5 Forças de Porter: Quais são e como aplicar na sua empresa

5 Forças de Porter: Quais são e como aplicar na sua empresa

Quem é Michael Porter, das 5 Forças de Porter

Nascido em 1947, Michael Porter é um dos nomes mais respeitados do século XX quando o assunto é administração, gestão, economia empresarial e marketing; e é criador das 5 forças de Porter, de extrema importância para a administração.

Porter é, acima de tudo, um expoente e uma referência do pensamento estratégico empresarial. Tem em seu currículo MBA e Doutorado em Economia Empresarial em Harvard, onde se tornou, aos 26 anos, um dos mais jovens professores da história da universidade.

Diretor do Instituto de Estratégia e Competitividade, Porter escreveu 19 livros e mais de 125 artigos, influenciando profissionais, organizações e áreas inteiras do conhecimento, o que lhe rendeu inúmeros prêmios. Mas nada que se compare à reverência ao seu nome de todos os profissionais ligados às áreas de negócios e economia.

Quais são as 5 Forças de Porter

Abaixo, a apresentação individual das cinco forças de Porter e um resumo de como elas interagem dentro do ambiente competitivo.

5 Forças de Porter

1. Ameaça dos produtos substitutos

Considera-se produtos substitutos aqueles que são diferentes, mas que atendem à mesma necessidade, o que, na verdade, acaba por torná-los concorrentes.

Refrigerantes e sucos em caixinhas são produtos diferentes, mas podem concorrer para atender à mesma necessidade.

Essa é umas das 5 forças de Porter, sendo a força mais difícil de identificar e controlar, porque os produtos podem ser muitos e difusos, o que torna difícil desenvolver uma estratégia para combatê-los. Se existir, custará muito caro.

2. Ameaça de entrada de novos concorrentes

Quando Porter desenvolveu as 5 forças de Porter, em 1979, ainda não se falava de mundo globalizado e de empresas que já nascem multinacionais na internet.

Agora, uma empresa deve estar permanentemente atenta à possibilidade da ocorrência de novos entrantes, que são concorrentes diretos que podem entrar na briga por uma fatia do mesmo mercado.

O ideal é que a empresa já tenha estratégias bem definidas para esses casos, que apresentem a dosagem adequada ao tamanho da ameaça. Ainda é muito comum a influência nos círculos de poder governamental para a fixação de barreiras que tornem inviável, por exemplo, a entrada de concorrentes estrangeiros.

3. Poder de negociação dos clientes

Essa é uma das 5 forças de Porter que talvez nem ele pudesse imaginar que fosse se tornar tão decisiva no ambiente competitivo. Principalmente quando falamos de uma época em que a negociação com o consumidor se dava em torno de preço e qualidade. Afinal, se a concorrência era o ponto principal a ser analisado, nos dias atuais o poder de barganha dos clientes precisa ser analisado com muito cuidado.

Assim, na medida em que a tecnologia reduziu o ciclo de vida dos produtos e mudou a percepção de valor do produto por parte dos consumidores, a relação entre os clientes e as empresas mudou. Por isso, até mesmo a legislação das relações de consumo vem se modernizando e oferecendo cada vez mais poder ao consumidor.

A universalização da internet, a intensificação do tráfego e da disseminação das informações e a multiplicação da rede de relações mantidas pelas pessoas. Tudo isso aumentou o poder de barganha dos consumidores.

Nas últimas décadas, as empresas se viram obrigadas a mudar suas estratégias e colocar o cliente, aquele consumidor com quem ela se relaciona, no centro das decisões e das políticas. Os clientes ganharam poder, são exigentes e obrigam as empresas a adotar condutas condizentes com demandas antes ignoradas, como responsabilidade ambiental e social.

Um mau atendimento pode render propaganda negativa em larga escala. O poder é tanto que a máxima de que o cliente tem sempre razão pode valer, no sentido de causar estragos à imagem da empresa, mesmo que o cliente não tenha razão alguma.

4. Poder de negociação dos fornecedores

É um ponto importantíssimo a ser considerado na hora de entrar em um novo mercado. Funciona, basicamente, à base da lei da oferta e da demanda. Assim, quanto mais fornecedores, menor o poder de barganha.

Um ambiente competitivo, onde haja poucos fornecedores, é um terreno hostil, onde são eles que têm o controle do preço e do grau de qualidade dos insumos.

5. Rivalidade entre os concorrentes

A análise da concorrência, no modelo das 5 forças de Porter, leva em consideração a intensidade com que se dá a disputa direta por participação no mercado em que a empresa deseja competir.

Entenda-se assim por intensidade o nível de agressividade entre os concorrentes, a quantidade de competidores, o modo de atuação e o volume de recursos investidos em publicidade.

É a partir dessa análise que a empresa terá uma noção clara do que precisará fazer para se posicionar de uma forma que concilie visibilidade, retorno de investimento e condições viáveis de competitividade frente à concorrência.

Um aspecto que ficará muito claro é qual a necessidade de investimento em publicidade para que a empresa, dentro de um determinado tempo, consiga a fatia desejada daquele mercado, mas também é necessário analisar qual a capacidade de reação dos concorrentes já estabelecidos a um novo competidor, que pode ocorrer de várias formas, desde o aumento considerável dos gastos com publicidade dos líderes ao levantamento de barreiras junto a fornecedores e rede de distribuição.

Por que a análise das 5 forças de Porter é importante para as empresas?

Uma empresa que não olha para fora acaba ficando para trás. Centralizar todos os olhos de coordenadores para o que acontece dentro do negócio pode ser bom, mas por pouco tempo. No mercado atual, são poucos os nichos de empresas que não tem concorrentes, ou tem poucos. E mesmo que esse fosse o caso, entender o que está fora da empresa é essencial.

Além de saber do público-alvo, também se deve entender da concorrência. E a análise das 5 forças de Porter ajuda a entender onde um negócio está em relação ao mercado. Esses pontos demonstram os pontos negativos e positivos, tanto da empresa como dos seus concorrentes. Dessa forma, também, é possível sair à frente. Por exemplo, se o seu concorrente não tem um bom atendimento, e você sim, é hora de fazer propaganda dele!

Como aplicar as 5 Forças de Porter em uma empresa

Entenda agora como realmente aplicar essas forças em um negócio, na prática:

Mapeie a empresa

Uma outra ferramenta que pode ajudar a empresa a entender qual a sua posição, melhorias e o que consertar é a análise SWOT. Ela faz com que seja possível ver as forças, fraquezas, ameaças e oportunidades de um negócio. Dessa forma, se entende o que é possível melhorar.

Mas, não existem respostas prontas, se deve entender a empresa, em geral, e também como a empresa está comparada ao mercado.

Faça uma pesquisa de mercado

A pesquisa de mercado é um estudo feito para entender as empresas de um nicho do mercado. Para fazer essa pesquisa é necessário entender o que se quer saber e como fazê-la. Mas, não necessariamente a empresa que irá aplicar as 5 Forças de Porter deve fazer essa pesquisa, já existem muitas que podem ajudar a fazer uma boa análise geral de como está o mercado.

Tenha foco

Quando se tem uma empresa para gerenciar é difícil ter um foco, uma vez que existem vários pequenos fogos a serem apagados a todo o momento. E vamos ser sinceros, muitas vezes a água para apagar todos é pouca.

Uma empresa deve saber onde quer chegar e o que deve ser feito para que se chegue lá. E para isso é necessário ter foco. Esse foco é o que levará ela ao sucesso que lhe foi determinado. Entenda que esforços estão sendo direcionados e para onde, afinal, eles são os passos da empresa.

Cuide do seu financeiro

Uma das formas mais certeiras de fazer uma empresa se diferenciar e tornar a empresa mais competitiva é através da redução de custos para obter mais lucro e investimentos. Mas, para que isso seja bem feito, ela também precisa de um controle financeiro estruturado.

Afinal, um dos principais motivos para a abertura de uma empresa é ter lucro, certo?! Uma empresa não terá lucro se não fizer o controle do fluxo de caixa, das entradas e saídas.

5 Forças de Porter

Como fazer análise das 5 Forças de Porter

Não são poucas as ferramentas de análise estratégica desenvolvidas para o mundo dos negócios, das corporações e organizações privadas ou governamentais.

Elas decorrem da necessidade que as corporações têm de entender o lugar que ocupam nos mercados e estruturar estratégias para crescer e sobreviver perante a concorrência.

Para uma organização empresarial, se estabelecer num mercado competitivo é uma ousadia que implica forte predisposição para investir tempo e recursos financeiros em planejamento.

Um ambiente competitivo está repleto de oportunidades e ameaças. Assim, é preciso saber identificá-las para tirar proveito e neutralizá-las, respectivamente. Buscar o posicionamento correto, eliminar produtos, lançar novas linhas e fazer fusões e outros tipos de alianças estratégicas são ocorrências que fazem parte da história das empresas.

Dessa forma, a ferramenta de análise criada por Porter estabelece uma relação entre as cinco forças capazes de influenciar fortemente o equilíbrio competitivo em um determinado mercado.

Na verdade, Porter desvela uma verdadeira queda de braço que se desenrola por trás das cortinas das relações de consumo, que podem determinar o sucesso, o fracasso ou o fechamento de uma empresa, dependendo da forma como ela estará preparada para entender e reagir às ocorrências, às pressões e às reviravoltas do jogo.

