Nota Fiscal: Guia completo para emitir

Nota Fiscal: Guia completo para emitir

A nota fiscal é um documento utilizado para registrar uma transação comercial, seja a venda ou compra de um produto ou serviço. Ela é obrigatória, uma vez que é ela que faz o recolhimento de impostos de uma empresa.

Como existem tipos de transações, também existem tipos de notas. São elas:

Para emitir qualquer uma dessas notas você precisa de um sistema emissor de notas fiscais: o eGestor!

A Nota Fiscal é um documento que registra movimentações comerciais entre pessoas físicas e jurídicas. Ela foi criada em 1970 com o intuito de acabar com a sonegação fiscal e, para se ajustar à realidade, teve algumas alterações. Nesse documento estão informações fiscais da empresa e dos produtos ou serviços.

As principais alterações que a nota fiscal teve foi a criação de notas diferentes para operações comerciais diferentes e a transição de manual para eletrônica.

O que é uma nota fiscal?

A Nota Fiscal é um documento que registra as relações comerciais de compra e venda de produtos e serviços.

exemplo nf-e nota fiscal

A emissão da nota fiscal é obrigatória para todas as empresas porque ela:

  • registra uma transação, trazendo garantia tanto para a empresa como para o consumidor e indica o faturamento da empresa
  • recolhe impostos, trazendo benefícios tanto para a empresa como para a sociedade
  • garante o cumprimento de obrigações fiscais, assegurando que o imposto é recolhido e que o cliente tem o registro da operação

Uma vez que a nota fiscal é quem recolhe os impostos da empresa, e por isso sua obrigatoriedade, ela é a principal forma de medir o faturamento. Isso acaba sendo um ciclo, porque o faturamento é a principal forma de definir o regime tributário de uma empresa, ou seja, os valores que ela pagará de impostos.

Quando surgiu, a nota era em forma de talão e preenchida manualmente. Mas, com o passar dos anos, o sistema foi evoluindo e sua emissão se tornou cada vez mais simples. Foi assim, com o avanço da tecnologia, que surgiu a nota fiscal eletrônica.

Como emitir minha nota Fiscal?

A emissão de uma nota fiscal é feita através de um sistema de emissão de nota fiscal, porque ela é eletrônica. Considerando que as informações da nota são inseridas antes no sistema, a sua emissão é simples. Entretanto, é comum o uso de plataformas que não guardam essas informações, o que pode tornar o processo complicado.

Ainda, antes de emitir a nota, é preciso seguir alguns passos:

  1. Solicite a emissão da nota na Receita Federal
  2. Entenda qual nota será emitida
  3. Tenha certificado digital
  4. Utilize um sistema emissor de nota fiscal
  5. Inserir a operação no sistema e emitir a nota

Solicite a emissão da nota na Receita Federal

Para emitir a nota é preciso ter uma autorização da Secretaria da Fazenda. Entretanto, como existem tipos de notas diferentes para coleta de tributos que podem ser de competência diferentes, algumas notas precisam ser autorizadas pelo estado e outras pela prefeitura.

  • Empresas do comércio: o credenciamento deve ser feito através da Sefaz do estado. Aqui devem ser enviados alguns documentos, como o CNPJ. O procedimento para credenciamento na Sefaz é diferente entre os estados.
  • Empresas que prestam serviços: o credenciamento é feito junto a prefeitura do município. Esse processo é feito presencialmente, através do preenchimento de um formulário. Os documentos normalmente solicitados pela prefeitura para autorização da NFS-e são:
    • protocolo de solicitação de credenciamento, gerado no site da prefeitura;
    • CNPJ;
    • documento de identificação do representante legal e dos atos constitutivos da pessoa jurídica;

Entenda qual nota será emitida

Mesmo que os processos sejam muito parecidos, os tipos de notas fiscais são específicos, trazendo dados e regras próprias. Por isso, é importante que o primeiro passo seja saber o tipo de nota que será emitido. Por exemplo, se a empresa presta serviços, ela deverá emitir uma nota fiscal de serviço. Os tipos de notas variam com o tipo de transação:

  • Produtos: São as notas emitidas com a venda ou compra de um produto, com identificação do comprador. Nessa transação é possível emitir a NF-e.
  • Serviço: Quem presta serviço deve emitir, obrigatoriamente, uma nota de serviço. A nota emitida nesse caso é a NFS-e.
  • Consumidor: Principalmente em operações do varejo, que tendem a ser mais rápidas, coletar as informações do comprador é mais complicado. Nesse caso são emitidas notas apenas com as informações da empresa que comercializa o produto e do produto. A nota emitida aqui é a NFC-e.

Os tipos de nota são:

  • NF-e – Nota Fiscal Eletrônica
  • NFS-e – Nota Fiscal de Serviço Eletrônica
  • NFC-e – Nota Fiscal do Consumidor Eletrônica
  • CF-e – Cupom Fiscal Eletrônico
  • NFA-e – Nota Fiscal Avulsa Eletrônica
  • CT-e – Conhecimento de Transporte Eletrônico
  • MDF-e – Manifesto de Documentos Fiscais Eletrônico
  • NFP-e – Nota Fiscal de Produtor Eletrônica

Tenha certificado digital

O certificado digital é um documento que atua como uma assinatura eletrônica, garantindo autenticidade aos documentos e permitindo a emissão da nota fiscal.

Assim, o certificado digital comprova a identidade da empresa em uma operação, trazendo validez ao documento emitido e garantindo sua autenticidade.

Atualmente existem dois modelos de certificado que permitem a emissão da nota: o A1 e o A3.

O certificado de modelo A1 é digital, podendo ser armazenado na nuvem ou até no navegador, permitindo cópias de segurança e instalação em outros dispositivos. Ele tem validade de 1 ano e pode ser adquirido, normalmente, em conjunto com o sistema emissor de nota fiscal.

Já o certificado de modelo A3 é uma mídia física, podendo ser um token (semelhante a um pen drive) ou um smart card. Assim, ele só pode ser utilizado em um dispositivo por vez. Esse certificado tem validade de 3 anos e pode ser utilizado apenas com senha.

Utilize um sistema emissor de nota fiscal

Para efetivamente emitir a nota fiscal a empresa precisa de uma ferramenta emissora de nota fiscal. Geralmente, o sistema de gestão utilizado pela empresa é quem faz a emissão da nota.

Emitir a nota fiscal através do sistema gestão é o mais indicado, uma vez que por ele são gerenciadas as outras áreas da empresa, como financeiro e estoque. E assim, não há necessidade de reinserir informações no emissor de nota. Além disso, também é possível fazer o controle de notas fiscais, que é basicamente o registro de todas as transações da empresa, e garante que houve a emissão em todas elas.

Entretanto, a NF-e pode ser emitida pelo sistema gratuito do Sebrae; e a NFS-e pode ser emitida por algum sistema da prefeitura, caso houver.

Inserir a operação no sistema e emitir a nota

Com o certificado digital, o credenciamento junto ao governo e o software de emissão, já é possível começar a emitir notas.

Dessa forma, basta inserir a operação no sistema escolhido e

Por fim, lembramos que além de cumprir os itens citados acima, o acompanhamento de um contador é importante para garantir que não ocorra erros ao emitir uma NF-e, prevenindo qualquer problema.

Quais são os tipos de Nota Fiscal?

Com a popularização e obrigatoriedade das notas fiscais, houve a necessidade de ter notas para cada tipo de transação. Ou seja, os serviços, com informações diferentes de produtos, deveriam ter uma nota diferente dos produtos. Assim, nasceram outros tipos de notas fiscais.

Nota Fiscal Eletrônica (NF-e)

exemplo nf-e nota fiscal

A nota fiscal eletrônica (NF-e) é o documento fiscal de registro de compra ou venda, emitida e mantida de forma digital. Ela é uma das principais notas emitidas hoje.

Também chamada de NF-e, ela é obrigatória para todas as empresas em vendas diretas ao cliente.

A nota fiscal eletrônica foi a primeira a ser emitida de forma digital, em 2005. Assim, ela substituiu as notas emitidas de forma manual, de modelo 55, extintas oficialmente em 2015.

Nota Fiscal do Consumidor Eletrônica (NFC-e)

A Nota Fiscal do Consumidor Eletrônica (NFC-e) é a nota utilizada na venda de produtos e que não contém as informações do consumidor. Ela surgiu em 2013, substituindo a nota de venda ao consumidor (modelo 2), com o intuito de agilizar o processo de venda.

Por isso, ela é muito utilizada por empresas do varejo, que tem um processo rápido de venda.

A NFC-e foi o último tipo de nota a ser apresentado, por isso, ela foi implementada pelos estados brasileiros aos poucos.

Nota Fiscal de Serviço Eletrônica (NFS-e)

Exemplo Nota Fiscal de Serviço Eletrônica NFS-e

A Nota Fiscal de Serviço Eletrônica (NFS-e) é uma nota obrigatória para todas as empresas que prestam serviços. Ela é responsável por recolher o ISS (Imposto Sobre Serviço), sendo assim, responsabilidade da prefeitura do município que a empresa se encontra.

