivery e muito mais!
O importante é escolher uma ou mais estratégias e investir nelas de maneira inteligente.
Dessa forma, você terá um ótimo retorno e a visibilidade, assim como as receitas do seu restaurante, só tendem a aumentar.
5. Inovação, criatividade e aprendizado contínuo
Por fim, precisamos falar sobre inovação, criatividade e aprendizado contínuo.
E sabe por que? Porque o mercado gastronômico está cada vez mais competitivo e dinâmico. Há muitos restaurantes, bares, lanchonetes e similares por aí, sendo que novos surgem frequentemente.
Portanto, como dono de um restaurante, é importante ter em mente que para ter um estabelecimento de sucesso você não pode “parar no tempo”.
Ou seja, é fundamental continuar aprendendo, estudando e buscando maneiras de inovar.
Um restaurante que visa sucesso precisa ser flexível, pedir e ouvir feedbacks e se adaptar às mudanças e tendências que surgem com o passar do anos.
Inclusive, o feedback é um fator importantíssimo e que precisa ser levado sempre em consideração.
Críticas, sugestões e elogios devem sempre ser bem-vindos e se algum tipo de reclamação está sendo recorrente, é um sinal claro de que algo precisa ser feito.
Os clientes são o melhor termômetro para saber se o restaurante está indo bem ou mal. Portanto, é essencial ouvi-los e fazer mudanças e melhorias, quando for necessário!
Dessa forma, seguindo essas dicas (atendimento, ambiente, gestão, marketing e inovação, criatividade e aprendizado contínuo), o seu restaurante terá muito mais chances de crescer e prosperar!
Então não perca mais tempo, coloque já em prática essas dicas e caso precise de ajuda com a administração do seu negócio, entre em contato conosco e conheça o nosso sistema de gestão empresarial, o eGestor!
Com ele, você terá diversas vantagens e recursos, desde o controle financeiro até notas fiscais eletrônicas, NFC-e e muito mais.
O método Kanban nasceu para organizar e controlar projetos dentro de uma área de trabalho, e seu sucesso começou na linha de produção da Toyota Motor Corporation.
Ele consiste em dividir os objetivos de um trabalho em etapas simples e fáceis de executar, colocando os itens em fila até a entrega ao cliente. Esse processo facilita a organização e mantém o foco em passos simples, claros e rápidos.
Continue a leitura para entender o conceito de Kanban, como ele funciona na prática e como implantar essa metodologia de gestão no seu negócio.
O que é o sistema de Kanban?
O sistema de Kanban é um método que usa cartões de cores e tamanhos diferentes para identificar e organizar tarefas. Com esses cartões de sinalização, a equipe melhora o controle de fluxo e sabe, de forma imediata, quais tarefas precisam ser feitas, quais estão em andamento e quais já foram concluídas. É usado principalmente em empresas de produção para tornar visível o andamento do trabalho.
Essa metodologia visa:
Aumentar a eficiência da produção.
Otimizar a movimentação de materiais e produtos.
Otimizar o sistema de produção como um todo.
Promover a melhoria contínua na execução das tarefas.
Facilitar a conclusão das demandas dentro do prazo.
Também chamado de método de gestão visual, o Kanban é uma das técnicas desenvolvidas pelos japoneses da Toyota dentro do sistema de produção Just in Time (JIT). Ou seja, o Kanban não é o JIT, mas faz parte dele.
Esse sistema de gestão visual se apoia em recursos como murais na linha de produção, quadros em locais comuns ou, ainda, softwares que reproduzem essa lógica de forma eletrônica. A seguir, você vai conhecer um pouco da história do Kanban, em quais contextos ele é aplicado e como diferentes empresas usam essa ferramenta até hoje.
O método surgiu quando o engenheiro japonês Taiichi Ohno viajou aos Estados Unidos para estudar o sistema de produção da Ford, o Fordismo, em uma viagem para observar de perto as práticas de produção americanas (o que hoje chamaríamos de benchmarking: a análise das melhores práticas adotadas por empresas do mesmo setor).
Ohno percebeu que o método da Ford exigia um grande estoque de material e não funcionaria no Japão, que enfrentava escassez no pós-guerra. Antes de voltar ao país, ele visitou um supermercado americano e notou que as mercadorias eram repostas nas prateleiras assim que vendidas. Foi essa observação que deu origem ao método Kanban.
Onde o Kanban pode ser aplicado?
Essa ferramenta é usada principalmente por indústrias, mas qualquer empresa pode aplicá-la em projetos pessoais ou corporativos, independentemente do setor. Negócios que vendem produtos ou serviços, desde uma agência de marketing até uma loja de roupas, conseguem adaptar o método à sua rotina.
Qual é o objetivo da metodologia Kanban?
O objetivo dessa metodologia é melhorar a entrega das tarefas e o fluxo de trabalho, priorizando a produtividade e agilizando a organização dos projetos. Na prática, esse objetivo varia de acordo com o contexto em que o método é aplicado.
Se uma indústria quer organizar o processo de produção, esse é o seu objetivo com o Kanban. Já uma loja de informática que quer agilizar o serviço de conserto de computadores usa o método com outro foco, mas com a mesma lógica de fluxo visual.
Tipos de Kanban
Nas linhas de produção, existem principalmente três tipos de Kanban:
Kanban de Produção;
Kanban de Movimentação;
e-Kanban.
Kanban de Movimentação
O Kanban de Movimentação notifica os diversos setores de uma linha de produção para executar uma ação ou aguardar a próxima ordem.
Por exemplo: uma empresa precisa produzir uma quantidade menor do que a sua capacidade total. Para evitar peças sobressalentes e manter um controle de produção eficiente, ela usa os cartões Kanban para determinar o momento exato em que cada peça deve chegar à linha de montagem.
Kanban de Produção
No Kanban de Produção, a empresa expõe murais ou softwares em um local visível a todos os funcionários responsáveis pela linha. Originalmente, esses murais se dividem em três colunas: To do (a fazer), Doing (em andamento) e Done (concluído). O método admite outras colunas, de acordo com a especificidade de cada atividade.
Em cada uma dessas colunas, a equipe registra — em papel ou eletronicamente — as ações recorrentes da produção. Os cartões costumam trazer:
uma breve descrição da atividade a ser realizada;
o horário de entrada;
um horário limite ou referência para a saída;
o nome do colaborador responsável pela tarefa.
Como as atividades de cada empresa ou indústria variam bastante, é comum usar Kanbans de cores ou tamanhos diferentes. Isso torna a visualização mais rápida e eficaz para toda a equipe.
e-Kanban
O que começou como uma ideia simples, com uma aplicação também simplificada, migrou para o ambiente digital — trazendo mais agilidade, eficiência e novas possibilidades para a comunicação interna das empresas.
