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    <title>empreendedores — eGestor Blog</title>
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    <description>Posts com a tag empreendedores em eGestor Blog.</description>
    <language>pt-BR</language>
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      <title>Terceirização: O que é, suas vantagens e desvantagens</title>
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      <pubDate>Tue, 20 Oct 2026 15:00:00 -0300</pubDate>
      <dc:creator><![CDATA[Gabrielly Vizzotto Cruz]]></dc:creator>
      <category>Administração e gestão</category>
      <category>Gestão de pessoas</category>
      <category>processos</category>
      <category>direitos do trabalho</category>
      <category>administração</category>
      <category>empreendedores</category>
      <description>Entenda o que é terceirização, o que diz a Lei 13.429/2017, os direitos dos terceirizados, as vantagens, as desvantagens e quando vale a pena terceirizar.</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Há muitas décadas, empresas de diversos setores utilizam a terceirização como ferramenta de gestão. Ela permite que as organizações ganhem eficiência e reduzam custos ao delegar atividades a empresas especializadas, por meio de uma gestão administrativo-operacional.</p>
<p>O processo de terceirização é muito comum em países industrializados e altamente competitivos. Como estratégia de gestão, ganhou força nos Estados Unidos durante e após a Segunda Guerra Mundial: como as indústrias bélicas precisavam se concentrar na produção de armamentos, elas repassavam atividades de suporte a outras empresas, mediante contratos entre pessoas jurídicas.</p>
<p>Continue lendo para entender como funciona a terceirização, o que diz a lei, quais são os direitos dos trabalhadores e as vantagens e desvantagens do processo.</p>
<p><img src="https://blog.egestor.com.br/wp-content/uploads/120-4.png-2000.webp" alt="Equipe trabalhando em notebooks numa mesa compartilhada de escritório" width="2000" height="1334"></p>
<h2 id="o-que-e-e-como-funciona-a-terceirizacao">O que é e como funciona a terceirização?</h2>
<p>A terceirização ocorre quando uma empresa (a contratante ou tomadora) contrata uma prestadora de serviços para realizar determinada atividade do seu negócio. A parceria é firmada por meio de um contrato, e o vínculo de emprego se estabelece entre o trabalhador e a empresa que presta o serviço. Ou seja, não há vínculo empregatício entre a empresa contratante e o trabalhador terceirizado. Ainda assim, a contratante tem responsabilidades, como você verá adiante.</p>
<p>Na prática, a prestadora de serviços contrata, remunera e dirige o trabalho dos seus empregados para atender à demanda da contratante. Como o procedimento serve para repassar atividades a terceiros, ele recebe o nome de terceirização.</p>
<p>No Brasil, a terceirização é regulamentada pela <a href="https://blog.egestor.com.br/lei-da-terceirizacao/">Lei da Terceirização</a> (Lei nº 13.429/2017), que alterou a Lei nº 6.019/1974. Veja mais detalhes sobre a história e a legislação adiante.</p>
<h3 id="por-que-terceirizar">Por que terceirizar?</h3>
<p>A terceirização gera diversas vantagens quando inserida na estratégia do negócio. Um dos motivos é que a empresa torna seus processos mais eficazes, uma vez que transfere a responsabilidade de planejamento, execução e supervisão de determinado serviço ou processo a um terceiro.</p>
<p>Assim, a empresa pode direcionar seus esforços para questões mais estratégicas. Por outro lado, ao optar por contratar um fornecedor, ela deve estar atenta aos riscos envolvidos na negociação.</p>
<h2 id="historia-da-terceirizacao-trabalhista">História da terceirização trabalhista</h2>
<p>A divisão do trabalho entre empresas existe desde a Revolução Industrial, mas a terceirização como estratégia de gestão ganhou força nos Estados Unidos durante e após a Segunda Guerra Mundial.</p>
<p>No Brasil, a prática se difundiu a partir da segunda metade do século XX. Os principais marcos são:</p>
<ul>
<li><strong>1967:</strong> o Decreto-Lei nº 200 incentiva a administração pública federal a contratar serviços de terceiros para tarefas executivas;</li>
<li><strong>1974:</strong> a Lei nº 6.019 regulamenta o trabalho temporário;</li>
<li><strong>1983:</strong> a Lei nº 7.102 autoriza a terceirização dos serviços de vigilância bancária;</li>
<li><strong>1993:</strong> o Tribunal Superior do Trabalho (TST) edita a Súmula 331, que permite terceirizar apenas as atividades-meio, com responsabilidade subsidiária da contratante;</li>
<li><strong>2017:</strong> as Leis nº 13.429 e nº 13.467 (Reforma Trabalhista) liberam a terceirização de qualquer atividade;</li>
<li><strong>2018:</strong> o Supremo Tribunal Federal (STF) confirma a licitude da terceirização da atividade-fim.</li>
</ul>
<h2 id="lei-da-terceirizacao-lei-n-13-429-2017-o-que-mudou">Lei da Terceirização (Lei nº 13.429/2017): o que mudou</h2>
<p>A Lei nº 13.429/2017 foi sancionada em 31 de março de 2017 pelo então presidente Michel Temer, a partir do Projeto de Lei nº 4.302/1998. Ela alterou a Lei nº 6.019/1974, que trata do trabalho temporário, e passou a regular também a prestação de serviços a terceiros.</p>
<p>Os principais pontos da regra atual são:</p>
<ul>
<li><strong>Terceirização de qualquer atividade:</strong> desde a Reforma Trabalhista (Lei nº 13.467/2017), a empresa pode terceirizar inclusive a sua atividade principal. Em agosto de 2018, o STF confirmou esse entendimento ao julgar a ADPF 324 e o RE 958.252 (Tema 725);</li>
<li><strong>Responsabilidade subsidiária:</strong> se a prestadora não pagar salários e encargos, a empresa contratante pode ser cobrada na Justiça;</li>
<li><strong>Quarentena de 18 meses:</strong> um empregado demitido não pode voltar a prestar serviços à mesma empresa como terceirizado antes de 18 meses da demissão;</li>
<li><strong>Trabalho temporário:</strong> o prazo máximo do contrato passou a ser de 180 dias, consecutivos ou não, prorrogável por mais 90 dias.</li>
</ul>
<h2 id="quais-sao-os-requisitos-para-terceirizar">Quais são os requisitos para terceirizar?</h2>
<p>Na prática, a terceirização funciona como uma contratação de serviços: você pode ter profissionais trabalhando no seu espaço sem que eles sejam seus funcionários efetivos.</p>
<p>Cada empresa terceiriza conforme a própria necessidade e, como em qualquer prática de gestão, há vantagens e desvantagens.</p>
<p>Para atuar como prestadora de serviços terceirizados, a empresa precisa estar inscrita no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) e ter registro na <a href="https://blog.egestor.com.br/junta-comercial/">Junta Comercial</a>. A lei também exige dois pontos importantes:</p>
<h3 id="secao-1-pessoa-juridica">1 - Pessoa Jurídica</h3>
<p>A prestadora de serviços não pode ser uma pessoa física: a lei aceita somente a contratação de uma pessoa jurídica de direito privado. Ou seja, é uma empresa que presta o serviço terceirizado para outra.</p>
<h3 id="secao-2-capital-social">2 - Capital Social</h3>
<p>O capital social da empresa prestadora de serviços precisa ser compatível com o número de empregados, conforme o art. 4º-B da Lei nº 6.019/1974. Confira:</p>
<ul>
<li>empresas com até 10 funcionários - capital mínimo de R$ 10.000,00</li>
<li>empresas de 11 a 20 funcionários - capital mínimo de R$ 25.000,00</li>
<li>empresas de 21 a 50 funcionários - capital mínimo de R$ 45.000,00</li>
<li>empresas de 51 a 100 funcionários - capital mínimo de R$ 100.000,00</li>
<li>empresas com mais de 100 funcionários - capital mínimo de R$ 250.000,00</li>
</ul>
<p>Essa obrigatoriedade evita a criação de empresas de fachada e protege o próprio tomador de serviços.</p>
<figure><a href="https://youtu.be/FHy2YAdVgi8" rel="noopener" title="Assistir ao vídeo no YouTube"><img src="https://blog.egestor.com.br/media/embeds/youtube-FHy2YAdVgi8.jpg" alt="Assistir ao vídeo no YouTube"></a></figure>
<h2 id="direitos-dos-terceirizados-e-obrigacoes-das-empresas">Direitos dos terceirizados e obrigações das empresas</h2>
<p>É comum haver dúvidas sobre os direitos trabalhistas dos funcionários terceirizados. Neste tópico, esclarecemos essa questão.</p>
<p>Os terceirizados são empregados da prestadora de serviços, contratados pela CLT. Por isso, têm os mesmos direitos trabalhistas de qualquer empregado com carteira assinada. São eles:</p>
<ul>
<li>Salário conforme as atividades desenvolvidas;</li>
<li>Contribuição ao INSS;</li>
<li>13º salário;</li>
<li>Férias;</li>
<li>Repouso semanal remunerado;</li>
<li>FGTS;</li>
<li>Aviso prévio;</li>
<li>Licença-maternidade e licença-paternidade.</li>
</ul>
<p>Quando o serviço é feito nas dependências da contratante, a lei também garante ao terceirizado as mesmas condições oferecidas aos empregados da empresa em alimentação no refeitório, transporte, atendimento médico ou ambulatorial, treinamento, saúde e segurança no trabalho e instalações adequadas (art. 4º-C da Lei nº 6.019/1974). A equiparação salarial com os empregados da contratante não é obrigatória, mas pode ser acordada entre as empresas.</p>
<p>A principal obrigação da empresa que presta serviços terceirizados é cumprir a legislação trabalhista e as convenções coletivas da categoria, além de entregar um serviço de qualidade.</p>
<p>Confira o que diz a lei (art. 4º-A, § 1º, da Lei nº 6.019/1974): “A empresa prestadora de serviços contrata, remunera e dirige o trabalho realizado por seus trabalhadores ou subcontrata outras empresas para realização desses serviços”.</p>
<p>A empresa contratante também tem obrigações. Entre elas, não utilizar os trabalhadores em atividades diferentes das previstas em contrato. Além disso, não se configura vínculo empregatício entre a contratante e os trabalhadores ou sócios da empresa prestadora de serviços.</p>
<p>Confira outras obrigações:</p>
<ul>
<li>Retenção e recolhimento de 11% de INSS sobre o valor da nota fiscal de serviços, quando houver cessão de mão de obra (art. 31 da Lei nº 8.212/1991);</li>
<li>Garantia de condições de segurança, higiene e salubridade quando o trabalho for feito em suas dependências;</li>
<li>Responsabilidade subsidiária: se a prestadora não pagar salários e encargos, a contratante pode ser cobrada na Justiça.</li>
</ul>
<p><strong>💡</strong> Você também pode gostar: <a href="https://blog.egestor.com.br/como-administrar-uma-empresa/">Como administrar uma empresa: Entenda em 10 passos</a></p>
<h2 id="vantagens-da-terceirizacao">Vantagens da terceirização</h2>
<p>Atualmente, empresas de todos os portes, tipos e atividades podem aproveitar as vantagens da terceirização. Confira algumas delas:</p>
<h3 id="foco">Foco</h3>
<p>A vantagem mais evidente é o foco que a empresa contratante pode ter na sua atividade principal. Isso aumenta a especialização do negócio e reduz o esforço com treinamento e desenvolvimento de profissionais em áreas de apoio. Disso advêm as outras vantagens que abordamos abaixo.</p>
<h3 id="simplificacao">Simplificação</h3>
<p>O empresário que adota a terceirização garante uma estrutura administrativa mais simplificada, com a redução de contratos profissionais e dos níveis hierárquicos. O processo também enxuga a organização da empresa na medida em que reduz as áreas de responsabilidade dos profissionais.</p>
<h3 id="competitividade">Competitividade</h3>
<p>Há maior agilidade nas decisões do negócio, o que aumenta a competitividade da empresa. As organizações experimentam um poder maior de negociação com seus clientes e fornecedores. Pequenas e médias empresas veem sua área de abrangência crescer sem muitos investimentos.</p>
<h3 id="economia">Economia</h3>
<p>A economia vem da redução do desperdício, do custo dos estoques e da estrutura necessária para manter atividades de apoio. As ações se tornam mais flexíveis, o que permite aprimorar o produto com menos investimento. O maquinário tem um tempo de ociosidade reduzido, e a empresa só passa a ter gastos com materiais úteis na sua especialidade.</p>
<h3 id="produtividade">Produtividade</h3>
<p>A <a href="https://www.jivochat.com.br/blog/vendas/produtividade-o-que-e.html" rel="noopener">produtividade</a> tende a aumentar, pois toda a organização estará concentrada na realização da atividade-fim. Além de aumentar o ritmo e o volume de produção, até mesmo a qualidade do trabalho tende a melhorar.</p>
<h3 id="integracao-da-empresa">Integração da empresa</h3>
<p>Com as atividades de apoio nas mãos de terceiros, a equipe interna e os gestores podem concentrar esforços no que a empresa entrega ao cliente.</p>
