Planejamento Tributário: Como fazer o da sua empresa

Planejamento Tributário: Como fazer o da sua empresa

O planejamento tributário são estratégias e ações tomadas com intuito de reduzir os custos de impostos.

Como o Brasil é um país com uma carga tributária intensa, as empresas brasileiras buscam diminuir o valor pago. Para fazer isso de forma legal, a empresa deve fazer um planejamento tributário. Ou seja, existem ações e estudos que permitem que se pague menos impostos.

Pagar menos impostos desafoga as finanças, mas também pode melhorar a performance da empresa, investindo o que foi economizado.

O que é planejamento tributário

Planejamento tributário é um conjunto de tarefas e ações voltadas para a redução dos impostos pagos regularmente pelas empresas.

O planejamento tributário faz um estudo detalhado sobre os tributos pagos pela empresa para que se possa reduzir essa carga. Assim, deve ser avaliado o regime que ela se está enquadrada e análise da lei, para que tudo esteja legal.

O planejamento tributário é a gestão de tributos, não é sonegação fiscal.

Da mesma forma que o gestor gerencia o estoque e as finanças, ele também deve gerir os tributos. Isso significa buscar formas de reduzir as taxas, seja com alterações na empresa ou com uma interpretação diferente da lei.

Essa tentativa de reduzir a carga tributária deve ser feita de maneira inteligente, para que seja vantajosa para o negócio.

Como fazer o planejamento tributário

Como fazer um planejamento de forma adequada, legal e eficiente? Aqui explicamos as melhores formas:

Conte com a experiência de um profissional qualificado

Quanto maior e mais complexa for a empresa, mais exigente será o planejamento tributário. Por isso, é necessário que o gestor conte com um profissional de contabilidade experiente e capacitado para enxergar além do óbvio.

Portanto, contratar uma equipe de trabalho pode ser o ideal para empresas de grande porte. Terceirizar o serviço também é uma alternativa quando a empresa não deseja ou não pode manter um setor contábil próprio.

Decida junto com o contador os objetivos da empresa

Estabelecida a parceria, é hora de definir os objetivos da empresa. O que é possível melhorar? Quais incômodos gostaria que fossem eliminados ou aliviados no pagamento de tributos?

Mãos de uma pessoa segurando uma nota, com um laptop aberto à frente. A tela do laptop exibe o que parece ser uma caixa de entrada de e-mails. Pode representar o planejamento tributário.

Reúna o máximo de informações para o planejamento tributário

Para que se tenha êxito, é fundamental que a equipe tenha acesso aos dados financeiros completos da empresa. Quanto mais detalhes, melhor.

É importante lembrar que todas as estratégias do planejamento tributário serão definidas em cima da situação atual da empresa. Ocultar dados certamente vai atrapalhar os resultados.

Os principais dados que devem ser repassado são:

  • Atividades administrativas, contábeis e financeiras
  • Porte e natureza jurídica
  • Regime tributário atual
  • Faturamento, CMV, folha de pagamento, investimentos e outras informações financeiras
  • Quais são as atividades (CNAEs) da empresa

Estude a natureza jurídica da empresa

A natureza jurídica de uma empresa define quais são as obrigações dos sócios e o seu formato legal. No Brasil existem 25 formatos jurídicos aos quais as empresas podem se encaixar. Cada um deles possui suas características e limitações fiscais e tributárias, como limite de faturamento, por exemplo. As principais são:

  • Empresário Individual (EI): O empresário e a empresa compartilham as obrigações da empresa, seja suas vantagens como as obrigações. Por isso, o EI não pode ter sócios. Seu faturamento máximo é de R$ 360 mil.
  • Sociedade Limitada (LTDA): A sociedade limitada é composta por mais de uma pessoa física ou jurídica. Seu capital é dividido em cotas baseadas em valores.
  • Sociedade Anônima (S.A.): Em uma sociedade anônima os acionistas têm responsabilidade com o negócio de acordo com a quantidade de ações.
  • Sociedade Limitada Unipessoal (SLU): A SLU pode ter mais de um sócio e deve ter faturamento máximo de R$ 4,8 milhões. O sócio tem responsabilidade limitada em relação ao capital social.
  • Microempreendedor Individual (MEI): O MEI é uma natureza jurídica de uma pessoa só. Ela é simplificada para que trabalhadores autônomos estejam regularizados.

Analise cada uma dessas naturezas e compare com o tipo escolhido para a sua empresa. Também, busque entender se outra natureza pode ser mais vantajosa.

Estude o regime tributário para o planejamento tributário

O regime tributário é o sistema de coleta de tributos. Eles oferecem vantagens e condições diferentes para cada empresa, de acordo com as suas características.

No Brasil, os regimes tributários mais utilizados são:

  • Simples Nacional: junta o pagamento dos impostos da empresa, simplificando o processo. É o regime tributário que paga menos valor em impostos, mas seu limite máximo de faturamento é menor.
  • Lucro Real: é o regime obrigatório para quem fatura mais de R$ 78 milhões ao ano. Os impostos são calculados com base no lucro real que a empresa tem.
  • Lucro Presumido: estima-se o valor que a empresa terá de lucro de acordo com sua atividade.

Tenhas as informações sobre a base de cálculo

O regime tributário é definido a partir do faturamento da empresa. Ou seja, o principal número na hora de fazer o planejamento é quanto a empresa faturou. Outros valores importantes são:

  • Receita bruta: quanto a empresa gerou de faturamento
  • Valores de compra: tudo que foi comprado pela empresa, englobando matérias-primas e produtos
  • Despesas operacionais: todos os valores que são usados para manter a empresa funcionando
  • Margem de lucro: quanto de lucro há sobre um produto ou serviço vendido
  • Investimentos: as outras fontes de receita da empresa
  • Sócios: os valores de capital e lucro que são direcionados aos sócios
Ambiente de trabalho moderno com três itens principais: um laptop à esquerda com o número “10” exibido na tela, uma caneca de cerâmica branca cheia de café no centro, e um tablet à direita sendo usado com uma caneta stylus. A tela do tablet contém vários parágrafos de texto. A configuração está sobre uma superfície de madeira, possivelmente uma mesa, e há luz natural vindo do canto superior direito, sugerindo proximidade com uma janela.

