A gestão fiscal é o gerenciamento dos processos ligados aos impostos cobrados pelo governo. Isso envolve diversas atividades, como a escolha do regime tributário, o pagamento das cobranças, e o acompanhamento dos prazos e do calendário do fisco.
Cumprir com as obrigações fiscais é fundamental para a corporação se manter no mercado, seja ela uma PME (pequena e média empresa) ou uma multinacional. Como há muito capital envolvido e vários regulamentos nessa área, o planejamento e as estratégias de administração são fundamentais.
Quer saber as melhores práticas para ter uma boa gestão fiscal na sua PME? Confira nosso post e saiba mais!
Entenda a importância de um bom planejamento fiscal
Muitas PMEs acabam não sobrevivendo por não se dedicarem à criação de um bom planejamento fiscal. Esse processo é importante porque permite que você pense boas estratégias para manejar os recursos do empreendimento.
O recolhimento de tributos representa uma grande parte dos gastos da organização. Além disso, ele também tem várias regras que precisam ser respeitadas, como taxas, prazos e formas de pagamento.
O descumprimento de qualquer obrigação fiscal leva a notificações e multas, prejudicando o orçamento e a imagem da empresa.
Planejando bem você consegue fazer as contribuições dentro dos prazos e distribuir bem suas finanças, de forma manter o negócio regularizado e um bom capital para investimento.
Utilize também tecnologias e conte com o apoio de profissionais especializados nessa atividade.
Faça um bom controle de notas fiscais
A nota fiscal é um recibo de emissão obrigatória que confirma a prestação de um serviço ou o recebimento de um produto. Os municípios estão adotando as notas eletrônicas, que facilitam a comunicação entre o emissor, o consumidor e o governo. Isso permite mais praticidade, economia, sustentabilidade (pois a corporação poupa o uso de papel) e agilidade.
No início desse ano, a emissão gratuita, feita pela SEFAZ (Secretaria da Fazenda) foi desativada e os gestores precisam buscar programas pagos que façam esse papel.
Com um aplicativo de qualidade, a organização consegue gerir bem os documentos, de forma a cumprir com suas obrigações legais e ainda ter várias facilidades.
Aproveite os benefícios fiscais
Os benefícios ou incentivos fiscais são reduções em alguns tributos. O Estado promove essas medidas para incentivar o aquecimento e a modernização da economia, dando facilidades para os empreendedores atuarem em algumas práticas econômicas.
Apesar disso, é comum os gestores não aproveitarem a oportunidade por desconhecerem os benefícios fiscais. Poupando em algum tipo de cobrança, você pode direcionar seus recursos para outras estratégias e se fortalecer no mercado.
Mas é bom estar atento, porque nem toda empresa pode contar com essas facilidades. As organizações que adotam o regime tributário Simples Nacional, por exemplo, não têm direito a essas reduções porque esse sistema já simplifica várias operações.
Entenda os tipos de impostos
Os impostos são taxas pagas para o governo e são compostos de três elementos: o fato gerador, que é o motivo da cobrança, o valor de referência e a alíquota, que é um percentual que incide sobre a quantia que é base de cálculo.
Os tributos pagos por corporações podem ser classificados de acordo com a parcela do governo responsável por eles. Os federais são: IRPJ, IPI, PIS, COFINS, CSLL.
Entre os estaduais temos o ICMS, já entre os municipais, há o ISS e além disso, contamos com as contribuições previdenciárias. Vamos entender o que são cada um dessas cobranças?
IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica): toda pessoa jurídica deve contribuir com a federação de acordo com a renda total que ela tem. Isso inclui empreendimentos individuais e também os prestadores de serviços informais.
CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido): esse imposto tem a intenção de financiar a seguridade social, sendo pago por qualquer organização que tenha domicílio no nosso país.
PIS (Programa de Interação Social): o PIS é um programa que procura fazer o profissional que trabalha em uma corporação privada participar do crescimento dessa empresa. O valor total recolhido é redistribuído entre os colaboradores.
COFINS (Contribuição para Financiamento da Seguridade Social): o COFINS tem o objetivo de financiar a previdência (aposentadorias, auxílios), a assistência social e a saúde pública. As MPEs do Simples não pagam essa taxa.