Com base no modelo de análise das 5 Forças de Porter, muitos executivos tomam decisões importantes, inclusive de entrar ou não em determinado mercado ou mesmo abandoná-lo. Apenas para concluir, pode e deve ser usada em conjunto com outras matrizes analíticas. O que vale ressaltar é o valor e a atualidade das cinco forças de Porter.

Considerações finais

As 5 Forças de Porter devem ser analisadas de forma integrada. Afinal, são todas partes do mesmo ambiente competitivo e indicadores que formarão um diagnóstico que embasará as decisões dos gestores.

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Perguntas frequentes sobre as 5 Forças de Porter

Quais são as 5 Forças de Porter?

  1. Ameaça dos produtos substitutos
  2. Ameaça de entrada de novos concorrentes
  3. Poder de negociação dos clientes
  4. Poder de negociação dos fornecedores
  5. Rivalidade entre os concorrentes

Qual a mais significativa das cinco forças de Porter?

A mais significativa força de Porter é a rivalidade entre os concorrentes, uma vez que ela é, praticamente, seu ponto central e tem relação com todas as outras.

Sorveteria: Como montar uma em 11 passos

Sorveteria: Como montar uma em 11 passos

Sorveterias são empreendimentos muito populares que participam da vida da maioria das pessoas, desde memórias da infância até primeiros encontros e outras situações importantes. Assim, não são apenas estabelecimentos comerciais, são locais de criações de histórias marcantes. Então, confira no texto a seguir os passos para abrir uma sorveteria e fazer sucesso:

O Brasil é o 6º país no ranking de consumo de sorvete, ficando atrás de países como Estados Unidos, China, Rússia, Japão e Alemanha, que, mesmo passando por temporadas de frio intenso, têm a cultura de consumir a sobremesa. Ainda, segundo informações da Associação Brasileira das Indústrias de Sorvetes (Abis), o brasileiro consome cerca de 4,98 litros de sorvete por ano. 

Então, confira agora nossas 11 dicas para a abertura de uma sorveteria de sucesso e comece a fazer seu planejamento já!

1. Estude a sua atividade

Segundo pesquisa realizada pelo Sebrae, cerca de 50% das empresas encerram as suas atividades antes de completar 3 anos de operação. Isso se dá por uma série de motivos, como falta de conhecimento do negócio, controle financeiro inadequado, dentre outros fatores.

Sendo assim, antes de abrir uma empresa de alimentação é preciso buscar conhecimento e estudar bem a atividade em que se pretende empreender. No caso de uma sorveteria, procure conversar com empresários que já atuam no ramo sobre a clientela, produção, melhores fornecedores, tendências do momento e outros aspectos, como as estratégias de vendas utilizadas.

Assim, procure saber sobre as dificuldades encontradas desde a abertura do negócio e como lidaram para solucionar estes problemas. É importante saber a visão dos empresários que já possuem experiência no ramo, para saber o que vai encontrar pela frente no decorrer do negócio.

Elabore um plano de negócios

Plano de negócios é um documento e/ou relatório de planejamento que visa organizar caminhos que serão seguidos para que os objetivos da empresa possam ser colocados em prática com segurança. 

Estas metas descritas no documento diminuem as margens de “erros’’ no mercado, trazendo a solução para os problemas antes mesmo de tirá-los do papel.

Veja alguns benefícios na elaboração de um plano de negócios:

  • Conhecimento de seu negócio
  • Aumento da viabilidade das operações
  • Crescimento sustentável
  • Investimentos
  • Expansão da marca
  • Projeções financeiras
  • Permite conhecer os concorrentes
  • Surgimento de oportunidades
  • Conhecimento de suas necessidades

2. Faça uma Análise SWOT

Você precisa saber que a Análise SWOT é uma ferramenta de planejamento estratégico que busca analisar interna e externamente sua empresa.

A tradução dessa sigla nos permite fazer o levantamento de 4 pontos importantes: Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças. Portanto, vamos mostrar um exemplo simples para a sua compreensão:

POSITIVONEGATIVO
INTERNOFORÇAS: Novos sabores
Qualidade na produção dos sorvetes
FRAQUEZAS :Concorrência com marcas conhecidas no mesmo ramo
EXTERNOOPORTUNIDADES: Ofertar os sorvetes no verãoAMEAÇAS: Aumento de preço nos ingredientes necessários para a produção.

3. Analise a concorrência antes de montar sua sorveteria

É importante ficar atento a diversos fatores que envolvem o mercado local deste segmento antes de montar a sua sorveteria. Ou seja, estude atentamente a concorrência e procure identificar os pontos fortes e fracos das sorveterias existentes na sua cidade.

É preciso analisar o atendimento prestado por cada uma delas, os diferentes sabores de sorvetes vendidos e as estratégias de marketing utilizadas.

Identificando estes aspectos, é possível analisar em quais fatores as sorveterias concorrentes deixam a desejar, que assim podem se tornar um diferencial para o seu negócio.

sorveteria

4. Escolha uma boa localização e pense no espaço

Um dos fatores mais importantes para a montagem da sua sorveteria é a localização. Por isso, deve-se dar preferência aos locais com grande fluxo de pessoas, como as principais avenidas da cidade.

Ainda, você deve checar os locais que podem atrair públicos específicos, como lugares próximos a escolas, restaurantes, bares, faculdades e escritórios, sempre focando nas pessoas que podem procurar uma sobremesa a qualquer hora do dia.

Outra boa opção são os shoppings e as galerias, já que o fluxo de pessoas é garantido. No entanto, cuidado com essa opção, pois necessita de maior investimento do empreendedor para o pagamento do aluguel do box e para a eventual decoração do local.

Assim, se você optar por comprar uma franquia, as empresas mães fazem um estudo da cidade para encontrar o melhor lugar para a instalação da sorveteria.

Espaço da sorveteria

Se for uma empresa de pequeno porte, dá para iniciar com um espaço menor e ir expandido conforme as demandas e a necessidade de novos produtos e equipamentos . Uma mini sorveteria deve ser instalada em um espaço de no mínimo 35m² , enquanto uma de médio porte é indicado 80m².

Vale ressaltar que se a sorveteria for aberta em ambientes que possuem praça de alimentação, como centros comerciais ou shoppings, não haverá necessidade de colocar cadeiras e mesas dentro do espaço destinado à sorveteria, assim liberando mais espaço e recursos financeiros para determinar outras funcionalidades.

5. Possua todos os equipamentos necessários

Anote os equipamentos e móveis que você precisará comprar ou alugar para começar a montar sua sorveteria:

  • Balcões para o atendimento;
  • Mesas e cadeiras;
  • Freezers para exposição dos sorvetes e para armazenamento do estoque;
  • Mesas para coberturas frias e quentes;
  • Balança para vendas por quilo;
  • Batedeira industrial;
  • Liquidificador industrial;
  • Utensílios para servir e armazenar o produto (casquinhas, potinhos, isopores, colheres, guardanapos, sacolas plásticas;).
  • Maturadores;

6. Faça um bom controle financeiro

Além de todos os equipamentos citados acima, você precisará fazer o controle de caixa e estoque do que está sendo comercializado.

Uma das opções é fazer o controle com planilhas para sorveterias, planilhas para restaurantes. Elas são de grande utilidade, uma vez que podem controlar até a produção do seu produto, se for o caso.

Ainda, um sistema unificado também é uma boa alternativa para simplificar o acesso e a visualização dos dados. Assim, a ferramenta recomendada é o eGestor, que permite o controle financeiro, controle de estoque, fluxo de caixa, emissão de nota fiscal eletrônica e compilação de informação para emissão de relatórios.

O eGestor é online, portanto não exige a instalação de programas no computador e funciona diretamente no navegador, necessitando apenas de uma conexão à internet.

Ele também pode ser acessado por smartphones e tablets. Não somente sorveterias, mas outras modalidades de negócios podem ser atendidos pelo eGestor por um custo baixo e assistência direta com os produtores.

7. Fique atento ao investimento para a abertura do negócio

A estimativa total para iniciar este negócio é de R$ 30 mil, levando em consideração uma estrutura de pequeno a médio porte. Mas, você pode reduzir este custo adquirindo uma máquina de sorvete expresso, que também é mais acessível.

Entretanto, se optar por montar uma sorveteria tradicional, é indicado pesquisar custos de manutenção e prazo de retorno do investimento, além de optar pelo aluguel dos equipamentos, o que pode baixar bastante o valor do investimento inicial.

8. Estude quem será a persona de sua sorveteria

A falta de conhecimento sobre o cliente é um dos maiores erros cometidos por empreendedores de primeira viagem. Assim, sem um estudo aprofundado do público que se deseja atingir, as estratégias de marketing acabam sendo elaboradas sem um direcionamento e não se consegue identificar as reais necessidades dos clientes.

Neste processo de estudo, é importante definir algumas questões:

  • Por meio de quais plataformas serão realizadas as suas estratégias de marketing?
  • De que forma pretende-se atingir o público?
  • Qual a faixa etária geral dos consumidores?
  • Qual o poder aquisitivo destes clientes?
  • Como criar um bom layout e uma fachada que seja atrativa para este público?
  • Qual o nível de escolaridade médio da clientela?

9. Qual a equipe necessária?

Uma pequena sorveteria industrial pode funcionar perfeitamente com apenas dois funcionários. Dessa forma, será preciso um profissional para atender aos clientes e outro responsável pelo controle de caixa e gestão do negócio, que inclui o contato e pedidos com fornecedores, dentre outras atividades.

