Planilhas de Controle Estoque: 10 modelos Grátis para Baixar

Planilhas de Controle Estoque: 10 modelos Grátis para Baixar

A planilha de controle de estoque é uma das ferramentas mais usadas pelas empresas de pequeno e médio porte para organizar entradas, saídas e saldo de produtos sem precisar de um sistema de pagamento.

A seguir, você irá encontrar 10 modelos de planilhas de estoque para baixar grátis, com orientações sobre quando usar cada um.

O que é Controle de Estoque?

O controle de estoque é o processo de monitoramento contínuo dos produtos e das matérias-primas de uma empresa. Seu objetivo é garantir que a empresa tenha sempre a quantidade certa de itens: nem falta (que gera perda de vendas) nem excesso (que imobiliza capital e aumenta os custos de armazenamento).

Uma planilha de estoque bem estruturada registra entradas e saídas, calcula saldos automaticamente e sinaliza quando um produto se aproxima do estoque mínimo, tudo isso sem custo adicional.

Por que usar uma planilha para controlar o estoque?

Antes de apresentar os modelos, vale entender as principais vantagens de usar uma planilha de controle de estoque:

  • Custo zero: os modelos abaixo são gratuitos e funcionam no Excel ou no Google Sheets;
  • Facilidade de uso: qualquer colaborador consegue preencher e consultar sem treinamento extenso;
  • Flexibilidade: é possível adaptar os campos conforme a necessidade do negócio;
  • Visibilidade financeira: além do controle físico, as planilhas entregam informações sobre receita, custo e lucro;
  • Decisões mais rápidas: com os dados organizados, fica mais fácil identificar quais produtos vendem mais, quais estão parados e quando reabastecer.

Modelos de Planilhas de Estoque

Veja abaixo um resumo dos 10 modelos disponíveis para download gratuito:

#ModeloIndicado para
1VendasAcompanhamento de vendas e clientes
2Controle de ProduçãoEmpresas que fabricam seus próprios produtos
3Curva ABCClassificar produtos por importância e lucratividade
4Estoque MínimoDefinir ponto de reposição seguro
5Cadastro de ProdutosCentralizar informações fiscais e comerciais
6 Frente de CaixaAgilizar o atendimento no ponto de venda
7Preço de VendaCalcular preço com base em custos e impostos
8Preço de Venda e PromoçãoPrecificar produtos em promoção sem prejuízo
9Comissão de VendaDefinir comissões sobre vendas realizadas
10 Custo MédioCalcular o custo médio ponderado do estoque

Modelo de planilha de estoque – Baixar grátis

A planilha de controle de estoque é a solução mais completa para quem precisa de uma visão clara e organizada do estoque. Em abas separadas, concentra tudo o que seu negócio precisa para gerenciar produtos e fornecedores com eficiência.

Exemplo de planilha de estoque

O que está incluído neste modelo:

  • Cadastro de produtos: item, código, unidade de medida, estoque mínimo, custo unitário e preço de venda.

O cadastro de produtos permite à empresa ter mais controle sobre os itens vendidos, especialmente no aspecto financeiro.

Serve para utilizar as informações de fornecedores, entendendo quais são as principais formas de contato. Com esses dados é possível negociar valores e tempo de entrega, por exemplo.

  • Entradas: dados de compra, produto, fornecedor, quantidade, custo unitário, preço de venda e valor total.

A empresa deve inserir constantemente as vendas, com todos os produtos que entram no estoque.

  • Saídas: dados de venda, produto, quantidade, descontos, estoque acumulado e valor total.

A empresa deve registrar todos os produtos vendidos, representando as saídas de todas as vendas realizadas. Além disso, deve preencher todas as informações, pois esse será o registro principal da venda, que deve constar na nota fiscal.

  • Controle geral: painel automático com entradas, saídas, saldo, status de estoque mínimo, receita, custo e lucro.

Com essa planilha, a empresa sempre sabe quais produtos estão em falta, quais estão em excesso e qual é o resultado financeiro das vendas, que são informações fundamentais para um bom controle de fluxo de caixa.

Modelo de planilha de estoque de Vendas – Baixar grátis

Exemplo de planilha de estoque de vendas

Uma planilha de controle de vendas facilita a visualização das vendas de um negócio, desde quantidade de vendas, produtos vendidos e valores.

Esse controle de vendas bem feito permite que se tenha dados mais definidos, facilitando a tomada de decisões. Mas, para isso, a empresa deve atualizar constantemente esses dados, tanto financeiros quanto de estoque, para obter valores reais.

O modelo de planilha de vendas do eGestor possui as abas de cadastro:

  • Cadastro de clientes : nome, CPF/CNPJ, telefone, e-mail, endereço, inscrição estadual e indicador de inscrição estadual.

O cadastro de clientes permite que se tenha os principais dados de quem está fazendo a compra. Dessa forma, em caso de troca ou do não pagamento, por exemplo, é mais simples identificar esse cliente.

  • Cadastro de produtos: nome, categoria, preço de venda, preço de custo, estoque atual, NCM, unidade, CNAE e código de tributação municipal.

As informações sobre produtos são úteis na emissão de notas fiscais, pois ficam centralizadas em um só lugar. Facilita o preenchimento e permite a análise financeira das vendas por meio dos preços de custo e de venda.

  • Vendas: data da venda, forma de pagamento, conta destino, situação, dados de pagamento, tipo (venda ou orçamento) e desconto.

A data da venda é uma informação essencial para o controle do fluxo de caixa, que pode ser realizado pelo regime de caixa ou de competência.

  • FInanceiro: valor da venda, forma de pagamento, conta destino, situação, data de pagamento e desconto.

Esses valores indicam a receita da empresa e permitem identificar se há lucro ou prejuízo.

Modelo de planilha de estoque de Controle de Produção – Baixar grátis

Exemplo de planilha de controle de produção

As empresas que fabricam seus próprios produtos têm necessidades específicas de controle. Essa planilha foi desenvolvida para acompanhar as matérias-primas e o processo de fabricação.

O que o modelo contempla:

  • Matéria-prima: lista de insumos com unidade de medida (kg, unidade, cm);
  • Fórmula de produção: registro de quais matérias-primas, quantidade utilizada para produção e componentes de cada produto;
  • Controle mensal: entradas e saídas de matérias-prima no período – compras e quantidades utilizadas;
  • Estoque de matéria-prima: consumo mensal de cada insumo e quantidade utilizada de cada matéria-prima;
  • Estoque de produtos acabados: estoque dos produtos em colunas pelos meses e em linhas pelos produtos. Mostra a quantidade de produtos que a empresa produziu por mês.

Com essa planilha, é possível identificar desperdícios, padronizar a produção e eliminar gargalos no processo.

Modelo de planilha de estoque de Curva ABC – Baixar grátis

Exemplo de planilha de estoque de curva abc

A Curva ABC é um método de classificação que divide os produtos em três categorias de acordo com o faturamento gerado:

  • Classe A: produtos que representam a maior parte do faturamento (cerca de 80%);
  • Classe B: produtos de grande importância (cerca de 15%);
  • Classe C: quantidade de produtos com menor impacto no faturamento (cerca de 5%).

Com essa classificação, a empresa consegue priorizar os produtos mais estratégicos no gerenciamento do estoque, evitando rupturas nos itens críticos e pedidos ou excesso nos menos relevantes.

A planilha de Curva ABC simplifica o processo: basta listar os produtos com suas faturas e a planilha calcular automaticamente a classificação e gerar os gráficos correspondentes.

É possível utilizar a planilha em períodos diferentes, refazendo-a a cada mês ou atualizando seus dados diariamente.

Modelo de planilha de estoque de Estoque Mínimo – Baixar grátis

Exemplo de planilha de estoque mínimo

O estoque mínimo é o nível de segurança abaixo do qual o negócio corre risco de ruptura, ou seja, de não ter o produto disponível para venda quando o cliente precisar. Ele leva em conta a velocidade de vendas e o prazo de entrega dos fornecedores.

Essa planilha calcula automaticamente:

  • Produto;
  • Venda diária média;
  • Estoque atual;
  • Estoque mínimo de segurança;
  • Estoque máximo recomendado;
  • Situação (necessidade de novo pedido se sim ou não).

Com entradas simples, a planilha indica quando e quanto comprar, evitando tanto capital parado quanto o risco de falta.

Assim, a planilha consegue facilitar o trabalho, viabilizando tarefas, reduzindo custos e também aumentando lucros.

Modelo de planilha de estoque de Cadastro de Produtos – Baixar grátis

Exemplo de planilha de cadastro de produtos

O cadastro de produtos é importante demais para ser feito manualmente. Por isso, uma ferramenta útil para realizar o controle de informações é a planilha de cadastro de produtos.

A planilha de cadastro de produtos do eGestor conta com informações gerais, como:

  • nome;
  • margem de lucro;
  • preço de custo;
  • unidade, se pode ser medido em peso, unidade ou outro;
  • EAN, o código de barras;
  • NCM;
  • ExTIPI, código encontrado na NF-e relacionado ao IPI;
  • CEST – Código Especificador da Substituição tributária;
  • estoque mínimo, quantidade mínima de produtos que devem estar em estoque antes do próximo pedido ao fornecedor.

Mas, também, devem estar as informações fiscais, como:

  • informação adicional para NF-e;
  • CFOP, Código Fiscal de Operações e Prestações;
  • Situação ICMS, onde é inserido o CST, Código de Situação Tributária do ICMS;
  • Alíquota ICMS, alíquota do produto referente ao ICMS;
  • Margem de valor, porcentagem utilizada pela SEFAZ para compor o cálculo do ICMS;
  • Redução da BC, benefício fiscal de redução de tributação;
  • Situação PIS, onde é inserido o CST, Código de Situação Tributária do PIS;
  • Alíquota PIS, alíquota do produto referente ao PIS;
  • Situação COFINS, onde é inserido o CST, Código de Situação Tributária do COFINS;
  • Alíquota COFINS, alíquota do produto referente ao COFINS;
  • Situação IPI, onde é inserido o CST, Código de Situação Tributária do IPI;
  • Alíquota IPI, alíquota do produto referente ao IPI.

Ter esses dados organizados agiliza a emissão da nota fiscal e reduz erros no preenchimento de documentos tributários.

Modelo de planilha de estoque de Frente de Caixa – Baixar grátis

Exemplo de planilha de frente de caixa

A frente de caixa é o momento de finalização de uma compra. Mas, mais do que isso, a frente de caixa é responsável pelo pagamento do produto, controle de estoque e emissão de nota.

A planilha de frente de caixa do eGestor traz o controle de frente de caixa. Nela é possível controlar:

  • cadastro de cliente: devem estar as principais informações do cliente;
  • cadastro de produtos: devem estar as principais informações dos produtos;
  • frente de caixa: onde devem estar as principais informações sobre a venda.

Ideal para negócios que realizam vendas presenciais e precisam de um controle simples no ponto de venda.

Modelo de planilha de estoque de Preço de Venda – Baixar grátis

Definir o preço de venda correto é essencial para a saúde financeira do negócio. Cobrar pouco reduz o lucro, enquanto cobrar demais pode afastar clientes. Esta planilha automatiza o cálculo com base nos custos e no regime tributário da empresa.

Para calcular o preço de venda de um produto, é possível utilizar uma planilha. A planilha de preço de venda do eGestor, por exemplo, possui os cálculos relacionados aos regimes tributários.

Assim, as principais informações necessárias para realizar esse cálculo são:

  • Custo bruto unitário do produto;
  • Margem de contribuição desejada;
  • Alíquota de impostos (conforme o regime: Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real).

Com esses dados, a planilha calcula automaticamente o preço de venda ideal — garantindo que todos os custos sejam cobertos e a margem de lucro seja preservada.

Modelo de planilha de estoque de Preço de Venda e Promoção – Baixar grátis

Exemplo de planilha de preço de venda e promoção

Promoções são estratégias comuns para girar o estoque e atrair clientes, mas, quando não calculadas adequadamente, podem gerar prejuízo. Esta planilha ajuda a definir preços promocionais sem comprometer a lucratividade.

Ela contempla os três regimes tributários brasileiros:

  • Simples Nacional: usa custo bruto, margem de lucro e alíquota do Simples para calcular o preço com e sem promoção.
  • Lucro Presumido e Lucro Real: considera alíquotas de PIS, COFINS, ICMS, IRPJ e CSLL.

