A área de gestão de recursos humanos possui um sistema de gestão por competências, que se baseia na capacidade de alguns profissionais em proporcionar retorno à organização como um todo. Ele envolve a identificação e a administração dos colaboradores de modo a melhorar as falhas do negócio e suprir as lacunas eventuais do trabalho. Esse modelo exige um estudo detalhado dos recursos disponíveis, o que demanda tempo para poder aprimorar o processo que conduz a gestão.
O conceito de gestão por competências já é aplicado há muito tempo. Teve início na Idade Média, quando era reduzido ao gerenciamento jurídico, em que a competência se dava através da capacidade de uma pessoa ou instituição de julgar. Mais tarde esse sistema passou a ser aplicado também dentro de uma perspectiva social, no sentido de avaliar indivíduos pelo grau de competência para dar opiniões sobre certos assuntos.
Hoje o conceito evoluiu e abarca crenças e valores que constituem decisões e ações dentro do âmbito organizacional. Nesse artigo, vamos analisar mais profundamente o modelo de Gestão por Competência no gerenciamento empresarial.
Conceito de competência
Competência é o resultado de um processo de aprendizagem no trabalho. Trata-se de uma característica fundamental para trabalhar. Em geral, pensamos no termo como um recurso, ou insumo, tal como um ingrediente para fazer um produto a ser consumido. Mas ele é, ao mesmo tempo, insumo e produto. Ao realizar um trabalho, o colaborador utiliza sua competência para se tornar mais adaptado à sua função.
Dentro da Gestão por Competência analisamos as competências individuais através do conjunto de elementos que a formam. A isso damos o nome de CHA, que é a sigla para:
Conhecimento: O que e por que deve ser feito.
Habilidade: Como fazer o que deve ser feito.
Atitude: Ter vontade de fazer o que deve ser feito.
Mas não basta ter os três elementos, pois eles não dão conta das demandas que devemos suprir. Devemos integrar esses diferentes saberes, com intenção iniciativa no trabalho, pois e essa é uma atividade social. O colaborador interage com um interlocutor para poder dar conta das tarefas. Imagine um computador que para de funcionar, e é preciso chamar o técnico de TI. Ele vai ajudar o trabalhador, uma vez que sabe como encontrar o problema, os tipos de soluções indicadas etc. Ele colabora para a tomada de ação.
Há então um conjunto de saberes que serão trocados: conhecimentos técnicos, operacionais e de comunicação. O conjunto deve ser integrado. Portanto, a atividade é social, porque é necessária interação. É disso que trataremos quando aplicarmos a Gestão por Competência.
O que é a gestão por competências
O sistema tradicional de gestão de pessoas se baseia em tarefas. O que deve ser feito já é posto de antemão. A descrição de um cargo que abre numa empresa, por exemplo, demostra o perfil do trabalhador, a sua função, as características do trabalho o salário etc. Tudo está preestabelecido. Esses cargos possuem determinada carreira, e nessa carreira você permanece fixo, sem mobilidade. Isso não serve para agestão por competências.
O que queremos é um lugar aberto, que não tem prescrição. Se é preciso trabalhar numa sequência de eventos, precisamos de outro método. O principal aqui é ter iniciativa e assumir a responsabilidade. O trabalho não é só fazer a coisa prescrita, mas resolver os problemas eventuais. Para isso, o trabalhador deve assume riscos, o que é de extrema importância. E ele deve saber que nem sempre a solução escolhida irá funcionar.
Se é preciso ter iniciativa e responsabilidade para assumir riscos, então é impossível não errar. A Gestão por Gerenciamento parte, então, do pressuposto de que a eventual falha é inevitável. Quando tudo é preestabelecido é fácil reduzir riscos. Mas, no nosso caso, alguns colaboradores vão assumir algo sem saber o que o chefe pensa a respeito da solução encontrada. Com isso, o risco do trabalhador e da empresa aumentam.
Outro ponto importante é a autonomia e a delegação, que são questões de liberdade para o colaborador. Ele pode, por exemplo, escolher uma ferramenta que julga mais adequada ao seu trabalho. Na relação entre trabalhador e cliente há mais liberdade para a decisão, o que, no método tradicional, é um trabalho exclusivo da chefia.
No entanto, para ter um trabalho com autonomia e delegação, é necessário que exista uma relação de confiança entre empregado e empresa. O colaborador deve saber que pode assumir riscos sem ser penalizado se falhar. Ele precisa ter a certeza de que a direção da empresa sabe que ele faz o melhor possível. Nesse caso é imprescindível que a empresa prepare o trabalhador com o conhecimento necessário para ele amenizar os riscos.
Os recursos para o trabalho acontecer são tanto instrumentais, como tecnologia para melhorar o desempenho, como não instrumentais, como tempo e espaço para refletir o que é feito e o que pode ser melhorado. E a segurança e confiança é um dos mais importantes recursos, pois se trata de uma condição para que tudo dê certo.
A competência aqui possui alguns domínios: técnico, de gestão e de organização. Técnica é ter conhecimento e dominar as ferramentas. Gestão é a capacidade de gerir as qualidades. Organização é a capacidade comunicativa para ter autonomia e levar as pessoas a avançarem juntas. Esses três domínios devem ser integrados para poder existir. Por exemplo, para ter domínio de gestão, é preciso necessariamente ter domínio técnico e organizacional.
O foco nos eventos
Outro conceito importante é o de eventos. São ações inesperadas que acontecem no trabalho, que fazem o indivíduo reagir à situação. Um evento se dá sempre em ação evolutiva, porque não acontece em um ambiente estático. Por exemplo, mesmo que o computador tenha quebrado, os prazos correrão de qualquer jeito. Para resolver o evento, o trabalhador deve conhecer a situação como um todo, pois assim saberá agir.
O trabalho, nesse sentido, envolve dados de diversas áreas. O colaborador deve elaborar uma solução nova para o que acontece. Ele precisa interagir com uma rede de atores, pois não está sozinho. A rede também deve perceber o evento como um fato importante e que, para sua solução, é necessário que todos se mobilizem.
A partir disso, as condições para o gerenciamento de pessoas devem ser diferentes. O colaborador não é apenas alguém que receberá uma série de procedimentos e, a partir dali, seguirá a prescrição. Ele precisa estar solto para resolver situações inesperadas, que não estão prescritas. Isso é gerenciar pela competência, e não só gerenciar “a” competência. Entendido isso, podemos falar sobre como gerenciar essas pessoas através do modelo.
Por que a gestão por competências é utilizada?
O modelo de gestão por competências, a princípio, é útil para descobrirmos quais as competências necessárias para o negócio, se os profissionais da empresa estão nos cargos mais adequados a eles e como desenvolver essas competências. Quando o sistema é bem aplicado, os colaboradores se desenvolvem rapidamente, a empresa para de necessitar de competências e os recursos investidos na equipe são mais bem aproveitados.
Ao aplicar o modelo, é possível identificar as diversas competências que compõem a organização. Através dos resultados das ações dos funcionários, você poderá perceber em que medida o comportamento e a capacidade técnica deles influenciou o trabalho. Dessa forma, é mais simples para o gestor alinhar as metas e objetivos da estratégia de negócios ao perfil e desenvolvimento de cada colaborador. Você possui maior domínio sobre o resultado, que também será mais satisfatório.
Durante o processo, você ajudará os colaboradores orientando-os sobre as competências que precisam ser aprimoradas no cargo. Você dá segurança a eles, mostrando quais são seus pontos de insuficiência. Com isso, garante mais retorno à organização, com colaboradores dedicando atenção aos pontos fortes e fracos. O gestor mobiliza a equipe fazendo com que ela própria seja responsável pelo próprio desenvolvimento. Assim, todos têm as expectativas supridas, tanto a empresa como o funcionário.
A Gestão por Competência possui ainda a vantagem de utilizar critérios mensuráveis, facilmente observados. Por isso é um modelo que aumenta a produtividade e melhora os resultados. Por otimizar o tempo e o aproveitamento de recursos, a empresa reduz gastos desnecessários. Um dos exemplos são os programas de treinamento que empurram conhecimentos inúteis que não agregaram em nada à organização e à função dos funcionários.
Como funciona a gestão por competências?
Levando em conta que competência, em termos resumidos, é a capacidade de entrega do profissional, precisamos, antes de tudo, entender a situação atual da empresa. O trabalho inicial, portanto, consiste em identificar as competências que a organização possui, as necessárias para executar uma tarefa específica e as competências de cada trabalhador. Em seguida, cruza-se as informações apuradas para identificar o desenvolvimento esperado dos colaboradores. Tudo pode ser resumido no Ciclo por Competências. Observe:
Mapeamento: O primeiro passo é mapear todas as competências que a empresa precisa ter para ser competitiva e identificar as necessidades de adequação do perfil do colaborador às demandas do cargo.
Avaliação: Trata-se de avaliar que cada funcionário possui as capacidades necessárias para assumir as responsabilidades que o seu cargo exige, tendo em vista as competências da função.
Desenvolvimento: É o aprimoramento das capacidades daqueles colaboradores que possuem um nível de proficiência abaixo das qualidades exigidas por sua função.
Monitoração: Analisa-se se as mudanças surtiram efeito e alcançaram o objetivo do treinamento, isto é, a adequação às competências. Após isso, inicia-se novamente o ciclo de competência.
Como usar o modelo de gestão por competências?
