Empreendedorismo feminino: Os principais desafios das mulheres

Empreendedorismo feminino: Os principais desafios das mulheres

Empreender deixou de ser, há muito tempo, uma prática apenas do público masculino. O empreendedorismo feminino cresceu bastante nos últimos tempos e, apesar de todos os desafios, é uma tendência que continua em constante evolução. A seguir, conheça o perfil da mulher empreendedora, importância desse modelo de negócio e dicas para empreender com sucesso.

O que é o empreendedorismo feminino

Empreendedorismo feminino são negócios desenvolvidos e chefiados por mulheres. Assim, a gestão desses negócios, muitas vezes, acontece sem a presença de um sócio, sendo a mulher a principal e única administradora. 

Números do empreendedorismo feminino

Os dados das pesquisas só confirmam o que muitos já sabem e presenciam no dia a dia. Cada vez mais as mulheres estão avançando no sonho de ter o próprio negócio. Em 2018, de acordo com uma pesquisa do IBGE, existiam mais de 9 milhões de mulheres à frente de empresas no Brasil.

Reforçando esses dados, temos também o resultado de uma das pesquisas mais importantes sobre empreendedorismo no mundo, organizada pelo GEM (Global Entrepreneurship Monitor). Segundo as informações coletadas, o Brasil ocupa a 7ª posição entre os países com mulheres empreendedoras.

Os números são, realmente, impressionantes, principalmente se levarmos em conta todos os desafios que as mulheres enfrentam diariamente para se fortalecer e garantir o seu espaço dentro do mercado de trabalho. Afinal, elas ainda são alvos de muitos preconceitos e descrença por parte de quase toda a sociedade.

A importância do empreendedorismo feminino

O empreendedorismo feminino tem um papel de transformação social e econômica. A maioria das mulheres que abrem um negócio não fazem isso apenas por vontade, mas por necessidade. Quase metade dos lares brasileiros são chefiados por mulheres.

Não podemos esquecer que a dependência financeira é um fator que impede que muitas mulheres rompam com ciclos de violência dentro de casa. Do ponto de vista social, empreender é mais do que um jeito de ganhar dinheiro, mas também uma maneira de ter sua própria liberdade, de se empoderar e ganhar visibilidade.

Também é uma busca pela igualdade de gênero. Sabemos que mulheres ainda são condicionadas à execução de determinadas atividades e precisam se desdobrar em duplas ou triplas jornadas de trabalho, e isso ganhando menos do que os homens.

Do ponto de vista financeiro, o empreendedorismo movimenta o mercado de forma muito significativa. São negócios que fazem dinheiro, empregam outras pessoas e geram impacto na economia do bairro, da cidade, do estado e do país.

Quando toma conta do próprio negócio, essa mulher está dizendo ao mundo que ela tem tanta capacidade quanto o homem, que pode ocupar qualquer espaço e que é necessário que toda a sociedade, começando dentro de casa, entenda e passe a reavaliar as suas ações em relação a essa mulher.

Dificuldades que as empreendedoras ainda enfrentam

Apesar das muitas conquistas e do grande crescimento, o empreendedorismo feminino ainda possui muitos obstáculos para ultrapassar. O primeiro deles é a quantidade de mulheres dentro do mundo corporativo. As mulheres são a maioria da população, mas menos de 10% estão em cargos de liderança.

Mulheres ganham menos do que os homens

Apesar de terem um nível mais alto de escolaridade, as mulheres continuam ganhando menos do que os homens. Certamente, a razão dessa discrepância não é a falta de competência, mas a descrença na capacidade da mulher.

Desistência em pouco tempo

Quando resolvem se aventurar no empreendedorismo, as mulheres precisam lutar não só contra os preconceitos, mas também contra as suas próprias desconfianças, além da cansativa jornada dupla ou tripla de trabalho. Por conta disso, mulheres desistem mais rapidamente dos seus negócios.

Mais dificuldade para conseguir empréstimos

As linhas de crédito para mulheres empreendedoras possuem juros mais altos, dificultando o apoio financeiro que elas precisam.

Perfil da mulher empreendedora

A mulher empreendedora tem um perfil bem definido no Brasil. São mulheres que começam a empreender por necessidade e muitas já têm alguma experiência no ramo. A maioria tem nível superior e precisaram se reinventar no mercado de trabalho após a maternidade.

A flexibilidade de horário, a satisfação e a realização pessoal são os principais motivadores dessas mulheres. Sem medo de sonhar alto e arriscar, muitas delas resolveram investir com o dinheiro oriundo de uma rescisão contratual de trabalho ou com poupança.

Essa mulher costuma trabalhar sem sócios e quando o fazem, buscam parceria dentro da família, como marido, irmãos, pais e amigos mais próximos.

Ícones do empreendedorismo feminino

Veja a seguir algumas mulheres empreendedoras que se destacaram, mesmo em um mercado tão competitivo.

Luiza Helena Trajano (Magazine Luiza)

A empresária responsável pelo sucesso das lojas Magazine Luiza talvez seja um dos exemplos mais populares de uma mulher empreendedora. O perfil moderno e inovador de Luiza Helena Trajano fez com que a rede de lojas despontasse e se destacasse no mercado.

Luiza Trajano faz questão de se mostrar preocupada com causas sociais e com o crescimento da mulher no mercado de trabalho.

Zica Assis (Beleza Natural)

A empresária entrou na lista das 10 mulheres mais ricas do Brasil e tudo começou quando ela resolveu criar um produto para cuidar de cabelos crespos e cacheados, um nicho de mercado pouquíssimo explorado. Hoje, é dona do Beleza Natural, um salão de beleza com filiais no país inteiro.

