Para que pequenas e médias empresas possam crescer de maneira sustentável, é fundamental que os processos sejam gerenciados de forma correta.
Isso requer uma gestão financeira eficiente – afinal de contas, são as finanças que vão garantir que as contas sejam pagas, que não haja dívidas e que os investimentos necessários sejam realizados.
Você, provavelmente, também deve sentir essa necessidade no seu dia a dia e perceber que uma melhor gestão poderia fazer sua empresa crescer ainda mais. Mas o que esse procedimento abrange?
Há diversas etapas a seguir, e você vai conhecer cada uma delas a partir de agora. Então, vamos lá?
1. O que é a gestão financeira?
Para começar, precisamos compreender exatamente o que esse conceito significa na prática. A ideia aqui é tomar decisões estratégicas que permitam elevar o valor da sua empresa. Isso é feito por meio de práticas como a administração do fluxo de caixa, análise da criação de valor a partir de ferramentas financeiras e otimização da estrutura de capital.
Se essa explicação pareceu um pouco complexa para você, vamos resumir: é saber tomar as decisões certas e com o suporte de dados reais para que o seu negócio continue trilhando o caminho do sucesso.
A gestão das finanças, portanto, apresenta uma visão ampla do negócio e não o analisa somente pelo lucro ou pela quantidade produzida. Na realidade, considera as possibilidades de aplicação e captação de recursos, ou seja, as decisões de investimento e de financiamento, respectivamente.
E qual é a importância de ter acesso a informações financeiras atualizadas? A resposta é bastante simples. Sem esses dados, todas as rotinas administrativas e os processos realizados ficam sem suporte, já que tudo está diretamente relacionado ao controle financeiro.
A gestão do capital também permite analisar como foi o resultado no passado e o que está acontecendo no presente, além de possibilitar a identificação de despesas desnecessárias e o ajuste de falhas anteriores.
A partir disso, você, como empreendedor, consegue descobrir se os investimentos estão sendo prejudicados pela retirada de capital de giro ou se os colaboradores de determinada área poderão sofrer reajuste salarial devido a seu desempenho, por exemplo.
A dúvida que fica é como fazer uma gestão de finanças adequada para que a sua empresa apresente uma performance melhor. O primeiro passo é cuidar do orçamento empresarial.
2. Planejamento orçamentário
O orçamento é um elemento importante para qualquer empresa, porque ele oferece a possibilidade de avaliar o histórico da organização e planejar investimentos econômicos e financeiros futuros. É, por isso, uma previsão que vai embasar as decisões da organização.
Quando falamos em planejamento orçamentário estamos abordando especificamente a projeção de despesas, custos, receitas e investimentos que você pretende fazer na sua empresa por determinado período de tempo futuro, que pode ser mensurado em meses ou anos.
É uma tentativa de antecipar o futuro e prever o que poderá vir pela frente para que a empresa esteja preparada para diferentes cenários. Isso não significa, porém, que o planejamento do orçamento é feito com base naquilo que você supõe ou deseja.
Sua base são os aspectos financeiros e operacionais, que ajudam a determinar estratégias, objetivos e políticas a fim de que os objetivos organizacionais estejam equilibrados com as atividades necessárias, as datas em que elas devem ser executadas e com o uso dos recursos.
Compreendendo a parte teórica, é necessário saber o que o planejamento orçamentário contempla. Os passos que devem ser seguidos são:
2.1 Levantamento das receitas
São os valores que a empresa têm a receber no período de tempo avaliado. Abrange as seguintes etapas:
Determinação do volume de vendas atual e o valor médio de cada produto;
Estipulação da taxa de crescimento de vendas que se espera para o ano seguinte – processo que considera o índice de evolução identificado em períodos anteriores, a situação econômica e previsões para o mercado consumidor, as suas metas para o negócio e possíveis períodos de sazonalidade (como períodos de clima mais ou menos ameno, férias e entressafra);
Previsão do montante esperado de vendas para o ano seguinte, especificando mensalmente;
Cálculo dos impostos sobre o faturamento, tomando como base as vendas projetadas;
Contabilização da receita líquida da empresa (ou seja, já excluindo os impostos).
2.2 Avaliação dos custos
A partir da definição do volume de vendas aguardado para o próximo ano, pode-se contabilizar o custo dos produtos e mercadorias vendidos (indústria e comércio, respectivamente) ou serviços prestados.
Devem ser inclusos a mão de obra direta, os insumos diretos e outros elementos relacionados. Além disso, deve-se projetar uma expectativa de inflação para planejar de forma adequada os gastos relacionados à comercialização, produção ou serviço.
2.3 Análise das despesas
Nesse momento, o objetivo é avaliar o total de despesas que a sua empresa possui atualmente, considerando aquelas relativas a finanças, administração e vendas.
Em seguida, considere os orçamentos identificados para custos e receitas e verifique a necessidade de ampliar a estrutura das despesas. Por exemplo: contratando mais pessoas para trabalhar na área de vendas, oferecendo prêmios para os funcionários que alcançarem as metas estipuladas etc.
2.4 Verificação dos resultados
Você analisou despesas, custos e receitas. Agora, deve verificar se os resultados esperados são condizentes. Por exemplo: sem elevar os custos de produção, a receita não poderá aumentar por meio da venda de produtos. Da mesma forma, a empresa não vai produzir mais com menos recursos se não houver investimentos no processo de produção nem capacitação para os empregados.
Outro item que deve ser analisado são os resultados intermediários, como o lucro antes do Imposto de Renda e o lucro bruto. Eles devem estar de acordo com as expectativas e os objetivos que você possui. Se não estiverem equilibrados, é necessário rever o planejamento orçamentário e pensar em ações para solucionar esse problema, como, por exemplo, reduzir despesas e custos.