IPI (Imposto sobre o Produto Industrializado): o fato que gera esse tributo é a saída do produto do lugar onde foi produzido e as operações nas fronteiras. Quando uma mercadoria cruza a alfândega, ela precisa de uma liberação para transitar, o que nós chamamos de desembaraço aduaneiro.
ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços): essa taxa é cobrada quando uma mercadoria circula de um proprietário para outro. Ou seja, ela estava em um título e por via da compra, passou a pertencer para outra pessoa. O ICMS varia por Estado, mas a tarifa que vale é a do local de origem.
ISS (Imposto sobre Serviços): quando um serviço é prestado, é necessário pagar pela realização dessa atividade. Essa taxa é o ISS. A alíquota varia de 2 a 5%, dependendo do faturamento e ela incide sobre o preço do serviço.
CPP (Contribuição Previdenciária Patronal para o INSS): assim como temos a contribuição previdenciária do colaborador, temos a da gestão da empresa. Ela varia de acordo com o setor em que o empreendimento atua e o valor da receita.
Escolher o regime tributário adequado para a empresa é fundamental. Isso porque essa opção define os tipos de encargos com os quais você vai ter que arcar. É preciso que a corporação cumpra com as suas obrigações legais, mas também evite gastos desnecessários com cobranças indevidas.
É preciso deixar claro que um critério importante para definir o regime de impostos é a receita bruta anual, também chamada de faturamento. Basicamente, ela é a soma de todos os ganhos obtidos em um período pela produção ou pelos serviços. Confira quais são os sistemas tributários a seguir:
Simples Nacional ou Super Simples: para optar pelo Simples, o faturamento anual deve ser de até 3,6 milhões de reais. Nele, todos os tributos fiscais da empresa são reunidos em uma única guia, o DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional), com exceção do FGTS.
Lucro presumido: esse regime tributário é voltado para negócios que faturam até 78 milhões por ano. Vantajoso para organizações com taxas maiores de lucros e com menos custos de operação.
Lucro real: adotado quando o faturamento é maior que 78 milhões. É favorável para corporações com baixa lucratividade e altas despesas, pois algumas tarifas são cobradas em regime não cumulativo.
A gestão fiscal é muito importante para manter os negócios indo bem e sem descumprir com as obrigações da empresa com o Estado.
Para fazer um bom gerenciamento dessa área, investir em um planejamento e aproveitar os incentivos fiscais são boas estratégias. É necessário também conhecer os impostos, escolher bem o regime de tributação do empreendimento e ficar atento com as notas fiscais.
Com essas estratégias, você certamente conseguirá se manter em dia com os tributos e fazer seu negócio crescer. Gostou de saber como ter uma boa gestão fiscal na sua PME?
Aproveite e confira também nosso guia para emissão de Nota Fiscal Eletrônica para empreendedores! Aproveite para conhecer também o sistema eGestor, para gestão empresarial e emissão de notas fiscais eletrônicas!
Você sabia que a Receita Federal brasileira é considerada o melhor sistema fiscal do mundo? Essa máquina complexa mescla serviços de inteligência e diversos investimentos tecnológicos.
No entanto, mesmo com tamanha qualificação, muitas empresas correm riscos de cair na malha fina, descuidando-se de diversas obrigações relacionadas à legislação fiscal.
Para evitar que sua firma seja abocanhada pelo leão brasileiro devido a inconsistências nas declarações, confira neste artigo a autoridade da legislação fiscal e garanta um futuro promissor e em conformidade com a lei para os seus negócios.
Boa leitura!
A eficiência do fisco brasileiro
Entre os vários motivos que conferem destaque ao sistema fiscal brasileiro está a qualidade no cruzamento das informações entre os diversos mecanismos de controle — judicial e policial, por exemplo — que alimenta de forma eficiente a arrecadação de tributos da máquina estatal.
Modernidade
Outro ponto importante é a prática identificação de violações, garantindo maior visibilidade de possíveis incongruências, além de melhorias na apuração dos próprios tributos e retenção dos mesmos.
Todos esses esforços resultam em um aparelho rigoroso que obriga os empresários a adaptarem seu cotidiano em prol do combate às penas e autuações com diversos custos impactantes.