A emissão dessa nota normalmente acontece através do sistema disponibilizado pela prefeitura, mas também pode ser feita através de um sistema emissor de notas fiscais.

As empresas que prestam serviços devem ter a inscrição municipal, essencial para a emissão da nota. Essa inscrição pode ser feita diretamente na prefeitura.

Cupom Fiscal Eletrônico (CF-e)

O Cupom Fiscal Eletrônico (CF-e) surgiu com o projeto da NF-e, em 2013. O CF-e é um documento totalmente digital, criado para substituir o ECF (Emissor de Cupom Fiscal).

Para emissão é necessário autorização do fisco e validação da assinatura digital do contribuinte. Contudo, em alguns estados o processo de emissão pode variar, o ideal é consultar um contador para verificar como é a legislação para emissão deste documento.

Em suma, é um documento digital com objetivo de facilitar a fiscalização, agilizar processo, economia e reduzir erros.

Nota Fiscal de Produtor Eletrônica (NFP-e)

A nota fiscal de produtor eletrônica é um documento que registra operações com mercadorias dos produtores rurais. Ela surgiu em 2018 com intuito de substituir os blocos fiscais impressos e as notas avulsas. Nela é obrigatório informar os dados do produtor e do cliente.

Para emissão o produtor pode usar o CPF e o número da inscrição estadual, não é necessário ter CNPJ. Assim, ela é obrigatória a todos os agricultores e pecuaristas e a adesão nacional à NFP-e é a partir de 1º de maio de 2024.

Módulo Fiscal Eletrônico (MFE)

O módulo fiscal eletrônico (MFE) é um equipamento utilizado para emissão de documentos fiscais no estado do Ceará. Desse modo, ele supre a legislação fiscal das novas regras de emissão do Cupom Fiscal Eletrônico (CF-e).

Manifesto eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e)

O Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e) é um documento digital, emitido e armazenado de forma eletrônica. Surgiu com intuito de substituir o documento em papel e facilitar a confirmação das informações.

Ele é emitido por empresas que trabalham com o CT-e (Conhecimento de Transporte Eletrônico) e com cargas fracionadas ou por lotação. Além disso, é obrigatório em operações de transbordo, redespacho e subcontratação; substituição de veículos, seja profissional de transporte ou contêineres e inclusão de outras mercadorias.

Nota Fiscal Avulsa Eletrônica (NFA-e)

A Nota Fiscal Avulsa (NFA-e) é um documento fiscal que comprova uma transação comercial, seja venda de produtos ou serviços. As empresas que realizam a emissão desse tipo de nota possuem ou não CNPJ. Contudo, o uso é mais comum por MEI, empreendedores que não possuem um volume muito grande de vendas ou não tem a obrigatoriedade de emitir notas.

A NFA-e pode ser emitida eletronicamente ou manualmente, o modo de emitir varia de região para região. Contudo, somente a versão impressa tem validade legal.

Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e)

O conhecimento de transporte eletrônico (CT-e) é um documento totalmente digital, instituído através do Ajuste Sinief n.º09/2007. O CT-e registra informações fiscais de operação com prestação de serviços do transporte de cargas no território brasileiro.

O documento é obrigatório em toda operação de transporte de carga realizada, independente do modal. Assim, a emissão contempla movimentação de mercadoria, pelos contribuintes de ICMS, sejam empresas transportadoras ou contratantes de serviços e pessoas jurídicas que atuam em operações multimodais.

A única exceção é o MEI, segundo o Ajuste Sinief n.º09/07, conforme o art. 18-A da Lei Complementar n.º 123, de 14 de dezembro de 2006.

Outros tipos de nota fiscal

Nota Fiscal Complementar

A nota fiscal complementar é um tipo de nota que é emitida como um complemento de uma nota previamente emitida. Assim, ela é emitida em caso de:

  • exportação
  • preço diferente do relatado na outra nota
  • quantidade de produtos diferente da nota original
  • ou correção do valor de imposto

Ela pode ser emitida diretamente no sistema emissor.

Nota Fiscal de Remessa

A nota fiscal de remessa é uma nota emitida quando um produto precisa transitar por algum motivo, mas não foi vendido. Ou seja, esse tipo de nota serve para quando um produto precisa de conserto ou para exibição para clientes ou eventos.

Assim, a nota deve ser emitida com todas as informações deste produto, juntamente com o motivo da sua emissão.

Nota Fiscal de Importação ou de Exportação

Quando uma empresa realiza uma venda ou compra um produto de fora do país, ele deve ter uma nota de importação ou exportação. Esse tipo de nota acaba sendo mais complexo, uma vez que deve levar em conta informações de outros países, que podem ser muito diferentes.

Por isso, é tão importante contar com um sistema na hora de preencher a nota de importação ou exportação.

Nota de Devolução

A nota de devolução serve para anular uma nota de venda ou compra de produtos. Para emitir a nota de devolução basta selecionar a opção devolução de venda ou devolução de compra na origem da nota no sistema.

Nota Promissória

Diferente dos outros tipos, a nota promissória é uma nota sem valor fiscal. Ela é utilizada para atestar uma dívida, devendo ser assinada pelo devedor e mantida pelo credor. Quando realizado o pagamento, o credor precisa devolver a nota ao devedor, uma vez que a dívida não existe mais.

Nota Rejeitada

A nota fiscal rejeitada não é um tipo de nota, mas sim, o estado que a nota se encontra. Nesse caso, qualquer um dos tipos de nota, quando emitida de forma incorreta, pode ser rejeitada.

Ter uma nota fiscal rejeitada não quer dizer que ela foi cancelada, mas sim, que houve um erro e que é necessário corrigi-lo e emitir a nota novamente.

Existem mais de 600 tipos de rejeições para uma nota, por isso, é importante contar com uma equipe de suporte ou com um contador.

Nota Denegada

A nota denegada é um estado de uma nota fiscal, que significa que houve um erro com o emitente ou com o destinatário. Essa nota não pode ser corrigida e nem pode ser feita uma nova tentativa de emissão. Assim, uma nova nota deve ser gerada, com outra numeração.

Quem precisa emitir Nota Fiscal?

Todas as empresas são obrigadas a emitir notas fiscais para operações negociais.

Entretanto, a exceção a regra é o MEI, que deve emitir nota em dois casos: quando a operação for entre empresas e para prestação de serviços.

Ainda, cada nota tem suas especificações para emissão, o que faz com que alguns tipos de empresas fiquem impossibilitados de emitir um tipo de nota, tendo que emitir outro. Mas, nessa situação, o mais indicado é entrar em contato com o contador da empresa.

A emissão da nota por empresas é obrigatória porque a mesma é o controle da Receita Federal do faturamento da empresa. Esse faturamento é o que define o regime tributário da empresa, o quanto ela paga de impostos.

Dessa forma, a não emissão da nota fiscal gera diversos prejuízos e impedimentos para a empresa, podendo, inclusive, cancelar o CNPJ.

Quem é autônomo, freelancer ou trabalha de maneira informal, precisa de um CNPJ para fazer a emissão de uma nota.

Quem não precisa emitir Nota Fiscal?

O MEI (Microempreendedor Individual) é o único tipo de empresa que tem flexibilidade na hora de emitir a nota fiscal. Todas as outras empresas devem emitir a nota fiscal obrigatoriamente.

A obrigatoriedade de nota para quem é MEI é quando existe uma transação entre pessoas jurídicas, ou seja, quando o MEI vende para outra empresa. Mas, a partir de 01/09/2023 ele também é obrigado a emitir a NFS-e.

Ainda, profissionais autônomos, que não possuem CNPJ, não precisam emitir nota fiscal. Entretanto, é interessante emitir as notas fiscais para controle financeiro dos recursos que entram e saem.

nota fiscal

Para que serve a nota fiscal

A nota fiscal tem duas funções principais: registrar uma compra e recolher os tributos da empresa.

Para o consumidor, a nota fiscal serve para o registro da compra, uma vez que ela garante que a compra foi feita e a forma de pagamento. Assim, caso o cliente precise trocar o produto ou pedir um reembolso, ele tem a nota como comprovante.

Para a empresa, a nota fiscal serve como garantia do pagamento de impostos. Isso acontece porque a Receita Federal realiza a

Mas, com ela, também podem ser feitos o controle interno de estoque e financeiro. Isso porque ela é o registro oficial da transação, dos valores de compra, venda e impostos, e das informações do produto. Assim, como essas informações estão na nota, a empresa pode utilizar a nota como forma de controle, dando entrada dos produtos através dela ou registrando a saída com a mesma.

Assim, a nota fiscal é um documento obrigatório que serve para regularizar as movimentações de mercadorias e prestação de serviços entre pessoas jurídicas e pessoas físicas.

Diferença entre Nota Fiscal e Nota Fiscal do Consumidor

A diferença entre a Nota Fiscal (NF-e) e a Nota Fiscal do Consumidor (NFC-e) está na finalidade. Enquanto a NFC-e é direcionada apenas para vendas ao cliente final, a NF-e abrange outras operações de vendas. Entre essas operações podemos citar compras, devolução de mercadoria, transferência ou exportação, por exemplo.