A equipe pode montar o quadro Kanban em um aplicativo genérico de planilhas, editando linhas e colunas com cores, ou em programas feitos especialmente para essa metodologia. Muitas dessas ferramentas rodam em tablets e smartphones e funcionam de forma colaborativa: todos os envolvidos podem atualizar os dados do Kanban em tempo real.
Como funciona o Kanban?
Essa metodologia mostra, de forma visual, em que momento está um projeto — geralmente por meio de um quadro dividido em colunas e do uso de cores.
Por isso, o primeiro passo é identificar as etapas do processo, para saber o que deve constar em cada coluna do quadro.
Definição de colunas e cores
Cada coluna do Kanban corresponde a uma etapa do processo, compondo um fluxo de trabalho. Normalmente, o quadro se divide em: a fazer, em andamento e concluído — mas essas colunas podem mudar de acordo com o projeto.
As cores, por sua vez, ajudam a identificar as tarefas mais importantes ou urgentes, diferenciar os setores responsáveis por cada ação ou sinalizar o prazo de entrega.
Exemplos
Um quadro capaz de aumentar a eficiência da produção, otimizar processos e melhorar a execução de tarefas pode parecer complexo, mas na prática é bem simples de montar — como você verá nos passos a seguir.
Passos para implementar o Kanban
Antes de implantar o Kanban na empresa, é importante planejar os passos que serão seguidos, para garantir um bom funcionamento do método.
Confira os passos:
1 – Estruture o processo
Nesta primeira etapa, é importante entender aonde você quer chegar e quais passos serão necessários para alcançar esse objetivo.
Mapeie os processos, planeje como o trabalho começa e quais demandas serão necessárias até o ponto final: a entrega ao cliente. A partir daí, você desenvolve o seu quadro com as cores definidas para o seu negócio.
2 – Defina as tarefas e os recursos
Para saber quais recursos usar, é importante definir e priorizar as tarefas — isso ajuda a entender exatamente aonde você quer chegar. Assim, fica mais fácil encontrar formas de otimizar essas tarefas e reduzir recursos sem gerar prejuízos para o negócio.
Além disso, é preciso monitorar todo o processo das tarefas, para saber se ele está evoluindo e quais pontos precisam de ajustes.
3 – Construa o seu Kanban físico
Depois dessa análise inicial, chega a hora de colocar o método em prática e montar o seu Kanban.
O processo é simples: como já mencionamos, basta pegar um quadro branco, dividir em colunas e colocar post-its com as cores que desejar, de um jeito que fique claro para toda a equipe.
4 – Prepare sua equipe e busque melhorias constantes
Antes de seguir, vale lembrar que você não deve obrigar a equipe a usar o Kanban — mas precisa prepará-la e inseri-la no dia a dia da ferramenta, deixando claro que a participação de todos é importante.
Incentive a equipe e dê liberdade para que tragam feedbacks, de forma que o processo seja otimizado e continue em constante desenvolvimento.
Ferramentas online para implementação do Kanban
O método também pode ser aplicado de forma digital, por meio de algumas ferramentas. Se você não quer usar o método fisicamente, conheça algumas plataformas que oferecem essa funcionalidade:
Trello;
KanbanFlow;
Zoho Projects;
Asana;
ZenHub;
Toggl Plan.
Os 4 princípios do Kanban
A tendência é que o uso do Kanban continue crescendo no mercado, o que pode refletir positivamente no seu negócio se você adotar o método.
Para você conhecer um pouco mais sobre a importância do Kanban, veja a seguir os seus 4 princípios:
1 – Começar com o que você já faz
O primeiro princípio do Kanban é que você não precisa mudar todo o seu processo de trabalho para começar a usá-lo. Pelo contrário: você pode continuar fazendo o que já faz e, durante a aplicação do método, avaliar se os resultados estão sendo positivos.
2 – Aceitar a busca por mudanças evolutivas e incrementais
O segundo princípio contribui para um crescimento contínuo: um processo sem fim, que busca sempre melhorar de alguma forma.
Essa melhoria acontece de forma evolutiva e incremental — ou seja, o desenvolvimento ocorre continuamente, permitindo que mudanças positivas sejam incorporadas aos poucos.
3 – Respeitar os processos, funções e responsabilidades já existentes
O terceiro princípio serve para diminuir a resistência dos setores que vão implementar o método, já que ele não exige mudar o processo padrão da empresa.
Assim, elimina-se o medo da mudança — diferentemente de outros métodos que causam grande impacto, alteram toda a base de processos do negócio e acabam gerando resistência por parte dos colaboradores.
4 – Encorajar atos de liderança em todos os níveis
Por último, mas não menos importante: todos os níveis da empresa precisam de autonomia para desenvolver a liderança e buscar oportunidades de melhoria.
Além disso, todos os colaboradores devem estar capacitados para tomar as decisões necessárias, sem medo de sofrer desligamento ou advertência por isso.
Resumo dos 4 princípios do Kanban:
1 – Versatilidade
Processos não são certos ou errados, eles são o que são; só o contexto dirá se realmente funcionam.
2 – Evolução constante
A prática incentiva a busca pela melhoria contínua.
3 – Respeito aos processos
Reduz a resistência e elimina o medo da mudança.
4 – Atos de liderança
Todos devem se sentir habilitados para liderar.
Os 4 princípios do Kanban
Quais as vantagens do Kanban?
Diversas características do Kanban comprovam como sua implantação é vantajosa para qualquer empresa. Entre elas, o uso do método limita a quantidade máxima de estoque, o que reduz gastos desnecessários ou feitos em momentos inadequados. Em negócios de escritório ou serviços, essa limitação se traduz em pouco ou nenhum tempo ocioso por parte dos colaboradores.
A ferramenta se mostra eficiente quando o número de post-its nas colunas “to do” e “doing” é menor do que na coluna referente ao que já está concluído. Por isso, é importante zelar para que, apesar das variações de estoque e demanda, todas as atividades sejam cumpridas dentro do prazo estimado, buscando sempre otimizar o processo produtivo.
Com o uso de recursos visuais em todo o processo de organização, fica mais fácil eliminar a burocracia na atribuição de novas tarefas, já que as demandas são identificadas pela própria quantidade de cartões — e não por documentos, ofícios ou memorandos de circulação lenta pela empresa.
Outras vantagens do Kanban incluem:
Priorização de tarefas: com a combinação de cores, ordem e colunas, é possível destacar uma tarefa para mostrar sua importância.
Aumento da produtividade: como o Kanban permite que os colaboradores vejam as próximas tarefas, não há tempo ocioso, e fica claro o que deve ser feito — sem retrabalho.
Redução de custos: o aumento da produtividade já reduz custos, e o método ainda ajuda a direcionar melhor a equipe com mais eficiência e organização.
