Dentro de uma empresa, todo mundo é vendedor, de certa forma. Quando um funcionário do almoxarifado ou do setor financeiro fala bem do lugar onde trabalha, ele está divulgando a marca e, sem saber, pode estar abrindo caminho para um futuro cliente. Mas quem carrega essa responsabilidade em tempo integral é o vendedor.
Neste guia, você vai entender o que realmente diferencia um bom vendedor, quais características desenvolver e como aplicar isso no dia a dia para vender mais e fidelizar clientes.
Um bom vendedor faz mais do que fechar vendas
É claro que fechar vendas é parte central da função: prospectar, argumentar, negociar condições e finalizar o negócio continuam sendo tarefas do vendedor. Mas o papel vai além disso. As empresas de hoje precisam de profissionais com visão integrada, capazes de gerar valor real para o cliente em cada contato, e o vendedor está no centro dessa relação. Ele é a face da empresa: é com ele que o cliente interage, ainda que por poucos minutos.
Mais do que convencer alguém a comprar, o vendedor precisa construir confiança e deixar uma boa impressão, de forma que o cliente sinta que fez um bom negócio. Em muitas empresas, a venda é recorrente, e o mesmo vendedor atende a conta de vários clientes ao longo do tempo. Por isso, o termo mais adequado para esse processo não é apenas “venda”, mas “relacionamento”.
Conheça o produto e o cliente
É mais fácil vender para alguém cujos desejos você conhece do que para um desconhecido. Da mesma forma, um vendedor de software de gestão para empresas de paisagismo vende melhor quando entende como esse tipo de negócio funciona e consegue mostrar, com clareza, os benefícios que o sistema vai entregar.
Se você está entrando em um time de vendas e o treinamento não aborda quem é o consumidor, como ele pensa e o que ele valoriza, vale sugerir que esse conteúdo seja incluído. Conhecer o produto e conhecer o cliente são frentes complementares: uma só faz sentido completo ao lado da outra.
O papel do vendedor não é convencer alguém a comprar de qualquer forma, mas mostrar que o produto resolve exatamente o que o cliente procura. Preço, condições de pagamento e política de devolução existem para atender a essa necessidade. O passo seguinte é ir além do básico: entender as expectativas do cliente e conhecer os atributos tangíveis e intangíveis do produto. Em resumo, o bom vendedor é quem conecta produto e cliente com precisão, e quanto melhor conhece os dois lados, mais fácil fica fechar a venda.
Seja um consultor, não apenas um vendedor
O termo “consultor de vendas” pode parecer rebuscado, mas descreve bem o papel esperado hoje: o foco não deve estar apenas na venda em si, e sim em não pular etapas nem ignorar oportunidades.
Cada pergunta ou dúvida do cliente é uma oportunidade. Quem pergunta representa muitos outros que têm a mesma dúvida, mas não chegam a perguntar, e simplesmente desistem da compra. Esclareça todas as dúvidas sobre funcionalidades, atributos e cuidados de conservação do produto. Estimule perguntas, ofereça alternativas e combine soluções. Lembre-se de que a compra resolve um problema do cliente, e o vendedor é quem entrega essa solução. Quando você mostra com precisão como a oferta resolve o problema, a chance de o cliente não comprar diminui bastante.
Leve o feedback do cliente para a empresa
O vendedor é o canal de relacionamento entre a empresa e o cliente, e esse relacionamento funciona nos dois sentidos. Uma reclamação feita no ponto de venda pode ter valor inestimável para o negócio, mas só se for registrada e encaminhada.
Bons departamentos de vendas treinam seus profissionais para essa tarefa e disponibilizam um canal simples, como um formulário ou uma plataforma digital, para registrar reclamações, sugestões e dúvidas. Mesmo sem uma rotina formal, vale adotar essa prática: cada problema relatado é também uma oportunidade de melhoria.
Um exemplo prático: um vendedor de TV por assinatura ouve de um cliente que gostaria de um canal com determinadas características e passa essa informação ao marketing. A equipe pesquisa, identifica que outros clientes têm o mesmo interesse, inclui o canal na programação e aumenta o valor percebido do produto, tudo a partir da iniciativa de um vendedor. Já quando esse tipo de comentário é ignorado, como no caso de um cliente que sugere um módulo ou relatório específico em um sistema, a empresa perde a chance de gerar valor para um grupo inteiro de clientes.
Invista no relacionamento com o cliente
Se você perguntar a dez pessoas qual é o principal sustentáculo de um bom relacionamento, praticamente todas vão responder “confiança”. Isso vale para negócios: clientes pagam mais caro por empresas em que confiam e evitam arriscar uma relação em que se sentem seguros.
Nunca prometa o que não pode entregar só para fechar uma venda. Isso prejudica a imagem da empresa e, mais tarde, se traduz em prejuízo financeiro. Se não souber responder algo, não seja evasivo: mostre interesse pela dúvida, anote e retorne com a informação correta.
Desenvolva empatia sendo educado, solícito e atencioso, sem exagerar. Excesso de simpatia também pode causar má impressão. As pessoas compram por confiança, mas também por afinidade e pela sensação de que o contato com o vendedor foi uma experiência agradável.
Assim como para as empresas, para o vendedor individualmente também custa mais caro conquistar um cliente novo do que manter os que já existem. Esteja disponível, garanta que o cliente consiga encontrá-lo quando precisar e não abra espaço para a concorrência. Um bom networking é o que garante essas oportunidades no futuro, e cabe ao vendedor mantê-lo sempre ativo.
Estabeleça metas próprias e busque evolução constante
Imagine dois vendedores: um bate a meta todos os meses, o outro costuma superá-la em dobro. A empresa naturalmente valoriza mais o segundo. Ser competitivo não significa prejudicar colegas, e sim estabelecer metas próprias e trabalhar para superá-las, do mesmo jeito que um atleta busca superar seus próprios limites antes de pensar no adversário.
Se alguém alcança melhores resultados que você, é porque isso é possível, e talvez falte dominar algumas técnicas. Não é preciso dobrar o resultado de uma vez, mas é preciso evoluir a cada ciclo. Busque cursos, leia sobre vendas e invista em autodesenvolvimento continuamente.
As metas são indicadores de performance, não provas para identificar super-heróis. Se você vendeu R$ 80 mil neste mês, uma meta de R$ 85 mil para o próximo faz sentido; metas inatingíveis só geram frustração e desmotivação.
5 características de um bom vendedor
Reunimos abaixo as características mais importantes para quem quer se destacar em vendas e gerar resultados consistentes para o negócio.