A Gestão por Competência funciona melhor quando implementada em todas as áreas da organização em que exista gestão de pessoas. Entre as atividades que podem ser realizadas a partir dos princípios do modelo estão o recrutamento e seleção, a avaliação de desempenho e o treinamento e desenvolvimento.
Como acontece com todos os modelos de gestão, não há regras fixas que dão resultado. Tudo dependerá das características da empresa, como a área de atuação e o perfil do gestor. Mas é possível fazer aplicações eficazes, que costumam gerar efeito em qualquer negócio. Veja algumas práticas de sucesso:
Reuniões tendo em foco o modelo
As reuniões e brainstorms realizadas pela empresa devem ter foco nas competências que a organização necessita. Para isso, utilize uma metodologia definida e clara, debatendo sempre com base nos valores e na visão do negócio.
Subdivisões de competências
Quando você realizar um levantamento de informações acerca das competências, é possível identificar os diversos níveis dentro de uma hierarquia de necessidade. A partir disso você poderá realizar uma subdivisão, que será muito útil para o planejamento e o Ciclo por Competências.
Desmembramento da organização
Após obter toda a informação necessária, você pode desmembrar a organização, dividindo-a em papéis e perfis específicos. Dessa forma, poderá identificar detalhadamente cada competência que os postos e perfis dos cargos demandam. Além disso, poderá traçar o mínimo esperado de cada profissional.
Realocação de colaboradores
Frequentemente você poderá avaliar as competências dos colaboradores para descobrir se eles se adequariam melhor a outra função. Pode acontecer de eles terem um desempenho melhor ao trocar de cargo.
Recrutando com base
O recrutamento se tornará mais simples e eficiente, uma vez que você possui todas as competências para o cargo em questão. Poderá relacionar as exigências com os perfis para escolher o candidato mais adequado.
Aprimoramento dos colaboradores
O cruzamento entre competências necessárias e competências existentes deve ser feito constantemente. A partir disso você pode garantir treinamentos e outros métodos de capacitação e desenvolvimento de colaboradores.
Conclusão
A competência em gestão é mais do que controlar um conhecimento, pois está também relacionado à organização do trabalho. A gestão por competência exige condições e instrumentos para desenvolver iniciativas e responsabilidades, espaço e tempo para reflexão e confiança entre trabalhador e empresa.
A aplicação do método envolve o mapeamento de competências que a empresa já possui. Depois, essa informação é cruzada com as competências necessárias para o crescimento da empresa, a fim de melhorar os resultados. Com isso pode-se obter colaboradores mais capacitados para o trabalho otimizado.
A Gestão por Competência é utilizada porque se trata de um sistema eficiente, que garante não só resultado para a empresa, como desenvolvimento profissional aos colaboradores. O resultado, portanto, advém da melhora do conjunto.
Reunir os dados financeiros de uma empresa em um único documento é, ao mesmo tempo, uma tarefa complicada e necessária. Sendo assim, o gestor não pode se esquivar dela.
Você certamente já encontrou por aí avisos de “fechado para balanço”, certo? Isso se dá pela necessidade de envolver um grande número de pessoas no processo.
Além de evitar a ocorrência de variações substanciais no patrimônio da empresa, decorrentes de atividades comerciais no período em que ela realiza o levantamento de seus ativos e passivos.
Afinal, esse documento fornece algumas das informações que subsidiarão vários processos decisórios, incluindo o planejamento estratégico de uma empresa. Continue lendo o nosso artigo e entenda mais sobre o processo.
Boa leitura!
O que é o balanço patrimonial de uma empresa
O balanço patrimonial é um levantamento de todos os ativos e passivos que um negócio possui. É uma demonstração fixa que pode ser realizada de forma anual, semestral ou até trimestralmente, depende da necessidade da sua organização.
A realização e atualização desse relatório é extremamente importante para determinar qual é o patrimônio real de uma organização. Isso é levado em consideração mesmo que seja um demonstrativo que atesta a situação do empreendimento em um momento específico.
Portanto, considere uma empresa grande e pense no esforço empreendido na intenção de realizar unicamente a contabilidade do estoque dessa organização. Pense, por exemplo, que essa empresa é uma grande rede de supermercados ou uma grande distribuidora.
Assim, fica mais fácil dimensionar qual será o nível de controle necessário para levar a cabo um balanço patrimonial.
Agora, considere todas as despesas da empresa, como aquelas relativas à folha de pagamento e custos fixos do negócio ou gastos com manutenção de frota ou maquinário.
Tanto os gastos quanto os ativos de uma empresa podem se apresentar de formas variadas. E, desse modo, organizar todas essas informações com frequência pode intimidar gestores.
Além disso, mesmo após finalizada a realização do balanço patrimonial, o trabalho não estará concluído.
Isso se deve ao fato de que o balanço representa um demonstrativo datado da situação da empresa. E sendo assim, carece de atualizações periódicas posteriores. O balanço patrimonial permite a visualização do posicionamento momentâneo do negócio e nos diz quanto o empreendimento custa e qual é o benefício financeiro proporcionado por ele.
O balanço empresarial funciona como uma fotografia: ele é um demonstrativo estático. Mas, ao mesmo tempo, permite que a partir da análise das suas informações — e da organização dos dados financeiros da empresa — seja possível traçar estratégias e planos de ação.
Para que serve o Balanço Patrimonial
O balanço patrimonial é uma ferramenta que consegue indicar os valores de um negócio. Portanto, ele serve para:
O balanço patrimonial é um relatório contábil de todos os bens, direitos e obrigações de um negócio. Dessa forma, o objetivo do mesmo é apresentar as informações contábeis e financeiras em um período de tempo.
Com o relatório em mãos, se pode entender dados que são cruciais. Por exemplo, se houver algum tipo de interesse por um investidor, o balanço patrimonial é apresentado. Isso acontece porque ele mostra todas as informações financeiras, facilitando essa análise.
Importância do Balanço Patrimonial
Ao terminar de inserir todas as informações que o balanço patrimonial requer, é possível identificar se a empresa está no prejuízo ou se ela está lucrando, simples assim. É por isso que ele é considerado um dos relatórios mais importantes para a gestão da empresa.
Assim, também se entende outras diversas informações, como quais são os bens considerados patrimônios, e ainda, qual o valor total do estoque.
Essas informações facilitam na hora do aperto, por exemplo.
Entenda a estrutura do Balanço Patrimonial ou Contábil
Para montagem do balanço patrimonial há uma estrutura, parecida com uma tabela. Ela é composta por trẽs informações principais, onde cada uma deve estar em um lado específico.
No lado esquerdo da tabela devem estar os ativos, os bens; e no lado direito ficam os passivos, que são as obrigações, e também, o patrimônio líquido, que são informações como capital do negócio.
Ativos x Passivos x Patrimônios na Contabilidade
1. Os ativos da empresa
Por definição, os ativos são os itens que a empresa possui e que podem gerar benefícios econômicos futuros.
Essa categoria apresenta uma subdivisão no balanço patrimonial: os ativos de uma empresa podem ser separados entre ativos circulantes, ativos não circulantes e circulantes de longo prazo.
Entenda melhor o que os diferencia:
ativos circulantes: são aqueles itens que apresentam alta conversibilidade econômica. Ou seja, que podem ser convertidos pela empresa em dinheiro de forma mais simples. São considerados como ativos circulantes itens como contas a receber, impostos a recuperar, as despesas do exercício seguinte, entre outros;
ativos circulantes de longo prazo: realizáveis a longo prazo, como valores a receber, possíveis créditos junto aos sócios, entre outros.
ativos não circulantes: investimentos (como participações e outros investimentos permanentes), imobilizados (como maquinário, equipamentos, terrenos e imóveis) e intangíveis (como no caso de pesquisas em curso, patentes e marcas).
2. Os passivos da empresa
Como já dissemos, os passivos de uma empresa são as suas obrigações financeiras — eles também apresentam subdivisões. Confira:
passivos circulantes: itens que compreendem pagamentos devidos a fornecedores, obrigações trabalhistas e tributárias, empréstimos contraídos, financiamentos e outras despesas dessa categoria;
passivos não circulantes: itens como os empréstimos e os financiamentos a longo prazo, além de contas a pagar a fornecedores de longo prazo e dívidas trabalhistas de longo prazo.
3. Patrimônio líquido: o resultado da empresa
A terceira das categorias principais que compõem o balanço patrimonial da sua empresa é o patrimônio líquido — ou seja, a diferença entre o valor dos ativos e os passivos, montante que representa o capital da empresa.
Consideramos, para esse cálculo, o abatimento dos prejuízos acumulados e também dos valores referentes a ações relativas à tesouraria. Em outras palavras, o patrimônio líquido corresponde ao capital social da empresa.
Realizar o balanço patrimonial de uma empresa pode ser muito trabalhoso, mas nem por isso deixa de ser indispensável. Além de ser uma das declarações financeiras obrigatórias de maior relevância para uma organização, o balanço também é extremamente relevante na hora de planejar ações futuras que determinarão os rumos do negócio.
Balanço Patrimonial
Ativo
Passivo
Circulante
Salários a pagar
R$
Caixa
R$
Fornecedores
R$
Banco
R$
Empréstimos
R$
Estoque
R$
Aluguel a pagar
R$
Não circulante
Patrimônio Líquido
Imóveis
R$
Capital Social
R$
Investimentos
R$
Lucros acumulados
R$
Total
R$
Total
R$
Como analisar a liquidez por meio do Balanço Patrimonial?