Além disso, deve ser definido previamente a porcentagem de lucro que se quer com essa venda.

Dessa forma, serão gerados os valores de:

  • margem de lucro com e sem promoção;
  • margem de contribuição com e sem promoção;
  • e preço do produto com e sem promoção.

Para cada cenário, a planilha entrega a margem de lucro, a margem de contribuição e o preço final — regular e promocional.

Modelo de planilha de estoque de Comissão de Venda – Baixar grátis

Exemplo de planilha de estoque de comissão de venda

A comissão de venda é o valor pago ao vendedor responsável com base nas vendas realizadas. Existem diferentes formas de defini-la, como por meio de metas ou como um complemento do salário. É fundamental que esse valor seja bem calculado, pois impacta diretamente o lucro das vendas e deve equilibrar a remuneração do vendedor sem comprometer o caixa da empresa.

A planilha de comissão de vendas do eGestor é uma ótima alternativa para calcular a comissão sobre as vendas. Ela é dividida pelos vendedores do negócio, assim, cada aba da planilha é sobre um vendedor.

Esta aba deve ser preenchida com as informações da venda, como:

  • data;
  • cliente;
  • produto;
  • preço;
  • quantidade; e
  • porcentagem de comissão.

Com a inserção das informações, a planilha calcula de forma automática o valor total da venda e o valor total da comissão.

É importante dar a devida atenção aos valores inseridos na planilha, para que não haja confusão entre vendedores, por exemplo.

Modelo de planilha de estoque de Custo Médio – Baixar grátis

Exemplo de planilha de estoque de custo médio

O custo médio é um dos métodos mais utilizados para avaliar o valor do estoque. Ele calcula a média ponderada entre o valor atual do estoque e os novos itens comprados, atualizando o custo unitário a cada nova entrada.

O cálculo do custo médio envolve informações como:

  • valor do estoque atual;
  • quantidade em estoque atual;
  • valor de compra;
  • quantidade de unidades compradas.

A planilha de custo médio do eGestor possui abas para registrar entradas e saídas de produtos, além de uma aba com o custo médio geral. Ao inserir esses dados, o cálculo é feito automaticamente.

Qual é a melhor planilha de estoque?

Depende. A melhor planilha de estoque é aquela que se ajusta melhor às necessidades da empresa. Mas, além disso, a melhor planilha de estoque é a que consegue entregar os melhores resultados e as informações da empresa.

Para empresas que precisam de um controle mais preciso e organizado, é recomendado usar um sistema de gestão.

Use esta tabela para ajudar a escolher:

SituaçãoPlanilha Recomendada
Preciso de controle geral de estoquePlanilha de Controle de Estoque
Quero acompanhar vendas e clientesPlanilha de Controle de Vendas
Minha empresa fabrica produtosPlanilha de Controle de Produção
Quero saber quais produtos são mais lucrativosPlanilha de Curva ABC
Preciso saber quando reabastecerPlanilha de Estoque Mínimo
Quero organizar dados fiscais dos produtosPlanilha de Cadastro de Produtos
Preciso controlar vendas no balcãoPlanilha de Frente de Caixa
Preciso definir o preço correto de vendaPlanilha de Preço de Venda
Vou fazer uma promoção e quero evitar prejuízoPlanilha de Preço de Venda e Promoção
Quero o valor real do meu estoquePlanilha de Custo
Preciso calcular a comissão dos meus vendedoresPlanilha de Comissão de Vendas

Veja também: Gestão de estoque: 10 dicas para otimizar em sua empresa

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Perguntas Frequentes sobre Planilhas de Estoque

  1. Como fazer uma planilha de controle de estoque no Excel?

    Para criar uma planilha de estoque no Excel, é necessário ter pelo menos quatro colunas: produto, entrada, saída e saldo. O saldo pode ser calculado automaticamente com uma fórmula simples (=entrada – saída). Para um controle mais completo, utilize os modelos gratuitos disponíveis acima.

  2. Quais informações devem constar em uma planilha de estoque?

    Uma planilha de estoque completa deve ter: código e nome do produto, unidade de medida, estoque mínimo, quantidade em estoque, dados de entrada e saída, fornecedor, custo unitário e preço de venda. Para um controle financeiro mais robusto, incluindo também receita total, custo total e lucro por período.

  3. Planilha de estoque ou sistema de gestão: qual usar?

    Planilhas são ideais para empresas em estágio inicial ou com poucos produtos. À medida que o volume de itens cresce, o gerenciamento do estoque tende a se tornar ineficiente, com maior risco de erros, dados desatualizados e falta de integração com vendas e finanças. Nesses casos, um sistema de gestão integrado (ERP) se torna uma evolução natural.

  4. O que é estoque mínimo e como calculá-lo?

    Estoque mínimo é a quantidade de segurança abaixo de qual o negócio corre risco de ficar sem produtos para vender. O projeto leva em conta a venda média diária e o prazo de entrega dos fornecedores. A planilha de estoque de estoque mínimo ajuda a automatizar esse cálculo.

  5. O que é a Curva ABC sem controle de estoque?

    A Curva ABC classifica os produtos em três grupos conforme a participação no faturamento: classe A (maiores geradores de receita), classe B (importância dinâmica) e classe C (menor impacto financeiro). Essa classificação ajuda a priorizar o controle de estoque nos itens mais estratégicos e evita rupturas nos produtos críticos.

  6. Quando evoluir para um Sistema de Gestão?

    As planilhas de estoque são uma excelente solução de partida, mas têm limitações importantes:
    – Não permite acesso simultâneo de vários usuários sem risco de conflito de dados.
    – Não se integra automaticamente com vendas, emissão de notas fiscais e financeiras.
    – Exige atualização constante e manual, o que aumenta o risco de erros humanos.
    – Não gera alertas automáticos de estoque mínimo em tempo real.
    Se sua empresa movimenta um volume significativo de produtos ou possui mais de uma pessoa gerenciando o estoque, vale considerar um sistema de gestão (ERP). Com ele, as entradas e saídas são registradas automaticamente a cada venda, o estoque é atualizado em tempo real e as informações ficam integradas com o fluxo de caixa e a emissão de notas fiscais.

Conclusão

Uma planilha de controle de estoque bem estruturada é uma ferramenta poderosa para organizar o negócio, reduzir custos e aumentar a lucratividade. Os 10 modelos apresentados neste artigo cobrem desde o controle básico de entradas e saídas até cálculos avançados de precificação, comissão e custo médio.

Escolha o modelo que mais se encaixa na realidade da sua empresa, faça o download gratuito e comece a transformar a forma como você gerencia seu estoque.

Modelos de planilhas prontas: 23 opções Grátis para Baixar

Modelos de planilhas prontas: 23 opções Grátis para Baixar

Controlar finanças, estoque e vendas sem as ferramentas certas é um dos principais motivos pelos quais pequenas empresas perdem dinheiro sem perceber. Para lidar com isso, existem os gerentes, responsáveis por áreas como financeiro e marketing. A boa notícia é que planilhas prontas e gratuitas resolvem grande parte desses problemas em minutos.

Visão geral: os 23 modelos de planilha

A tabela abaixo resume os 23 modelos, suas finalidades e para qual tipo de negócio cada um é mais indicado:

#PlanilhaPara que serveIndicada para
1Controle de VendasRegistra vendas, clientes e produtos vendidosQualquer negócio
2Controle de EstoqueEntradas, saídas e saldo de produtosComércio e indústria
3Controle FinanceiroVisão geral de contas a pagar, receber e caixaQualquer negócio
4Fluxo de CaixaEntradas e saídas em determinado períodoQualquer negócio
5Controle de ProduçãoControle de matérias-primas, produtos e estoque de ambosIndústrias
6Folha de PagamentoSalários, descontos e benefícios dos colaboradoresEmpresas com funcionários
7Cadastro de ClientesCentraliza contatos e dados dos clientesQualquer negócio
8Cadastro de ProdutosCadastro completo com margem de lucro automáticaComércio e indústria
9Orçamento EmpresarialPlanejamento mensal de receitas e despesasQualquer negócio
10Ponto de EquilíbrioMínimo para cobrir custos e não ter prejuízoQualquer negócio
11DREDemonstração de lucro ou prejuízo do períodoQualquer negócio
12Comissão de VendasCálculo automático de comissão por vendedorEquipes de vendas
13Curva ABCIdentifica produtos que mais geram faturamentoComércio e indústria
14Frente de CaixaControle de transações no ponto de vendaComércio
15Margem de ContribuiçãoLucro após deduzir custos variáveis e impostosQualquer negócio
16Ordem de ServiçoDocumentação formal de serviços prestadosPrestadores de serviço
17Preço de VendaCálculo do preço ideal para garantir lucroQualquer negócio
18Balanço PatrimonialLista ativos e passivos da empresaQualquer negócio
19Custo de FuncionárioCusto real de cada colaborador (além do salário)Empresas com funcionários
20Custo MédioValor médio dos produtos em estoqueComércio e indústria
21Estoque MínimoAlerta quando é hora de repor o estoqueComércio e indústria
22Análise SWOTMapeia forças, fraquezas, oportunidades e ameaçasQualquer negócio
235W2HEstrutura projetos e planos de ação com clarezaGestores e equipes

Modelo de planilha pronta

Entendidos os benefícios desse recurso para o empreendedor, resta entender como ele funciona ou como montar uma planilha. A boa notícia é que já não é mais preciso criar tudo do zero: basta escolher o modelo mais adequado, fazer o download e inserir os dados conforme a necessidade.

Modelo de Planilha de Controle de Vendas – Baixar grátis

A imagem exibe uma tabela de vendas e informações financeiras. Ela está dividida em duas seções principais: “INFORMAÇÕES” e “FINANCEIRO”. Na seção de informações, há detalhes sobre a data da venda, o cliente, se é uma venda ou orçamento, e o valor da venda. Na parte financeira, os detalhes incluem a forma de pagamento, conta destino, situação do pagamento, data do pagamento e desconto. Há uma entrada preenchida indicando uma venda para “Cliente 1” na data de “13/04”, com um valor de venda de “R$ 38,50”, paga com cartão através da conta destino “Sicred”, recebida na mesma data.
Essa tabela é parte da planilha de controle de vendas. 📊💰

Toda empresa que vende precisa registrar o que saiu, para quem e por quanto. A planilha de controle de vendas faz exatamente isso: centraliza o histórico de vendas, identifica os produtos mais vendidos e mantém o caixa sincronizado com o estoque.

O que a planilha contém:

  • Aba de cadastro de clientes;
  • Aba de cadastro de produtos;
  • Registro de cada venda com data, produto, quantidade e valor;
  • Total de vendas por período automaticamente calculado.

Esse exemplo de planilha também admite o agendamento ou a listagem de produtos encomendados por clientes. E essa função é ótima para lojas de comércio eletrônico.

Modelo de Planilha de Controle de Estoque – Baixar grátis

Planilha de controle de estoque, com várias linhas representando diferentes produtos (como blusa, calça, manta, etc.) e colunas indicando entradas, saídas, saldo, estoque mínimo, status do estoque (como “Estoque Confortável” ou “Estoque Perigoso”), receita total, custo total e lucro/prejuízo total. A tabela está colorida para indicar visualmente o status do estoque.
Essa planilha é parte da planilha de controle de estoque.

Um estoque desatualizado pode causar dois problemas graves: a ruptura, quando falta um produto no momento da venda, e o excesso, que representa capital parado. Com registros simples de entrada e saída, a planilha de controle de estoque ajuda a evitar essas situações.

O que a planilha contém:

  • Cadastro de fornecedores;
  • Registro de entradas (compras e devoluções);
  • Registro de saídas (vendas e baixas);
  • Saldo atual de cada produto em tempo real;
  • Cálculo automático de lucro ou prejuízo por item.

Por fim, a última aba da planilha de controle de estoque é a tabela de informações gerais. Nelas estão as quantidades no estoque, estoque mínimo e se houve lucro ou prejuízo.