Agora, se o planejamento orçamentário estiver seguindo suas necessidades, você pode calcular o resultado final do exercício, ou seja, o lucro líquido, e fazer a previsão para o Imposto de Renda.
2.5 Avaliação da necessidade de investimentos
O planejamento orçamentário também passa pela identificação dos investimentos necessários. Um dos pontos principais é a possibilidade de aumentar a estrutura de capital, seja por meio da aquisição de novos equipamentos e prédios, seja mediante modificações do processo produtivo.
O orçamento para investimentos deve ser condizente com os resultados aguardados pela empresa. É importante destacar que a demonstração de resultados não contabiliza os investimentos, mas eles são fundamentais para o crescimento do negócio.
A dica é financiá-los usando lucros retidos e que não foram distribuídos. Se necessário, também é possível buscar crédito em instituições financeiras, sempre lembrando que as parcelas devem ser pagas com os resultados.
Seguindo essas dicas, você consegue agregar valor às atividades empresariais e melhorar seus resultados. Mas, como vimos, isso também passa pelo cálculo dos investimentos. Vamos entender melhor.
3. Cálculo de investimentos
Como já vimos, seu negócio só pode crescer se você fizer investimentos consistentes. Eles podem ser categorizados como desembolsos feitos para a aquisição de bens, como equipamentos, máquinas, veículos, ferramentas etc. Os investimentos também podem ser usados para capacitações e treinamentos. Nesse caso, são chamados de operacionais.
Outra possibilidade é usar sobras de caixa e lucros para expandir o patrimônio empresarial. Isso pode ser feito por meio da aplicação de dinheiro em fundos de investimento ou na compra de ações de outras empresas, por exemplo. Nessa situação, os investimentos são chamados de financeiros.
Você pode apostar em qualquer uma dessas categorias. Apenas precisa analisar fatores externos e internos, como o crescimento do mercado, o segmento em que a empresa atua, taxas de retorno de cada investimento etc.
O importante é que você faça o cálculo dos investimentos realizados, ou seja, utilize indicadores que permitam analisá-los. Os principais indicadores são:
3.1 Taxa Interna de Retorno (TIR)
Apresenta a taxa de retorno do investimento realizado, ou seja, a rentabilidade do projeto. Para interpretar o resultado da TIR, é preciso compará-la à Taxa Mínima de Atratividade (TMA), que indica o percentual mínimo que o projeto deve oferecer de retorno. O cálculo da TIR deve ser feito com uma calculadora financeira ou por meio de planilhas eletrônicas.
Quando a TIR for:
Maior que a TMA, o investimento é atrativo;
Igual à TMA, o investimento é indiferente;
Menor que a TMA, o investimento não compensa economicamente.
3.2 Valor Presente Líquido (VPL)
É a fórmula utilizada para calcular o valor presente dos pagamentos futuros, fazendo o desconto da taxa de custo de capital que foi determinada. O VPL existe, portanto, porque o dinheiro do futuro não vale a mesma coisa que o recurso que se tem no momento.
A taxa de custo de capital que deve ser descontada é definida com base em fontes confiáveis. A principal é a Selic, taxa de juros básica determinada pelo Banco Central.
Se o valor do VPL for, por exemplo, de R$ 17 mil, o investimento vale a pena se tiver um valor abaixo disso.
3.3 Payback
Esse último indicador aponta o prazo para que o lucro acumulado se iguale ao investimento inicial. O resultado é apresentado em dias, meses ou anos.
O payback considera o fluxo de caixa livre acumulado, que representa a soma dos fluxos de caixa da projeção. Caso o investimento seja novo, é normal que os primeiros meses tenham valores negativos, que vão se transformando em positivos com o passar do tempo.
Os resultados positivos mostram quando a empresa começou a lucrar com o investimento. Esse é o período em que o payback foi alcançado.
Até aqui falamos algumas vezes de fluxo de caixa. Vamos entender melhor sobre isso a seguir.
4. Administração de fluxo de caixa
Já ficou bem claro que a gestão das finanças das pequenas e médias empresas dependem diretamente da administração do fluxo de caixa. Basicamente, isso significa gerenciar adequadamente todas as entradas e saídas de recursos financeiros.
Muitas vezes, o fluxo de caixa é realizado em uma planilha simples. Esse método não está errado, mas pode acarretar erros. Por isso, recomenda-se usar um software financeiro, que permitirá gerar relatórios acurados e ter mais precisão na análise.
Nesse processo de avaliação, você precisa se atentar a uma série de elementos, como contas a pagar e a receber, estoque, cartão de crédito etc. Sempre que perceber a existência de um desequilíbrio na movimentação financeira, utilize os relatórios para verificar a necessidade de vender mais, receber com mais rapidez ou reduzir/parcelar os pagamentos.
Então, o que verificar em cada um dos elementos do fluxo de caixa? Veja a resposta:
4.1 Contas a receber
Esse é um dos elementos que mais interfere no fluxo de caixa. Por isso, vale a pena identificar os clientes que estão devendo e separá-los por grupos, como faixas de valores ou dias em aberto.
Crie uma estratégia de comunicação para cada um dos grupos. Por exemplo: telefonar para quem deve valores altos há mais de 60 dias e mandar apenas um e-mail para quem está devendo há pouco tempo. A dica é não se esquecer de ninguém.
Outro ponto relevante é oferecer diferentes métodos de pagamento para os clientes. Você pode ofertar o pagamento em dinheiro no caixa, parcelamento no cartão de crédito, à vista no débito etc.
Você também pode oferecer descontos para os clientes que pagarem antecipadamente. Esse é um recurso que costuma dar bastante certo.
4.2 Contas a pagar
Se a ideia das contas a receber é acelerar o processo para que o fluxo de caixa da sua empresa fique positivo, aqui o objetivo é segurar os recursos financeiros pelo tempo máximo que puder.