Os indicadores de liquidez do balanço patrimonial possuem cada um uma fórmula para cálculo, são eles:
geral: (ativos circulantes + realizável em longo prazo) / (passivo circulantes + exigível em longo prazo)
Como realizar o balanço patrimonial
Agrupe os ativos e passivos
Para realizar o balanço patrimonial de uma empresa devemos começar pelo levantamento de todos os ativos que ela possui. Assim, é importante destacar que os ativos são todos os bens e direitos de uma empresa passíveis de conversão em valor monetário.
Em direta oposição a esse conceito existem os passivos, que compõem o segundo elemento que deve constar em um balanço patrimonial. Eles representam todas as obrigações financeiras e dívidas que uma empresa possui.
Ao confrontar essas duas dimensões financeiras da empresa chegaremos ao patrimônio líquido desta, que nada mais é do que a diferença entre o total de ativos e passivos. O patrimônio líquido serve de critério decisivo para determinar qual é a real situação de uma empresa.
Concilie os Saldos Contábeis
A conciliação dos saldos contábeis é a comparação de valores entre o que foi registrado e o que realmente existe, seja no banco ou no caixa. Ela serve para ter mais segurança na análise dos saldos.
Por isso, é tão importante fazer um controle financeiro preciso, com todas as informações, como fluxo de caixa, folha de pagamento e mais.
Ajuste e reclassifique as contas patrimoniais
Para fazer o balanço patrimonial todos os dados inseridos devem estar corretos. Assim, para inserir os valores do estoque, por exemplo, ele deve estar bem controlado e contabilizado.
É válido fazer um balanço de estoque, para identificar exatamente a quantidade de produtos no total e assim poder fazer o cálculo exato.
Isso deve ser levado em conta com todos os outros dados. Por exemplo, para os impostos se deve calcular a provisão do imposto de renda e do CSLL.
Faça os lançamentos de encerramento
Dentro do balanço patrimonial existe uma conta transitória chamada ARE, ou apuração do resultado do exercício. Quando o balanço é montado, as contas a pagar e receber acabam ficando em um limbo, aí que entra a apuração do resultado.
Esses valores são lançados nessa conta e creditados ou debitados como “Apuração do Resultado do Exercício”.
Classifique as contas patrimoniais
Agora que você já fez a parte mais difícil, chegou a hora de montar o seu balanço patrimonial. Todas as contas que restaram devem se encaixar em algum ponto, seja ativo, passivo ou patrimônio líquido.
Fique atento: o saldo do ativo deve ser igual ao saldo do passivo somado ao patrimônio líquido.
Como fazer balanço patrimonial de MEI?
O MEI é um tipo de empresa que possui CNPJ, paga todos os impostos, mas é dispensado de algumas obrigações. Por exemplo, quem é MEI não precisa emitir notas fiscais.
Assim, o MEI também não tem obrigação de ter um contador. Logo, ele não tem o dever de fazer o balanço patrimonial. Porém, muitos editais de licitações solicitam o relatório. Então, o que o MEI deve fazer?
Segundo a Lei Complementar nº 128/2008, o MEI é considerado um empresário individual para fins de licitação. Esse, no mesmo caso, é apresentado como pessoa física que deverá estar inscrita no Registro Comercial.
Dessa forma, em uma licitação, é exigido do MEI os documentos solicitados nos artigos 28 e 31 da Lei das Licitações.
Quais os principais indicadores com o Balanço
O balanço patrimonial acaba por mostrar vários indicadores importantes para o negócio. Confira eles e suas fórmulas:
Normalmente o balanço patrimonial é feito a cada 12 meses, mas, ele deve ser feito no fim de cada exercício social.
O que analisar em um Balanço Patrimonial?
Antes de tudo, o balanço analisa os ativos e passivos da empresa, sejam circulantes ou não. Mas, ele também pode analisar outras informações, como se a quantidade de passivos é muito maior que a de ativos.
Também, é possível analisar se os ativos são mantidos com o capital próprio ou de terceiros e se os recursos utilizados para manter o negócio têm custos menores que os lucros.
O que analisar em um Balanço Patrimonial?
Antes de tudo, o balanço analisa os ativos e passivos da empresa, sejam circulantes ou não. Mas, ele também pode analisar outras informações, como se a quantidade de passivos é muito maior que a de ativos.
Também, é possível analisar se os ativos são mantidos com o capital próprio ou de terceiros e se os recursos utilizados para manter o negócio têm custos menores que os lucros.
Como elaborar um Balanço Patrimonial?
O primeiro passo para elaborar um balanço patrimonial é ter um controle financeiro bem feito. Assim, é possível separar todas as informações de ativos, passivos e patrimônio líquido, para começar a fazer o relatório. Depois de divididos, se coloca essas informações em uma planilha. Lembre-se que os ativos devem ser iguais ao passivo mais o patrimônio líquido.
Como o Relatório Contábil é elaborado?
O relatório contábil é uma relação das movimentações financeiras da empresa no período de tempo necessário. Ele é feito pelo contador, a partir do Livro Diário.
O Registro Contábil é obrigatório?
Segundo o CFC (Conselho Federal de Contabilidade) o registro contábil é obrigatório. Assim, o registro de informações financeiras deve ser feito por todas as empresas, exceto o MEI em alguns casos.
O que acontece quando a empresa não tem o Balanço Contábil e seus livros?
Assim como na maioria das situações em que uma empresa não cumpre com obrigatoriedades, ela é sobre penitências. Com o balanço patrimonial não é diferente. Algumas são:
Não poder utilizar as informações em processos tributários
Impossibilidade de partilhar entre os sócios os lucros isentos da presunção
Muito se fala em planejamento estratégico, entretanto, como é possível fazê-lo de fato?
Planejar é inerente ao administrador. Ainda assim, é importante destacar que ferramentas e recursos perspicazes podem potencializar a busca de bons resultados.
É pensando em tudo isso que neste texto se encontram conceitos, definições, passos e dicas de como fazer um planejamento estratégico completo, direto e certeiro. Se você quer sair do achismo e empenhar qualidade e segurança aos processos internos e externos do negócio, continue esta leitura e enriqueça a sua gama de conhecimento sobre o assunto.
O que é planejamento estratégico
Planejamento estratégico é uma etapa de muita importância dentro do ambiente administrativo. Ele é essencial para ajudar gestores a levar negócios e empresas ao crescimento e serve como base demonstrativa do rumo que a organização está seguindo.
Basicamente, o planejamento estratégico é a criação de um plano para organizar ações e chegar em um objetivo comum. Ou seja, ele define as metas, o que será feito para alcançá-las, além de prazos e quem será responsável por cada parte.
Ele deve ser utilizado, principalmente, quando a empresa pretende realizar alguma mudança, seja a curto, médio ou longo prazo. Por exemplo, quando a empresa planeja crescer uma porcentagem específica, é aí que o planejamento estratégico deve ser aplicado.
Mas, o primeiro passo na hora de fazer o planejamento, antes mesmo de saber para onde se quer ir, é saber onde se está. Para isso, é necessário uma gestão de negócio muito bem feita.
Como fazer um planejamento estratégico?
Na hora de começar um novo projeto, o planejamento estratégico é o primeiro passo para começar. Mas como começar um planejamento estratégico?
Para ajudar, existem etapas que amparam o responsável na hora de montar o planejamento. São elas:
Etapas do planejamento estratégico
Diagnóstico do negócio
O primeiro passo é fazer um diagnóstico do negócio, ou seja, entender onde ele está. A melhor ferramenta para fazer esse diagnóstico é a análise SWOT. Ela mostra as forças e fraquezas e as oportunidades e ameaças que um negócio tem. Dessa forma, é possível analisar a empresa tanto internamente como externamente.
Nessa etapa é importante reunir a equipe para realizar esse estudo. Muitas vezes o dono do negócio está ocupado com outras questões da empresa e não consegue ver algumas informações importantes.
A partir da identificação desses pontos é possível traçar novas metas e entender onde se quer chegar e se é possível chegar lá. E aqui também é preciso ser realista, claro que ter sonhos é o que nos motiva, mas os objetivos do negócio devem estar de acordo com o lugar onde ele está.
Missão, visão e valores
Além de saber onde a empresa se encontra no mercado, os princípios também devem estar definidos. Ou seja, a empresa precisa ter sua missão, visão e valores definidos. Essas definições são o que devem guiar na hora de fazer um planejamento estratégico e também, os colaboradores, a todo momento.
A missão se refere ao propósito, porque a organização existe. A visão é o que a empresa busca, quais objetivos ela quer alcançar em geral. E os valores é a moral que a instituição segue. Elas são usadas em diversos momentos, por exemplo, na hora de contratar um novo colaborador.
Assim, ela será mais um guia na hora de montar o planejamento estratégico.
Metas e indicadores
Você já sabe onde a empresa está no mercado e quais os princípios que não é possível deixar de lado. Agora é a hora de entender onde ela pode chegar.
Nessa etapa se definem as metas a serem alcançadas, ou seja, o que a instituição busca no total. É interessante ter uma meta maior e dividi-la em pequenas metas. Dessa forma, se torna mais simples atingir um objetivo que por vezes parece tão distante.
Mas, mais importante que definir as metas, é entender como elas serão metrificadas. É aí que entram os indicadores. Se essas metas são financeiras, quais indicadores financeiros serão utilizados?