Mas, em caso de você montar uma sorveteria artesanal, será necessário uma equipe de trabalho maior. Neste caso, é preciso um gerente de produção, um nutricionista, um sorveteiro chefe, que será o responsável direto pela produção, e operadores.

10. Busque qualificação

Para os novos empreendedores no negócio de sorvetes, é recomendado procurar workshops para conhecer mais sobre a produção da sobremesa. Além disso, pode-se obter mais informações sobre os equipamentos utilizados, os materiais recomendados e as formas mais lucrativas de comercialização do produto.

Passar por um curso de produção de sorvetes para iniciantes pode ser fundamental, já que você vai aprender a diferenciar os tipos do doce, conhecer as etapas de produção, ter noções de higiene e conhecer algumas receitas de sorvetes de massa e picolés de diversos tipos.

Posteriormente, é essencial fazer mais cursos para o aperfeiçoamento do conhecimento, possibilitando a fabricação de sabores e tipos de sorvetes mais sofisticados.

11. Fique atento a burocracia

Lidar com alimentos é um pouco mais complicado do que outros setores do comércio, pois além da documentação usual para abertura da empresa, uso do local escolhido e recolhimento de impostos, há uma série de determinações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que devem ser seguidas para fabricação, manipulação e venda de alimentos.

A ausência desses cuidados pode resultar em notificações e até multas provenientes do Poder Público local. Para efetivamente abrir o seu negócio também serão necessários os seguintes processos:

  • Escolher o tipo de sociedade;
  • Registro na junta comercial municipal;
  • Inscrição de CNPJ na Receita Federal;
  • Registro na Secretaria da Fazenda;
  • Obtenção do alvará de localização junto a prefeitura municipal;
  • Registro no Sindicato Patronal;

Legislações necessárias para o comércio de sorvetes (alimentos no geral):

  • Lei nº 7967/1989 Institui os valores de multas a serem pagas por infringir a legislação sanitária, altera a Lei n° 6.437, de 20 de agosto de 1977, e dá outras providências; 
  • Resolução RDC nº 275, dispõe sobre o regulamento técnico de boas práticas de fabricação para estabelecimentos industrializadores de gelados comestíveis;
  • Decreto-Lei nº 986, de 21 de outubro de 1969, institui normas básicas sobre alimentos;

Sorveteria pode ser MEI?

Não, uma sorveteria com CNAE 1053-8/00 – Fabricação de sorvetes e outros gelados comestíveis, não pode ser MEI.

sorveteria

12. Produza picolés

Os picolés também são uma ótima opção de produtos para a sua sorveteria, pois são práticos, tanto para quem vende como para quem produz. Além disso, é um produto muito abrangente, pois alcança vários perfis de personas.

A sua produção é realmente simples. Adquirir uma picoleteira (máquina para fazer picolé) já é o suficiente para elaborar picolés com sabores variados, pois ela já vem com forminhas onde são inseridas as caldas que você desejar. 

Nas embalagens você pode usar sua criatividade, seja para divulgar a sua marca, ou também fazer de forma artesanal, oferecendo uma experiência encantadora para este momento tão delicioso.

Cálculo do lucro na venda de um picolé

Antes de fazermos uma simulação, vamos esclarecer a seguinte pergunta: o que é lucro? Lucro é o que você ganha em determinada operação ou exercitando alguma atividade econômica.

 Existem dois tipos de lucro:

  • Lucro líquido: que é o cálculo da receita (valor recebido) das vendas, menos o custo do produto vendido;
  • Lucro bruto: que é o cálculo da receita, onde é subtraído não somente o custo do produto vendido, mas também todas as despesas (água, luz, internet, etc).

Para sua maior compreensão, vamos simular que você esteja produzindo o seu próprio picolé e precise obter lucro bruto sobre as suas vendas. Digamos que para a produção você precisará de leite, palito e embalagem, sem contar as frutas e os sabores, esse total de produção ficaria com o valor de R$0,50 por unidade.

Agora a sua venda será feita sobre determinados valores, digamos que o máximo é até R$7,50, não podendo ultrapassar este valor.

Pensando que foram vendidos 100 unidades de picolé com o valor máximo, o cálculo seria feito da seguinte forma:

Receita – Custo = Lucro bruto

(100 x R$7,50) – (100 x R$0,50) = Lucro bruto

750 – 50 = Lucro bruto

700 = Lucro bruto

O lucro bruto das vendas seria o total de R$700,00. Se fosse feito o cálculo de um lucro líquido, também seria retirado deste total o valor das despesas (Lucro líquido = receita – custo – despesas).

13. Sorvete x Gelato x Sorbet

Você sabe a diferença entre sorvete, gelato e sorbet? Ambos podem ser uma ótima opção de negócio, porém precisamos saber exatamente quais são suas diferenças.

  • Sorvete – é o tradicional, os seus ingredientes são leite, açúcar, gordura e sabores variados, esses ingredientes são suas maiores diferenças, pois os sorvetes precisam ter maior durabilidade.
  • Gelato – é o chamado de sorvete italiano, mas ele é mais artesanal, seus principais ingredientes são água, sabores variados, açúcar e leite e possui uma textura mais cremosa.
  • Sorbet – possui muitas frutas em sua composição, não é adicionado gorduras, ovos e nem leite, seus ingredientes são água, açúcar e frutas. As polpas das frutas fazem com que o seu sabor se torne uma experiência incrível.

Vale mais a pena abrir uma empresa de sorvetes, gelatos ou sorbets?

É você quem decide qual dessas três opções será a melhor para sua empresa, mas precisa conhecer sua persona. Para quem você quer vender o sorvete? Tendo essa resposta já fica claro qual caminho seguir.

Por exemplo, se você tem uma sorveteria voltada para sorbets, sua persona tem intolerância à lactose ou apenas tem preferência por frutas, possui uma dieta regrada e prefere alimentos mais saudáveis. Assim, com essas informações ficaria claro que seria melhor uma empresa de sorbet.

Agora, suponhamos que sua persona é jovem, adolescente ou criança, saudável, frequenta shoppings, parques de diversões e não tem problemas de saúde. Portanto, nesse caso, o sorvete tradicional seria uma ótima opção.

O mesmo ocorre para o gelato, o sorvete italiano. Neste caso também se aplicaria a localização, por exemplo, poderia abrir uma sorveteria de gelato em um local em que há descendentes italianos ou pessoas que gostam dessa cultura.

14. Inove

  • Crie novos sabores: Não se limite apenas ao tradicional, crie combinações que possam ser atraentes aos olhos e ao paladar. Hoje em dia as pessoas buscam algo que supere suas expectativas. Uma boa ideia também é buscar por sabores típicos de cada região.
  • Atendimento personalizado: Você provavelmente já deve ter visto em algum filme aquelas lanchonetes em que os atendentes usam patins, não é mesmo? Isto é um atendimento que pode servir como inspiração para você no momento de criação, dependendo de sua persona você pode ousar um pouco mais.
  • Ofereça outros produtos: Pensando em expandir o seu negócio, pode ser ofertado também outros serviços e/ou produtos além daqueles que já existem em uma sorveteria, isso pode atrair e agregar mais clientes para sua empresa. 
  • Decoração: Por exemplo, se você for abrir uma sorveteria em um local próximo há empresas, onde sua persona será um funcionário do setor administrativo, vale apostar em cores mais neutras, tornando o espaço um ambiente tranquilo e acolhedor para um intervalo de trabalho. Por outro lado, se sua sorveteria for perto de uma escola, e sua persona será um aluno do ensino médio, isso permite que você seja um pouco mais ousado e aposte em um ambiente jovem e descontraído, investindo em cores mais vivas.

15. Agregue valor em sua sorveteria

Depois de aprender como montar uma sorveteria é importante aprender também como se manter em atividade. A permanência de uma marca no mercado depende de diferenciais oferecidos por ela, portanto, os empresários de sorveterias devem ter em mente que quanto maior a diversidade de seus produtos e quanto melhor a qualidade do que é produzido, maior o valor agregado e, consequentemente, maiores os lucros. Isso é claro, unido ao potencial da empresa para cativar o público a pagar um preço mais elevado do que outras marcas.

Mas não só o material utilizado para a produção do sorvete e a variedade de sabores agrega valor ao produto, os acompanhamentos e acessórios também fazem com que o sorvete seja diferenciado.

Oferecer caldas, licores, doces, chocolates e biscoitos em recipientes de diferentes tamanhos, com apresentações diferentes, podem dar maior lucro ao empresário.

Aproveitar as diferentes estações do ano para incrementar o cardápio também é opção. Assim, oferecer bebidas quentes, bolos e tortas pode trazer maior lucro ao estabelecimento.

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Just In Time (JIT): Entenda o que é e como funciona

Just In Time (JIT): Entenda o que é e como funciona

Você já parou para pensar se existe alguma metodologia que auxilie a empresa no desenvolvimento de uma cadeia de produção exata? Bom, independente de sua resposta, saiba que existe e se chama “Just in Time”.

Essa metodologia é responsável por regular as operações e as execuções conforme o nível de demanda, ou seja, tudo ocorre em um tempo determinado, nem antes e nem depois. Além disso, para que o just in time funcione corretamente o gestor precisa controlar o fluxo da empresa.

Continue a leitura deste material se você deseja entender o que é o just in time e de que forma se dá o seu funcionamento.

O que é Just in Time?