Arrecadações
Se, por um lado, o leão possui todo o aparato tecnológico para um funcionamento impecável, por outro, o que o engorda é a inaptidão por parte de algumas organizações em relação ao gerenciamento estratégico de suas obrigações.
Isso porque, dependendo do setor, o valor dos tributos pode incidir em até 40% da estrutura financeira da companhia. Além do prejuízo financeiro, negligenciar as questões fiscais é o mesmo que ver seus negócios naufragarem em um mar de pagamentos de multas desnecessárias e até impedimentos judiciais.
A importância da responsabilidade fiscal nas empresas
Um exemplo de impedimento é a não retirada da Certidão Negativa de Débitos — relacionada aos Créditos Tributários Federais e à Dívida Ativa da União (CND) —, que impede de realizar negócios com qualquer instituição governamental.
Nesses casos, os contratos com o poder público costumam solicitar, ainda na licitação, a apresentação do documento negativado a fim de comprovar a regularidade fiscal e os pagamentos efetuados pela firma.
Ou seja, sem a certidão, seu negócio pode ser amplamente afetado devido a uma simples irregularidade que poderia ser evitada caso você tomasse conhecimento dentro de um prazo hábil para a regularização.
Responsabilidades do empreendedor
Ao criar um ponto comercial você provavelmente se deparou com inúmeros registros obrigatórios, como os das secretarias da Receita Federal, de Estado e Fazenda e da prefeitura da sua cidade, certo?
Após formalizar esses registros e iniciar as operações, sua empresa se compromete a quitar várias dívidas de tributos federais, estaduais e municipais, que variam conforme o porte e o segmento do serviço executado. Veja quais são eles!
Impostos convencionais
Confira agora alguns exemplos de prestações obrigatórias:
Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI): instituído pelo Poder Executivo para estimular o consumo por meio da redução ou isenção da alíquota, ou aumentando a taxa para frear o consumo de determinada mercadoria (cigarros e bebidas, por exemplo);
Programa de Integração Social, ou PIS, no caso da contratação de funcionários, bem como o recolhimento do seguro social do empregado (INSS), entre outros.
Lucro presumido e simples
Por falar em lucro, as empresas que aderem ao tipo Simples também têm a obrigação de pagar um boleto único que engloba os tributos mencionados — ele pode variar conforme os rendimentos do empreendimento.
Já no caso do Lucro Presumido mencionado acima, existem obrigações extras, como para indústrias que apuram (entrada, saída, controle de produção e estoques), registram esses dados e fazem também o recolhimento do IPI, por exemplo.
Atualização dos registros contábeis
Além deles, é importante lembrar que, desde 2003, a contabilidade passou a ser obrigatória pelo Novo Código Civil.
Ele institui a necessidade de cumprir com as obrigações trabalhistas, emitir corretamente as notas fiscais, registrar todas as transações financeiras por meio da escrituração no livro diário e fornecer, sempre que necessário, os detalhes solicitados pelos órgãos que fiscalizam cada atividade.
Autuações em virtude do descumprimento da legislação fiscal
Uma das consequências mais temidas pelas empresas é a punição à sonegação de impostos, na qual os diretores e sócios de uma organização respondem criminalmente pelas acusações relacionadas ao não pagamento de taxas obrigatórias.
No entanto, essa não é a única autuação por descumprimento da legislação fiscal. Veja agora alguns impedimentos graves quanto ao descuido nesse procedimento:
1. Processos judiciais
O descumprimento da legislação fiscal implica, além de pagamento de multas, processos judiciais contra a empresa em questão;
2. Licitações impedidas
Quando a corporação não está com suas obrigações em ordem, ela fica automaticamente barrada de concorrer a licitações advindas de órgãos públicos;
3. Inviabilidade de empréstimos
A empresa também fica consequentemente impedida de recorrer a empréstimos e financiamentos junto aos bancos e demais instituições de crédito oficiais, incluindo bancos privados;
4. Prejuízo financeiro
Ao recorrer ao pagamento de propina, os agentes fiscais são inseridos em processos de corrupção e a entidade paga bem mais caro do que se tivesse cumprido com a legislação fiscal legalmente;
5. Comprometimento de imagem
Por último, mas não menos importante, vale destacar o abalo na imagem da empresa, da marca e de tudo o que os empresários lutam diariamente para manter intactos e positivos aos olhos dos clientes e dos fornecedores.