Isso não significa deixar de pagar alguma conta ou quitá-la depois do vencimento. Na verdade, é importante saber quais são as obrigações financeiras que você possui e gerenciar os prazos de pagamento. As contas básicas (como água, luz e telefone, por exemplo) podem ser mantidas em débito automático.
Em relação aos fornecedores, o ideal é tentar negociar para melhorar as condições de pagamento e estender os prazos. Uma possibilidade é acordar o pagamento parcelado sem juros, por exemplo.
Com o equilíbrio entre as contas a pagar e a receber, o fluxo de caixa consegue se manter positivo e você não precisa retirar recursos do capital de giro nem pedir empréstimos para honrar os compromissos.
4.3 Estoque
Mercadorias armazenadas em estoque são sinônimo de dinheiro parado. A gestão do estoque está atrelada ao gerenciamento financeiro porque os produtos sem giro são evitados e a empresa tem mais recursos financeiros em caixa.
O ideal é trabalhar com uma quantidade mínima de produtos estocados. Assim você consegue atender às demandas dos clientes e não perde vendas, mas também não fica com muito dinheiro parado, o que pode ser prejudicial para o fluxo de caixa.
5. Acompanhamento de DRE
Chegamos agora ao Demonstrativo de Resultados do Exercício (DRE). Esse é outro ponto que já mencionamos rapidamente ao longo deste post, mas que não foi explicado. Então, vamos nos focar nesse elemento.
A DRE é uma ferramenta simples, utilizada para melhorar os resultados das empresas. É um relatório que mostra um resumo econômico das atividades e indica se houve lucro ou prejuízo no período analisado.
Esse documento também é obrigatório uma vez ao ano, mas muitas empresas o utilizam mensalmente para subsidiar as tomadas de decisão administrativas e gerenciais devido ao detalhamento do resultado líquido e da comparação de custos, receitas e despesas.
Por fim, a DRE também mostra se o negócio tem a capacidade de gerar riqueza e melhorar os resultados mediante mudanças na gestão, além de apresentar o status atual da empresa.
A DRE obedece o regime de competência, que prevê a inclusão de custos, receitas e despesas na data de ocorrência, ou seja, do fato gerador. Sua estrutura é composta por:
Receita de vendas subtraída de deduções e impostos, chegando à receita líquida;
Receita líquida menos custo variável de produtos vendidos, mercadorias ou serviços prestados, que chegam à margem bruta;
Margem bruta menos despesas variáveis, resultando na margem de contribuição;
Margem de contribuição menos gastos com pessoal e despesas operacionais, totalizando o Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (EBITDA, na sigla em inglês);
EBITDA menos depreciação, amortização, exaustão e outras receitas e despesas, alcançando o resultado operacional;
Resultado operacional menos tributos (Imposto de Renda Pessoa Jurídica e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, CSLL), chegando ao resultado líquido.
Essa é a estrutura geral, mas alguns itens podem ser excluídos ou adicionados conforme a necessidade da empresa.
A DRE pode ser analisada de acordo com 2 parâmetros:
5.1 Análise vertical
Permite a verificação percentual do quanto cada conta de despesas ou custos representa em comparação com a receita bruta. Com o tempo, é possível controlar se o percentual se manteve estável, quais itens estão impactando em excesso e quais ajustes são necessários.
5.2 Análise horizontal
Facilita a visualização da proporção entre a elevação ou a redução de custos, receitas e despesas em determinado período de tempo. A comparação é feita sempre com os resultados do mês anterior, o que permite avaliar a produtividade e a rentabilidade da organização e verificar se os índices estão melhorando.
6. Lucratividade e rentabilidade
O último ponto deste post é a diferença entre lucratividade e rentabilidade e como você deve utilizar esses conceitos. Você sabia que uma empresa pode ser lucrativa, mas não rentável?
Para ficar mais claro, vamos conceituar cada um desses elementos a seguir:
6.1 Rentabilidade
Apresenta uma visão mais ampla e está relacionada à capacidade que um estoque de produtos ou um investimento tem de gerar lucros. A ideia é saber se os ganhos obtidos com a ação superam o dinheiro investido na própria empresa ou no estoque.
É por isso que o simples aumento de vendas não significa crescimento da rentabilidade. Por exemplo: se uma mercadoria é vendida por um preço X e esse valor sofre um desconto após um tempo, as vendas podem aumentar, mas isso nem sempre gera um impacto positivo no faturamento. Nesse caso, o aumento das vendas acaba escondendo um problema de rentabilidade.
O cálculo desse índice deve ser feito pela seguinte fórmula:
Rentabilidade = Lucro líquido / Investimento x 100.
Por exemplo: se a empresa tem um lucro líquido de R$ 100 mil e um investimento de R$ 50 mil, a rentabilidade será de 200%.
A rentabilidade é um indicador analisado pelos investidores. Mas atenção! Uma empresa só será rentável se sua receita for mais alta que as despesas e os custos fixos.
6.2 Lucratividade
Essa é a relação feita entre o lucro líquido e a receita total da empresa. Sua fórmula é a seguinte:
Lucratividade = Lucro líquido / Receita total x 100.
Seu resultado mostra quanto o negócio ganhou com a venda de alguns produtos. Esse índice é importante para fazer a precificação de mercadorias, produtos ou serviços. Assim, é possível determinar os preços de maneira consciente e sabendo qual será a margem de lucro.
Isso significa que a lucratividade depende dos resultados das vendas e do lucro de cada item comercializado.
Juntos, lucratividade e rentabilidade mostram resultados financeiros complementares e que podem levar a outras interpretações, como a necessidade de recursos para continuar operando o negócio e o limite mínimo de dinheiro para que a empresa se mantenha em funcionamento.
Você viu que sua pequena ou média empresa não precisa ficar parada e pode crescer e expandir suas atividades. Para isso, basta que você faça a gestão das finanças corretamente.