<p><img src="https://blog.egestor.com.br/wp-content/uploads/122-3.jpg-2000.webp" alt="Equipe reunida à noite numa sala de reunião envidraçada do escritório" width="2000" height="1333"></p>
<h2 id="desvantagens-da-terceirizacao">Desvantagens da terceirização</h2>
<p>Como nem tudo são flores, a terceirização também tem desvantagens. São elas:</p>
<h3 id="qualidade-do-servico">Qualidade do serviço</h3>
<p>Por mais que a equipe interna mantenha um alto padrão, o serviço contratado nem sempre estará à altura. Por isso, é importante conhecer o histórico da empresa a ser contratada e fiscalizar os serviços para garantir que estejam de acordo com o que foi solicitado.</p>
<h3 id="problemas-com-a-legislacao">Problemas com a legislação</h3>
<p>Existem terceirizados que fornecem serviços sem estarem registrados ou de acordo com as normas da legislação. Como a contratante responde de forma subsidiária pelas dívidas trabalhistas da prestadora, sua empresa pode ser afetada por ações trabalhistas ou autuada por auditores-fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Por isso, conheça bem a legislação trabalhista e confira a regularidade da prestadora antes de contratar qualquer serviço.</p>
<h3 id="dificuldade-de-encontrar-bons-fornecedores">Dificuldade de encontrar bons fornecedores</h3>
<p>Em algumas atividades terceirizadas há muitas empresas atuando, o que facilita a contratação. Mas nem sempre é assim. Muitas vezes as empresas gastam muito tempo na procura de um parceiro ideal. Além disso, a falta de cuidado na escolha do fornecedor pode resultar em um serviço inferior ao que sua própria equipe entregaria.</p>
<h3 id="perda-do-contato-com-o-empregado">Perda do contato com o empregado</h3>
<p>Se há vantagens em não contratar funcionários diretamente, há a desvantagem de perder o contato com o trabalhador que realiza o serviço. Sua empresa não pode dar ordens diretas aos terceirizados nem tratá-los como empregados próprios, pois a subordinação direta pode levar ao reconhecimento de vínculo empregatício na Justiça do Trabalho.</p>
<h3 id="perda-da-originalidade">Perda da originalidade</h3>
<p>Isso tende a acontecer principalmente com empresas que já têm uma estrutura consolidada e decidem terceirizar atividades que influenciam diretamente a identidade do produto. A longo prazo, parte da equipe pode perder a referência da cultura da empresa.</p>
<h3 id="demissoes">Demissões</h3>
<p>Ao terceirizar uma área que antes era interna, a empresa pode precisar demitir funcionários, o que gera custos com verbas rescisórias e pode causar conflitos com sindicatos. Vale lembrar que a lei proíbe que o empregado demitido volte a prestar serviços à mesma empresa como terceirizado antes de 18 meses da demissão.</p>
<h3 id="mudancas-abruptas-na-empresa">Mudanças abruptas na empresa</h3>
<p>Se não for realizada com um planejamento detalhado, a terceirização pode gerar problemas internos. O primeiro está relacionado aos custos, que ficam difíceis de projetar a longo prazo.</p>
<p>As mudanças na estrutura de poder podem colocar interesses em conflito, e isso prejudica diretamente a empresa. Ela também pode se tornar dependente dos serviços dos terceiros, e corre até o risco de “ser administrada”. Soma-se a isso a dificuldade de aproveitar os empregados que já passaram por treinamentos.</p>
<h2 id="qual-o-objetivo-da-terceirizacao-do-trabalho">Qual o objetivo da terceirização do trabalho?</h2>
<p>O principal objetivo da terceirização é fazer com que os processos sejam mais ágeis, tornando a empresa mais competitiva frente aos concorrentes.</p>
<p>Ela também busca reduzir custos com mão de obra, maquinários e equipamentos, encargos previdenciários e trabalhistas, entre outros. Por outro lado, a contratante precisa conferir se a prestadora recolhe corretamente os encargos trabalhistas e as contribuições à <a href="https://blog.egestor.com.br/previdencia-social-o-que-e/">previdência social</a>, já que pode responder de forma subsidiária por eventuais dívidas.</p>
<h2 id="atividades-que-podem-ser-terceirizadas">Atividades que podem ser terceirizadas</h2>
<p>Existem diversas atividades que podem ser terceirizadas. Listamos cinco exemplos para ajudar na compreensão:</p>
<h3 id="secao-1-limpeza">1 - Limpeza</h3>
<p>Essa terceirização ocorre com a contratação de uma empresa especializada no segmento, que dispõe de materiais e produtos de limpeza, equipe, ferramentas, equipamentos de segurança e capacidade para atuar nos mais variados ambientes.</p>
<h3 id="secao-2-contabilidade">2 - Contabilidade</h3>
<p>A terceirização contábil ocorre quando parte ou o total das atividades contábeis da empresa é transferido para um escritório de contabilidade ou profissional especializado.</p>
<p>Ou seja, funções que antes eram desempenhadas por você ou pela sua equipe passam a ser feitas por quem é especialista no assunto.</p>
<p><img src="https://blog.egestor.com.br/wp-content/uploads/134-5.jpg-2000.webp" alt="Profissionais trabalhando lado a lado em notebooks num escritório compartilhado" width="2000" height="1333"></p>
<h3 id="secao-3-armazenagem">3 - Armazenagem</h3>
<p>Essa terceirização se dá por meio de um armazém geral, ou seja, um estabelecimento que guarda mercadorias de terceiros. Além de armazenar, o prestador de serviços pode receber, embalar, etiquetar e conferir os produtos.</p>
<h3 id="secao-4-servicos-administrativos">4 - Serviços Administrativos</h3>
<p>A terceirização de serviços administrativos ocorre quando uma empresa especialista nesse segmento é contratada para realizar tarefas administrativas de outra empresa (a contratante). Dentre os serviços administrativos que podem ser terceirizados estão:</p>
<ul>
<li><a href="https://www.pontotel.com.br/" rel="noopener">Controle do ponto</a>;</li>
<li>Recepção;</li>
<li>Assistência jurídica.</li>
</ul>
<h3 id="secao-5-seguranca">5 - Segurança</h3>
<p>A terceirização da segurança ocorre quando uma empresa especializada, com profissionais capacitados, é contratada para atuar em edifícios ou outros estabelecimentos.</p>
<p>Esse tipo de terceirização pode ser usado em diferentes situações, como segurança patrimonial ou pessoal. As empresas de vigilância privada são reguladas por lei específica e precisam de autorização da Polícia Federal para funcionar.</p>
<h2 id="quando-vale-a-pena-terceirizar-servicos">Quando vale a pena terceirizar serviços?</h2>
<p>O gestor precisa estar sempre atento, pois alguns sinais ou situações indicam o momento em que vale a pena terceirizar. Um deles é quando a estrutura atual deixa de comportar as demandas do dia a dia da organização. Nesse caso, você pode contratar mais colaboradores ou terceirizar serviços.</p>
<p>Terceirizar pode ser a escolha mais vantajosa, pois a empresa recupera a capacidade de produção sem os custos de novas contratações diretas, desde que o contrato caiba no orçamento.</p>
<p>Outro momento é quando a empresa precisa otimizar processos, mas a equipe tem dificuldade em algum procedimento específico. Nesse caso, contratar uma empresa especializada nessa função é uma boa escolha.</p>
<p>Confira outros momentos em que a terceirização pode ser contratada:</p>
<ul>
<li>Dificuldades no setor de vendas;</li>
<li>Altas taxas de cancelamento;</li>
<li>Reclamações excessivas sobre o atendimento aos clientes;</li>
<li>Colaboradores que não atendem às demandas em tempo hábil;</li>
<li>Necessidade de reduzir os gastos com a folha de pagamento.</li>
</ul>
<h2 id="terceirizacao-de-servicos">Terceirização de serviços</h2>
<p>A terceirização de serviços também é chamada de <a href="https://blog.egestor.com.br/outsourcing-o-que-e-como-funciona-e-onde-implementar/">outsourcing</a>. Trata-se da relação contratual entre duas empresas, em que uma presta atividades profissionais à outra.</p>
<p>Em suma, diferente da contratação direta pela CLT, na terceirização o trabalhador é contratado pela empresa prestadora de serviços, e não pela tomadora.</p>
<p><img src="https://blog.egestor.com.br/wp-content/uploads/112.png-2000.webp" alt="Empresário pensativo diante do notebook avaliando se vale a pena terceirizar" width="2000" height="1334"></p>
<h2 id="terceirizacao-e-o-mesmo-que-pejotizacao">Terceirização é o mesmo que pejotização?</h2>
<p>Não. Embora os termos sejam confundidos, terceirização e pejotização são coisas diferentes.</p>
<p>Na terceirização, uma empresa contrata outra que oferece mão de obra qualificada, e os trabalhadores são empregados da prestadora de serviços.</p>
<p>Já na pejotização, a empresa exige que uma pessoa física abra uma pessoa jurídica (PJ) para prestar serviços como se fosse empregada, com horário, subordinação e exclusividade. O pagamento passa a ser feito por nota fiscal, e não pela folha de pagamento. Quando há características de vínculo empregatício, a Justiça do Trabalho pode reconhecer a relação de emprego. A validade desse tipo de contratação está em julgamento no STF (Tema 1.389), ainda sem decisão final, por isso vale acompanhar o andamento antes de adotar esse modelo.</p>
<h2 id="a-terceirizacao-e-boa-para-o-brasil">A terceirização é boa para o Brasil?</h2>
<p>O tema divide opiniões. Os defensores afirmam que a terceirização aumenta a eficiência das empresas, estimula a criação de negócios especializados e traz mais segurança jurídica desde a Lei nº 13.429/2017.</p>
<p>Os críticos, entre eles sindicatos e parte dos especialistas em direito do trabalho, apontam o risco de salários menores, mais rotatividade e precarização das condições de trabalho.</p>
<p>Para o pequeno empresário, o ponto principal é contratar prestadoras regulares e fiscalizar o cumprimento do contrato, o que reduz os riscos trabalhistas.</p>
<h2 id="conclusao">Conclusão</h2>
<p>A terceirização pode deixar sua empresa mais enxuta e focada no que faz de melhor, desde que seja feita com planejamento. Contrate prestadoras regularizadas, formalize tudo em contrato e fiscalize a qualidade dos serviços e o recolhimento dos encargos.</p>
<p>Para acompanhar os pagamentos a fornecedores, as notas fiscais de serviço e os custos de cada contrato num só lugar, conte com um sistema de gestão como o <strong>eGestor</strong>.</p>
<p><a href="https://egestor.com.br:443/?afl=11" rel="noopener"><img src="https://blog.egestor.com.br/wp-content/uploads/Banner-conversao-eGestor-blog.jpg-650.webp" alt="Banner-conversao-eGestor-blog" width="650" height="250"></a></p>
<section class="faq"><h2 id="perguntas-frequentes-sobre-a-terceirizacao">Perguntas frequentes sobre a Terceirização</h2><div class="faq-lista"><details class="faq-item" open="open"><summary><h3 id="como-funciona-a-terceirizacao">Como funciona a terceirização?</h3></summary><div class="faq-resposta">
<p>Uma empresa (contratante ou tomadora) firma um contrato com outra empresa (prestadora) para executar uma atividade. A prestadora contrata, paga e dirige os trabalhadores, e a contratante fiscaliza o serviço.</p>
</div></details><details class="faq-item" open="open"><summary><h3 id="o-que-e-terceirizacao-cite-um-exemplo">O que é terceirização? Cite um exemplo</h3></summary><div class="faq-resposta">
<p>É a contratação de uma pessoa jurídica para realizar uma atividade de outra empresa. Um exemplo comum é a contratação de uma empresa especializada em limpeza ou segurança.</p>
</div></details><details class="faq-item" open="open"><summary><h3 id="quais-sao-as-vantagens-e-desvantagens-da-terceirizacao">Quais são as vantagens e desvantagens da terceirização?</h3></summary><div class="faq-resposta">
<p>As principais vantagens são foco na atividade principal, mais produtividade, estrutura mais enxuta e redução de custos. As desvantagens incluem risco de queda na qualidade, responsabilidade subsidiária por dívidas trabalhistas da prestadora, menor controle sobre a equipe e dependência do fornecedor.</p>
</div></details><details class="faq-item" open="open"><summary><h3 id="quais-sao-os-quatro-tipos-de-terceirizacao">Quais são os quatro tipos de terceirização?</h3></summary><div class="faq-resposta">
<p>Os tipos mais citados são:</p>
<ol>
<li>Terceirização operacional;</li>
<li>Terceirização de manutenção;</li>
<li>Terceirização de produção e instalação;</li>
<li>Terceirização de serviços profissionais.</li>
</ol>
</div></details><details class="faq-item" open="open"><summary><h3 id="e-permitido-terceirizar-a-atividade-fim">É permitido terceirizar a atividade-fim?</h3></summary><div class="faq-resposta">