Afinal, as autuações são contrárias aos objetivos de quando você resolveu abrir um negócio, pois comprometem sua independência financeira e minam o sonho de um futuro melhor, inclusive no âmbito familiar.
No entanto, não se preocupe! O importante é que você já se deu conta de que é necessário aprimorar sua gestão e seus processos — seja montando um calendário fiscal com lembretes das obrigações ou treinando sua equipe para manusear as informações contábeis com praticidade, atenção e foco nos ajustes que serão divulgados ao longo deste ano.
Dessa forma, você mantém as responsabilidades em dia e cumpre com a legislação fiscal sem maiores riscos, falhas ou preocupações — uma premissa relevante em meio ao cotidiano atribulado do meio empresarial, não é mesmo?!
Mais do que escolher alguns treinamentos de venda, o gestor deve elaborar um calendário de desenvolvimento profissional para sua equipe, com foco nos resultados que deseja alcançar nas vendas.
Isso porque existe uma infinidade de treinamentos e palestras disponíveis no mercado, mas apenas alguns deles têm o perfil da sua equipe de vendas e podem agregar conhecimentos úteis em sua área de atuação.
Então, qual deles escolher? Como garantir que o investimento nesses treinamentos vão melhorar os resultados de vendas? Continue lendo este post e descubra como selecionar os treinamentos que sua equipe realmente precisa.
Crie um plano de treinamentos de venda
Antes de escolher os treinamentos aos quais a equipe será submetida, é preciso analisar os diferentes perfis e habilidades que seus colaboradores possuem.
Funcionários mais experientes talvez não precisem de treinamentos sobre fundamentos de vendas, mas demandem uma atualização sobre tecnologias atreladas à área comercial, como o processo de emissão de notas fiscais eletrônicas, por exemplo.
Além disso, também devem ser preocupações do gestor de equipe:
considerar o quórum para cada treinamento;
negociar descontos, conforme a quantidade de participantes;
organizar o cronograma, de forma que não afete o atendimento aos clientes.
Depois que esse planejamento for feito, a escolha dos treinamentos a serem realizados pode obedecer a uma ordem de urgência e relevância para a equipe. Confira, a seguir, 5 treinamentos de vendas para explorar na sua empresa!
1. Treinamentos operacionais
Os treinamentos operacionais são elaborados para que os funcionários dominem a utilização de suas ferramentas de vendas e, assim, consigam extrair delas melhores maneiras de realizar seu trabalho.
Alguns dos elementos explorados nesse tipo de treinamento, são:
software de gestão de clientes;
sistemas de processamento de vendas;
aplicativos da própria empresa;
equipamentos de comunicação.
Esses treinamentos podem ser elaborados pela própria empresa ou, para maior conveniência, ser ministrados por empresas prestadoras do serviço relacionado — por exemplo, o treinamento relativo aos softwares de gestão de clientes.
Para que um vendedor aprenda a cadastrar os dados do cliente, registrar sua compra, imprimir relatórios de vendas e outras funções mais complexas, inerentes ao seu cargo, ele pode participar de um treinamento elaborado pela própria empresa ou pela desenvolvedora do software.
São treinamentos considerados fundamentais para o exercício da função, ou seja, devem ser oferecidos aos novos funcionários — e para toda a equipe —, sempre que houver atualizações das ferramentas.
2. Treinamentos sobre produtos
Os vendedores precisam ter pleno domínio das funcionalidades dos produtos ou sobre os serviços comercializados, pois os melhores argumentos de venda têm como base as soluções que os produtos oferecem.
Além de argumentos, conhecer as características e a forma de uso dos produtos também garante que uma eventual demonstração ao cliente seja esclarecedora e bem-sucedida.
Uma loja de produtos de beleza, por exemplo, pode treinar sua equipe para demonstrar e oferecer os produtos que mais se adequam a cada tipo físico, garantindo que a oferta de seus produtos seja mais acertada.