Isso requer a execução de diversas etapas e atenção a vários elementos. Mas é a melhor forma de conseguir crescer de forma sustentável e superar todos os empecilhos do caminho.
Então, aproveite as dicas que demos e aposte na avaliação da DRE, da rentabilidade e da lucratividade, faça a administração do fluxo de caixa, um bom planejamento orçamentário para o ano e calcule os investimentos. Dessa forma, não tem erro! Sua empresa vai crescer e melhorar seus resultados de forma rápida e tranquila.
A quantidade de empresas que atua no mesmo ramo de negócio é cada vez maior. Isso deixa o mercado bem aquecido e competitivo.
Conquistar novos clientes e manter os que já estão na base são tarefas que passaram a ser cada vez mais complexas para as organizações. No mesmo ritmo, os consumidores têm se tornado ainda mais exigentes.
Esse cenário não pode assustar você. As empresas que não se adaptam à nova realidade do mercado estão sujeitas ao fracasso. Cabe aos empresários, gestores e diretoria das empresas tomar as decisões que levem a organização a conquistar novos clientes e, sobretudo, manter os que já estão na base. Não adianta alcançar novos consumidores em um mês e perdê-los no outro.
Investir em um bom atendimento é muito importante e, diante do cenário apresentado, pode se tornar um diferencial competitivo. Aprenda em 9 dicas como melhorar o atendimento ao cliente nas pequenas e médias empresas.
1. Faça com que todos estejam comprometidos em satisfazer o cliente
A nossa primeira dica é essencial para que o investimento no bom atendimento ao cliente possa dar certo. Você precisa fazer com que todos os seus colaboradores estejam comprometidos em satisfazer o cliente.
Esse é um compromisso que todos, sem exceção, devem assumir. Sua empresa, assim como as outras, é composta por pessoas. Elas precisam estar motivadas para refletir o bom clima organizacional de sua empresa no trato com o consumidor.
2. Não espere pelo cliente. Seja proativo!
O seu consumidor não precisa pedir ajuda para que você possa ajudá-lo. Em muitos casos, ele tem um problema que sua empresa pode resolver, mas não consegue identificá-lo ou transmiti-lo da maneira correta.
Detectou algo que pode prevenir o seu cliente de uma tremenda dor de cabeça? Avise-o com antecedência, jamais espere que a situação aconteça.
Além de ganhar a confiança do cliente, a relação entre ele e sua empresa será mais duradoura e com base na confiança mútua.
3. Acompanhe o que falam de sua empresa nas redes sociais
Um cliente insatisfeito é capaz de fazer um tremendo estrago na imagem da sua empresa por meio das redes sociais. Por esse motivo, esteja sempre atento ao que os seus consumidores andam falando de sua marca, produtos e serviços.
O monitoramento constante ajuda a desfazer maus entendidos, previne crises de imagem e permite fazer uma avaliação frequente da satisfação de seus consumidores.
4. Dê total atenção e prioridade se surgir um problema
Quando o consumidor tem um problema, ele tem apenas um desejo: resolvê-lo. Independentemente do tamanho do problema ou do seu grau de importância, jamais deixe ele de lado. Dê total atenção e prioridade a ele, pois isso mostra o quanto a sua empresa está preocupada com o bem-estar do cliente.
A rapidez na resolução de um problema pode surpreender positivamente até mesmo o seu consumidor, que vai fazer questão de divulgar sua agilidade e preocupação aos amigos e familiares — às vezes, em redes sociais.
5. O atendimento ao cliente deve ser claro e gentil
Em todas as fases do processo de comunicação com o cliente, priorize a clareza de informações e a gentileza. Essas qualidades fazem com que os seus consumidores lembrem de sua marca, produto ou serviço por muito tempo.
Quando não der para alcançar a solução que ele deseja, deixe isso claro e mostre todo o esforço que você conseguiu fazer para satisfazê-lo.
Jamais tente enrolar o seu cliente, pois isso é uma enorme perda de tempo e você ainda corre o risco de criar mais problemas.
6. A verdade e a transparência devem estar acima de tudo
O atendimento ao cliente deve ser feito sempre com base em verdade e transparência. Diante de qualquer situação na qual o consumidor fique insatisfeito, explique como sua empresa pode ajudá-lo e quais são as soluções que ela tem.
Não caia na tentação de fazer promessas das quais você não tem a certeza de que poderá cumprir. Isso pode levar o cliente a criar uma expectativa, e nós sabemos qual é um dos resultados possíveis provenientes dela: a frustração.
Isso significa que, em vez de você administrar um problema, passará a ter dois.
7. Invista em canais de atendimento diversificados
Na era digital, é fundamental que a sua empresa invista em canais de atendimento diversificados. Além dos tradicionais atendimentos presenciais, telefônicos e por e-mail, faça com que eles possam acontecer por meio das redes sociais, mensageiros instantâneos como o WhatsApp e chat pelo site.
Dessa forma, sua empresa proporciona aos consumidores diversos caminhos para que eles cheguem até ela sem enfrentar dificuldades.
8. Faça pesquisas de satisfação
É fundamental que sua empresa realize pesquisas de satisfação com os seus consumidores. Esse tipo de ação serve como termômetro para saber o que eles mais gostam e o que pode ser melhorado, indicando as futuras tomadas de decisão.
As pesquisas podem ser feitas pessoalmente, com o consumidor no estabelecimento, telefone, formulário no site e até com a ajuda de uma campanha de e-mail marketing.
9. Valorize os consumidores que já fazem parte de sua base
Você já notou como as empresas de telefonia tratam os consumidores que elas ainda não têm? Oferecem promoções, aparelhos com desconto, planos competitivos e uma infinidade de ofertas.
Se você já for consumidor desse tipo de empresa e pedir o mesmo benefício, eles provavelmente vão arranjar uma desculpa e explicar que “essa promoção é somente para novos clientes”. Chato, não é verdade?