Just in Time em sua livre tradução significa “na hora certa”, ou seja, trata-se de uma técnica da gestão de produção que faz as empresas comprarem e/ou produzirem somente a quantidade exata de produtos, para satisfazer as necessidades dos clientes no momento certo.

Ele se baseia na ideia de não produzir, transportar ou comprar nenhum produto antes do tempo ideal. Aplica-se este processo em qualquer empresa e ajuda a reduzir estoques e também custos com processos. Pois primeiro é preciso vender um produto para depois comprar o material para fabricá-lo.

Para que funcione da melhor maneira possível é preciso que todo o público estratégico que se envolve no processo tenham a noção de que esse tipo de produção que é feita em determinada empresa. O fornecimento de materiais precisa ser capacitado para realizar as entregas, assim como as distribuidoras que possam receber os produtos.

Qual é a principal proposta do Just in Time?

A principal proposta do Just in Time é organizar o ambiente de produção, determinando a eliminação de desperdícios, e visando a melhoria contínua dos processos.

Este método é a base para uma melhor posição competitiva da empresa, aumentando a agilidade, a qualidade e o preço dos produtos. Além disso, evita armazenamentos enormes, e ainda poupa espaços e recursos.

Quais são os objetivos do JIT?

O maior objetivo desse método é a entrega de produtos ou serviços no momento certo e para a utilização imediata, ou seja, para que a produção esteja alinhada com os pedidos feitos.

Isso faz com que as melhorias sejam contínuas, o estoque seja reduzido e a continuidade do processo seja mais efetiva. Além disso, não é necessário a produção de novos itens.

Reduzir desperdícios

O JIT é um processo que exige do gestor uma ideia de qual é o tempo certo, a quantidade suficiente, e o local correto. É essa ideia que faz com que a empresa consiga produzir o necessário para atender a sua demanda, garantindo a qualidade do produto final. Dessa forma, se reduz o desperdício de matérias primas e produtos.

Processos mais efetivos

Por oferecer uma forma de reduzir erros e melhorar o planejamento, o Just in Time traz processos mais efetivos. Isso acontece porque, de acordo com a metodologia, tudo deve acontecer perfeitamente.

O JIT é o que as empresas utilizam hoje para conseguirem buscar melhoria nos processos produtivos, essa melhoria consegue ser sentida quando é possível reduzir drasticamente o estoque, já que essa diminuição faz com que seja mais fácil lidar com problemas no estágio de produção sem ter que se preocupar com produtos sem saída no estoque.

No momento em que uma empresa consegue diminuir o estoque, os problemas que antes não afetavam diretamente a produção se tornam mais presentes, o que faz com que seja mais fácil eliminá-los.

Otimização da produção

A otimização do processo de produção também é um grande objetivo do Just in Time. Ela faz com que a empresa se torne mais competitiva no mercado.

É necessário que a empresa tenha na cabeça quais processos terão que ser otimizados, entender quem é o cliente e qual é o tamanho da demanda, e que adote para si um compromisso com a garantia de entregas de qualidade e de melhoria contínua. Tudo isso junto trará um resultado muito mais assertivo no final da produção.

Padronização de processos

Para garantir que as etapas dos processos ocorram perfeitamente é preciso que elas passem por uma padronização. Assim, ela garante que tudo ocorra como o planejado, sem mudanças e de forma ágil.

Tipos de desperdício

Shigeo Shingo, juntamente com Taiichi Ohno, foi fundador do Sistema Toyota de Produção. Ele indicou 7 tipos de desperdícios que se pode ter e podem ser resolvidos com o JIT:

  1. superprodução: produção muito além do necessário;
  2. transporte: cuidado ao manusear os produtos;
  3. processamento em si: etapas de processamento que não são necessárias;
  4. produção de produtos defeituosos: falta de cuidado na produção;
  5. estoque: tempo de preparo elevado;
  6. movimentação: esforço desnecessário;
  7. espera: tempo elevado para entrar no próximo centro de trabalho.

Como funciona o just in time?

O funcionamento da metodologia JIT depende de uma série de alinhamentos, mas vale lembrar que disciplina é essencial para que funcione com sucesso.

Confira as etapas que são necessárias para um bom funcionamento do JIT:

Tempo

O próprio nome do Just in Time já deixa claro que os processos necessitam de um tempo, e que ele é extremamente importante para que as coisas sejam feitas no momento certo. Mas vale ressaltar que não é somente agilidade que importa, a qualidade deste processo precisa ser sempre boa.

Além disso, é importante ter em mente que sempre será dessa forma a agilidade nos processos e a busca por cada vez mais qualidade.

Controle de qualidade

Como citamos anteriormente a qualidade é muito importante, mesmo que a agilidade seja um dos pontos estratégicos, a qualidade precisa estar em constante melhora, ou deve ficar exatamente a mesma, não pode diminuir.

É necessário que se encontre um equilíbrio entre a a qualidade e a agilidade, para isso é preciso saber conciliar as duas durante o processo de produção.

Equipe capacitada

Para que este método funcione corretamente é importante fazer os processos necessários, e a equipe precisa estar capacitada, para amanter uma rotina de operação sob demanda.

Então, se atente na sua equipe e n forma com que você irá administrá-la, lembre-se que precisam de agilidade, mas também precisam fazer um trabalho eficiente e que melhore os processos de produção do serviço.

Padronização

Essa padronização refere-se aos processos que envolvem e interferem toda a produção, porque além dos colaboradores é importante focar nas estratégias da própria empresa, ou seja, pensar em desenvolvimentos padronizados que facilitarão o fluxo de trabalho.

A empresa precisa pensar em todos os cenários que acontecerão durante estes processos produtivos. Planejando desde a entrada, até a saída dos produtos. Assim, será mais fácil seguir um padrão.

Fornecedores

Os fornecedores também fazem parte deste processo porque é por meio deles que os pedidos irão chegar. Por isso, é importante que eles sejam capacitados para cumprir suas demandas corretamente, sem atrasos ou outras pendências.

Dessa forma, se você desenvolver um bom relacionamento com eles, a comunicação vai se tornar mais fácil. Assim, poderá deixá-los cientes sobre o funcionamento da produção, e o quanto é importante que eles estejam aptos para atender com rapidez todas as demandas, em todas as suas fases.

Dicas para implementar o JIT em seu negócio

Para a implemetação do JIT em seu negócio é necessário reavaliar todo o processo de produção, uma vez que isso demanda tempo e alguns investimentos para trazer melhorias. Além disso, também é importante fazer um treinamento de equipe.

Confira algumas dicas para implementar o Just in Time em sua empresa:

  • Reorganize toda a produção;
  • Forme uma equipe capacitada para os novos moldes, objetivos e regras;
  • Auxilie os fornecedores;
  • Colabore com clientes;
  • Altere o sistema de produção;
  • Faça um planejamento baseado nas encomendas.

Como usar o JIT na sua empresa

Para aplicar esse método no estoque do seu negócio será necessário cumprir alguns requisitos, por exemplo:

Treinamento

Por ser um processo que é muito preciso, os colaboradores que participam da manutenção do estoque, vendas e financeiro, devem passar por um treinamento. Ele servirá para que todos saibam exatamente como operar e não sejam pegos de surpresa com as mudanças.

Controle preciso e melhoria de processos

Como o objetivo principal do JIT é a melhoria de processos de um negócio, será necessário ter todos esses processos controlados e extremamente controlados, uma vez que não existe margem para erros.

Ou seja, todos os procedimentos devem ser acompanhados precisamente para evitar falhas e saber o que está sendo feito. Com isso, o controle de estoque não pode ser feito através de um caderno ou uma planilha de produção, por exemplo, ele deve ser feito com um sistema que seja completamente integrado, como um sistema de gestão.

Vantagens e desvantagens do Just in Time

Por ser um processo que depende do tempo certo, literalmente, o JIT consegue diminuir os custos com estoque e sua manutenção. Ou seja, ele faz um grande papel no controle de estoque pois evita que produtos fiquem parados, melhorando o armazenamento. Assim, também ajuda na hora de realizar as compras com seu fornecedor, porque se sabe exatamente o que é necessário comprar e não há prejuízo comprando itens a mais ou a menos.

O Just in Time também corrige equívocos na produção e distribuição do estoque, uma vez que ajuda a identificar diversos problemas.

Porém, nem sempre esse método de controle de estoque pode ser utilizado. Isso porque muitas empresas não possuem uma previsibilidade tão grande do negócio, e as oscilações fazem parte. Ainda, é preciso contar com fornecedores que possam entregar os produtos na hora, sem possibilidade de erros.

Otimização do estoque e dos processos

Com o uso da metodologia se otimiza todos os processos, mas também, a gestão do estoque. Ou seja, utilizando o JIT o estoque não fica com produtos encalhados e é possível fazer um controle mais preciso da quantidade de matérias-primas.

Redução de custos e desperdícios

Ter um roteiro perfeito de etapas na produção evita que sejam desperdiçadas matérias-primas, que produtos defeituosos sigam na linha de produção e, também, os valores gastos com armazenamento são menores.

Por exemplo, quando se usa um sistema de controle de produção é possível fazer o controle de perdas na hora da produção. Dessa forma, as quantidades são aperfeiçoadas.

Por que utilizar o Just in Time?

As vantagens de utilizar esse sistema de gestão são inúmeras, mas o que mais chama atenção é como ele contribui para o aumento da competitividade das empresas que o utilizam.