1. Estude e se qualifique sempre
A informação nunca esteve tão acessível: hoje é possível fazer cursos online, assistir a videoaulas, participar de chats com especialistas e ler e-books gratuitos sobre vendas. Não existe mais desculpa para adiar a qualificação, e a ideia de que já se sabe tudo o que é preciso para exercer bem a função costuma ser o primeiro erro. O mercado muda rápido e exige atualização constante.
2. Prepare-se antes de cada venda
Como o cliente também tem acesso fácil à informação, chegar despreparado para uma negociação custa caro. Pesquise sobre o cliente antes de qualquer abordagem e esteja pronto para responder às perguntas sobre seu produto ou serviço. Titubear transmite insegurança, o que prejudica a confiança que você está tentando construir.
3. Saiba ler e entender o cliente
Um bom vendedor escuta com atenção e identifica os sinais que o cliente emite, muitas vezes sem perceber. Um sorriso, uma postura tranquila e o corpo inclinado para frente indicam interesse. Já o olhar distraído, os braços cruzados e uma certa agitação costumam sinalizar desconforto ou desinteresse. Ler esses sinais é apenas o primeiro passo: o objetivo final é entender a necessidade real por trás deles e mostrar como o produto a resolve.
4. Aprenda com os próprios erros
Em algum momento vai ficar claro que um negócio não será fechado. Nessas horas, entenda o que aconteceu e busque formas de superar a objeção, sem desistir enquanto ainda houver caminho possível. Se as possibilidades realmente se esgotarem, não perca tempo lamentando: identifique o que levou à perda da venda e siga para a próxima negociação já com essa lição aplicada.
5. Controle bem as vendas e os ganhos
De nada adianta aplicar todas as dicas anteriores e se tornar um especialista em vendas sem ter organização sobre o que entra e sai do negócio. Um bom controle financeiro é essencial para avaliar se o trabalho está realmente gerando lucro, que no fim é o objetivo de qualquer negócio. Vale usar a tecnologia a favor da gestão, contando com uma ferramenta completa para acompanhar vendas, estoque e financeiro em um só lugar.
Conclusão
Ser um bom vendedor exige manter algumas premissas sempre presentes: competitividade, empatia e um bom relacionamento com o cliente. Também exige preparo para negociar e disposição para lidar com objeções sem perder o foco no fechamento.
Esses princípios valem para qualquer tipo de venda, do vendedor de uma loja de roupas, que precisa entender moda e comportamento do consumidor, ao vendedor de um serviço complexo. Em todos os casos, entregar a oferta certa para o cliente certo é o que garante satisfação, e cliente satisfeito volta a comprar, mesmo que pague um pouco mais do que pagaria na concorrência.
Por fim, o vendedor precisa entender o próprio papel dentro da organização. Vale focar nas metas individuais, mas sem perder de vista que ele faz parte de um sistema maior, que só continua gerando resultado se todos os envolvidos colaborarem com ele.
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Perguntas frequentes sobre como ser um bom vendedor
Qual a diferença entre vendedor e consultor de vendas?
Na prática, um bom vendedor já atua como consultor: em vez de empurrar o produto, ele entende a necessidade do cliente, esclarece dúvidas e recomenda a solução mais adequada. O foco muda de “vender a qualquer custo” para “resolver o problema do cliente”.
Como conquistar a confiança de um cliente rapidamente?
Sendo transparente sobre o que o produto pode e não pode fazer, respondendo com honestidade quando não souber algo e cumprindo o que foi prometido. Confiança se constrói com consistência ao longo de várias interações, não em uma única conversa.
O que fazer quando uma venda não é fechada?
Entenda o motivo da objeção antes de desistir: muitas vezes ainda há espaço para negociação. Se realmente não houver mais o que fazer, registre o que aprendeu com aquela situação e aplique essa lição na próxima abordagem, em vez de repetir o mesmo erro.
Vendedor precisa saber de gestão financeira?
Precisa, sim, pelo menos do básico. Sem acompanhar o que está entrando e saindo das vendas, é difícil saber se o esforço comercial está realmente gerando lucro para o negócio.
Com a internet cada vez mais presente no dia a dia, ficar de fora das redes sociais é praticamente inviável — inclusive para quem só quer manter contato com amigos e familiares. À medida que o número de usuários cresce ano após ano, empresários enxergam nisso uma oportunidade e passam a usar as redes sociais para empresas como forma de divulgar produtos e serviços com facilidade e, muitas vezes, sem gastar nada.
Mas como utilizar essas ferramentas na prática? Como, quando e o que publicar? É sobre isso que vamos falar neste post.
Como utilizar as redes sociais na sua empresa
Antes de sair criando perfis em todas as plataformas, é preciso ter planejamento. As redes sociais são úteis e fáceis de manter, mas exigem disponibilidade e constância para gerar resultado.
Defina seu público
O primeiro passo é identificar seu público-alvo. Isso porque é a partir dele que você decide onde divulgar seu produto e de que forma.
Ao definir público-alvo e persona, você consegue pesquisar quais redes esse público mais usa e quais formatos de conteúdo chamam mais a atenção dele, entre outros benefícios.
Descubra e responda às dúvidas desse público para saber como criar um conteúdo relevante — e priorizar o que realmente serve para ele. Conhecendo o que a sua persona procura, fica mais fácil desenvolver uma comunicação que se encaixe com ela.
Esteja atento
Apesar de parecer simples, usar redes sociais para empresas como canal de comunicação demanda tempo e atenção. A principal vantagem desse meio é a proximidade com o público, já que as próprias plataformas oferecem recursos para facilitar o diálogo entre empresa e cliente.
Por isso, é preciso estar atento aos questionamentos: um consumidor que não é respondido pode simplesmente desistir da compra.
O mesmo vale para os comentários. Mesmo quando não é uma pergunta direta, respondê-los mostra que a opinião do cliente é valorizada pela empresa — inclusive nos comentários negativos. Em algumas redes é possível avaliar a empresa publicamente; se a sua tiver alguma avaliação ruim, entenda o motivo e busque melhorar.
Capriche nas informações do perfil
Ao usar uma rede social para divulgar produtos ou serviços, indique claramente do que se trata, como funciona, onde a empresa está localizada, entre outros dados. Procure responder a todas as dúvidas do consumidor antes mesmo que ele precise perguntar.
Se você tem uma loja virtual, inclua o endereço do site na área de informações do perfil. Caso não tenha loja virtual, insira o endereço físico — e, se houver um número específico para contato, adicione-o também.