Sônia Hess de Souza (Dudalina)

Sônia deu continuidade ao negócio da mãe, uma costureira que criava camisas para vender. Quando se tornou diretora da empresa, já estabelecida, aumentou o faturamento em mais de 50% e se tornou a maior exportadora de camisas do Brasil.

Dicas para uma mulher empreendedora

Empreender não é fácil, principalmente para as mulheres. Mas, é possível alcançar um posto de sucesso mesmo diante das dificuldades. Algumas para fazer esse negócio dar certo são:

  • Conhecer o mercado antes de se lançar nele. É mais fácil progredir quando você sabe onde está pisando.
    Acreditar na própria competência. Fechar olhos e ouvidos para os que dizem o contrário é uma excelente forma de continuar crescendo.
  • Construir uma rede de apoio. Ajuda é fundamental, principalmente quando a mulher ainda carrega diversas responsabilidades. Chamar marido, filhos, pai, mãe e amigos para ajudar quando preciso.
  • Ser paciente. Negócios podem demorar a dar certo. É preciso persistir e continuar a nadar.
  • Estar em constante aprendizado. Conhecimento nunca é demais. É fundamental estudar sobre negócios, desenvolver habilidades, ficar por dentro das novidades e aplicar o que for possível no trabalho.
  • Praticar networking. Conhecer e manter contato com novas pessoas pode abrir portas e oportunidades valiosas.
  • Focar na organização financeira e pessoal. Organizar o tempo, tem controle financeiro empresarial e pessoal, ter tempo para a família, para o lazer e para o aprendizado é essencial para o equilíbrio emocional.

Conclusão

Como vimos, o empreendedorismo feminino não é apenas uma forma que as mulheres encontraram para ganhar dinheiro. Apesar de todas as dificuldades, empreender também é uma maneira de fortalecer e reinventar o papel da mulher na sociedade, empoderando e motivando outras mulheres a ocuparem todos os espaços.

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Saiba mais sobre os meios eletrônicos de pagamento

Saiba mais sobre os meios eletrônicos de pagamento

Efetuar pagamentos de boletos, contas, convênios e demais despesas do dia a dia de forma eletrônica tornou essa tarefa, antes burocrática e trabalhosa, em uma rotina muito mais rápida e fácil. Só a ideia de não ter que encarar enormes filas para quitar suas obrigações já é uma enorme vantagem de utilizar essas formas de pagamentos eletrônicos, não concorda?

Esse tipo de quitação eletrônica pode ser efetuada de diversas formas, seja por meio do ambiente on-line do seu próprio banco, através de caixas eletrônicos e também de serviços especializados tanto no envio como no recebimento de pagamentos sem precisar sequer sair de casa.

Quer conhecer mais sobre as opções disponíveis e entender qual delas se encaixa melhor no seu perfil? Então se prepare para otimizar sua rotina e simplificar seus pagamentos diários:

Serviços de internet banking

Por meio do ambiente on-line disponibilizado pelo seu banco, é possível realizar o pagamento de quaisquer faturas que possuam — ou não — código de barras, além de realizar transações entre titulares de contas tanto da mesma instituição bancária como de outros bancos, conferir aplicações financeiras e fazer resgates da poupança.

O serviço de internet banking da maioria das instituições financeiras possui uma gama de serviços que podem ser realizados on-line, por meio de um computador pessoal, tablet ou smartphone, contando com um dispositivo de segurança que garante a confiabilidade das transações realizadas ali.

Cartões de débito e crédito

As primeiras versões dos cartões que conhecemos atualmente surgiram em meados da década de 50, nos Estados Unidos, e rapidamente se espalharam pelo mundo, sendo que o primeiro cartão internacional passou a ser aceito em mais de 50 países já no início da década de 60.

Hoje em dia, as formas mais comuns de cartão desempenham as funções de débito e de crédito. O primeiro tipo se limita a efetuar transações com débito direto na conta corrente do usuário, pressupondo a existência de dinheiro na conta vinculada ao cartão. Já o cartão de crédito confere um limite de crédito financeiro a seu portador, permitindo a realização de pagamentos e compras dentro daquele limite estabelecido, o qual pode ser negociado entre o cliente e a instituição financeira.

Uma das grandes vantagens de se utilizar os cartões de débitos e crédito é que, com o surgimento do comércio on-line, as transações se tornaram muito mais fáceis. Atualmente é possível adquirir praticamente qualquer coisa pela internet e efetuar o pagamento por meio desses cartões em apenas alguns simples passos. A verificação dos dados, aprovação pela instituição bancária e comprovação do pagamento ocorrem em questão de minutos, sem muita burocracia ou espera.

Plataformas de pagamento on-line

Uma outra alternativa que surgiu na última década foram as plataformas de pagamentos on-line, que apresentam um altíssimo grau de segurança e seriedade. A premissa básica dessa opção é facilitar a intermediação dos pagamentos realizados online e possibilitar que quantias sejam transferidas entre pessoas e empresas sem a necessidade de sair de casa e realizar um depósito em dinheiro no caixa do banco ou no terminal de autoatendimento. A ideia é evitar que os dados bancários dos clientes sejam amplamente divulgados através das redes, conferindo uma segurança maior às transações e à integridade das contas bancárias das partes envolvidas.

A grande vantagem está, sem dúvida, na praticidade com que o usuário pode definir suas formas de pagamento — parceladas ou à vista —, na transferência de quantias para fornecedores e no gerenciamento das vendas on-line de forma segura. Isso porque, realizando um pagamento por essas plataformas, é possível contar com um aparato administrativo e legal caso algo aconteça no meio do caminho — como uma compra extraviada, um serviço não prestado ou um pagamento realizado em duplicidade —, o que não é tão simples quando se efetua um depósito diretamente na conta de outra pessoa ou entidade.