O Just in Time também busca reduzir os custos para o que for somente muito necessário. O planejamento e a busca pela melhoria contínua dos processos produtivos ajudam a reduzir desperdícios e também reduzir significativamente o tempo de preparação e de movimentação durante todas as etapas de produção dos produtos finais.

A qualidade também é maior em empresas que utilizam o Just in Time, isso por que ele evita que existam defeitos e retrabalho durante o processo completo. Além disso, é uma filosofia que busca causas de problemas e soluções para que eles não se repitam durante a produção.

Os trabalhadores são sempre treinados para que façam seu trabalho da melhor maneira possível, verificando sempre a qualidade daquilo que entregam. Se um lote completo for produzido com algum defeito, o tamanho menor dos lotes diminui também a quantidade de produtos que serão afetados pelo problema.

Por último podemos citar a flexibilidade. O Just in Time faz com que a flexibilidade de resposta dos sistemas seja maior. Isso porque o tempo envolvido em cada processo é menor e ajuda o sistema a se tornar mais produtivo e também mais flexível quando se analisa variações de produtos finais.

Como surgiu o Just in Time

Depois da crise de 1929, que desmontou a credibilidade do sistema Fordista, a Toyota viu a necessidade de um sistema que não deixasse os estoques cheios de carros. Isso aconteceu também pela diferença de tamanho dos países. Como sabemos, a área física dos EUA, onde o modelo fordista foi iniciado, é muito maior que a do berço do sistema Toyotista.

A partir da Segunda Guerra Mundial, a Toyota começou a fabricar poucos automóveis de poucos modelos diferentes. Por isso, era preciso trabalhar com flexibilidade para fabricar lotes menores com a mesma qualidade das grandes empresas americanas.

Assim, a ideia de produzir somente o que o mercado demandava passou a ser utilizada por outros fabricantes. E depois dos anos 1970, os automóveis que eram fabricados no Japão se tornaram muito competitivos. Tão competitivos quanto os veículos fabricados pelas grandes empresas automobilísticas.

Foi assim que o Just in Time se tornou mais do que uma maneira de realizar a gestão da produção. Mas sim, uma filosofia que abrange também a gestão de material, de qualidade, de organização, de produto, do trabalho, e dos recursos humanos.

É uma filosofia que tem como característica a produção a partir da procura e da demanda. Nela se produz somente o necessário, na quantidade certa e no momento certo.

Nesse tipo de gestão, cada etapa do processo serve para produzir somente o que for necessário para que seja possível ser realizada a próxima fase, na quantidade e no momento certos. O ideal é que seja aplicado em todas as etapas do processo, isso ajuda a redução de estoque tanto em financeiro quanto em armazenamento. Além da eliminação de custos é possível ganhar produtividade e qualidade.

Just in time e Kanban

O método de gerenciamento de produção e o sistema de cartões, ambos de origem japonesa, se complementam. Esses, foram pilares para o sistema Toyota de produção, que substituiu o sistema Fordista de produção. Assim, esses contribuíram para criação de um sistema onde nada era produzido, a não ser que houvesse um destino, evitando prejuízos.

O Kanban é um método que se utiliza de cartões coloridos ou com outras maneiras de identificação, para designar ou especificar tarefas. Dessa forma, ele dá total suporte a empresas que utilizam o JIT.

Cautelas ao aplicar o Just in Time

O gestor que fizer a aplicação do JIT, precisa tomar cuidado para não aplicá-la em empresas com poucas demandas ou muitas oscilações, porque existem algumas empresas que realmente necessitam de um estoque com diversos produtos e sempre bem abastecido.

Além disso, já mencionamos anteriormente mas vale ressaltar que os fornecedores precisam estar cientes sobre a demanda e quantidade no momento certo. Então, certifique-se que eles realmente serão capazes para que a produção não seja prejudicada por falta de material.

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Visão sistêmica: Qual a importância de ter na gestão empresarial?

Visão sistêmica: Qual a importância de ter na gestão empresarial?

É muito provável que você já tenha ouvido falar em Visão Sistêmica. Mas até onde vai seu conhecimento sobre o tema? Pensando nos desafios atuais da Gestão Empresarial, é interessante saber mais sobre esse assunto e aproveitar o que de melhor ele pode fazer para a sua carreira e (ou) para sua empresa.

O que é visão sistêmica

Visão Sistêmica é conseguir enxergar e compreender o todo por meio da análise das partes que o formam.

O que significa ter uma visão sistêmica da organização

A visão sistêmica pode se definir como uma capacidade que o profissional tem. Ela permite ver a empresa como um todo, e diante disso, consegue identificar os processos, como funcionam, como os setores se integram, como é a produção e a entrega dos produtos ou serviços ao consumidor e ao mercado.

Envolve ainda entender a relação do ambiente interno com o ambiente externo, como são feitos os acordos e passadas as informações. Assim, o profissional que tem todas essas características é visto como alguém que tem visão sistêmica.

Como ter visão sistêmica

A visão sistêmica é uma habilidade que pode ser desenvolvida. Alguns passos para ter uma visão sistêmica são:

Conheça bem o seu negócio e o mercado

Além de conhecer a empresa de forma interna, é necessário entender o mercado que ela está inserida. Por isso, o trio missão, visão e valores é um indicador importante. Ou seja, é essencial que os colaboradores, gestores e o dono (ou donos) da empresa saibam onde ela quer chegar e qual é a sua posição quanto aos concorrentes e o público-alvo.

Faça a análise SWOT

Uma maneira muito simples de entender como a empresa se posiciona e quais são seus diferenciais é através da análise SWOT. Ela mostra as forças, fraquezas, oportunidades e ameaças da empresa, mostrando assim, onde ela pode melhorar e o que de bom ela pode anunciar.

Estude sempre

Tenha em mente que tudo muda o tempo todo, o que se aprendeu há um ano atrás pode não valer mais. E isso também vale para o negócio. A empresa possui funcionários e realiza funções o tempo todo, que vão se ajustando. Quando ela começou, fazia sentido usar um método ou ferramenta, mas com o crescimento e mudanças, pode ser que esses já não sejam mais válidos. Esteja sempre atento a como as coisas funcionam.

Saia da sua zona de conforto empresarial

Estamos constantemente sendo testados e aprendendo. O que às vezes acreditamos ser a maneira correta, pode não ser a melhor maneira. Entenda que existem muitos métodos, muitas maneiras e, se possível, teste elas. Veja qual se encaixa melhor na sua empresa.

O que é visão holística e visão sistêmica?

Visão holística e sistêmica são coisas diferentes. Enquanto a visão sistêmica analisa a empresa em geral, os objetivos e o contato em geral, a visão holística vê a empresa através da cultura organizacional e das características dos colaboradores.

O que é visão sistêmica e visão estratégica?

A principal diferença entre visão sistêmica e visão estratégica é que a estratégica pensa no futuro, em criar uma estratégia para a empresa no futuro, enquanto a visão sistêmica foca mais em como a empresa se comporta atualmente.

Vantagens da visão sistêmica

A visão sistêmica traz alguns benefícios gerais para a empresa

  • Maior conhecimento: quem possui a habilidade da visão sistêmica consegue entender um negócio de forma mais ampla, melhorando os processos.
  • Correção de erros: quanto maior o conhecimento sobre a empresa, melhor serão os processos e a identificação de erros no caminho. Ainda, quanto mais cedo for identificado, mais rápido será corrigido.
  • Tomada de decisões: com mais informações sobre a empresa e seu entorno, mais assertivas serão as tomadas de decisões.
  • Aumenta produtividade: se um funcionário sabe sobre a empresa e sobre os projetos que trabalha, ele terá mais consciência das suas tarefas e saberá onde se quer chegar. Dessa forma, o caminho é mais rápido.

Qual a importância da visão sistêmica

A Visão Sistêmica divide sua importância em algumas situações:

  • Para líderes, que devem tomar conta de grandes responsabilidades, muitos setores e tomar decisões dentro da empresa. Neste cenário a visão sistêmica será essencial para o desenvolvimento de projetos e crescimento da empresa.
  • Para profissionais de Recrutamento e Seleção que devem entender sobre o que é Visão Sistêmica e buscar isso em seus candidatos.
  • Para funcionários em geral que queiram aperfeiçoar funcionalidades e ajudar a empresa a crescer, entendendo de todos os processos da corporação e das funções que cada parte deve desempenhar. O posicionamento de um profissional que utiliza a Visão Sistêmica muda. Ele entende seu papel como parte de uma engrenagem e começa a funcionar de forma organizada. Assim, entendendo que se outra parte da engrenagem não fizer o mesmo o resultado não será o ideal. Dessa forma, a empresa é otimizada com essa visão, já que seus funcionários compreendem suas posições e tarefas a serem entregues dentro do cenário organizacional.

A visão sistêmica pode ser desenvolvida?

Pode e deve ser desenvolvida por todas as pessoas, de forma gradativa e para alavancar diferentes áreas das vidas de cada um. Sendo a carreira a mais afetada positivamente. Profissionalmente falando, os que buscarem o desenvolvimento dessa capacidade estarão mais aptos a liderar e a ocupar os cargos de gestão nas empresas.

Já para o departamento de recrutamento e recursos humanos é interessante criar treinamentos e oportunidades. Esses, fazem com que, gradativamente, os funcionários desenvolvam esse tipo de capacidade. Assim, integram projetos e fazem parte dos planejamentos atrelados a eles. Além da oportunidade é importante o incentivo para que as pessoas comecem a atuar em suas atividades já empregando a visão sistêmica. Esse é um desafio que a empresa deve se propor a vencer para ter um quadro de funcionários muito mais participativo, inteirado com as ações dentro da empresa e comprometido com o todo, já que entende as partes que o formam.