Elabore o planejamento tributário

Após conhecer as informações da empresa, é hora de partir para a prática e elaborar um plano de ação. Ou melhor, o planejamento tributário.

É o momento de traçar as estratégias e todas as medidas encontradas para reduzir a cobrança tributária. Elaborar um cronograma para a execução das tarefas é essencial para que a cobrança dos resultados seja viável.

Algumas perguntas podem guiar esse processo:

  • Como precificar pagando menos imposto e sem perder a lucratividade.
  • Como o planejamento tributário pode reduzir custos e aumentar a lucratividade?
  • Qual a melhor forma de diminuir os impostos relacionados à produção?
  • Há algum investimento ou fusão que exige um planejamento fiscal específico?
  • Como é feita a distribuição de lucros e dividendos?
  • É possível aproveitar créditos tributários (IPI, PIS, COFINS e ICMS)?
  • Existe alguma vantagem tributária que ainda não é utilizada?
  • Como precificar pagando menos imposto e sem perder a lucratividade?

Analise os resultados do planejamento

Sem avaliar os resultados não é possível verificar se o planejamento tributário realmente foi benéfico para a empresa. Então, é essencial incluir no planejamento datas específicas e periódicas para monitorar o impacto das estratégias aplicadas.

O que é importante analisar caso:

  • houve redução verdadeira na cobrança de impostos;
  • a empresa ficou livre de cobrança de multas e outras despesas;
  • houve a otimização e aceleração dos processos

Por que realizar o planejamento tributário

Planejamento é um dos pilares de qualquer empresa. Sem ele, as chances de um negócio fracassar são muito grandes, demonstrando falta de preparação no mercado.

Com o sistema tributário da empresa, não é diferente. O planejamento tributário permite um domínio maior sobre a empresa e suas finanças. Com isso se conhece a fundo quais impostos e porque estão sendo pagos

Com esses dados, é possível gerenciar melhor as informações. Mas, também é possível recalcular e encontrar maneiras de reduzir os custos da empresa. Tudo isso sem deixar de pagar o que é necessário.

Então, o planejamento tributário amortece o impacto dos tributos nas finanças do negócio, dando mais fôlego. Mas também, dá oportunidade de usar essa quantia para melhoras no funcionamento geral da empresa.

Diante disso, podemos citar três razões para que você invista em um planejamento tributário:

1. Evitar a incidência de impostos com o planejamento tributário

O contador, analisando a lei detalhadamente, pode tirar da sua empresa a obrigação de pagar um tributo. Isso pode ser feito com a mudança do regime tributário ou com uso de incentivos fiscais governamentais.

Uma opção interessante é a não retirada do pró-labore, que é o salário pago ao gestor. Essa medida reduz a cobrança de imposto de renda (IR) e taxas do INSS em cima desse valor. Assim, isso é uma forma de reduzir custos para a empresa.

2. Diminuir o valor dos impostos cobrados

O valor dos tributos pagos podem ser reduzidos quando não for possível eliminá-los. As estratégias de incentivo fiscal são uma opção. A redução no pagamento da contribuição do SAT (Seguro de Acidentes de Trabalho) também pode ser uma boa alternativa.

3. Alterar a data de pagamento dos tributos

O que fazer quando não há dinheiro em caixa suficiente para pagar integralmente os impostos devidos? Esticar o prazo de pagamento seria uma boa opção?

É possível ter acesso a essa vantagem por meio do planejamento tributário e análise de cada tributo.

Vantagens do planejamento tributário

Além de maior domínio sobre as finanças da empresa, o planejamento tributário oferece muitas outras vantagens e benefícios, como:

  • Maior segurança fiscal;
  • Redução de custos e despesas com multas e autuações;
  • Maior organização, controle e planejamento financeiro;
  • Ação mais competitiva no mercado;
  • Criação e manutenção de um orçamento mais adequado à empresa;
  • Antecipação dos riscos e preparo prévio para lidar com eles;
  • Estratégias mais assertivas e direcionadas;
  • Desenvolvimento sustentável da empresa;
  • Possibilita à empresa aproveitar os incentivos fiscais oferecidos pelo Governo;
  • Maior preparo para lidar com imprevistos;
  • Diminuição de erros e riscos;
  • Disponibilidade maior de recursos financeiros para investir na empresa
Pessoa sentada em uma mesa de madeira, usando um laptop, vestindo uma blusa branca. Na mesa, há folhas de papel, e um caderno. Pode representar o planejamento tributário.

Regimes tributários

Os regimes tributários no Brasil são o Simples Nacional, o Lucro Real e o Lucro Presumido. Saiba mais detalhes a seguir:

Simples Nacional

O Simples Nacional é um regime tributário para empresas de pequeno e médio porte e MEI (Microempreendedor Individual). Mas, para se enquadrar como Simples Nacional a empresa deve ter faturamento de até R$ 4,8 milhões anuais.

Para MEI, o valor do faturamento não deve ultrapassar os R$ 81 mil, de acordo com as regras da natureza jurídica.

Ele é um regime simplificado, cujo pagamento é feito por meio de apenas uma guia de recolhimento, chamada DAS.

Os tributos que incidem sobre as empresas que fazem parte desse regime são:

  • IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica)
  • CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido)
  • IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados)
  • PIS
  • Cofins
  • CPP (Contribuição Patronal Previdenciária)
  • ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços)
  • ISS (Imposto sobre Serviços)

Mesmo que o regime seja o mais simples em relação a cobrança de tributos, nem sempre ele é considerado o ideal.

Lucro Presumido

No lucro presumido a empresa tem uma previsão do lucro obtido e os tributos são pagos em cima desse valor. Se encaixam nesse regime as empresas com faturamento bruto anual de até R$ 78 milhões. Assim, os impostos que fazem parte do lucro presumido são:

  • IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica)
  • CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido)
  • IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados)
  • PIS
  • Cofins

A vantagem do lucro presumido é que a cobrança do tributo é feita em cima do valor já estabelecido. Assim, se a empresa faturou mais, o valor cobrado não mudará. Por outro lado, se o faturamento foi inferior, o valor do tributo também permanecerá igual, configurando uma desvantagem para o negócio.

Lucro Real

No lucro real a cobrança de tributos é feita em cima do lucro efetivo obtido pela empresa ao longo do ano. É o regime adotado por empresas de grande porte, porque é obrigatório para empresas com faturamento de R$ 78 milhões anuais.