Outra diferença está nas notas que a NF-e e a NFC-e substituem. Enquanto a NF-e pode substituir a nota fiscal de papel, a NFC-e pode substituir o Cupom Fiscal e a Nota Fiscal de Venda.

Da mesma forma, o conteúdo das notas também são diferentes, o documento auxiliar que acompanha a NFC-e é mais simples que o documento auxiliar que acompanha a NF-e. Assim, a DANFE NFC-e contém informações do vendedor e do produto, além do resumo da compra; e a DANFE da NF-e contém as informações do vendedor, do produto, da compra e do consumidor.

Diferença entre NFC-e, NFS-e e Cupom Fiscal

A diferença entre NFC-e e NFS-e está na sua natureza: a NFC-e é direcionada ao cliente final e a NFS-e é direcionada à prestação de serviço. Ambas também são diferentes do cupom fiscal, utilizado em caixas de supermercados e emitido por um Emissor de Cupom Fiscal (ECF).

  • NFC-e (Nota Fiscal do Consumidor Eletrônica): é um documento fiscal que comprova a movimentação de operações comerciais totalmente digital. Essa nota possui validade jurídica e para sua emissão é necessário um sistema emissor de nota fiscal.
  • NFS-e (Nota Fiscal de Serviço Eletrônica): é um documento fiscal que comprova a comercialização de um serviço, sendo assim, obrigatória para todas as empresas que prestam serviço. É regulamentada pela prefeitura, uma vez que tem incidência do Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza (ISS).
  • Cupom Fiscal: é um documento fiscal emitido pelo Emissor de Cupom Fiscal (ECF). O Cupom Fiscal é mais utilizado pelos supermercados e a maioria das informações contidas nele é com foco na empresa emissora e na transação da venda.

Diferença entre Nota Fiscal e Cupom Fiscal

A diferença entre Nota Fiscal e Cupom Fiscal está nas informações que cada um apresenta.

O Cupom Fiscal apresenta apenas informações sobre a empresa emissora e a compra, enquanto a Nota Fiscal informa os dados do comprador, da empresa emissora e da transportadora.

A emissão da nota fiscal é obrigatória em transações entre empresas, já em transações entre empresa e consumidor final, é obrigatório a emissão de cupom fiscal. Na situação de venda para consumidor final, a nota fiscal é optativa, porém, se o cliente pedir, a empresa é obrigada a emitir.

nota fiscal

Quais informações devem constar na Nota Fiscal?

As informações que devem constar na nota fiscal vai depender muito do modelo da nota que precisa emitir. Cada nota possui informações diferentes porque são direcionadas a situações diferentes, o que faz variar o conteúdo informado de uma para outra.

  • Informações da NF-e:
    • Dados do destinatário / Remetente
    • Faturas – Se o valor da nota for parcelado, ela informa a quantidade de faturas e os seus valores
    • Cálculo do imposto – a base de cálculo e o valor de todos os impostos que interferem na nota
    • Transportador / Volumes transportados
    • Itens da nota fiscal – os produtos que fazem parte da transação
    • Dados adicionais – observações da nota, se necessário
  • Informações da NFC-e:
    • Dados da empresa
    • Informações da venda
    • Informações dos produtos
    • Chave de acesso
    • QR code
  • Informações da NFS-e: a NFS-e pode variar, uma vez que cada prefeitura tem seu método. Entretanto, as informações comuns são:
    • Dados do prestador de serviço
    • Dados do tomador de serviços
    • Discriminação dos serviços
    • Valor total da nota
    • Outras informações
  • Informações do Cupom Fiscal:
    • Dados da empresa
    • Informações da venda
    • Informações dos produtos

Caso alguma dessas informações não esteja correta na hora de emitir a nota ou faltar, a emissão não será autorizada, sendo cancelada. Entretanto, em alguns casos, é possível emitir a Carta de Correção Eletrônica (CC-e), que serve como uma correção de uma nota.

Consequências de não emitir Nota Fiscal

O não cumprimento das obrigações fiscais pode causar muitos prejuízos para a empresa, comprometendo o exercício de suas atividades. Algumas das consequências por não emitir Nota Fiscal são:

  • Sonegação de impostos: o não pagamento de impostos é conhecido como sonegação e a sonegação de impostos é um crime, previsto em lei. O não pagamento dos impostos traz multas e prejuízos para o negócio.
  • Aplicação de multas: a não emissão de Nota Fiscal pode gerar multas para a empresa. Essas multas podem variar entre 10% e 100% sobre o valor de cada nota fiscal contestada.
  • Perda de garantias: a emissão de Nota Fiscal dá garantias ao cliente, como a troca de produtos, por exemplo. É garantia para as empresas em casos de avaria com a matéria-prima, por exemplo. Sem a nota fiscal essas garantias não existem.
  • Dificuldade de conseguir crédito: a não emissão da nota fiscal dificulta a obtenção de crédito. Isso acontece porque se oculta informações importantes ao fisco e não há registros de movimentações confiáveis.
  • Comprometimento da imagem: a não emissão da nota fiscal pela empresa passa uma imagem ruim perante o mercado, levantando, inclusive, suspeitas de crimes fiscais. Isso faz com que, além do seu consumidor não confiar na sua empresa, o fornecedor pode se recusar a vender.
  • Desorganização na escrituração fiscal: a não emissão de nota fiscal dificulta o controle de entradas e saídas de mercadoria e impostos, gerando assim, a desorganização na escrituração fiscal.
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Métricas Financeiras: Confira quais são elas

Métricas Financeiras: Confira quais são elas

As métricas financeiras são interpretações de medidas relacionadas às finanças da empresa. Elas são utilizadas com indicadores, que juntos entregam resultados significativos para tomadas de decisões e planejamento.

As métricas financeiras fazem parte do planejamento operacional de todas as empresas. Assim, para alcançar melhores resultados, é necessário alinhar essas métricas com as metas e os objetivos que a empresa deseja alcançar.

As métricas são importantes porque elas medem a evolução da empresa ao longo dos anos, e esse acompanhamento informa se a evolução está sendo positiva ou negativa. Elas identificam possíveis problemas que a empresa possa ter, possibilitando traçar soluções e novos arranjos para alcançar o destino almejado.

Portanto, no texto a seguir explicamos mais detalhadamente o funcionamento das métricas financeiras e como aplicá-las na sua empresa.

O que são métricas financeiras?

Métricas financeiras são interpretações de medidas relacionadas às finanças. Elas podem ser qualquer item de medida dentro do departamento financeiro de uma empresa. Normalmente acompanhadas pelos indicadores, elas fazem parte do planejamento operacional.

As métricas financeiras são os dados brutos, como o fluxo de caixa, por exemplo. Contudo, o fluxo de caixa sozinho não representa muita coisa, ele precisa dos indicadores, que são as receitas e despesas do período.

Assim, tanto as métricas financeiras quanto os indicadores financeiros se complementam e são normalmente empregues juntos para avaliar o desempenho e desenvolvimento da empresa.

Basicamente, elas expressam resultados que servem como ferramenta para tomadas de decisões e planejamento empresarial.

Métricas Financeiras

Quais as métricas financeiras para acompanhar na empresa?

Existem várias métricas financeiras para acompanhar na empresa, cada uma delas tem um foco diferente. Ou seja, a escolha da métrica para avaliar a sua empresa vai depender do modelo de negócio que possui e dos objetivos e metas que deseja alcançar. Também, essas métricas funcionam bem quando são utilizadas em conjunto, uma vez que apenas a avaliação de uma métrica pode não trazer resultado suficiente.

Portanto, abaixo listamos as métricas financeiras mais usadas.

Métrica financeira: Fluxo de caixa

O fluxo de caixa é uma métrica que ajuda a entender o quanto de dinheiro entra e sai da empresa. É o total dos valores que movimentam a empresa diariamente durante um determinado tempo.

O acompanhamento diário ajuda a estabelecer medidas para conter possíveis problemas. Além disso, conscientiza sobre o fluxo dos recursos da empresa, porque ele serve para avaliar a disponibilidade de caixa da empresa e liquidez.

Assim, para calcular o fluxo de caixa de uma empresa utiliza-se a seguinte fórmula:

FC = EBIT – IR + Depreciação ou FC = Lucro líquido + Juros + Depreciação

Sua interpretação pode ser de duas formas, com a análise horizontal e análise vertical:

  • A análise horizontal é a comparação dos resultados de um mesmo indicador em relação a diferentes períodos.
  • A análise vertical é o estudo de cima para baixo ou de baixo para cima dos números, ela identifica o volume dos valores totais das entradas e saídas. Assim, descobre qual o maior volume de movimentações financeiras, sendo na entrada ou saída.

O fluxo de caixa também pode ser dividido em tipos de fluxo de caixa.

Fluxo de caixa operacional

O fluxo de caixa operacional (FCO) é uma métrica financeira utilizada para medir o desempenho financeiro das movimentações operacionais da empresa. Ela serve para saber se a política de preço praticada pela empresa está conforme a rentabilidade esperada.