Como a visão sistêmica pode influenciar na liderança de um Gestor?

Para cargos de gestão, chefia e liderança ter esse tipo de capacidade é praticamente fundamental. Já que esse tipo de colocação na empresa se trata exatamente de estar sempre à frente de diversas negociações, além das relações internas e externas. O fato de tomarem decisões, escolherem entre diversas alternativas, apostarem em inovações, definirem ações, dentre outras funções de um gestor, faz com que a visão sistêmica se torne essencial e em alguns casos até intrínseca na vida e na rotina de um cargo de liderança dentro de uma empresa.

Um gestor que faz bom uso da Visão Sistêmica deve ser capaz de atuar nas seguintes funções junto aos seus funcionários:

  • Organizar;
  • Se relacionar com diversas frentes;
  • Definir metas e estratégias;
  • Alinhar pensamentos e formas de agir;
  • Administrar crises;
  • Analisar situações de risco;
  • Estar presente independentemente da área ou setor, mas disposto a oferecer auxílio dentro de outras modalidades;
  • Ponderar e avaliar;
  • Enxergar a organização como um todo.

Esses são só alguns requisitos que demandam a visão sistêmica para serem executados de forma correta e contínua por um cargo de maior responsabilidade em uma corporação.

Como desenvolver a visão sistêmica

É preciso conhecer a fundo a empresa em que você atua, isso quer dizer que você deve conhecer os departamentos, quais são suas funções e responsabilidades e como os profissionais que neles trabalham agem e realizam suas tarefas. Isso fará com que você seja conhecedor das partes da empresa, e assim, poderá futuramente desenvolver sua visão do todo, com elementos que te façam entender como aquilo tudo funciona.

Além disso, é possível estudar as metas e objetivos da empresa. Isso irá te ajudar a compreender para onde a empresa vai e aonde ela quer chegar. Saber a missão, a visão e os valores da sua empresa o fará perceber como cada peça da engrenagem funciona em busca dessa tríade.

Utilize um profissional de formação como o Coaching, ou a PNL (programação neurolinguística), esses profissionais, que são a cara do cenário empresarial atual, lhe ajudarão a ver o que sozinho você pode não estar conseguindo. Eles podem te mover e te colocar nas situações de outras pessoas dentro da empresa e te fazer indagações que te levarão ao que almeja, o desenvolvimento da sua Visão Sistêmica.

Quais são os resultados após a inserção da visão sistêmica como fator predominante dentro da empresa?

A Visão Sistêmica traz dinamismo para a empresa. Os líderes se tornam focados em mostrar o caminho e perseguir junto com sua equipe todas as metas definidas. Os funcionários que começam a desenvolver a capacidade começam a trabalhar melhor em equipe, buscando sempre, mais e mais formas de ajudar, cooperar e se destacar dentro da empresa. E assim, poderão ser vistas quebras de paradigmas, trabalhos e projetos realizados de forma excelente porque estão baseados na coletividade. E por fim, a empresa estará mais aberta para negociações e relacionamentos que visem o bem do todo.

Assim, o que aprendemos sobre Visão Sistêmica é que é uma capacidade de entender o todo a partir de suas partes e funcionamento de cada uma. Trazendo para o cenário empresarial é uma forma de integrar equipes e habilitar líderes para que desempenhem suas funções com maiores chances de resultados excelentes.Pudemos ver que é um tipo de habilidade que pode ser desenvolvida e que faz bem a todo e qualquer profissional que queira se capacitar e entender a fundo a empresa que o emprega, desempenhando seu papel de forma mais ampla e recompensadora.

Visão Sistêmica é importante, e é mais uma forma organizada e dinâmica de priorizar o trabalho, valorizar as tarefas de outros profissionais, entender como uma empresa se torna um todo, visualizando de forma clara e objetiva o que cada setor faz, ajudando na construção de uma marca que oferece produtos e serviços.

É também uma forma de entender a ideia de cliente versus fornecedor e o teor de qualidade que todos os processos devem ter e oferecer, criando laços e ajudando a roda a girar e a engrenagem a evoluir, dentro de seus propósitos empresariais.

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Vantagem Competitiva: o que é e qual a sua importância

Vantagem Competitiva: o que é e qual a sua importância

Para compreendermos a vantagem competitiva precisamos, primeiramente, dominar o básico sobre seu significado. Vantagem, segundo o dicionário, é um tipo de condição ou posição que caracteriza superioridade em relação a algo ou alguém.

Entretanto, é uma circunstância em que há privilégios por motivos diversos. Por sua vez, o termo competitivo se trata do fator que compete, ou seja, que participa e que por vezes até mesmo encerra uma competição.

Então, preparamos este material completo para você saber o que é vantagem competitiva e qual a sua importância para as empresas.

Ilustração gráfica sobre vantagem competitiva.

O que é vantagem competitiva?

Vantagem competitiva é o posicionamento superior de uma organização frente à corrida por espaço dentro do mercado. Ou seja, ela é o motivo que leva um cliente a escolher fazer negócio com determinada organização e não com a outra, sua concorrente direta ou indireta.

Vale destacar que é imensuravelmente importante, principalmente nos dias de hoje, trabalhar em vantagens competitivas a fim de manter o ritmo de crescimento do negócio e dele tirar muitos lucros. Segundo Porter, vantagem competitiva pode ser entendida como uma situação em que uma empresa, ou até mesmo um profissional autônomo, é diferenciada favoravelmente do seu concorrente, atraindo clientes a partir de pontos que não podem ser imitados ou aplicados a outros negócios.

Aliás, o segredo da vantagem competitiva é justamente o fato dela ser única, sustentável e superior às demais que já estão em uso no mercado. Alguns exemplos de empresas que atingiram um alto nível de vantagem competitiva no mercado são a Apple, Google e Sony.

Exemplos de vantagem competitiva

Existem diversas vantagens que uma empresa pode ter perante outra, confira alguns exemplos:

O que é vantagem competitiva segundo Porter?

Você já ouviu falar de Michel Porter? Bastante conhecido, o americano de Michigan é um conceituado professor de Harvard que fala sobre a vantagem, e a estratégia, competitiva em seus livros mundialmente conhecidos tais como “Vantagem Competitiva” e “Estratégia Competitiva”.

Sendo uma autoridade dentro deste assunto, Porter ajudou inúmeras gigantes do mercado a chegar ao local que agora estão. As 5 Forças de Porter serviram como base para muitas delas crescerem e se expandirem ganhando todo o mercado.

A vantagem competitiva para Porter é quando uma empresa consegue uma capacidade que se sobressai perante as outras. Além disso, para Porter, um negócio só consegue vantagem competitiva quando utiliza estratégia de diferenciação ou de baixo custo.

Quais são os tipos de vantagens competitivas?

Qual a vantagem competitiva do seu negócio? Você já se perguntou sobre isso e encontrou respostas? O que pode ser considerado como vantagem no mercado atual? Essas perguntas podem lhe ajudar a perceber qual caminho e que tipo de vantagem competitiva sua empresa pode criar.

Em suma, sua organização pode desenvolver diversos tipos de vantagem competitiva. Confira as principais:

Preço

Essa pode ser uma das vantagens competitivas mais importantes a serem consideradas, porque estamos sempre buscando por melhor preço.

A vantagem competitiva do preço não precisa ser, necessariamente, o menor preço, mas sim, o melhor preço. Isso quer dizer que você deve oferecer um produto de qualidade, com o melhor preço possível.

Para que isso seja viável, as maneiras de melhorar o preço do produto são:

  • negociação com fornecedores
  • aumento da eficácia da operação
  • logística mais focada.

Foco

Com foco, a vantagem competitiva se refere a atender um mercado específico. Existem muitas empresas que hoje ganham a corrida da concorrência justamente por terem um foco. Por exemplo, podemos citar a Ferrari, que monta carros caros, para quem tem um poder aquisitivo maior. Assim, o seu foco é esse, não estendendo para outros tipos de carros e outros públicos.

Podemos pensar que isso limita a venda de produtos ou serviços, mas pelo contrário. Quando se tem foco em um produto, quer dizer que ele é mais pensado e tem mais atenção da empresa, fazendo com que se possa servir um preço melhor também.

Diferenciação

Diferenciação não é o contrário do foco e a vantagem competitiva por diferenciação significa que o seu produto entrega soluções diferenciadas, com mais qualidade. Assim, a empresa que busca ter essa vantagem deve investir em tecnologia, além de uma boa propaganda do produto ou negócio.

Basicamente, a diferenciação significa ser o melhor entre os concorrentes. Mas, isso também quer dizer que você pode elevar seus preços. Uma vez que se tem o produto ou serviço mais tecnológico, mais avançado, com mais benefícios, o seu público estará disposto a pagar mais por esses diferenciais.

Atendimento

Essa pode ser uma dor de muitas empresas que trabalham com muitos clientes. A vantagem competitiva por atendimento preza pela qualidade, pela forma com que o cliente é atendido. Você com certeza já ouviu falar que quando um cliente é bem atendido ele pode até comprar o seu produto, mesmo ele sendo mais caro que na concorrência, apenas pelo atendimento prestado?