O link de pagamento é uma solução digital que simplifica o recebimento de valores, dispensando a necessidade de maquininhas de cartão ou lojas virtuais. Com ele, é possível gerar um link único e compartilhá-lo via WhatsApp, e-mail, redes sociais ou SMS, permitindo que o cliente finalize o pagamento de forma rápida e segura. Essa ferramenta se destaca por oferecer múltiplas opções de pagamento, como cartão de crédito, Pix e boleto bancário, garantindo flexibilidade tanto para o vendedor quanto para o cliente.

A popularidade do link de pagamento cresceu com a digitalização das transações comerciais e a necessidade de métodos mais acessíveis e ágeis para pequenos negócios, freelancers e empresas que vendem diretamente pelas redes sociais. Ele é especialmente útil para autônomos, MEIs e empresas com vendas personalizadas, atendendo à demanda por praticidade e segurança nas transações. Além disso, o formato é ideal para quem deseja operar sem grandes investimentos, tornando o link uma solução democrática e eficiente para o comércio digital.

Agora comente aqui e nos conte sobre suas experiências com esse modelo de pagamento! Qual das vantagens chamou mais sua atenção? Já teve alguma experiência negativa que queira compartilhar? Participe!

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RPA: O que é e como emitir o Recibo de Pagamento Autônomo

RPA: O que é e como emitir o Recibo de Pagamento Autônomo

Se você é um profissional autônomo que presta serviços, provavelmente já ouviu falar sobre o Recibo de Pagamento Autônomo (RPA), ou até mesmo já o utilizou. Esse é um documento que serve de alternativa para comprovar o pagamento por serviços prestados quando não é possível emitir uma nota fiscal.

Por isso, o RPA é um documento importante para quem trabalha como profissional autônomo e também para empresas que precisam de um prestador de serviços por um espaço curto de tempo.

Veja a seguir mais informações sobre o que é o RPA e como emiti-lo.

O que é o RPA

O RPA (Recibo de Pagamento Autônomo) é um documento utilizado para comprovar serviços prestados por profissionais autônomos.

Portanto, sua utilização acontece apenas em situações esporádicas. A situação mais comum é o pagamento para profissionais prestadores de serviços que não podem emitir nota fiscal.

Ele é uma espécie de contrato, que tem como finalidade formalizar essa transação comercial entre as partes envolvidas.

Além disso, é uma alternativa para empresas que precisam de um profissional para a execução de algum trabalho dentro de um prazo determinado, com duração de alguns dias no máximo, e não podem ou querem fazer uma contratação CLT. Essa é uma das principais características do RPA. Isso significa que para emitir esse recibo não pode haver um vínculo de trabalho entre o prestador do serviço e quem o contrata.

Exemplo de um RPA

Quais impostos fazem parte do RPA?

Os impostos que compõem o RPA são: INSS, IRRF e ISS. Confira algumas das particularidades da tributação de cada um.

INSS

O primeiro a ser descontado é o imposto do INSS. O autônomo é identificado como contribuinte individual, cuja alíquota é de 11%. A empresa contratante faz o desconto do tributo e o envia ao INSS. O pagamento é feito através da GPS (Guia da Previdência Social), que pode ser emitida na página da Receita Federal.

IRRF

O cálculo do Imposto de Renda Retido na Fonte deve ser feito de acordo com a tabela progressiva. 

Para ganhos de até R$ 1.903,98 mensais, o contribuinte fica isento de recolher esse imposto. A partir desse valor, a alíquota varia entre 7,5% até 27,5%. Este último é referente aos ganhos acima de R$ 4.664,68 por mês.

Além disso, é necessário lembrar que o prestador de serviço autônomo precisa informar o valor referente na declaração do ano seguinte.

ISS

O Imposto Sobre Serviço é um tributo que incide sobre prestação de serviços. Além disso, é um imposto sob responsabilidade da esfera municipal, portanto, sua emissão deve ser feita de acordo com as regras de cada prefeitura. Logo, não há uma alíquota geral válida para todo o país. Geralmente esse valor fica entre 2% e 5%, no máximo.

O que é o INSS Patronal?

O INSS Patronal é um tipo de contribuição previdenciária direcionado para a Seguridade Social que também faz parte dos impostos pagos pelas empresas.

Quem paga o INSS do RPA?

A empresa que contratou o serviço é quem faz o cálculo e recolhimento do INSS patronal, em cima do valor do RPA. O valor da alíquota é de 20%. Contudo, se o contratado estiver prestando serviço para uma empresa enquadrada no Simples Nacional, o valor da alíquota cai bastante, chegando basicamente a 11%, mesmo valor da alíquota do contribuinte individual. Isso porque a alíquota do simples sobre a receita bruta mensal da empresa contratante já inclui a Contribuição Patronal Previdenciária (CPP).

Como calcular e recolher os impostos do RPA?

A empresa que contrata os serviços é quem precisa fazer o cálculo dos impostos e também fazer o recolhimento dos mesmos através do pagamento das guias correspondentes.

O Imposto de Renda Retido na Fonte é recolhido através da emissão de uma DARF (Documento de Arrecadação de Receitas Federais), a qual pode ser obtida através do site da Receita Federal. 

O recolhimento do imposto do INSS por sua vez é feito por meio da GPS (Guia da Previdência Social), através do site da previdência.

Qual é a importância do RPA?

Segundo dados de uma pesquisa da FGV, o número de profissionais autônomos representa 27% da população do Brasil, isso significa que 3 a cada 10 pessoas trabalham como autônomo no país.