Assim, quando se tem conhecimento do quanto a empresa possui de fluxo de caixa operacional, também se sabe quanto que a empresa tem de custos, o lucro e o retorno sobre os investimentos. Para calcular basta empregar a fórmula abaixo:

FCO = Receitas operacionais – Despesas operacionais

Fluxo de caixa direto

O fluxo de caixa direto (FCD) é um método que estrutura as entradas e saídas de recursos no demonstrativo de fluxo de caixa. É uma métrica que analisa as entradas e saídas de dinheiro de forma direta na empresa. Assim, o gestor consegue perceber se falta ou não dinheiro no caixa, e conforme o resultado, buscar novos investimentos ou outros meios de cumprir suas obrigações. Para calcular o FDC é utilizada a fórmula abaixo:

FCD = Entradas de caixa – Saídas de caixa

Fluxo de caixa indireto

Fluxo de Caixa Indireto, ou FCI, é uma métrica financeira que analisa de forma mais profunda as entradas e saídas de recursos da empresa. Ela considera as demonstrações contábeis na avaliação, como a DRE, por exemplo.

O FCI serve para informar ao gestor se houve lucros e prejuízos num determinado período. A fórmula para calcular é:

FCI = Lucro/Prejuízo Líquido + Depreciação e amortização + Outros ajustes

Métricas Financeiras

Fluxo de caixa projetado

O fluxo de caixa projetado (FCP) é uma métrica financeira que calcula a projeção de movimentos financeiros durante um determinado período. Esse tipo de fluxo informa quanto a empresa espera receber no mês seguinte e se haverá algum prejuízo.

O FCP ajuda a prever lucros e prejuízos, além de identificar possíveis problemas. Assim, ele ajuda a controlar o fluxo de caixa e também a apresentar a investidores o quão rentável é a empresa para injetar recursos. Para calcular utiliza a fórmula abaixo:

FCP = Saldo inicial + Entrada de caixa – Saída de caixa

Fluxo de caixa livre

O fluxo de caixa livre (FCL) é o valor que sobra após o empresário cumprir com suas obrigações. O valor dessa métrica financeira representa o valor da empresa em dinheiro.

Ele é útil para os acionistas e visto como a capacidade da empresa gerar caixa para os mesmos. Assim, para realizar o cálculo é só aplicar a seguinte fórmula:

FCL = FCO + FCI

Fluxo de caixa descontado

O fluxo de caixa descontado (FCD) é útil para determinar o valor presente de um item, seja o valor da empresa, um investimento ou um projeto, com base no retorno de ativos futuros.

O FCD é uma métrica financeira que serve para avaliar ações de uma empresa antes da realização da compra, ajudar na tomada de decisão sobre investimento em algum ativo e também informar o valor verdadeiro de uma empresa. Para o cálculo usa a fórmula abaixo:

FCD = Projeção de faturamento futuro / (1 + taxa de desconto) número do período

Métrica financeira: Receita bruta e receita líquida

A receita bruta é uma métrica financeira que representa o valor total do dinheiro que entra na empresa; já a receita líquida é a receita bruta com as deduções das obrigações. Acompanhar essas métricas é importante para entender quais são as obrigações da empresa e o valor líquido dos recursos que entram.

A receita bruta está contida no DRE, mais especificamente na primeira linha. Ela representa a receita total com vendas durante um determinado período. Já a receita líquida representa a receita total após o pagamento das obrigações empresariais.

Os resultados que ambas apresentam servem para saber qual a situação financeira da empresa. Para calcular a receita bruta, basta somar todas as vendas e multiplicar pelo valor unitário. Já para o cálculo da receita líquida subtrai o valor das deduções, como mostra na fórmula abaixo:

Receita bruta = Volume dos produtos ou serviços vendidos x Valor unitário

Receita líquida = Receita bruta – Deduções

Métrica financeira: Custos fixos e variáveis

Os custos fixos são despesas que estão sempre presentes no caixa da empresa. Eles são gastos fundamentais para o funcionamento da empresa mas que não variam com relação ao volume que a empresa produz ou vende. Os custos fixos mais comuns são: aluguel, salário, internet, por exemplo.

Já os custos variáveis são despesas que variam principalmente em relação a quantidade de vendas, sendo valores de matéria-prima, insumos ou comissão, por exemplo.

É importante fazer o acompanhamento para ter ciência dos gastos fixos e variáveis, a fim de conseguir cumprir com as obrigações, reduzir ou não exceder comprometendo o patrimônio

Não existe fórmula para calcular os gastos fixos ou variáveis, entretanto, ao utilizar um sistema de gestão, ele indica os principais.

Esses dados são fundamentais para ter relatórios importantes que ajudam a manter a saúde financeira da empresa.

Métricas Financeiras

Métrica financeira: Custo de Aquisição de Clientes (CAC)

O Custo de Aquisição de Clientes (CAC) é uma métrica financeira que avalia quanto custa adquirir um novo cliente. Através dela podemos analisar os efeitos das campanhas de marketing, se as ações estão realmente sendo efetivas ou não, e se os gastos estão maiores que os ganhos.

Ele serve para avaliar se os investimentos feitos para conseguir clientes estão sendo efetivos. Através dos resultados obtidos com o cálculo, os gestores conseguem traçar novas estratégias de marketing para conseguir clientes.

O valor investido é a soma de todos os investimentos para aquisição de um cliente, como salários, comissões, investimento em anúncios, por exemplo.

Para calcular basta somar os investimentos realizados em ações para aquisição de clientes e dividir o valor total pelo número de clientes que conseguiu. Ou seja:

CAC = Total investido / Número de clientes adquiridos

Métrica financeira: Lucratividade

A lucratividade é uma métrica financeira que mede a relação entre lucro líquido e receita bruta, indicando a eficiência operacional da empresa. Ou seja, a lucratividade mede a capacidade da empresa conseguir pagar suas despesas através dos recursos arrecadados com vendas e ainda obter lucro.

Ela serve para mostrar se os recursos que entram são suficientes para cobrir os gastos e gerar lucro. Assim, o gestor consegue mudar estratégias e planejamentos quando necessário. O cálculo para mensurar a métrica de lucratividade é:

Lucratividade = (Lucro líquido / Receita total) x 100

Assim, quanto maior o valor da lucratividade melhor para a empresa.

Métrica financeira: Rentabilidade

A rentabilidade é a métrica financeira que mede o retorno dos investimentos realizados relacionado com o lucro líquido da empresa. É possível fazer a análise com a métrica de lucratividade para conseguir ampliar o entendimento sobre o potencial da empresa.

A rentabilidade serve para mostrar se os recursos que a empresa gera são suficientes para que a empresa se pague. Para o calcular é utilizada a seguinte fórmula:

Rentabilidade = (Lucro líquido / Investimento) x 100

A lucratividade e a rentabilidade são métricas usadas normalmente para análise da empresa e por isso muitas vezes são confundidas. Contudo, elas não são a mesma coisa, e a avaliação de cada uma é sob óticas diferentes. A lucratividade é a relação de vendas e lucro líquido, já a rentabilidade é sobre o retorno obtido sobre os investimentos. Ambas as métricas são sobre os resultados da empresa, mas a respeito de pontos diferentes.

Métrica financeira: ROI

ROI ou Retorno Sobre o Investimento, é uma métrica financeira que avalia o custo para realização de algumas atividades. Essa atividade pode ser uma ação de marketing ou outro investimento e o retorno financeiro que ela trouxe para a empresa, por exemplo.

Ela serve para medir a eficiência de um investimento, seja ele qual for. Seu grau de importância está relacionado com o resultado obtido, pois pode ser útil para tomada de decisão, comparação entre possíveis formas de investimentos e avaliação de recursos injetados em novos projetos. Para calcular utiliza-se a seguinte fórmula:

ROI = (Lucro obtido – Investimento inicial) / Investimento inicial

Métrica financeira: ROA

ROA ou Retorno Sobre Ativos, é uma métrica que mede a performance da empresa e sua capacidade em dar retorno aos acionistas. Essa métrica financeira analisa o retorno de todos os ativos onde o capital empresarial é empregado, considerando o lucro líquido e os ativos totais médios da empresa.

Assim, o ROA possui a capacidade de informar se a empresa está sendo eficaz ao converter ativos em dinheiro.

Para calcular o ROA como os ganhos gerados a partir do capital investido na empresa é utiliza a seguinte fórmula:

ROA = Lucro líquido / Ativo total) x 100

Entretanto, existe outra forma de calcular, normalmente utilizada por analistas. Em uma avaliação é possível desconsiderar o custo de adquirir um ativo e considerar as despesas com juros, já que eventualmente os ativos de uma empresa são financiados por dívidas ou por patrimônio. Desta forma, podemos calcular o ROA como mostra a fórmula abaixo:

ROA = ( Lucro líquido + Despesas de juros) / Ativo total x 100

Métrica financeira: Lifetime Value (LTV)

O LTV, ou Lifetime Value, é uma métrica financeira que mede os custos envolvidos para manter um cliente e o quanto de receita ele traz durante o ciclo de vida útil na empresa. A tradução do termo é literalmente “valor do tempo de vida”. Assim, a análise identifica a saúde financeira do relacionamento do cliente com a empresa.