Nesse regime do lucro real, o cálculo do PIS e do Cofins não é feito de forma cumulativa. Isso torna possível obter descontos valiosos com o planejamento tributário.

Qual é o melhor regime tributário?

O melhor regime tributário será encontrado através do planejamento tributário. Isso acontece porque esses regimes dependem do valor faturado anualmente.

Por exemplo, se tomarmos um faturamento de R$ 100,00.

Lucro Presumido:

  • Presunção de 32%: R$ 32,00
  • PIS: R$ 100,00 X 0,65% = R$ 0,65
  • COFINS: R$ 100,00 X 3,0%= R$ 3,00
  • IRPJ: R$ 32,00 X 15%= R$ 4,80
  • CSLL: R$ 32,00 X 9%= R$ 2,88
  • ISS: R$ 100,00 X 2%= R$ 2,00
  • TOTAL = R$ 13,33
  • Percentual = 13,33% Custo com tributos.
  • Sobre o retorno de 30% = 44,43%

Lucro Real:

  • Faturamento de R$ 100,00.
  • Presunção de lucro de 30%: R$ 30,00
  • PIS: R$ 100,00 X 3% = R$ 3,00
  • COFINS: R$ 100,00 X 7,6%= R$ 7,60
  • IRPJ: R$ 30,00 X 15%= R$ 4,50
  • CSLL: R$ 30,00 X 9%= R$ 2,70
  • ISS: R$ 100,00 X 2%= R$ 2,00
  • TOTAL = R$ 19,80
  • Percentual = 19,80 % Custo com tributos
  • Sobre o retorno de 30% = 66,00%

Nesse caso, o lucro presumido é a melhor escolha. No entanto, o mesmo deve ser feito baseado no faturamento da empresa.

A quem pedir ajuda no Planejamento Tributário

O contador é o profissional indicado para fazer o planejamento tributário.

Uma equipe contábil experiente vai estudar a situação da empresa e buscar as opções mais viáveis para ela. Essa equipe garante que tudo esteja dentro da legalidade, o que é mais importante.

Conclusão

O planejamento tributário é um conjunto de práticas adotadas para reduzir o valor da carga tributária aplicada. Portanto, é um estudo que deve ser feito anualmente, posto em prática corretamente e com avaliação periódica dos resultados.

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Folha de pagamento: Como calcular o salários dos colaboradores

Folha de pagamento: Como calcular o salários dos colaboradores

Um dos principais ativos de uma empresa são os seus colaboradores. E zelar pela manutenção deles, bem como pela saúde financeira do negócio, passa pela gestão correta da folha de pagamento.

Mas, afinal, como posso garantir que a folha de pagamento do meu negócio esteja sempre em dia?

Em primeiro lugar, é importante ter em mente que políticas bem definidas e plano de negócios estruturados, combinados com a gestão financeira e de folha de pagamento adequados, contribuem para o crescimento do empreendedor em uma ou mais áreas. Ou, no mínimo, são capazes de manter o negócio estável.

Além disso, uma folha de pagamento bem estruturada contribui para o clima dentro da organização, uma vez que colaboradores e fornecedores têm a confiança de que o gestor da empresa é um líder no mundo dos negócios, o que se traduz em uma lealdade contínua.

O que é a folha de pagamento

Todo mês, ao receber o salário, o funcionário recebe também um documento, nele estão os valores de salário, descontos e benefícios recebidos no mês. Essa é a folha de pagamento.

Por exemplo, é sabido que o salário bruto é diferente do salário líquido. Isso porque existem alguns valores a serem descontados. Esses, normalmente, são relativos a planos de saúde, vale alimentação, vale transporte e, principalmente, INSS.

O que deve constar na folha de pagamento

Os dados, tanto do pagador como de quem recebe, devem constar na folha. Mas, algumas outras informações também são obrigatórias, segundo o Decreto nº 3.048/99. São elas:

  • Nome do funcionário
  • Cargo do funcionário
  • Parcelas integrantes e não integrantes da remuneração
  • Descontos legais (INSS, FGTS, vale transporte, vale alimentação, plano de saúde…)
  • Número de dias trabalhados
  • Horas extras e/ou adiantamentos
  • Valor líquido
  • Nome dos assegurados por licença maternidade
  • Número de quotas de salário-família

Como calcular a folha de pagamento

Basicamente, o cálculo da folha de pagamento parte do salário bruto. A esse valor é somado horas extras e adiantamentos e, em seguida, subtraído os valores de descontos de INSS, FGTS e vales.

Assim, é impraticável realizar esse cálculo a mão, mesmo que na empresa trabalhem poucos funcionários. Por isso, uma maneira de realizar o cálculo é através de uma planilha de folha de pagamento.

Ainda, é importante salientar a diferença dos benefícios e dos outros valores que constam na folha de pagamento.

  • Salário bruto: é o valor definido pela Convenção Coletiva de Trabalho, que define o valor a ser pago ao funcionário. Também, alguns sindicatos determinam o aumento anual do mesmo.
  • Horas de trabalho: as horas de trabalho já constam no valor do salário bruto, porém, em caso de serem feitas horas extras, essas devem ser pagas com valores diferentes. Ainda, em caso de faltas, sejam justificadas ou não, os valores referentes a elas devem estar na folha de pagamento.
  • Benefícios: apesar de normalmente serem pagos aos funcionários, valores como vale refeição e plano de saúde não são obrigações da empresa, tornando esses valores benefícios. Entretanto, valores como vale transporte são obrigatórios, no caso do funcionário solicitar. Ainda, os valores descontados aqui não são completos, eles são uma porcentagem sobre o valor do salário e do benefício.
  • Impostos: os outros valores da folha de pagamento são impostos pagos. Os valores que são mais conhecidos são o INSS, que é referente a aposentadoria, e o FGTS, que pode ser sacado em caso de demissão, compra de casa, aposentadoria e situações que ferem a saúde do colaborador.