Isso demonstra como a empresa enxerga sua base de clientes. É como se todos estivessem satisfeitos e não quisessem nada mais. Por esse motivo, você não deve abandonar sua base de clientes já conquistados.
Trate-os de maneira diferenciada, oferecendo benefícios exclusivos que podem estar associados ao tempo de casa que eles têm, por meio de um cadastro.
Mostre que esse tempo em que vocês mantêm uma relação é fundamental para o crescimento de sua empresa e que tê-lo como cliente é importantíssimo. Isso mostra valorização.
Pequenos empresários e trabalhadores autônomos não precisam trabalhar na informalidade — sem direitos trabalhistas e sem saber se um dia poderão se aposentar. Hoje, é possível que essas pessoas se enquadrem no MEI e, por meio de um pagamento mensal baixo, tenham acesso à cobertura previdenciária e redução de impostos. Quer conhecer mais benefícios MEI e descobrir se essa é uma boa opção para você? Continue a leitura!
O que é MEI?
O MEI (Microempreendedor Individual) é uma forma de regularização feita especialmente para os pequenos empresários e trabalhadores autônomos, que se encaixam nas seguintes condições:
não ter sócio/administrador e não ser titular de outras empresas;
faturar até 60 mil reais por ano;
exercer uma das atividades permitidas na legislação específica para MEI (acessar a Lei Complementar nº 123/2006);
ter, no máximo, um empregado.
Antes de se formalizar como MEI, o trabalhador deverá fazer uma consulta prévia na Prefeitura da sua cidade, para garantir que o local escolhido para o funcionamento do seu negócio está de acordo com o zoneamento do município e, assim, poder obter o alvará definitivo de funcionamento.
Depois disso, basta acessar o site do Portal do Empreendedor e realizar o seu cadastro, sendo que, automaticamente, você já receberá o número do seu CNPJ e um alvará provisório de funcionamento.
Também é importante destacar que o MEI deverá realizar o pagamento mensal de uma taxa única, referente ao custeamento do INSS e também de impostos, como ISS e ICMS.
Os valores variam para quem atua no setor de comércio e indústria (R$47,85), prestação de serviços (R$ 51,85) e comércio e serviços (R$52,85).
Quais os benefícios MEI em relação aos direitos trabalhistas?
Trabalhar de forma regularizada não é bom apenas para o governo. Para o empreendedor existem muitos benefícios, principalmente no que tange os direitos trabalhistas. Veja o que você terá de benefícios ao se regularizar:
Aposentadoria
Ter direito à aposentadoria é um dos principais motivos que costumam fazer com que os microempresários decidam se formalizar como MEI.
Para poder se aposentar por idade, é preciso que o microempreendedor tenha, no mínimo, 15 anos de contribuição e 60 anos de idade, para mulheres, e 65 anos, para homens.
Todavia, é preciso atenção, porque o MEI não garante direito à aposentadoria por tempo de contribuição. Para ter esse direito, é necessário complementar o valor da contribuição em 15% em cima do valor do salário mínimo nacional vigente.
O pagamento do MEI garante a aposentadoria com um salário mínimo. Contudo, há a possibilidade de se aposentar com um valor maior: basta aumentar o valor da contribuição mensal. Nesse caso, o valor a ser pago é definido a partir de uma fórmula — (salário desejado – salário mínimo nacional) x 20%.
Contribuindo com o MEI, você também terá direito à aposentadoria por invalidez, desde que tenha contribuído, pelo menos, um ano com a Previdência. Para os casos de acidente de qualquer natureza ou acometimento de doenças determinadas em lei, esse período de carência não é necessário.
Auxílio-doença
Quando não formalizado, uma das principais preocupações do autônomo ou do microempreendedor é em caso de doença — afinal, como trabalhar para garantir o sustento se ele não tem condição de saúde para tal?
Se você estiver formalizado como MEI, poderá sentir-se mais seguro nessa situação. Afinal, o MEI garante o direito ao afastamento para o seu tratamento, com valor de 1 salário mínimo nacional, remunerado pela Previdência.
Para garantir esse benefício, além da solicitação, é preciso comparecer ao exame pericial agendado pela Previdência, de maneira a comprovar a real necessidade do afastamento, e também ter contribuído há, pelo menos, um ano.
Salário-maternidade
A segurada que engravidar terá direito ao salário maternidade, como qualquer outra trabalhadora. Para isso, é preciso fazer a solicitação através da página da Previdência Social.
O pagamento do salário maternidade à segurada é feito diretamente pelo INSS, e a contribuição devida pelo MEI durante esse período será descontada do valor do benefício de forma automática.
Para ter esse direito, é preciso que a segurada esteja contribuindo para a Previdência por, pelo menos, 10 meses.
Está enganado quem pensa que apenas as mulheres têm direito ao salário maternidade. Os homens também podem solicitá-lo, para fins de adoção.
Auxílio-reclusão
Esse é um benefício pago aos familiares do MEI, no caso do trabalhador ser preso, em regime semiaberto ou fechado, mesmo se a condenação ainda não tiver saído.
Qualquer MEI tem direito ao auxílio-reclusão, desde que esteja com as contribuições pagas em dia.
Pensão por morte
Também é um benefício pago aos familiares do segurado, em caso de morte do mesmo. A família tem acesso ao benefício somente se os pagamentos do MEI estiverem em dia.
A duração do pagamento do benefício é variável de acordo com alguns critérios, tais como:
duração de 4 meses a partir da data do óbito — a pensão é paga ao cônjuge caso o óbito aconteça sem que o segurado tenha realizado 18 contribuições mensais para a Previdência, ou nos casos de casamento ou união estável que tenham mais de 2 anos antes da morte do segurado;
duração variável de acordo com a idade do segurado — a duração máxima da pensão paga ao cônjuge pode variar entre 3 anos (para segurados com menos de 21 anos) a pensões vitalícias (para segurados com 44 anos ou mais).