Isso demonstra a relevância do RPA no cenário do país, visto que além de facilitar e incentivar as relações de trabalho, esse documento formaliza esse tipo de vínculo entre prestador de serviço autônomo e empresa.

Quanto à aplicação prática do RPA, em um ambiente empresarial às vezes surgem demandas e urgências que fogem da competência dos funcionários que trabalham ali. Realizar uma reforma nas instalações ou o desenvolvimento de um sistema são exemplos desse tipo de demanda. Quando isso acontece é necessária a terceirização da mão de obra. 

O RPA possibilita que seja feita a contratação esporádica de pessoal para a prestação de um serviço em caráter temporário.

Sua emissão é simples e supre a necessidade temporária de mão de obra, sem a necessidade de contratação CLT, economizando tempo e orçamento. 

Isso porque o RPA é uma solução flexível tanto para um prestador de serviço autônomo quanto para a empresa que vai contratar, já que é uma forma simplificada de comprovar o pagamento dos serviços e também de recolher os tributos envolvidos.

Resumindo, ele amplia as possibilidades de contratação para a empresa e oferece novas oportunidades para os prestadores de serviço.

Como funciona o RPA?

O RPA funciona como uma garantia da prestação dos serviços e também como um comprovante do recolhimento dos impostos envolvidos.

Além disso, é muito importante saber que, apesar de ser o contratante que faz o preenchimento da RPA e ser ele o responsável pelo recolhimento dos tributos, é o prestador de serviços que vai arcar com o pagamento desses. 

Quando emitir o RPA?

A empresa precisa emitir o RPA quando contratar um prestador de serviço que não possua CNPJ e não emita nota fiscal. O recibo vai comprovar a efetiva prestação do serviço e do pagamento efetuado.

Além disso, uma empresa pode emitir o RPA quando precisa de mão de obra urgente, mas por questões de tempo e orçamento não pode contratar um funcionário por meio da CLT e assinar sua carteira.

MEI pode utilizar RPA?

Não, o MEI não pode utilizar o RPA na prestação de um serviço. Isso porque o Microempreendedor Individual possui CNPJ, mesmo sendo uma empresa de uma só pessoa. As empresas só podem emitir o RPA para profissionais que não possuem um CNPJ, e o MEI não entra nessa categoria.

Portanto, um MEI prestador de serviços precisa emitir nota fiscal (NFS-e) para as atividades que ele desenvolve.

Quem deve emitir o RPA

Quem deve emitir o RPA é o profissional autônomo que está prestando serviços para uma empresa.

Quem é o responsável pela emissão do RPA?

A emissão do RPA é feita pelo contratante, ou seja, pela empresa que solicitou o serviço. O contratante também pode ser uma pessoa física pagando outra pessoa física para realizar uma determinada atividade. O RPA não é restrito às empresas.

Como fazer um RPA

O contratante pode fazer um RPA através de modelo disponibilizado na internet. Isso porque não existe uma exigência de modelo oficial para o recibo, é apenas exigido que o documento contenha os dados corretos sobre o serviço que está sendo prestado.

Como preencher

Esses são os dados que precisam constar no RPA:

  • Nome, Razão Social e CNPJ do contratante;
  • CPF e NIT (Número de Inscrição do Trabalhador no INSS) do prestador de serviço;
  • Valor que será pago, com descrição dos descontos, valor bruto e final após recolhimento de impostos;
  • Prazo de execução de serviço. Para que o RPA seja válido e legal, o período de execução do trabalho deve ser curto e já estabelecido no documento para que não caracterize um vínculo empregatício;
  • Descontos provenientes dos impostos que serão recolhidos como: INSS, IRRF e ISS;
  • Nome da empresa e assinatura da mesma.

A inclusão de todos esses dados deve ser feita pelo contratante, porém em comum acordo com o prestador de serviço. O contratado precisa estar ciente de todas as condições estabelecidas no RPA.

Modelo de RPA eGestor para download

Caso precise emitir um RPA, disponibilizamos o modelo pronto em XLSX ou PDF, basta clicar e baixar.

Quais as vantagens do RPA

Existem vantagens na emissão do RPA tanto para o contratante como para o contratado, como listado a seguir:

Vantagens do RPA para o contratante

  • O contratante pode suprir a necessidade de um serviço no momento, sem que a empresa tenha que contratar formalmente alguém para isso;
  • O RPA garante menos custos ao empregador, uma vez que ele tem a opção de contratar um profissional freelancer e não CLT;
  • A própria formalização do negócio é muito vantajosa porque não deixa brecha para desencontro de informações ou reclamações futuras;
  • O contrato estabelecido através da RPA pode ser quebrado em qualquer momento, sem prejuízos tributários para as partes. Obviamente, o prazo estabelecido no RPA deve ser cumprido.

Vantagens do RPA para o contratado

  • O profissional não precisar emitir nota fiscal para oferecer algum serviço;
  • Flexibilização do trabalho e aumento de renda extra, com legalização de pagamento;
  • Garantia dos benefícios previdenciários direcionados aos profissionais autônomos;
  • Após cumprir o que está acordado no contrato, o contratado, assim como a empresa, não tem a obrigação de manter a relação de trabalho. Isso porque, se essa relação seguisse, caracterizaria um vínculo empregatício.

Como funciona o contrato de trabalho RPA

A emissão de um RPA pode funcionar como um contrato de trabalho entre o autônomo e a empresa que fez a contratação. Isso porque o RPA é um documento que vai trazer todas informações sobre o serviço a ser prestado, como o prazo e o valor acordado entre as partes.

No entanto, existem algumas particularidades desse tipo de documento que podem não torná-lo viável para o uso da empresa que contrato ou para o prestador do serviço.