Cálculo do custo da folha de pagamento para a empresa

Como calcular os valores reais da folha de pagamento? Ainda que a folha de pagamento dificilmente seja feita de forma manual, é importante entender os valores referentes ao que está sendo pago. São eles:

  • Salário Base
  • Auxílio Alimentação ou Auxílio Refeição: definido pela empresa e descontado uma porcentagem sobre o salário
  • Vale transporte: é um direito do funcionário. Caso solicitado, é descontado o valor de 6% do salário do funcionário
  • Plano de Saúde: definido pela empresa e descontado uma porcentagem sobre o salário
  • Outros Benefícios: definido pela empresa e descontado uma porcentagem sobre o salário
  • INSS: 8% sobre o salário base
  • Horas extras: horas trabalhadas acima do horário estipulado. O valor é 50% superior ao valor da hora normal
  • FGTS Salário: 8% sobre o salário base
  • 1/12 Férias: salário base dividido em 12 vezes, referente aos 12 meses do ano
  • 1/12 do 13° Salário: salário base dividido em 12 vezes, referente aos 12 meses do ano
  • Adicional de 1/3 férias: valor do 1/12 férias dividido em 3 vezes
  • FGTS férias e adicional de 1/3: 8% do valor do 1/12 de férias, somado ao adicional de 1/3 de férias
  • FGTS 13º salário (provisão): 8% do valor do 1/12 do 13º salário
  • Aviso prévio 1/12 (provisão): salário base dividido em 12 vezes, referente aos 12 meses do ano
  • FGTS aviso prévio 1/12 (provisão): 8% do valor do 1/12 do aviso prévio
  • Multa FGTS 1/12 (provisão): valor do FGTS somado ao FGTS férias e adicional de 1/3, somado ao FGTS 13º salário, somado ao FGTS aviso prévio 1/12, somado a 50% do total da soma.

Dessa forma, se levarmos em consideração o salário mínimo em 2022 que é R$ 1.212,00, o custo total da folha de pagamento do funcionário é de R$ 1.426,12.

Desoneração da folha de pagamento

Um dos valores pagos, que é descontado, é referente ao INSS, o Instituto Nacional do Seguro Social. Ele é a contribuição da previdência, ou seja, o valor que se recebe depois que o funcionário se aposenta. Mas, em 2011 foi criada uma nova legislação, onde o INSS tem duas formas de recolhimento. Uma é a convencional, sobre a folha de pagamento e a outra é a desoneração, que é sobre a receita bruta da empresa.

  • Convencional (Folha de pagamento): Aqui a empresa paga para o INSS o valor referente a 20% do salário do funcionário. Por exemplo, quem recebe o salário mínimo estipulado para 2022, de R$ 1.212,00, contribui com R$ 242,40 para o INSS.
  • Desoneração (Receita bruta): Nesse caso, o valor é estipulado através do percentual da receita bruta do negócio. Assim, esse valor varia de 1% a 4,5%, dependendo do setor. A porcentagem é determinada pela CPRB (Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta).

Folha de pagamento e os pequenos negócios

Para garantir a correta gestão da folha de pagamento, o pequeno empreendedor, principalmente aquele que está iniciando, muitas vezes precisa contar com o apoio de fornecedores que se preocupem com o sucesso dos seus negócios, que busquem atualização contínua de seus processos e produtos oferecidos, e que estejam sempre atualizados às novas tecnologias e legislação. Isso ajudará a evitar ao máximo que o empreendedor seja surpreendido por ações trabalhistas, auditorias e fiscalizações comuns no dia a dia de uma empresa e que, quando não cumpridas, podem levar a prejuízos.

Hoje em dia, existem diversos softwares e sistemas que auxiliam o empreendedor, seja no negócio de pequeno, médio ou grande porte, na questão financeira e de folha de pagamento, sendo estes dois pontos de fundamental atenção.

Um meio muito utilizado em softwares de gestão financeira e de departamento pessoal é o ERP – Enterprise Resource Planning (Planejamento de Recursos Empresariais. A ferramenta ERP integra vários softwares para otimizar a gestão empresarial, possibilitando a administração de todos os recursos do negócio em um único sistema de informações, de forma coordenada. Sendo assim, uma boa prática para gerenciar a folha de pagamento da sua empresa.

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Planejando a gestão da folha de pagamento

Hoje o empreendedor que deseja ter sucesso em sua folha de pagamento já pode contar com softwares especializados para isso. É importante, contudo, escolher uma empresa de gestão de folha de pagamento que esteja adequada ao sistema eSocial. Afinal, o eSocial é um programa do Governo Federal que permite aos empregadores enviarem ao órgão governamental competente, de forma consolidada, suas informações referente às obrigações trabalhistas.

Hoje em dia são mais de 40 declarações independentes que o empregador precisa enviar ao Governo Federal por meio do eSocial. Ao utilizar o software de uma empresa especializada, que conta com um sistema automatizado de envio, essas declarações se interligam e o empregador tem a garantia de estar em dia com suas obrigações, sem deixar nada para trás.

Vale lembrar, ainda, que o eSocial não traz mudanças na legislação trabalhista, fiscal ou previdenciária, ele apenas exige o cumprimento das regras já existentes. E é justamente por isso que ele precisa estar integrado ao software de gestão de folha de pagamento contratado.

Cronograma da folha de pagamento

É importante ressaltar que existe um cronograma de envio das informações das empresas para o Governo. As datas são estabelecidas de acordo com a categoria do negócio e devem ser respeitas. Porém, se o seu negócio ainda não se atentou ao calendário, saiba que é possível se adequar e isso deve ser feito o mais breve possível. Afinal, uma coisa é certa: toda empresa com um ou mais colaboradores deve enviar suas informações ao eSocial.

O Governo Federal determina prazos muito curtos para a entrega das obrigatoriedades, então, o empresário precisa contar com recursos que facilitem o trâmite de envio das informações. Desta forma, os sistemas integrados, como ERP, são muito importantes nesta hora.

E para garantir a eficiência que o empresário necessita, o sistema de folha de pagamento, além de ser integrado ao eSocial, deve ser capaz de emitir:

  • GFIP – Guia de Recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência Social;
  • CAGED – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados para controlar as admissões e demissões de empregados sob o regime da CLT;
  • RAIS – Relação Anual de Informações Sociais;
  • LRE – Livro de Registro de Empregados;
  • CAT – Comunicação de Acidente de Trabalho;
  • CD – Comunicação de Dispensa;
  • CTPS – Carteira de Trabalho e Previdência Social;
  • PPP – Perfil Profissiográfico Previdenciário;
  • DIRF – Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte;
  • DCTF – Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais;
  • QHT – Quadro de Horário de Trabalho;
  • MANAD – Manual Normativo de Arquivos Digitais;
  • Folha de pagamento;
  • GRF – Guia de Recolhimento do FGTS;
  • GPS – Guia da Previdência Social.