Algumas redes permitem inserir valores diretamente nas fotos dos produtos, o que pode facilitar bastante a comunicação com quem já está decidido a comprar.
Cuide da experiência nas plataformas
Não crie perfis só porque “está na moda”. Como já foi dito, cuide dos clientes, responda mensagens e comentários e esteja sempre atento.
Mantenha o perfil atualizado. A maioria das redes é baseada em imagem, então capriche nas fotos dos produtos: imagens desfocadas, mal enquadradas ou pouco atrativas tendem a passar despercebidas.
Aproveite os recursos de cada plataforma
Cada rede social tem recursos próprios, e alguns são exclusivos dela. Vale a pena estudar cada uma para entender as melhores formas de posicionar sua empresa ali.
Algumas redes têm ferramentas de anúncio mais robustas, outras não — mas isso não impede você de impulsionar o negócio organicamente. O uso de hashtags, por exemplo, ajuda o público a encontrar seu perfil ao pesquisar por um termo relacionado ao seu produto.
Crie um planejamento e analise os resultados
Usar redes sociais para empresas é relativamente simples, mas ainda assim exige um objetivo claro. O que você pretende com essas plataformas? Mais vendas e reconhecimento de marca?
A partir desse objetivo, dá para montar um planejamento considerando público-alvo, orçamento disponível para anúncios, quais produtos divulgar e em quais redes.
Por ser um canal de fácil acesso, também é possível testar formatos e públicos diferentes para descobrir o que gera mais resultado. E, ao final de cada campanha, analise se o objetivo definido no início foi atingido — de nada adianta manter um perfil ativo sem acompanhar se ele está trazendo retorno.
Principais redes sociais para empresas
Usar plataformas online para divulgar o negócio é extremamente vantajoso, mas cada rede tem seu próprio algoritmo e funciona de um jeito particular. Veja a seguir as principais redes sociais para empresas e como tirar o melhor proveito de cada uma.
Facebook
O Facebook é uma das maiores redes sociais do mundo em número de usuários. Lançado em fevereiro de 2004, hoje reúne mais de 3 bilhões de usuários ativos mensais e segue como um dos principais canais de marketing digital. Por reunir públicos de praticamente todas as faixas etárias, é uma plataforma que serve a empresas de quase qualquer segmento.
Página comercial
Empresas não usam perfis pessoais no Facebook — para isso existe a página comercial. Nela é possível incluir dados como o que a empresa faz, tipos de produtos ou serviços, telefone, endereço, horário de funcionamento, entre outras informações.
A página permite curtir, compartilhar e comentar publicações, assim como o perfil pessoal, além de contar com foto de perfil (geralmente a logo) e foto de capa, que pode mostrar o estabelecimento, a equipe ou uma promoção em destaque.
Messenger para atendimento
O Messenger facilita a comunicação entre a empresa e o consumidor. Quando o cliente busca uma informação que não está disponível na página, ele pode enviar uma mensagem direta por ali — um canal de atendimento que complementa bem outras formas de contato, como o atendimento omnichannel.
Criação de conteúdo e Facebook Ads
O Facebook permite publicar textos, imagens, vídeos, links, listas, enquetes, marcação de produtos e pessoas, check-in e outros recursos. Também é possível programar uma publicação com antecedência, definindo a data e o horário de veiculação.
Para impulsionar o alcance, existe o Facebook Ads, ferramenta de anúncios pagos que permite escolher público-alvo, localização, orçamento e formato do anúncio.
Análise de resultados
O Facebook disponibiliza métricas e gráficos que ajudam a avaliar o desempenho da página: visualizações, curtidas, alcance de cada publicação, engajamento e outros dados que orientam a criação de novos conteúdos.
Melhor horário para postar
Não existe um horário universal que funcione para todas as empresas — o ideal varia de acordo com o público de cada página. Use as métricas nativas do Facebook (a aba de Insights) para identificar em quais dias e horários seus seguidores estão mais ativos, e ajuste sua frequência de postagem a partir disso.
Stories e transmissões ao vivo
O Facebook Stories segue o mesmo formato popularizado pelo Instagram e pelo Snapchat: fotos ou vídeos curtos que ficam disponíveis por até 24 horas. A plataforma também permite transmissões de vídeo ao vivo, nas quais os seguidores podem reagir e comentar em tempo real.
Instagram
O Instagram é uma rede social criada em 2010, inicialmente voltada para usuários de iOS. Foi comprado pelo Facebook em 2012 por cerca de US$ 1 bilhão e hoje reúne mais de 120 milhões de usuários só no Brasil. Sua proposta é o compartilhamento de fotos e vídeos, seja no feed ou em formato momentâneo, como os Stories.
A plataforma passou a usar um algoritmo próprio a partir de 2016 — antes disso, as publicações apareciam em ordem cronológica. Hoje, os principais fatores que influenciam a ordem do feed são:
Temporalidade: publicações mais recentes tendem a ser priorizadas em relação às mais antigas.
Engajamento: quanto mais comentários e curtidas uma publicação recebe, maiores as chances de aparecer primeiro para outros seguidores.
Relacionamento: quanto mais interação existe entre duas contas — curtidas, comentários, troca de mensagens —, mais uma passa a aparecer para a outra.
Alguns recursos do Instagram que podem ajudar sua empresa:
Edição de fotos e vídeos
O próprio aplicativo conta com filtros e ferramentas de edição, o que dispensa o uso de outro aplicativo só para preparar o conteúdo antes de publicar.
Comentários e curtidas
Assim como no Facebook, é possível comentar e curtir publicações. Acompanhar quem curte e comenta ajuda a identificar potenciais clientes e a entender qual tipo de conteúdo gera mais resultado.
Stories e Destaques
Os Stories permitem publicar fotos ou vídeos que ficam disponíveis por até 24 horas. Os Destaques, por sua vez, permitem fixar Stories no perfil por tempo indeterminado, ficando visíveis logo abaixo das informações da conta e antes do feed.
Parcerias com criadores de conteúdo
Por reunir um público engajado e criadores com grande alcance, o Instagram também é um bom canal para parcerias pagas: marcas contratam criadores de conteúdo para divulgar produtos e serviços para os seguidores deles. Nomes com grande audiência cobram valores mais altos, mas também existem criadores locais e de nicho, com público mais segmentado e cachês mais acessíveis para pequenos negócios.
Perfil comercial
Assim como no Facebook, é possível transformar o perfil em uma conta comercial, com acesso a dados de contato, categoria do negócio e métricas de desempenho — tudo isso sem sair do próprio app.