Isso é real. E por isso setores como o customer experience, UI e UX têm crescido tanto. Porque as empresas entenderam que não adianta ter o melhor produto, com o melhor preço e não dar a atenção para o cliente, não entender o que ele precisa de verdade.

Ilustração gráfica mostrando um diferencial competitivo em forma de resultados.

Localização da empresa

Localização estratégica é vantagem competitiva sim, por isso mesmo os centros comerciais e shoppings são tão valorizados nas cidades. Estar bem localizado significa ter mais público para atrair e converter, portanto, avalie o local em que sua empresa está instalada e considere o acesso e a passagem das pessoas a fim de concluir se esta é ou não uma vantagem.

Design e logomarca

Sabe aquela letra “M” amarela marcante do McDonalds? Mesmo que não exista qualquer tipo de propaganda, só a logomarca já lhe dá vontade de comer um lanche, não é mesmo? Este é o tipo de vantagem competitiva que faz a empresa se diferenciar das demais graças a sua marca, design e layout.

Valor final do produto/serviço

Apesar de hoje em dia muitos clientes não considerarem exclusivamente o valor final do produto/serviço na hora de fazer uma compra ou contratação, este ainda é um determinante que pode ser uma vantagem dentro do mercado. Oferecer um produto de qualidade a um valor menor com certeza atrai mais clientes interessados.

Qualidade no atendimento e no produto/serviço

Mas esta é a década do atendimento! Os clientes querem ser bem tratados, desejam um atendimento personalizado e não massificado como antigamente. Por isso, se a sua empresa investe em encantar o cliente, com certeza será diferenciada das demais que querem ganhar sem dar a devida atenção ao seu público.

Funcionários que vestem a camisa do negócio

Sim! Esta é uma grande vantagem competitiva e sabe por quê? Com a equipe trabalhando junto, seguindo uma mesma linha de raciocínio e batalhando pelo cumprimento das metas, todo o resto se organizará de modo a ser esta uma grande vantagem.

Feedback detalhado

Por fim, trabalhar com o feedback de clientes, funcionários e até mesmo fornecedores a fim de melhorar os processos é a última das vantagens competitivas aqui exemplificadas já que saber o que o outro achou do atendimento e do produto permite melhorá-lo cada vez mais.

Agora que você já sabe o que é vantagem competitiva tanto na teoria quanto na prática, aproveite para fazer uma análise do seu empreendimento e destaque tudo o que encontrar como vantagem. Trabalhe nelas de modo a potencializá-las e lembre-se de aprimorar outros pontos importantes do negócio que podem vir a ser vantagem dentro de um futuro a médio ou longo prazo.

Como identificar uma vantagem competitiva

Uma das melhores maneiras de identificar uma vantagem competitiva é utilizando as 5 forças de Michael Porter, porque ele traz uma visão que pode ajudar sua empresa a identificar uma vantagem competitiva.

5 Forças de Porter

  1. Rivalidade entre concorrentes: Um dos principais determinantes dos fatores de competitividade, hoje o mercado, seja em qual segmento for, está completamente sendo explorado. A concorrência é grande e se diferenciar é uma necessidade para não fechar as portas.
  2. Poder de negociação dos clientes: Se antes as empresas determinam tudo, hoje quem diz o nível de qualidade, a forma de pagamento e a atenção que quer é justamente o cliente, visto que ele possui total poder para negociar até fechar a sua compra.
  3. Poder de negociação dos fornecedores: Também é importante considerar o papel dos fornecedores de insumos e matérias-primas dentro do mercado e a negociação que serve de base para muitos critérios internos ao negócio.
  4. Ameaça de entrada de novos concorrentes: A quarta ameaça, segundo Porter, é o medo constante da entrada de novos concorrentes para o mercado. O jogo pode, sim, virar rapidamente, e uma empresa hoje em destaque pode deixar de ser, em decorrência da abertura de novos negócios.
  5. Ameaças de produtos substitutos: Por fim, não menos importante, outra ameaça constante é a do lançamento de novos produtos. Veja os celulares, por exemplo, tecnologia atrás de tecnologia sendo lançada sem praticamente qualquer espaço. Ser ou oferecer o melhor neste cenário é praticamente impossível.

Como gerar vantagem competitiva?

Neste tópico, você aprenderá os 5 passos importantes para gerar vantagem competitiva em sua empresa. Esses ensinamentos geram um diferencial competitivo, fazendo com que sua organização se destaque.

Confira os 5 passos:

1 – Estude o mercado

O primeiro passo, sem dúvidas, é estudar o mercado em que sua companhia está inserida. Dessa forma, você pode analisar as promoções e ofertas semelhantes entre sua empresa e a concorrência, possibilitando um novo olhar para coisas que ainda não são oferecidas aos consumidores.

Além do mais, é importante também verificar a forma que os concorrentes gerenciam suas empresas e também como funcionam suas operações, com o objetivo criar diferenciais que resolvem diversos problemas dos clientes.

2 – Conheça seu cliente

Conhecer o seu público é um dos passos mais importantes e que exige bastante atenção, pois você precisa se colocar no lugar  deles para compreender quais diferenciais podem atraí-los e fidelizá-los.

Entretanto, existem alguns pontos que podem ser levantados para encontrar a melhor abordagem. São eles:

  • Conheça as demandas e necessidades do seu público;
  • Busque por diferenciais inovadores e que ainda não existem no mercado;
  • Pense sempre em superar as expectativas de seus clientes;
  • Cative sempre os consumidores de diferentes formas.

3 – Estimule as equipes

Estimular a equipe é a garantia de que sua empresa trilhará um caminho de sucesso, pois colaboradores engajados são mais competentes e favorecem para um resultado positivo.

Uma equipe que se sente valorizada e feliz é um bom diferencial, pois existem alguns funcionários insatisfeitos em certas empresas que acabam não entregando bons resultados e nem alcançam metas estipuladas.

Por isso, é importante ter uma cultura organizacional e manter uma rotina de feedbacks, pontuando alguns pontos que precisam ser melhorados e evidenciando as qualidades que trazem benefícios para a organização.

4 – Aprimore o marketing

O marketing tem a capacidade de atrair um grande público, podendo até mesmo tornar a marca de sua empresa uma autoridade no assunto ou na atividade que desenvolvem.

Este é o momento de focar em todas as informações que você já coletou sobre seu público, enriquecendo o seu conhecimento referente aos produtos e serviços, e tornando possível a criação de estratégias que funcionem.

O marketing digital se tornou um grande aliado das organizações que querem ter vantagem competitiva, englobando diversos canais, como blog e redes sociais. Entretanto, deve seguir esses passos para conseguir ter um tráfego maior.

5 – Inove

A melhor maneira de inovar é por meio da tecnologia, pois assim é possível reduzir prazos, diminuir custos, melhorar o desempenho da equipe e acelerar a produção da empresa. Porém, as melhorias não se limitam apenas em curtos prazos, pois a inovação também contribui para médio e longo prazo.

Vale ressaltar outros pontos importantes que são possíveis por meio da inovação tecnológica. São eles:

  • Automatização de contratos de compra e venda;
  • Assinatura eletrônica;
  • Otimização do acesso a informações por meio de um sistema de gestão;
  • Avaliação de indicadores de desempenho;
  • Histórico de vendas.
Ilustração gráfica mostrando um empresário subindo nas colunas, representando uma vantagem competitiva.

Como garantir uma vantagem competitiva em seu negócio

Além das quatro citadas, existem maneiras de garantir que o seu negócio garantir a vantagem competitiva, confira:

Reduza os custos de sua produção

Principalmente quando falamos em preço, reduzir os custos de produção pode ser o diferencial para que você tenha valores ainda melhores. Existem algumas maneiras simples de concretizar essa redução, seja negociando com fornecedores ou com o uso de um sistema de produção.

Entenda quem é o seu público

Quanto mais você conhece seu cliente, maiores são as chances de vender para ele. Ou seja, se você consegue criar um produto para esse público, uma publicidade voltada para ele e entregar uma solução personalizada, maiores são as chances de ele comprar e retornar.

Assim, esse processo facilita também o relacionamento com o seu cliente, que, consequentemente, faz com que você conheça ele melhor.

Faça uma análise dos concorrentes

Análise como seus clientes fazem os quatro pilares da vantagem competitiva: preço, foco, atendimento e diferenciação. O que você está deixando de fazer que eles estão fazendo melhor? É possível mudar algum processo para melhorar o que a empresa está deixando de lado? Portanto, identifique gargalos na sua empresa partindo do que seus concorrentes estão fazendo bem.

Mas, também atente-se ao que você está conseguindo fazer para trazer resultado que pode ter mais ênfase. Uma ferramenta muito útil para esse processo é a análise SWOT.

Torne sua equipe mais produtiva

Há várias formas de tornar a sua equipe aumentar o processo de produção, uma delas é agregar a tecnologia de gestão em suas rotinas para que assim sejam automatizadas.

Além disso, você também pode investir em treinamentos e qualificações, melhorando as habilidades dos colaboradores e também fazendo com que eles saem de suas zonas de conforto e possam se desafiar e aṕrender novas técnicas. 

Otimize o marketing digital

O conhecimento que você tem sobre seu cliente não é utilizado apenas na hora de realizar a venda, ele também pode fazer com que você tenha mais ideias de como chegar até ele. Afinal, se ele não conhece o seu negócio, ele não virá seu cliente, correto?!

Utilize uma abordagem multicanal para chegar onde o público-alvo está e melhore o alcance da sua empresa na internet.