Exemplo de quadro Kanban dividido em linhas e colunas para organizar tarefas.
Dicas para o uso do Kanban
Limite o número de atividades que podem ser feitas simultaneamente na sua empresa com o uso dos Kanbans. Essa limitação é importante para evitar o problema oposto ao ócio: a sobrecarga de alguns funcionários com tarefas que deveriam ser divididas entre mais pessoas, ou que deveriam esperar para ser feitas com dedicação exclusiva do responsável.
Qual é a diferença entre Kanban e Scrum?
A atribuição de metas e limites descrita acima se aproxima de um método parecido, chamado Scrum. A diferença entre os dois está no fato de que o Scrum é mais regulatório e mandatório, enquanto o Kanban foi criado para se adaptar às realidades da produção. Ainda assim, uma produção muito flexível pode ser ineficiente, e uma produção muito rígida pode gerar prejuízos — por isso, vale buscar um equilíbrio entre as características das duas técnicas.
História do Kanban
O que existia antes do Kanban? Apesar de simples, o método nasceu para resolver um problema complexo: orientar a produção pelo cumprimento de tarefas, e não pela simples movimentação do estoque.
Isso importa porque o Kanban, assim como as demais técnicas toyotistas do sistema Just in Time, veio para substituir uma produção baseada no modelo fordista — usado desde o início do século XX na maior parte das plantas industriais do mundo. Se você quiser entender a origem desse modelo, vale conhecer também a história de Henry Ford e do fordismo.
No sistema fordista, a indústria funcionava por meio de uma linha de produção em que as mercadorias eram fabricadas e montadas em ritmo constante. Cada trabalhador da linha executava sua função em um tempo determinado, e o produto seguia sempre no mesmo ritmo para o próximo setor.
Isso significa que o sistema era extremamente ágil para produzir mercadorias: todos os dias, milhares de automóveis do modelo Ford T saíam prontos das fábricas — havendo ou não demanda para girar esse estoque.
No início, esse sistema foi um grande sucesso. A economia industrial dos Estados Unidos viveu um período de expansão, já que os produtos ficaram mais baratos graças à facilidade e à rapidez da produção, permitindo que mais pessoas tivessem acesso aos automóveis. Isso fazia o estoque das montadoras ser liquidado com facilidade, e o ritmo das fábricas acompanhava o consumo sem que as mercadorias se acumulassem nos pátios.
Como o cenário mudou?
Com a crise econômica de 1929, esse cenário mudou drasticamente nos Estados Unidos e no mundo. O consumo caiu de forma radical, mas a produção industrial, a princípio, continuou em larga escala. Isso fez os produtos pararem de ser vendidos e começarem a encalhar nos estoques de montadoras e concessionárias, até perderem preço competitivo. Com a queda de preços, trabalhadores foram demitidos, o que intensificou ainda mais a recessão na economia americana.
Diante desse cenário de crise — e, mais tarde, da escassez de recursos no pós-guerra —, os industriais japoneses perceberam como é importante que os setores de produção nunca fiquem em descompasso. Ou seja, não faz sentido continuar produzindo sem que haja giro ou escoamento da produção em tempo hábil para manter o ritmo normal ou acelerado da fábrica.
Por isso, o foco da produção deveria se deslocar para a movimentação e a saída das mercadorias, e não para o potencial de produção ou a capacidade de armazenamento das fábricas. Foi nesse contexto que a Toyota desenvolveu sistemas para tornar a produção mais inteligente, otimizada e menos onerosa em momentos de dificuldade comercial.
Equipe organizando tarefas em um quadro Kanban com post-its coloridos na parede.
O sistema toyotista de produção
Assim nasceu o sistema toyotista, criado por Taiichi Ohno. A ideia central é que os processos de produção não avancem sem necessidade ou sem que a etapa seguinte esteja pronta para recebê-los. Por exemplo: uma peça não sai do estoque para a montagem se a peça anterior ainda está na montagem; essa, por sua vez, não segue para a pintura se a peça seguinte ainda não foi vendida — e assim por diante.
Esse sistema busca aumentar a eficiência da produção para que os produtos não fiquem muito tempo em estoque, mas também não faltem quando são demandados. Ou seja, o objetivo é evitar desperdício sem gerar prejuízo para a empresa — essa é a ideia principal do Sistema Toyota de Produção, que tem como pilares o Just in Time (com o Kanban como uma de suas ferramentas) e o Jidoka, e que mais tarde inspirou o conceito de Lean Manufacturing.
O Kanban é, na prática, uma das ferramentas desse processo: o sistema de comunicação interna que notifica as diferentes partes da produção sobre o que é necessário, desnecessário, urgente ou pode esperar. A simplicidade impressiona — mesmo em uma indústria grande e desenvolvida como a Toyota, o modelo se consolidou com simples cartões de papel colados às partes da produção.
Exemplo prático: como o Kanban funciona na Toyota
Imagine que a Toyota esteja produzindo o lote de carros número “X”, com 200 unidades, mas os processos só avançam em séries de dez em dez, conforme a demanda do próprio processo produtivo. Quando a unidade nº 10 passa pelo primeiro processo, ela recebe um cartão solicitando que o profissional responsável avise o setor anterior. Esse setor, então, libera mais dez unidades, e o mesmo acontece nos setores seguintes da linha de produção.
Isso significa uma produção mais lenta? Não necessariamente. A produção acompanha o ritmo de consumo e giro das mercadorias: se o consumo está intenso, a produção acompanha; se está fraco, o mesmo acontece. O sistema não representa menos agilidade, mas sim mais eficiência — e, principalmente, um uso mais responsável e sustentável dos recursos mecânicos, humanos e financeiros da empresa, o que potencializa os rendimentos.
O uso fora da indústria segue uma lógica parecida, com murais, post-its ou softwares que aprimoram a comunicação e a divulgação de prazos, atividades e responsáveis pelas ações.
As 6 práticas do Kanban
Antes de seguir, confira quais são as 6 práticas do Kanban:
1 – Visualizar o fluxo de trabalho
Visualizar as etapas do trabalho e os passos necessários faz com que todos participem, direta ou indiretamente, das atividades da empresa — desde o contato com fornecedores até a entrega final.
Nessa etapa, o fluxo de trabalho é dividido em partes, e cada atividade é registrada em um post-it. Assim, fica mais fácil visualizar todo o trabalho em andamento.
2 – Limitar o trabalho em progresso
É difícil lidar com diversas tarefas simultâneas — além de sobrecarregar os colaboradores, isso acaba atrasando as entregas.
Por isso, ao limitar o trabalho em progresso, as equipes ficam mais equilibradas, o tempo de execução diminui e outros problemas relacionados às tarefas são evitados. Defina quais itens podem entrar simultaneamente em cada etapa.