Hashtags
O uso de hashtags (#) segue sendo um dos recursos mais úteis para o marketing no Instagram. Elas funcionam como uma espécie de categoria: ao publicar uma foto com a hashtag #flor, por exemplo, ela passa a aparecer junto com todas as outras fotos que usam a mesma tag — o que ajuda o público a encontrar seu perfil pela pesquisa.
Melhor horário para postar
O horário ideal varia de negócio para negócio, dependendo de quando o seu público específico está mais ativo na rede. A própria conta comercial do Instagram mostra esses dados na aba de Insights. Para quem tem dificuldade de manter regularidade todos os dias sem depender apenas da própria memória, vale a pena conhecer este guia completo de como agendar post no Instagram.
Vídeos: Reels e publicações no feed
Hoje, os vídeos verticais mais longos que antes ficavam no IGTV, descontinuado em 2022, são publicados diretamente no feed ou como Reels, formato de vídeo curto que segue sendo um dos que mais geram alcance na plataforma.
Produzir vídeo, foto, arte e legenda com frequência toda semana, no entanto, consome tempo — principalmente para quem cuida do negócio sozinho. Um recurso como o passo a passo de como criar post para Instagram do ProntoPost ajuda a organizar esse processo sem depender de uma equipe de design.
LinkedIn
O LinkedIn é a principal rede social voltada para negócios. Fundado em 2002 e lançado em 2003, tem como função conectar profissionais e empresas entre si. A plataforma já ultrapassa 1 bilhão de usuários registrados no mundo, com dezenas de milhões de contas ativas no Brasil.
O algoritmo do LinkedIn avalia a qualidade de cada publicação antes de distribuí-la: conteúdos considerados spam são descartados, enquanto os demais são testados com uma parcela da rede de contatos para medir engajamento antes de ganharem mais alcance.
Como criar conteúdo para o LinkedIn
Por ser uma rede voltada para negócios, a linguagem deve ser mais profissional — o que não significa ser formal demais. Nas imagens, procure algo que chame atenção, mas que combine com a proposta da empresa e com o tom da plataforma.
Busque engajamento
O algoritmo leva em conta o quanto cada publicação gera de interação. Quanto mais comentários e curtidas, mais peso o perfil ganha na rede — por isso vale investir em conteúdo que realmente ajude quem acompanha a sua página.
Perfil empresarial e pessoal
É possível criar tanto um perfil pessoal quanto uma página para a empresa. No perfil pessoal entram dados como cargo, formação, cursos e experiência profissional. Na página empresarial, entram informações como ano de fundação, porte da empresa, área de atuação e site.
Vagas de emprego
Uma das maiores vantagens do LinkedIn é a aba de vagas: empresas publicam oportunidades e candidatos podem buscar por área e localidade, aplicando diretamente pela plataforma.
Melhor horário para postar no LinkedIn
De forma geral, dias úteis — principalmente de terça a quinta-feira — durante o horário comercial tendem a gerar mais engajamento que fins de semana e o período noturno. Ainda assim, vale confirmar esse padrão observando o desempenho das suas próprias publicações ao longo do tempo.
X (antigo Twitter)
O X, rebatizado assim em 2023 (antes chamado Twitter), é uma rede social que permite publicações curtas — até 280 caracteres para contas gratuitas — em formato de texto, imagem ou vídeo. Lançada em 2006, a plataforma reúne hoje centenas de milhões de usuários ativos no mundo.
O algoritmo é bem diferente das demais redes: por funcionar como um microblog, a linha do tempo é atualizada o tempo todo, majoritariamente em ordem cronológica, ainda que a rede também destaque publicações antigas com bastante engajamento.
Diferente do Facebook, Instagram e LinkedIn, o X não separa contas empresariais de pessoais: todos os perfis têm os mesmos recursos. Por isso, assim como no Instagram, o crescimento depende de planejamento para conquistar seguidores e publicar conteúdo relevante com frequência.
Recursos da plataforma
Publicações recomendadas: o algoritmo destaca conteúdos de perfis que você não segue, mas que têm relação com seus interesses;
Resgate de publicações: traz de volta publicações de perfis que você segue e que geraram bastante engajamento, mas que você pode não ter visto na hora.
Como ter uma boa performance no X
Use hashtags: como no Instagram, elas ajudam a categorizar o conteúdo — no X, também são muito usadas em coberturas de eventos ao vivo;
Responda às publicações: a proximidade com o público é um dos grandes diferenciais da rede. Responder comentários, e até enviar mensagens diretas, aproxima a empresa do cliente;
Assuntos do momento: acompanhar os temas mais comentados ajuda a gerar mais visibilidade e traz ideias de pauta para novos conteúdos.
Melhores horários
Por ser uma rede de conteúdo mais imediato, dias úteis durante o horário comercial costumam concentrar mais atividade. Como nas outras redes, o ideal é acompanhar as próprias métricas para confirmar o padrão do seu público.
YouTube
Lançado em 2005 e comprado pelo Google em 2006 por cerca de US$ 1,65 bilhão, o YouTube segue crescendo e hoje reúne mais de 2,5 bilhões de usuários logados por mês. Com a facilidade de gravar e editar vídeos direto pelo celular, qualquer negócio pode usar a plataforma para divulgar seu trabalho de forma mais didática.
O algoritmo do YouTube não se baseia apenas no engajamento. Entre os fatores que mais pesam para um vídeo ser recomendado estão:
Tempo de exibição: quanto do vídeo cada pessoa efetivamente assiste. Um vídeo abandonado nos primeiros segundos tende a ser mal avaliado pelo algoritmo;
Consistência: a frequência com que o canal publica novos vídeos;
Tempo de sessão: quanto tempo o espectador permanece na plataforma depois de assistir ao seu vídeo.
Interação
Por ser uma plataforma voltada a vídeos, a principal forma de interação são os comentários, além da possibilidade de reagir com “gostei” ou “não gostei” a vídeos e comentários.
Transmissão ao vivo
Além de publicar vídeos gravados, também é possível transmitir ao vivo, com comentários em tempo real — um bom recurso para lançamentos de produtos, tutoriais e sessões de perguntas e respostas com o público.
Considerações finais
Usar redes sociais como estratégia de marketing pode trazer muitos benefícios para quem sabe utilizá-las bem. Mantenha o planejamento em dia e lembre-se de que um grande número de seguidores não significa, necessariamente, mais receita — redes sociais são uma alternativa de divulgação, não uma solução isolada.