Quando o RPA não vale a pena para o contratado?

A emissão de RPA geralmente não é vantajosa para o prestador de serviço quando o  ganho mensal desse ultrapassa a faixa de R$ 4.664,68, onde a alíquota de imposto de renda é a máxima possível, 27,5%. Isso porque quanto maior o seu ganho no final do mês, maior será o desconto do imposto de renda, o que pode ser uma desvantagem no final das contas.

Nesse caso, pode ser mais interessante para esse profissional autônomo a formalização através da adesão ao MEI, que oferecem taxas únicas ao empreendedor, além de outras vantagens.

Quando o RPA não vale a pena para o contratante?

Para o contratante de serviços não existe diferença na questão de valores na emissão da RPA da maneira que acontece para o contratado. O único fator para o qual a empresa que contrata o serviço precisa estar atento é que serviços prestados continuamente, ou com algum tipo de vínculo empregatício, não podem utilizar o RPA. 

A empresa só pode usar o RPA para serviços esporádicos, portanto no caso de serviços prestados continuamente é necessário estabelecer um contrato de trabalho.

Qual a diferença entre o RPA e a Nota Fiscal?

RPA e NF-e são documentos que comprovam o pagamento por um serviço prestado, mas cada um tem sua própria finalidade e utilização. O RPA é um documento em forma de recibo emitido pela empresa para aquele profissional que não pode emitir nota fiscal, servindo como uma espécie de substituto para ela.

Já a nota fiscal é emitida pelo profissional que possui CNPJ, ou seja, pelo prestador de serviço. É, portanto, um documento que atesta a venda de um produto ou serviço e tem caráter obrigatório, assim como o RPA.

Outra diferença entre ambos é que o RPA pode ser preenchido com base em qualquer modelo disponível na internet, enquanto a nota fiscal precisa de um software emissor de NF-e. Além disso, a nota emitida precisa estar de acordo com a natureza da atividade exercida.

Impostos da RPA

Uma das principais diferenças entre a RPA e a nota fiscal é que a tributação dos documentos é bastante diferente. Na NF-e o cálculo de INSS, IRRF e ISS é feito de maneira automática pelo sistema emissor, e até mesmo o pagamento do INSS e ISS é feito no momento da emissão da nota. Já no RPA é necessário que a empresa que está contratando o serviço faça o cálculo manualmente. 

Após isso, a empresa precisa gerar as guias de recolhimento correspondentes a cada tributo.

Perguntas frequentes sobre RPA

Quem trabalha por RPA tem direito a décimo terceiro?

O profissional autônomo, para quem o RPA é emitido, não está coberto pelos direitos da CLT. Portanto, quem trabalha por RPA não tem direito ao décimo terceiro salário.

Quem trabalha por RPA pode receber seguro desemprego?

Para receber o seguro desemprego é proibido que se esteja exercendo atividade remunerada, por isso quem recebeu por meio de uma RPA não pode receber o seguro.

Como emitir um RPA?

O contratante faz o preenchimento do RPA, que então é assinado pelo prestador do serviço. O modelo de RPA pode ser facilmente encontrado na Internet ou em qualquer papelaria.

O RPA gera um vínculo de emprego?

Não, o RPA não gera vínculo empregatício entre o contratante e o contratado. O objetivo desse recibo é justamente comprovar uma prestação de serviço esporádica e temporária entre duas partes.

Tem valor mínimo e máximo para o RPA?

Não existe um valor mínimo exigido para a emissão do RPA, e nem mesmo um valor máximo permitido.

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Bancos digitais MEI, vale a pena?

Bancos digitais MEI, vale a pena?

O Microempreendedor individual (MEI) é um empreendedor individual que está começando com um pequeno negócio, e normalmente conduz a empresa sozinho. Assim, ele é responsável por criar e cumprir metas, estabelecer prioridades dentro do próprio negócio, administrar e se destacar.

A rotina de um microempreendedor não é simples. Afinal, é necessário ser multitarefa para lidar com todos os pontos para controlar uma empresa; e, muitas vezes, alguns pontos primordiais “passam batidos”, como a área administrativa da pequena empresa.

A área administrativa engloba um mundo de coisas. É necessário ter o controle do fluxo de caixa, otimizações, conhecer todos os prazos, lidar com fornecedores, estoque e mais uma infinidade de tarefas. Porém, é importante estar atento às novidades e atualizações que buscam trazer vantagens para o MEI mesmo com a rotina acelerada.

Um exemplo desta nova era digital que se intensificou ainda mais durante a pandemia são os Bancos Digitais para MEI. Além de ter a praticidade do acesso 100% online, podendo resolver tudo sem filas e esperas, a principal vantagem da abertura de uma Conta Digital MEI é a organização que ela trará para a sua empresa; além das vantagens nas taxas para esse tipo de conta quando comparada com as contas de Pessoa Jurídica para outras modalidades empresariais. Ou seja, com uma Conta Digital MEI você consegue economizar na administração das finanças do seu negócio.

O Microempreendedor Individual corre o risco de estar sempre confundindo as finanças pessoais com as da empresa e a organização é algo crucial para um pequeno negócio dar certo. É um erro muito grande e cometido por grande parte das pessoas que estão começando neste mundo empresarial. Algumas dicas essenciais para que isso não aconteça:

Gestão financeira

A gestão financeira começa no controle financeiro pessoal, na organização dos gastos para facilitar o fluxo, fazendo com que não seja necessário recorrer ao caixa da empresa para cobrir os gastos pessoais. Paralelo a isso, é importante que se otimize o máximo possível os sistemas de controle financeiro da empresa.