Projetos e plano de ação
Lembra da análise SWOT que você fez no diagnóstico? Utilize as informações obtidas com ela para traçar os projetos. Ela mostrou as forças e oportunidades, agora é hora de entender o que fazer com elas.
Ou seja, projete o que pode ser feito com esses dados. Por exemplo, uma empresa que tem como oportunidade grandes eventos direcionados a área deve participar e mostrar a marca em todos eles.
Dessa forma, se estipula no plano de ação, ou plano de negócios, o que será feito para que a empresa possa participar desses eventos e o que irá mostrar. É possível contar com a ajuda do método Kanban para saber o que precisa ser feito, o que já está pronto e o que está sendo feito e por quem.
Acompanhamento e análise
Por fim, o objetivo foi alcançado. O que fazer agora? Agora é hora de avaliar o que foi feito, o que deu errado, o que deu certo… Continue analisando os dados desse resultado e busque também como continuar melhorando.
5 ferramentas para fazer o planejamento estratégico
Existem algumas ferramentas que auxiliam na hora de fazer o planejamento estratégico. São elas:
Análise SWOT: essa análise mostra as forças, fraquezas, oportunidades e ameaças de um negócio. É possível analisar tanto o que se pode explorar tanto de forma interna como de forma externa.
PESTAL: é a sigla para acrônimo para Política, Economia, Social e Tecnologia. Essa análise serve para entender o que esses fatores influenciam na organização, assim como o que a organização influencia esses setores.
Missão, Visão e Valores: esses são os pilares do negócio. Eles mostram porque a empresa existe, onde ela quer chegar e qual a moral que ela deve seguir.
Forças de Porter: criado por Michael Porter, as forças tratam da entrada de novos concorrentes, produtos substitutos, negociação de fornecedores, negociação dos clientes e a rivalidade entre os concorrentes.
5W2H: essa ferramenta é a sigla, em inglês, para: o quê, porquê, onde, quando, quem, como e quanto. Eles são utilizados para avaliar e planejar.
Planejamento estratégico, tático e operacional
Além do planejamento estratégico, que é muito falado, existem duas vertentes, o planejamento tático e o operacional. Cada um se diferencia por alguns pontos, como tempo e quem é responsável.
Enquanto o planejamento estratégico tem uma complexidade mais alta, os planejamentos tático e operacional são mais simples. Assim como mais curtos.
O planejamento tático trata da execução de planos observados durante o planejamento estratégico. Ele também trata de projetos de médio prazo e que envolvem apenas um setor, não a empresa toda, ao contrário do estratégico. Ainda, o planejamento tático tem como um dos focos implementar o planejamento estratégico.
Já o planejamento operacional trata de tarefas mais comuns, de curto prazo. Ele dá ênfase a todos os níveis e serve, principalmente, para a execução de tarefas.
Estratégico
Tático
Operacional
Tempo
Longo prazo (5 a 10 anos)
Médio prazo (1 a 3 anos)
Curto prazo (1 a 6 meses)
Responsável
CEO
Gerente
Departamento
Envolvidos
Alta diretoria
Executivos e gerentes
Todos os níveis
Para que serve
Levantamento de ideias
Planejamento
Execução
Intenção
Para quem e o que
Porque e o que
Para quem e como
Complexidade
Alta
Média
Baixa
Porque fazer o planejamento estratégico
Por que é importante planejar? Planejar é uma tarefa administrativa que faz parte da rotina pessoal e empresarial de qualquer pessoa.
Uma dona de casa, por exemplo, planeja diariamente as refeições da família. Assim, se ela planejasse de modo estratégico, com certeza economizaria tempo e dinheiro neste preparo.
Desse modo, o planejamento estratégico funciona como um recurso facilitador da vida do empresário, empreendedor ou gestor do negócio. Indica como crescer, em que mexer ou investir e quando se movimentar.
Bons profissionais sabem que uma das bases do sucesso no mundo dos negócios está aqui.
As vantagens e benefícios do planejamento estratégico
Objetividade: com o planejamento estratégico é possível fazer com que toda a empresa esteja alinhada com um único objetivo. Ainda, ele também faz com que essa meta possa ser dividida em vários pequenos objetivos, facilitando todo o processo.
Produtividade: quanto mais definido e especificado um objetivo for, maior será a produtividade. Quando um time tem uma tarefa que não é bem explicada ou que não faz sentido para os colaboradores, se perde muito tempo. Com definições, se tem mais foco e o trabalho pode ser feito de forma mais proveitosa.
Economia: esse também é um benefício do aumento da produtividade. Com a diminuição do retrabalho, a quantidade de erros também diminui, trazendo uma economia de tempo e de recursos.
Por onde começar a fazer o planejamento estratégico
Organizar com antecedência para evitar possíveis surpresas ou imprevistos é a chave do sucesso. Contudo, muitas empresas acabam colocando todos os esforços na festa de fim de ano e esquecendo do planejamento estratégico. É preciso preparar a equipe para encarar novos desafios e avaliar o que foi feito ao longo do ano atual. Assim se evita cair nas mesmas armadilhas do ano que passou! Acompanhe o post e saiba como preparar sua empresa para começar o ano novo com o pé direito. Confira!
Faça uma avaliação
Antes de começar a fazer planos para o próximo ano, é preciso, primeiramente, rever e revisar os resultados deste ano e realizar uma avaliação minuciosa de todas as movimentações que ocorreram. Tente analisar o que deu certo — para repeti-los no próximo ano, com melhorias — e o que deu errado — para corrigi-los e não cometer os mesmos erros.
Exatamente tudo que envolve o negócio deve ser analisado, como no caso de fluxo de caixa, fornecedores, contas a receber e a pagar, receitas, prejuízos. Enfim, toda e qualquer movimentação deve ser listada. Invista tempo na avaliação, o futuro do seu negócio depende de um bom planejamento estratégico!
Realize uma pesquisa de satisfação
Fim de ano é o momento ideal para realizar um balanço geral de tudo que ocorreu ao longo do ano. Assim, a realização de uma pesquisa de satisfação com seus consumidores é a melhor forma de conhecer como seu negócio está aos olhos do seu público — ou melhor, é possível saber o que o cliente pensa a respeito da sua empresa e qual a imagem que está sendo criada diante da concorrência.
Uma boa pesquisa de satisfação dos consumidores possibilita que o erro seja facilmente conhecido e, assim, seja possível elaborar uma boa estratégia de melhoria para o próximo ano.
Mas não é somente de opiniões de consumidores que gestores devem se preocupar, conhecer o clima organizacional e como seus colaboradores avaliam sua empresa é fundamental para o crescimento do seu negócio. Por isso, dedique um bom tempo para escutar cada funcionário e conhecer a visão de cada um sobre a empresa. Os resultados de uma boa avaliação organizacional pode ajudar a conhecer os pontos fortes e as falhas da gestão do negócio.
Trace metas e objetivos
Um ano novo merece novas metas e objetivos. Mas muita calma nessa hora! É preciso analisar algumas coisas para que tudo saia como o planejado.
Antes de qualquer decisão, entenda que mudanças podem ocorrer até o fim do ano e que situações inesperadas podem exigir que o planejamento tome outros rumos. Então é preciso ter flexibilidade. Caso alguma meta não tenha sido alcançada em 2015, calma. Nem tudo está perdido! Veja o que impossibilitou que ela não fosse cumprida e reestruture as ideias para que dê certo no próximo ano.
Embora a crise atual do país faça muitos empreendedores temerem o futuro, é preciso manter a equipe motivada, focada e determinada em um objetivo central. Saber aonde se quer chegar é a chave do sucesso. Por isso, é preciso delinear estratégias para que o cumprimento das atividades seja eficiente e eficaz.
Reveja os custos
Na hora de estabelecer novas metas e objetivos é preciso revisar os gastos desnecessários e cortá-los no próximo ano. Assim, saber quando e onde diminuir custos é o diferencial de muitas empresas em meio a um cenário de incertezas e instabilidades. Por isso gestores precisam estar preparados para minimizar gastos para tomar as decisões corretas.
Reveja custos com, por exemplo, telefone, luz, água, que podem ser facilmente reduzidos com programas internos de conscientização para funcionários. Além disso, gastos com telefone podem ser substituídos por sistemas que utilizem a rede de computadores com acesso à internet — como no caso do VoIP, Skype e WhatsApp.
É preciso encarar o momento econômico atual do Brasil como algo passageiro, e que reduzir custos é a melhor forma de evitar problemas financeiros no próximo ano.
Utilize ferramentas de gestão
Fazer um diagnóstico realista sobre o próprio negócio não é uma questão fácil, e mensurar cada fato ocorrido precisa de certas ferramentas que podem ser úteis e tornar todo o processo mais facilitado.
A escolha de um sistema ERP que auxilia na gestão depende, principalmente, da identificação das reais necessidades do negócio. Assim, dependendo da situação em que a empresa se encontra, o uso de um sistema adequado pode auxiliar na elaboração de um planejamento estratégico assertivo e que dê bons resultados.
Isso possibilita a boa penetração ou manutenção da empresa no mercado, oferecendo estratégias para alavancar os negócios frente à concorrência.
Definir o planejamento adequado ajuda a organização a entender melhor as necessidades da empresa, identificando sua posição no mercado atual e auxiliando no processo de melhoria dos negócios. Dessa forma, projetar o futuro influenciado pelas situações levantadas do presente é essencial na elaboração de uma ação estratégica e que dê resultados positivos para o próximo ano.