<p>Sim. Desde a Reforma Trabalhista de 2017, confirmada pelo STF em 2018, a empresa pode terceirizar qualquer atividade, inclusive a principal.</p>
</div></details><details class="faq-item" open="open"><summary><h3 id="quem-paga-os-direitos-do-trabalhador-terceirizado">Quem paga os direitos do trabalhador terceirizado?</h3></summary><div class="faq-resposta">
<p>A empresa prestadora de serviços, que é a empregadora. Se ela não pagar, a contratante pode ser responsabilizada de forma subsidiária.</p></div></details></div></section>
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    </item>
    <item>
      <title>Como profissionalizar uma empresa nova: 7 passos para construir uma marca de sucesso</title>
      <link>https://blog.egestor.com.br/como-profissionaliza-uma-empresa-nova/</link>
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      <pubDate>Tue, 20 Oct 2026 09:40:00 -0300</pubDate>
      <dc:creator><![CDATA[Gabrielly Vizzotto Cruz]]></dc:creator>
      <category>Administração e gestão</category>
      <category>Marketing</category>
      <category>Abrir empresa e MEI</category>
      <category>empreendedores</category>
      <category>empreendedorismo</category>
      <category>controle financeiro</category>
      <category>presença digital</category>
      <description>Abriu o CNPJ? Veja como profissionalizar uma empresa nova em 7 passos: posicionamento, finanças, identidade visual, logo, presença digital e processos.</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Abrir o CNPJ é a parte fácil. Saber como profissionalizar uma empresa nova é o verdadeiro desafio: muita gente tira o registro, começa a vender e descobre que não tem controle financeiro, não tem posicionamento claro, não tem presença digital organizada e ainda precisa <strong>criar logo para empresa</strong>, definir cores e dar uma cara coerente ao negócio. Resolver esse acúmulo de pendências é o que separa quem apenas tem um CNPJ ativo de quem construiu, de fato, uma marca profissional.</p>
<p>O cenário ajuda a dimensionar o desafio. Segundo <a href="https://agenciasebrae.com.br/economia-e-politica/microempresas-foram-segmento-que-mais-cresceu-entre-pequenos-negocios-abertos-em-2024" rel="noopener">levantamento do Sebrae</a> com base em dados da Receita Federal, em 2024 foram abertos 4.158.122 pequenos negócios no Brasil, crescimento superior a 10% em relação a 2023. Só no primeiro trimestre de 2025, foram 1.407.010 novos pequenos negócios, 78% deles como MEI, de acordo com a <a href="https://agenciasebrae.com.br/economia-e-politica/primeiro-trimestre-do-ano-registra-a-abertura-de-mais-de-14-milhao-de-pequenos-negocios/" rel="noopener">Agência Sebrae de Notícias</a>. Profissionalizar deixou de ser diferencial e virou condição de sobrevivência.</p>
<h2 id="secao-1-defina-posicionamento-antes-de-qualquer-peca-visual"><strong>1. Defina posicionamento antes de qualquer peça visual</strong></h2>
<p>Antes de pensar em logotipo, site ou cartão, pare para responder três perguntas simples: para quem você vende, qual problema resolve e por que o cliente escolheria você e não o concorrente da esquina. Essa definição é o que vai orientar todo o resto. Sem ela, qualquer escolha visual vira palpite.</p>
<p>Posicionamento não precisa ser um documento de dez páginas. Um parágrafo bem escrito, descrevendo público, promessa e diferencial, já serve de guia. Esse texto é a referência que você consulta sempre que precisar decidir cor, tom de voz ou canal de divulgação.</p>
<h2 id="secao-2-formalize-o-negocio-da-forma-correta"><strong>2. Formalize o negócio da forma correta</strong></h2>
<p>A formalização dá acesso a crédito, permite emitir nota fiscal e abre portas em vendas corporativas. A formalização do MEI é gratuita e feita pelo portal <a href="http://gov.br/mei" rel="noopener">gov.br/mei</a>.</p>
<p>Escolher o enquadramento correto também afeta imposto e obrigações acessórias. Se o faturamento previsto já ultrapassa o teto do MEI, começar como microempresa pode evitar retrabalho em menos de um ano. Vale conversar com um contador antes de decidir, porque mudar depois custa tempo e dinheiro.</p>
<h2 id="secao-3-separe-as-financas-pessoais-das-empresariais"><strong>3. Separe as finanças pessoais das empresariais</strong></h2>
<p>Pagar a conta do supermercado com o cartão da empresa é uma armadilha para quem está começando. O resultado é previsível: você não sabe se o negócio dá lucro, não consegue precificar com precisão e só descobre o rombo quando já é tarde.</p>
<p>Alguns passos resolvem a maior parte do problema:</p>
<ul>
<li>Abra uma conta bancária em nome do CNPJ, mesmo que seja uma conta digital gratuita.</li>
<li>Defina um pró-labore fixo, ou seja, um valor mensal que você retira como salário.</li>
<li>Registre toda entrada e saída, nem que seja numa planilha simples.</li>
<li>Reserve mensalmente o valor dos impostos, para não ser surpreendido no vencimento.</li>
</ul>
<p>Fluxo de caixa organizado é o que permite planejar investimento em marketing, contratação ou estoque sem comprometer o giro. Um sistema de gestão como o eGestor ajuda a controlar recebimentos e pagamentos e a gerar relatórios de fluxo de caixa, sem depender de planilhas soltas.</p>
<h2 id="secao-4-construa-a-identidade-visual-como-sistema-nao-como-enfeite"><strong>4. Construa a identidade visual como sistema, não como enfeite</strong></h2>
<p>Aqui mora uma confusão comum. Identidade visual não é só o logo. É o conjunto de elementos gráficos que representam a marca: logotipo, paleta de cores, tipografia, ícones e padrões visuais. O logotipo é apenas um desses componentes, embora costume ser o mais lembrado.</p>
<p>Quando esse sistema é consistente, o cliente reconhece a marca em qualquer ponto de contato: no post do Instagram, na embalagem, no e-mail de orçamento, na placa da fachada. Essa repetição controlada constrói memória e passa a sensação de que ali existe uma empresa estruturada, não um improviso.</p>
<p>Começar bem exige escolher duas ou três cores principais, uma ou duas tipografias e um estilo gráfico que converse com o posicionamento definido no passo 1. Uma marca séria de contabilidade não usa a mesma paleta de uma confeitaria infantil. Parece óbvio, mas é onde muita gente erra.</p>
<h2 id="secao-5-tenha-um-logotipo-funcional-desde-o-primeiro-dia"><strong>5. Tenha um logotipo funcional desde o primeiro dia</strong></h2>
<p>O logo aparece em muitos pontos de contato: assinatura de e-mail, perfil de rede social, nota fiscal, orçamento, uniforme. Por isso precisa funcionar em tamanho pequeno, em preto e branco, em fundo claro e em fundo escuro. Floreio demais atrapalha.</p>
<p>Quem está começando raramente tem orçamento para contratar um estúdio de branding completo, e tudo bem. Ferramentas acessíveis permitem produzir uma marca inicial consistente, dentro do sistema visual escolhido, sem travar o lançamento do negócio. </p>
<p>O gerador de logotipos da <a href="http://Design.com" rel="noopener">Design.com</a> é uma opção prática para quem precisa testar variações, aplicar a identidade e evoluir conforme a empresa cresce. O importante é que o logo converse com cores, tipografia e tom, e não exista como peça solta.</p>
<p>Um erro comum é refazer o logo a cada três meses porque surgiu uma inspiração nova. Isso quebra o reconhecimento que você estava construindo. Decida, aplique em todos os canais e só mexa quando houver motivo estratégico real.</p>
<h2 id="secao-6-monte-uma-presenca-digital-minima-e-consistente"><strong>6. Monte uma presença digital mínima e consistente</strong></h2>
<p>Presença digital não significa estar em todas as redes. Significa estar bem onde seu cliente procura. Para a maioria dos pequenos negócios, isso quer dizer:</p>
<ul>
<li>Perfil da Empresa no Google atualizado, com endereço, horário, fotos e avaliações respondidas.</li>
<li>Uma rede social principal, escolhida pelo perfil do público (Instagram para varejo e serviço local, LinkedIn para B2B, por exemplo).</li>
<li>Um canal direto de contato, geralmente WhatsApp Business com catálogo e respostas rápidas configuradas.</li>
<li>Site ou landing page simples, nem que seja de uma página, com descrição do serviço e formulário de contato.</li>
</ul>
<p>Consistência vale mais que volume: é melhor manter uma frequência de publicação que você consiga sustentar o ano todo do que publicar muito em um mês e sumir nos seguintes. Use o mesmo logotipo, as mesmas cores e o mesmo tom em todos os canais, para que quem encontra a marca no Google reconheça o perfil no Instagram.</p>
<h2 id="secao-7-estabeleca-processos-antes-que-o-volume-cobre"><strong>7. Estabeleça processos antes que o volume cobre</strong></h2>
<p>Nos primeiros meses, dá para controlar tudo de cabeça. Quando o número de pedidos cresce, a desorganização aparece em forma de atraso, retrabalho e cliente insatisfeito. Processos simples resolvem a maior parte disso: um padrão para receber pedido, um padrão para emitir orçamento, um padrão para pós-venda.
Documentar não precisa ser complicado. Um checklist no bloco de notas do celular já conta como processo. O ponto é ter uma referência escrita que você pode seguir sob pressão e, mais tarde, repassar para a primeira contratação sem precisar explicar tudo do zero.</p>
<h2 id="conclusao-como-profissionalizar-uma-empresa-nova-na-pratica"><strong>Conclusão: como profissionalizar uma empresa nova na prática</strong></h2>
<p>Profissionalizar um negócio novo é menos sobre um movimento espetacular e mais sobre consistência em sete frentes: posicionamento definido antes do visual, formalização correta junto aos órgãos competentes, separação entre finanças pessoais e empresariais, identidade visual tratada como sistema, logotipo funcional aplicado em todos os pontos de contato, presença digital focada nos canais certos e processos documentados que resistem ao crescimento. Cada passo isolado parece simples. O que cria a marca forte é fazer todos eles com coerência, desde o começo.</p>]]></content:encoded>
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    </item>
    <item>
      <title>Fim da escala 6x1: o que muda e como preparar sua empresa</title>
      <link>https://blog.egestor.com.br/fim-da-escala-6x1/</link>
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      <pubDate>Sat, 17 Oct 2026 10:00:00 -0300</pubDate>
      <dc:creator><![CDATA[Gabrielly Vizzotto Cruz]]></dc:creator>
      <category>Administração e gestão</category>
      <category>Gestão de pessoas</category>
      <category>Sistema de Gestão</category>
      <category>empreendedores</category>
      <category>direitos do trabalho</category>
      <category>horas extras</category>
      <description>Fim da escala 6x1 é lei: veja quando a escala 5x2 começa, quem é afetado, quanto custa a jornada de 40 horas e como preparar sua pequena empresa.</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>O fim da escala 6x1 agora é lei. O Congresso Nacional promulgou, em 16 de outubro de 2026, a <a href="https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2026/10/16/congresso-promulga-o-fim-da-escala-6x1-e-aposentadoria-de-agentes-de-saude" rel="noopener">Emenda Constitucional nº 141</a>, que nasceu da <a href="https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2233802" rel="noopener">PEC 221/2019</a>.</p>
<p>Na prática, sua empresa terá que garantir duas folgas por semana a cada funcionário. A jornada também vai cair de 44 para 40 horas semanais, de forma gradual até dezembro de 2027, sem redução de salário.</p>
<p>Se você tem uma loja, um restaurante ou um pequeno negócio com funcionários CLT, essa mudança afeta sua escala, sua folha e seus custos. E o primeiro prazo chega rápido: 16 de dezembro de 2026.</p>
<p>Neste artigo, você vai entender o que muda, quando cada regra começa a valer e como preparar seu negócio sem sustos no caixa.</p>
<h2 id="o-que-e-a-escala-6x1-e-o-que-muda-com-a-nova-emenda">O que é a escala 6x1 e o que muda com a nova emenda?</h2>
<p>Na escala 6x1, o funcionário trabalha seis dias seguidos e folga um. É o modelo mais comum no comércio, em bares e restaurantes e em serviços que abrem aos sábados.</p>
<p>Com a nova emenda, esse modelo deixa de ser o padrão. As principais mudanças são:</p>
<ul>
<li><strong>Duas folgas remuneradas por semana:</strong> a escala 5x2 passa a ser a regra para todos os trabalhadores. Uma das folgas deve ser, preferencialmente, no domingo.</li>
<li><strong>Jornada menor:</strong> o limite cai de 44 para 42 horas semanais em dezembro de 2026 e para 40 horas em dezembro de 2027, com no máximo 8 horas por dia (salvo acordo ou convenção coletiva).</li>