Reserva mensal

É de extrema importância ter uma reserva financeira, tanto pessoal quanto empresarial. O mercado sofre oscilações e mudanças inesperadas acontecem. Em função disso, nestas ocasiões de instabilidade a reserva serve para que seu caixa não seja afetado.

Utilize contas separadas

É possível utilizar a conta pessoal e empresarial juntas, porém não é o indicado. Com contas separadas você consegue identificar os lançamentos, evitar que os gastos sejam confundidos, facilitar na comprovação de renda e claro, aproveitar as vantagens para contas específicas MEI.

Estipule um salário

Para conseguir medir a lucratividade da sua empresa, é necessário ter um salário por mês. Estipule um valor fixo e desta forma terá a real noção de quanto está faturando e o quanto poderá investir sem afetar a reserva mensal.

Use softwares de gestão empresarial

Com tantas tarefas, nem sempre é possível dar conta de todo contexto empresarial sozinho. Muitas vezes o cafezinho não entra na conta diária, e na hora de fechar o caixa simplesmente há um falha muito grande. Esses sistemas nos dão um controle absoluto sobre as finanças da empresa, é imprescindível ter um.

Tendo essas informações em mente e se atualizando sempre, seu negócio tem grandes chances de superar suas expectativas. Importante lembrar também que os bancos digitais MEI, para melhorar ainda mais os benefícios, tem oferecido aos clientes contas com rendimento automático. Isso significa que basta ter saldo na conta que o seu dinheiro vai crescer sem que você precise aplicar em nenhum investimento.

Bancos digitais

Fizemos uma breve pesquisa comparativa sobre as melhores opções de bancos digitais facilitadores para MEI, com taxas, benefícios e serviços:

Banco Inter

A Conta Digital MEI do Banco Inter é totalmente online, gratuita e sem nenhuma cobrança de tarifas. Nela, o microempreendedor pode gerar até 100 boletos bancários gratuitos por mês, além de ter direito a realizar 100 TEDs também de forma gratuita.

Você realiza todas as transações bancárias da sua conta MEI do Banco Inter através do app do Banco no seu celular ou por meio do Internet Banking. Além disso, através da sua Conta Digital MEI, você também tem acesso ao Pix e pode receber por QR Code, sem nenhum custo.

Nubank

A Conta Digital MEI do Nubank chama-se conta PJ Nubank. Através dela, você consegue inúmeros benefícios para o seu negócio, como a ausência de tarifas de manutenção, aplicativo de fácil usabilidade e com todas as informações que você precisa, cartão de débito sem anuidade, TEDs gratuitos sem limite, emissão do DAS e opção de gerar boletos bancários.
Uma desvantagem do Nubank é que há cobrança de R$6,50 para os saques realizados nos Bancos 24Horas. No Banco Inter, por exemplo, os saques feitos na rede de Banco24Horas é gratuito.

C6 Bank

Outro banco digital com ótimas vantagens para conta MEI é o C6 Bank. A conta não possui cobrança de anuidade e através dela, você consegue receber todas as vendas feitas nas suas maquininhas.

Além disso, existe a opção de solicitar cartão de débito e crédito sem anuidade, realizar 100 TEDs grátis por mês, fazer até 100 transferências bancárias gratuitas, gerar depósito por boleto para receber na sua conta e sacar gratuitamente na rede de Banco24Horas.

E os microempreendedores que já vendem mais de R$3.500,00 por mês ganham zero taxa de adesão para a maquininha C6 Pay SuperMini. Outro benefício da conta MEI do Banco C6 é a Tag de pedágio sem cobrança de mensalidade nem taxa de adesão.

A mudança é inevitável, principalmente quando é para melhor, basta estudar e entender seu próprio negócio para tomar decisões assertivas e facilitar, assim ficará mais fácil saber quando abrir conta para sua empresa. O avanço tecnológico tem nos mostrado seus benefícios e impactos em nosso dia a dia, não será diferente com as finanças.

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5W2H: Saiba o que é e como aplicar esta ferramenta

5W2H: Saiba o que é e como aplicar esta ferramenta

A boa gestão de um negócio é essencial para que ele traga os resultados esperados. É preciso planejar, colocar as ideias e dúvidas no papel e traçar ações efetivas que irão atingir o público-alvo que se pretende. Uma das ferramentas de gestão mais importantes para traçar um caminho efetivo é a 5W2H. Esse modelo tem o objetivo de esclarecer qualquer dúvida ou questionamento na estratégia de um negócio. Por meio de um trabalho focado e feito com simplicidade, mas com alta eficiência, o uso da ferramenta 5W2H traz excelentes resultados para qualquer atividade quando aplicada da maneira correta.

E, então, você conhece a metodologia 5W2H? Descubra abaixo quais são os seus conceitos e como ela pode ser aplicada de forma eficiente para te ajudar com a sua gestão e focar em grandes resultados.

O que é a ferramenta 5W2H

Apesar de ter um nome estranho e um pouco incomum, a ferramenta de gestão 5W2H tem um método que atua de maneira objetiva e bem simples. Mas, antes de saber como aplicar essa fórmula, vamos descobrir o que significa 5W2H? São cinco w e dois h, cada um com a sua explicação.

Os 5 W significam, em inglês, as palavras:

  • What (O quê)
  • Why (Por que)
  • Where (Onde)
  • When (Quando)
  • Who (Quem)

Já em relação aos 2 H, eles se referem a

  • How (Como)
  • How much (Quanto)

Portanto, o 5W2H é uma ferramenta para definir o planejamento estratégico de uma empresa, adotando métricas que podem responder as sete questões do 5W2H. Podemos até mesmo dividir as questões, sendo os 5 W utilizados mais para a estratégia, enquanto os 2 H são direcionados para a ação prática do processo.