Invista na capacitação dos colaboradores
Se você deseja que sua empresa cresça, capacite seus colaboradores para alcançar o sucesso nesse novo ano. Assim, mudar, criar ideais e diretrizes ou mesmo propor novos produtos exige investimento e capacitação da sua mão de obra. O sucesso da empresa é, em grande parte, a satisfação dos seus colaboradores — que trabalham mais satisfeitos e buscam sempre o melhor no desenvolvimento das atividades.
Ter funcionários capacitados e bem preparados para o desenvolvimento de novas estratégias é em grande parte responsabilidade da empresa. Por isso, proporcione cursos, workshops, capacitações e treinamentos aos seus colaboradores, levando para a empresa resultados positivos na gestão dos negócios.
As 5 forças de Porter
As forças de Porter correspondem a um modelo de análise que norteia todo o processo decisório de muitos administradores atualmente. Elas foram criadas por Michael Porter, uma das maiores referências no estudo da administração. Ainda, vale destacar que é importante agregar tal modelo a outras matrizes analíticas em vez de usá-las de modo separado.
Veja a seguir quais são as 5 forças de Porter, desenvolvidas antes dos anos 80 e ainda muito atuais, e entenda como seu uso pode beneficiar o planejamento estratégico da sua empresa:
1. Rivalidade com concorrentes
Que é essencial conhecer a fundo cada um dos concorrentes da sua empresa, sejam os diretos ou indiretos, com certeza você já sabe, certo? Mas será que sabe qual é o atual nível de rivalidade existente entre vocês?
Segundo Porter, essa rivalidade pode ser mensurada em meio à disputa por clientes e espaço no mercado. A análise da intensidade, agressividade, número de concorrentes e valores investidos em marketing e publicidade são alguns dos determinantes desta avaliação de rivalidade entre concorrentes.
E por que tudo isso é importante no planejamento estratégico, afinal? Simples! Ao traçar metas de faturamento, por exemplo, pode ficar claro a necessidade de conquistar um novo público, e atrair clientes requer sempre bons investimentos em marketing.
Neste contexto, saber qual a capacidade de reação do concorrente é importante para que a empresa não perca dinheiro nem trave uma luta que, posteriormente, não terá chances de vencer.
É imprescindível colocar-se um passo à frente dos demais para não apostar recursos em um canal que não trará retornos.
2. Ameaças dos novos negócios
O mercado nunca é estável ou seguro o bastante para bons empresários. Sempre existe a possibilidade de que uma nova organização abra as portas e conquiste, em poucos dias, tudo o que a empresa demorou anos para construir.
Ameaças hoje atingem os empreendimentos de todos os lados e formas. Quando Porter divulgou as 5 forças, o mercado era apenas local e muito mais simples de controlar e observar.
Porém, com o advento da globalização e universalização do uso da internet, tudo isso mudou. Agora uma empresa que está do outro lado do mundo compete com os seus produtos e serviços assim como você, daqui, pode competir com os dela, desde que trace estratégias eficientes também.
Em tempos de acesso virtual, onde se compra e vende com poucos cliques, é mais do que imprescindível apostar no planejamento estratégico para manter bons resultados e ritmo de crescimento.
Com olhos atentos a tudo o que surge, antecipar ameaças e novas tendências pode ser a diferença que indica e garante o sucesso no mundo corporativo.
3. O poder de barganhar do cliente
A terceira força de Porter com certeza faz muito mais sentido hoje do que fazia há 30 anos, quando a ideia foi de fato difundida. Na ocasião, tinha-se um poder de barganha apenas em torno do valor de determinada mercadoria, o que hoje já não condiz com a verdade.
Atualmente é comum que clientes optem por adquirir mercadorias e serviços mais caros, desde que o pacote final do produto traga também qualidade maior e atendimento excepcional, por exemplo.
O cliente deixou de frequentar estabelecimentos que baseiam sua organização e estrutura na exclusividade de produtos. A não ser que sua empresa seja excepcionalmente artesanal, com certeza existe alguém no mercado que tem algo muito semelhante a oferecer. Para atrair e manter clientes é preciso focar em diferenciais.
Barganhar com o cliente do século XXI é muito mais difícil do que barganhar com o dos séculos passados. Hoje, além da exigência comum a todo o público, existe também a legislação que protege o consumidor.
A velha máxima de que “o cliente sempre tem razão” permanece. Não atender as necessidades e precisões do seu consumidor pode significar uma propaganda negativa da sua marca em ambientes de muito acesso, como as redes sociais.
E qual a solução? Traçar um planejamento estratégico que se preocupe em atender com muita atenção e qualidade a cada cliente, transformando-o em um divulgador da sua marca e do seu produto.
4. As barganhas dos fornecedores
De modo semelhante, há um perceptível extremismo entre as possibilidades atuais de se barganhar com fornecedores.
Dependendo do segmento, se este contar com uma vasta gama de opções de fornecedor, por exemplo, é possível colocar em prática todo este poder ao orçar com diferentes empresas, trabalhar em busca de melhores preços e prazos de pagamento e assim por diante. É a lei da oferta e da procura!
Quando, por outro lado, o número de fornecedores for restrito, haverá uma perceptível redução do poder de barganha. Cada empresa poderá precificar seus produtos e serviços como quiser por encontrar-se em um lugar majoritário e único.
Vale ressaltar que com o presente mercado, que é extremamente acirrado e competitivo, estar no topo de um segmento pode não significar muito. Tudo pode mudar em um piscar de olhos e a empresa pode perder o posto consagrado.
É necessário ter temperança e conduzir as negociações com fornecedores e clientes da melhor forma possível para não se ver, posteriormente, em uma situação difícil.
5. Novos produtos e suas ameaças
Você se lembra quando o primeiro celular foi lançado? O ano era 1984; o modelo, um Motorola Dynatec 8000x que custaria em torno de 9 mil dólares hoje em dia. O produto foi absoluto por alguns anos, visto que o segundo aparelho lançado foi apenas no começo da década de 90.
E como funciona o mercado dos celulares hoje em dia? Um lançamento atrás do outro! Não dá mais tempo de uma pessoa ter o melhor aparelho do momento. Enquanto uma nova geração vai para as lojas, outra já surge nas propagandas.
O que significa tudo isso? Que é imprescindível se preocupar e se programar para não ficar muito tempo sem concorrentes diretos. Produtos novos são lançados a todo instante e mais do que ameaças, eles podem tirar a atenção e a venda da sua empresa.
Além dos produtos que concorrem diretamente – no caso dos celulares, as outras marcas –, também é necessário se preocupar com outros produtos que podem vir a substituir o seu. No caso citado, um tablet pode acabar com a necessidade de compra de um aparelho telefônico móvel, não é mesmo?
10 passos para desenvolver o planejamento estratégico da sua empresa
Veja a seguir o passo a passo para começar agora mesmo o planejamento estratégico do seu negócio e direcione-o para o crescimento:
1. Estipule uma meta
O ponto de partida do planejamento estratégico deve ser sempre a meta. Essa, por sua vez, precisa ser tangível. Pergunte-se sobre quanto a empresa precisa crescer ao longo do próximo ano e anote essa resposta.
A meta deve considerar os últimos resultados alcançados pelo negócio. Também deve levar em conta os valores atingidos nos mesmos períodos dos anos anteriores e a situação econômica da região e do país.
Deve prever ainda uma porcentagem de crescimento para a empresa, sendo esta segura e possível de se trabalhar.
2. Faça uma análise da empresa
Quais são os pontos fortes e fracos da empresa? Quais são os seus diferenciais competitivos, trajetória e posicionamento no mercado atual? Analisar o negócio é o primeiro passo para fazer com que a meta estipulada seja, de fato, alcançada.
É importante considerar o tipo de relação que a empresa mantém com os seus clientes, como sua marca está sendo vista atualmente pelo público em geral e analisar como as últimas estratégias foram desenvolvidas e postas em prática.
Quanto mais informações você reunir sobre o empreendimento e seu momento atual, mais fácil será o direcionamento correto do planejamento estratégico.
3. Defina missão, visão e valores organizacionais
A base do planejamento estratégico é a formulação da missão, visão e dos valores da empresa. Se o seu negócio ainda não tem isso definido, a hora de definir é agora.
A missão deve responder o porquê de a empresa existir; a visão, por sua vez, deve demonstrar como ela espera ser vista por seu público dentro de alguns anos. Os valores da organização ditarão a sua conduta tanto nos relacionamentos internos quanto externos.
Este passo não é difícil e, ao mesmo tempo, é essencial para nortear não apenas a política de estratégia que está sendo criada como também o dia a dia dos trabalhos. Todos devem se alinhar a essa tríade para que os resultados sejam alcançados.
4. Saiba quem é o seu público
Antes de traçar um planejamento estratégico é importante avaliar mais a fundo quem é o público-alvo da empresa. Mesmo que você já tenha um perfil criado, vale a pena ressaltar que é imprescindível sempre atualizá-lo, afinal, as pessoas mudam e os clientes também.
Qual a faixa etária do seu consumidor? Quais são os seus gostos e preferências? Sua empresa atende a um gênero em específico?
Quanto mais informações sobre o público, melhor será o direcionamento da estratégia para atingi-lo gerando, desta forma, melhores resultados que ajudarão na conquista da meta.
5. Determine os envolvidos na ação
A relação empresa e cliente lhe parece simples demais? Isso é porque você sabe que na verdade não é assim. São muitos os personagens envolvidos em uma ação estratégica.