Ainda, a métrica mostra se a empresa deve investir em novas aquisições de clientes conforme os resultados apresentados no cálculo.

O LTV é usado principalmente por empresas que possuem um longo relacionamento com o cliente, como os bancos, por exemplo. Além disso, é possível mensurar o nível de satisfação do cliente:

  • Quando o LTV é bom significa que o cliente está feliz com a empresa
  • Quanto o LTV é ruim significa que o cliente está insatisfeito.

Desta forma, a empresa consegue reformular ou até criar novas estratégias para melhorar esse relacionamento e fidelizar o cliente.

Para calcular utiliza a seguinte fórmula:

LTV = (Ticket médio x média de compras do cliente no ano) x média de tempo de retenção do cliente

Outras métricas que podem ser úteis

Há outras métricas que podem ajudar a avaliar a empresa em outros aspectos, complementando as métricas financeiras. Assim, a empresa obtém uma análise mais profunda da empresa através dos resultados obtidos:

Métricas de atendimento

As métricas de atendimento são um conjunto de métricas que avaliam o relacionamento do cliente com a empresa. É interessante usar métricas de atendimento para entender quais os fatores que fidelizam o cliente, afinal, são eles que influenciam nas receitas de médio e longo prazo.

Alguns exemplos de métricas de atendimento são:

  • Net Promoter Score (NPS)
  • Customer Satisfaction Score (CSAT)
  • Tempo Médio de Atendimento (TMA)

Métricas de análise de resultados

As métricas de análise de resultados, também conhecido como KPIs (Key Performance Indicators), são ferramentas para análise de desempenho. Assim, elas avaliam se as estratégias empregadas obtiveram resultados positivos ou não.

Alguns exemplos de análise de resultados são:

  • Churn
  • Participação no mercado
  • Custo de produção

Métricas de Performance

As métricas de performance ajudam a analisar os resultados operacionais. Ou seja, se os recursos estão sendo bem empregados e se os profissionais estão conseguindo ter bom desempenho nas atividades.

Alguns exemplos de métricas de performance são:

  • Ticket médio
  • Tempo de resposta

Métricas de venda

As métricas de venda são essenciais para saber se as estratégias implantadas estão dando o retorno esperado. Além disso, elas sinalizam pontos que precisam de melhoria.

Alguns exemplos de métricas de venda são:

  • Número de oportunidades abertas
  • Número de oportunidades encerradas
  • Receita Recorrente Mensal (MRR)
  • Receita Recorrente Anual (ARR)

Métricas de gestão

As métricas de gestão são um conjunto de métricas que avaliam a empresa de forma separada, por departamento e de forma conjunta. Alguns exemplos de métricas de gestão são:

  • Métricas de gestão
  • Métricas de RH
  • Métricas de marketing
Métricas Financeiras

Qual a importância das métricas financeiras?

A importância das métricas financeiras está relacionada com a avaliação de desempenho da empresa, pela possibilidade de interpretação de medidas relacionadas com as finanças empresariais.

A interpretação de medidas que as métricas trazem facilita a comunicação de equipe e entre os setores, por todos conseguirem entender os resultados obtidos.

Sua importância também está ligada à possibilidade de prever problemas futuros através do acompanhamento diário, juntamente com as soluções.

Além disso, as métricas podem servir como parâmetro de comparação ao longo do tempo dentro da própria instituição e também para comparar com os concorrentes.

Qual o objetivo das métricas financeiras?

O objetivo das métricas financeiras é acompanhar as finanças da empresa, o seu desenvolvimento ao longo do tempo e prever possíveis problemas e traçar soluções.

Nesse sentido, as métricas servem como uma base para os indicadores e são essenciais para o planejamento operacional da empresa.

Em síntese, seu objetivo é acompanhar o desenvolvimento financeiro da empresa e interpretar os resultados obtidos com os indicadores. Assim, elas facilitam seu entendimento, para melhor saúde financeira e gestão empresarial.

Por que definir métricas financeiras?

As métricas financeiras devem ser definidas porque elas apresentam informações pertinentes para a evolução da empresa. As métricas são um meio de medir a evolução da empresa ao passar dos anos, além de possibilitar identificar possíveis gargalos e imprevistos, assim como soluções.

No mercado, a competitividade entre as empresas é normal, e com as métricas, a avaliação para melhorar o desempenho empresarial se torna mais fácil. Isso porque se torna possível compreender o posicionamento da empresa no segmento em que atua.

Como as métricas financeiras ajudam a otimizar a gestão?

As métricas financeiras ajudam a otimizar a gestão através dos resultados que informa. Elas acompanham os indicadores financeiros gerados através dos relatórios financeiros e demonstrativos contábeis.

Com eles, é possível identificar e fazer o acompanhamento diário de tudo que acontece com as finanças, assim como as entradas e saídas dos recursos.

Sem as métricas, realizar essas funcionalidades e identificar as situações que acontecem ou podem acontecer fica difícil, já que a área financeira de uma empresa, independente do seu tamanho, é complexa por ser movimentada todos os dias.

Como definir métricas financeiras para uma empresa?

A definição das métricas para uma empresa deve estar vinculada aos objetivos e metas que a empresa deseja alcançar.

O primeiro passo para definir quais as métricas utilizar na empresa é fazer o planejamento estratégico da empresa, entender o seu negócio, o mercado que a empresa está inserida e todos os aspectos que a envolvem. Partindo disso, a empresa escolhe as métricas que melhor contemplem suas necessidades e que ajudarão a alcançar suas metas e objetivos.

Métricas Financeiras

Como implementar métricas financeiras no seu negócio?

A implementação das métricas financeiras no seu negócio deve ocorrer após definir quais contemplam as necessidades da empresa.

Com as métricas definidas é o momento de comunicar a equipe, fazer o planejamento e alinhar todas as informações necessárias para ser efetivo. Existem sistemas e empresas de consultoria que podem ser utilizados para fazer o acompanhamento das métricas, diminuindo possíveis erros.

O que acontece quando uma empresa não usa métricas financeiras?

Quando uma empresa não utiliza métricas financeiras para acompanhar e avaliar seu desempenho, normalmente o gestor não consegue mensurar o crescimento da empresa e se suas estratégias estão dando certo.

As métricas ajudam a empresa alcançar suas metas e objetivos, mas quando não são estabelecidas, o processo para alcançá-las se torna mais difícil, por não visualizar os resultados ao longo do período.

Diferença de métricas e indicadores

A diferença entre métricas e indicadores é que as métricas são dados brutos, sem realização de cálculos mais específicos, como quantidades, por exemplo. Já os indicadores são valores mais específicos, são resultados obtidos mediante cálculos fornecidos pelas métricas, o indicador está diretamente ligado à métrica.

Assim, tal como as métricas podem ser financeiras ou de pessoas, um indicador financeiro pode ser lucro. E um indicador de pessoas pode ser a quantidade, por exemplo.

Além disso, os indicadores fazem parte do planejamento tático de uma empresa, o planejamento tático faz parte de toda organização bem sucedida. As métricas possuem concentração no planejamento operacional.

Fonte de dados para suas métricas

A fonte de dados para métricas financeiras depende muito do objetivo que deseja atingir. Entretanto, as métricas financeiras têm como fonte de dados o que a empresa tem de informações. Assim, se a empresa precisa de dados para métricas de fluxo de caixa, ela deve ter as informações necessárias no sistema de gestão utilizado.

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INPI: o que é, como registrar uma marca e quanto custa [2026]

INPI: o que é, como registrar uma marca e quanto custa [2026]

O que é INPI?

O INPI é o Instituto Nacional da Propriedade Industrial, órgão federal vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, responsável por registrar e conceder direitos de propriedade industrial no Brasil, como marcas, patentes, desenhos industriais, indicações geográficas, programas de computador, topografias de circuito e contratos de tecnologia.fias de circuito e contratos de tecnologia.

O objetivo do INPI é garantir a proteção dos direitos sobre marcas e criações, evitando plágio, cópia indevida e uso não autorizado por terceiros.

O registro de marca no INPI é o que evita transtornos na hora de lançar um produto ou serviço no mercado — inclusive o risco de receber uma notificação para retirar a marca de circulação por conflito com um registro anterior. Se você está abrindo uma empresa ou lançando uma nova marca, vale entender como funciona esse processo antes de investir em identidade visual e divulgação.

Pessoa assinando documento sobre mesa, representando o processo de registro de marca no INPI
Registrar a marca no INPI garante o uso exclusivo do nome e evita disputas futuras.

O que é registro de marca no INPI?

O registro de marcas no INPI garante a uma empresa ou pessoa física o direito de uso exclusivo de um nome, logotipo ou sinal distintivo para identificar seus produtos ou serviços. Sem esse registro, qualquer concorrente pode usar uma marca igual ou semelhante, e quem registrou primeiro é quem tem o direito de exigir que a outra parte pare de usá-la.

O pedido de registro é feito exclusivamente pela internet, no portal do INPI. Isso garante a exclusividade da marca e impede que terceiros a utilizem sem autorização.

Para que serve o INPI?