<li><strong>Salário mantido:</strong> a redução de horas não pode diminuir o salário.</li>
<li><strong>Hora extra continua valendo:</strong> o que passar de 8 horas diárias ou do limite semanal (42 horas na transição e 40 horas depois) deve ser pago como hora extra, com adicional mínimo de 50%.</li>
</ul>
<p><strong>Exemplo</strong>: uma vendedora que hoje trabalha de segunda a sábado, com folga no domingo, terá direito a mais um dia de folga na semana. A loja terá que reorganizar a escala para continuar aberta nos mesmos dias. Para isso, pode alternar as folgas da equipe ou contratar alguém em meio período.</p>
<h2 id="fim-da-escala-6x1-quando-comeca-a-valer">Fim da escala 6x1: quando começa a valer?</h2>
<p>A mudança acontece em duas etapas, contadas a partir da publicação da emenda no Diário Oficial da União, em 16 de outubro de 2026.</p>
<div class="table-wrap"><table>
<thead>
<tr>
<th>Etapa</th>
<th>Data</th>
<th>O que muda</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>2 meses após a publicação</td>
<td>16 de dezembro de 2026</td>
<td>Escala 5x2 obrigatória e jornada máxima de 42 horas semanais</td>
</tr>
<tr>
<td>14 meses após a publicação</td>
<td>16 de dezembro de 2027</td>
<td>Jornada máxima de 40 horas semanais, mantida a escala 5x2</td>
</tr>
</tbody>
</table></div>
<p>Durante a transição, o limite semanal é de 42 horas, mas o limite diário continua sendo de 8 horas. Para distribuir as 42 horas em cinco dias (cerca de 8 horas e 24 minutos por dia), a empresa precisa de acordo ou convenção coletiva que amplie a jornada diária. Sem essa previsão, a jornada em cinco dias fica limitada a 40 horas.</p>
<p><strong>Contratos com o poder público:</strong> empresas que prestam serviços com mão de obra para a administração pública aplicam a nova jornada depois do aditamento do contrato para reequilíbrio econômico-financeiro, que deve ser formalizado em até 1 ano. Se o aditamento sair em até 2 meses, as novas regras valem desde o início da vigência. Se esse for o seu caso, peça o aditamento logo e leve o cálculo do novo custo de mão de obra.</p>
<h2 id="quem-e-afetado-e-quais-sao-as-excecoes">Quem é afetado e quais são as exceções?</h2>
<p>A regra vale para todos os trabalhadores com carteira assinada. Isso inclui micro e pequenas empresas.</p>
<p>Mas a emenda prevê algumas exceções e flexibilizações:</p>
<ul>
<li><strong>Compensação por acordo ou convenção coletiva:</strong> em caráter excepcional, a empresa pode adotar um regime de compensação, desde que garanta, na média do mês, duas folgas por semana e pelo menos uma folga em cada semana. Na prática, é possível alternar semanas com uma folga e semanas com três, mas não manter a 6x1 o mês inteiro.</li>
<li><strong>Regimes diferenciados previstos em lei:</strong> a emenda permite que uma lei crie escalas especiais, desde que respeitem os novos limites de jornada e repouso. A escala 12x36, por exemplo, tem média de 42 horas semanais: cabe na transição, mas fica acima do limite de 40 horas que começa em dezembro de 2027. Até uma nova lei tratar do tema, confira com o contador se a sua escala vai precisar de ajuste.</li>
<li><strong>Empregados hipersuficientes:</strong> quem tem diploma de nível superior e ganha pelo menos 2,5 vezes o teto do INSS (cerca de R$ 21.188,88 em 2026) fica fora das regras de duração e controle de jornada, salvo liberalidade do empregador ou previsão em acordo ou convenção coletiva. O direito às duas folgas semanais continua garantido.</li>
</ul>
<p><strong>Atenção, MEI e pequenas empresas:</strong> a emenda permite que uma lei complementar crie medidas de transição para MEIs, microempresas e empresas de pequeno porte. Essa lei ainda não existe. Até lá, valem as regras gerais.</p>
<p>O MEI, como trabalhador, não entra nas regras de jornada, porque não é empregado CLT. Já o funcionário registrado por um MEI, em princípio, segue as novas regras, como qualquer trabalhador com carteira assinada. Confirme a situação com seu contador.</p>
<h2 id="quanto-custa-a-reducao-da-jornada-para-uma-pequena-empresa">Quanto custa a redução da jornada para uma pequena empresa?</h2>
<p>O salário não muda, mas o custo de cada hora trabalhada sobe. Isso acontece porque o mesmo salário passa a pagar menos horas no mês.</p>
<p>Veja um exemplo com um funcionário que ganha R$ 2.000 por mês:</p>
<div class="table-wrap"><table>
<thead>
<tr>
<th>Jornada semanal</th>
<th>Horas no mês (divisor)</th>
<th>Valor da hora</th>
<th>Aumento</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>44 horas (hoje)</td>
<td>220</td>
<td>R$ 9,09</td>
<td>—</td>
</tr>
<tr>
<td>42 horas (dez/2026)</td>
<td>210</td>
<td>R$ 9,52</td>
<td>+4,8%</td>
</tr>
<tr>
<td>40 horas (dez/2027)</td>
<td>200</td>
<td>R$ 10,00</td>
<td>+10%</td>
</tr>
</tbody>
</table></div>
<p><strong>Atenção</strong>: sem acordo ou convenção coletiva que amplie a jornada diária, a escala 5x2 com 8 horas por dia já chega a 40 horas semanais desde dezembro de 2026.</p>
<p>Agora imagine uma loja com três funcionários que precisa manter o mesmo horário de atendimento. Com 40 horas semanais, cada um trabalha 4 horas a menos por semana, cerca de 17 horas a menos por mês.</p>
<p>Se essas horas forem cobertas com hora extra (valor-hora de R$ 10,00 + adicional de 50% = R$ 15,00 por hora), o custo adicional fica assim:</p>
<ul>
<li><strong>Por funcionário:</strong> 17 horas × R$ 15,00 = R$ 255 por mês</li>
<li><strong>Para três funcionários:</strong> R$ 765 por mês, ou R$ 9.180 por ano</li>
</ul>
<p>E esse valor ainda não inclui encargos, reflexos no descanso semanal remunerado, férias e 13º. Por isso, para muitas empresas, a hora extra permanente sai mais cara que reorganizar a escala ou contratar mais uma pessoa em meio período.</p>
<p><em>Este é um exemplo ilustrativo: o cálculo real depende do seu enquadramento tributário, da convenção coletiva da categoria e da orientação do seu contador.</em></p>
<h2 id="como-preparar-sua-empresa-para-o-fim-da-escala-6x1">Como preparar sua empresa para o fim da escala 6x1?</h2>
<p>Você tem até 16 de dezembro de 2026 para a primeira etapa. Use esse tempo para planejar, não para improvisar.</p>
<ol>
<li><strong>Mapeie quem trabalha em 6x1 hoje.</strong> Liste os funcionários, os dias e os horários de cada um.</li>
<li><strong>Defina os horários de pico.</strong> Veja em quais dias e turnos sua empresa mais vende ou atende. Esses são os horários que não podem ficar descobertos.</li>
<li><strong>Monte a nova escala 5x2.</strong> Alterne as folgas entre a equipe para manter a cobertura. Veja modelos no nosso guia de <a href="https://blog.egestor.com.br/escala-de-trabalho/">escala de trabalho</a>.</li>
<li><strong>Consulte a convenção coletiva da sua categoria.</strong> Ela pode prever regras de compensação específicas. Seu contador ou o sindicato patronal podem ajudar.</li>
<li><strong>Calcule o novo custo da folha.</strong> Simule o valor-hora com 42 e 40 horas e compare o custo de hora extra, de uma nova contratação e de uma reorganização da escala.</li>
<li><strong>Revise seus preços.</strong> Se o custo de pessoal subir, ele precisa entrar no seu cálculo de preço. Reveja o <a href="https://blog.egestor.com.br/markup-como-calcular-o-melhor-preco-de-venda/">markup</a> dos produtos e serviços.</li>
<li><strong>Projete o <a href="https://blog.egestor.com.br/fluxo-de-caixa/">fluxo de caixa</a>.</strong> Coloque o novo custo nas próximas semanas e meses para evitar surpresas no fim do mês.</li>
<li><strong>Comunique a equipe com antecedência.</strong> Explique a nova escala, os novos horários e quando cada mudança começa.</li>
</ol>
<h3 id="pontos-de-atencao-na-transicao">Pontos de atenção na transição</h3>
<ul>
<li><strong><a href="https://blog.egestor.com.br/banco-de-horas-ou-horas-extras/">Banco de horas</a> e acordos coletivos:</strong> a emenda não muda as regras do banco de horas, que continua permitido, mas a compensação precisa respeitar os novos limites. As cláusulas de convenções e acordos coletivos sobre jornada e repouso que forem incompatíveis com a emenda perdem o efeito em 16 de dezembro de 2026, seja qual for a data da negociação. Revise os acordos vigentes com o contador e o sindicato.</li>
<li><strong><a href="https://blog.egestor.com.br/melhores-controles-de-ponto/">Controle de ponto</a>:</strong> confira se o sistema de ponto está preparado para os novos limites semanais (42 e depois 40 horas) e para registrar as duas folgas.</li>
<li><strong>Meio período no fim de semana:</strong> contratar alguém em meio período para sábados e domingos pode sair mais barato que pagar hora extra fixa à equipe.</li>
<li><strong><a href="https://blog.egestor.com.br/fator-r/">Fator R</a> (<a href="https://blog.egestor.com.br/optante-pelo-simples-nacional-o-que-voce-precisa-saber/">Simples Nacional</a>):</strong> se sua empresa presta serviços sujeitos ao Fator R, peça ao contador para refazer o cálculo. Uma folha de pagamento maior pode fazer a empresa chegar aos 28% e ser tributada pelo Anexo III, que tem alíquotas menores que o Anexo V.</li>
<li><strong>Quem já trabalha 40 horas ou menos:</strong> a jornada não sofre redução proporcional. A emenda também proíbe reduzir salários e pisos salariais.</li>
<li><strong>Trabalho aos domingos:</strong> continua permitido nas atividades autorizadas, mas exige folga compensatória. Sem compensação, o domingo trabalhado deve ser pago em dobro. No comércio, a folga semanal precisa cair no domingo pelo menos uma vez a cada três semanas (Lei 10.101/2000), além do que a convenção coletiva da categoria determinar.</li>
</ul>
<p>Um sistema de gestão ajuda a calcular o novo custo da folha, revisar preços e projetar o <a href="https://blog.egestor.com.br/ebook-fluxo-de-caixa/">fluxo de caixa</a>: com tudo no mesmo lugar, fica mais fácil ver o impacto antes de decidir.</p>
<h2 id="conclusao">Conclusão</h2>
<p>O fim da escala 6x1 já tem data para começar. Até 16 de dezembro de 2026, sua empresa precisa garantir duas folgas semanais e uma jornada de até 42 horas. Em 16 de dezembro de 2027, o limite cai para 40 horas.</p>
<p>Quem planeja agora evita hora extra desnecessária, preços defasados e aperto no caixa. Revise a escala, calcule o novo custo da folha e ajuste seus preços com antecedência.</p>
<p>Para acompanhar custos, vendas e fluxo de caixa em um só lugar, conte com o eGestor. <a href="https://egestor.com.br/?afl=11" rel="noopener"><strong>Teste grátis por 10 dias</strong></a> e veja como sua empresa fica depois da mudança.<img src="https://blog.egestor.com.br/media/2026/10/trabalhadores-comemorando.jpg-2000.webp" alt="comemorando o fim da escala 6x1" width="2000" height="1125"></p>
<section class="faq"><h2 id="perguntas-frequentes-sobre-o-fim-da-escala-6x1">Perguntas frequentes sobre o fim da escala 6x1</h2><div class="faq-lista"><details class="faq-item" open="open"><summary><h3 id="o-fim-da-escala-6x1-foi-aprovado">O fim da escala 6x1 foi aprovado?</h3></summary><div class="faq-resposta">
<p>Sim. O Senado aprovou a PEC em 14 de outubro de 2026, e o Congresso promulgou a Emenda Constitucional nº 141 em 16 de outubro de 2026. Por ser emenda constitucional, não precisa de sanção presidencial.</p>
</div></details><details class="faq-item" open="open"><summary><h3 id="quando-a-escala-5x2-comeca-a-valer">Quando a escala 5x2 começa a valer?</h3></summary><div class="faq-resposta">
<p>Em 16 de dezembro de 2026, dois meses após a publicação da emenda. Nessa data, a jornada máxima também cai para 42 horas semanais. O limite de 40 horas começa em 16 de dezembro de 2027.</p>
</div></details><details class="faq-item" open="open"><summary><h3 id="como-funciona-a-escala-5x2">Como funciona a escala 5x2?</h3></summary><div class="faq-resposta">
<p>O funcionário trabalha cinco dias e folga dois por semana. Uma das folgas deve ser, preferencialmente, no domingo. As duas folgas não precisam ser seguidas.</p>
</div></details><details class="faq-item" open="open"><summary><h3 id="o-salario-vai-diminuir">O salário vai diminuir?</h3></summary><div class="faq-resposta">
<p>Não. A emenda proíbe a redução de salário por causa da jornada menor.</p>
</div></details><details class="faq-item" open="open"><summary><h3 id="minha-empresa-ainda-pode-usar-a-escala-6x1">Minha empresa ainda pode usar a escala 6x1?</h3></summary><div class="faq-resposta">
<p>Não como regra fixa. Com acordo ou convenção coletiva, a empresa pode ter semanas com uma folga só, desde que compense nas outras semanas: a média do mês precisa ser de duas folgas por semana, com pelo menos uma folga em cada semana.</p>