Modelo de Planilha de Controle Financeiro – Baixar grátis

Planilha de controle financeiro financeiros referentes ao mês de janeiro. Nessa tabela, encontramos informações detalhadas sobre datas, contatos, valores, categorias, situações e outros detalhes relacionados a transações financeiras. As transações variam desde vendas de produtos até prestação de serviços, e os valores estão em reais (R$). Além disso, a tabela indica se as transações foram “Recebidas”, “Pagas” ou estão “A receber” / “A pagar”. Diferentes formas de pagamento, como boletos e cartões de crédito, também são registradas.

Sem controle financeiro, qualquer negócio anda no escuro. A planilha de controle financeiro reúne contas a pagar, contas a receber, movimentações de caixa e saldo bancário em um único lugar, dando uma visão clara da saúde do negócio.

Com uma planilha de gastos você consegue saber qual área tem mais despesas, e quais limitar ou restringir. Por isso, essa ferramenta ajuda a apurar melhor seu orçamento, acertando a projeção de contas a pagar e receber.

A planilha de contas a pagar e receber assegura que nem sua empresa nem seus clientes estejam inadimplentes. Também é possível aprimorar o controle do fluxo de caixa, mantendo um calendário de contas.

A planilha financeira do eGestor possui as abas de:

  • lançamentos, mês a mês;
  • resumo do fluxo, geral e mês a mês;
  • contas em aberto, mês a mês;
  • resumo de saldos geral;
  • DRE;
  • e cadastro de plano de contas, caixas e contas e formas de pagamento e centro de custos.

Modelo de Planilha de Fluxo de Caixa – Baixar grátis

A imagem exibe a planilha de fluxo de caixa. Na seção “LANÇAMENTOS”, o cabeçalho laranja destaca o mês de Janeiro. Acima da tabela detalhada, há um resumo financeiro com categorias como Saldo Anterior, Receitas, Despesas, Saldo Atual e Resultado do mês, todos mostrando valores de R$ 0,00. A tabela detalhada apresenta colunas para Data, Descrição, Conta, Valor, Forma de Pagamento, Conta Destino, Status e Saldo, mas todas as entradas estão vazias ou zeradas. As cores predominantes são laranja e branco, com texto em preto.

Muitas empresas lucrativas quebram por falta de dinheiro no caixa. O motivo: confundem lucro com caixa. Lucro é o que sobra no papel; fluxo de caixa é o dinheiro real disponível agora. A planilha de fluxo de caixa mostra exatamente quando o dinheiro entra e quando sai, ajudando a antecipar apertos financeiros antes que eles aconteçam.

O que a planilha contém:

  • Visão mensal do fluxo;
  • Registro de todas as entradas e saídas por data;
  • Saldo diário projetado;
  • Separação entre recebimentos e pagamentos.

Na planilha de fluxo de caixa do eGestor, você tem todos os dados das contas a receber de todos os meses. Mas também, tem informações importantes como retorno de investimento, gastos fixos e gastos variáveis.

Modelo de Planilha de Controle de Produção – Baixar grátis

planilha de controle de produção com o título “PRODUTOS FABRICADOS PARA COMERCIALIZAÇÃO”. Nela, estão listados três produtos diferentes: “Pão Francês”, “Produto 2” e “Produto 3”. Cada coluna representa um produto e detalha as matérias-primas utilizadas em sua composição. As células contêm informações sobre a quantidade de cada matéria-prima, e algumas delas estão vazias ou marcadas com a instrução “(Digite sua matéria-prima)”. Além disso, há abas na parte inferior da planilha para navegar entre diferentes seções, como “MENÚ”, “Matérias-Primas” e “Fórmulas Produção”

A planilha de controle de produção é utilizada principalmente por indústrias, que precisam de um acompanhamento mais amplo dos processos produtivos. Isso inclui o controle constante das matérias-primas utilizadas, seus valores e quantidades, garantindo uma gestão eficiente e evitando prejuízos.

O que a planilha contém:

  • Saldo atualizado de matérias-primas e produtos acabados
  • Cadastro de matérias-primas
  • Fórmulas de produção (quanto de cada insumo por produto)
  • Registro de ordens de produção

Modelo de Planilha de Folha de Pagamento – Baixar grátis

modelo de planilha de folha de pagamento

Calcular salários manualmente é trabalhoso e sujeito a erros que podem resultar em multas trabalhistas. A planilha de folha de pagamento automatiza os cálculos de salário, horas extras, INSS, IRRF e outros descontos.

O que a planilha contém:

  • Resumo por funcionário e total da folha;
  • Cadastro de funcionários;
  • Cálculo automático de INSS e IRRF;
  • Controle de horas extras e adicionais;
  • Registro de benefícios (vale-transporte, vale-refeição).

Modelo de Planilha de Cadastro de Clientes – Baixar grátis

Planilha de cadastro de clientes com cinco colunas e cinco linhas, mas apenas a primeira linha contém informações preenchidas. As colunas são rotuladas como “Nome/Razão Social”, “Nome Fantasia”, “CPF/CNPJ”, “Inscr. Est.” e “Consumidor final”. Na primeira linha, os dados inseridos são os seguintes: “Zipline Tecnologia Ltda” para o nome/razão social, “Zipline” para o nome fantasia, um número de CPF/CNPJ, a palavra “ISENTO” na coluna Inscr. Est., e o número 0 na coluna consumidor final.

Ter os dados dos seus clientes organizados é o primeiro passo para criar ações de marketing, campanhas de fidelização e contato pós-venda. A planilha de cadastro de clientes centraliza nome, contato, endereço e histórico de compras de cada cliente.

O que a planilha contém:

  • Campo para observações e preferências;
  • Dados de contato (e-mail, telefone, WhatsApp);
  • Endereço completo;
  • Histórico de compras e valor médio gasto.

Modelo de Planilha de Produtos – Baixar grátis

Planilha de Produtos com informações sobre um produto de exemplo. A tabela possui várias colunas, incluindo “Nome do produto”, “Código personalizado”, “Nome da categoria”, “Margem de lucro”, “Preço de custo”, “Preço de venda”, “Unidade”, “EAN”, “NCM”, “EXTIPI”, “CEST” e “Estoque mínimo”. O produto listado como exemplo tem o código personalizado “IBC2343”, pertence à categoria “Exemplos”, possui uma margem de lucro de 90%, um preço de custo de $100,50 e um preço de venda de $190,95. A unidade é “UN”, o EAN é “7891000315”, o NCM é “01041401”, o CEST é “01999900” e o estoque mínimo é 5 unidades.

Um cadastro de produtos bem estruturado é a base para o controle de estoque, a precificação e as vendas. A planilha de produtos organiza todas as informações dos itens comercializados e permite o cálculo automático da margem de lucro.

O que a planilha contém:

  • Fornecedor vinculado;
  • Código, descrição e categoria do produto;
  • Custo de compra e preço de venda;
  • Margem de lucro calculada automaticamente;
  • Quantidade em estoque.

Modelo de Planilha de Orçamento Empresarial – Baixar grátis

Planilha de orçamento empresarial dividida em duas seções principais: “RECEITA” e “DESPESAS”. Na seção de receita, encontramos categorias como venda de produtos/serviços e retorno de investimento, cada uma com valores planejados, realizados e a diferença entre eles. A seção de despesas é mais detalhada, listando itens como terceirização de serviços, aluguel, luz, telefone e internet, com os respectivos custos planejados, atuais e a diferença.

Planejar quanto a empresa vai ganhar e gastar em cada mês evita surpresas desagradáveis e permite tomar decisões com antecedência. A planilha de orçamento empresarial estrutura esse planejamento mês a mês, comparando o previsto com o realizado.

O que a planilha contém:

  • Resumo anual consolidado;
  • Uma aba por mês para inserção de receitas e despesas previstas;
  • Comparativo entre orçado e realizado;
  • Identificação de desvios (onde o plano não foi seguido).

Modelo de Planilha de Ponto de Equilíbrio – Baixar grátis

Planilha de ponto de equilíbrio dividida em duas seções principais: “RECEITA” e “DESPESAS”. Na seção de receita, encontramos categorias como venda de produtos/serviços e retorno de investimento, cada uma com valores planejados, realizados e a diferença entre eles. A seção de despesas é mais detalhada, listando itens como terceirização de serviços, aluguel, luz, telefone e internet, com os respectivos custos planejados, atuais e a diferença.

O ponto de equilíbrio (ou break-even point) é o volume mínimo de vendas que a empresa precisa atingir para não ter prejuízo. Saber esse número é fundamental para definir metas de vendas realistas. A planilha de ponto de equilíbrio calcula esse valor automaticamente a partir dos seus custos fixos e variáveis.

O que a planilha contém:

  • Margem de contribuição;
  • Campo para inserção de custos fixos mensais;
  • Campo para custos variáveis por unidade;
  • Cálculo automático do ponto de equilíbrio em quantidade e em valor.

Modelo de Planilha de DRE – Baixar grátis

Planilha de Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) com várias linhas descrevendo diferentes aspectos financeiros, como receita operacional, impostos sobre a venda, receita líquida, entre outros.

A Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) é o relatório que responde a pergunta mais importante de qualquer negócio: a empresa lucrou ou teve prejuízo? A planilha de DRE organiza todas as receitas, custos e despesas para chegar a esse número com precisão.

O que a planilha contém:

  • Receita bruta de vendas;
  • Deduções (impostos, devoluções, descontos);
  • Custos dos produtos vendidos (CPV);
  • Despesas operacionais (administrativas, comerciais, financeiras);
  • Lucro ou prejuízo líquido do período.

Quer entender melhor como funciona a DRE? Leia o guia completo sobre Demonstração do Resultado do Exercício.

Modelo de Planilha de Comissão de Vendas – Baixar grátis

Planilha de comissão de vendas com exemplos de comissões de três vendedores ao longo de um ano. Os meses estão listados na parte superior da tabela, e os vendedores são identificados na lateral esquerda. Cada linha contém os valores das vendas e comissões correspondentes a cada mês para um determinado vendedor.

Calcular comissões manualmente, vendedor por vendedor, é trabalhoso e pode gerar erros que desmotivam a equipe. A planilha de comissão de vendas automatiza todo esse cálculo a partir dos valores vendidos e do percentual de comissão de cada vendedor.

O que a planilha contém:

  • Resumo mensal por vendedor;
  • Cadastro dos vendedores e seus percentuais de comissão;
  • Registro de vendas por vendedor;
  • Cálculo automático do valor de comissão a pagar.

Modelo de Planilha de Curva ABC – Baixar grátis

planilha de Curva ABC com duas tabelas. Na tabela à esquerda, são fornecidas informações detalhadas sobre o faturamento, a porcentagem acumulada e o conceito de dez produtos diferentes. Cada produto é listado verticalmente, com os valores de faturamento e as porcentagens associadas horizontalmente ao lado. À direita, um gráfico de linhas exibe a porcentagem acumulada dos produtos, enquanto um gráfico de barras abaixo mostra os conceitos atribuídos a cada produto. Os conceitos são representados pelas letras A, B ou C.

Nem todos os produtos têm o mesmo peso no faturamento. A Curva ABC é uma técnica de análise que separa os produtos em três grupos: os que mais faturam (A), os intermediários (B) e os de menor impacto (C). Com ela, você sabe onde concentrar esforços de vendas e estoque.

O que a planilha contém:

  • Lista de produtos com quantidade vendida e receita gerada;
  • Classificação automática em A, B ou C;
  • Percentual de participação no faturamento por produto;
  • Diagrama de Pareto integrado.

Modelo de Planilha de Frente de Caixa – Baixar grátis

planilha de frente de caixa no topo, há um banner com a inscrição “SALDO EM VENDAS R$ 15,00”, indicando o saldo de vendas. O formulário está dividido em três seções: “Cadastro”, “Carrinho” e “Financeiro”. Na seção “Cadastro”, são fornecidos campos para inserir informações do cliente, como nome, endereço, data da venda e data de entrega. A seção “Carrinho” lista a quantidade (1), o produto (Produto 1) e o preço unitário (R$ 15,00). A seção “Financeiro” contém detalhes sobre o pagamento, incluindo o método de pagamento (Recebido) e o valor total da venda. O fundo do formulário é branco, com cabeçalhos em laranja para cada seção.

No ponto de venda, agilidade é essencial. A planilha de frente de caixa organiza as transações do dia, como vendas, trocas, recebimentos e pagamentos, de forma simples e sem a necessidade de um sistema de gestão.