O INPI garante a exclusividade de uma marca, patente, desenho industrial, programa de computador, indicação geográfica ou contrato de tecnologia. Com o registro, o titular assegura o domínio sobre o uso do bem registrado, dentro e fora da internet.

Ou seja, a única forma de comprovar que uma marca está devidamente protegida é por meio do registro no INPI. Somente com ele é possível impedir, judicialmente, que outras empresas usem a mesma marca.

Como fazer registro de marca no INPI: passo a passo

Passo 1: Fazer login

O primeiro passo para fazer o registro de marca no INPI é fazer o cadastro ou login no site. Caso você não tenha cadastro, é possível criá-lo aceitando os termos de adesão do sistema: 

  • Clique em marcas;
  • Selecione “Sistema para solicitar serviços”;
  • Clique em “Cadastro no INPI” — caso não tenha cadastro;
  • Leia as informações e orientações disponíveis.

Depois de acessar o sistema, preencha os dados da empresa ou do requerente e faça uma busca prévia para verificar se já existe um registro igual ou semelhante para a marca desejada. Essa consulta pode ser feita gratuitamente antes mesmo de abrir o pedido.

Passo 2: Pagar a Guia de Recolhimento Da União

O pagamento da Guia de Recolhimento da União (GRU) deve ser feito antes de enviar o pedido de registro de marca, caso contrário, a solicitação não é processada. Depois de emitida, a guia leva alguns dias para ter o pagamento reconhecido pelo sistema do INPI.

Para iniciar o pedido, é necessário ter em mãos o número do documento da GRU.

Desde setembro de 2025, o INPI simplificou a cobrança: o valor pago no depósito já cobre o exame do pedido e os primeiros 10 anos de proteção da marca, caso ela seja aprovada. Não é mais necessário pagar uma segunda guia após a aprovação, como acontecia no modelo anterior.

Os custos dessa guia variam:

  • Com especificação pré-aprovada (sem desconto): R$ 880,00
  • Com especificação pré-aprovada (com desconto): R$ 440,00
  • Com especificação de livre preenchimento (sem desconto): R$ 1.720,00
  • Com especificação de livre preenchimento (com desconto): R$ 860,00

⚠️ Antes de fechar o valor final do seu pedido, consulte a tabela de retribuições oficial e atualizada no site do INPI, já que os valores podem ser reajustados por portaria.

Quem tem direito a isenção?

Têm direito ao desconto de 50% pessoas físicas (que não sejam sócias de empresa do mesmo ramo do registro), microempreendedores individuais (MEI), microempresas, empresas de pequeno porte, cooperativas, instituições de ensino e pesquisa, entidades sem fins lucrativos e órgãos públicos.

A isenção de 100% é destinada a pessoas físicas hipossuficientes inscritas no CadÚnico e a pessoas com deficiência com registro atualizado junto ao governo federal. A verificação é feita automaticamente pelo CPF, sem necessidade de enviar documentos.

Se você ainda não tem CNPJ e quer entender se esse benefício se aplica ao seu caso, veja também nosso guia sobre DAS e enquadramento do MEI.

Passo 3 : Peticionar

Após o pagamento da Guia de Recolhimento da União (GRU), você pode enviar os documentos solicitados pelo INPI para formalizar o pedido de registro de marca. A lista completa de documentos necessários está disponível no próprio portal do INPI.

Passo 4: Acompanhar o serviço

Depois de protocolado, o pedido passa por exame técnico do INPI, que pode levar meses. Em 2025, o tempo médio para uma decisão de exame sem oposição foi de cerca de 18,5 meses — um aumento em relação ao ano anterior, reflexo do alto volume de pedidos recebidos pelo órgão.

O INPI tem como meta reduzir esse prazo nos próximos anos, mas o tempo real varia bastante conforme a existência de oposição de terceiros ou de exigências técnicas no processo.

Por isso, vale acompanhar o andamento do pedido periodicamente pelo número de protocolo, diretamente no sistema do INPI.

Passo 5: Tomar conhecimento da decisão

O INPI divulga todos os despachos e decisões sobre pedidos de marca na Revista da Propriedade Industrial (RPI), publicada semanalmente, toda terça-feira. É por meio dela que o requerente fica sabendo se o pedido foi deferido (aprovado), indeferido (recusado) ou se sofreu oposição de terceiros.

Passo 6: Certificado e primeiro decênio emitidos automaticamente

Se o pedido for deferido, o certificado de registro e o primeiro decênio (os primeiros 10 anos de proteção) passam a ser emitidos automaticamente e sem custo adicional, já que o valor pago no Passo 2 cobre essa etapa. Essa mudança, em vigor desde setembro de 2025, elimina o risco que existia antes: perder o direito sobre a marca por esquecer de pagar uma segunda taxa dentro do prazo.

⚠️ Em caso de indeferimento, ainda é possível apresentar recurso administrativo dentro do prazo indicado na publicação da RPI.

Passo 7: Baixar o certificado e ficar atento à renovação

Com o pedido deferido, o certificado de registro pode ser emitido e baixado diretamente pelo sistema do INPI. Ele é o documento que comprova a titularidade da marca sempre que for necessário.

O registro de marca é válido por 10 anos, contados da data de concessão, e pode ser renovado indefinidamente por períodos iguais, desde que o titular solicite a renovação dentro do prazo — o que também é feito pelo portal do INPI.

Registro de marca

O que pode ser registrado no INPI?

O INPI trabalha com diferentes tipos de propriedade industrial. São eles:

  • Marcas: nome, imagem, produtos, serviços ou logotipos que realizam a identificação de algo no mercado;
  • Patentes: novas tecnologias ou melhorias técnicas;
  • Desenhos industriais: utilizado para criação de modelos de objetos que já existem e proteção de aspectos ornamentais (formas e estampas, por exemplo) de um produto;
  • Indicação geográfica: identifica um nome geográfico como uma designação de origem ou uma indicação de procedência, seja para produtos ou serviços;
  • Programas de computador: registra o código-fonte de um software;
  • Contratos de tecnologia: registra os contratos de licença, cessão de direitos de propriedade intelectual, assistência técnica e franquia;
  • Topografia de circuitos: proteção de configurações tridimensionais de camadas de um circuito integrado.

Ainda, existem formatos que não podem ser registrados, sendo eles:

  • brasões;
  • bandeiras;
  • armas;
  • medalhas;
  • monumentos;
  • emblemas.

Marcas

Segundo o INPI, marca é todo sinal distintivo que tem o objetivo de identificar a origem e distinguir produtos e serviços de outros iguais ou semelhantes.

Para garantir o uso exclusivo de uma marca, é preciso registrá-la no INPI. Depois do registro, apenas o titular pode autorizar terceiros a usá-la — por exemplo, por meio de contrato de licenciamento.

Registro de marca

Patentes

Patente é o título de propriedade temporária concedido a uma nova invenção ou a um novo modelo que resolve um problema técnico, desde que seja possível aplicá-lo industrialmente.

Os principais tipos são:

  • Patente de Invenção (PI): protege produtos ou processos que atendem a um requisito técnico inédito. Tem validade de 20 anos, contados a partir da data do depósito do pedido.
  • Patente de Modelo de Utilidade (MU): protege uma melhoria funcional ou uma nova forma de uso aplicada a um objeto já existente, desde que resulte em ganho prático de utilização. Tem validade de 15 anos, contados a partir da data do depósito.
  • Certificado de Adição de Invenção (C): protege uma melhoria ou um desenvolvimento posterior relacionado a uma invenção já patenteada, sem que essa melhoria precise constituir uma invenção independente. O certificado está sempre vinculado à patente original e expira na mesma data que ela.

Desenhos industriais

Os desenhos industriais são conjuntos de linhas e cores aplicados a um produto para dar a ele uma aparência nova e original.

O registro protege e garante exclusividade sobre o uso desse design por terceiros. O INPI registra desenhos em configuração tridimensional (forma plástica do objeto) ou bidimensional (padrão de linhas e cores).

Um desenho só é considerado original e novo se não tiver sido divulgado publicamente antes do pedido de registro. Caso já tenha sido divulgado, no Brasil ou no exterior, ele passa a integrar o chamado “estado da técnica” e deixa de ser considerado novo para fins de registro.

Indicações geográficas

A indicação geográfica identifica a origem de um produto ou serviço característico de determinado local, geralmente ligado a fatores como solo, clima ou tradição regional de produção. Ela se divide em duas modalidades:

  • Indicação de Procedência (IP): nome geográfico de um país, cidade ou região que se tornou conhecido como centro de produção ou extração de determinado produto ou serviço.
  • Denominação de Origem (DO): segundo o Art. 178 da Lei da Propriedade Industrial, é o nome geográfico de um país, cidade, região ou localidade cujo produto ou serviço tem qualidades ou características que se devem essencialmente ao meio geográfico, incluindo fatores naturais e humanos.

Programas de computador

O registro de programas de computador no INPI comprova a autoria e a data de desenvolvimento de um software, dando ao titular mais segurança jurídica sobre os direitos da criação. O registro tem validade de 50 anos.

INPI

Topografia de circuitos

A topografia de circuitos é a série de imagens relacionadas que representam a configuração tridimensional das camadas de um circuito integrado.