3 – Gerenciar o fluxo
Depois de limitar o trabalho em progresso, é importante gerenciar o fluxo de trabalho, dando visibilidade ao tempo que cada atividade leva para ser concluída.
Assim, você deixa de lado suposições e passa a acompanhar e observar os resultados reais que a técnica Kanban traz para o processo.
4 – Construir políticas de processo explícitas
Essa prática faz com que todos os envolvidos entendam claramente com o que estão trabalhando, deixando processos, papéis e definições mais claros para toda a equipe.
Por isso, crie, divulgue e integre os processos com todos os colaboradores. Assim, ninguém tem dúvidas, porque todos conhecem as etapas e sabem exatamente como o trabalho é feito.
5 – Implementar feedback loops
O objetivo dessa prática é reduzir o tempo do ciclo de feedback — ou seja, comparar os resultados esperados com os recebidos, para fazer os ajustes necessários. Por isso, é importante implementar o loop de feedback: ele usa os resultados obtidos para orientar as próximas ações.
Além disso, o loop de feedback ajuda a monitorar o desempenho das atividades conforme as avaliações chegam, gerando melhorias e novos resultados.
6 – Melhorar a colaboração
O último ponto une todos os outros: depois de visualizar o problema, limitar e gerenciar o fluxo de trabalho, construir políticas e implementar feedback loops, chega a hora de fortalecer a colaboração.
Assim, você consegue engajar a equipe em prol da mudança, promovendo a melhoria contínua por meio do Kanban.
Quadro Kanban com colunas “A fazer”, “Em andamento” e “Concluído”.
O Kanban na atualidade
Hoje em dia, diversas informações precisam ser analisadas nas empresas, além dos emails, planilhas e relatórios. Por isso, é tão importante deixar tudo compactado em apenas um lugar de forma organizada e clara.
Na atualidade, o Kanban é feito por meio de um quadro branco dividido em três partes. São elas:
A fazer
Em andamento
Concluído
Em cada divisão, um post-it com uma cor específica identifica se a tarefa está para ser feita, se já está em andamento ou se já foi concluída. Assim, o Kanban pode ser usado em qualquer processo ou setor da empresa, sem se limitar a uma única finalidade — e pode complementar outras ferramentas de gestão empresarial já usadas pelo seu negócio.
O Kanban fora da indústria
O sistema de gestão visual também é usado com eficiência fora do setor industrial. Empresas de escritório ou de prestação de serviços aplicam a mesma técnica de gestão visual de projetos, e equipes de desenvolvimento de software estão entre as maiores usuárias do método.
Assim, evita-se que os funcionários fiquem ociosos ao longo da jornada de trabalho, além de garantir que todas as atividades sejam realizadas dentro do prazo definido — ou, de preferência, antes dele. O cuidado principal é impedir que etapas posteriores comecem antes das anteriores, o que inviabilizaria a lógica do modelo Kanban.
As variações em um sistema Kanban
Como vimos, o Kanban se baseia principalmente nas colunas “to do”, “doing” e “done” — mas existem variações, de acordo com as características de cada linha de produção e suas particularidades. Um exemplo comum em Kanbans de indústrias e empresas de serviços é a coluna “waiting” (aguardando).
Embora “aguardar” ainda signifique, em outros termos, “estar por fazer”, pode haver diferenças técnicas entre estar na fila da linha de produção e estar apenas no estoque. Cada empresa faz as adaptações necessárias em seu Kanban, de acordo com a necessidade da sua linha de produção.
Conclusão
Essa estratégia é usada há décadas para tornar linhas de produção e processos empresariais mais eficientes, de acordo com a demanda e o giro de cada negócio. É um método flexível, mas que exige organização e cronograma. A técnica se espalhou pelas linhas produtivas do mundo todo por ser simples e barata de aplicar, com ótimos retornos em rendimento e eficiência.
Como parte das técnicas do toyotismo e da política Just in Time, o Kanban continua se atualizando e ganhando novas possibilidades com aplicativos e programas especializados. Essas ferramentas dinamizam e otimizam o processo organizacional das linhas de produção, permitindo que todas as partes do sistema participem, se comuniquem e ajam dentro do tempo necessário — sem sobrecarregar nem deixar ociosos funcionários e equipamentos.
Perguntas frequentes sobre Kanban
O que é o sistema de Kanban?
O Kanban é um sistema visual de controle e gestão do fluxo de trabalho em empresas e projetos, no qual se utilizam cartões coloridos conforme o andamento do processo.
Quais são os 4 princípios do Kanban?
– Comece com o que já faz; – Busque por mudanças; – Respeite os processos; – Encoraje atos de liderança em todos os níveis.
Como é a metodologia Kanban?
A metodologia Kanban é uma maneira de organizar os processos que envolvem as equipes de uma empresa, priorizando tarefas e definindo o foco.
O Kanban é indicado para pequenas empresas ou autônomos?
Sim. Por ser simples, flexível e de baixo custo de implantação, o Kanban se adapta a negócios de qualquer porte, incluindo pequenas empresas, freelancers e autônomos que precisam organizar tarefas e prioridades no dia a dia.
Quais métricas o Kanban utiliza para medir desempenho?
As principais são o lead time (tempo total entre o início e a conclusão de uma tarefa), o cycle time (tempo em que a tarefa fica de fato em execução) e o throughput (quantidade de tarefas concluídas em um período). Esses indicadores ajudam a identificar gargalos e medir a evolução do fluxo de trabalho.
Kanban é uma metodologia ágil?
Sim. O Kanban é considerado um dos métodos ágeis mais populares, pois valoriza entregas contínuas, fluxo visual de trabalho e adaptação constante. Diferente do Scrum, porém, ele não trabalha com ciclos fixos (sprints), o que o torna ainda mais flexível.
O CNPJ é o registro mais conhecido de uma empresa e também o mais utilizado. Mas, sozinho, ele não permite o funcionamento total do negócio, afinal, existem outros registros emitidos por diferentes órgãos públicos. A inscrição estadual e municipal são dois exemplos de registros, que muitas vezes não são tão conhecidos, mas são fundamentais.
Uma empresa não pode funcionar sem o alvará, por exemplo, assim como também não pode emitir suas notas fiscais sem a inscrição estadual.
Então, para entender melhor sobre ambos os registros, acompanhe o nosso post e veja o que são eles e como se diferenciam!
O que é a inscrição estadual e para que ela serve?
O número no qual uma empresa é registrada na Secretaria da Fazenda (Sefaz) de seu estado é a inscrição estadual. Ela formaliza o negócio no órgão regional, o que também é feito em níveis municipal e nacional.