O que a planilha contém:

  • Registro de retiradas do caixa e suprimentos;
  • Registro de cada venda com forma de pagamento;
  • Controle de abertura e fechamento do caixa;
  • Saldo de dinheiro em caixa a qualquer momento.

Modelo de Planilha de Margem de Contribuição – Baixar grátis

A imagem apresenta uma planilha de margem de contribuição, dividida em várias seções. No topo, a seção “RECEITAS” destaca a Receita Bruta, Deduções e Impostos, e a Receita Líquida com os valores correspondentes (R$ 50.000, R$ 3.750 e R$ 46.250, respectivamente). Abaixo, a seção “CUSTOS DIRETOS” lista itens como Matéria-Prima/Custo das Mercadorias, Mão-de-Obra Direta e Comissões, com seus respectivos valores (R$ 3.000, R$ 4.200 e R$ 5.600). A próxima seção é “DESPESAS OPERACIONAIS (GASTOS FIXOS)”, que inclui Aluguel, Pró Labore & Salários, Encargos & Benefícios, entre outros. No canto inferior esquerdo, estão o Lucro Bruto, o percentual do Imposto sobre o Lucro e o Lucro Líquido. À direita do gráfico, encontram-se as informações da Margem de Contribuição em R$ e % e o Ponto de Equilíbrio em R$. As cores laranja, amarelo e cinza são usadas para separar visualmente as diferentes seções do gráfico.

A margem de contribuição é o que sobra de cada venda depois de pagar os custos variáveis e é esse valor que cobre os custos fixos e gera lucro. Sem saber sua margem de contribuição, é impossível precificar corretamente. A planilha calcula esse indicador para cada produto ou serviço.

O que a planilha contém:

  • Comparativo entre produtos para priorização de vendas;
  • Preço de venda por produto;
  • Custos variáveis (matéria-prima, impostos, comissões);
  • Margem de contribuição unitária e percentual.

Modelo de Planilha de Ordem de Serviço – Baixar grátis

A imagem apresenta a ordem de serviço numerada como 001 na planilha de ordem de serviço. No cabeçalho do formulário, há um espaço para inserir um logotipo e informações de contato da empresa, incluindo o nome, telefone e endereço de e-mail. Abaixo, existem seções para preencher as informações do cliente e a descrição do serviço prestado. Na parte inferior, uma tabela está disponível para listar os produtos utilizados, com colunas para quantidade e valor.

Para prestadores de serviço, a ordem de serviço é o documento que formaliza o que foi solicitado, o prazo e o valor combinado, evitando mal-entendidos e protegendo ambas as partes. A planilha de ordem de serviço gera esse documento de forma padronizada.

O que a planilha contém:

  • Número sequencial automático para cada OS;
  • Dados do cliente e da empresa prestadora;
  • Descrição detalhada do serviço solicitado;
  • Prazo de entrega e valor acordado;
  • Campo para assinatura do cliente.

Modelo de Planilha de Preço de Venda – Baixar grátis

Planilha de cálculo do preço de venda. A seção “Informações necessárias:” lista o custo bruto unitário (R$ 15,00), a margem de contribuição (30,00%) e a alíquota do Simples (15,00%). Abaixo, há uma seção intitulada “Cálculo automático: (não preencher)” que exibe o preço de venda calculado como R$ 22,94. As cores predominantes na imagem são amarelo, laranja e branco

Precificar por intuição é um dos erros mais comuns e mais caros do empreendedorismo. A planilha de preço de venda calcula o preço mínimo que garante o lucro desejado, considerando todos os custos envolvidos na produção ou compra do produto.

O que a planilha contém:

  • Preço de venda sugerido calculado automaticamente;
  • Custo de aquisição ou produção do produto;
  • Despesas fixas rateadas por produto;
  • Impostos e encargos sobre a venda;
  • Margem de lucro desejada.

Modelo de Planilha de Balanço Patrimonial – Baixar grátis

A imagem apresenta a planilha de balanço patrimonial com “ATIVOS” à esquerda e “PASSIVOS” à direita, ambos divididos em várias categorias. Os ATIVOS são subdivididos em “Ativos Circulantes”, “Ativos Circulantes a Longo Prazo” e “Total de Ativos não Circulantes”. Os PASSIVOS são categorizados como “Passivos Circulares”, “Total de Passivos não Circulantes” e “Patrimônio Líquido”. Cada categoria possui subitens específicos, todos listados com um valor de R$ 0,00.

O balanço patrimonial é a fotografia financeira da empresa: mostra tudo o que ela possui (ativos) e tudo o que deve (passivos), além do patrimônio líquido dos sócios. É um documento exigido por bancos e investidores, e fundamental para avaliar a saúde do negócio.

O que a planilha contém:

  • Patrimônio líquido calculado automaticamente;
  • Ativos circulantes (caixa, estoques, contas a receber);
  • Ativos não circulantes (imóveis, equipamentos, marcas);
  • Passivos circulantes (dívidas de curto prazo);
  • Passivos não circulantes (financiamentos de longo prazo).

Modelo de Planilha de Custo de Funcionário – Baixar grátis

Na planilha de custo médio se vê três tabelas coloridas lado a lado, cada uma detalhando os custos associados a diferentes funcionários ou categorias de funcionários. Cada tabela lista vários componentes do salário e benefícios, incluindo salário base, auxílio alimentação, auxílio refeição e plano de saúde. Outros itens listados incluem FGTS salário, despesa mensal na caixa (subtotal), 1/12 férias, adicional de 1/3 férias, FGTS férias e adicional de 1/3, FGTS 13º salário (provisão), aviso prévio 1/12 (provisão), FGTS aviso prévio 1/12 (provisão) e multa FGTS 1/12 (provisão). O custo efetivo total para cada categoria de funcionário é destacado na parte inferior das tabelas. As cores predominantes na imagem variam; a primeira tabela é em tons de laranja e amarelo, a segunda em tons de verde claro e a terceira em tons mais escuros.

O custo real de um funcionário vai muito além do salário. Quando você soma encargos sociais (INSS, FGTS, férias, 13º, multa rescisória) e benefícios, o custo total pode ser até 2x o salário bruto. A planilha de custo de funcionário calcula tudo isso automaticamente para que você tome decisões de contratação com clareza.

O que a planilha contém:

  • Custo total mensal e anual por funcionário;
  • Salário base e comissões;
  • Encargos patronais (INSS, FGTS, SAT);
  • Provisões para férias, 13º e rescisão;
  • Benefícios (VT, VR, plano de saúde).

Modelo de Planilha de Custo Médio – Baixar grátis

Quando você compra o mesmo produto em momentos diferentes e por preços diferentes, como calcular o preço de venda? O custo médio resolve isso: calcula o valor médio ponderado dos produtos em estoque. A planilha faz esse cálculo automaticamente a cada nova entrada.

O que a planilha contém:

  • Valor total do estoque pelo custo médio;
  • Histórico de compras com quantidade e preço unitário;
  • Cálculo automático do custo médio ponderado;
  • Saldo em estoque atualizado;

Modelo de Planilha de Estoque Mínimo – Baixar grátis

A imagem exibe a planilha de estoque mínimo. Existem duas linhas de produtos, “Produto 1” e “Produto 2”. As colunas indicam “Venda Diária”, “Estoque Atual”, “Estoque Mínimo”, “Estoque Máximo” e “Situação”. Ambos os produtos têm uma venda diária de zero, com o Produto 1 tendo um estoque atual de 5 e o Produto 2 tendo um estoque atual de 4. O estoque mínimo para ambos é listado como 3, enquanto os máximos são 53 e 38, respectivamente. A situação para ambos os produtos é marcada como “Não Comprar”.

Ficar sem estoque de um produto essencial pode significar venda perdida e cliente perdido. O estoque mínimo (ou estoque de segurança) é o ponto de alerta: quando o estoque cai abaixo desse nível, é hora de fazer um novo pedido. A planilha monitora isso automaticamente para cada produto.

O que a planilha contém:

  • Sugestão de quantidade a pedir no próximo pedido;
  • Cadastro de produtos com quantidade atual em estoque;
  • Campo para definir o estoque mínimo de cada item;
  • Alerta quando o estoque está abaixo do mínimo.

Modelo de Planilha de Análise SWOT – Baixar grátis

A imagem exibe a planilha de análise SWOT, uma ferramenta analítica que ajuda a identificar as Forças, Fraquezas, Oportunidades e Ameaças de um negócio ou projeto. Cada categoria é representada por uma cor diferente e contém itens específicos listados em português. “Forças” inclui “Atendimento personalizado”, “Fraquezas” tem “Falta de contato pessoal com o cliente”, “Oportunidades” destaca o “Mercado em alta”, e “Ameaças” menciona a “Concorrência regional”.

Antes de tomar decisões estratégicas, como entrar em um novo mercado, lançar um produto ou contratar novos colaboradores, é essencial ter clareza sobre a situação atual da empresa. A análise SWOT ajuda a organizar essa visão em quatro quadrantes: Forças (Strengths), Fraquezas (Weaknesses), Oportunidades (Opportunities) e Ameaças (Threats).

O que a planilha contém:

  • Campo para plano de ação derivado da análise;
  • Quadrante de forças internas da empresa;
  • Quadrante de fraquezas internas a melhorar;
  • Quadrante de oportunidades externas do mercado;
  • Quadrante de ameaças externas a monitorar.

Modelo de Planilha de 5W2H – Baixar grátis

A imagem exibe a planilha de 5w2h. No topo, há campos para informações específicas do projeto, como “PROJETO”, “DATA PREVISTA”, “DATA REALIZADA”, “RESPONSÁVEL” e “OBJETIVO”. Abaixo, uma tabela contém colunas rotuladas com as perguntas 5W (What, Why, Where, Who, When) e 2H (How, How Much), traduzidas para o português ao lado de cada pergunta em inglês. A última coluna é rotulada como “Status”.

A 5W2H é uma das ferramentas de gestão mais simples e eficazes para planejar e executar qualquer projeto ou ação. O nome vem das sete perguntas que ela responde: What (O quê?), Why (Por quê?), Where (Onde?), Who (Quem?), When (Quando?), How (Como?) e How much (Quanto custa?).

O que a planilha contém:

  • Visão geral de todos os planos de ação em andamento;
  • Campos para cada uma das 7 perguntas por ação planejada;
  • Campo de status de andamento (não iniciado/em andamento/concluído);
  • Responsável e prazo para cada ação.

Motivos para usar planilha

Planilhas são a escolha certa para quem está começando ou quer organizar processos sem investir em software agora. Elas têm muitas vantagens, entre elas estão:

  • Custo zero: Google Sheets e LibreOffice Calc são gratuitos. Microsoft Excel está disponível para quem já usa o pacote Office;
  • Flexibilidade: é possível adaptar qualquer modelo às necessidades específicas do negócio;
  • Sem curva de aprendizado: quem já usou planilha em qualquer contexto consegue começar a usar imediatamente.

No entanto, a limitação das planilhas aparece à medida que o negócio cresce: múltiplos usuários editando ao mesmo tempo, risco de perda de dados, dificuldade de gerar relatórios avançados e integração com outros sistemas. Nesse ponto, um sistema de gestão (ERP) se torna necessário.

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Perguntas frequentes sobre modelos de planilhas

  1. Qual o melhor programa para abrir planilhas prontas?

    Os modelos em formato .xlsx funcionam no Microsoft Excel, Google Sheets e LibreOffice Calc. O Google Sheets é gratuito e pode ser acessado pelo navegador sem instalar nada, sendo uma boa opção para quem não tem o Excel. Planilhas com macros ou fórmulas mais complexas funcionam melhor no Excel.

  2. Posso usar essas planilhas no celular?

    Sim. O Google Sheets tem app gratuito para Android e iOS que permite visualizar e editar planilhas em qualquer lugar. O Microsoft Excel também tem versão mobile. Para planilhas com muitos campos e fórmulas, o uso em tablet é mais confortável do que no celular.

  3. Quando devo parar de usar planilhas e migrar para um sistema de gestão?

    Os principais sinais são:
    – Mais de uma pessoa precisa acessar os mesmos dados simultaneamente;
    – Erros de digitação estão causando problemas reais (estoque errado, pagamentos errados);
    – Você gasta mais tempo atualizando planilhas do que gerenciando o negócio;
    – Ou o volume de transações diárias tornou o preenchimento inviável.
    Nesses casos, um sistema de gestão (ERP) economiza tempo e reduz erros.