Esses treinamentos também oferecem informações sobre produtos similares da concorrência, o que permite que a equipe de vendas esteja ainda mais preparada para valorizar os pontos fortes dos seus produtos frente a concorrência.
3. Técnicas de abordagem e fechamento
Cada cliente possui um perfil diferente: eles podem ser indecisos, impacientes, curiosos ou metódicos. Treinamentos de abordagem e fechamento de vendas preparam a equipe para fazer uma leitura rápida sobre o perfil do cliente e realizar abordagens compatíveis com ele.
Aparentemente subjetivos, esses treinamentos devem ser entendidos como um aprendizado sobre a gestão da venda, pois saber identificar e respeitar o perfil de cada cliente garante que os vendedores criem um relacionamento de fidelização.
O fechamento de uma compra precisa ser conduzido de forma bastante técnica, e os treinamentos podem desenvolver essa habilidade na equipe. Além disso, também podem mostrar a importância dos processos internos, como os cadastros online de clientes.
4. Posicionamento profissional nas vendas
Treinamentos voltados para o comportamento do profissional de vendas também têm grande retorno de investimento. Alguns profissionais são vendedores natos, mas isso não implica dizer que essas habilidades não podem ser adquiridas por quem tem dificuldades de vender.
Normalmente, o conteúdo desses treinamentos contempla:
Comunicação
A comunicação com o cliente deve ser adequada ao estilo da empresa, mas também precisa se ajustar ao perfil do cliente, realizada de forma clara e envolvente.
Alguns consumidores, por exemplo, demandam uma explicação mais simples, enquanto outros pedem linguagens mais técnicas e rebuscadas.
Além de tais aspectos, esses treinamentos também abordam vícios de linguagens, tom de voz e até as melhores maneiras de construir ideias, na hora de falar com o cliente.
Manter o local de trabalho arrumado e a agenda de compromissos organizada otimiza o tempo, torna o ambiente mais acolhedor e produtivo.
Questões como essas fazem parte do tópico de organização, que, em alguns casos, auxilia os vendedores a melhorarem também sua vida pessoal.
5. Treinamentos motivacionais
Existe uma infinidade de treinamentos motivacionais, dos mais práticos, que orientam os vendedores sobre como bater suas metas para ter melhores ganhos, até aqueles que promovem a integração do grupo, com dinâmicas em lugares inusitados, como pistas de kart e cursos de arvorismo. Eles focam, principalmente, os aspectos emocionais dos participantes, que podem ser comprometidos pelo estresse da rotina de trabalho.
A escolha por treinamentos motivacionais demonstra, para os funcionários, a preocupação da empresa com sua equipe, e por isso é bem vista por eles. Em alguns casos, esse cuidado é determinante para a retenção de profissionais talentosos.
Entenda o formato dos treinamentos
Além de estabelecer o plano de treinamento e seu conteúdo, a empresa ainda deve definir qual o formato dos cursos, pois eles podem ser presenciais ou online.
No primeiro caso, as aulas são ministradas nas dependências da empresa ou em centros de convenções, salas de aula ou hotéis que disponham de área específica.
Já as plataformas onlineoferecem cursos a distância, com aulas ao vivo ou gravadas. Sua facilidade de acesso permite que equipes de outros estados e filiais sejam capacitadas uniformemente.
Outro fator determinante para o sucesso dos treinamentos de venda é a avaliação de seus resultados. Analisar a participação dos vendedores durante os treinamentos e a melhoria de sua performance é essencial para que os investimentos sejam justificados.
Realizar a gestão de pessoas é um trabalho árduo para gestores que atuam em empresas de todos os portes e segmentos. Para o micro e pequeno empreendedor, é um desafio ainda maior, pois exige conhecimentos e habilidades para a gestão de equipes pequenas, além dos necessários para a administração dos negócios.
Você não precisa ter uma área de Recursos Humanos para que sua companhia esteja em dia e realize uma gestão de pessoas eficiente. É importante ter um responsável pelas ações de RH e esse profissional pode ser você mesmo.