Por exemplo, os colaboradores do empreendimento têm lugar de destaque na busca da concretização dos objetivos. Stakeholders e investidores colaboram propiciando ambientes favoráveis para que o planejamento saia do papel e vá para a prática.
Para por certa ação em prática, como uma campanha de marketing digital, verifique e determine quais serão os agentes envolvidos para garantir o sucesso. Após determinar quem será responsável por cada tarefa do projeto, você pode representar essa estrutura em um diagrama online para compartilhar com todas as equipes envolvidas.
6. Estipule objetivos, estratégias e metas específicas
Depois dos cinco passos anteriores e considerando as forças de Porter que já foram abordadas neste artigo, é chegado o momento de estabelecer, mais de perto e em maiores detalhes, quais são os objetivos, estratégias e metas específicas da empresa. Nesta etapa prepara-se a empresa para que comece a buscar pelos seus objetivos reais.
Qual o passo a passo para atingir aquela primeira meta que foi estabelecida neste processo de planejamento estratégico? É hora de detalhar! Por exemplo, se a meta da empresa é fechar o mês com um total de vendas de R$ 50 mil reais, um de seus objetivos é fazer, semanalmente, R$ 10 mil. Entre as estratégias pode-se citar aquelas que atraem clientes para dentro do ambiente físico do negócio.
7. Dê atenção ao planejamento das ações estratégicas
Ações estratégicas precisam ser bem detalhadas para que cumpram seus objetivos. Sendo assim, não basta dizer que uma das ações é atrair clientes para dentro do negócio – é preciso determinar como isso será possível.
Um planejamento estratégico deve ser pormenorizado. Por exemplo, em uma campanha promocional é necessário passar pelas etapas externas de divulgação e atração, feitas enquanto o cliente está fora do ambiente físico, e de atendimento e fechamento enquanto ele está dentro.
As ações devem, portanto, demonstrar como será possível atingir os objetivos e metas propostos no início deste planejamento.
8. Preocupe-se com a comunicação
A comunicação é responsável por construir toda a imagem de uma empresa. Cuidar bem dela significa ter uma vantagem em relação aos concorrentes.
Com o advento da comunicação digital, promover uma estratégia tornou-se algo muito mais simples. Ainda assim, é claro, é preciso ter muito cuidado para utilizar as tecnologias a favor do empreendimento e jamais contra.
Estabelecer canais seguros de comunicação interna é o primeiro passo no que diz respeito a sanar as preocupações na área. Após desenvolver uma boa comunicação entre os colaboradores, é hora de investir na comunicação externa também, cuidando de cada cliente de perto.
9. Monitore tudo
Próximo ao fim dos passos do planejamento estratégico de sucesso, é importante destacar o acompanhamento e monitoramento de tudo o que está sendo feito a fim de minimizar erros ou até mesmo deslizes.
Outro ponto importante para que nada fuja do controle é criar cronogramas de trabalho para simplificar a visualização das etapas da estratégia.
Neste cronograma é importante destacar o tempo de criação, de divulgação e de realização do que foi planejado. Se for uma campanha promocional, por exemplo, deverá ser reservado um período para preparo, para aviso dos clientes e público em geral, e um prazo específico para término.
10. Mensure e avalie constantemente os resultados
O último passo do planejamento estratégico é posterior à realização do mesmo. Ainda assim, ele é de muita importância, e possibilitará que as próximas estratégias sejam lançadas de modo mais direcionado.
Mensurar o projeto como um todo, avaliar os resultados alcançados e contrastá-los com aqueles previstos e esperados é apenas parte desta etapa.
É importante ouvir o feedback de todos os envolvidos, elencar o que deu certo, o que deu muito certo e também o que deu muito errado. Falhas devem servir como alertas e ensinos para que nas próximas não ocorram. O que saiu como planejado deve ser posteriormente melhorado.
Conclusão
Como se destacar em meio a um mercado apinhado de empresas? Fazendo as mesmas coisas de modo diferente! Seu negócio só pode crescer se o planejamento for estratégico e diferenciado do que os seus concorrentes têm feito.
Em tempos de competitividade, trabalhar estratégias e ações é a melhor forma para que você possa conquistar os resultados desejados. Aproveite para baixar o E- book, aperfeiçoe os seus conhecimentos sobre planejamento estratégico e posicione sua empresa no melhor lugar do mercado já! Esta é a fórmula do sucesso!
Um dos setores de empreendimento que tem atraído cada vez mais profissionais dispostos a investir em um negócio próprio são as barbearias. São locais que ganharam força nos últimos anos. Trazendo consigo uma sensação nostálgica, pelo ambiente oferecido aos clientes; e moderna, com conforto e facilidades oferecidas aos fregueses. Em conjunto com um trabalho bem feito e de acordo com todas as tendências que possam agradar a seus clientes.
Embora possam ser vistas de forma simplista como negócios pequenos e pessoais, as barbearias exigem muito mais do que apenas o desejo de se investir em um empreendimento próprio.
Uma barbearia é um empreendimento que requer profissionais talentosos. Que saberão realizar seu trabalho sem nenhum risco de erro, além de garantir a satisfação de seus clientes. Porém, para que uma barbearia se torne um negócio de sucesso a visão empresarial e administrativa de seu proprietário é extremamente necessária. Podendo representar a diferença entre o sucesso e afirmação no mercado ou o fracasso desta empresa.
Desta maneira, além do talento humano, é necessário um planejamento. Ou seja, um estudo sobre como montar uma barbearia, o público alvo que deseja atingir, entre outros detalhes. Detalhes esses que são de extrema importância antes que o empreendimento seja colocado em prática e possa atender aos clientes da melhor maneira possível.
Mercado e localização da barbearia
Montar uma barbearia é um empreendimento que oferece uma ampla variedade de opções. Uma vez que o negócio pode ser tanto um local pequeno e voltado a atender os moradores de um bairro, por exemplo. Como também uma barbearia grande, apta a receber um número maior de pessoas. E que também possa representar uma marca no mercado voltado a beleza e estética.
Desta forma, o primeiro passo para como montar uma barbearia, é decidir qual a melhor opção para seu orçamento e suas perspectivas de crescimento. É importante ressaltar que o valor disponível para ser investido é de grande relevância para esta etapa. Uma vez que trabalhar apenas com o dinheiro já disponível vai impedir que o negócio comece no vermelho antes mesmo de entrar em funcionamento.
Após decidir como será a sua barbearia, independentemente de qualquer coisa é importante se estudar o mercado local, buscando compreender as necessidades de seu público alvo e qual a melhor maneira de oferecer seus serviços.
Este estudo sobre o mercado local, seja ele a nível pequeno ou grande, atendendo pessoas de um bairro ou de uma cidade toda, também influenciará na decisão da localização de sua barbearia. A escolha do local certo é determinante. Pois a facilidade dos clientes de chegar poderá fazer com que o seu estabelecimento seja a primeira opção para eles. E inclusive levar novos clientes a conhecê-la devido a este fácil acesso.
Aliando tanto o estudo de mercado e a definição de público alvo com uma localização adequada da barbearia, o empreendimento terá o primeiro passo concretizado para sair do papel e se tornar real.
Barbearia pode ser MEI?
Sim, uma barbearia com CNAE 9602-5/01 – Cabeleireiros, manicure e pedicure, pode ser MEI.
Estrutura da barbearia
Após a definição do local onde será instalada a barbearia, o passo seguinte é analisar a estrutura disponível no espaço físico. De forma a conhecer suficientemente bem para começar a montar de fato a barbearia. Quanto maior o estabelecimento e maior o número de clientes que deseja atender, maior deverá ser o espaço físico utilizado.
De forma geral, o ambiente no qual é realizado o trabalho dos barbeiros é conjunto ao espaço destinado aos clientes que irão esperar pelo seu atendimento. Assim, é recomendado analisar se o espaço disponível permite que bancos ou cadeiras sejam alocados de forma confortável. Tanto os clientes que estejam sendo atendidos quanto os clientes em espera. Com espaço suficiente e sem precisarem se aglomerar em um cômodo pequeno. O que poderia resultar em uma sensação desagradável. Atrapalhando a percepção dos clientes quanto ao local e ao serviço prestado.
Em alguns casos serão necessárias pequenas reformas para adequar o espaço disponível para receber uma barbearia. Neste caso, um planejamento deve ser feito também. Isso para que esta reforma não acabe causando prejuízo financeiro. Inclusive pelo tempo que levará, durante o qual, obviamente, o local não poderá iniciar o atendimento.
Equipe de barbeiros
Além do espaço físico, outro ponto importante nesta etapa da montagem de uma barbearia é a definição da equipe que irá atuar no local. Em alguns casos, algumas pessoas optam por trabalhar sozinhas em suas próprias barbearias. Mas este tipo de trabalho poderia causar uma sobrecarga de trabalho. Isso porque há necessidade de conciliar atendimento e administração.
De forma geral, uma barbearia de estrutura média pronta para atender um número de clientes razoável a grande, possui três ou quatro cadeiras de atendimento. Além do espaço de espera e, em alguns casos, do local de recepção. Desta maneira é necessário que a equipe de funcionários conte com um número maior de pessoas. Para que possa atender da melhor maneira possível aos clientes.
A escolha da equipe deve ser feita de forma rígida. De maneira que possa ser avaliada e comprovada a habilidade dos funcionários para realizar o serviço necessário na barbearia. Pois serão fundamentais na captação e fidelização dos clientes.