Quais os demais benefícios MEI?
Além de garantir seus direitos trabalhistas, ao se regularizar, você poderá contar com outros benefícios, como:
Pessoa jurídica
Com um CNPJ, você poderá abrir uma conta em banco como pessoa jurídica (PJ), com descontos e taxas mais interessantes, além de ter acesso a linhas de crédito e de financiamento exclusivas para empresários, com juros e condições diferenciados.
Contratação de funcionário
Como MEI, você tem direito a contratar um funcionário, que deverá receber um salário mínimo ou o piso definido pela categoria.
Para isso, o microempreendedor terá que pagar o FGTS do empregado (8% sobre o salário pago) e recolher 3% do salário para a Previdência.
Pagando esses valores, o MEI estará garantindo ao seu empregado todos os direitos trabalhistas, como aposentadoria, auxílio-doença, salário maternidade e auxílio-reclusão.
Dispensa de contador
Sendo MEI, você não precisará ter encargos extras pela contratação de contadores, porque a guia mensal que você deverá pagar é emitida diretamente pelo site do Portal do Empreendedor.
As formalidades contábeis também são mais simples, sendo que o MEI deverá apenas lançar as receitas do mês anterior em seu relatório do Portal do Empreendedor, e fazer a declaração anual DASN-Simei ao Fisco.
Além de todos esses benefícios, o MEI ainda conta com o apoio do SEBRAE, disponibilizando cursos para aprimorar a gestão e a administração do seu negócio.
Sem um adequado controle de todas as finanças que envolvem a sua empresa, você pode não ter uma visão clara a respeito da situação de seu empreendimento, e dessa forma acabar realizando investimentos de uma forma mal planejada, o que pode comprometer significativamente o orçamento empresarial e gerar situações de endividamento.
Especialmente se a sua empresa ainda está em um estágio inicial e não se encontra estável no mercado, o processo de controle financeiro deve ser realizado da forma mais cuidadosa possível.
Afinal, é recorrente que micro e pequenos empresários por ainda não possuírem muita experiência a frente do negócio, acabem cometendo erros neste sentido e se veem obrigados a encerrar as atividades de suas empresas.
Pensando nisso, resolvemos listar 9 dicas que podem te ajudar a ter um melhor controle das finanças de sua empresa, e fazer com que seu negócio se mantenha estável financeiramente a longo prazo. Veja o conteúdo que preparamos para você!
1- O dinheiro da empresa não é dinheiro dos empresários
No processo de abertura de um novo negócio, é preciso estabelecer exatamente qual será o valor de pró-labore de cada um dos sócios-proprietários da empresa.
O pró-labore é a porcentagem de lucro da empresa que será destinada mensalmente aos sócios-proprietários. Feito esta definição, é preciso que esse repasse seja feito rigorosamente conforme a porcentagem estabelecida.
Qualquer saque extra do orçamento da empresa para uso pessoal dos empresários, pode comprometer de uma forma bastante significativa o seu orçamento e desequilibras as finanças de uma forma bastante considerável!
2- Registre todos os seus gastos
Sem um acompanhamento diário ou ao menos semanal de todos os valores de saída da sua empresa, é possível que você não consiga identificar algumas despesas excessivas e desnecessárias, que podem vir a ser cortadas do seu orçamento.
Por isso é importante registrar e categorizar absolutamente todas as despesas de sua empresa. É importante categorizar esses gastos em fixos, que são referentes a impostos e salários de funcionários, que não costumam variar de um mês para o outro, e variáveis que podem se alterar de acordo com a necessidade da empresa, como custos com fornecedores, por exemplo.
A partir desse registro, é possível identificar de onde vem a maior parte de seus gastos. Sem esse controle, você pode não se dar conta que a sua empresa pode estar gastando demais em alguns aspectos. O registro das suas despesas até pode ser realizado manualmente em um caderno ou agenda.
Mas convenhamos, que dessa maneira, se exige um tempo muito maior de quem for responsável por este processo, sem contar a maior probabilidade de erros e maiores chances de esquecer o registro de algumas despesas.
Sendo assim, fazer o controle de suas finanças em uma planilha de controle financeiro do excel, por exemplo, torna essa atividade mais prática e organizada.
3- Tenha cuidado ao solicitar empréstimos
Muitas micro e pequenas empresas, por não possuírem dinheiro em caixa para realizar investimentos acabam solicitando empréstimos junto a instituições bancárias, e consequentemente adquirem uma quantidade exorbitante de juros e taxas para pagar no futuro, entrando em situações de verdadeira desordem financeira.
Por isso, o ideal é evitar a solicitação de qualquer tipo de empréstimo e buscar as mais variadas alternativas para obter recursos próprios, como investidores ou parcerias com outras empresas, por exemplo.
Em caso de se tratar de um investimento extremamente necessário, e o empréstimo for realmente a única opção, é dever de sua empresa estudar minuciosamente todas as opções de empréstimo, de forma a evitar altos valores de juros.
Contratar o serviço de um consultor financeiro, por exemplo, pode ser importante para auxiliar a sua empresa neste processo, para que se possa tomar a decisão mais acertada.
Nessas situações, também é recomendável optar por empréstimos junto a bancos públicos em detrimento de instituições privadas, pois as taxas são consideravelmente mais baixas.
4- Evite gastos desnecessários com a estrutura interna da empresa
Se você está em fase inicial do negócio, é importante gastar o básico em equipamentos que sejam extremamente necessários para o funcionamento da empresa.
Em relação aos móveis que vão compor o seu espaço interno, por exemplo, será que vale realmente apena gastar mais em móveis novos em detrimento de usados?