Como fazer a gestão de equipes pequenas
Considerar os funcionários um ativo de sua organização e não um gasto é um grande diferencial diante da concorrência. Pois outra empresa até pode fornecer os mesmos produtos ou serviços, mas não por intermédio da mesma equipe que você possui. Independentemente do tamanho da sua firma, o profissionalismo é a chave do sucesso.
Conheça 7 dicas que vão ajudar a gerir sua equipe de forma profissional e competente:
1. Forme uma boa equipe
No momento da contratação de seus funcionários, tenha em mente qual é o perfil que mais combina com os seus valores e com os da sua empresa.
Os empregados precisam ter um algo a mais, além da experiência anterior. Uma característica que agregue valor para o seu negócio. Pode ser o jeito simpático de lidar com o público, um perfil de líder, a curiosidade ou uma sede por inovação.
É essencial que o colaborador dê conta de suas tarefas, seja responsável, demonstre comprometimento e tenha postura no ambiente de trabalho. Não se trata de ser alguém perfeito. Mas, a pessoa deve mostrar vontade de melhorar seus pontos fracos.
2. Defina um líder para cada tarefa
Por mais que as ações tenham que ser realizadas em equipe, nomeie um responsável pela entrega final de cada tarefa. Esse funcionário vai trabalhar para que as coisas se mantenham no lugar, no decorrer do trabalho.
Também deverá ter clareza total da atividade e qual o papel de cada um para o sucesso dela.
Aproveite ao máximo quem você tem. A cada atividade, delegue a função de líder a um colaborador diferente. Extraia o melhor de seus empregados.
Dê a chance para que cada um exerça a sua liderança, sempre observando os pontos fortes dos funcionários e escolhendo a tarefa que mais combina com as qualidades do líder em questão.
3. Trate todos de forma igual
Um dos erros mais comuns quando se tem uma equipe pequena é eleger os preferidos e tratar de uma forma melhor os funcionários prediletos.
É natural se identificar mais com um colaborador do que com outro. Porém, para o sucesso de seu negócio, é essencial que na relação profissional todos sejam tratados igualmente.
O modo como você se aproxima das pessoas e as lidera é que dá o tom da sua empresa. Direcione o seu foco para a equipe como um todo e da forma mais imparcial possível.
Eles vão se sentir mais fortalecidos como time, mais ligados à companhia e empenhados nas tarefas que executam para você como gestor.
4. Elabore o planejamento estratégico com a sua equipe
Se quer que sua equipe alcance excelentes resultados, é essencial trabalhar com eles para obter um plano estratégico claro e conciso. O fato de eles participarem desta etapa vai engajá-los para o alcance dos objetivos e reduzirá as chances de resistência.
Inclua o que você espera da corporação no futuro (em curto, médio e longo prazos), quais os objetivos e como pretende chegar lá. Estabeleça metas realistas (recomenda-se de 3 a 5 para cada trimestre). Mostre a diferença que o trabalho de cada um faz para obtê-las.
No fim, incentive para que cada um execute seus próprios planos de ação que ajudarão a empresa a conquistar o objetivo final, incluindo as tarefas diárias necessárias para o seu alcance.
5. Comunique com clareza
Você não precisa contar exatamente tudo para os seus empregados – há informações de que eles não devem saber mesmo. Também não deve ter o perfil introvertido e calado que não comunica absolutamente nada.
Busque o equilíbrio e informe os pontos importantes com clareza: quais são as metas do período, os prazos, as suas expectativas (e do cliente) e qual o papel de cada um.
Estimule para que todos façam perguntas e contribuam com ideias que facilitem e/ou agilizem as tarefas. Seja específico e didático, sempre. Comunique-se como se estivesse dando explicações a uma criança.
Não dê espaço para adivinhações ou para a “rádio peão”. Funcionários informados produzem mais e melhor, além de serem mais motivados.
6. Utilize a tecnologia a seu favor
Em sua empresa, caso muitas tarefas sejam realizadas em equipe, recomenda-se o uso de um software de gestão de projetos. Atualmente, há várias opções no mercado, inclusive muitas gratuitas.
Um sistema permite que todos os envolvidos tenham uma visão detalhada da tarefa, além de que o acesso pode ser feito de qualquer lugar, em qualquer momento.