É importante também, mesmo depois de a barbearia passar a atender os clientes, investir em treinamentos periódicos para sua equipe de funcionários. Mantendo-os atualizados sobre possíveis novas tendências e melhorando suas habilidades. Visando tornar o atendimento da barbearia a seus clientes cada vez melhor.
Equipamentos e manutenção
Tão importante quanto a escolha dos funcionários que irão atender aos clientes de sua nova barbearia, é a escolha dos equipamentos e materiais que serão utilizados neste atendimento.
Em um empreendimento novo, este cuidado com os equipamentos deve ser redobrado. Isso, pois qualquer problema derivado destes equipamentos logo nos primeiros atendimentos pode comprometer a reputação do seu estabelecimento diante de seus clientes. Além de impor a necessidade de arcar com gastos inesperados.
Também é imprescindível que, antes do investimento inicial nos equipamentos, seja realizada uma pesquisa sobre as marcas e modelos disponíveis de todos os equipamentos. Desde os mais simples aos mais sofisticados. Fazendo isso, você poderá escolher os melhores e que tragam melhor custo-benefício à sua barbearia.
Ainda devido à compra de materiais novos para a inauguração de uma nova barbearia, é importante verificar detalhes como o tempo de garantia. Já que evitará que se gaste dinheiro desnecessariamente caso aconteça algum imprevisto.
Porém, mesmo com a garantia disponibilizada pelos fabricantes, é importante realizar uma vistoria periódica em todos os equipamentos não descartáveis utilizados na barbearia. De forma que seu bom funcionamento seja garantido e que a manutenção seja realizada sempre que necessário.
Depois de todas as análises prévias sobre localização, os investimentos para ajuste de espaço físico, composição da equipe e compra de equipamentos e materiais, enfim a barbearia pode começar a receber seus clientes. Porém, neste ponto da montagem de uma barbearia surge um novo desafio: atrair os clientes.
Para fazer com que os clientes possam conhecer uma nova barbearia é importante investir na publicidade. Isso para que sua empresa possa receber um maior número de pessoas. Ela fica em um bairro ou em um local de maior movimento. Essa divulgação é importante, principalmente para que o seu público alvo conheça a nova barbearia. E saiba que ela está pronta para recebê-los.
O estudo de público alvo, feito no início do procedimento sobre como montar uma barbearia, volta a ser útil neste ponto. Pois, conhecendo o seu consumidor se pode apostar no método de publicidade certo para atraí-lo. Esta publicidade pode ser feita através de anúncios em redes sociais, outdoors, ou em casos maiores até mesmo em comerciais em rádio ou televisão, de acordo com o veículo de comunicação que melhor atenda a seu público alvo.
Além desta publicidade inicial, que deve continuar sendo feita posteriormente, outra boa opção é apostar em ofertas especiais como preços de inauguração ou descontos, por exemplo. Outra forma de divulgação de sua barbearia é a realização de eventos especiais. Que podem contar com o apoio da barbearia, ou até mesmo que possam ser realizados na barbearia ou em locais próximos.
Diferenciais para como montar uma barbearia
Como dito anteriormente, as barbearias são um dos tipos de empreendimento que tem atraído grande número de pessoas dispostas a ter o próprio negócio nos últimos anos. Isto faz com que, em alguns locais, exista uma concorrência grande em busca de um mesmo público alvo.
Para vencer essa concorrência, é importante que sua barbearia saiba conquistar os clientes. Também, através dos pequenos detalhes, que podem ser o diferencial que irá ajudá-lo a ganhar seus clientes.
Há alguns anos, uma barbearia ofereceria aos clientes em espera, apenas algumas revistas para passar o tempo. Hoje, no entanto, há uma grande variedade de opções de coisas para oferecer aos clientes. O primeiro item, e mais comum com o avanço da internet, é disponibilizar o sinal de Wi-Fi. Isso para que os clientes possam navegar na internet enquanto não são atendidos. Da mesma forma, a instalação de uma televisão no local também pode funcionar como distração aos clientes.
Outras opções são as bebidas, como café e água, que podem ser disponibilizadas como cortesia. Também sucos, refrigerantes e até cervejas podem ser vendidas no local. Algumas barbearias têm ganhado fama e conquistado clientes devido a este tipo de detalhes diferenciais. O que pode transformar o local em um ambiente onde os clientes se sintam relaxados. Além de obterem um serviço de qualidade.
Porém, vale ressaltar que estes são alguns detalhes que podem servir para diferenciar o seu atendimento com relação aos concorrentes. Mas não devem tomar o papel principal do serviço da barbearia, que ainda deve receber uma maior atenção durante o planejamento.
Controle financeiro
Mesmo depois de todo o processo de planejamento, estruturação, divulgação e atendimento aos clientes, não se deve diminuir o ritmo. Especialmente no que diz respeito ao controle financeiro do empreendimento. Que é o que deverá mantê-lo apto a continuar funcionando por muito tempo.
O controle financeiro pode ser uma tarefa trabalhosa, já que exige muita atenção. E qualquer erro nesta etapa do trabalho pode resultar em grandes problemas. Ou até mesmo em prejuízo para a barbearia. Assim, tudo o que for relacionado ao controle financeiro deve ser feito da forma mais profissional e atenta possível.
Para auxiliar neste processo, existem alguns softwares de controle financeiro para barbearia. Como o eGestor, que irá tornar o controle financeiro muito mais seguro e fácil de ser realizado. Um sistema de gestão minimiza as chances de erro. Reduzindo ao máximo possível os riscos de prejuízo causados por desatenção neste processo do trabalho.
Seguindo todos os passos do processo de como montar uma barbearia, pondo atenção a cada uma das etapas e trabalhando de forma séria, sua barbearia pode deixar de ser apenas um projeto. Para, enfim, tornar-se realidade. Estabelecendo-se no mercado e se tornando um negócio rentável.
Segundo a Organização das Cooperativas do Brasil (OCB) existem hoje 13 segmentos de cooperativas. As cooperativas servem para organizar trabalhadores que exercem determinadas funções. Elas são úteis porque garantem vantagens para os membros e facilitam a organização do trabalho. Portanto, para criar uma cooperativa é necessário fazer o registro na Junta Comercial.
Para criar uma organização assim, antes de tudo você precisa de planejamento. Esse artigo visa lhe ajudar nesse trabalho, dividido em passos, para facilitar a criação da cooperativa!
Forme o grupo da cooperativa
O primeiro passo é juntar o número de pessoas para começar a organizar sua cooperativa. Assim, é possível deixar claro para todas as pessoas que você vai chamar quais serão os objetivos da organização. As pessoas devem seguir certos critérios, observe:
Precisam ser capazes de responder às próprias necessidades.
Devem pensar de forma semelhante à sua a respeito do trabalho que será desenvolvido.
Devem ter necessidades próximas às suas.
Você pode chamar pessoas que já começaram as atividades ou que estão interessadas em começar. Depois que tiver o grupo reunido, converse com ele e discuta de que forma vocês podem avançar no projeto. Dessa forma, as primeiras conversas deverão ser focadas em responder questões relacionadas às necessidades da cooperativa.
Descubra quais demandas comuns devem ser supridas. Além disso, saiba como o grupo todo poderá focar na atividade particular para, em conjunto, poder responder a essas demandas.
Estabeleça o objetivo
Você deve elaborar, com ajuda do grupo, o objetivo final que devem atingir. Afinal, há vários tipos de cooperativas e cada uma possui objetivos diferentes.
É importante descobrir de que forma esses objetivos podem ser atingidos. Isso dependerá exclusivamente do conjunto de esforços particulares. Dessa forma, é útil que você consiga incentivar o grupo a demonstrar o melhor de cada um.
Assim, o passo fundamental aqui é assegurar que dentro do coletivo existam – ou venham a existir – capacidades, esforços e conhecimentos necessários para desenvolver e gerir cada aspecto da cooperativa.
Fazendo um levantamento de especialidades junto aos membros, você poderá traçar um plano de melhoria, por exemplo. Você também poderá saber quais as necessidades de formação que precisam ser aprimoradas e as capacidades que ainda não existem no coletivo.
Início do projeto
Definidas as necessidades e objetivos, você deve começar a elaborar o projeto da cooperativa ou o plano de negócios. Assim, durante o processo de elaboração, deve estar sempre claro que o objetivo é que ele atenda às necessidades do coletivo (os interesses comuns dos membros). Ou seja, o projeto deve visar meios de garantir a sustentabilidade em longo prazo da cooperativa.
Portanto, para deixar o planejamento mais objetivo e claro, responda às seguintes questões:
Que tipo de atividade ela irá desenvolver?
Para quem ela irá desenvolver e oferecer seus produtos?
De que forma a cooperativa irá garantir a sustentabilidade financeira?
Quais são os pontos fortes e os pontos fracos do coletivo?
Que tipo de adversidade vocês irão enfrentar, seja regional, nacional ou internacional?
Depois de encontrar respostas para essas questões, organize-as em termos claros em um documento, uma vez que ele irá guiar a implementação do projeto.
Tipos de cooperativas
No Brasil, há 13 ramos de cooperativas definidos. Para poder exercer as atividades, é preciso escolher o ramo para se adequar. Veja quais são eles:
Cooperativa de Consumo
As cooperativas de consumo fazem compras de produtos coletivamente, para poderem conseguir um preço menor. Servem para abastecer as próprias finalidades.