Se houver orçamento para investir em anúncios e a rede escolhida combinar com o perfil da empresa, esse investimento tende a valer a pena. Avalie bem cada plataforma: o Facebook costuma ser útil para praticamente qualquer negócio, enquanto Instagram e YouTube, por serem mais visuais, não servem a todos os segmentos. Já o X tem limite de caracteres por publicação, e conteúdos mais longos e técnicos funcionam melhor no LinkedIn.
Por fim, não deixe de acompanhar os resultados gerados por cada rede. Investir tempo e dinheiro em um canal que não traz retorno para o negócio não vale a pena.
Perguntas frequentes sobre redes sociais para empresas
Preciso estar em todas as redes sociais?
Não. É melhor manter poucas redes bem cuidadas do que várias abandonadas. Escolha as plataformas onde seu público-alvo realmente está e onde o formato de conteúdo (foto, vídeo, texto) combina com o seu negócio.
Qual rede social é melhor para minha empresa?
Depende do seu público e do tipo de conteúdo que você produz. O Facebook serve bem a praticamente qualquer negócio; Instagram e YouTube funcionam melhor para marcas mais visuais; o LinkedIn é ideal para conteúdo mais técnico e B2B; e o X funciona bem para marcas que querem acompanhar e participar de conversas em tempo real.
Dá para automatizar a criação e o agendamento de posts nas redes sociais?
Sim, principalmente no Instagram, onde isso ajuda bastante quem não tem equipe de marketing dedicada. Facebook e LinkedIn também permitem agendar publicações nativamente. Este comparativo entre IA e automação de conteúdo para Instagram explica as diferenças entre as abordagens e o que cada uma resolve na prática.
Existe alguma plataforma que ajude a criar posts e publicar nas redes sociais?
Sim, existe o ProntoPost. Ele cuida do seu Instagram do planejamento à publicação, com conteúdo profissional toda semana e a cara da sua empresa. Você só aprova os posts e foca no seu negócio.
Já diz um velho ditado que uma imagem vale mais que mil palavras, e o Instagram está aí para provar que essa máxima nunca fez tanto sentido quanto agora. Hoje, o Instagram empresarial se consolidou como uma das principais vitrines digitais do mundo.
Comprar pela internet deixou de ser modismo há muito tempo: hoje é sinônimo de comodidade, agilidade e, em boa parte dos casos, melhor custo-benefício para o cliente. E como aproveitar essa rede social para vender mais, evitando os erros mais comuns?
Será que o Instagram realmente pode contribuir para os negócios da sua empresa? Para responder a essa e outras dúvidas, este artigo traz um guia completo sobre como vender pelo Instagram empresarial, potencializando seus ganhos e aumentando a visibilidade do seu negócio. Confira!
Por que usar o Instagram empresarial na hora de vender?
Praticamente todo mundo está no Instagram. Seja publicando esporadicamente ou todos os dias, a rede segue crescendo e hoje reúne mais de 2 bilhões de usuários ativos por mês em todo o mundo, incluindo marcas, criadores de conteúdo e pessoas de todas as idades.
Recursos como stories, reels e compras integradas transformaram o Instagram em um verdadeiro canal de vendas, e não apenas em uma vitrine de fotos. Ficar de fora desse cenário significa abrir mão de um dos espaços mais férteis para divulgar produtos e serviços hoje em dia.
O que as pessoas buscam no Instagram?
As redes sociais nasceram como uma válvula de escape para a correria do dia a dia. Por isso, vender por lá não pode ser como parar na porta da loja gritando promoção. Tudo funciona de um jeito mais elegante e discreto, sem poluir o feed do seguidor, um dos grandes segredos da rede.
Para ter sucesso, é essencial adequar a linguagem ao seu público e oferecer conteúdos que vão muito além do “compre aqui, compre agora”. É preciso conhecer de fato quem acompanha o seu perfil, para entregar o que essa pessoa quer e precisa.
Veja a seguir 7 dicas práticas para vender mais pelo Instagram empresarial.
1. Faça com que suas fotos e vídeos vendam
As pessoas estão no Instagram para ver fotos e vídeos: use esse formato para vender. Invista em imagens bem produzidas e em vídeos curtos (Reels) para atrair potenciais clientes, e capriche nas legendas para fechar com chave de ouro.
Destaque sempre o produto e deixe claro que ele está disponível para venda. Se criar cada post do zero estiver tomando tempo demais do seu dia, o guia de como criar posts para Instagram do ProntoPost ajuda a organizar arte e legenda sem depender de uma equipe de design.
2. Invista na sua marca
O perfil da empresa deve reforçar a identidade da marca. Crie boas hashtags para que clientes em potencial encontrem seu perfil pelas marcações, e vá além da venda direta: construa relacionamento com os seguidores oferecendo curiosidades da marca e prévias de lançamentos.
3. Publique fotos com desconto
De vez em quando, publique conteúdos com foco em mostrar um desconto. Essas imagens sinalizam ao seguidor que a loja está em período promocional, e a legenda é o espaço ideal para convidá-lo a conferir as vantagens diretamente no perfil.
4. Use ferramentas de agendamento e automação
Manter uma frequência constante de postagens é um dos fatores que mais pesam no desempenho de um perfil comercial, e também um dos que mais consomem tempo de quem toca o negócio sozinho.
Ferramentas de agendamento evitam que você esqueça de postar ou publique nos horários errados, enquanto soluções de automação com IA ajudam a manter o perfil ativo mesmo nos dias mais corridos. Para entender como funciona na prática, vale conferir este guia completo de como agendar posts no Instagram.
5. Sempre dê espaço para a prova social
Seus clientes costumam postar fotos com o produto e marcar o seu perfil? Reposte para que seus seguidores vejam. A prova social é um dos maiores gatilhos de venda, tanto na internet quanto nas lojas físicas: ao ver outras pessoas usando o produto, novos clientes se interessam por ele.
Antes de repostar, sempre peça autorização ao cliente para usar a imagem. Assim, você evita problemas e ainda fortalece o relacionamento.
6. Responda aos directs sempre que possível
É comum que clientes entrem em contato por comentário ou direct para tirar dúvidas sobre produtos, preços e prazos. Empresas que demoram para responder — ou simplesmente não respondem — perdem espaço no mercado.
Seja solícito, responda com agilidade e de forma cordial, e faça cada cliente se sentir único no atendimento.