  4. As planilhas são compatíveis com o Google Sheets?

    Em geral, sim, mas algumas fórmulas específicas do Excel podem não funcionar exatamente igual no Google Sheets. Para os modelos listados aqui, a compatibilidade é boa.
    Se alguma fórmula apresentar erro, verifique se a função existe no Sheets e ajuste o nome se necessário.

  5. Como organizar todas essas planilhas sem se perder?

    Uma boa prática é criar uma pasta no Google Drive ou no computador com subpastas por área (Financeiro, Estoque, Vendas, RH). Nomeie os arquivos com o mês e ano.
    Por exemplo: fluxo-de-caixa-mai-2025.xlsx.
    Isso facilita encontrar registros históricos quando precisar.

Conclusão

Com os 23 modelos de planilhas prontas apresentados aqui, você tem tudo o que precisa para organizar as principais áreas do seu negócio sem gastar nada. Cada planilha foi desenvolvida para resolver um problema específico, da gestão de estoque ao cálculo de salários, com fórmulas prontas e linguagem simples.

Se você ainda não sabe por onde começar, a planilha de controle financeiro e a de fluxo de caixa são as mais recomendadas para qualquer tipo de negócio. Aqui é possível encontrar as planilhas citadas e outros conteúdos, como ebooks e infográficos completamente gratuitos e sem necessidade de cadastro.

Quer ir além das planilhas? Conheça a plataforma eGestor, um sistema de gestão completo com teste gratuito que integra estoque, financeiro, vendas e emissão de notas fiscais em um único lugar.

DASN-SIMEI: o que é, como declarar, prazo e o que acontece em caso de atraso

DASN-SIMEI: o que é, como declarar, prazo e o que acontece em caso de atraso

A DASN-SIMEI (Declaração Anual do Simples Nacional para o Microempreendedor Individual) é a obrigação fiscal anual que todo MEI precisa cumprir até 31 de maio. Nela, o microempreendedor declara o faturamento bruto do ano-calendário anterior à Receita Federal — um documento simples, online, gratuito, mas que se for esquecido gera multa imediata e bloqueia a emissão de DAS futuros.

Neste guia completo, você vai entender o que é a DASN-SIMEI, como fazer a declaração passo a passo no Portal do Empreendedor (com login pelo gov.br), qual o prazo, o que acontece em caso de atraso, como retificar uma declaração já enviada, qual o limite de faturamento do MEI e por que a declaração é obrigatória mesmo para quem não faturou nada no ano.

O que é a DASN-SIMEI?

A DASN-SIMEI é a Declaração Anual do Simples Nacional do Microempreendedor Individual. É o documento em que o MEI informa à Receita Federal:

  • Receita bruta total obtida no ano-calendário anterior
  • Receita bruta segmentada por tipo de atividade (comércio/indústria × serviços)
  • Se a empresa contratou empregado no período

É uma obrigação simples, mas obrigatória — todo MEI ativo no ano anterior precisa entregar, mesmo que não tenha faturado nada (declaração “zerada”). É como se fosse a “declaração de imposto de renda” do CNPJ MEI, só que muito mais simples.

DASN SIMEI

Quem precisa entregar a DASN-SIMEI?

Todo MEI com CNPJ ativo durante qualquer parte do ano-calendário anterior precisa entregar. Inclui:

  • MEIs em atividade normal
  • MEIs sem faturamento no ano (declaração zerada — sim, é obrigatória)
  • MEIs que abriram a empresa no meio do ano
  • MEIs que fecharam o CNPJ durante o ano (até 30 dias após a baixa, ou até 30 de junho do ano seguinte se a baixa ocorreu nos 4 primeiros meses)

Não importa se faturou R$ 80.000 ou R$ 0 — a entrega é obrigatória. Quem não entregar fica impedido de emitir DAS no Portal do Empreendedor e acumula multa.

Prazo da DASN-SIMEI

O prazo é até o último dia útil de maio de cada ano, sempre referente ao ano-calendário anterior. Resumindo:

Ano-baseQuando entregar
2025 (todo o faturamento do ano)Até 31/05/2026
2026Até 31/05/2027
2027Até 31/05/2028

Não esqueça: mesmo se você abriu o MEI em dezembro, ainda precisa entregar até maio do ano seguinte (referente aos dias de dezembro em que esteve ativo).

Como entregar a DASN-SIMEI: passo a passo

O processo é gratuito, online e leva poucos minutos. O caminho oficial é pelo Portal do Simples Nacional, com autenticação via gov.br ou código de acesso.

  1. Acesse o Portal do Simples Nacional (www8.receita.fazenda.gov.br/SimplesNacional/) ou clique direto na opção pelo Portal do Empreendedor.
  2. Selecione “DASN-SIMEI” no menu de declarações.
  3. Faça login com CNPJ + código de acesso, ou com Certificado Digital, ou via gov.br.
  4. Selecione o ano-calendário da declaração (ex: 2025 para entregar em 2026).
  5. Preencha a receita bruta total do ano (somando todas as vendas e serviços, sem deduzir custos).
  6. Se sua atividade combina comércio + serviços, preencha o valor de cada uma separadamente.
  7. Informe se contratou empregado no ano (sim/não).
  8. Revise tudo cuidadosamente.
  9. Clique em “Transmitir”. O sistema gera o recibo de entrega imediatamente.
  10. Salve o recibo em PDF — é a sua prova de entrega.
DASN SIMEI

Como calcular o faturamento bruto do MEI

O faturamento bruto a declarar na DASN-SIMEI é a soma de TODAS as receitas obtidas com a atividade do MEI ao longo do ano — sem deduzir custos, despesas ou impostos. Inclui:

  • Vendas para pessoa física (mesmo sem nota fiscal)
  • Vendas para pessoa jurídica (com nota fiscal)
  • Prestação de serviços
  • Receitas eventuais relacionadas à atividade declarada no CNPJ

O limite anual do MEI é de R$ 81.000. Para empresas que abriram o MEI no meio do ano, o limite é proporcional aos meses de atividade. Por exemplo, MEI aberto em 1º de junho tem limite proporcional de R$ 81.000 ÷ 12 × 7 meses = R$ 47.250 para o ano de abertura.

Para acompanhar mês a mês e não passar do limite, vale ter um controle financeiro estruturado. Algumas planilhas práticas: planilha de controle de vendas, planilha de fluxo de caixa, planilha financeira e planilha de controle financeiro. Para quem prefere um software gratuito instalado no Windows, o Vintem resolve fluxo de caixa, contas a pagar e a receber e categorização de despesas — útil pra MEI que quer sair do caderno.

DASN-SIMEI × DAS-SIMEI: qual a diferença?

São duas obrigações diferentes, com finalidades diferentes:

AspectoDAS-SIMEIDASN-SIMEI
O que éGuia mensal de pagamento de tributosDeclaração anual do faturamento
PeriodicidadeMensalAnual
VencimentoTodo dia 20 do mês seguinte31 de maio do ano seguinte
ValorCerca de R$ 76 a R$ 82 (varia conforme atividade e salário mínimo)Sem custo (apenas declaração)
Onde fazerPortal do EmpreendedorPortal do Simples Nacional
O que cobreINSS, ISS e/ou ICMS unificadosReceita bruta total do ano

Saiba mais sobre o SIMEI (regime tributário) e como funciona o pagamento mensal das obrigações do MEI.

Como retificar a DASN-SIMEI

Errou no preenchimento? Tranquilo: o sistema permite até 5 retificações por declaração. O processo é simples:

  1. Acesse o Portal do Simples Nacional
  2. Selecione “DASN-SIMEI”
  3. Escolha o ano-calendário da declaração com erro
  4. Selecione “Retificar”
  5. Corrija os valores e transmita novamente

A nova versão substitui a anterior — você não precisa cancelar a declaração antiga. Apenas a última versão transmitida fica válida.

DASN-SIMEI em atraso: o que acontece

Quem entrega a DASN-SIMEI fora do prazo enfrenta consequências:

  • Multa de 2% ao mês sobre o valor de tributos declarados — limitada a 20%
  • Multa mínima de R$ 50, mesmo se a declaração for zerada
  • Bloqueio na emissão de DAS-MEI mensais até regularização
  • Risco de exclusão do regime SIMEI se houver acúmulo de pendências

A boa notícia: pagando a multa em até 30 dias após o lançamento, há desconto de 50%. Mesmo em atraso, é importante entregar o quanto antes — quanto mais tempo passa, maior a multa.

DASN SIMEI

Por que a DASN-SIMEI é importante

  • Cumprimento legal — obrigação prevista em lei para todos os MEIs
  • Regularização fiscal — evita multas, bloqueios e desenquadramento do regime
  • Manutenção dos benefícios previdenciários — aposentadoria, auxílio-doença, salário-maternidade
  • Comprovação de renda — pode ser usada para acesso a linhas de crédito empresariais, financiamento da casa própria, vistos e outras solicitações
  • Análise de desempenho — registra a evolução do faturamento ano a ano
  • Acesso a licitações públicas — empresas com pendências fiscais ficam impedidas

DASN-SIMEI × Imposto de Renda Pessoa Física

Outra confusão comum: a DASN-SIMEI é diferente do IRPF. São duas obrigações independentes:

  • DASN-SIMEI: obrigação do CNPJ (pessoa jurídica). Sempre obrigatória, anualmente.
  • IRPF (Imposto de Renda Pessoa Física): obrigação do CPF do titular. Obrigatória se ele tiver rendimentos pessoais (não só do MEI) acima do limite anual de isenção.

O titular do MEI pode precisar entregar AS DUAS declarações: a DASN-SIMEI sempre (pelo CNPJ), e o IRPF se a renda pessoal anual ultrapassar o limite de isenção da Receita Federal — sempre confira a tabela vigente do IRPF.

DASN-SIMEI no caso de baixa do MEI

Quando o MEI é encerrado (baixa), a DASN-SIMEI continua sendo obrigatória — mesmo após a baixa do CNPJ. Os prazos especiais são:

  • Baixa nos primeiros 4 meses do ano: entregar a DASN-SIMEI até 30 de junho do mesmo ano
  • Baixa após o 1º quadrimestre: entregar a DASN-SIMEI dentro de 30 dias após a baixa

Quem precisa atualizar o cadastro antes de baixar (mudar atividade, endereço, etc.) deve fazer a alteração MEI antes de cumprir as obrigações finais.

Conclusão

A DASN-SIMEI é uma das obrigações mais simples do mundo fiscal brasileiro — mas também uma das mais frequentemente esquecidas. Reservar 10 minutos por ano para fazer a declaração até 31 de maio evita multas, bloqueios e dores de cabeça com a Receita Federal. Se a sua empresa cresceu durante o ano e está perto do teto de R$ 81 mil, vale também pensar no enquadramento como ME no Simples Nacional.

Para acompanhar o faturamento ao longo do ano e manter o controle financeiro do MEI organizado — facilitando a hora da DASN — vale combinar planilhas básicas como a planilha de controle de vendas, planilha de fluxo de caixa e planilha de contas a pagar e receber, ou usar um software dedicado.

Para o controle financeiro pessoal/básico no desktop, o Vintem é gratuito e roda no Windows. Para uma solução completa em nuvem que integre faturamento, emissão fiscal, controle de estoque e relatórios, o eGestor é a alternativa pensada pra realidade do pequeno empresário brasileiro.

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Perguntas frequentes sobre DASN-SIMEI

  1. O que é a DASN-SIMEI?

    É a Declaração Anual do Simples Nacional para o MEI — documento em que o Microempreendedor Individual informa anualmente à Receita Federal a receita bruta do ano-calendário anterior. Obrigatória, gratuita e simples.

  2. Qual o prazo da DASN-SIMEI?

    Até 31 de maio de cada ano, sempre referente ao ano-calendário anterior (ex: faturamento de 2025 deve ser declarado até 31/05/2026).

  3. MEI sem faturamento precisa entregar a DASN-SIMEI?

    Sim. Mesmo MEI que não faturou nada no ano precisa entregar a declaração zerada — basta informar receita bruta de R$ 0. Não entregar gera multa mínima de R$ 50.