Cooperativas Sociais
As cooperativas sociais têm como objetivo integrar pessoas no mercado, para que elas realizem determinados trabalhos. Servem para ajudar trabalhadores que se encontram em desvantagem perante outros.
Cooperativa de Trabalho
As cooperativas de trabalho reúnem em uma única organização várias pessoas que desempenham a mesma atividade de maneira autônoma. Assim, elas servem para oferecer melhores condições profissionais para todos.
Cooperativas Educacionais
As cooperativas educacionais funcionam para garantir outras formas de ensino que não as tradicionais. Normalmente, professores autônomos e pais de alunos as formam, por meio de escolas, e prestam diversos serviços de educação.
Cooperativa de Transporte
As cooperativas de transporte são semelhantes às cooperativas de trabalho, com a diferença de que os membros são trabalhadores do ramo de transporte, prestando serviços de cargas e viagens, por exemplo. Devido às particularidades da função, trata-se de uma categoria própria, não se enquadrando no ramo das de trabalho.
Cooperativa Agropecuária
As cooperativas de agropecuária são mais enquadradas. Afinal, estima-se que aproximadamente 50% de tudo o que é produzido no meio agrário do Brasil passa de alguma forma por uma cooperativa. Participam delas produtores rurais de vários perfis, agropastoris e trabalhadores do ramo da pesca.
Cooperativa de Saúde
As cooperativas de saúde são formadas por médicos e outros profissionais de saúde. Essas têm como objetivo oferecer serviços desse nicho. Normalmente, cria-se essas cooperativas para atender pessoas que não têm condições de adquirir os planos de saúde tradicionais.
Cooperativa de Crédito
As cooperativas de crédito exercem funções financeiras, como empréstimo e administração de poupanças. Seu trabalho é próximo de instituições financeiras, e por isso o Banco Central do Brasil regula todas as suas atividades.
Cooperativas Habitacionais
As cooperativas habitacionais oferecem imóveis para os membros, por meio de uma contribuição mensal dos cooperados.
Cooperativa de Produção
As cooperativas de produção são organizações feitas por produtores que trabalham de maneira comum. Ou seja, eles mesmos são donos da propriedade dos meios de produção, de forma que compartilham os lucros.
Cooperativa de Infraestrutura
As cooperativas de estrutura estão relacionadas a serviços básicos como água, energia, saneamento básico, segurança e limpeza pública, por exemplo.
Cooperativa Mineral
As cooperativas minerais são quando mineradoras se reúnem para realizar trabalhos de extração, industrialização e comercialização dos minérios, por exemplo.
Cooperativa de Turismo e lazer
As cooperativas de turismo e lazer são prestadoras de serviços relacionados ao turismo e lazer, como hospedagem e guiamento, por exemplo.
Outro
Quando o ramo que será exercido pela cooperativa não se enquadra em nenhum dos segmentos aqui descritos, é preciso adequá-lo a um novo. Com o tempo, alguns ramos podem deixar de existir e outros surgirem, de acordo com as regras da OCB.
Crie os valores da cooperativa
Os valores são a base de onde irá emanar toda a direção das ações da cooperativa. Uma empresa sem valores não tem pontos de partida. Os membros devem discutir a esse respeito para desenvolver os princípios coletivos. Todos devem concordar com eles e segui-los, porque a organização e a direção dos negócios dependem dessas linhas de orientação.
É ideal que os membros formalizem seu apoio aos valores da cooperativa. É simples de realizar isso, e pode poupar problemas futuros. Crie uma declaração de compromisso, em que tenha elencado os valores e princípios da cooperativa. Em seguida, leve o documento em uma reunião e peça para os membros o assinarem.
Crie a estrutura
A estrutura de uma cooperativa é igual a de empresas comuns. Ou seja, ela possui diversos membros que se organizam de modo que cada um exerça um papel, com responsabilidades próprias e dentro de uma hierarquia pré-definida. Para que cada membro saiba o que irá fazer dentro da estrutura, é preciso eleger órgãos sociais.
Cada órgão social possui titulares com responsabilidades bem específicas. Estruturas democráticas de cooperativas possuem as divisões com o intuito de promover interesses de toda a organização por meio de ações eficientes. Independentemente do tamanho da estrutura e, por consequência, do número de membros, é preciso que todos estejam envolvidos na gestão do dia a dia e na tomada de decisões. Assim, por terem sido eleitos, todos os membros da sociedade serão representados diante da sociedade pelos representantes.
Normalmente, o órgão social supremo de uma cooperativa é a Assembleia Geral. Abaixo dela, possuindo igual poder e posição, estão a Direção, que é o órgão de gestão, e o Conselho Fiscal, que é o órgão de fiscalização. Mas é importante que, depois de definir os líderes dos órgãos sociais, a cooperativa registre seus nomes no estatuto.
Formalização da cooperativa
Agora é hora de formalizar a cooperativa. É preciso organizar o estatuto, no qual estarão as linhas gerais do funcionamento, é como o contrato dos cooperados. Assim, ele precisa ter:
Denominação, área de atuação, sede e outros dados relacionados ao exercício profissional.
Direitos, deveres, responsabilidades e condições de admissão e demissão dos membros.
Método de administração e fiscalização.
Capital mínimo que será trabalhado.
Regras para a convocação e funcionamento de assembleias gerais.
Processo de dissolução voluntária da sociedade e de reforma do estatuto.
Capital Social da cooperativa
Para prestar serviço e ter meios de instalação e equipamento, é necessário de capital social. Dessa forma, você deve especificar esses pontos para saber quanto cada membro do grupo deverá contribuir.
Portanto, elabore um projeto no qual o capital será dividido em quotas. O valor unitário deve ser menor que o menor salário-mínimo do país.
O associado deve contribuir no máximo com 1/3 (um terço) do total das quotas. Mas há exceções, no caso em que a subscrição deve ser proporcional ao movimento financeiro ou aos meios de produção. Assim, o pagamento pode ser feito através de prestações.
Processo de fundação da cooperativa
A seguir você fará a fundação, veja:
Reunião: todas as pessoas interessadas no projeto se juntam para determinar os objetivos, escolher a comissão e eleger o coordenador dos trabalhos.
Verificação do trabalho: É preciso, então, discutir com todos os associados a viabilidade das condições do projeto.
Proposta do estatuto: Os membros deverão conhecer e discutir as propostas do estatuto e receber uma cópia para todos.
Fundação: A Assembleia Geral de Constituição então cria a cooperativa durante a fundação. Determine a hora e o local com antecedência, utilizando as melhores formas de avisar todos os interessados. É necessário que a assembleia tenha no mínimo 20 pessoas.
Receita e fundos da cooperativa
A receita da cooperativa advém, principalmente, da taxa de administração ou serviço da organização. Ela retém um percentual sobre o valor das operações realizadas pelo cooperado. Quando a taxa de serviço for mais alta do que é necessário para pagar as despesas, acontecem as sobras. Por outro lado, se a taxa for baixa, pode haver perdas. De todo modo, é a Assembleia Geral que decidirá como realizar o rateio das sobras e perdas.
As cooperativas devem, obrigatoriamente, constituir um fundo de reserva. Ele será útil para cobrir as perdas que eventualmente poderão acontecer. Além disso, servirão para desenvolver as atividades. Deve conter, pelo menos, 10% do valor obtido de sobras líquidas no decorrer do exercício.
Além disso, é importante obter o fundo de Assistência Técnica, Educacional e Social (Fates). Ele serve para que os associados e familiares tenham assistência. Em certos casos, pode servir também para os empregados da cooperativa. É preciso destinar ao menos 5% das sobras líquidas no decorrer do exercício. Os dois fundos são indivisíveis.
Se a Assembleia Geral desejar, ela poderá criar outros tipos de fundos, mesmo rotativos. Entretanto, a ata deve conter o modo de arrecadação, aplicação e liquidação.
Documentação
Segundo o que estabelece o Direito brasileiro, através do Código Civil, no artigo 982,
as cooperativas são sociedades de pessoas que exercem uma determinada atividade, tendo forma e natureza jurídica que lhes são próprias.
Enquanto natureza jurídica, a responsabilidade sobre as cooperativas é pessoal, solidária ou de forma limitada. Nessa última forma, é o valor subscrito que determina a responsabilidade, sendo que as sociedades formadas podem, então, ser limitadas ou ilimitadas.
Na reunião para constituir a cooperativa, os interessados devem apresentar a documentação necessária. Assim, organize com antecedência a Capa de Processo (cópia e original), estatuto social, comprovantes de pagamento da DARF e para a Junta Comercial, entre outros. Veja a lista completa:
Junta comercial
Relação nominativa dos membros.
RG e CPF do presidente em cópia.
Comprovante de residência do presidente em cópia.
Cópia de um comprovante da sede de funcionamento.
Quatro vias da Ata de Assembleia Geral de Constituição e do Estatuto. Elas devem estar todas rubricadas pelos associados fundadores, e na última página de cada é preciso ter o visto de advogado.
Receita Federal
Comprovante de residência e cópia do RG e do CPF de todos os diretores.
Ficha cadastral e ficha complementar (CNPJ).
Lista dos associados.
Conclusão
As cooperativas dependem principalmente das discussões dos interessados a respeito das regras que terão. O objetivo principal é chegar a um acordo, com regras que sejam obedecidas e respeitadas por todos. Em seguida parte-se para a parte legal, a fim de obter o registro na Junta Comercial para o início das atividades.
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