7. Agradeça as marcações
Sempre que um cliente marcar seu produto, marca ou estabelecimento, agradeça. Muitas vezes ele nem percebe, mas está fazendo um merchandising espontâneo: uma propaganda boca a boca extremamente valiosa dentro do marketing da empresa. Seja sempre educado e reconheça essa atitude.
Dicas anotadas, agora é hora de colocar tudo em prática e expandir as vendas por uma das redes sociais que mais crescem no mundo. Não deixe a oportunidade passar: os primeiros resultados vão muito além de um maior número de seguidores.
Perguntas frequentes sobre Instagram Empresarial
Preciso postar todos os dias no Instagram Empresarial?
Não existe uma regra fixa, mas a consistência importa mais do que a quantidade. É melhor manter uma frequência que você consiga sustentar a longo prazo do que postar todos os dias por uma semana e sumir na seguinte.
Vale a pena usar inteligência artificial para criar posts no Instagram?
Para quem não tem equipe de marketing, sim — a IA pode ajudar a manter o perfil ativo sem tomar todo o tempo do empreendedor. Este comparativo entre IA e automação de conteúdo para Instagram explica o que cada abordagem resolve de fato.
O Instagram Empresarial substitui um site ou loja virtual?
Não. O Instagram é um excelente canal de divulgação e relacionamento, mas funciona melhor como complemento a outros canais de vendas online, como marketplace e loja virtual.
Escolher as formas de pagamento certas pode ser a diferença entre fechar uma venda ou ver o cliente abandonar o carrinho. Com o crescimento do Pix, a chegada do Pix parcelado e a consolidação das carteiras digitais, o cenário de pagamentos no Brasil mudou bastante nos últimos anos. Vale a pena revisar o que faz sentido oferecer no seu negócio em 2026.
Neste guia, você vai entender o que são as formas de pagamento, conhecer as opções mais relevantes hoje, ver quais são as mais usadas pelos brasileiros e aprender a escolher as melhores para a sua empresa.
O que são formas de pagamento?
Formas de pagamento são os meios que uma empresa disponibiliza para que o cliente pague por um produto ou serviço adquirido — dinheiro, cartão, Pix, boleto, entre outros. Cada uma tem características próprias de segurança, custo, prazo de recebimento e praticidade. A combinação ideal depende do perfil do seu público e do tipo de negócio: loja física, e-commerce ou prestação de serviços.
Quais são as principais formas de pagamento para o seu negócio?
A seguir, veja as formas de pagamento mais relevantes para quem vende no Brasil em 2026.
1. Dinheiro
O dinheiro em espécie ainda é usado, especialmente em compras de valores baixos, mas segue perdendo espaço para os meios digitais. Segundo o Banco Central, o avanço do Pix reduziu significativamente o uso de dinheiro físico desde a criação do sistema. Ainda assim, é importante aceitar dinheiro em pontos de venda físicos, sobretudo para atender clientes sem acesso a conta bancária ou cartão.
2. Boleto bancário
O boleto bancário funciona como uma alternativa ao dinheiro no ambiente digital: viabiliza a compra para quem não tem cartão de crédito ou débito e ainda é bastante usado em e-commerces e cobranças recorrentes. O ponto de atenção fica por conta das taxas de emissão e do prazo de compensação, que pode levar até alguns dias úteis.
3. Cartão de crédito
O cartão de crédito continua sendo a opção preferida em compras de maior valor, principalmente pela possibilidade de parcelamento. Segundo pesquisas recentes, o cartão de crédito foi a modalidade que mais cresceu em volume financeiro no segundo semestre de 2025, com alta de 13% em relação ao mesmo período de 2024. Além disso, manteve a maior participação entre as modalidades de cartões, respondendo por 70,6% do volume financeiro transacionado nesse mercado.
4. Cartão de débito
O cartão de débito é indicado para quem quer receber o valor à vista, sem taxas de parcelamento nem risco de inadimplência. Segundo o mesmo levantamento, a modalidade débito se manteve estável no período, com leve retração —sinal de que parte do público vem migrando para o Pix em compras do dia a dia.
5. Cheque
O cheque está praticamente em desuso no varejo brasileiro. O risco de inadimplência é alto, já que não há garantia de saldo em conta na hora da compensação. Por isso, se ainda fizer sentido para o seu negócio, vale limitar essa opção a clientes de confiança e com histórico conhecido.
6. Pix
Criado em 2020 pelo Banco Central, o Pix se tornou o meio de pagamento mais relevante do país. Em 2024, respondeu por 47% dos pagamentos e depósitos realizados no Brasil. Até setembro de 2025, movimentou mais de R$ 85,5 trilhões e representou 42% do valor transacionado no e-commerce e 34% das transações em pontos de venda físicos. É gratuito, funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana e está disponível para pessoas físicas e jurídicas.
7. Pix parcelado
Novidade regulamentada pelo Banco Central a partir de 2025, o Pix parcelado permite ao cliente parcelar a compra diretamente pelo Pix. Os valores são debitados automaticamente da conta em datas futuras, sem depender do limite do cartão de crédito. A expectativa é que a modalidade ganhe ainda mais adesão em 2026, ampliando o acesso ao parcelamento para consumidores que não têm cartão de crédito ou preferem não usá-lo.
8. Pagamento recorrente (assinatura)
Ideal para negócios com modelo de recorrência, como serviços de assinatura e streaming, essa forma de pagamento debita automaticamente um valor fixo do cliente em uma data combinada, sem comprometer o limite do cartão como uma compra parcelada tradicional. É uma ótima estratégia para fidelizar clientes e previsibilidade de receita.
9. Transferência bancária (TED/DOC)
Muito usada por lojas virtuais antes da popularização do Pix, a transferência bancária ainda aparece como opção em alguns negócios: o cliente transfere o valor e envia o comprovante para liberação do pedido. Não há taxas para quem recebe, mas o processo é mais lento e manual do que o Pix, o que tem feito essa opção perder espaço.
10. Crediário próprio
O crediário permite que o próprio negócio ofereça parcelamento direto ao cliente, sem intermediação de banco ou operadora de cartão, geralmente por meio de boletos ou carnês de pagamento. É uma alternativa interessante para fidelizar clientes, mas exige uma boa análise de crédito, já que não há garantia de recebimento.
11. WhatsApp Pay
Disponível no Brasil desde 2021, o WhatsApp Pay permite enviar e receber pagamentos direto na conversa do aplicativo, com cadastro prévio de cartão de débito ou crédito. Apesar do potencial de alcance, dado o tamanho da base de usuários do WhatsApp no Brasil, a adoção como meio de pagamento no comércio ainda é pequena perto do Pix e dos cartões.