Assim, tendo a posse de seus dados — inclusive as atividades desenvolvidas —, o estado onde a empresa está situada pode fiscalizá-la. E essas Secretarias de Estado são os órgãos que fiscalizam e tributam o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
Por isso, para que a empresa consiga emitir Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), tem de possuir o registro. Do contrário, sequer conseguirá se credenciar no site da entidade como uma emissora.
Quais empresas estão isentas
Para Microempreendedores Individuais (MEIs), obter a inscrição não é obrigatório. Isso porque é possível receber documentos fiscais como empresas isentas, e também emitir notas avulsas.
Porém, se o microempreendedor quiser utilizar um emissor próprio, para aproveitar as diversas funcionalidades que essas ferramentas têm, precisará obter a inscrição para fazer o credenciamento na Sefaz.
Além de MEIs, empresas que apenas prestam serviços — de qualquer porte — também são isentas da inscrição estadual. Elas somente precisam ter CNPJ e inscrição municipal para emitirem suas notas, pagarem impostos e serem fiscalizadas.
Isso ocorre porque o ICMS só incide sobre comercialização, industrialização e exceções em prestações de serviços. Como regra, apenas são isentas da inscrição na Secretaria do estado os negócios que não precisam pagar ICMS, por conta das atividades desenvolvidas.
Quais serviços são tributados pelo ICMS
Existem três exceções entre as prestações:
fornecimento de energia elétrica;
transporte rodoviário intermunicipal e interestadual de cargas;
fornecimento de telecomunicações, como serviço de telefonia e internet.
Assim, empresas que prestam tais serviços, pelo tributo que devem pagar e pelas notas que precisam emitir, são obrigadas a ter o registro da Secretaria da Fazenda.
O que é a inscrição municipal?
Para que possa funcionar, uma empresa deve, obrigatoriamente, possuir alvará. E a sua emissão só ocorre conjuntamente à realização da inscrição municipal.
Assim, a empresa fica legalizada na sua cidade e autorizada a funcionar — o que não tem o mesmo significado.
Se, por algum problema, a empresa não tiver seu alvará renovado, por exemplo, terá de interromper suas atividades por falta da autorização de funcionamento da prefeitura. Mesmo assim, ela seguirá tendo a inscrição na cidade e estando formalizada nela.
Além da formalização municipal, a inscrição na prefeitura também serve para que a empresa consiga se enquadrar no Simples Nacional e emitir notas fiscais. Afinal, no momento do enquadramento, o sistema do Simples solicita o número para dar prosseguimento.
Quanto às notas fiscais, empresas sem inscrição municipal e alvará não conseguem obter a formalização estadual. Ficam, então, impossibilitadas de emitir a NF-e.
E mesmo que o negócio só preste serviços, a falta de inscrição no município também impossibilita a emissão das notas de serviços.
Aliás, são as próprias cidades que fiscalizam tais documentos e o Imposto Sobre Serviços (ISS). Ou seja, não há como ter liberação de emissão sem que tudo esteja em ordem com a legalização do negócio no município.
Como a empresa é formalizada no estado quando não há inscrição estadual
O que registra e legaliza a empresa em seu estado é a autenticação da Junta Comercial do estado em contrato social ou requerimento de empresário. No momento que isso ocorre, o empreendimento passa a ter um Número de Identificação do Registro de Empresas (NIRE) estadual.
Na abertura de um MEI, que não conta com procedimentos de redação de contrato e autenticação na Junta, o NIRE é fornecido no exato momento da constituição.
O próprio Portal do Empreendedor fornece esse número e o CNPJ, em processo único de abertura. Depois, basta que o microempreendedor proceda com a obtenção da sua inscrição e do seu alvará na prefeitura do local de atuação.
O que diferencia inscrição estadual e municipal?
Abrangência em órgãos públicos
Enquanto a inscrição do estado registra a empresa na Sefaz regional, a do município apenas a formaliza na sua prefeitura e em seu departamento de fiscalização.
Critérios de obrigatoriedade
Nenhuma empresa — de MEI a grande porte, e que desenvolva qualquer atividade existente — pode funcionar sem inscrição municipal e alvará. Já a estadual não é obrigatória nos casos que vimos acima.
Inclusive, um empreendimento pode até mesmo receber notas fiscais de qualquer tipo sem possuir registro na Secretaria da Fazenda, sendo classificado como isento.
Ordem cronológica de registro
Após a empresa ter CNPJ, e estar devidamente registrada na Junta Comercial, o próximo passo é proceder com o necessário para a obtenção de inscrição no município e do alvará.
Depois, se o negócio precisar do registro estadual, deverá obter o municipal — assim como para outros procedimentos. E, de forma alguma, essa ordem pode ser invertida.
Obrigatoriedade
Como vimos, todo negócio precisa da inscrição municipal para poder operar. Contudo, muitos funcionam, legalmente, sem a estadual.
Impostos relacionados
Independentemente de a empresa prestar serviços, ou não, o número recebido pela administração da cidade tem relação com o ISS. Caso ele deva ser pago, a inscrição age como identificador do negócio para a fiscalização.
Já o número recebido pela Secretaria da Fazenda de um estado é diretamente ligado ao ICMS — tanto que os não pagadores do tributo podem ignorar tal registro.
Enfim, como vimos, é fundamental conhecer a inscrição estadual e municipal antes de decidir por abrir a própria empresa, e também depois.
Afinal, ainda que, na abertura, o negócio não precise da inscrição estadual, posteriormente, por uma mudança de atividades, poderá necessitar.
Enviar dados pessoais e informações sobre os segurados para a Previdência Social, para que estes possam usufruir de seus direitos trabalhistas.
Confira mais sobre o documento, informações que ele deve conter e demais esclarecimentos relacionados ao mesmo.
O que é GFIP?
A GFIP é a Guia de Recolhimento de FGTS e de Informações à Previdência Social. Ela tem como função principal recolher o FGTS, mas também enviar informações sobre os assegurados para a Previdência Social.
A intenção da guia é fazer com que o atendimento em postos do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) sejam mais fáceis e ágeis. Isso acontece porque há o repasse de dados a mesma, de forma segura e confiável.
Assim, antes da GFIP, outro documento fazia o seu papel: o FGTS-GRE. Após, esse documento saiu de circulação e foi substituído pela Guia de Recolhimento.
A GFIP surgiu em 1999. Mas, desde então, muitos são os empresários e pessoas jurídicas em geral que ainda concentram dúvidas em relação a esse documento.
Quais informações devem compor a GFIP?
A GFIP deve, obrigatoriamente, ser preenchida com as seguintes informações:
Dados básicos da empresa (nome, razão social, CNPJ, endereço do estabelecimento físico e outros);
Fatos que geram contribuições previdenciárias na empresa;
Dados e informações sobre o funcionário;
Valores que devem ser entregues ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social);
Valor do recolhimento que será feito ao FGTS;
Remuneração bruta do funcionário (especificando também os benefícios).