Além dos itens citados acima, os programas devem permitir o cadastro dos empregados, sócios, profissionais autônomos e facultativos que atuam na empresa.

Check-list

Mais do que cuidar do pagamento mensal dos funcionários, o departamento responsável pela folha de pagamento, com o auxílio de um software específico para a atividade, deve garantir que a ferramenta esteja apta a realizar alguns processos da empresa, tais como:

  • Emissão de holerites;
  • Cálculo de férias, com emissão de aviso de férias e recibo;
  • Cálculo de rescisões, com emissão de aviso prévio ou pedido de demissão e TRCT – Termo de Rescisão de Contrato de Trabalho;
  • Impressão do formulário do seguro desemprego;
  • Cálculo do 13° salário;
  • Emissão de recibos dos benefícios, por exemplo, vale-transporte e vale-refeição;
  • Cálculo da DARF – Documento de Arrecadação de Receitas Federais;
  • Cálculo do PIS – Programa Integração Social;
  • Disponibilização do Controle de EPIs – Equipamentos de Proteção Individual;
  • Emissão do formulário do PPP – Perfil Profissiográfico Previdenciário;
  • Controle do banco de horas de cada empregado.

Todas as informações acima devem ser mantidas de forma segura, por meio de backups eletrônicos, evitando erros que possam gerar inestimáveis passivos trabalhistas. A atual legislação diz que é responsabilidade do empregador a guarda dos documentos trabalhistas de todos os seus empregados pelo período mínimo de 20 anos.

Conheça a sua folha de pagamento

É importante que os empresários, sobretudo os pequenos e médios empreendedores, entendam minimamente sobre todas as fases de seu negócio – incluindo obrigações trabalhistas e a folha de pagamento. Por isso, ao escolher um software de gestão desses processos, deve-se valorizar sistemas com interfaces de fácil utilização e que ajudem a compreender a linguagem previdenciária e trabalhista, por vezes difíceis de entender por conta do grande número de siglas e normas, mesmo para quem tem o auxílio de um contador.

Além da interface amigável, contar com um suporte técnico da ferramenta é importante para que o empreendedor possa tirar dúvidas sobre alguns processos envolvendo obrigações trabalhistas e folha de pagamento. Isso permitirá ao líder do negócio conhecer mais sobre todas as áreas e a acompanhar com tranquilidade o desenvolvimento saudável da empresa, mesmo quando o assunto forem as questões burocráticas.

Diferenças entre a NF-e e a NFS-e: quais são elas?

Diferenças entre a NF-e e a NFS-e: quais são elas?

A nota fiscal é um dos documentos principais no momento de uma compra. Ela é extremamente importante, já que se trata de uma garantia ao consumidor de que ele comprou o produto. Por isso, é fundamental que as pessoas fiquem atentas no momento de suas aquisições, exercendo seu direito de exigir a emissão da nota.

Da mesma forma, as empresas devem estar atentas para não cometer erros que possam de alguma forma prejudicá-las posteriormente, em relação às obrigações com os órgãos de fiscalização.

Outro detalhe importante que deve ser considerado é que não existe apenas um tipo de nota fiscal. Conhecer as diferenças entre a NF-e e a NFS-e é decisivo para não correr nenhum tipo de risco de erros ou confusões nas emissões. Portanto, vamos falar sobre o que diferencia uma nota fiscal de produtos, a NFS-e, de uma referente a serviços, a NF-e.

Antes de considerar as diferenciações entre elas, vale conceituar rapidamente o que é cada uma delas. Na definição de cada uma, já fica clara uma das principais disparidades entre ambas, já que a função de cada uma fica bastante clara.

O que é nota fiscal de produtos?

A nota fiscal de produtos, como o nome já indica, é aquela que registra a venda direta de produtos por parte de uma empresa, qualquer que seja ela. Este documento é importante para que haja a correta fiscalização sobre a companhia, permitindo as tributações corretas. Essa, é chamada apenas de nota fiscal, ou de NF-e.

E a nota fiscal de serviços?

Também relacionando com o nome dado a este modelo, a nota fiscal de serviços tem ligação com um serviço prestado por determinada empresa. Por exemplo, um hotel não vende exatamente um produto, ele oferece uma comodidade pelo qual as pessoas pagam para usufruir.

A NFS-e, como também é chamada, tem sua legislação feita pela prefeitura de cada cidade. Também, empresa que realizam o pagamento do ISSQN, ou ISS, devem, obrigatoriamente fazer a emissão da NFS-e.

Diferenças entre a NF-e e a NFS-e

Agora chegamos às diferenciações entre as notas de produtos e de serviços, além daquelas já indicadas de acordo com o conceito inicial de cada um dos modelos. Para sua empresa, ou mesmo no caso de pessoa física, vale a pena atentar para os detalhes a seguir.

Um ponto importante que muda de um tipo para o outro é a forma como a tributação será feita para cada tipo de nota fiscal.

No caso dos produtos, ICMS (Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação) e IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) são exemplos de taxas colocadas quando há relação de compra e venda de uma mercadoria.

É fundamental destacar que estes detalhes devem aparecer na nota, para que o registro seja feito da forma mais transparente e legalmente correta possível.

No caso dos serviços, há o ISS (Imposto sobre Serviços), ou ISSQN. Mais uma vez, o nome já explica bastante a situação. No caso de um serviço prestado por determinada empresa, esta taxa aparecerá na nota fiscal fornecida ao consumidor.

Estas diferenças a NF-e e a NFS-e devem ser olhadas com bastante atenção pelos empresários e donos de negócios. Afinal, os índices são diferentes para cada caso, e no caso da venda de um produto não pode ser cobrada uma taxa sobre serviço, e vice-versa. Cabe também ao consumidor ficar atento para não receber cobranças indevidas, que posteriormente possam ser questionadas pela Receita Federal.