</div></details><details class="faq-item" open="open"><summary><h3 id="mei-com-funcionario-precisa-seguir-a-nova-regra">MEI com funcionário precisa seguir a nova regra?</h3></summary><div class="faq-resposta">
<p>Depende de quem trabalha. O MEI, como trabalhador, não é abrangido pelas regras de jornada, porque não é empregado CLT. Já o funcionário registrado por um MEI, em princípio, segue a nova regra. A emenda prevê que uma lei complementar poderá criar medidas de transição para MEIs e pequenas empresas, mas essa lei ainda não existe.</p>
</div></details><details class="faq-item" open="open"><summary><h3 id="preciso-contratar-mais-funcionarios-apos-o-fim-da-escala-6x1">Preciso contratar mais funcionários após o fim da escala 6x1?</h3></summary><div class="faq-resposta">
<p>Não necessariamente. Antes de contratar, veja se dá para reorganizar os turnos, redistribuir tarefas e usar a compensação de jornada prevista na convenção coletiva. Compare o custo de cada opção, incluindo encargos e benefícios, antes de decidir.</p></div></details></div></section>

<p><a href="https://egestor.com.br/?afl=11" rel="noopener"><img src="https://blog.egestor.com.br/wp-content/uploads/Banner-conversao-eGestor-blog-23.gif" alt="Sua gestão pode ser muito mais simples com o eGestor" width="650" height="250"></a></p>]]></content:encoded>
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    </item>
    <item>
      <title>Como importar produtos dos EUA: Guia completo [2026]</title>
      <link>https://blog.egestor.com.br/como-importar-produtos-dos-eua/</link>
      <guid isPermaLink="true">https://blog.egestor.com.br/como-importar-produtos-dos-eua/</guid>
      <pubDate>Mon, 03 Aug 2026 16:50:00 -0300</pubDate>
      <dc:creator><![CDATA[Gabrielly Vizzotto Cruz]]></dc:creator>
      <category>Administração e gestão</category>
      <category>empreendedores</category>
      <description>Como importar produtos dos EUA com segurança: fornecedores, impostos, Remessa Conforme, frete, documentos e quanto custa. Atualizado para 2026.</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Com os preços praticados no Brasil, é fácil entender por que tantos empreendedores consideram importar produtos dos Estados Unidos para revenda. O objetivo pode ser vender para amigos e familiares ou montar um <a href="https://blog.egestor.com.br/como-abrir-uma-empresa-de-importacao-e-exportacao/">negócio de importação</a> de fato. É um ramo lucrativo. Mas trazer mercadorias de outro país exige conhecimento prévio sobre logística, tributação e regras aduaneiras — que mudaram bastante nos últimos anos.</p>
<p>Neste guia atualizado, você confere o passo a passo de como importar dos EUA com segurança e dentro da lei.</p>
<h2 id="pesquise-o-mercado-antes-de-importar">Pesquise o mercado antes de importar</h2>
<p>Antes de qualquer compra, <a href="https://blog.egestor.com.br/pesquisa-de-mercado/">pesquise o mercado</a> e os procedimentos legais envolvidos na importação. Avalie também o canal de vendas em que pretende atuar. O e-commerce é a escolha mais comum entre importadores porque elimina custos como aluguel de loja física. Em contrapartida, exige investimento em <a href="https://blog.egestor.com.br/por-que-o-marketing-digital-e-essencial-para-empresas/">marketing digital</a> para atrair clientes. Para se diferenciar da concorrência, escolha bem o nicho de atuação e defina a estratégia de divulgação desde o início.</p>
<p><img src="https://blog.egestor.com.br/wp-content/uploads/como_importar_dos_eua-1.jpg-1080.webp" alt="Importar produtos dos EUA" width="1080" height="810"></p>
<h2 id="escolha-bem-os-fornecedores-nos-estados-unidos">Escolha bem os fornecedores nos Estados Unidos</h2>
<p>A internet coloca você em contato com inúmeras empresas ao redor do mundo, por isso, invista tempo em uma pesquisa extensa até encontrar <a href="https://blog.egestor.com.br/10-dicas-para-nao-errar-na-escolha-de-bons-fornecedores-para-sua-empresa/">fornecedores</a> confiáveis. Existem cursos que ensinam a construir <a href="https://blog.egestor.com.br/parceria-empresarial-saiba-todos-os-beneficios/">parcerias</a> com marcas internacionais, o que pode facilitar bastante essa etapa.</p>
<p>Uma boa prática é fazer um primeiro pedido pequeno para testar a agilidade da entrega e a qualidade dos produtos antes de comprar em maior volume. Confira também avaliações nas <a href="https://blog.egestor.com.br/redes-sociais-para-empresas/">redes sociais</a> do fornecedor e busque a <a href="https://blog.egestor.com.br/a-importancia-de-coletar-depoimentos-dos-clientes/">opinião de outros clientes</a> antes de fechar negócio.</p>
<h2 id="escolha-um-nicho-e-avalie-a-demanda">Escolha um nicho e avalie a demanda</h2>
<p>Boa parte dos consumidores brasileiros se interessa por produtos importados que não são facilmente encontrados no país, ou que saem mais caros aqui do que no exterior. Focar em um nicho específico facilita bastante a definição da persona, o perfil do consumidor ideal. Além disso, o e-commerce permite explorar segmentos bem específicos sem perder escala.</p>
<p>Dependendo da cotação do dólar, a economia gerada pode variar bastante em relação ao preço do mesmo produto no Brasil, o que ajuda a manter a margem competitiva mesmo com os custos de importação. Verifique também se o produto escolhido tem alguma restrição de envio: perfumes e <a href="https://blog.egestor.com.br/como-montar-uma-fabrica-de-velas/">velas</a>, por exemplo, exigem cuidados específicos por causa de normas de transporte de inflamáveis.</p>
<p>Se você está começando e ainda tem pouco capital, produtos de menor valor, como <a href="https://blog.egestor.com.br/como-montar-uma-loja-de-acessorios-para-celular/">acessórios para celular</a> ou <a href="https://blog.egestor.com.br/como-abrir-uma-loja-de-roupas/">roupas</a>, costumam ser uma porta de entrada mais segura antes de investir em itens mais caros.</p>
<h2 id="abra-um-cnpj-e-regularize-sua-atividade">Abra um CNPJ e regularize sua atividade</h2>
<p>Ter um <a href="https://blog.egestor.com.br/cnpj/">CNPJ</a> evita que as encomendas sejam retidas na alfândega por suspeita de atividade comercial não declarada, além de permitir a revenda legal dos produtos e a emissão de nota fiscal. Abra o CNPJ assim que definir a finalidade do negócio. O regime tributário e a carga de impostos vão variar conforme o faturamento esperado e o setor de atuação, por isso, é recomendável <a href="https://blog.egestor.com.br/afinal-como-escolher-um-contador-para-a-minha-empresa/">consultar um contador</a> para decidir o enquadramento mais vantajoso.</p>
<h2 id="entenda-como-funciona-a-tributacao-para-importar-produtos">Entenda como funciona a tributação para importar produtos dos EUA</h2>
<p>Essa é a parte que mais mudou nos últimos anos. É recomendável confirmar os valores atuais no Portal Compras Internacionais do governo antes de fechar uma compra, porque as regras têm sido revisadas com frequência. Em maio de 2026, uma medida provisória (MP 1.357/2026, ainda pendente de aprovação no Congresso) zerou o Imposto de Importação federal para compras de até US$ 50 feitas em sites participantes do programa Remessa Conforme. Para compras entre US$ 50 e US$ 3.000, a alíquota federal é de 60%, com um desconto fixo de US$ 30 sobre o valor do imposto calculado.</p>
<p>Além do Imposto de Importação, o ICMS estadual continua sendo cobrado em praticamente todas as compras internacionais, com alíquota entre 17% e 20%, dependendo do estado de destino. Ou seja, mesmo em uma compra isenta do imposto federal, o ICMS costuma incidir sobre o valor da mercadoria.</p>
<p>Essas regras da Remessa Conforme valem para remessas internacionais do tipo postal ou courier, o formato mais comum para quem importa pequenas quantidades para revenda. Já quem faz importação comercial formal, em maior volume e com despacho aduaneiro próprio, segue a tabela regular do Imposto de Importação por NCM (a classificação fiscal do produto). O cálculo é feito com a ajuda de um despachante aduaneiro, por meio do <a href="https://blog.egestor.com.br/siscomex/">Siscomex</a>.</p>
<h2 id="habilite-se-no-radar-siscomex-para-importar-dos-eua-em">Habilite-se no Radar Siscomex para importar dos EUA em maior volume</h2>
<p>Se o plano é importar em volume maior, como carga fechada por via aérea ou marítima, é necessário habilitar o CNPJ no RADAR (Registro e Rastreamento da Atuação dos Intervenientes Aduaneiros). O cadastro é feito no <a href="https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/servicos/aduana/habilitacao-importar-exportar" rel="noopener">Portal Único Siscomex</a>, usando certificado digital ou login gov.br, e dá acesso ao sistema para registrar as declarações de importação.</p>
<p>Existem modalidades diferentes de habilitação, definidas pela Receita Federal conforme a capacidade financeira declarada pela empresa, como a Expressa e a Limitada, cada uma com um teto de valor movimentado por semestre. Antes de submeter o pedido, verifique se os dados do CNPJ estão em dia e se não há pendências fiscais, pois isso pode travar a análise.</p>
<p><strong>💡 Você também pode gostar: <a href="https://blog.egestor.com.br/importar-como-mei/">MEI pode importar? Entenda se é possível e como fazer</a></strong></p>
<h2 id="organize-o-estoque">Organize o estoque</h2>
<p>Mantenha os itens anunciados sempre disponíveis em <a href="https://blog.egestor.com.br/contagem-de-estoque-saiba-como-fazer-na-sua-empresa/">estoque</a> para garantir agilidade na entrega. Encomendas vindas dos Estados Unidos podem levar semanas para chegar ao Brasil, então vender um produto sem tê-lo em mãos costuma gerar reclamação e cancelamento de pedido.</p>
<p>Produtos mais caros geralmente têm menor rotatividade e não exigem estoque muito grande. Já para itens baratos, compensa importar em quantidade maior, pois o custo de frete por unidade cai e a demanda tende a ser mais constante.</p>
<h2 id="monte-uma-presenca-profissional-para-vender">Monte uma presença profissional para vender</h2>
<p>Hoje a maioria dos importadores vende pelo <a href="https://blog.egestor.com.br/como-vender-no-mercado-livre/">Mercado Livre</a> e outros marketplaces, o que não tem nada de errado. Para quem quer se diferenciar, é necessário investir em um site próprio, com boa legibilidade e navegação simples. A plataforma deve aceitar boleto e as principais bandeiras de cartão, com opção de parcelamento, para não perder vendas por falta de forma de pagamento.</p>
<p>Um e-commerce mal feito prejudica a imagem da marca mais do que ajuda, por isso, invista tempo (ou um bom desenvolvedor) nessa etapa. Combine a loja virtual com ações de marketing nas redes sociais, como Facebook e <a href="https://blog.egestor.com.br/instagram-empresarial/">Instagram</a>, para conseguir vender para todo o território nacional, não só para conhecidos.</p>
<p><strong>💡 Você também pode gostar: <a href="https://blog.egestor.com.br/como-importar-produtos-da-china/">Como importar produtos da China</a></strong></p>
<h2 id="tenha-controle-financeiro-do-negocio">Tenha controle financeiro do negócio</h2>
<p>Registre todas as transações da importadora, incluindo frete, impostos e taxas de plataforma, não só o valor do produto. Uma planilha ou sistema de gestão detalhando entradas e saídas evita que o negócio se desorganize financeiramente. Não misture o dinheiro da revenda com o seu orçamento pessoal, mesmo no começo.</p>
<p>É normal que a <a href="https://blog.egestor.com.br/lucratividade-x-rentabilidade/">lucratividade</a> seja baixa nos primeiros meses. Com produtos de qualidade, preços justos e controle financeiro consistente, o retorno tende a vir com o tempo, seja como renda extra ou como fonte principal.</p>
<p>Importar produtos dos EUA continua sendo um negócio rentável para quem se organiza desde o início: pesquisa o mercado, escolhe bons fornecedores, regulariza a empresa e entende a tributação vigente. Para dar conta do controle financeiro e de estoque nesse processo, <a href="https://www.egestor.com.br/?afl=11" rel="noopener">teste o eGestor gratuitamente</a> e centralize a gestão da sua importadora em um só lugar.</p>
<p><img src="https://blog.egestor.com.br/wp-content/uploads/andy-li-CpsTAUPoScw-unsplash-1.jpg-2000.webp" alt="Importação dos EUA chegando com organização e planejamento prévio" width="2000" height="1333"></p>