12. Link de pagamento
O link de pagamento é uma das formas que mais cresceram com a expansão das vendas por redes sociais e WhatsApp. Ele reúne, em um único link, várias opções de pagamento — cartão de crédito, boleto, Pix, saldo em conta —, dando liberdade para o cliente escolher como prefere pagar, sem que o vendedor precise de um site próprio.
13. Carteiras digitais e pagamento por aproximação
Carteiras digitais, como as de bancos digitais e big techs, e o pagamento por aproximação via NFC — incluindo o Pix por aproximação, já em testes pelo Banco Central — vêm ganhando espaço tanto em lojas físicas quanto no comércio eletrônico. A combinação une a segurança do cartão à agilidade do toque único, sem exigir senha para valores baixos.
Quais são as formas de pagamento mais usadas no Brasil?
De acordo com dados consolidados do mercado de pagamentos, no segundo semestre de 2025 os cartões (débito, crédito e pré-pago somados) responderam por 30% da quantidade total de pagamentos no país, impulsionados principalmente pelo crescimento do crédito. Já o Pix segue como o meio de pagamento isolado com maior participação: segundo o Banco Central, ele respondeu por 47% dos pagamentos e depósitos realizados em 2024.
Entre os fatores mais citados pelos consumidores para escolher uma forma de pagamento estão velocidade, praticidade, segurança, aceitação no comércio e facilidade de controle dos próprios gastos. São motivos que ajudam a explicar por que o Pix segue crescendo, mesmo com os cartões ainda relevantes, especialmente em compras parceladas.
Formas de pagamento parceladas: o que muda em 2026
Até pouco tempo, parcelar uma compra significava basicamente duas opções: boleto, cada vez mais em desuso, ou cartão de crédito. Com a chegada do Pix parcelado, esse cenário muda. A previsão do Banco Central é padronizar as regras da modalidade ao longo de 2026, o que deve reduzir custos para o comércio e ampliar o acesso ao parcelamento para quem não usa cartão de crédito. Para o seu negócio, isso significa uma nova alternativa de conversão de vendas que vale a pena acompanhar de perto.
Por que oferecer várias formas de pagamento no seu negócio?
Quanto mais opções de pagamento o cliente encontra, menor a chance de ele desistir da compra por não ter o método que prefere usar. Isso vale tanto para loja física, em que a ausência de uma máquina de cartão pode custar uma venda, quanto para o e-commerce, onde cada etapa a mais no checkout aumenta o risco de abandono de carrinho. Oferecer Pix, cartão e boleto ao mesmo tempo, por exemplo, cobre a maior parte dos perfis de cliente.
Como escolher a melhor forma de pagamento para o seu negócio?
Segurança
A segurança é essencial tanto em vendas físicas quanto online. Intermediadores de pagamento como PayPal e PagSeguro costumam oferecer camadas extras de proteção contra fraude, mas normalmente cobram uma taxa por transação — vale pesar esse custo na hora de decidir.
Capital de giro e fluxo de caixa
O Pix cresceu tanto justamente por creditar o valor de forma praticamente imediata. Já os intermediadores de pagamento costumam ter prazos de repasse que variam de algumas horas a poucos dias úteis, o que impacta diretamente seu capital de giro.
Custo da operação
Cartões envolvem custos como aluguel ou compra da maquininha e taxas por transação, que variam conforme a bandeira e o prazo de recebimento escolhido. Por isso, esses custos muitas vezes precisam ser considerados na formação de preço do produto ou serviço.
Disponibilidade
Nem toda forma de pagamento serve para todo tipo de negócio: uma loja 100% online, por exemplo, não pode aceitar dinheiro em espécie e, por isso, precisa garantir alternativas digitais robustas desde o início.
Tempo de recebimento
O prazo para o dinheiro efetivamente cair na conta varia bastante entre as formas de pagamento e afeta diretamente o planejamento financeiro do negócio. Por isso, é importante saber exatamente quando cada meio compensa.
Experiência do cliente
No fim das contas, esse costuma ser o fator decisivo: observe as preferências do seu público-alvo. Um negócio que vende para um público mais jovem, por exemplo, tende a ver mais adesão ao Pix e às carteiras digitais do que ao boleto.
Considerações finais
Não existe uma única forma de pagamento “ideal”: o melhor mix depende do seu público, do seu fluxo de caixa e do tipo de venda que você faz. O importante é acompanhar as mudanças do mercado, como a chegada do Pix parcelado, e manter um bom controle financeiro, registrando de forma separada as entradas por cartão, Pix, dinheiro e demais meios. Isso facilita a conciliação bancária e dá uma visão muito mais clara da saúde financeira do negócio.
Perguntas frequentes sobre formas de pagamento
Qual é a forma de pagamento mais usada no Brasil?
O Pix é hoje o meio de pagamento isolado mais usado no país, respondendo por 47% dos pagamentos e depósitos em 2024, segundo o Banco Central. Somados, os cartões de débito e crédito seguem com participação relevante, principalmente em compras parceladas.
Vale a pena aceitar Pix parcelado no meu negócio?
Sim. Por ser regulamentado pelo Banco Central e não depender do limite de cartão de crédito do cliente, o Pix parcelado tende a ampliar o público que consegue parcelar compras no seu negócio, com potencial de menor custo de operação do que o cartão.
Quais formas de pagamento são obrigatórias por lei?
Não existe uma lista única de formas de pagamento obrigatórias para todo tipo de negócio. O mais comum é seguir as normas do setor e do tipo de estabelecimento e, na dúvida, consultar um contador sobre as exigências específicas da sua atividade.
Como reduzir o custo com taxas de cartão e intermediadores?
Compare as taxas de diferentes maquininhas e intermediadores, avalie o prazo de recebimento que cada um oferece e considere incentivar formas de pagamento com custo menor, como o Pix, sem deixar de oferecer cartão para quem prefere parcelar.
Quanto ganha um administrador no Brasil? É uma das perguntas mais buscadas por quem está escolhendo a profissão ou avaliando uma troca de carreira — e a resposta varia bastante conforme o cargo, o setor e a região do país.
Neste guia atualizado, reunimos os valores mais recentes de honorários, salário médio de mercado, remuneração em concursos públicos e na carreira acadêmica.
Quais são as funções do administrador?
O administrador é o profissional responsável por planejar, organizar e controlar os recursos de uma empresa. Suas principais áreas de atuação incluem planejamento estratégico, controladoria, gestão financeira, administração de recursos humanos, comércio exterior, marketing, logística, gestão de processos, elaboração de plano de negócios e pesquisa de mercado.