Notas fiscais eletrônicas

Interessante destacar também as diferenciações válidas para o caso de notas fiscais eletrônicas. É comum recebermos notas fiscais sobre produtos que compramos pela internet, mas também há esta possibilidade no caso de serviços comprados virtualmente. Este tipo é chamado de NF-e, sigla referente ao nome dado às notas fiscais emitidas digitalmente. Para receberem a autorização de emissão de notas virtuais, os interessados devem adquirir os certificados digitais necessários.

Assim como no caso das notas fiscais tradicionais, nas eletrônicas há as mesmas diferenças na cobrança de impostos. As relacionadas à venda direta de produtos têm suas taxas específicas, valendo o mesmo raciocínio para as compras de serviços a serem prestados por determinada empresa.

Basicamente, a diferença é a forma mais moderna de emissão, tornando o processo digital e não mais manual. Além disso, é possível visualizar o modelo em um auxiliar chamado DANFE, documento que não tem o valor fiscal, mas vale como espelho para conferir a nota original e válida.

Exemplos de como diferenciar produtos e serviços

Para ficar mais fácil o entendimento sobre as diferenças entre a NF-e e a NFS-e, vale a citação de alguns exemplos que possam facilitar a compreensão do consumidor.

Se um indivíduo vai para uma loja e paga por determinados produtos para sua casa, ele receberá a nota referente às mercadorias adquiridas, com as taxas referentes à compra direta dos materiais vendidos. Porém, se no mesmo ambiente ele resolve contratar o serviço de um funcionário, oferecido pelo estabelecimento ou não, para instalar as compras em sua residência, já ocorre a diferenciação de nota fiscal.

Tipos de estabelecimentos que devem emitir notas fiscais de serviço

Alguns dos tipos de serviços mais utilizados atualmente em nossa sociedade são academias e hotéis para pessoas, por exemplo. Importante destacar que as firmas também são passíveis de contratarem serviços, como empresas de limpeza, segurança, entre outros.

Outro exemplo de serviço prestado são as escolas. Ainda que a educação seja um direito de todos, não deixa de ser um serviço prestado por determinada empresa ou fundação. Esse, reúne uma estrutura bastante grande para conseguir oferecer aos alunos o serviço para o qual são contratados, recebendo por meio de mensalidades.

Por isso, se torna fundamental, não só para pessoas físicas, como também jurídicas, o conhecimento das características de cada tipo de nota fiscal, assim como suas diferenças. Embora os nomes em si já tragam uma boa noção, não é necessariamente simples entender quando se trata exclusivamente da venda de um produto ou da contratação de um serviço.

Se o seu interesse é em abrir um negócio ou melhorar o entendimento de como emitir notas fiscais sem erros em sua firma já estabelecida, é indispensável que leve em consideração tudo o que foi explicado acima. A correta utilização desta ferramenta é parte importante do funcionamento tributário do país, permitindo a fiscalização e a correção de erros e possíveis infrações financeiras.

eGestor

Algo importante a ser citado aqui, é que para emitir tanto a NF-e como a NFS-e, é necessário um sistema de emissão de notas fiscais, como o eGestor. Com o eGestor, muitos processos que antes eram complicados, como a emissão de notas fiscais se tornam simples. Algumas das outras facilidades do sistema são o controle financeiro, controle de estoque, de fluxo de caixa, de produção e outros, emissão de relatórios, boletos e muito mais!

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Rick Chesther: a história do fenômeno por trás do vídeo da água

Rick Chesther: a história do fenômeno por trás do vídeo da água

Com 2,9 milhão de seguidores no Instagram, 599 mil inscritos no canal do Youtube e dois livros nas livrarias, Rick Chesther se tornou um fenômeno. Além de conquistar fãs e contratos para propagandas de empresas, palestrou em Harvard e se tornou embaixador da Brilive. Isso tudo após postar um vídeo de apenas 1 minuto que se espalhou pelo país.

Vídeo da água

O vídeo postado no seu canal do Youtube, dia 09/04/2018, ganhou o Brasil. Rapidamente se espalhando pelos grupos de Whatsapp, Rick Chesther ganhou voz. No vídeo simples e caseiro, ele fala do que você pode fazer para empreender com R$ 10,00 emprestados e criar um lucro de 750%. Falando de modo rápido, mas sucinto e claro, Rick demonstra conhecimento. Tanto matemático como empreendedor.

“Está desempregado no Rio de Janeiro? Então faz o seguinte: arruma R$10 emprestado, vai para a Central do Brasil amanhã e compra uma mala de água mineral e meio saco de gelo. Pega tudo e vai para Copacabana, cedo. Lá, você vende uma água a R$4 ou R$5. Vamos considerar que você venda tudo a R$4 e beba duas. São dez águas, R$40 reais. Você investiu R$10, são 300% de lucro.”

Rick conta que teve uma inspiração para fazer o vídeo. E ela veio de grupo de turistas na praia. Ele conta que vendeu água para o grupo e ouviu que ele não tinha conhecimento sobre a crise, já que vivia “naquele mundinho da praia”. Rick então decidiu que deveria falar sobre o que sabia. Postou o vídeo em seu canal e foi dormir. Ao acordar no outro dia, não tinha noção que sua vida teria se transformado.

A partir de então, Flávio Augusto da Silva, autor do livro “Geração de Valor”, fundador da empresa Wise Up e dono do time de futebol Orlando City Soccer Club, viu em Rick Chesther uma oportunidade.

Assim, Flávio e Rick se encontraram e descobriram a dupla de sucesso que eram.

Desde então, Rick Chesther continua com seu canal, postando vídeos da série “Minuto do Empreendedorismo”. Vídeos que tem em torno de 1 minuto cada, e dão dicas para o já ou futuro empreendedor.

História de vida de Rick Chesther

Rick Chesther parou de estudar muito cedo e não tem nenhum curso. É apenas formando em superação na faculdade da vida, como diz em seu livro. Afirma que todo seu conhecimento foi adquirido com os livros que leu e pelo que passou.

Por ter largado a escola para trabalhar cedo, ele se propôs a ler, pelo menos, quatro livros por semana. E assim o fez. Nascido em Pitangui, Minas Gerais, se mudou para São Paulo com a família. Mãe, pai e 4 irmãos. Quando tinha sete anos de idade, sua vida se transformou a partir do problema de saúde de sua mãe.