<section class="faq"><h2 id="perguntas-frequentes-sobre-como-importar-produtos-dos-eua">Perguntas frequentes sobre como importar produtos dos EUA</h2><div class="faq-lista"><details class="faq-item" open="open"><summary><h3 id="preciso-de-cnpj-para-importar-produtos-dos-eua-e-revender">Preciso de CNPJ para importar produtos dos EUA e revender?</h3></summary><div class="faq-resposta">
<p>Não é uma exigência legal em todos os casos, mas é altamente recomendado. Sem CNPJ, suas encomendas correm mais risco de retenção na alfândega por suspeita de atividade comercial não declarada, além de você não poder emitir nota fiscal para os clientes.</p>
</div></details><details class="faq-item" open="open"><summary><h3 id="quanto-de-imposto-eu-pago-para-importar-dos-estados-unidos">Quanto de imposto eu pago para importar dos Estados Unidos?</h3></summary><div class="faq-resposta">
<p>Depende do valor da compra e do canal usado. Em compras dentro do programa Remessa Conforme, hoje o Imposto de Importação federal é zero até US$ 50 e de 60% (com desconto fixo de US$ 30) entre US$ 50 e US$ 3.000, sempre com ICMS estadual de 17% a 20% adicionado. Para importação comercial formal, a alíquota segue a tabela por NCM do produto.</p>
</div></details><details class="faq-item" open="open"><summary><h3 id="e-preciso-me-habilitar-no-radar-para-importar-pela-remessa">É preciso me habilitar no RADAR para importar pela Remessa Conforme?</h3></summary><div class="faq-resposta">
<p>Não. O RADAR é exigido para importação comercial formal, com despacho aduaneiro próprio via Siscomex. Compras dentro do regime de Remessa Conforme, por courier ou correio, não exigem essa habilitação.</p>
</div></details><details class="faq-item" open="open"><summary><h3 id="vale-mais-a-pena-vender-em-marketplace-ou-montar-um-site">Vale mais a pena vender em marketplace ou montar um site próprio?</h3></summary><div class="faq-resposta">
<p>Marketplaces como o Mercado Livre facilitam o começo por já terem tráfego e sistema de pagamento prontos, mas cobram comissão e limitam a personalização da marca. Um site próprio dá mais controle e margem no longo prazo, porém exige investimento em marketing para gerar tráfego.</p></div></details></div></section>

<p><a href="https://egestor.com.br/?afl=11" rel="noopener"><img src="https://blog.egestor.com.br/wp-content/uploads/Banner-conversao-eGestor-blog.jpg-650.webp" alt="Banner-conversao-eGestor-blog" width="650" height="250"></a></p>]]></content:encoded>
      <enclosure url="https://blog.egestor.com.br/wp-content/uploads/importacao-eua.jpeg" type="image/jpeg" length="114618"/>
    </item>
    <item>
      <title>CNPJ: o que é, como abrir, consultar e o novo formato alfanumérico [2026]</title>
      <link>https://blog.egestor.com.br/cnpj/</link>
      <guid isPermaLink="true">https://blog.egestor.com.br/cnpj/</guid>
      <pubDate>Fri, 12 Jun 2026 15:49:00 -0300</pubDate>
      <dc:creator><![CDATA[Gabrielly Vizzotto Cruz]]></dc:creator>
      <category>Abrir empresa e MEI</category>
      <category>empreendedores</category>
      <description>Consulte um CNPJ grátis, veja como abrir o seu passo a passo e entenda o novo formato alfanumérico de 2026. Guia completo e atualizado.</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>O <strong>CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica)</strong> é o documento que identifica empresas e outras pessoas jurídicas no Brasil — funciona como um "CPF" das organizações. Toda empresa, ONG, igreja, sindicato, condomínio ou associação precisa ter um CNPJ para emitir nota fiscal, abrir conta bancária, contratar fornecedores e operar legalmente. Em 2026, o CNPJ passa pela maior mudança da sua história: a transição para o formato <strong>alfanumérico</strong>, que afeta quem vai abrir empresa nova e os sistemas de gestão de todo o país.</p>
<p>Neste guia atualizado, você vai entender o que é o CNPJ, como funciona a nova estrutura alfanumérica, quem precisa ter, como abrir o seu (passo a passo), como consultar, como tirar o cartão CNPJ, quanto custa, como encerrar e quais são as diferenças entre as situações cadastrais. Tudo com as regras vigentes da Receita Federal.</p>
<h2 id="o-que-e-o-cnpj">O que é o CNPJ?</h2>
<p>O <strong>CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica)</strong> é um número único de identificação atribuído pela Receita Federal a toda pessoa jurídica que atua no Brasil. Está regulamentado pela <strong>Instrução Normativa RFB 2.119/2022</strong> e atualizações posteriores. O cadastro centraliza informações como razão social, atividade econômica, endereço e situação cadastral da empresa.</p>
<p>Tradicionalmente, o número tem 14 dígitos e segue a estrutura: <strong>XX.XXX.XXX/XXXX-XX</strong>. Mas, a partir de 2026, esse formato passa a conviver com a versão alfanumérica — uma mudança histórica que vamos explicar a seguir.</p>
<h2 id="cnpj-alfanumerico-a-grande-mudanca-de-2026">CNPJ alfanumérico: a grande mudança de 2026</h2>
<p>Por causa do esgotamento de combinações no formato tradicional (apenas numérico) e do crescimento contínuo do número de empresas no Brasil, a Receita Federal anunciou a transição para o <strong>CNPJ alfanumérico</strong>. A previsão é que os novos CNPJs emitidos passem a usar letras e números a partir de 2026 — uma mudança que impacta sistemas, notas fiscais, formulários e qualquer ferramenta que valida ou armazena CNPJs.</p>
<h3 id="como-vai-funcionar-o-novo-formato">Como vai funcionar o novo formato?</h3>
<ul>
<li><strong>Tamanho:</strong> mantém os 14 caracteres da estrutura atual.</li>
<li><strong>Composição:</strong> 12 caracteres iniciais podem ser letras (A–Z) ou números (0–9), seguidos por 2 dígitos verificadores numéricos.</li>
<li><strong>Quem é afetado:</strong> apenas <strong>novos CNPJs emitidos</strong> a partir da data de virada. CNPJs existentes <strong>continuam no formato numérico</strong> normalmente — não há migração obrigatória.</li>
<li><strong>Cálculo do dígito verificador:</strong> mantém o algoritmo Módulo 11, mas com adaptações para tratar letras (cada letra vira um valor numérico baseado no código ASCII).</li>
</ul>
<div class="table-wrap"><table>
<thead>
<tr>
<th>Característica</th>
<th>CNPJ atual (numérico)</th>
<th>CNPJ novo (alfanumérico)</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Formato</td>
<td>XX.XXX.XXX/XXXX-XX</td>
<td>XX.XXX.XXX/XXXX-XX</td>
</tr>
<tr>
<td>Caracteres permitidos</td>
<td>Apenas dígitos 0–9</td>
<td>Letras A–Z e dígitos 0–9 (exceto verificadores)</td>
</tr>
<tr>
<td>Dígitos verificadores</td>
<td>Sempre numéricos</td>
<td>Sempre numéricos</td>
</tr>
<tr>
<td>Capacidade</td>
<td>~100 milhões de combinações</td>
<td>Capacidade ampliada em bilhões</td>
</tr>
<tr>
<td>Quem recebe</td>
<td>CNPJs já emitidos (não mudam)</td>
<td>Apenas novas solicitações após julho/2026 (previsão)</td>
</tr>
</tbody>
</table></div>
<p><strong>O que precisa ser atualizado:</strong> sistemas de ERP, softwares de emissão de nota fiscal, e-commerce e qualquer sistema que valide ou armazene CNPJ precisam ser adaptados para aceitar letras nos primeiros 12 caracteres. Se você usa o REDESIM para abertura de empresa, o sistema já está sendo atualizado.</p>
<h3 id="o-que-isso-significa-para-empresas-e-sistemas">O que isso significa para empresas e sistemas?</h3>
<ul>
<li><strong>Empresas existentes:</strong> nenhuma mudança no dia a dia. O CNPJ atual continua valendo.</li>
<li><strong>Empresas novas:</strong> recebem CNPJ alfanumérico a partir da data de virada definida pela Receita.</li>
<li><strong>Sistemas, ERPs e softwares de emissão fiscal:</strong> precisam atualizar campos, máscaras de validação e cálculos de dígito verificador.</li>
<li><strong>Formulários e contratos:</strong> precisam aceitar caracteres alfanuméricos no campo CNPJ.</li>
</ul>
<p><strong>💡</strong> <strong>Dica importante:</strong> antes de aceitar fornecedores ou clientes com CNPJ alfanumérico, valide se seu sistema de emissão de nota fiscal está adaptado. Quem usa plataformas atualizadas (como o <a href="https://www.nfemais.com.br/" rel="noopener">NFe+</a>) recebe a atualização automaticamente — quem ainda mantém sistemas legados pode ter problemas. A data exata da virada e detalhes da implementação devem sempre ser conferidos no site oficial da Receita Federal.</p>
<h2 id="estrutura-do-numero-de-cnpj">Estrutura do número de CNPJ</h2>
<p>O CNPJ não é um número aleatório — cada parte tem um significado específico. Veja a composição:</p>
<div class="table-wrap"><table>
<thead>
<tr>
<th>Parte</th>
<th>Posição</th>
<th>Função</th>
<th>Exemplo</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Raiz</td>
<td>1º ao 8º dígito</td>
<td>Identificação da empresa (mesma para matriz e filiais)</td>
<td>11.222.333</td>
</tr>
<tr>
<td>Ordem</td>
<td>9º ao 12º dígito</td>
<td>Identifica a unidade: 0001 = matriz; 0002, 0003... = filiais</td>
<td>/0001</td>
</tr>
<tr>
<td>Dígitos verificadores</td>
<td>13º e 14º dígito</td>
<td>Valida o número via algoritmo Módulo 11</td>
<td>-55</td>
</tr>
</tbody>
</table></div>
<p>É por isso que matriz e filiais da mesma empresa têm CNPJs "parecidos" (a raiz é igual), mudando apenas os 4 dígitos do meio.</p>
<p><img src="https://blog.egestor.com.br/wp-content/uploads/134.jpg-2000.webp" alt="A imagem mostra um grupo de quatro pessoas sentadas em uma mesa longa, em um ambiente que parece ser um escritório moderno ou espaço de coworking. Cada pessoa está posicionada em frente a um laptop, aparentemente envolvida em trabalho ou estudo. A mesa é decorada com pequenas plantas em vasos, e há opções adicionais de assentos e mais plantas ao fundo, criando uma atmosfera propícia à produtividade. O cenário sugere um ambiente de trabalho colaborativo e aberto." width="2000" height="1333"></p>
<h2 id="para-que-serve-o-cnpj">Para que serve o CNPJ?</h2>
<p>O CNPJ é a identidade da empresa perante a Receita Federal e o resto do mundo. Com ele, a pessoa jurídica pode:</p>
<ul>
<li>Abrir conta bancária PJ;</li>
<li>Emitir <a href="https://blog.egestor.com.br/nota-fiscal-eletronica/">nota fiscal eletrônica</a> (NF-e, NFC-e, NFS-e);</li>
<li>Contratar fornecedores e prestadores de serviço com nota;</li>
<li>Acessar linhas de crédito empresarial e cartão PJ;</li>
<li>Participar de licitações públicas;</li>
<li>Recolher tributos no regime adequado (Simples, Lucro Presumido ou Real);</li>
<li>Registrar funcionários e cumprir obrigações trabalhistas;</li>
<li>Operar máquina de cartão e adquirentes (Cielo, Stone, Rede etc.).</li>
</ul>
<h2 id="quem-precisa-ter-cnpj">Quem precisa ter CNPJ?</h2>
<p>Praticamente toda pessoa jurídica em atividade no Brasil precisa de CNPJ. Inclui:</p>
<ul>
<li>Empresas (de qualquer porte e segmento);</li>
<li><a href="https://blog.egestor.com.br/mei/">MEI (Microempreendedor Individual)</a>;</li>
<li>ONGs e fundações;</li>
<li>Igrejas e templos religiosos;</li>
<li>Sindicatos e associações;</li>
<li>Condomínios edilícios;</li>
<li>Partidos políticos;</li>
<li>Cooperativas;</li>
<li>Cartórios e tabelionatos.</li>
</ul>
<p>Pessoa física comum não precisa de CNPJ — ela é identificada pelo CPF. Mas, se quiser empreender formalmente (mesmo sozinha), o caminho mais simples é abrir um MEI e obter um CNPJ específico para a atividade.</p>
<h2 id="tipos-de-empresa-que-podem-ter-cnpj">Tipos de empresa que podem ter CNPJ</h2>
<p>Antes de abrir um CNPJ, é preciso definir o porte e a natureza jurídica da empresa. Os principais tipos:</p>
<h3 id="por-porte-faturamento">Por porte (faturamento)</h3>
<div class="table-wrap"><table>
<thead>
<tr>
<th>Porte</th>
<th>Limite de faturamento</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td><strong>MEI</strong></td>
<td>Até R$ 81.000/ano</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Microempresa (ME)</strong></td>
<td>Até R$ 360.000/ano</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Empresa de Pequeno Porte (EPP)</strong></td>
<td>De R$ 360.001 a R$ 4.800.000/ano</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Média ou grande empresa</strong></td>
<td>Acima de R$ 4,8 milhões/ano</td>
</tr>
</tbody>
</table></div>
<h3 id="por-natureza-juridica">Por natureza jurídica</h3>
<ul>
<li><strong>Empresário Individual (EI):</strong> uma única pessoa, sem sócios, com responsabilidade ilimitada.</li>
<li><strong>Sociedade Limitada (LTDA):</strong> dois ou mais sócios, com responsabilidade limitada ao capital social.</li>
<li><strong>Sociedade Limitada Unipessoal (SLU):</strong> um único sócio, mas com responsabilidade limitada (substituiu a EIRELI).</li>
