Como importar produtos da China?

Dado os altos preços praticados no Brasil, é fácil entender por que tantos empreendedores desejam importar produtos dos Estados Unidos para revenda.

O objetivo pode ser comercializar os itens para amigos e familiares ou mesmo abrir o seu próprio negócio de importação. Mesmo sendo um ramo bastante lucrativo, trazer artigos de outros países requer certo conhecimento prévio. Antes de começar qualquer atividade, você precisa pesquisar sobre o mercado e procedimentos legais.

Outra questão importante é o tipo de espaço que você pretende ter. Por exemplo, o e-commerce é uma escolha cada vez mais popular entre os importadores.

Assim não é necessário arcar com custos como aluguel e transporte, entre outros. Porém, tanto o comércio eletrônico quanto as lojas físicas devem usar estratégias de marketing digital para atrair o público-alvo. Qualquer iniciativa só será bem sucedida a partir do desenvolvimento de técnicas capazes de alcançar possíveis consumidores.

Em um cenário tão competitivo como o atual, é imprescindível que você invista em estratégias eficientes de divulgação para se diferenciar da concorrência. A próxima dúvida que costuma surgir é se compensa trabalhar com produtos importados quando o dólar ainda está em alta. Leia a seguir para saber mais sobre isso.

A verdade é que adquirir artigos nos Estados Unidos para comercializar no Brasil como pessoa física fica mais econômico. No entanto, ter um CNPJ para revender produtos importados evita que as suas encomendas sejam retidas na alfândega e permite a você trabalhar legalmente.

Para iniciar as atividades de acordo com as regras, sugerimos que o revendedor observe algumas etapas:

Escolha bem os fornecedores

A internet possibilita o contato com inúmeras companhias instaladas ao redor do mundo. Então vale a pena realizar uma extensa pesquisa até encontrar fornecedores de confiança. Inclusive existem bons cursos que ensinam como criar parcerias com marcas internacionais.

Uma boa medida é fazer um primeiro pedido pequeno para testar a agilidade da entrega e a qualidade dos artigos. Também recomendamos que você leia as resenhas nas redes sociais na loja para saber a opinião dos clientes.

Nessa fase, decida se você pretende focar em produtos luxuosos ou prefere o segmento mais popular. Em caso de dúvida, comece com mercadorias baratas, como acessórios para celular e roupas e depois acrescente objetos mais caros ao seu catálogo.

Prospecte o mercado

A maioria dos brasileiros se interessa por mercadorias importadas que não são facilmente encontradas por aqui. Ou então traga produtos que sejam mais caros no Brasil em comparação aos fabricados no exterior. 

Há importadores que se dedicam a um nicho específico, o que simplifica muito no momento de se traçar o perfil de persona (consumidor ideal). As possibilidades são inúmeras, por causa da segmentação que o e-commerce propicia.

De acordo com a cotação do dólar, você economiza de 50% a 100% do preço do produto em relação ao valor da mesma mercadoria no Brasil. Portanto, o retorno será bem superior ao investimento e o importador se mantém competitivo. Em adição, confira a restrição imposta a itens como perfumes e velas, por exemplo, que demandam cuidados específicos para envio.

Guia de Gestão Estratégia

Crie a sua empresa

Da mesma forma, torna-se essencial o cumprimento das normas nacionais para importação e revenda. Somente com os procedimentos certos você se protege de problemas com a Polícia Federal.

Indicamos que o empreendedor faça um CNPJ assim que souber a finalidade do seu negócio. Conforme o número de funcionários e área de atuação, a carga de impostos será distinta. Se necessário, aconselhe-se com um contador para saber o formato tributário mais favorável.

Habilite-se no Radar

Faça o registro de senha junto ao Sistema Ambiente de Registro e Rastreamento da Atuação dos Intervenientes Aduaneiros. Desse modo, você consegue entrar no Siscomex (Sistema Integrado de Comércio Exterior). Para realizar esse processo, o importador deve comparecer pessoalmente na Receita Federal para registrar a firma.

Organize o estoque

Tenha sempre os itens anunciados em estoque para garantir a entrega aos compradores com agilidade. Caso contrário, você pode perder a venda ou deixar o público insatisfeito. E lembre-se: as encomendas vindas dos Estados Unidos podem demorar até um mês para chegarem ao Brasil.

Artigos mais caros não exigem um estoque tão grande, tendo em vista a menor rotatividade. Já para os objetos baratos compensa importar uma quantidade maior.

Apresente-se de maneira profissional

Atualmente, a maior parte dos empreendedores oferece os artigos importados em sites como Mercado Livre e OXL. Não há nada de errado nisso, mas quem pretende se destacar deve tentar outra abordagem. Se for preciso, contrate um bom programador para projetar o website da sua importadora.

Leve em conta a legibilidade do texto e a facilidade de navegação antes de colocar a página no ar. A plataforma deve permitir pagamento por boleto e diferentes bandeiras de cartão de crédito para não limitar os seus clientes. Afinal, poder parcelar é uma das vantagens das lojas nacionais.

Um e-commerce mal feito só prejudica a sua imagem com os visitantes, então se dedique a essa etapa. Vender de porta em porta é uma alternativa, mas o melhor é limitar-se a pessoas conhecidas e que sejam boas pagadoras. Associe a loja virtual com ações de marketing nas redes socais, como Facebook e Instagram. Com isso, você pode revender para todo o território nacional.

Outras dicas para dar início ao negócio de importação com segurança

Como em qualquer segmento, importar produtos dos Estados Unidos requer determinação. Sobretudo no princípio, haverá desafios até que a empresa se estabeleça no mercado.

Tenha controle das finanças

Faça registros de todas as transações realizadas na importadora. Sugerimos que o empresário crie uma planilha detalhando o quanto recebeu e o quanto gastou. Não deixe passar nenhum valor, sob risco de se desorganizar financeiramente. Também não utilize dinheiro de sua sobrevivência para abrir a revenda de produtos dos Estados Unidos.

É provável que nos primeiros meses a lucratividade seja baixa, mas com produtos de qualidade e preços justos, o retorno virá com certeza. Com uma atuação consistente, a importação funciona como uma renda extra ou ainda ser a sua fonte de renda principal. Gostou do texto? Coloque em prática as nossas dicas de importação e compartilhe a sua experiência com a gente!

Bons negócios!

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Escrito por eGestor
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