Quem deve entregar a GFIP?
Toda pessoa jurídica ou pessoa física, deve, mensalmente, entregar a GFIP nos seguintes casos:
Quando é necessário prestar informações sobre o vínculo empregatício ou salários recebidos;
Quando precisam recolher o FGTS de seus colaboradores.
Dessa forma, as informações que compõem a GFIP se tornam fundamentais para que a Previdência Social tenha em seu sistema um registro válido e funcional com todos os seus segurados.
Importância do GFIP
A GFIP pode ser definida como um meio de comprovação.
Mas o que a GFIP busca comprovar? Simples: todas as remunerações recebidas pelo funcionário enquanto ele prestou serviços para determinada empresa, juntamente com o tempo total de contribuição.
Vale lembrar que a dificuldade para comprovar o tempo de serviço, assim como salário e benefícios recebidos, representa o motivo pelo qual os trabalhadores perdem o direito aos seus benefícios trabalhistas. Logo, após a sua aprovação, o funcionário terá seus benefícios garantidos pelo INSS.
Ainda, a entrega faz com que sejam evitados erros e possíveis multas junto à Receita Federal.
Principais objetivos DO GFIP
Entre os principais objetivos da GFIP podemos destacar:
Permitir a individualização do recolhimento dos valores do FGTS;
Facilitar para a Previdência Social o acesso aos dados da empresa e de seus colaboradores;
Concentrar em um só lugar informações sobre a vida trabalhista dos colaboradores de uma mesma empresa (o que também reflete em atendimento melhor qualificado para tais indivíduos em postos do INSS);
Agilidade no acesso e na prestação de serviços para pessoas jurídicas e trabalhadores;
Fazer com que a responsabilidade de comprovar o tempo de contribuição e salários recebidos seja única e exclusivamente da empresa, tirando essa obrigação do trabalhador;
Evitar que os trabalhadores percam o direito de receber seus benefícios.
Até quando a GFIP deve ser entregue?
A guia deve ser preenchida e entregue até o 7º dia útil do próximo mês após a data do fato gerador. Sendo assim, se há necessidade de recolhimento de FGTS, a GFIP referente a esse fato gerador deve ser entregue, no máximo, até o 7º dia do mês seguinte em que ele foi demitido.
O prazo é o seguinte:
Até o 7º dia de cada mês quando o assunto envolver recolhimento de fundo de garantia por tempo de serviço (levando em consideração a mínima antecedência de dois dias úteis antes do vencimento do fundo);
Até o dia 31 de janeiro do próximo ano quando a GFIP conter, exclusivamente, dados referentes ao 13º salário.
Como é realizado o envio da GFIP?
Para preencher e enviar a GFIP a pessoa jurídica deve utilizar o SEFIP – Sistema Empresa de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social. Ou seja, ele nada mais é do que um programa que permite ao empregador a consolidação dos dados financeiros e cadastrais (tanto da empresa como de seus funcionários). E, em seguida, a geração de guias de recolhimento do FGTS (a GFIP). Posteriormente, todos esses dados e arquivos serão utilizados pela Previdência Social.
Então, todos os arquivos GFIP gerados pelo SEFIP devem ser preenchidos e entregues em meio digital. Mais especificamente, deve ser realizado por meio do canal eletrônico da Caixa Econômica Federal denominado ‘Conectividade Social’. O aplicativo pode ser baixado em instantes por meio do site da Caixa na guia ‘Conectividade Social’.
Assim, o aplicativo permite que qualquer pessoa jurídica gere a guia de recolhimento do FGTS em poucos minutos.
Quais são os benefícios da GFIP?
As principais vantagens são:
Mais segurança: todos os dados referentes a empresa e seus funcionários são acessados com exclusividade pela Previdência Social;
Simplificação para procedimentos envolvendo o recolhimento do Fundo de Garantia;
Facilidade para a empresa: que cumpre com suas obrigações referentes ao FGTS com muito mais rapidez e praticidade.
Qual é a diferença entre a antiga FGTS-GRE e a atual GFIP?
A implementação da GFIP teve como principal objetivo possibilitar um recolhimento muito mais rápido e eficiente no que diz respeito aos valores do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. Além disso, a nova guia de recolhimento conta com um número menor, porém, muito mais útil de informações.
Assim, a simplificação da guia permite que a Previdência Social possa acessar os comprovantes de tempo de contribuição dos segurados com mais praticidade. Isso também reflete em atendimento mais eficaz e retorno mais rápido para o trabalhador. Portanto, é importante explicar o que significa essa sigla e tudo o que ela representa para o trabalhador.
PPP – Perfil Profissiográfico Previdenciário
O PPP, ou Perfil Profissiográfico Previdenciário, é um documento que possui as informações do trabalhador relativas às atividades prestadas por ele na empresa. Mas, principalmente, sobre as condições ambientais de trabalho. Dessa forma, esse código define se o trabalhador foi exposto a algum agente nocivo durante o período de trabalho. Assim, esse documento deve ser entregue ao INSS.
Nesse documento deve ser inserido um código GFIP. Esse código é dividido em duas partes. De 0 a 4 são utilizados para definir empregados com apenas um emprego formal.
00: O trabalhador não foi exposto a nenhum agente nocivo durante o período de trabalho.
01: O trabalhador foi exposto a algum agente nocivo em algum momento, mas posteriormente foi neutralizado por uma medida de controle eficaz.
02: Como previsto na legislação, exposição a agente nocivo que concede aposentadoria especial após 15 anos.
03: Como previsto na legislação, exposição a agente nocivo que concede aposentadoria especial após 20 anos.
04: Como previsto na legislação, exposição a agente nocivo que concede aposentadoria especial após 25 anos.
Já os de 5 a 8 são empregados com dois vínculos empregatícios.
05: O trabalhador não foi exposto a nenhum agente nocivo durante o período de trabalho.
06: Como previsto na legislação, exposição a agente nocivo que concede aposentadoria especial após 15 anos.
07: Como previsto na legislação, exposição a agente nocivo que concede aposentadoria especial após 20 anos.
08: Como previsto na legislação, exposição a agente nocivo que concede aposentadoria especial após 25 anos.
Apenas 1 vínculo
Com 2 vínculos
Código
Tempo de exposição
Código
Tempo de exposição
01
Não exposto
05
Não exposto
02
15 anos
06
15 anos
03
20 anos
07
20 anos
04
25 anos
08
25 anos
Código de recolhimento GFIP
Esses códigos devem ser acrescidos ao documento conforme a necessidade.
115
Situação: Recolhimento ao FGTS e informações à Previdência Social;
Quando utilizar: Para recolhimento/declaração referente a situações que não se enquadrem nos demais códigos de recolhimento.