A centralização das informações agiliza os processos, aumenta a organização, reduz as chances de erro e evita desperdícios. Dependendo da ferramenta escolhida, é possível receber e-mail ou notificações que avisam mudanças, os prazos das tarefas, atrasos, ações concluídas e demais atividades.
7. Mostre os benefícios das equipes menores
Em uma equipe pequena, as decisões demoram menos tempo para serem tomadas. Além disso, o trabalho de cada um ganha mais visibilidade. E as ações e os processos costumam ser menos burocráticos.
As mudanças acontecem mais rapidamente e todos possuem mais oportunidades para mostrar suas habilidades e crescer com mais rapidez dentro da companhia. E, por fim, há bem menos ruídos de comunicação.
Inclusive, grandes corporações já adotam a tática de dividir seus grandes times em grupos menores para facilitar o gerenciamento e poder usufruir dos benefícios das equipes pequenas.
Porém, há vantagens que apenas pequenas e médias empresas conseguem proporcionar para seus colaboradores.
Enfim, com estas 7 dicas de gestão de equipes pequenas, você vai conseguir extrair o melhor de cada um de seus funcionários e alcançará resultados extraordinários.
Equipes menores não são sinônimo de times menos profissionais, muito pelo contrário, é possível ser ainda mais produtivo e conquistar um engajamento ainda maior.
Acreditar que abrir o próprio negócio é uma tarefa fácil é um dos principais erros cometidos pelos novos empreendedores — mas não é o único. De fato, empreender é um desafio diário até para quem já chegou ao topo. Mas os iniciantes enfrentam outro problema, ainda maior: a falta de experiência. Afinal, ela impulsiona falhas que podem acabar com sonhos antes de eles saírem do papel. Por isso, confira neste post os 8 erros de empreendedores que podem levar a sua empresa à falência antes mesmo dela chegar ao mercado, e saiba como evitá-los!
1. Começar sem um plano de negócios
Como já dissemos, um dos principais erros de empreendedores é acreditar que apenas a sua disposição ou um determinado capital serão suficientes para garantir a sobrevivência de um negócio. Acontece que somente o entusiasmo não move a empresa sozinho.
De acordo com o IBGE, metade das empresas brasileiras fecha em menos de quatro anos. E uma das grandes responsáveis é mesmo a falta de planejamento.
Portanto, ter um plano de negócios é uma garantia concreta de que as suas metas podem ser concretizadas, a longo e a curto prazo. Com ele, o empreendedor conseguirá:
entender a visibilidade mercadológica da sua empresa;
buscar informações detalhadas sobre o seu ramo;
gerenciar melhor o seu estoque;
calcular com eficácia a margem de lucro e preço dos produtos;
A cultura do empreendedorismo muitas vezes dá a impressão de que empreendedores são pessoas que trabalham sozinhas em prol dos seus ideais, sem chefia ou qualquer supervisão. Mas, na prática, trabalhar sozinho pode ser prejudicial.
Principalmente para quem está mesmo começando, ter um mentor é essencial para a tomada de decisões acertadas.
Nesse sentido, a experiência de um investidor — que já atua há anos na área e possui uma história de sucesso em negócios — ou de uma equipe de mentoring pode trazer, além de conhecimento, soluções efetivas para problemas que empacam o desenvolvimento do negócio.
E esses profissionais também são capazes de fornecer as ferramentas que darão ao empreendedor a segurança para atuar de forma independente no futuro.
3. Negligenciar o valor do cliente
Ao abrir um novo negócio, é natural se empolgar com as possibilidades de ver o seu sonho finalmente sair do papel. Mesmo assim, o empreendedor precisa estar ciente que garantir um bom relacionamento com o cliente deve ser a sua prioridade.
Afinal, não importa quanto tempo você passou trabalhando e o quanto acredita na genialidade dos produtos e serviços oferecidos pela sua empresa. Sem a aprovação dos clientes, ela não chegará a lugar algum.
Portanto, invista em um atendimento de qualidade, forneça materiais ricos — como artigos, e-books e conteúdo exclusivo —, crie promoções e tente resolver problemas em tempo hábil.
Mas, principalmente, pesquise sobre os hábitos, desejos e até críticas do seu público-alvo.