Tente ao máximo otimizar e reduzir os custos da sua empresa, desde que não comprometam o funcionamento do negócio!
5- Busque o serviço de uma consultoria financeira especializada
Apesar de representar custos adicionais para a sua empresa, a contratação de um serviço de consultoria financeira especializada, como falamos anteriormente, pode ser uma boa alternativa para auxiliar a sua empresa a tomar as melhores decisões, sem comprometer o seu orçamento, e ter um melhor gerenciamento de seus processos financeiros.
Apesar de ter alto conhecimento do negócio e dedicação nos aspectos que envolvem a gestão do mesmo, muitos micro e pequenos empresários não possuem experiência no que diz respeito a administração de finanças.
Sendo assim, pelo menos em um primeiro momento, os serviços de consultoria financeira são extremamente recomendáveis para direcionar os empresários neste processo.
6- Evite o excesso de estoque
O controle adequado de seu estoque é de suma importância para evitar gastos desnecessários com os seus fornecedores. Possuir um mesmo produto em quantidade excessiva no estoque, pode representar uma demora para vender e recuperar o dinheiro investido junto aos fornecedores.
Sendo assim, é importante manter o seu estoque sempre equilibrado, dando prioridade aos produtos que possuem uma maior demanda e um maior volume de vendas, pois estes são garantia que trarão um rápido retorno.
De forma a não deixar acumular produtos no estoque, existem uma série de metodologias para controlar este processo. Um desses métodos é o LIFO (last in first out).
Ou seja, o último produto a entrar no estoque, deve tentar ser vendido imediatamente, para evitar com que este produto fique “parado” no mercado, e assim o dinheiro investido seja recuperado rapidamente.
7- Faça uma projeção de seu fluxo de caixa
Além de controlar todos os gastos da sua empresa, como citamos anteriormente, também é de extrema importância que você fique atento ao seu fluxo de caixa de uma forma geral, fazendo o balanço entre todas as receitas e despesas de seu empreendimento.
A partir do registro das movimentações de entrada e saída, é possível manter o seu caixa sempre controlado, e evitar que os valores das despesas sejam maiores do que as receitas, o que obviamente levaria a sua empresa a dívidas.
Além das entradas e saídas que já foram devidamente retiradas ou depositadas em seu caixa, é importante fazer a projeção de suas futuras contas a pagar e a receber.
A partir das contas que serão recebidas por sua empresa, é possível projetar o seu orçamento futuro e assim verificar se haverá disponibilidade de capital para arcar com as futuras despesas e não entrar em situação de endividamento!
8- Integre os setores da sua empresa
Conforme falamos em uma das dicas anteriores, ter excesso de estoque pode representar prejuízo para a sua empresa, isso você já sabe.
Mas é impossível manter este processo equilibrado sem que os setores de sua empresa estejam alinhados entre si e cientes das necessidades do empreendimento.
O setor responsável por negociar com os fornecedores, por exemplo, precisa manter contato com o setor responsável pela gestão de estoque, de forma a entender as necessidades da empresa e saber exatamente quais os produtos devem ser comprados e em qual quantidade.
Da mesma forma, o setor de vendas precisa dar um feedback em relação as necessidades dos clientes e os produtos que são mais vendidos, e que portanto devem receber prioridade no estoque.
E é claro, o setor responsável pelo controle financeiro, que vai identificar a viabilidade de a empresa realizar esses investimentos, de forma a não comprometer o caixa. A integração entre setores é absolutamente essencial!
9- Conte com o auxílio da tecnologia
Sua empresa está em fase de crescimento. Os volumes de vendas de um mês para o outro apresentam uma melhora significativa, e o processo de controle de todas essas movimentações a partir de uma planilha, já não está mais sendo prático e está levando muito tempo da sua equipe de colaboradores.
Se você percebe essa situação em seu negócio, talvez seja a hora de migrar de uma planilha de controle financeiro do excel para um software mais informatizado de gestão empresarial.
Com o auxílio dessas ferramentas, você e sua equipe de colaboradores possuem uma grande economia de tempo no processo de controle financeiro, podendo assim focar essencialmente na parte operacional.
Com o suporte de um bom sistema informatizado de gestão empresarial, você só tem o trabalho de registrar as receitas e despesas de sua empresa, que o sistema iré gerar relatórios detalhados das suas contas a pagar e a receber, atualizar a quantidade de seu estoque, calcular o seu fluxo de caixa e proporcionar uma visão detalhada de todas as compras e vendas da sua empresa!
Quer saber mais sobre as funcionalidades que um bom sistema de gestão empresarial pode trazer no processo de controle financeiro da sua empresa? Teste o eGestor de uma forma totalmente gratuita!
A burocracia a que estão submetidas as empresas brasileiras é uma das maiores do mundo. Há uma série de obrigações legais a cumprir, documentos a armazenar, informações a enviar aos mais diversos órgãos de controle e fiscalização da atividade econômica etc.
Tudo isso sempre dificultou a regularização jurídica das organizações, ampliando a chamada economia subterrânea ou mercado informal.
Acontece que a informalidade prejudicava a arrecadação tributária pelo fisco, minando importantes recursos financeiros dos cofres do Estado.
Além do mais, a informalidade das organizações também impunha sérios obstáculos ao exercício de direitos trabalhistas pelos empregados desses empreendimentos.
Sem o devido cadastramento, muitas empresas deixavam de recolher o FGTS de seus funcionários, a contribuição previdenciária e de cumprir outras exigências legais.
Para dar fim a esses problemas, em 2014, o governo federal criou o e-Social, uma ferramenta eletrônica destinada a uniformizar e simplificar a prestação de informações legais pelas empresas brasileiras.
Para sanar as principais dúvidas sobre a nova sistemática, vamos apresentar os conceitos, funcionamento e aplicação do e-Social e como esse novo projeto afeta a área trabalhista, impactando diretamente trabalhadores, empresários e empresas que o utilizam. Confira!