O registro no INPI protege a titularidade da topografia original e impede o uso por terceiros sem autorização. A proteção vale por 10 anos a partir da data de depósito ou da primeira exploração comercial — o que ocorrer primeiro —, sem possibilidade de renovação.

Contratos de tecnologia

Os contratos de tecnologia são contratos de propriedade intelectual por meio dos quais o titular de uma marca, patente ou tecnologia firma acordos com terceiros para permitir sua exploração. As principais categorias são:

  • Contratos de cessão: transferem a propriedade ou a titularidade dos direitos para outra pessoa ou empresa;
  • Contratos de fornecimento de tecnologia: tratam de tecnologias não amparadas diretamente pelo direito da propriedade industrial;
  • Acordos de assistência técnica: contratam a prestação de serviços técnicos especializados.

💡 Antes de decidir o nome definitivo da sua marca, também é importante ter clareza sobre a estrutura societária do negócio: nossos guias sobre tipos de empresas e CNPJ ajudam a entender essa etapa.

INPI

Perguntas frequentes sobre INPI

  1. Quanto tempo demora para registrar uma marca?

    O prazo varia bastante conforme o volume de pedidos em análise no INPI e a existência (ou não) de oposição de terceiros. Em 2025, o tempo médio de decisão para pedidos sem oposição foi de aproximadamente 18,5 meses, um pouco acima do registrado em 2024. O INPI vem investindo em automação — como a emissão automática do certificado, citada no Passo 6 — para reduzir esse prazo nos próximos ciclos.

  2. Como realizar a consulta de marca no INPI?

    Você pode fazer a consulta de marca no INPI diretamente pelo site, pesquisando o nome completo da marca desejada. Essa consulta serve para verificar se o registro é possível.
    Caso já exista uma marca registrada com o nome escolhido, você não poderá utilizá-lo em seu projeto. Já em caso de registro indevido de uma marca, o recomendável é procurar um advogado para iniciar o processo de nulidade.

  3. Quanto custa fazer um registro no INPI?

    O preço do registro de marca no INPI pode variar conforme as características da solicitação, já que podem ser cobradas taxas adicionais em determinadas situações. Para conferir os valores atualizados, consulte o site do INPI.

  4. Como saber se a marca já está registrada no INPI?

    Para saber se a marca já está registrada no INPI é possível fazer a verificação pelo portal do INPI. Assim, no site, procure a opção marcas e faça a consulta se já existe a marca ou alguma semelhante.
    Assim, se a marca já estiver registrada, é necessário considerar outra alternativa de nome, ou, com o auxílio de um advogado, iniciar um processo de nulidade.

  5. Qual a importância do INPI? 

    O registro no INPI é importante porque garante proteção jurídica e exclusividade sobre marcas, patentes e outros ativos de propriedade intelectual. Com isso, ajuda a evitar plágios, cópias, uso indevido de tecnologias e outras práticas de concorrência desleal. Além disso, reduz o risco de problemas relacionados ao direito de uso da marca, como a necessidade de alterar sua identidade após o lançamento por falta de registro.

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Tipos de vendas: Quais existem e qual escolher para o seu negócio [2026]

Tipos de vendas: Quais existem e qual escolher para o seu negócio [2026]

Dentro do mercado varejista existe uma grande variedade de tipos de vendas, e cada uma delas se encaixa melhor em um modelo de negócio diferente. Escolher o formato certo — venda consultiva, direta, consignada, corporativa ou dropshipping, por exemplo — pode ser o que separa um processo comercial eficiente de um que só gera retrabalho.

Neste guia você vai entender as principais modalidades de venda, os modelos de processo comercial (Service Sales, Field Sales e Inside Sales) e os canais disponíveis para colocar cada uma delas em prática.

Vendedora cumprimentando dois clientes com um aperto de mãos após o fechamento de uma venda
Cada tipo de venda pede uma abordagem diferente com o cliente, do consultivo ao corporativo.

Como identificar o tipo de venda ideal para o seu negócio?

Antes de escolher um formato de venda, é essencial entender o público-alvo do seu produto ou serviço. Isso passa por conhecer bem o próprio produto e o mercado em que ele está inserido, além de mapear informações como idade, profissão, gênero e interesses do consumidor. Também vale identificar se a venda é B2B (empresa para empresa) ou B2C (empresa para consumidor final), já que isso muda completamente a abordagem comercial. Com o público-alvo definido, fica mais fácil alinhar as estratégias de marketing e vendas aos objetivos do negócio.

Quais são os tipos de vendas?

A seguir, veja as principais modalidades de venda usadas no mercado brasileiro e quando cada uma faz mais sentido.

1. Venda consultiva

Na venda consultiva, o vendedor atua como um consultor: em vez de empurrar um produto, ele ouve o cliente e oferece a solução que realmente atende à necessidade apresentada. Esse modelo segue a lógica do Customer Centric (centrado no cliente), em que as decisões de venda partem do que o cliente precisa, não do que a empresa quer vender.

2. Venda direta

A venda direta é uma das modalidades mais comuns, já que não exige um ponto físico. Ela é feita por vendedores autônomos que compram produtos de uma marca para revender, com margem de lucro definida em contrato. Pode acontecer por catálogo, em um site próprio ou porta a porta.

Vantagens: margem de lucro pré-definida e nenhuma necessidade de loja física.

3. Venda consignada

Na venda consignada, o fornecedor distribui uma quantidade de produtos a um comerciante e retorna em uma data combinada para recolher o que não foi vendido e acertar a comissão. As porcentagens de lucro de cada parte ficam definidas em contrato.

Vantagens: liberdade de estoque, possibilidade de devolução dos produtos não vendidos, baixo investimento inicial e dispensa de loja física.

4. Venda corporativa (B2B)

Diferente da venda direta ao consumidor, a venda corporativa acontece de empresa para empresa, no modelo B2B (Business to Business). Ela exige conhecimento profundo do mercado e dos objetivos da empresa compradora, já que as propostas costumam passar por várias camadas de decisão antes de serem aprovadas. É um processo mais racional, guiado por dados e resultados esperados, no qual as duas empresas evoluem juntas ao longo do relacionamento comercial. Empresas de SaaS, fornecedores de matéria-prima e agências de publicidade são exemplos comuns desse modelo.

5. Venda casada

A venda casada é a prática de só vender um produto se o cliente também comprar outro que não é do seu interesse — e, apesar de ainda aparecer em alguns comércios, é considerada uma prática ilegal no Brasil. O Código de Defesa do Consumidor (artigo 39, inciso I) proíbe expressamente “condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço, bem como, sem justa causa, a limites quantitativos”.

Alguns exemplos comuns dessa prática:

  • Condicionar um plano de internet à contratação de TV a cabo e telefone
  • Exigir consumação mínima em bares, restaurantes e boates
  • Proibir a entrada com alimentos de outros estabelecimentos em cinemas
  • Incluir garantia estendida sem autorização do cliente
  • Exigir buffet específico no aluguel de um espaço de eventos

6. Dropshipping

No dropshipping, o vendedor não precisa manter estoque próprio: depois que o cliente paga, o fornecedor é acionado e entrega o produto diretamente, com o varejista atuando apenas como intermediário da venda.

Vantagens: baixa exigência de capital, baixo risco, nenhuma perda de valor com estoque parado e possibilidade de operar em home office.

Dois funcionários conversando em um corredor de armazém com prateleiras cheias de caixas, representando estoque e dropshipping
Modelos como consignação e dropshipping reduzem a necessidade de manter estoque próprio.

Modelos de processo de vendas: Service Sales, Field Sales e Inside Sales

Além do tipo de venda em si, também vale observar o modelo de processo comercial usado para conduzi-la — ou seja, como o vendedor (ou a ausência dele) se relaciona com o cliente até o fechamento.

Service Sales

No Service Sales não há intervenção direta de um vendedor: o cliente avalia sozinho preço, qualidade e necessidade antes de decidir pela compra. Esse modelo depende de estratégias como e-mail marketing, publicidade em redes sociais e anúncios pagos para conduzir o cliente até a conversão.

Field Sales

No Field Sales, a venda é presencial: o vendedor vai até o cliente para apresentar a proposta, destacar os benefícios do produto e fechar o negócio pessoalmente. É comum em vendas mais complexas, que exigem do vendedor conhecimento completo do produto e boa capacidade de comunicação.

Inside Sales

O Inside Sales acontece de forma remota, mas com a intervenção ativa de um vendedor, apoiado por recursos tecnológicos como chamadas e videoconferências. O fluxo costuma seguir esta sequência:

  1. Contato inicial para entender o interesse do lead
  2. Apresentação da solução por chamada ou videoconferência
  3. Esclarecimento de dúvidas
  4. Apresentação de propostas e condições de pagamento
  5. Fechamento da venda

Canais de vendas

Depois de definir o tipo de venda e o modelo de processo, falta escolher o canal por onde ela vai acontecer — dentro ou fora do ambiente digital.