Vale ressaltar que as questões podem ser aplicadas tanto para o planejamento e desenvolvimento da cultura e valores internos da empresa quanto para projetos isolados, como o lançamento de um novo produto ou serviço no mercado consumidor. De qualquer forma, em ambos os exemplos, o ponto em comum da ferramenta é o foco na busca por resultados positivos e excelência de gestão.

As etapas do 5W2H

Na ferramenta em questão, elas se aplicam da seguinte maneira:

  • What é usado para a questionar o que precisa ser feito;
  • Why é usado para perguntar por que precisa ser feito;
  • Where é usado para saber onde deve ser feito;
  • When é usado para descobrir quando precisa ser feito;
  • Who é usado para saber quem será responsável;

Nesta ferramenta de gestão, elas são aplicadas da seguinte maneira. Confira abaixo:

  • How é usado para perguntar como deve ser feito;
  • How much é usado para saber quais são os custos do processo;

Como fazer um planejamento com o 5W2H?

A metodologia 5W2H é bem simples e possui um propósito muito específico e bem explicado. No entanto, antes de você começar a aplicar esta ferramenta nos seus projetos, é necessário que você estabeleça alguns critérios importantes e que devem ser seguidos para que tudo aconteça conforme o planejado, tirando o maior proveito da fórmula.

A primeira coisa que você tem que fazer é definir, o mais precisamente possível, o que é o seu projeto. Só assim você conseguirá encontrar estratégias e ações que vão resultar em uma solução eficaz, definitiva e, mais importante ainda, sustentável para o seu desenvolvimento.

Assim, o próximo passo é encontrar um ambiente de trabalho onde seja possível criar, acompanhar e editar a ferramenta com uma grande facilidade e de maneira organizada.

Assim, a maneira mais recomendada para utilizar a 5W2H é a Planilha de 5WH2. Ela possui muitos recursos que são bastante úteis na hora de montar a gestão do seu projeto. Além disso, as planilhas estão disponíveis para praticamente todos os sistemas operacionais utilizados.

Dessa forma, fica fácil de você mesmo fazer o seu planejamento estratégico usando a ferramenta 5W2H. No entanto, alguns projetos podem ser mais complexos e precisar de um detalhamento maior da ferramenta.

Nestes casos, é importante contar com uma consultoria especializada em gestão, com profissionais qualificados e que tenham experiência em utilizar métricas, fórmulas e modelos de negócio de gestão empresarial. Tudo para que você consiga os melhores resultados possíveis.

Quem pode utilizar a ferramenta 5W2H?

Seja o seu projeto uma startup, seja uma multinacional com atuação em vários países, a ferramenta de gestão 5W2H vai te oferecer a mesma excelência no planejamento e resultados satisfatórios.

Vale ressaltar que este recurso é muito utilizado por pequenas empresas, uma vez que a ferramenta não necessita de gastos financeiros e pode ser feita por qualquer pessoa que tenha uma compreensão e conhecimento de gestão de projetos e atividades.

Em geral, as pequenas empresas possuem grandes ideias, porém, esbarram em um mercado muito competitivo e, por vezes, acabam perdendo força devido a um planejamento mais enfraquecido. Dessa forma, a ferramenta 5W2H é um enorme ganho na gestão do seu projeto, mesmo que você tenha poucos recursos financeiros disponíveis, ela servirá como um fator que pode igualar o seu conhecimento de mercado e gestão com grandes empresas, fazendo da competição algo mais justo em consequência.

Também não é difícil ver esta ferramenta sendo usada para gestão pessoal, para o autoconhecimento e para produtividade. Assim, todas essas atividades podem ser aplicadas no modelo de gestão do 5W2H, traçando o desenvolvimento de uma trajetória para você, para o seu projeto ou para a sua empresa.

Sem dúvida nenhuma, esta ferramenta é um investimento que vale muito a pena o seu custo-benefício, uma vez que o investimento será seu tempo.

Exemplo do 5W2H

 Agora que já conhecemos as teorias e explicações que formam o conceito e a utilização da ferramenta 5W2H, podemos ver de fato como ela funciona. O exemplo prático aqui é muito comum entre as empresas hoje em dia.

A avaliação do índice de satisfação dos seus consumidores é essencial para saber se a empresa, se o seu produto e serviço e se a sua marca são bem vistos pelo mercado. Mas, como saber o que os meus consumidores e o mercado em geral pensam de mim?

Primeiro passo

5 W. Já vimos a definição de cada um dos W da fórmula, agora, vamos ver como podemos aplicá-lo em um problema real.

  • What (o que deve ser feito?): na primeira pergunta, podemos implementar no nosso projeto uma estratégia que irá avaliar o índice de satisfação dos nossos consumidores em um período antes das vendas de fim de ano.
  • Why (por que deve ser feito?): qual é o objetivo desta avaliação? O que queremos com isso? Neste caso, a avaliação do índice de satisfação do consumidor traz um maior conhecimento do mercado em relação a nós mesmos e aos produtos da empresa. Com estes dados em mãos, é possível elaborar uma nova abordagem de campanhas de marketing e de vendas, que será muito mais eficiente e resultará em lucros maiores para a empresa.
  • Where (onde será feito?): para esta pergunta, devemos responder onde vamos encontrar o público que irá responder a avaliação de satisfação do consumidor. Neste exemplo, podemos dizer que ela será feita na área de vendas e na central de atendimento ao consumidor.
  • When (quando deve ser feito?): definir o início e o fim também é fundamental. Como o objetivo é fazer a avaliação antes das vendas de fim de ano, podemos traçar um início em setembro e o término em outubro do mesmo ano.
  • Who (quem será responsável?): por fim, é preciso definir quem são as pessoas responsáveis por aplicar a avaliação nos consumidores. No nosso exemplo, a equipe de sucesso do cliente, vendas e gerentes responsáveis pelos setores ficam a cargo deste ponto.