  4. O que acontece se eu não entregar a DASN-SIMEI?

    Multa de 2% ao mês (limitada a 20%), com mínimo de R$ 50. Bloqueio na emissão de DAS mensais até regularização. Acúmulo de pendências pode levar à exclusão do regime SIMEI.

  5. Como retificar a DASN-SIMEI?

    Pelo Portal do Simples Nacional, em “DASN-SIMEI” → escolha o ano-calendário → “Retificar”. É possível retificar até 5 vezes — a última versão substitui as anteriores.

  6. DASN-SIMEI tem custo?

    Não. A entrega é totalmente gratuita pelo Portal do Simples Nacional. Cuidado com sites que cobram para fazer essa declaração — é golpe.

  7. DASN-SIMEI é a mesma coisa que IRPF?

    Não. DASN-SIMEI é obrigação do CNPJ MEI (sempre obrigatória, anualmente). IRPF é obrigação do CPF do titular (obrigatório só se renda pessoal anual ultrapassar o limite de isenção). O titular pode precisar entregar as duas.

  8. MEI baixado precisa entregar DASN-SIMEI?

    Sim. Se a baixa ocorreu nos primeiros 4 meses do ano, entregar até 30 de junho do mesmo ano. Se foi após o 1º quadrimestre, entregar em até 30 dias após a baixa.

  9. Qual o limite de faturamento do MEI?

    R$ 81.000 por ano (R$ 6.750 por mês em média). Ultrapassar até 20% causa desenquadramento no ano seguinte; ultrapassar mais de 20% causa desenquadramento retroativo. Para MEI aberto no meio do ano, o limite é proporcional.

DRE [Demonstração do Resultado do Exercício]: Guia completo

DRE [Demonstração do Resultado do Exercício]: Guia completo

A DRE (Demonstração do Resultado do Exercício) é o relatório contábil que responde à pergunta mais importante de qualquer negócio: a empresa teve lucro ou prejuízo?

Mais do que um documento obrigatório por lei, a DRE é uma ferramenta estratégica de gestão. Ela mostra, linha a linha, quanto a empresa faturou, quanto gastou e, ao final, se o resultado foi positivo ou negativo — permitindo, assim, decisões embasadas em dados reais, e não em suposições.

Neste guia completo você vai aprender o que é DRE, como é sua estrutura, como fazer, como analisar, e quais indicadores financeiros você pode extrair desse relatório.

🚀 Tenha acesso a uma planilha de DRE gratuita para simplificar ainda mais a elaboração de seu demonstrativo.

O que é a DRE?

A Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) é um relatório contábil obrigatório que apresenta de forma resumida e ordenada todas as operações que influenciaram o resultado de uma empresa em um determinado período — geralmente um mês, trimestre ou ano. Em outras palavras, é o demonstrativo que revela se a empresa foi lucrativa ou não naquele intervalo de tempo.

Ela funciona como um “filme” das operações: enquanto o Balanço Patrimonial é uma fotografia do patrimônio em um momento específico, a DRE registra tudo o que aconteceu ao longo do tempo — receitas geradas, custos incorridos, despesas realizadas e o resultado final.

Do ponto de vista legal, a DRE é regulamentada pelo Artigo 187 da Lei 6.404/1976 (Lei das Sociedades por Ações), com alterações promovidas pela Lei 11.638/2007. Por isso, ela deve ser elaborada por um contador habilitado e registrado no CRC.

O relatório opera sob o regime de competência: receitas e despesas são reconhecidas no momento em que o fato gerador ocorre, independentemente de quando o dinheiro entra ou sai do caixa. Portanto, esse critério difere do regime de caixa utilizado no Fluxo de Caixa.

Estrutura da DRE

Não existe um modelo único de DRE, já que sua estrutura pode variar conforme as necessidades da empresa. Ainda assim, ela segue uma lógica dedutiva, partindo da receita bruta até chegar ao resultado líquido após a dedução de custos, despesas e impostos. Veja o modelo abaixo:

   Receita bruta
(–) Deduções de Vendas (impostos, devoluções, descontos)
(=) Receita Líquida
(–) Custo da Mercadoria Vendida (CMV) / Custo dos Serviços Prestados
(=) Lucro Bruto
(–) Despesas com Vendas
(–) Despesa Operacionais e Administrativas
(–) Despesas Financeiras
(=) Resultado Operacional Líquido
(–) Despesas Extra Operacionais
(=) Resultado do Exercício antes do Imposto de Renda (IR) e Contribuição Social (CSLL)
(–) Provisões para Imposto de Renda e Contribuição Social
(=) Resultado Líquido do Exercício

Cada linha da DRE tem um papel específico na composição do resultado final. Por isso, entender cada uma delas é essencial para interpretar o relatório corretamente e extrair o máximo de informações estratégicas.

⚠️ Vale lembrar que um contador habilitado junto ao CRC é o responsável por elaborá-la. Além disso, ela deve estar de acordo com a Lei 6.404/1976, Artigo 187 (e sua modificação pela Lei 11.638/2007).

O que consta na DRE: detalhamento de cada linha

Já mostramos como funciona o passo a passo, mas com este exemplo da DRE, é possível ver como funciona a estrutura. Confira:

DRE estrutura

Receita Bruta

É o valor total de todas as vendas de produtos ou prestações de serviços realizadas no período, incluindo cancelamentos e devoluções antes das deduções. Em outras palavras, é o faturamento bruto da empresa antes de qualquer desconto ou imposto.

(–) Deduções de Vendas

São os valores subtraídos da receita bruta: impostos sobre vendas (ICMS, PIS, COFINS, ISS), descontos concedidos e devoluções de mercadorias. Como resultado, obtemos a receita líquida.

(=) Receita Líquida

É a receita bruta menos todas as deduções. Em outras palavras, representa o valor efetivamente ganho pela empresa com suas vendas. Além disso, é a base de cálculo para vários indicadores de desempenho, como margem bruta e lucratividade.

(–) Custo da Mercadoria Vendida

Inclui todos os custos diretos da produção, compra ou prestação do serviço: custo de aquisição de mercadorias (CMV), custo de produção de produtos (CPV) ou custo dos serviços prestados (CSP). Vale destacar que não inclui despesas administrativas ou comerciais, que são classificadas separadamente.

(=) Lucro Bruto

Resultado da receita líquida menos o CMV. Portanto, o lucro bruto indica a eficiência operacional antes de considerar as despesas da empresa. Uma margem bruta saudável é, por isso, fundamental para a sustentabilidade do negócio.

(–) Despesas com Vendas

Custos relacionados diretamente ao processo de venda: comissões de vendedores, representantes comerciais, fretes sobre vendas, publicidade e marketing. Por isso, é importante classificá-los corretamente. Saiba como calcular fretes corretamente.

(–) Despesas Operacionais e Administrativas

Gastos necessários para manter a operação da empresa, mas que não estão diretamente ligados à produção ou venda. Incluem:

  • Aluguel do escritório ou ponto comercial;
  • Energia elétrica, água, internet e telefone;
  • IPTU e outros tributos sobre imóveis;
  • Material de escritório e de limpeza;
  • Assinaturas de softwares e sistemas;
  • Depreciação de bens;
  • Folha de pagamento e encargos trabalhistas;
  • Honorários contábeis;
  • Seguros da empresa e IPVA;
  • Pró-labore dos sócios;
  • Combustível e manutenção de veículos.

(–) Despesas Financeiras

Juros pagos sobre empréstimos e financiamentos, tarifas bancárias, descontos concedidos em operações financeiras e outras despesas relacionadas ao custo do dinheiro.

(=) Resultado Operacional Líquido

Também chamado de margem de contribuição operacional. Em síntese, é o lucro bruto menos todas as despesas variáveis operacionais. Portanto, indica se a atividade principal da empresa é lucrativa — e em que medida. Saiba mais sobre margem de contribuição.

(–) Despesas Extra Operacionais

Receitas ou despesas não relacionadas à atividade principal da empresa: rendimentos de aplicações financeiras, juros recebidos, ganho ou perda na venda de ativos imobilizados, entre outros.

(=) Resultado antes do Imposto de Renda e Contribuição Social


Chegando ao final, aqui é o resultado da receita bruta menos todas as variáveis da empresa, menos os impostos.

(–) Provisões Imposto de Renda e Contribuição Social

O IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica) e a CSLL (Contribuição Social sobre Lucro Líquido) são tributos federais incidentes sobre o lucro. Vale destacar que empresas optantes pelo Simples Nacional não calculam esses tributos separadamente — eles estão incluídos no DAS mensal.

(=) Resultado Líquido

É o valor final da DRE — o lucro ou prejuízo líquido da empresa no período. Em outras palavras, representa quanto sobrou (ou quanto faltou) depois de todas as receitas, custos, despesas e impostos terem sido contabilizados.

Como fazer a DRE?

Elaborar a DRE exige organização e o registro adequado de todas as movimentações financeiras da empresa. Portanto, siga o passo a passo abaixo para não deixar nenhuma linha de fora:

  1. Levante todas as receitas do período: some todas as vendas de produtos e prestações de serviços realizadas, incluindo as a prazo (regime de competência);
  2. Calcule as deduções: identifique os impostos sobre vendas (ICMS, PIS, COFINS, ISS), devoluções e descontos incondicionais;
  3. Apure a receita líquida: receita bruta menos as deduções;
  4. Levante o CMV/CPV/CSP: identifique todos os custos diretos da produção ou aquisição dos produtos/serviços vendidos no período;
  5. Calcule o lucro bruto: receita líquida menos o CMV;
  6. Some todas as despesas: classifique e some as despesas com vendas, administrativas/operacionais e financeiras;
  7. Apure o resultado operacional: lucro bruto menos todas as despesas operacionais;
  8. Considere as despesas extra operacionais: adicione ou subtraia os resultados não operacionais;
  9. Calcule o IR e CSLL: se aplicável ao regime tributário da empresa;
  10. Obtenha o resultado líquido: o valor final mostra se houve lucro ou prejuízo.

O que deve constar na DRE?

Para apurar o lucro que a empresa teve no período, devem estar indicadas na DRE as receitas e os rendimentos ganhos. Além disso, devem estar apontados os custos, despesas, encargos e perdas, pagos ou incorridos, correspondentes às receitas e rendimentos.

Do mesmo modo, a ferramenta deve ser preparada respeitando o regime de competência. Ou seja, ela deve estar conforme a ocorrência do fato gerador do registro contábil. Em outras palavras, isso não leva em consideração o efetivo recebimento da receita ou do pagamento da despesa.

Finalmente, o Artigo 187 da Lei 6.404/1976 (Lei das Sociedades por Ações) deixa pouca ou nenhuma liberdade de personalizar esse relatório contábil. Portanto, elas apontam vários tópicos que deverão ser apontados no demonstrativo.

DRE x Balanço Patrimonial: qual é a diferença?

Esses dois relatórios são complementares e ambos obrigatórios, mas medem aspectos diferentes da saúde financeira do negócio:

AspectoDREBalanço Patrimonial
O que mostraDesempenho financeiro (lucro ou prejuízo)Patrimônio da empresa (ativos, passivos, PL)
PerspectivaPeríodo (filme)Data específica (fotografia)
Informação centralResultado do exercícioSituação patrimonial
RegimeCompetênciaCompetência

O lucro apurado na DRE passa para o Balanço Patrimonial, aumentando o patrimônio líquido da empresa. Por isso, os dois relatórios se conectam diretamente e devem ser analisados em conjunto para uma visão completa da saúde financeira.

DRE x Fluxo de Caixa: entenda a diferença

Essa é uma das dúvidas mais comuns entre gestores e empreendedores. Portanto, vale entender com clareza que a diferença fundamental está no regime contábil adotado:

AspectoDREFluxo de Caixa
RegimeCompetênciaCaixa
ReconhecimentoQuando o fato ocorreQuando o dinheiro entra/sai
FocoLucratividadeLiquidez
UsoAnálise de resultadoControle financeiro operacional

Fluxo de Caixa:

  • Regime de Caixa (Financeiro)

Só interessa o que foi recebido ou pago efetivamente. Ou seja, entrada (encaixe) ou saída (desembolso) de dinheiro do caixa.