<li><strong><a href="https://blog.egestor.com.br/sociedades-anonimas-s-a-o-que-e-e-como-ser/">Sociedade Anônima</a> (S.A.):</strong> capital dividido em ações, geralmente utilizada por empresas maiores.</li>
<li><strong>MEI:</strong> categoria especial para microempreendedores (consulte o Portal do Empreendedor).</li>
</ul>
<h2 id="cnae-o-codigo-da-atividade-do-cnpj">CNAE: o "código da atividade" do CNPJ</h2>
<p>Todo CNPJ tem associado um ou mais códigos <strong><a href="https://blog.egestor.com.br/cnae/">CNAE</a> (Classificação Nacional de Atividades Econômicas)</strong>. O CNAE define qual atividade a empresa exerce e impacta diretamente:</p>
<ul>
<li>Tributação aplicável (anexo do <a href="https://blog.egestor.com.br/simples-nacional/">Simples Nacional</a>, alíquotas, ISS municipal);</li>
<li>Possibilidade de ser MEI ou não (algumas atividades não são permitidas);</li>
<li>Exigências legais específicas (vigilância sanitária, alvarás, regulamentações setoriais).</li>
</ul>
<p>Toda empresa tem uma atividade <strong>principal</strong> e pode ter várias <strong>secundárias</strong>. Escolher os CNAEs corretos é uma decisão estratégica — vale conversar com o contador antes de abrir o CNPJ.</p>
<h2 id="como-abrir-um-cnpj-passo-a-passo">Como abrir um CNPJ: passo a passo</h2>
<p>Abrir um CNPJ pode ser simples (caso do MEI, em poucos minutos) ou levar de 5 a 30 dias (sociedades). O processo padrão:</p>
<ol>
<li><strong>Defina a estrutura:</strong> porte (MEI, ME, EPP), natureza jurídica (EI, LTDA, SLU, S.A.) e regime tributário (<a href="https://blog.egestor.com.br/optante-pelo-simples-nacional-o-que-voce-precisa-saber/">Simples Nacional</a>, Lucro Presumido ou Real);</li>
<li><strong>Escolha os CNAEs:</strong> defina a atividade principal e secundárias, com apoio de um contador;</li>
<li><strong>Faça a consulta de viabilidade:</strong> a prefeitura confirma se a atividade pode ser exercida no endereço escolhido;</li>
<li><strong>Elabore o contrato social</strong> (ou requerimento de empresário, no caso de EI) com cláusulas sobre objeto social, capital social, sócios, sede e regras internas;</li>
<li><strong>Registre na Junta Comercial</strong> (atividades comerciais) ou no <strong>Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas</strong> (atividades exclusivamente intelectuais ou ONGs);</li>
<li><strong>Solicite o CNPJ junto à Receita Federal:</strong> hoje o processo é integrado via REDESIM e quase sempre acontece automaticamente após o registro na Junta;</li>
<li><strong>Inscreva-se na prefeitura</strong> (Inscrição Municipal) e, se aplicável, na <strong>Sefaz Estadual</strong> (Inscrição Estadual, para quem vende mercadoria);</li>
<li><strong>Solicite o alvará de funcionamento</strong> da prefeitura;</li>
<li><strong>Faça a opção pelo regime tributário</strong> (Simples, Presumido ou Real) — janela específica em janeiro de cada ano para o Simples.</li>
</ol>
<p>Para MEIs, todo o processo é gratuito e online no Portal do Empreendedor — não precisa de contador, dura cerca de 15 minutos e o CNPJ sai na hora.</p>
<h2 id="cnpj-mei-como-funciona-em-2026">CNPJ MEI: como funciona em 2026</h2>
<p>O <strong>MEI (Microempreendedor Individual)</strong> também recebe um CNPJ ao se formalizar. O processo é totalmente online, gratuito e leva menos de 10 minutos pelo <a href="https://blog.egestor.com.br/portal-do-empreendedor/">Portal do Empreendedor</a>. Entre os tipos de empresa, o MEI merece atenção especial pela simplicidade do processo — veja como funciona em detalhes.</p>
<h3 id="como-abrir-cnpj-mei-passo-a-passo-2026">Como abrir CNPJ MEI: passo a passo 2026</h3>
<h4><strong>Passo 1 — Acesse o Portal do Empreendedor</strong></h4>
<p>Entre em <strong><a href="https://gov.br/mei" rel="noopener">gov.br/mei</a></strong> e clique em "Quero ser MEI". Você precisará de conta gov.br nível prata ou ouro (com validação facial pelo app gov.br).</p>
<h4><strong>Passo 2 — Preencha os dados cadastrais</strong></h4>
<p>Informe CPF, dados pessoais, endereço da empresa (pode ser residencial), selecione a(s) atividade(s) permitidas para MEI e escolha o tipo de empresa (EI — Empresário Individual, que é o padrão para MEI).</p>
<h4><strong>Passo 3 — Confirme e receba o CNPJ</strong></h4>
<p>Após confirmar os dados, o sistema gera o CNPJ e o Certificado MEI imediatamente. O CNPJ já estará ativo e você poderá emitir o Cartão CNPJ na hora.</p>
<p>Para mais detalhes, acesse - <a href="https://blog.egestor.com.br/portal-do-empreendedor/">Como abrir um CNPJ MEI</a>.</p>
<h3 id="limites-e-obrigacoes-do-cnpj-mei">Limites e obrigações do CNPJ MEI</h3>
<div class="table-wrap"><table>
<thead>
<tr>
<th>Item</th>
<th>Regra MEI 2026</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Faturamento anual máximo</td>
<td>R$ 81.000 (MEI comum) / R$ 251.600 (MEI Caminhoneiro)</td>
</tr>
<tr>
<td>Funcionários</td>
<td>Máximo 1 empregado com salário mínimo ou piso da categoria</td>
</tr>
<tr>
<td>Pagamento mensal</td>
<td><a href="https://blog.egestor.com.br/das-mei/">DAS-MEI</a>: R$ 81,05 (INSS) + R$ 1,00 (ICMS) ou R$ 5,00 (ISS) - sujeito a reajuste anual</td>
</tr>
<tr>
<td>Declaração anual</td>
<td><a href="https://blog.egestor.com.br/dasn-simei/">DASN-SIMEI</a> até 31 de maio de cada ano</td>
</tr>
<tr>
<td>Emissão de NF</td>
<td>Obrigatória para vendas a outras empresas (B2B)</td>
</tr>
</tbody>
</table></div>
<p>Para atualizar dados, atividades ou endereço do MEI sem precisar fechar e abrir um novo CNPJ, acesse <a href="https://blog.egestor.com.br/alteracao-mei/">como fazer a alteração MEI</a> pelo Portal do Empreendedor.</p>
<h2 id="como-abrir-um-cnpj-para-outros-tipos-de-empresa">Como abrir um CNPJ para outros tipos de empresa</h2>
<p>Para empresas além do MEI (ME, EPP, LTDA, S.A., SLU etc.), o processo de abertura de CNPJ é mais estruturado e passa pelo <a href="https://blog.egestor.com.br/redesim/">REDESIM</a>. Veja como funciona:</p>
<h3 id="passo-a-passo-para-abrir-cnpj-nao-mei">Passo a passo para abrir CNPJ (não-MEI)</h3>
<h4><strong>Passo 1 — Defina o tipo jurídico</strong></h4>
<p>Escolha entre os <a href="https://blog.egestor.com.br/tipos-de-empresas/">tipos de empresa disponíveis no Brasil</a>: EI, SLU, LTDA, S.A., entre outros. Cada um tem regras de responsabilidade, tributação e exigências diferentes. Consulte um contador nesta etapa.</p>
<h4><strong>Passo 2 — Faça a consulta de viabilidade</strong></h4>
<p>Acesse o <a href="https://www.gov.br/pt-br/servicos" rel="noopener">Portal de Serviços do Governo Federal</a> e realize a consulta de viabilidade do nome empresarial e do endereço escolhido. Essa etapa verifica se o nome desejado já está em uso e se o endereço permite o tipo de atividade planejada.</p>
<h4><strong>Passo 3 — Elabore o contrato social ou requerimento</strong></h4>
<p>Para sociedades (LTDA, S.A.), é necessário redigir o contrato social com cláusulas obrigatórias: razão social, endereço, objeto social, capital social, qualificação dos sócios e regras de administração. Para empresário individual (EI/SLU), basta o requerimento de empresário.</p>
<h4><strong>Passo 4 — Registre na Junta Comercial ou Cartório</strong></h4>
<p>Protocole o contrato social na Junta Comercial do seu estado (para atividades comerciais) ou no Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas (para associações, ONGs e sociedades simples). O prazo médio é de 3 a 7 dias úteis.</p>
<h4><strong>Passo 5 — Solicite o CNPJ pelo REDESIM</strong></h4>
<p>Após o registro, o CNPJ é emitido automaticamente pelo REDESIM na maioria dos estados. Em alguns estados, o número já é gerado antes mesmo do registro, como parte do processo integrado.</p>
<h4><strong>Passo 6 — Obtenha Inscrição Estadual e Municipal</strong></h4>
<p>Dependendo da atividade, você precisará de inscrição estadual (para ICMS) e/ou alvará de funcionamento municipal (ISS). Para um guia detalhado, veja <a href="https://blog.egestor.com.br/como-abrir-uma-empresa/">como abrir uma empresa passo a passo</a>.</p>
<h2 id="contrato-social-o-documento-mais-importante-do-cnpj">Contrato social: o documento mais importante do CNPJ</h2>
<p>O <strong>contrato social</strong> é o documento que dá origem à empresa e regula sua existência. Ele precisa estar bem feito porque define direitos, deveres e regras de funcionamento — qualquer mudança depois exige alteração contratual com novo registro na Junta Comercial. Deve conter, no mínimo:</p>
<ul>
<li><strong>Razão social e nome fantasia</strong> da empresa;</li>
<li><strong>Endereço da sede</strong> (e filiais, se houver);</li>
<li><strong>Objeto social:</strong> descrição da atividade que a empresa vai exercer (ligado aos CNAEs);</li>
<li><strong>Capital social:</strong> valor investido pelos sócios e como está dividido;</li>
<li><strong>Qualificação dos sócios:</strong> nome, CPF, endereço, estado civil, profissão;</li>
<li><strong>Distribuição de quotas</strong> e participação de cada sócio;</li>
<li><strong>Administração:</strong> quem responde pela empresa e como são tomadas as decisões;</li>
<li><strong>Regras de retirada, falecimento, dissolução</strong>.</li>
</ul>
<p>Para empresário individual (EI) e MEI, não existe contrato social — o equivalente é o "requerimento de empresário" ou o registro automático no Portal do Empreendedor.</p>
<p><img src="https://blog.egestor.com.br/wp-content/uploads/124-2.jpg-2000.webp" alt="A imagem retrata um grupo de pessoas sentadas ao redor de uma mesa em um ambiente descontraído, que parece ser um espaço para refeições ou reuniões. O cenário sugere um espaço moderno, possivelmente urbano, com um design de interiores que inclui prateleiras expostas e uma variedade de garrafas e itens decorativos." width="2000" height="1125"></p>
<h2 id="quanto-custa-abrir-um-cnpj">Quanto custa abrir um CNPJ?</h2>
<p>Depende do porte e da natureza jurídica:</p>
<div class="table-wrap"><table>
<thead>
<tr>
<th>Tipo de empresa</th>
<th>Custo estimado</th>
<th>Observação</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>MEI</td>
<td>Gratuito</td>
<td>100% online, sem taxas</td>
</tr>
<tr>
<td>EI / SLU</td>
<td>R$ 300 – R$ 800</td>
<td>Taxas da Junta Comercial + eventual honorário contábil</td>
</tr>
<tr>
<td>LTDA / ME / EPP</td>
<td>R$ 600 – R$ 2.500</td>
<td>Varia por estado e número de sócios.</td>
</tr>
<tr>
<td>S.A.</td>
<td>R$ 5.000 – R$ 15.000+</td>
<td>Custos maiores por causa de exigências como auditoria, publicações em diário oficial e estrutura mais complexa.</td>
</tr>
</tbody>
</table></div>
<p>Some também os custos recorrentes: contador (R$ 200 a R$ 800/mês para Simples Nacional), DAS, taxas municipais anuais e gastos com sistema emissor de notas. Em 2026, vale incluir o investimento em sistemas atualizados para o CNPJ alfanumérico e para a <a href="https://blog.egestor.com.br/impostos-federais-estaduais-e-municipais/">Reforma Tributária</a>.</p>
<h2 id="como-consultar-um-cnpj-gratis-passo-a-passo">Como consultar um CNPJ grátis: passo a passo</h2>
<p>A consulta de CNPJ é gratuita e pode ser feita em poucos cliques. As formas principais:</p>
<h3 id="metodo-1-site-oficial-da-receita-federal">Método 1: Site oficial da Receita Federal</h3>
<p>É a fonte mais completa e confiável. Acesse o <a href="https://www.receita.fazenda.gov.br" rel="noopener">site da Receita Federal</a> ou diretamente o <a href="https://servicos.receita.fazenda.gov.br/servicos/cnpjreva/cnpjreva_solicitacao.asp" rel="noopener">Comprovante de Inscrição e Situação Cadastral</a>.</p>
<h4><strong>Passo 1 — Acesse o portal da Receita Federal</strong></h4>
<p>Entre em <strong><a href="https://www.receita.fazenda.gov.br" rel="noopener">receita.fazenda.gov.br</a></strong> → clique em "Consultas" no menu principal → selecione "CNPJ" → clique em "Consultar CNPJ". Você será direcionado para a página do Comprovante de Inscrição e Situação Cadastral.</p>
<p><a href="https://www.gov.br/pt-br/servicos/consultar-cadastro-nacional-de-pessoas-juridicas" rel="noopener"><img src="https://blog.egestor.com.br/wp-content/uploads/consulta-cnpj.png-1200.webp" alt="consulta cnpj iniciar" width="1200" height="325"></a></p>
<h4><strong>Passo 2 — Digite o CNPJ e resolva o captcha</strong></h4>
<p>No campo "CNPJ", informe os 14 dígitos do CNPJ (com ou sem pontuação — o sistema aceita os dois formatos). Em seguida, preencha o código de segurança (captcha) exibido na imagem e clique em "Consultar".</p>
<p><img src="https://blog.egestor.com.br/wp-content/uploads/pesquisa-cnpj.png-1200.webp" alt="consulta cnpj" width="1200" height="325"></p>
<h4><strong>Passo 3 — Leia o Comprovante de Situação Cadastral</strong></h4>