Piso salarial e honorários do administrador (tabela FENAD)
O Sistema CFA/CRAs (Conselho Federal e Conselhos Regionais de Administração) não fixa um piso salarial obrigatório por lei, mas a Federação Nacional dos Administradores (FENAD) publica uma tabela orientativa de honorários, atualizada periodicamente. Na tabela vigente de junho de 2025 a maio de 2026, os valores de referência são:
Sugestão de piso salarial: R$ 3.982,00 para profissional recém-formado e R$ 9.644,00 para quem tem mais de 3 anos de experiência; e R$ 17.699,00 para mais de 8 anos de experiência.
Hora técnica (HT): mínimo de R$ 155,00, valor médio de R$ 385,00 e máximo de R$ 534,00 para os serviços mais comuns (administração financeira, de materiais, mercadológica, de produção, de RH, orçamento e organização e métodos).
Esses valores servem como referência para autônomos e consultorias que prestam serviço técnico de administração, e não como piso salarial de CLT. Para conferir a tabela completa, com valores específicos por tipo de serviço e porte de empresa, consulte a tabela orientativa oficial da FENAD.
Qual é a média salarial de um administrador no Brasil?
Segundo levantamento do Salário.com.br com base em dados do CAGED (mais de 140 mil registros, período de junho de 2025 a maio de 2026), a remuneração do administrador no Brasil hoje é:
Indicador
Valor mensal
Faixa inicial observada no mercado
R$ 3.627,51
Salário mediano
R$ 3.897,00
Média salarial nacional
R$ 5.089,59
Teto salarial
R$ 9.195,00
Os valores variam conforme o cargo (assistente, analista, supervisor, gerente ou diretor), o setor de atuação e a região do país — Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo costumam concentrar as maiores médias. Para consultar a quebra detalhada por cargo e por estado, acesse a página do administrador no Salário.com.br.
Vale lembrar que esses valores são salário bruto: para entender quanto realmente cai na conta no fim do mês, descontados os tributos, veja nosso guia sobre Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF).
As especializações mais bem pagas em Administração
Cargos executivos e de especialização em finanças corporativas seguem entre os mais bem remunerados da área. Segundo o Guia Salarial 2026 da consultoria Robert Half, as faixas salariais mensais para posições de alta gestão incluem:
Diretor(a) Executivo(a) de Fusões e Aquisições (M&A): R$ 50.700 a R$ 77.550;
Diretor(a) de Fusões e Aquisições: R$ 37.150 a R$ 56.850;
VP/Gerente de Fusões e Aquisições: R$ 25.650 a R$ 39.250;
Diretor(a) Financeiro(a) (CFO): R$ 33.750 a R$ 86.950;
Diretor(a) de Finanças (região de São Paulo): R$ 32.250 a R$ 49.350.
Esses valores mostram como a especialização em áreas como fusões e aquisições e gestão financeira estratégica pode multiplicar o potencial de ganho de um administrador ao longo da carreira.
Cargos de gestão financeira e fusões e aquisições estão entre os mais bem remunerados da área.
Concurso público para administrador é uma boa opção?
Concursos públicos costumam oferecer salários competitivos e estabilidade para o administrador, mas os editais têm calendário próprio — vale acompanhar de perto os órgãos de interesse. Alguns exemplos de remuneração de nível superior em órgãos federais:
Órgão
Cargo
Salário inicial
Situação
BNDES
Analista (nível superior)
R$ 20.900,00
Edital 2024
Petrobras
Nível superior
≈ R$ 15.200,00
Edital 2021
ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico)
Analista Administrativo
R$ 16.413,35
Edital 2024
Correios
Analista (nível superior)
R$ 7.154,94
Acordo coletivo 2024/2025
A AGU (Advocacia-Geral da União) também já solicitou a abertura de concurso com vagas para administrador, mas o edital ainda não havia sido publicado até a atualização deste artigo — por isso, antes de se planejar para uma prova específica, confirme sempre o edital vigente diretamente no site do órgão.
Quanto ganha um docente na área de administração?
Para quem pensa em seguir carreira acadêmica, a remuneração de professor universitário de Administração em instituições públicas federais também é relevante:
Instituição
Cargo/Regime
Salário mensal aproximado
USP (FEA)
Professor auxiliar (entrada) a titular (dedicação exclusiva)
R$ 3.139,05 a R$ 21.942,59
UFBA
Professor titular (dedicação exclusiva)
R$ 22.377,72
UTFPR
Professor adjunto (dedicação exclusiva)
R$ 10.481,64 a R$ 13.288,85
Os valores variam conforme titulação, regime de trabalho e progressão na carreira docente, além de gratificações específicas de cada instituição.
Conclusão
O salário de um administrador no Brasil varia bastante conforme o cargo, a especialização e o setor escolhido — de um piso orientativo de pouco menos de R$ 4 mil para quem está começando a faixas que ultrapassam R$ 70 em posições executivas de finanças e M&A. Especializar-se, acompanhar editais de concursos e investir em áreas de gestão financeira estratégica são os caminhos mais claros para aumentar a remuneração ao longo da carreira.
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O salário do administrador varia bastante conforme o cargo, o setor e a região do país.
Perguntas frequentes sobre o salário do administrador
Qual é a média salarial de um administrador no Brasil hoje?
Segundo o Salário.com.br, com base em dados do CAGED, a média nacional é de R$ 5.089,59, com salário mediano de R$ 3.897,00. Os valores variam conforme cargo, setor e região.
O administrador tem piso salarial garantido por lei?
Não. O Sistema CFA/CRAs não fixa um piso salarial obrigatório por lei — apenas uma tabela orientativa de honorários, publicada pela FENAD, com sugestão de R$ 3.825,00 para recém-formados e R$ 9.263,00 para profissionais com mais de 2 anos de experiência.
Vale a pena prestar concurso público como administrador?
Pode valer bastante a pena: órgãos como BNDES, Petrobras e ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico) oferecem salários iniciais de nível superior bem acima da média de mercado privado, além de estabilidade. O ponto de atenção é acompanhar o calendário de editais, que varia por órgão.
Qual especialização em Administração paga mais?
Cargos executivos ligados a fusões e aquisições (M&A) e gestão financeira estratégica estão entre os mais bem remunerados da área, segundo o Guia Salarial da Robert Half, com faixas que ultrapassam R$ 50 mil mensais em posições de diretoria.
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