Rick conta em suas entrevistas que esse foi o momento que viu que ele teria que ir atrás do que queria. Começou então, a plantar verduras no quintal de casa e vendê-las para ajudar a família. Diz que aos 8 anos já empreendia e nem tinha conhecimento do que estava fazendo.

Vendeu verduras, picolé, sacolé, fruta e bijuteria. Fazia o que tinha que fazer para se sustentar e viver como era possível no momento. E por isso diz que não acredita na crise. Em seu vídeo mais famoso, ele termina dizendo: “Vender água não dá pra você, não? Então a crise, no seu caso, não está no país. Está dentro de você.”

Rick, que sempre leva sua caixa de isopor com as cores da mangueira para todas suas entrevistas e palestras, explica o porque disso. Ele esclarece que temos sempre que lembrar de onde viemos para poder saber para onde vamos. Por isso não se considera um “ex-vendedor de água”. Afinal, se precisar, ainda tem sua caixa e sabe vender.

Pega a visão

Depois do encontro com o empresário Flávio Augusto, Rick Chesther mudou de vida.

PEGA A VISÃO

Ele agora é o que chama de mensageiro aprendiz. É palestrante, escritor, grava vídeos e é diretor da Nação Mangueirense (grupo de apaixonados pela escola de samba da Mangueira). Além de garoto propaganda do banco Santander. Palestrou na Universidade de Harvard e tem convites para palestrar em outros países, como Japão e França.

Seis meses depois da postagem do vídeo que se tornou viral, Rick publica seu primeiro livro. “Pega a visão” conta a história do vendedor de água que se tornou uma espécie de guru do empreendedorismo. Ele conta como aprendeu com o pai a ‘lei da semeadura’. Ou seja, tudo que se planta, se colhe.

O livro mostra a experiência de vida de alguém que nunca deixou ninguém escolher seus sonhos. Que apesar de tudo que passou, sempre foi um líder e um mensageiro. Nos deixa a mensagem de que “Ao empreender, você pode sair de qualquer situação e chegar aonde quiser.”

Rick faz questão de explicar que não foi feito pelo vídeo da água. Todas as situações que ele passou foram ensinamentos e provas que o levaram até aquele momento. Não necessariamente o vídeo o faria chegar até onde ele está. Mas sim, que todos seus passos o encaminharam para aquele momento.

Após apenas 10 dias de lançamento, o livro se encontra na 15° posição dos livros mais vendidos sobre Autoajuda e Esoterismo, lista publicada pela revista Veja. Sendo vendido pela livraria Saraiva, Amazon e outros.

💡 Você também pode gostar: Descubra como se tornar um empreendedor de sucesso

Empreendedorismo

Rick acredita que o problema com as empresas brasileiras é que muitos donos de negócios sonham com algo, e começam a montar uma loja, por exemplo, sem realizar uma pesquisa. “Ele simplesmente sonhou, acordou, comprou e falou que está vendendo. Ou seja, ele não se preparou.”, diz Rick Chesther.

E o que ele acredita ser a diferença dele para esses outros empresários, é que seu trabalho com vendas começou aos 7 anos de idade. Assim, a vida fazendo dele um empreendedor.

Ganhando cerca de 2 mil seguidores no Instagram e 1 mil inscritos no seu canal do Youtube por dia, Rick é a capa da revista Empreenda, do mês de outubro. Nela, Rick Chesther conta como ele é “o resultado de todos os nãos que ele deu, para todos os nãos que deram pra ele”.

Agora, o mais novo destino de Rick é a Europa. Em vídeo publicado 10 dias antes do embarque, ele fala que levará todo o brasileiro com ele, porque “quem está indo não é apenas um CPF, e sim, a representação de um povo”.

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O que faz uma plataforma digital ser segura? Entenda

O que faz uma plataforma digital ser segura? Entenda

O avanço tecnológico não mostra sinais de desaceleração e certamente não voltaremos a tempos mais simples, já que a tecnologia chegou para revolucionar e transformar tudo que conhecíamos. 

Tornar-se digital é a única maneira de acompanhar o ritmo acelerado do mundo moderno. Alcançar a velocidade e agilidade necessárias para competir no ambiente de negócios atual exige que as organizações passem por uma transformação digital.

Mas o que envolve uma transformação digital e como você trabalha ativamente para isso? Além disso, como manter-se seguro, ao longo de todas as mudanças? Veja a seguir, e tire suas dúvidas. 

O que é uma plataforma digital?

Uma plataforma digital, pensando em um ambiente empresarial, é pensada para ser uma soma que resulta em um local único para troca de informações, de bens ou de serviços, que pode ser entre empresa e cliente, ou uma comunidade que interage diretamente na plataforma. 

No entanto, a própria comunidade, seja ela externa ou que faz parte da empresa, não apenas faz parte da plataforma digital, com é uma das principais partes. 

Temos interação diária com plataformas digitais, começando pelas redes sociais, que estamos conectados diariamente. Mas, dependendo do modelo de negócios praticado pela empresa, existem propósitos diferentes na utilizada de uma plataforma digital. 

Veja alguns exemplos de plataformas digitais que utilizamos em nosso dia-a-dia: 

  • Mídias sociais: Instagram, Facebook, Twitter
  • Conhecimento compartilhado: Yahoo! Respostas, Passei direto.
  • Compartilhamento de mídia: Deezer, Spotify, YouTube, Netflix.
  • Direcionada à serviços:  Ifood, Uber, Rappi. 

As plataformas digitais não são novas abordagens, apenas o conceito que não era conhecido, mas a utilização é amplamente aplicada diariamente em nosso cotidiano. 

Elas agregam valor para todo o ecossistema, gerando lucro para seus criadores, enquanto organização, e ainda permite a aplicação de vários tipos de modelos de negócios, como: 

  • Anúncios; 
  • Propagandas;
  • Pagamentos por recorrência;
  • Pagamento livre (boleto, cartão de crédito, PIX)

O que você precisa saber sobre a criação de uma plataforma digital?

Existem muitas plataformas digitais, e que podem conter público semelhante, mas é possível aproveitar suas vantagens e alcançar seu público, de forma que você consiga crescer. 

Algumas plataformas digitais, como o YouTube, por exemplo, tem uma participação muito maior no mercado, do que outras semelhantes. Mas ainda são competitivos com as inovações trazidas pelo mercado. 