Canais físicos

  • Vendedores: constroem relacionamento direto com o consumidor; são comuns na venda direta e consultiva.
  • Publicidade tradicional: TV, rádio, outdoor, material impresso e eventos promocionais.
  • Loja física: oferece uma experiência sensorial que reforça a confiança do cliente na marca.

Canais digitais

  • Loja virtual: reproduz a experiência de uma loja física com a comodidade da compra online.
  • Redes sociais: funcionam como vitrine e ferramenta de relacionamento, com recursos de marketplace embutidos em plataformas como Instagram e Facebook.
  • Conteúdo promocional: e-books, newsletters e e-mails interativos que ajudam a nutrir o relacionamento com o lead antes da compra.

Se o seu canal principal for digital, vale se aprofundar em como vender pela internet e, caso ainda não tenha uma loja no ar, no passo a passo para criar um site para empresa.

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Vendas corporativas (B2B) costumam envolver mais etapas de decisão antes do fechamento.

Qual tipo de venda escolher para o meu negócio?

Não existe uma modalidade “melhor” — a escolha depende do produto, do público e da estrutura que você já tem. Como ponto de partida:

  • Vende produtos técnicos ou de ticket mais alto? A venda consultiva tende a converter melhor.
  • Quer começar sem loja física e com pouco investimento? Venda direta, consignação ou dropshipping reduzem a barreira de entrada.
  • Vende para outras empresas? Estruture o processo como venda corporativa (B2B), com um ciclo de decisão mais longo.
  • Quer escalar sem depender de vendedores? O modelo Service Sales, apoiado por marketing digital, costuma funcionar melhor.
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Perguntas frequentes sobre tipos de vendas

  1. Dropshipping precisa de CNPJ?

    Assim como qualquer outra venda online recorrente, o dropshipping pode ser operado como pessoa física no início, mas formalizar com um CNPJ facilita a emissão de nota fiscal, o acesso a fornecedores e a abertura de conta em plataformas de pagamento e marketplaces.

  2. Posso combinar mais de um tipo de venda no mesmo negócio?

    Sim, e isso é bastante comum. Uma empresa pode vender diretamente ao consumidor final (B2C) por uma loja virtual e, ao mesmo tempo, manter uma operação B2B para revendedores, ou combinar consignação em pontos físicos parceiros com dropshipping no canal online.

  3. Qual a diferença entre venda direta e venda consignada?

    Na venda direta, o revendedor compra o produto do fornecedor antes de revender, assumindo o risco do estoque. Na consignada, o produto continua sendo do fornecedor até ser vendido — o comerciante só paga a comissão sobre o que efetivamente saiu, o que reduz o risco de capital parado.

  4. Venda casada é crime?

    É uma infração ao Código de Defesa do Consumidor (artigo 39, inciso I), passível de multa e outras penalidades administrativas para o estabelecimento — não necessariamente um crime no sentido penal, mas uma prática proibida e que pode gerar denúncia às autoridades de defesa do consumidor aos órgãos de defesa do consumidor, como o Procon.

Modelo de franquia: Como escolher o melhor

Modelo de franquia: Como escolher o melhor

Quem pretende abrir uma empresa pode optar por algumas opções mais seguras, como uma franquia. Esse modelo de negócio tem um funcionamento moldado, com processos e padrões prontos.

Na hora de escolher qual franquia que quer investir, pode se deparar com mais de um modelo de franquia. Isso pode gerar algumas dúvidas para escolher qual é o melhor. Confira todos aqui:

Quais são os modelos de franquia?

Os atuais modelos de franquias englobam vários tipos de negócios. Entretanto, esses citados aqui não são os únicos, uma vez que podem, inclusive, ser criados outros modelos. Entender quais são os modelos e suas vantagens é essencial para escolher o modelo de franquia.

  • Franquia unitária
  • Franquia master
  • Franquia de desenvolvimento de área
  • Microfranquia
  • Shop in Shop
  • Franquia de Conversão
  • Franquia Combinada

Franquia unitária

A franquia unitária é quando um empreendedor adquire o direito de abrir uma loja da marca. Nela, existe a exclusividade da marca naquele lugar pelo comprador, sendo uma grande vantagem.

Entretanto, esse modelo de franquia não impede que o mesmo dono abra outras lojas. Na verdade, ela define apenas a exclusividade do franqueado no local.

Franquia master

Na franquia master o franqueado poderá colocar mais de uma unidade em um lugar e terceirizar outras unidades. Dessa forma, ele também serve para dar suporte a essas outras unidades instaladas.

Esse modelo é muito comum em empresas que têm planos de expandir para outras localidades. Dessa forma, não há necessidade de começar a operação sem conhecimento do local. Sendo assim, o master franqueado precisa ter um conhecimento ainda maior.

Franquia de desenvolvimento de área

A franquia de desenvolvimento de área é um modelo de franquia voltado para, literalmente, desenvolver a área onde ela será alocada. Ou seja, o franqueado é responsável pelo desenvolvimento da franquia e expansão da marca. Mais que administrar a franquia, ele deve incentivar a abertura de outras franquias e amadurecer a região.

Assim como a franquia master, a franquia de desenvolvimento de área é muito utilizada por empresas que querem expandir a operação.

Microfranquia

A microfranquia é um modelo de franquia mais simples, com menos investimento e com operações mais simples.

Esse modelo é muito conhecido porque, com valores de investimento mais baixos, traz um retorno mais rápido. Entretanto, o retorno sobre o investimento é relativo ao valor investido.

Essas franquias também não exigem um ponto comercial, podendo ser abertas de casa e trabalhar no modelo home office.

Shop in Shop

O modelo de franquia shop in shop significa abrir uma franquia dentro de uma loja. Esse modelo de franquia serve para empreendedores que já possuem um negócio, principalmente físico, e querem complementar a operação.

Esse processo é muito comum na expansão de negócios, inserir uma operação nova para aumentar a receita. Entretanto, nesse caso, existe a contratação de uma franquia. Uma loja de informática que vira franqueada de uma revenda de celular, por exemplo, é um caso de franquia shop in shop.

Franquia de Conversão

A franquia de conversão é o modelo de franquia onde uma empresa já existente entra para uma rede de franquias. Dessa forma, o dono do negócio entra no escopo e na administração de uma franquia, já com um negócio montado.

Para aderir a esse modelo de franquia, entretanto, o negócio deve ter uma operação simples, como mercado e loja de móveis, por exemplo.

Franquia Combinada

A franquia combinada é um negócio com mais de uma franquia trabalhando em conjunto. Nesse caso, é importante que as franquias conversem e sejam complementares entre si.

Esse modelo precisa de uma atenção especial, uma vez que as franquias contratadas precisam estar de acordo.

Como escolher o modelo de franquia

Para escolher o modelo de franquia ideal é preciso fazer uma análise tanto dos modelos como das melhores franquias no mercado.

Pesquise o sistema de franquias

O primeiro passo a ser dado por quem deseja se tornar um franqueado é estudar o mercado. Assim, se sabe exatamente como funciona o tipo de franquia e suas características.

Uma das características é o tempo de contrato, pois todas têm prazos definidos — que podem ou não ser renovados. Por isso, você deve ficar atento ao prazo do documento. Ele deve ser maior que o tempo para obter o ROI (Retorno sobre o Investimento).

Busque franquias que estejam há mais de dois anos no mercado, mesmo que não seja uma exigência legal. Ela ter atingido o ponto de equilíbrio é uma segurança que você pode ter na hora de escolher. Isso é imprescindível para que ela seja capaz de transferir todo o seu know-how, tão almejado pelos empresários.

A franquia também deve ter treinamentos e manuais bem descritos. Assim, o empreendedor entende como a marca se posiciona, além de outras necessidades, como o uso da marca.

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Entenda as obrigações do franqueado

Todo franqueado deve estar ciente das taxas da franquia — como royalties e contribuições para o fundo de propaganda. Ele também deverá cumprir com todos os padrões exigidos pelo modelo do negócio. Isso inclui oferecer acesso ao supervisor de campo para que confira se está tudo saindo como o esperado.

Faça uma análise do seu perfil

Antes de escolher uma franquia, é importante entender os compromissos dos franqueados. Também é essencial fazer uma auto avaliação para identificar qual modelo se adequa ao seu perfil e personalidade. Isso ajudará na decisão de compra e no sucesso do negócio. Isso ajudará na decisão de compra e no sucesso do negócio.

Ser franqueado é tão desafiador quanto ser um empreendedor iniciante, pois é preciso atender às expectativas já estabelecidas. Ele deve ser um bom líder, saber lidar com desafios, superar dificuldades e se dedicar totalmente à atividade. Portanto, observe bem se você possui essas características antes de escolher adentrar por esse ramo.

Analise a viabilidade financeira

Sua capacidade de investimentos precisa ser levada em consideração. Para avaliar, calcule o valor que tem e estime quando poderá retirar, lembrando que pode demorar para fazer retiradas na empresa. Então seja prudente!

Como o setor de franquias está crescendo no Brasil, escolher um modelo pode ser difícil devido à variedade de opções disponíveis. Mas se você fizer uma boa pesquisa e analisar com cuidado as informações, fazer a escolha adequada será bem mais tranquilo e seguro.

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