Fluxo de Caixa: Variação no Caixa = Recebimentos e Pagamentos.

DRE

  • Regime de Competência (Transações Realizadas)

Na DRE, a receita é gerada no momento em que é ganho (fato gerador). Da mesma forma, a despesa é reconhecida no momento em que é consumida (incorrida), independentemente do pagamento.

DRE: Superávit = Receitas – Despesas (recebidas ou não, pagas ou não).

Uma empresa pode ser lucrativa na DRE e ainda assim ter problemas de caixa — por exemplo, quando vende muito a prazo mas precisa pagar fornecedores à vista. Por isso, usar a DRE em conjunto com o Fluxo de Caixa é essencial para uma gestão financeira completa.

Para que serve a DRE?

Além de ser obrigatória por lei, a DRE serve como ferramenta estratégica para diversas finalidades:

Avaliação do regime tributário

Como citamos há pouco, o demonstrativo apresenta o lucro da empresa no ano antes e depois dos impostos. Dessa forma, é possível observar se os tributos do regime no qual a empresa está enquadrada são os menores possíveis.

Ou seja, utilizando a DRE e outros dados financeiros e contábeis, o responsável consegue simular o impacto de outro regime tributário. Na geração da demonstração simulada, a comparação dos resultados é direta e esclarecedora.

Comparação de períodos

Todo relatório contábil tem como uma das funções permitir a comparação entre diferentes períodos. Do mesmo modo, o mesmo ocorre com a Demonstração do Resultado do Exercício. Por exemplo, ela pode ser utilizada para comparação de elevação de lucro bruto e líquido, despesas e impostos entre anos ou períodos menores.

Avaliação de potencial de geração de resultados

Sabemos que o lucro da empresa importa mais do que seu faturamento. Afinal, é o número que revela seu potencial de elevar o patrimônio, crescer e ter base para investir e cobrir despesas inesperadas.

Portanto, se a DRE tem resultado positivo, significa que o planejamento, as ações e o gerenciamento financeiro e tributário tiveram sucesso. Ou seja, a empresa deve apenas continuar no caminho em que está. Isso significa potencializar pontos fortes e alinhar detalhes que podem ser melhorados.

Cálculo do ponto de equilíbrio

O ponto de equilíbrio é o quanto a empresa deve vender para ter lucro zero, cobrindo todos os gastos. Assim, a partir desse ponto, ocorre o lucro líquido. Além disso, a conta é importante para revelar, além do número de vendas, o tempo necessário para atingir o ponto. Ou seja, quanto mais rápido for, maior é o lucro.

Nesse sentido, a Demonstração do Resultado do Exercício é uma ferramenta útil. Por exemplo, ela inclui dados como faturamento, despesas fixas e variáveis, lucro bruto e resultado líquido, entregando mais informações.

Auxílio à tomada de decisões

A análise dos indicadores financeiros extraídos da DRE é fundamental para a tomada de decisões na gestão financeira. Nesse sentido, ela serve para avaliação do negócio, tomada de decisões de crescimento, reversão de quadros negativos e replanejamento estratégico.

Quem precisa fazer a DRE?

De acordo com a legislação brasileira:

  • MEIs (Microempreendedores Individuais): são dispensados da elaboração da DRE formal.
  • Todas as demais empresas: são obrigadas a elaborar a DRE anualmente, independentemente do porte ou regime tributário.
  • Empresas de capital aberto (S.A.): devem divulgar a DRE trimestralmente ou semestralmente para manter a transparência com o mercado.

A DRE deve ser assinada por um contador habilitado e registrado no CRC (Conselho Regional de Contabilidade).

DRE

Como analisar a DRE

Existem dois métodos principais de análise da DRE:

Análise Horizontal

Compara os valores de um mesmo item da DRE em períodos diferentes. Por exemplo, comparar a receita bruta de janeiro de 2025 com janeiro de 2026 para identificar crescimento ou queda. Por isso, é ideal para acompanhar a evolução do negócio ao longo do tempo e detectar tendências de crescimento, estagnação ou retração.

Análise Vertical

Expressa cada linha da DRE como percentual da receita bruta (ou receita líquida). Por exemplo: se o CMV representa 45% da receita líquida, é possível comparar esse percentual com benchmarks do setor ou com períodos anteriores. Dessa forma, torna-se possível identificar se custos e despesas estão consumindo uma fatia adequada da receita, independentemente do volume de vendas.

Tipos de DRE

  • Contábil ou legal: segue normas formais para atender às exigências fiscais e legais.
  • Gerencial: mais flexível, voltada para análises internas e apoio à gestão, podendo ser elaborada mensal ou trimestralmente.

Em síntese, a DRE é uma ferramenta indispensável para compreender a saúde financeira do negócio e orientar seu crescimento.

Acompanhamento de indicadores financeiros além da DRE

A DRE é uma fonte rica de dados para o cálculo de indicadores financeiros essenciais. A seguir, veja cinco deles e como extrair seus números diretamente do demonstrativo:

1. Lucratividade

Calcular o percentual da lucratividade é simples. Basta dividir o lucro pelo faturamento e multiplicar o resultado por 100. Por exemplo:

  • resultado líquido do ano: R$ 235 mil;
  • faturamento do ano: R$ 610 mil;
  • (235 ÷ 610) x 100;
  • 0,3852 x 100 = 38,52%.

O cálculo pode ser feito mensalmente, com a emissão de uma Demonstração do Resultado do Exercício para visualização a cada período.

2. Ponto de equilíbrio

O ponto de equilíbrio é a relação de todas as despesas com o volume de vendas. A seguir, veja o cálculo hipotético:

  • total de custos fixos e variáveis do período: R$ 30 mil
  • ticket médio: R$ 550.

A divisão entre os valores resulta em R$ 54,54. Ou seja, o empreendimento tem de fechar 55 vendas para não ter prejuízo e começar a gerar lucro.

Caso se considere o número de negócios fechados, é possível observar em que ponto atinge-se o equilíbrio da empresa.

3. Margem de contribuição

Esta margem é o quanto do faturamento gerado contribui para geração de lucro e cobertura de despesas fixas. Dessa forma, para chegar a ela, deve-se subtrair impostos diretos e demais gastos de vendas da receita bruta operacional. Observe:

  • faturamento em vendas do período: R$ 100 mil;
  • tributos das vendas: R$ 13 mil;
  • custo de mercadorias: R$ 35 mil;
  • demais despesas diretas de vendas: R$ 16 mil;
  • margem de contribuição do período: R$ 36 mil.

4. Retorno sobre ativos

Como o nome diz, significa o quanto a empresa tem de retorno sobre os ativos investidos. Portanto, o resultado é obtido com a divisão do lucro líquido pelo total do ativo. Isso deve ser localizado no balanço patrimonial.

5. Retorno sobre patrimônio líquido

O patrimônio líquido é o que resta quando o passivo é subtraído do ativo. Tecnicamente, portanto, é devido ao proprietário da empresa ou aos sócios, incluindo o capital aportado por eles.

E o retorno sobre o patrimônio demonstra quanto os investimentos deles geram de lucro. Assim, para calculá-lo, somente é preciso dividir o resultado líquido pelo patrimônio líquido, que também consta no balanço.

Exemplo prático da DRE

Veja abaixo um exemplo hipotético de DRE para uma empresa de médio porte no setor de comércio, referente ao mês de abril de 2026. Os valores são ilustrativos e servem, portanto, para demonstrar como cada linha se conecta até chegar ao resultado final.

ItemValor (R$)%
(+) Receita Bruta610.000,00100%
(–) Deduções (impostos e devoluções)73.200,0012%
(=) Receita Líquida536.800,0088%
(–) CMV183.000,0030%
(=) Lucro Bruto353.800,0058%
(–) Despesas com Vendas48.800,008%
(–) Despesas Administrativas36.600,006%
(–) Despesas Financeiras12.200,002%
(=) Resultado Operacional256.200,0042%
(–) IR e CSLL (8%)21.200,003,5%
(=) Resultado Líquido235.000,0038,5%

Com essa DRE, conseguimos identificar que a empresa tem uma lucratividade de 38,5% — acima da média da maioria dos setores do varejo brasileiro — e que as despesas administrativas representam apenas 6% da receita, indicando boa eficiência operacional.

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Perguntas frequentes sobre DRE

  1. Quais informações estão na DRE?

    A DRE registra, de forma estruturada, todas as movimentações que impactam o resultado da empresa no período. Portanto, devem constar:Receita bruta de vendas e prestação de serviçosDeduções de vendas: impostos (ICMS, PIS, COFINS, ISS), devoluções e descontosReceita líquida (receita bruta menos deduções)Custo dos produtos vendidos (CMV), custo de produção (CPV) ou custo dos serviços prestados (CSP)Lucro bruto (receita líquida menos CMV)Despesas operacionais: vendas, administrativas e financeirasResultado operacional (lucro bruto menos despesas)Receitas e despesas extra operacionaisProvisões para Imposto de Renda (IRPJ) e Contribuição Social (CSLL), quando aplicávelResultado líquido do exercício — o lucro ou prejuízo finalTodos os registros devem seguir o regime de competência, reconhecendo receitas e despesas no momento em que ocorrem, independentemente do pagamento efetivo.

  2. Por que utilizar a DRE?

    Além de ser um documento legalmente obrigatório para a maioria das empresas brasileiras, a DRE é uma das ferramentas mais poderosas para a gestão financeira. Com ela, o gestor consegue:Avaliar a lucratividade real — vai além do faturamento e mostra quanto efetivamente sobra após todos os custos e impostos.Tomar decisões estratégicas embasadas — seja para reduzir custos, renegociar contratos ou direcionar investimentos.Comparar desempenho entre períodos — identifica tendências de crescimento ou deterioração ao longo do tempo.Apresentar credibilidade a terceiros — bancos, investidores e parceiros comerciais utilizam a DRE para avaliar a saúde financeira da empresa antes de conceder crédito ou fechar negócio.Simular cenários tributários — com os dados da DRE, é possível verificar se a empresa está no regime tributário mais vantajoso (Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real).

  3. Qual é sua importância prática?

    Na prática, a DRE transforma dados financeiros em informação gerencial acionável. Em vez de apenas cumprir uma obrigação legal, empresas que analisam sua DRE mensalmente conseguem:Identificar rapidamente se os custos estão crescendo mais do que a receitaDescobrir quais produtos ou serviços têm a melhor margem de contribuiçãoMonitorar o peso das despesas financeiras sobre o resultado — um alerta importante para endividamento excessivoCalcular o ponto de equilíbrio e saber quantas vendas são necessárias para cobrir todos os gastosEmbasar o planejamento do próximo período com dados reais, não estimativasEm síntese, a DRE é o principal relatório para responder a pergunta que todo empresário precisa saber: minha empresa está gerando ou destruindo valor?

  4. Como calcular a lucratividade pela DRE?

    Use a fórmula: (Resultado Líquido ÷ Receita Bruta) × 100. Por exemplo: resultado líquido de R$ 235.000 ÷ receita de R$ 610.000 = 38,52% de lucratividade.

  5. O que é regime de competência?

    É o critério contábil pelo qual receitas e despesas são reconhecidas no período em que o fato gerador ocorre, independentemente de pagamento ou recebimento. É o regime obrigatório para elaboração da DRE. Saiba mais sobre regime de competência.

  6. Qual a diferença entre DRE contábil e DRE gerencial?

    A DRE contábil segue normas formais para fins fiscais e legais. A DRE gerencial é mais flexível, voltada para uso interno, pode ser elaborada mensalmente e adaptada às necessidades específicas de gestão.

SIMEI: o que é, como funciona e regras atualizadas em 2026

SIMEI: o que é, como funciona e regras atualizadas em 2026

O SIMEI é o sistema simplificado de recolhimento de tributos do Microempreendedor Individual (MEI) — uma das formas mais simples de manter um pequeno negócio formalizado no Brasil. Em vez de pagar cada tributo separadamente, o MEI optante pelo SIMEI recolhe um único valor mensal fixo, o DAS, que cobre tudo o que ele precisa (INSS, ICMS, ISS) e ainda dá direito a benefícios da Previdência Social.