Invista em novas tecnologias

No cenário corporativo, a tecnologia tem tido um papel fundamental no desenvolvimento e fortalecimento das micro e pequenas empresas. Assim, com um leque amplo de recursos de TI à disposição, o já empresário, ou mesmo aquele que deseja empreender, tem mais chances de ver o seu negócio prosperar.

Há alguns anos, eram raros os casos de pequenas empresas que se valiam de algum recurso tecnológico para desempenhar as suas atividades. O que se via eram pequenos negócios onde praticamente toda a organização — processo produtivo, rotina, contabilidade, entre outros — era subaproveitada por meio de um gerenciamento pouco eficiente.

Todas essas variáveis eram colhidas e utilizadas, quando isso era feito, de forma totalmente manual, sem muitos critérios e perícia, pelos próprios donos, que por sinal desempenhavam todo tipo de função dentro do negócio.

Em contrapartida, hoje o cenário é outro. A tecnologia e a tecnologia da informação têm modificado muito a dinâmica do mercado. Por meio de seus recursos, empresas menores estão conseguindo se fortalecer e se manter no mercado, frente às grandes empresas.

Isso graças ao auxílio de novas tecnologias, que têm possibilitado que as micro e pequenas empresas consigam atuar em novos nichos, atingindo seus clientes em potencial e tornando o empreendimento mais rentável e sólido.

Garanta um bom relacionamento com o público

Para se tornar uma empresa competitiva é necessaŕio ultrapassar as quatro paredes de seu negócio e garantir que o seu cliente está realmente satisfeito. Ou seja, o esforço não deve estar só no interior, mas também no exterior da empresa, e principalmente, no relacionamento com seu público.

A experiência que os clientes têm com os seus produtos e serviços é o que vai definir o desenvolvimento de seu negócio. Dessa forma, você acaba fidelizando o seu cliente e o aproximando ainda mais de sua marca.

Ofereça promoções e descontos aos seus clientes

Oferecer promoções e descontos especiais aos clientes é uma boa vantagem competitiva, pois este processo pode potencializar sua marca e fazer com que mais consumidores sejam atraídos pelo preço.

Vale ressaltar que as promoções e descontos são sempre considerados vantagens competitivas, independente se ocorrerem diariamente ou em eventuais datas.

Liderança de custo

Este tópico é um grande desafio para as empresas, pois além de ter que manter uma vantagem competitiva no preço, é preciso fazer isso com o menor custo de mercado. E para que isso aconteça corretamente você deve:

  • Aumentar a eficiência operacional;
  • Melhorar os canais de distribuição;
  • Negociar com fornecedores eficientes.

Segmentação

Investir na segmentação de seu público é a melhor forma de conseguir uma audiência mais qualificada. Logo, entregue soluções personalizadas e com um preço que seja conivente com a realidade do cliente.

Para que este processo ocorra é importante conhecer sua persona e a partir disto você saberá quais são os tipos de pessoas que irão comprar seus produtos.

Identificação de recursos

É importante você saber que existem 4 tipos de recursos em uma empresa, são eles:

  1. Recursos humanos: habilidades e conhecimentos;
  2. Recursos financeiros: fluxo de caixa e lucros;
  3. Recursos físicos: produtos e equipamentos;
  4. Recursos organizacionais: cultura e equipe.

Depois disso, você já pode criar maneiras de melhorá-los, assim você terá uma melhor vantagem competitiva.

Por que ter vantagem competitiva?

É Importante porque por meio deles os produtos ficam mais atraentes para os clientes, incentivando-os a comprar.

Para que isso aconteça é importante que ofereça serviços com atendimentos excelentes, que sejam exclusivos, qualidade maior que os concorrentes, preços baixos e trocas flexíveis.

Dessa forma, sua empresa conseguirá:

  • Aumento da cartilha;
  • Fidelização dos clientes;
  • Receita;
  • Retorno.

Como a tecnologia se faz presente na vantagem competitiva

Que a tecnologia de modo geral tem transformado e facilitado as nossas vidas, não é novidade para ninguém. Não é difícil citar exemplos que confirmem essa afirmação. Mas, em se tratando do mundo empresarial, será que você é capaz de responder se a tecnologia e, principalmente, a tecnologia da informação tem trazido alguma vantagem competitiva para as micro e pequenas empresas?

Ilustração gráfica de tecnologia e vantagem competitiva.

A tecnologia da informação e a vantagem competitiva

A utilização da tecnologia da informação nas micro e pequenas empresas tem sido um diferencial positivo. Num cenário bastante competitivo, tê-la à disposição desde o início do negócio já representa uma vantagem competitiva frente às empresas que não possuem sistemas de TI implantados.

Nesse sentido, a TI contribui significativamente com a melhor gestão e organização da empresa. A adoção de sistemas informatizados, por exemplo, pode economizar tempo, recursos humanos e materiais, além de propiciar uma gestão da informação mais valiosa para o negócio.

Assim, a informação passa a ser um bem e pode ser utilizada para a estratégia de marketing e a busca e fidelização de clientes, dentre outros benefícios.

Vejamos alguns recursos oferecidos pela TI que podem representar uma grande vantagem competitiva no atual cenário:

ERP (Enterprise Resource Planning)

Esse é, talvez, um dos recursos tecnológicos mais utilizados atualmente pelas organizações. Também conhecido como “planejamento de recursos da empresa”, são softwares de gestão que integram as mais diversas informações relacionadas aos processos de organização da empresa em um único sistema.

Por meio deles, é possível obter informações precisas e rápidas sobre a rotina do empreendimento, além de garantir a automação de determinados processos, o que diminui drasticamente a ocorrência de erros e otimiza o tempo.

É importante mencionar que, há alguns anos, esses sistemas eram mais restritos a grandes empresas, devido à sua complexidade e também ao custo. Contudo, atualmente, com a difusão e popularização da tecnologia, eles estão acessíveis a todo tipo de empresa.

CRM (Customer Relationship Management)

Também é um sistema bastante utilizado por empresas. O CRM, ou em português “gestão de relacionamento com o cliente”, como dito, é um sistema, contudo, diferente do ERP, tem a finalidade específica de cuidar da base de consumidores.

Esse recurso fornecido pela TI pode contribuir com a fidelização dos clientes da sua empresa. Por meio dele, é possível antever as necessidades dos clientes e otimizar o trato e atendimento, além de fornecer o suporte adequado para eles. Tudo isso por intermédio de dados gerenciados e fornecidos por um software.

Cloud Computing

A computação em nuvem, como é chamada por aqui, é um grande exemplo de como a tecnologia pode proporcionar uma vantagem competitiva para as micro e pequenas empresas. A partir da computação em nuvem, todos os itens citados anteriormente podem estar à disposição da sua empresa com os custos mais baixos.

A computação em nuvem possibilita que a sua organização utilize recursos como o armazenamento de dados, telefonia e sistemas, entre outros, tudo de maneira remota, via internet. Dessa forma, a cloud computing tem facilitado muito o acesso das pequenas empresas a recursos que antes eram restritos apenas às grandes.

Vantagem competitiva por Michael Porter

Você já ouviu falar de Michel Porter? Bastante conhecido, o americano de Michigan é um conceituado professor de Harvard que fala sobre a vantagem, e a estratégia, competitiva em seus livros mundialmente conhecidos tais como “Vantagem Competitiva” e “Estratégia Competitiva”.

Sendo uma autoridade dentro deste assunto, Porter ajudou inúmeras gigantes do mercado a chegar ao local que agora estão. As 5 Forças de Porter serviram como base para muitas delas crescerem e se expandirem ganhando todo o mercado.

eGestor

O eGestor é o sistema de gestão ideal para lhe auxiliar no gerenciamento de sua micro ou pequena empresa. Com ele você pode automatizar os processos de controle financeiro, controle de estoque, além de realizar o cadastro de seus clientes e fornecedores, gerar diversos relatórios financeiros, emitir notas fiscais eletrônicas e boletos bancários, dentre outras funções! Realize os testes gratuitamente de todas as funções do sistema antes de optar por um dos planos profissionais. Para começar os testes, basta acessar o site!

Perguntas frequentes

O que é vantagem competitiva?

Vantagem competitiva é quando uma empresa oferece produtos e serviços melhores (em qualidade e preço) que os concorrentes.

Quais são as vantagens competitivas?

As vantagens competitivas são:

  • preço
  • foco
  • atendimento
  • diferenciação

Exemplos de vantagens competitivas

Como exemplos de vantagens competitivas podemos citar os preços que condizem com as condições financeiras dos consumidores, o atendimento diferenciado, e a alta qualidade dos produtos e serviços prestados.

O que é vantagem competitiva segundo Porter?

Para Porter, a vantagem competitiva é quando uma empresa consegue desenvolver uma competência superior aos concorrentes.

Quais são os dois tipos de vantagem competitiva?

Os dois tipos fundamentais de vantagem competitiva é o baixo custo e a diferenciação.

Como identificar a vantagem competitiva de sua empresa?

Para identificar a vantagem competitiva de sua empresa você deve, primeiramente, estudar a sua companhia e fazer um planejamento, após isso deve monitorar a concorrência, reduzir os custos, conhecer todos os recursos do seu negócio e investir em tecnologia.

Quais são as empresas com vantagens competitivas no mercado?

As empresas com vantagens competitivas no mercado são: Apple, Cielo, Nubank e Netflix.

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