130
Situação: Recolhimento ao FGTS e informações à Previdência Social relativas ao trabalhador avulso portuário;
Quando utilizar: Para recolhimento/declaração referente aos serviços prestados por trabalhador avulso portuário, com intermediação obrigatória de um Órgão Gestor de Mão de Obra, de acordo com legislação específica. Observar as orientações contidas no subitem 1.1 do Capítulo IV do Manual da GFIP 8.4.
135
Situação: Recolhimento ao FGTS e informações à Previdência Social relativas ao trabalhador avulso não portuário;
Quando utilizar: Para recolhimento/declaração referente aos serviços, urbanos ou rurais, prestados por trabalhador avulso não portuário, sindicalizado ou não, sem vínculo empregatício, mas com intermediação do sindicato da categoria. Observar as orientações contidas nos subitens 1.2 e 1.3 do Capítulo IV do Manual da GFIP 8.4.
145
Situação: Recolhimento ao FGTS de diferenças apuradas pela CAIXA;
Quando utilizar: Para recolhimento de valores de diferenças apuradas pela CAIXA, em decorrência de pagamento efetuado a menor, em relação à remuneração informada. Este código é exclusivo para recolhimento de FGTS.
150
Situação: Recolhimento ao FGTS e informações à Previdência Social de empresa prestadora de serviços com cessão de mão-de-obra e empresa de trabalho temporário (Lei nº 6.019/74), em relação aos empregados cedidos, ou de obra de construção civil – empreitada parcial;
Quando utilizar: Para recolhimento/declaração de empresa prestadora de serviço, com cessão de mão-de-obra e de trabalho temporário (Lei nº 6.019/74), em relação aos trabalhadores cedidos, ou de obra de construção civil executada por empreitada parcial (empresa não responsável pela matrícula da obra junto ao INSS).
155
Situação: Recolhimento ao FGTS e informações à Previdência Social de obra de construção civil – empreitada total ou obra própria;
Quando utilizar: Para recolhimento/declaração referente aos serviços prestados em obra de construção civil, seja obra própria ou executada por empreitada total, situação em que a empresa é responsável pela matrícula da obra junto ao INSS.
211
Situação: Declaração para a Previdência Social de cooperativa de trabalho relativa aos contribuintes individuais cooperados que prestam serviços a tomadores;
Quando utilizar: Exclusivamente para que a cooperativa de trabalho informe à Previdência Social os dados referentes aos serviços prestados pelos cooperados, por seu intermédio.
307
Situação: Recolhimento de Parcelamento do FGTS;
Quando utilizar: Para recolhimento de prestações oriundas do parcelamento administrativo, quando se tratar de valores devidos ao trabalhador e ao FGTS.
317
Situação: Recolhimento de Parcelamento do FGTS de empresa com tomador de serviços;
Quando utilizar: Para recolhimento de prestações oriundas do parcelamento administrativo, de empresas com tomador de serviços, quando se tratar de valores devidos ao trabalhador e ao FGTS.
327
Situação: Recolhimento de Parcelamento de débito com o FGTS, priorizando os valores devidos aos trabalhadores;
Quando utilizar: Para recolhimento de prestações oriundas do parcelamento administrativo do FGTS, onde são priorizados os valores devidos ao trabalhador.
337
Situação: Recolhimento de Parcelamento de débito com o FGTS de empresas com tomador de serviços, priorizando os valores devidos aos trabalhadores;
Quando utilizar: Para recolhimento de prestações oriundas do parcelamento administrativo do FGTS, de empresas com tomador de serviços onde são priorizados os valores devidos ao trabalhador.
345
Situação: Recolhimento de parcelamento de débito com o FGTS relativo à diferença de recolhimento, priorizando os valores devidos aos trabalhadores;
Quando utilizar: Para recolhimento de eventuais diferenças apuradas pela CAIXA, em decorrência de recolhimento efetuado a menor utilizando-se dos códigos 327 e 337, em relação à remuneração informada.
418
Situação: Recolhimento recursal para o FGTS;
Quando utilizar: No caso de depósito estabelecido pelo art. 899 da CLT, para interposição de recurso contra decisão proferida pela Justiça do Trabalho, referente a causas trabalhistas.
604
Situação: Recolhimento ao FGTS de entidades com fins filantrópicos – Decreto-Lei n° 194, de 24/02/1967 (competências anteriores a 10/1989);
Quando utilizar: Para efetivação dos recolhimentos ao FGTS de depósitos de Entidades de Fins Filantrópicos, referentes a competências anteriores a 10/1989, nos termos do Decreto-Lei n° 194/67, devido quando da rescisão de contrato de trabalho com justa causa e/ou a pedido do trabalhador e para fins de utilização em moradia própria, conforme definido em legislação específica.
608
Situação: Recolhimento ao FGTS e informações à Previdência Social relativos a dirigente sindical;
Quando utilizar: Para recolhimento/declaração do trabalhador eleito para desempenhar mandato sindical, caso a entidade sindical efetue o pagamento da remuneração ao trabalhador. Observar as orientações específicas contidas no item 2 do Capítulo IV do Manual da GFIP 8.4.
640
Situação: Recolhimento ao FGTS para empregado não optante (competência anterior a 10/1988);
Quando utilizar: Para recolhimento de valores referentes a período de trabalho anterior a 10/1988, na condição de não optante pelo FGTS.
650
Situação: Recolhimento ao FGTS e informações à Previdência Social relativo a Anistiados, Reclamatória Trabalhista, Reclamatória Trabalhista com Reconhecimento de Vínculo, Acordo, Dissídio ou Convenção Coletiva, Comissão de Conciliação Prévia ou Núcleo Intersindical de Conciliação Trabalhista;
Quando utilizar: Para recolhimento/declaração de valores decorrentes de Acordo Coletivo, Convenção Coletiva, Dissídio Coletivo, Reclamatória Trabalhista, conciliação firmada perante as Comissões de Conciliação Prévia e informações relativas a Anistiados. Observar as orientações do item 8 do Capítulo IV do Manual da GFIP 8.4.
660
Situação: Recolhimento exclusivo ao FGTS relativo a Anistiados, Conversão de Licença Saúde em Acidente de Trabalho, Reclamatória Trabalhista, Acordo, Dissídio ou Convenção Coletiva, Comissão de Conciliação Prévia ou Núcleo Intersindical de Conciliação Trabalhista.
Quando utilizar: Para recolhimento/declaração de valores exclusivos ao FGTS relativo a Anistiados, Conversão de Licença Saúde em Acidente de Trabalho, Reclamatória Trabalhista, Acordo, Dissídio ou Convenção Coletiva, Comissão de Conciliação Prévia ou Núcleo Intersindical de Conciliação Trabalhista. Observar as orientações do item 8 do Capítulo IV do Manual da GFIP 8.4.