O que é e-Social
O e-Social é uma ferramenta eletrônica criada pelo governo federal em 2014. Ele tem o objetivo de unificar o fornecimento das principais informações fiscais, trabalhistas e previdenciárias pelas empresas brasileiras às entidades responsáveis pelo controle da atividade econômica e dos direitos dos trabalhadores.
A ferramenta foi idealizada para padronizar e otimizar a transmissão, distribuição, validação e o armazenamento de dados e informações trabalhistas, previdenciárias e fiscais das empresas, relativas às relações onerosas de trabalho.
Esses dados serão estruturados em um cadastro único, de cunho nacional.
Entidades participantes do sistema
Como se trata de um cadastro único, o e-Social vai ser acessado por diversas entidades e órgãos públicos, todos eles designados no Decreto 8373/2014. Esses entes vão compartilhar e gerir simultaneamente as mais importantes informações empresariais.
Por meio da nova ferramenta governamental, as informações serão cadastradas pelas empresas apenas uma vez, no dia de sua ocorrência.
Com isso, as chances de ocorrerem duplicidades ou erros serão menores, promovendo-se mais segurança e simplicidade no cumprimento das obrigações legais pelas corporações.
Finalidades da nova sistemática
As finalidades visadas pelo governo com o e-Social foram designadas pelo Decreto 8.373/14 de “princípios” e constam no artigo 3º da norma. As principais finalidades são:
simplicidade no cumprimento das obrigações principais e acessórias pelas empresas, reduzindo-se a informalidade e o custo da sua prestação ao governo;
qualidade na prestação de informações trabalhistas e previdenciárias fornecidas pelas organizações;
elevação da arrecadação tributária por meio de diminuição da inadimplência, dos erros, da sonegação fiscal ou de fraudes;
diminuição da prestação de informações redundantes pelas organizações;
tratamento favorecido às microempresas e empresas de pequeno porte;
Cronograma do e-Social: o que vai mudar em 2017
A implementação do e-Social pelas empresas brasileiras, na data legalmente estabelecida, é obrigatória. Para dar efetividade a essa norma, o governo criou um cronograma.
Mesmo tendo sido criado em 2014, o e-Social ainda não está em vigor. O governo já adiou por algumas vezes a data de início da obrigatoriedade do sistema.
Em 2016, novamente, ele fixou um novo prazo para que o sistema passasse a operar. O cronograma leva em consideração o faturamento anual das organizações.
Para as empresas que tiveram faturamento superior a R$ 78 milhões no ano de 2016, o prazo limite para a instalação e uso do sistema é o dia 1º de janeiro de 2018.
Para as demais organizações e para os órgãos públicos, o envio das informações exigidas somente se torna obrigatório a partir de 1º de julho de 2018.
Em ambos os casos, contudo, somente depois de decorridos seis meses do término desses prazos estabelecidos (prazos limites) é que se tornará exigível o encaminhamento das informações relativas à saúde e segurança dos trabalhadores.
Além do mais, é necessário frisar que até o dia 1º de julho de 2017 será disponibilizado o ambiente de produção restrito, aplicativo fornecido pelo governo para que as empresas e contribuintes possam testar a nova ferramenta eletrônica.
Antes do e-Social, as corporações deveriam processar vários documentos e prestar inúmeras informações aos órgãos de fiscalização, como o Ministério do Trabalho (MTE), a Caixa Econômica Federal (CEF), o INSS etc.
Agora, esses processos serão simplificados e reduzidos, pois as informações serão inseridas no sistema apenas uma vez, e haverá a geração de uma única guia. Esses dados serão compartilhados virtualmente entre os entes consorciados.
O e-Social vai substituir documentos obrigatórios, como a Guia de Recolhimento do FGTS (GFIP), a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), a Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte (DIRF), o Comunicado de Acidente de Trabalho (CAT), o Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP), a Comunicação do Seguro Desemprego, entre outros.
Qualificação cadastral: em que consiste
Antes de começar a utilizar o e-Social, a empresa precisa realizar a qualificação cadastral. Essa etapa nada mais é do que a verificação de compatibilidade entre os dados dos funcionários constantes nos registros da empresa e os dados armazenados na base do governo.
Para identificar possíveis erros ou inconsistências e permitir a devida correção, o governo vai disponibilizar um aplicativo que corrigirá os dados dos trabalhadores no Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas.
Se não forem encontrados erros ou disparidades nos cadastros, a organização poderá dar início aos processos de e-Social daquele trabalhador.
Caso contrário, o próprio funcionário terá de resolver esse problema junto aos órgãos governamentais informados pelo aplicativo.
Mudanças na rotina do RH
Como haverá um único lançamento das informações empresariais, elas serão manuseadas concomitantemente por todos os entes consorciados.
Por isso, é preciso fazer uma administração correta desses dados e tomar alguns cuidados após a implantação do e-Social, como manter a documentação em dia, prestar informações completas e coerentes ao sistema e capacitar os setores internos do negócio para as novas demandas.
O e-Social também vai desencadear uma mudança cultural nas empresas, que devem estar preparadas e estruturadas para manusear a nova ferramenta.
Vários vícios cometidos no cotidiano das organizações terão de ser abolidos, para não dar margem a fiscalizações e até mesmo à imposição de penalidades por ausência ou divergência das informações fornecidas.
Para ficar em dia com a legislação, é preciso que os processos internos estejam organizados e sejam executados tempestivamente, sendo cadastrados dentro dos prazos previstos em lei.
Tomando-se esses cuidados, o e-Social vai desburocratizar a rotina das corporações e tornar as suas tarefas muito mais simples e dinâmicas.
Com menos burocracia, sobrará mais tempo para as organizações investirem seu tempo e seus recursos naquilo que é mais importante para o seu sucesso: o corebusiness empresarial.
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