Segundo passo

2 H. Como podemos aplicar estes dois conceitos no nosso exemplo de avaliação do índice de satisfação do consumidor? Veja abaixo!

  • How (como será feito?): neste ponto, vamos elaborar como as ações devem ser feitas. Por exemplo, para avaliar o índice de satisfação do consumidor, vamos elaborar uma cartilha que contém 10 perguntas que serão feitas para cada cliente que realizar uma compra durante o período estabelecido. As perguntas devem ser respondidas por meio do site oficial da empresa. É papel da equipe de vendas e dos gerentes responsáveis encaminharem os compradores para o site e para a pesquisa. Ao final das respostas da cartilha, cada participante receberá um cupom de 10% de desconto na sua próxima compra. Essa estratégia é uma forma de motivar os compradores a responderem as questões.
  • How much (quanto custará todo o processo): para finalizar, é preciso mensurar um valor total que será investido nesse projeto. No caso do nosso exemplo, o custo total é de R$ 2.000,00 para cada mês de aplicação da avaliação, ou seja, com os dois meses de pesquisa, o valor final é de R$ 4.000,00. Vale ressaltar que é importante se ater ao custo e não ultrapassar este valor. Um modo de controlar as despesas é fazer um relatório mensal, que deve ser atualizado por uma pessoa responsável.

Resultados

Neste exemplo em específico, a objetividade do projeto é o ponto chave da ferramenta 5W2H. A pesquisa é simples e os resultados são objetivos, dizendo qual é o índice de satisfação dos consumidores. Para que isso aconteça, foi necessário aplicar o planejamento e as ações sem possíveis falhas, já que a meta é utilizar os resultados e melhorar o desempenho para as vendas que ocorrerão no fim do ano.

Dessa forma, a estratégia em questão vai impactar em melhores resultados de vendas e de campanhas de marketing, melhorando a imagem da marca e relação de empresa e consumidores. Tudo isso feito com um custo baixo e em pouco tempo.

Como o modelo de gestão 5W2H pode ser aplicado no seu negócio?

Muitos gestores utilizam o 5W2H por esta ser uma ferramenta eficiente e considerada por muitos como completa. O grande destaque da fórmula é a maneira como pode ser desenvolvida por muitos processos diferentes. Apesar de ser usada na maioria das vezes com finalidade de um planejamento estratégico de empresas e corporações, ela não se limita a apenas isso.

A ferramenta pode ser usada em praticamente qualquer atividade que requer uma estratégia de ações ou de organização. Entre estas atividades estão, por exemplo, lançar um novo projeto, contratar um novo colaborador, definir responsabilidades em projetos, entre outros.

Não importa qual seja o problema, impasse, dúvidas ou questionamentos que você ou sua empresa tenha, o maior objetivo de quem utiliza a ferramenta 5W2H é solucionar este problema. Afinal, o 5W2H serve para que você possa conhecer e compreender o que deve ser feito e qual é a melhor forma de fazer isso. Assim, se trabalha para que tudo aconteça em um período planejado, com custos baixos e total eficiência com foco nos resultados.

Vale destacar ainda que o 5W2H não se aplica somente aos planejamentos que estão no seu início. Mas, também, podem ser implementados em projetos que já estão em andamento, podendo corrigir algumas situações que não estão bem esclarecidas.

Ela também pode ser usada como uma forma de checar se o caminho tomado no primeiro momento é o mais adequado e se a execução do projeto está sendo efetiva. Por isso, não deixe de aplicar o 5W2H na sua gestão, independente se ela já está em curso ou nos seus primeiros passos.

Diferencial positivo na gestão da sua empresa

O papel desempenhado por um bom administrador é fundamental para o sucesso dos seus projetos e do seu negócio. Desempenhado de forma impecável, ele, com certeza, será um profissional exemplar para os demais colaboradores da empresa.

A gestão é muito importante para que a sua empresa tenha um desenvolvimento sustentável, que acompanhe o seu próprio ritmo e tenha consciência do crescimento. Isso é fundamental para que o crescimento da empresa não seja muito grande a ponto de não conciliar uma estrutura de gestão capaz de manter o bom funcionamento do trabalho.

O benefício é tão grande que todas as atividades da empresa, bem como a sua cultura, valores e missão, acabam tendo uma mudança significativa, muito mais focada e objetiva em conseguir grandes resultados. Não é à toa que a ferramenta de gestão 5W2H é um dos modelos mais usados pelos gestores e executivos hoje em dia. Sua simplicidade e seu desempenho são focados em gerar grandes resultados para os seus projetos.

Vale muito a pena estudar mais sobre esse modelo de gestão e colocar em prática nas suas atividades e projetos. Caso seja necessário, não deixe de buscar ajuda profissional com empresas especializadas e profissionais qualificados. Montar um planejamento estratégico é fundamental e isso deve ser feito com os melhores resultados e recursos disponíveis.

Considerações finais

E, então, o que achou desta ferramenta de gestão? Espero que você tenha encontrado no nosso texto o que estava procurando e que ele conseguiu sanar todas as suas dúvidas e questionamento em relação a ferramenta de gestão 5W2H.

Não perca tempo e aplique este conceito no seu planejamento estratégico, seja para uso pessoal, seja para seus projetos e negócios profissionais. Ele é muito importante para que você consiga traçar um plano de ação eficaz e sem impasses que possam tirar o foco e a eficiência das ações.

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