Conclusão
É importante saber a respeito da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social, que causa dúvidas em diversas pessoas. Assim, a GFIP tem como principal objetivo, além de recolher o fundo de garantia, fornecer dados e informações sobre os segurados para a previdência social.
Ou seja, além de facilitar a vida da empresa, a GFIP consegue cumprir suas obrigações referentes ao FGTS de uma forma muito rápida e prática.
Ao abrir uma pequena empresa, todo gestor se preocupa com a quantidade de impostos que deverá pagar. São tantos nomes, siglas e números que fica um pouco difícil se encontrar no meio de tanta informação. Hoje falaremos um pouco mais sobre o quanto de imposto uma empresa paga e esperamos que você possa tirar algumas das suas dúvidas. Vamos lá?
Quais são os regimes tributários
Antes de escolher o regime tributário no qual a sua empresa se encaixa é preciso conhecer como funciona cada um deles, suas características, vantagens e desvantagens. Vamos saber um pouco sobre os três tipos mais comuns. São eles:
Simples nacional
O Simples Nacional é um regime tributário voltado para pequenas e médias empresas que têm faturamento de até 4,8 milhões por ano, o que dá cerca de 400 mil reais por mês. Para aderir é preciso atender aos requisitos, cumprir as exigências legais e fazer a adesão.
Uma das vantagens do Simples Nacional é o fato de que a empresa paga os seus impostos todos de uma vez, de forma simplificada, por isso o nome do regime.
Apesar de ser esse o regime mais escolhido pela maioria das pequenas empresas, é preciso ressaltar que nem sempre o Simples Nacional é a opção mais acertada. É preciso fazer comparações e análises com base nas características da empresa para, só então, se decidir.
Lucro real
Nesse tipo de regime tributário, o cálculo dos impostos, (IRPJ e CSSL), incide sobre o lucro que, de fato, a empresa tem em determinado período, diferente do lucro presumido que se baseia em uma estimativa de valores.
O lucro real é um regime um pouco mais complexo do que os demais porque o cálculo é feito em cima dos dois impostos acima citados, IRPJ e CSSL, além dos ajustes positivos e negativos que existem na legislação brasileira.
É um regime mais indicado para empresas com muitas despesas fixas e lucros mais baixos. Não há um limite de faturamento para que a empresa se encaixe no lucro real.
Lucro presumido
O Lucro presumido trabalha em cima do lucro provável que a empresa terá em determinado período. Ou seja, a empresa faz uma estimativa do quanto deverá lucrar em um ano, por exemplo, e a partir desse valor é que os impostos serão calculados.
Nesse regime, o IRPJ (Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas) e o CSLL (Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido) são tributados de um jeito mais simples. O lucro presumido alcança empresas que têm um lucro anual de até 78 milhões de reais.
É um regime interessante para empresas com lucros acima da margem presumida e que tenham também poucas despesas fixas. Se a empresa tiver um lucro baixo terá que pagar os impostos estabelecidos mesmo assim, o que significa uma baixa considerável no orçamento.
Quanto e o que se paga em cada regime tributário
Os impostos pagos pelas pequenas empresas são muito e eles variam de acordo com o regime tributário escolhido. A grande diferença está na forma de arrecadação e pagamento desses impostos.
No Simples Nacional, todos os impostos que a empresa deve pagar estão em uma única guia chamada DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional) e são pagos todos de uma vez só. Assim, a empresa não precisa se preocupar com cada imposto específico.
O valor da DAS gira em torno do salário mínimo. Como o valor estipulado para 2020 é de R$ 1.045,00, o valor da DAS fica:
Atividade
INSS
ICMS/ISS
Total DAS
Comércio e Industria
R$ 55,00
R$ 1,00
R$ 56,00
Serviços
R$ 55,00
R$ 5,00
R$ 60,00
Comércio e Serviços
R$ 55,00
R$ 6,00
R$ 61,00
No lucro real e no lucro presumido, as taxas devem ser pagas individualmente, dentro do período estipulado pela lei e o valor varia de acordo com as características de cada empresa.
Quais são os impostos para pequenas empresas e quanto é pago
De uma maneira geral, as pequenas empresas devem arcar com o pagamento de 8 tipos diferentes de impostos. Saiba mais sobre cada um deles a seguir.
IRPJ – Imposto de Renda para Pessoa Jurídica
O IRPJ é um dos principais impostos pagos anualmente pela empresa com base no lucro obtido durante esse período. A empresa que adota o regime lucro real ou presumido paga em torno de 15% na alíquota. Já os que aderem ao Simples Nacional, a alíquota varia de acordo com a categoria da empresa.
CSLL – Contribuição Social sobre o Lucro Líquido
O CSLL é um imposto de ordem federal e é um dos tributos voltados para a construção da seguridade social. A alíquota de pagamento varia entre 9% para pessoas jurídicas e 15% para instituições financeiras e se baseia no lucro líquido do negócio.
COFINS – Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social
O Cofins também é um imposto federal voltado para a execução de programas sociais do Governo Federal. O valor incide sobre o valor do lucro bruto. Empresas que aderem ao Simples Nacional não pagam Cofins.
PIS/PASEP – Programa de Integração Social
O PIS/PASEP é um imposto que a empresa deve pagar todo mês para garantir direitos ao trabalhador como Seguro desemprego e abono salarial.
ISS – Imposto Sobre Serviços
O ISS, também conhecido como ISSNQ, é um imposto de ordem municipal, ou seja, o valor varia de acordo com cada município. O ISS está vinculado à Nota Fiscal e incide sobre todo tipo de serviço prestado.
ICMS – Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços
O ICMS é um imposto muito comum e vemos muito nos noticiários. Ele é cobrado mensalmente, com alíquotas que variam entre 7% e 18% de acordo com o enquadramento da empresa no Código Nacional de Atividade Econômica, o CNAE.
CPP – Contribuição de Previdenciária Patronal
O CPP é um imposto pago em cima da folha de pagamento e tem uma taxa fixa de 20%. Para quem tem o Simples Nacional, esse valor é variável. O CPP também é um imposto federal, voltado para o fortalecimento da Previdência Social.
IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados
O IPI é um imposto é destinado às indústrias que fazem importação ou exportação de produtos nacionais ou internacionais. Também é um imposto federal. O valor do IPI incide sobre o preço do produto, enquanto a taxa varia de acordo com a tabela do próprio imposto.
Considerações finais
Como vimos, são muitos os impostos a serem pagos pelas pequenas empresas. E é necessário estar em dia com todos eles para evitar sanções fiscais e tributárias. O grande número de impostos é um empecilho para o crescimento de muitos negócios.
Contudo, com uma boa orientação e conhecimento especializado no assunto, é possível encontrar maneiras de pagar menos tributos, fazendo escolhas mais assertivas e saudáveis para a empresa.
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