Neste guia atualizado para 2026, você vai entender exatamente o que é o SIMEI, como funciona, quem pode optar, qual o limite de faturamento, quanto custa o DAS hoje, como fazer o enquadramento, quais são as obrigações anuais (DASN-SIMEI) e quando o MEI precisa emitir nota fiscal. Tudo com as regras vigentes.

O que é o SIMEI?

O SIMEI (Sistema de Recolhimento em Valores Fixos Mensais dos Tributos Abrangidos pelo Simples Nacional) é o regime tributário simplificado pensado especificamente para o Microempreendedor Individual. Em vez de calcular tributos sobre o faturamento, o MEI optante pelo SIMEI paga um valor fixo todo mês — o DAS — que engloba a contribuição previdenciária e impostos como ICMS e ISS, conforme a atividade.

O sistema foi criado para incentivar a formalização de pequenos negócios e profissionais autônomos, oferecendo simplicidade fiscal e proteção previdenciária a um custo baixo. Está previsto no artigo 18-A da Lei Complementar 123/2006 (Lei do Simples Nacional).

SIMEI, MEI e Simples Nacional: qual a diferença?

É comum confundir os três termos. O comparativo abaixo deixa claro:

TermoO que é
MEIMicroempreendedor Individual — categoria empresarial. É a “figura jurídica” do empreendedor formalizado com CNPJ.
SIMEIRegime tributário do MEI — define como o microempreendedor paga seus impostos (valor fixo mensal via DAS).
Simples NacionalRegime tributário maior, que abrange micro e pequenas empresas (faturamento até R$ 4,8 milhões/ano). O SIMEI é uma “subcategoria” do Simples para MEIs.

Em resumo: você é MEI (categoria), está no Simples Nacional (regime guarda-chuva), e paga seus tributos pelo SIMEI (mecanismo simplificado de recolhimento).

Quem pode optar pelo SIMEI em 2026

Para se enquadrar como MEI e optar pelo SIMEI, o microempreendedor precisa atender a alguns requisitos:

  • Faturamento anual de até R$ 81.000 (ou proporcional aos meses ativos no ano de abertura);
  • Não ser titular, sócio ou administrador de outra empresa;
  • Ter no máximo um empregado registrado, recebendo salário mínimo ou o piso da categoria;
  • Exercer apenas atividades permitidas pelo MEI (lista oficial publicada pelo Comitê Gestor do Simples Nacional);
  • Não ter atividade impeditiva (algumas profissões regulamentadas, como médicos, advogados e engenheiros, não podem ser MEI).

Atenção em 2026: existe debate no Congresso para ampliar o teto do MEI (projetos chegaram a propor R$ 130 mil/ano). Antes de tomar decisões, confira o limite vigente diretamente no Portal do Empreendedor ou no Portal do Simples Nacional.

Quanto custa o SIMEI: valores do DAS-MEI em 2026

O DAS-MEI (Documento de Arrecadação do Simples Nacional para o MEI) é o boleto único que o microempreendedor paga todo mês. O valor é calculado com base no salário mínimo vigente, com a seguinte fórmula:

  • Comércio ou indústria: 5% do salário mínimo + R$ 1,00 de ICMS;
  • Prestação de serviços: 5% do salário mínimo + R$ 5,00 de ISS;
  • Comércio e serviços: 5% do salário mínimo + R$ 6,00 (R$ 1 ICMS + R$ 5 ISS).

Como o salário mínimo é reajustado anualmente, o valor do DAS-MEI também muda todo ano. Para 2025, com salário mínimo de R$ 1.518, os valores ficaram em torno de R$ 76 a R$ 82, dependendo da atividade. Em 2026, com o reajuste anual, o valor sobe proporcionalmente — sempre confira o boleto atualizado no Portal do Empreendedor antes de pagar.

O MEI Caminhoneiro tem regra diferente: contribuição previdenciária de 12% do salário mínimo (em vez de 5%), com teto de faturamento maior — adequado às particularidades da atividade.

Atividades permitidas para o MEI

A lista oficial de atividades permitidas é publicada pelo Comitê Gestor do Simples Nacional e atualizada periodicamente. As principais categorias incluem:

  • Comércio: revenda de roupas, alimentos, cosméticos, eletrônicos, livros, entre outros;
  • Indústria: confecção de roupas, fabricação artesanal de alimentos, marcenaria, serralheria;
  • Serviços: cabeleireiro, manicure, eletricista, encanador, pedreiro, motorista de aplicativo, professor particular, design, marketing digital;
  • Atividades rurais (em alguns casos): produtores rurais que se enquadrem nos critérios podem aderir.

Antes de abrir o MEI, é fundamental verificar se a sua atividade está na lista vigente. Profissões regulamentadas por conselhos de classe (medicina, advocacia, engenharia, contabilidade, arquitetura) não são permitidas no MEI — esses profissionais precisam abrir uma microempresa (ME) ou EPP no Simples Nacional convencional.

Como fazer o enquadramento no SIMEI?

O processo é gratuito e 100% online, feito pelo Portal do Empreendedor. Existem dois cenários:

Quem está abrindo MEI agora?

Ao se formalizar como MEI pelo Portal do Empreendedor, o enquadramento no SIMEI é automático. Você sai do processo com CNPJ ativo, número de inscrição como MEI e já optante pelo SIMEI desde o primeiro dia.

Quem já tem ME e quer migrar para MEI?

A solicitação de enquadramento no SIMEI deve ser feita entre o primeiro e o último dia útil de janeiro de cada ano. O caminho é:

  1. Acesse o Portal do Empreendedor;
  2. Clique em “SIMEI – Serviços”;
  3. Selecione “Solicitação de Enquadramento no SIMEI”;
  4. Se a empresa atende todos os requisitos, o enquadramento é automático e válido a partir de 1º de janeiro do ano-calendário.

Em alguns casos, a solicitação fica “em análise” — geralmente porque a empresa ainda não fez a opção pelo Simples Nacional ou há alguma pendência. O sistema identifica o impedimento, e cabe ao empresário resolver. Sem regularizar, o pedido é indeferido.

Obrigações do MEI optante pelo SIMEI

Mesmo sendo o regime mais simples do país, o MEI tem três obrigações principais que precisa cumprir para continuar regular:

  • Pagar o DAS mensalmente: o boleto é gerado no Portal do Empreendedor e tem vencimento todo dia 20 do mês seguinte ao período de competência;
  • Preencher o Relatório Mensal de Receitas Brutas: documento simples (modelo disponível no Portal) onde o MEI registra o que faturou no mês. Não precisa enviar para nenhum órgão, apenas guardar para conferência futura;
  • Entregar a DASN-SIMEI anualmente: a Declaração Anual do Simples Nacional para o MEI deve ser enviada até 31 de maio de cada ano, informando a receita bruta do ano anterior. Saiba mais no nosso guia completo da DASN-SIMEI.

Multa por atraso na DASN-SIMEI

O MEI que não entregar a declaração no prazo está sujeito a multa mínima de R$ 50,00, podendo chegar a 2% a 20% sobre os tributos calculados, conforme a receita declarada. Se o MEI fizer o pagamento da multa em até 30 dias após o lançamento, tem desconto de 50% sobre o valor.

Em caso de extinção do MEI, a DASN-SIMEI também é obrigatória — até 30 de junho se a baixa ocorrer no primeiro quadrimestre do ano, ou em até 30 dias após a baixa para os demais meses.

MEI precisa emitir nota fiscal?

Depende de quem está comprando. Veja a regra:

  • Venda para pessoa física (consumidor final): emissão de nota fiscal não é obrigatória, mas o MEI pode emitir se o cliente solicitar;
  • Venda para pessoa jurídica (CNPJ): a emissão é obrigatória. O MEI deve fornecer nota fiscal sempre que o cliente for outra empresa.

Em muitos estados, o MEI já é obrigado a emitir NF-e ou NFC-e (a depender da operação). A emissão pode ser feita por sistemas dedicados como o NFe+ ou pela ferramenta gratuita do Portal do Empreendedor em alguns estados.

Vale lembrar: o MEI sempre deve solicitar nota fiscal quando comprar produtos ou serviços para o negócio. Esses documentos são essenciais para fechar o relatório mensal de faturamento e para a DASN-SIMEI.

SIMEI e a Reforma Tributária: o que muda?

A Reforma Tributária, regulamentada pela Lei Complementar 214/2025, mantém o regime do MEI e do Simples Nacional como regimes preferenciais dentro do novo sistema. O MEI continua pagando o DAS-SIMEI normalmente, sem precisar lidar com CBS, IBS ou Imposto Seletivo no dia a dia. A grande mudança é estrutural — para empresas fora do Simples — e não atinge diretamente o microempreendedor.

Mesmo assim, vale acompanhar: como o cenário tributário brasileiro vai passar por uma transição entre 2026 e 2033, o ambiente de negócios pode mudar (preços, fornecedores, exigências de notas fiscais). O MEI que emite NF-e precisa garantir que seu sistema emissor está adaptado aos novos campos exigidos.

Conclusão

O SIMEI é, em 2026, o regime tributário mais simples e barato disponível no Brasil para quem quer formalizar um pequeno negócio. Com um valor mensal fixo (em torno de R$ 75 a R$ 82), o MEI obtém CNPJ ativo, pode emitir nota fiscal, abrir conta PJ, contratar serviços bancários e ainda garante direitos previdenciários básicos.

Manter o MEI regular exige só três coisas: pagar o DAS todo mês, preencher o Relatório de Receitas Brutas e entregar a DASN-SIMEI uma vez por ano. Para organizar tudo isso de forma profissional — controlando faturamento, emitindo notas, acompanhando o limite — vale considerar um sistema de gestão como o eGestor, que já nasceu pensado para o microempreendedor que quer sair do controle no caderno e crescer com método.

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Perguntas frequentes sobre o SIMEI

  1. O que significa SIMEI?

    SIMEI significa Sistema de Recolhimento em Valores Fixos Mensais dos Tributos Abrangidos pelo Simples Nacional. É o regime tributário do Microempreendedor Individual (MEI), em que o pagamento mensal de impostos é fixo e simplificado.

  2. Qual a diferença entre MEI e SIMEI?

    MEI é a categoria empresarial (a “figura” do microempreendedor formalizado). SIMEI é o regime tributário específico do MEI — define como ele paga os impostos (valor fixo mensal via DAS).

  3. Quanto custa ser MEI em 2026?

    O custo mensal varia entre R$ 75 e R$ 85 aproximadamente em 2025 (sujeito a reajuste anual conforme o salário mínimo). A fórmula é: 5% do salário mínimo + R$ 1 (comércio/indústria) ou R$ 5 (serviços) ou R$ 6 (comércio e serviços). Sempre confira o valor atualizado no Portal do Empreendedor.

  4. Qual o limite de faturamento do MEI?

    O limite vigente é de R$ 81.000 por ano (R$ 6.750 por mês em média). Existe debate no Congresso sobre ampliar o teto, mas até a publicação deste guia o valor oficial continua em R$ 81 mil.

  5. O que acontece se o MEI ultrapassar o faturamento?

    Se o faturamento ultrapassar até 20% do limite (R$ 97.200), o MEI é desenquadrado no ano seguinte e precisa migrar para Microempresa (ME) no Simples Nacional. Se ultrapassar mais de 20%, o desenquadramento é retroativo a janeiro do ano em que excedeu, com cobrança proporcional dos tributos do regime correto.

  6. Posso ser MEI e CLT ao mesmo tempo?

    Sim. Não há impedimento legal para o trabalhador CLT ser MEI simultaneamente, desde que a atividade exercida no MEI não conflite com o contrato de trabalho. A única ressalva é que servidores públicos federais ativos têm restrições — para esses, a regra é específica.

  7. O que é a DASN-SIMEI?

    É a Declaração Anual do Simples Nacional para o MEI, obrigatória todo ano até 31 de maio. Nela o MEI informa a receita bruta do ano anterior. Veja o passo a passo completo no guia da DASN-SIMEI.

  8. MEI tem direito a aposentadoria?

    Sim. Como o DAS-SIMEI inclui contribuição previdenciária, o MEI tem direito a aposentadoria por idade, auxílio-doença, salário-maternidade e pensão por morte para dependentes. Importante: para aposentadoria por tempo de contribuição, é necessário complementar a contribuição (a alíquota de 5% do salário mínimo dá direito apenas à aposentadoria por idade pelo valor do mínimo).

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