4. Escolher uma localização ruim
Instalar a empresa em uma localização ruim é outro dos erros de empreendedores mais significativos para o seu volume de vendas. Uma loja de luxo em um bairro popular, por exemplo, não terá visibilidade para o seu público-alvo e certamente não venderá para o perfil de consumidor que vive naquele lugar.
Então, para a escolha do ponto ideal — principalmente quando se trata do varejo — o empreendedor precisa estabelecer o perfil do consumidor que deseja atingir.
Além disso, deve definir o produto vendido, observar o movimento, a infraestrutura e a visibilidade, além de verificar as condições de segurança e acesso do local.
Aliás, até mesmo na internet é preciso ter cuidado. Um servidor lento e que não consegue atender a um tráfego mínimo, ou um website com layout confuso e sem informações precisas desmotiva o acesso dos consumidores e pode causar problemas que afetam seriamente a imagem da sua empresa.
5. Não investir em melhorias
Em um mercado altamente competitivo, o empreendedor precisa ter em mente que será necessário investir dinheiro para ganhar dinheiro. No entanto, também é necessário ter sabedoria para usar esse capital nos setores certos.
Na verdade, são três os aspectos de uma empresa que precisam de atenção especial: as pessoas, o aprendizado — mediante a capacitação da equipe ou do próprio empreendedor — e a comunicação. Quanto a isso, estratégias de divulgação e marketing são essenciais na fase inicial.
E esse diálogo com clientes e conversão de leads pode ser feito com poucos recursos, por meio da criação de conteúdo online, o envio de e-mail marketing e newsletters com novidades, e, principalmente, a presença nas redes sociais.
6. Não se adaptar
Colocar muita expectativa no êxito de um produto sem entender o mercado pode ser o caminho mais fácil para o fracasso. Toda empresa, independentemente do sucesso e reconhecimento que tenha, precisa promover inovação e se adaptar à realidade a que se insere e os desejos dos seus consumidores.
A Starbucks, por exemplo — multinacional estadunidense famosa pelo café expresso — precisou fazer algumas mudanças para se adaptar ao paladar brasileiro, que prefere café filtrado pela manhã.
Além disso, a empresa inseriu pão de queijo e bolinhos de tomate seco com parmesão no menu, algo incomum no cardápio original.
E o mesmo aconteceu com a La Roche-Posay, que precisou desenvolver uma nova textura dos seus produtos de pele para se adaptar à temperatura tropical do Brasil.
7. Lançar-se na hora errada
Inserir um produto ou serviço no mercado antes de testar a sua viabilidade e qualidade também pode colocar o sucesso da sua empresa em risco. Por outro lado, esperar muito tempo pode inviabilizar o pioneirismo e a inovação diante da concorrência.
Para evitar esse problema, quem está entrando no mercado do empreendedorismo precisa ficar atento a conceitos como o de MVE (Empreendedor Mínimo Viável).
Grosso modo, essa estratégia define o ponto exato em que um capital mínimo pode gerar máximo retorno ao investidor. Em outras palavras, define o “timing” certo para lançar uma ideia, de acordo com uma análise de riscos e sem postergar demais a sua entrada no mercado.
8. Esperar sucesso fácil e imediato
Por fim, esperar lucro e reconhecimento imediato do seu negócio pode trazer decepção, desorganização financeira e até problemas mais sérios.
Justamente por isso, muitos empreendedores iniciantes acabam caindo em promessas de sucesso rápido e direcionam seu capital para programas, treinamentos e investimentos que não impulsionarão o seu negócio.
De fato, muitas empresas mal lançam um produto e já explodem no mercado. Mas esse é um case de um em um milhão. A grande maioria — inclusive as que estão no topo hoje — enfrentaram muitos desafios e percalços para chegarem onde estão.
Lembre-se: abrir as portas da empresa será a parte mais fácil de todo o processo, mas fazer ela prosperar exige “pé no chão” e paciência.
E então, gostou das nossas dicas? Já cometeu algum desses erros de empreendedores? Agora, se você está ingressando no empreendedorismo, mas ainda está repleto de dúvidas, não deixe de conferir o nosso e-book com um guia financeiro completo para abrir a sua empresa!
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