No entanto, é válido ressaltar que para alcançar o sucesso, não é necessário superar ou derrotar os gigantes de cada segmento, já que é possível encontrar seu próprio espaço! 

A criação de uma plataforma digital para sua organização fornecerá a você uma vantagem competitiva sobre seus rivais, garantindo que você atenda ao seu nicho com a proposta de valor massivo não apenas dos serviços, mas também da comunidade de sua plataforma. Uma plataforma digital de sucesso desempenha duas funções principais:

Facilita a troca de bens, serviços ou informações

Abraçar a transformação digital ao capacitar sua organização para desafiar o “status quo”, e experimentar sem medo de falhar, é essencial para a inovação que permitirá que você conquiste seu próprio nicho. 

Criar uma plataforma digital poderosa que fornece facilidade de uso, transações confiáveis ​​e proteção para os usuários contra agentes mal-intencionados na plataforma é um ato de equilíbrio delicado que tem a capacidade de fornecer níveis incríveis de sucesso para aqueles que podem gerenciá-lo.

Como funciona a segurança das plataformas digitais?

As empresas estão cada vez mais preocupadas com violações digitais, agora principalmente pela LGPD, que está regulando as violações, e isso pode gerar um grande prejuízo para empresa. 

Já que além de perder dinheiro para aprimorar sistemas, ainda tem a questão do sequestro de dados, que em alguns casos, é necessário pagar a quantia solicitada, para ter a liberação dos sistemas. 

E sem contar a questão da imagem da empresa com seus clientes, parceiros e fornecedores, que causa outro prejuízo, já que a organização não conseguiu manter a segurança das informações. 

Tomar as medidas de proteção corretas inicia-se com a compreensão da importância da segurança cibernética e dos crimes cibernéticos. 

Quando falamos em uma ameaça à segurança cibernética (ou um crime cibernético), nos referimos a todas as atividades que são realizadas na internet, com o uso de um computador. 

Existem vários tipos de crimes e ameaças cibernéticas que são conduzidos na Internet, incluindo:

  • Hacking de servidores internos
  • Phishing para obter informações confidenciais, como números de cartão de crédito, endereço, número de telefone, etc.
  • Ataques de malware e Ransomware
  • Ataque de injeção de SQL para obter informações de bancos de dados
  • Ataque de script entre sites para obter informações dos sistemas pessoais do visitante / usuário do site
  • Ataques de negação de serviço para encerrar à força o site / sistema de um usuário
  • Sequestro de ID de sessão e controle forçado da interação entre duas partes online
  • Roubo de senhas e nomes de usuário

Dessa forma, as plataformas digitais devem investir em sistemas e profissionais devidamente capacitados para cuidar da plataforma, evitando exposição dos dados, seguindo as normas vigentes pela LGPD. 

Para conseguir manter a plataforma digital da sua empresa segura, instale vpn de graça no seu Windows para que você tenha seu ambiente criptografado e com uma comunicação segura de ponta a ponta. Existem softwares específicos para o monitoramento de cyber ataques, de forma que seja possível mitigar as chances, evitando um ataque, e exposição dos usuários. 

Por que a segurança cibernética é tão importante para as empresas?

Em uma plataforma digital, você cria seu próprio ecossistema digital, deixando tudo mais simples e fácil de controlar, tanto para você quanto para seus usuários. 

Ao mesmo tempo em que torna seu ecossistema digital conveniente para clientes genuínos, você também torna seus sites mais fáceis de hackear, caso não tome os cuidados necessários, como o uso da VPN.

Pense na quantidade de dados sensíveis que sua plataforma trafega: 

  • Uso de cartão de crédito para pagamentos;
  • Fotos pessoas para aprovações ou formulários;
  • Informações de documentos;
  • Informações de endereços e contatos, entre outros

Essas informações são armazenadas em seus sistemas. Quando hackeada, essa informação fica comprometida. 

Não apenas os dados do cliente, mas todo o seu ecossistema, documentos comerciais confidenciais e protótipos de novos produtos também se tornam suscetíveis a ataques cibernéticos e roubos.

Os crimes cibernéticos levam a violações de dados e violações de privacidade, que são passíveis de punição, de acordo com as normas de segurança digital, previstas na LGPD. É dever de todas as empresas manter as informações dos clientes e da organização protegidas contra-ataques. 

À luz dos novos regulamentos de conformidade, como o Regulamento Geral de Proteção de Dados (GDPR) e LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados , torna-se ainda mais essencial que as empresas implementem medidas de segurança cibernética, pois a penalidade por não seguir os protocolos certos pode chegar a milhões. 

Além disso, imagine a perda de credibilidade e a redução nas vendas que você enfrentará, se não proteger seus clientes e seus dados.

Como proteger sua plataforma digital de danos? Veja 3 formas. 

A segurança digital deve ser uma preocupação latente, caso esteja trabalhando com uma plataforma digital na sua empresa. Por isso, veja algumas medidas necessárias a seguir. 

Implementar conexões e canais seguros

Protocolos criptográficos como SSL e TLS fornecem uma camada de segurança para as redes de computadores, conexões e canais que as empresas usam para operar. 

A implementação de protocolos SSL e TLS fornecerá segurança adicional às transações financeiras que ocorrem na sua plataforma. Usando isso, você pode evitar fraudes financeiras e roubo de dados.

Implementar protocolos de autenticação fortes

De autenticação de dois fatores a alertas e notificações de login, há muitas coisas que você pode fazer para ajudar a proteger os dados de seu cliente. Além do uso da VPN, para criptografar toda a comunicação. 

Utilizar chaves de acesso e senhas fortes no back-end é outra maneira de garantir que não haja falhas em sua segurança cibernética operacional.

Você também deve considerar configurar notificações para vários pedidos e monitorar contas que se envolvem em comportamento de compra suspeito.

Realizar varreduras PCI DSS agendadas

As regras de segurança cibernética australianas declaram que as empresas devem se tornar compatíveis com o PCI (Payment Card Industry) e credenciadas pelo PCI se desejarem conduzir negócios online. 

Isso envolve atividades regulares de segurança em vários testes e varreduras para garantir que as transações do titular do cartão sejam legítimas e que as redes nas quais os pagamentos ocorrem sejam monitoradas e seguras.

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