<p>O resultado traz um PDF com as informações cadastrais completas da empresa: razão social, nome fantasia, data de abertura, natureza jurídica, situação cadastral, atividade econômica principal (CNAE), endereço e Quadro de Sócios e Administradores (QSA). Você pode salvar ou imprimir o comprovante.</p>
<p><img src="https://blog.egestor.com.br/wp-content/uploads/resultado-pesquisa-cnpj-1.png" alt="resultado pesquisa cnpj" width="366" height="460"></p>
<h4><strong>Passo 4 — Interprete a situação cadastral</strong></h4>
<p>O campo "Situação Cadastral" mostrará um dos cinco status possíveis (Ativa, Suspensa, Inapta, Baixada ou Nula). Veja o significado de cada um na seção abaixo.</p>
<h3 id="metodo-2-portal-e-cac-receita-federal">Método 2: Portal e-CAC (Receita Federal)</h3>
<p>Para informações fiscais mais detalhadas do seu próprio CNPJ (pendências, declarações, certidões), <a href="https://cav.receita.fazenda.gov.br/autenticacao/login" rel="noopener">acesse o e-CAC</a> (Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte). É necessário login com conta gov.br nível prata ou ouro, ou certificado digital.</p>
<p>No <strong><a href="https://blog.egestor.com.br/e-cac/">e-CAC</a></strong> você <strong>consegue</strong>: emitir certidões negativas, verificar pendências fiscais, acompanhar processos administrativos, consultar declarações entregues e atualizar dados cadastrais.</p>
<p><img src="https://blog.egestor.com.br/wp-content/uploads/consulta-pelo-e-cac.png-1354.webp" alt="consulta cnpj e-CAC" width="1354" height="431"></p>
<h3 id="metodo-3-redesim">Método 3: REDESIM</h3>
<p>O <a href="https://blog.egestor.com.br/redesim/">REDESIM (Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização)</a> também permite consultar CNPJs e verificar o status de abertura ou alteração de empresas. É especialmente útil para empreendedores que estão no processo de regularização.</p>
<p><img src="https://blog.egestor.com.br/wp-content/uploads/image-267.png-1073.webp" alt="Emissão de Comprovante de Inscrição e de Situação cadastral REDESIM" width="1073" height="510"></p>
<h3 id="metodo-4-ferramentas-e-apis-privadas">Método 4: Ferramentas e APIs privadas</h3>
<p>Para consultas em volume (como verificar múltiplos fornecedores) existem APIs públicas gratuitas como <strong><a href="https://receitaws.com.br/" rel="noopener">receitaws.com.br</a></strong> e ferramentas de portais como <a href="https://empresas.serasaexperian.com.br/pme/Pre/consulta-empresas?utm_channel=c07&amp;utm_bu=pme&amp;utm_source=google&amp;utm_medium=search&amp;utm_campaign=pme_marca_ds-serasa-experian_conv_search&amp;utm_term=ds-serasa-experian_compra_kw_nac_serasa-consulta&amp;utm_content=pe001171_ds-serasa-experian_compra_kw_txt-c_10-11-2025&amp;gad_source=1&amp;gad_campaignid=22041611033&amp;gbraid=0AAAAAD2r3WvcORDtWN9IhPMgkTRG5W8Rt&amp;gclid=CjwKCAjw2rrQBhBuEiwAarLWHaQrgpIbKf9pqRr_JpWjL71_qiH1ojeSuGqFz6Cb4oEEWiXVNwek-hoC4oEQAvD_BwE" rel="noopener">Serasa Experian</a> e <a href="https://casadosdados.com.br/" rel="noopener">Casa dos Dados</a>. Essas plataformas retornam os dados da Receita Federal em formato estruturado (JSON), ideal para integração com sistemas.</p>
<h2 id="cartao-cnpj-o-que-e-e-como-tirar">Cartão CNPJ: o que é e como tirar?</h2>
<p>O <strong>Cartão CNPJ</strong> é o comprovante oficial de inscrição da empresa no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica, emitido pela Receita Federal em formato PDF. Ele é exigido em diversas situações: abertura de conta bancária empresarial, participação em licitações, emissão de certificado digital, cadastro em fornecedores e prestação de serviços públicos.</p>
<p><strong>Como emitir o Cartão CNPJ gratuitamente:</strong></p>
<ol>
<li>Acesse <strong>receita.fazenda.gov.br</strong>;</li>
<li>Vá em Consultas → CNPJ → Comprovante de Inscrição e Situação Cadastral;</li>
<li>Digite o CNPJ e o código de segurança;</li>
<li>Clique em "Emitir Comprovante" — o PDF gerado é o Cartão CNPJ oficial;</li>
<li>Salve ou imprima o documento.</li>
</ol>
<p>O Cartão CNPJ não tem validade — mas é recomendável emitir uma versão recente sempre que for exigido, pois os dados (endereço, situação cadastral) podem ter mudado.</p>
<p>🧾 Clique em: <a href="https://cartaocnpj.egestor.com.br/?afl=11" rel="noopener">Cartão CNP</a> e emita <strong>gratuitamente</strong> com todos os <strong>dados</strong> da sua <strong>empresa</strong> em <strong>PDF</strong>.</p>
<h2 id="situacao-cadastral-o-que-cada-status-significa">Situação cadastral: o que cada status significa?</h2>
<p>A situação cadastral é o campo mais importante ao consultar um CNPJ. Ela indica o estado atual do registro da empresa perante a Receita Federal. Existem <strong>cinco situações possíveis</strong>:</p>
<div class="table-wrap"><table>
<thead>
<tr>
<th>Situação</th>
<th>Significado</th>
<th>Pode operar?</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td><strong>Ativa</strong></td>
<td>Empresa regular, sem pendências cadastrais na Receita Federal</td>
<td>Sim</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Suspensa</strong></td>
<td>Atividade temporariamente interrompida, geralmente por solicitação da própria empresa. Pode ser declarada pela Receita Federal também.</td>
<td>Limitado</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Inapta</strong></td>
<td>Empresa omitiu obrigações acessórias por dois ou mais exercícios ou não foi localizada no endereço cadastrado</td>
<td>Não regularmente</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Baixada</strong></td>
<td>CNPJ encerrado formalmente — empresa fechada</td>
<td>Não</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Nula</strong></td>
<td>Registro anulado por uso fraudulento ou atividade ilícita detectada pela Receita Federal</td>
<td>Não</td>
</tr>
</tbody>
</table></div>
<h3 id="cnpj-ativo-o-que-garante">CNPJ Ativo: o que garante?</h3>
<p>Um CNPJ com situação "Ativa" significa que a empresa está regularmente inscrita na Receita Federal.</p>
<p><strong>Atenção:</strong> CNPJ ativo na Receita Federal não garante que a empresa está em dia com todos os tributos, Previdência Social ou obrigações trabalhistas. Para verificar regularidade fiscal completa, solicite a <a href="https://cav.receita.fazenda.gov.br/autenticacao/login" rel="noopener">Certidão Negativa de Débitos</a> (CND) no e-CAC.</p>
<h3 id="cnpj-inativo-o-que-fazer">CNPJ inativo: o que fazer?</h3>
<p>Um CNPJ é considerado inativo quando a empresa não realiza qualquer atividade econômica e não tem nenhum movimento financeiro. Mesmo sem movimentação, as obrigações acessórias continuam — e a omissão pode levar à declaração de inaptidão pela Receita Federal.</p>
<p><strong>Se você tem um CNPJ inativo, tem duas opções:</strong></p>
<ul>
<li><strong>Reativar:</strong> ponha as declarações em dia (PGDAS-D, DEFIS ou outras, conforme o regime tributário), quite eventuais débitos e retome as atividades. O CNPJ continuará com o mesmo número.</li>
<li><strong>Baixar (encerrar):</strong> se não pretende usar mais o CNPJ, solicite a baixa voluntária para evitar acúmulo de multas por omissão de declarações futuras.</li>
</ul>
<p><strong>Atenção:</strong> CNPJs do Simples Nacional com ausência de declarações por 2 anos consecutivos podem ser excluídos automaticamente do regime. CNPJs sem qualquer atividade por 3 anos estão sujeitos à baixa de ofício (administrativa) pela Receita Federal.</p>
<h3 id="cnpj-baixado-como-reabrir">CNPJ Baixado: como reabrir?</h3>
<p>Um CNPJ baixado não pode ser reativado — o número é permanentemente encerrado. Se quiser retomar as atividades, é preciso abrir um novo CNPJ com um número diferente. A exceção são casos em que a baixa foi administrativa (feita pela Receita Federal sem solicitação da empresa), onde pode ser possível contestar.</p>
<h3 id="cnpj-inapto-como-regularizar">CNPJ Inapto: como regularizar?</h3>
<p>A inaptidão é declarada pela Receita Federal quando a empresa deixa de entregar declarações por dois ou mais anos consecutivos ou não é encontrada no endereço registrado. Para regularizar:</p>
<ol>
<li>Identifique as obrigações em atraso (DEFIS, PGDAS, ECF, ECD etc.) no e-CAC;</li>
<li>Entregue todas as declarações omissas;</li>
<li>Quite os débitos ou parcele via PGFN ou programas de parcelamento disponíveis no e-CAC.;</li>
<li>Solicite a regularização cadastral diretamente na Receita Federal.</li>
</ol>
<h2 id="como-encerrar-baixar-um-cnpj">Como encerrar (baixar) um CNPJ?</h2>
<p>Encerrar um CNPJ é tão importante quanto abrir — empresa inativa que não foi baixada continua gerando obrigações fiscais e pode acumular multas. As opções:</p>
<h3 id="encerrar-cnpj-mei">Encerrar CNPJ MEI</h3>
<p>Acesse o Portal do Empreendedor, escolha "Baixa de MEI" e siga as instruções. O processo é gratuito, online e leva cerca de 5 minutos. Importante: a DASN-SIMEI do ano da baixa precisa ser entregue dentro do prazo para evitar multas.</p>
<h3 id="encerrar-cnpj-me-epp-e-demais-empresas">Encerrar CNPJ ME, EPP e demais empresas</h3>
<ol>
<li>Quitar todos os tributos e obrigações pendentes (federal, estadual, municipal, INSS, FGTS);</li>
<li>Elaborar distrato social ou ata de dissolução (em caso de sociedade);</li>
<li>Solicitar a baixa na Junta Comercial;</li>
<li>Solicitar baixa na Receita Federal (geralmente integrado via REDESIM);</li>
<li>Cancelar inscrições estadual e municipal.</li>
</ol>
<p>Existe também a <strong>baixa de ofício</strong>: se o CNPJ ficar inativo por 3 anos consecutivos sem entregar declarações, a Receita pode baixar automaticamente — mas isso não livra o empresário das pendências acumuladas.</p>
<h3 id="como-solicitar-a-baixa-voluntaria-do-cnpj">Como solicitar a baixa voluntária do CNPJ</h3>
<p><strong>Para MEI:</strong> acesse o <a href="https://www.gov.br/empresas-e-negocios/pt-br/empreendedor" rel="noopener">Portal do Empreendedor</a>, faça login com conta gov.br, selecione "Já sou MEI" → "Baixa de MEI". O processo é online, gratuito e leva menos de 5 minutos. O CNPJ é baixado imediatamente.</p>
<p><strong>Para outras empresas:</strong></p>
<ol>
<li>Quite todos os débitos tributários ou obtenha certidões de regularidade;</li>
<li>Entregue todas as declarações em aberto (DEFIS, ECF, ECD etc.);</li>
<li>Registre a dissolução na Junta Comercial (distrato social ou ata de dissolução);</li>
<li>Solicite a baixa do CNPJ na Receita Federal via e-CAC ou presencialmente;</li>
<li>Cancele inscrições estaduais e municipais junto aos órgãos competentes.</li>
</ol>
<h2 id="cnpj-matriz-e-filial-qual-a-diferenca">CNPJ matriz e filial: qual a diferença?</h2>
<p>Uma empresa pode ter múltiplos CNPJs — um para a matriz e um para cada filial. Todos compartilham a mesma raiz (primeiros 8 dígitos), mas diferem na parte de ordem:</p>
<ul>
<li><strong>Matriz:</strong> sempre termina em <code>/0001-XX</code> — é o CNPJ principal da empresa.</li>
<li><strong>Filiais:</strong> terminam em <code>/0002-XX</code>, <code>/0003-XX</code> etc. — cada estabelecimento tem seu próprio CNPJ.</li>
</ul>
<p>Cada CNPJ (matriz ou filial) tem sua situação cadastral independente, pode ter endereço e CNAEs diferentes, e emite notas fiscais separadamente. A centralização do recolhimento tributário depende do regime (no Simples Nacional, o DAS consolida toda a empresa; no Lucro Presumido, cada estabelecimento pode ter obrigações próprias).</p>
<h2 id="cnpj-cpf-principais-diferencas">CNPJ × CPF: principais diferenças</h2>
<div class="table-wrap"><table>
<thead>
<tr>
<th>Aspecto</th>
<th>CPF</th>
<th>CNPJ</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td><strong>Para quem</strong></td>
<td>Pessoa física</td>
<td>Pessoa jurídica</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Tamanho</strong></td>
<td>11 dígitos numéricos</td>
<td>14 caracteres (numéricos hoje, alfanuméricos a partir de 2026)</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Emissor</strong></td>
<td>Receita Federal</td>
<td>Receita Federal</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Tributação</strong></td>
<td>IRPF (imposto de renda pessoa física)</td>
<td>IRPJ + tributos do regime escolhido</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Obrigações</strong></td>
<td>Declaração anual (quem tem obrigatoriedade)</td>
<td>DAS, DEFIS, ECD, ECF, EFD, conforme regime</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Pode ter funcionários?</strong></td>
<td>Não diretamente (só com CNPJ aberto)</td>
<td>Sim, com obrigações trabalhistas</td>
</tr>
</tbody>
</table></div>
<h2 id="qsa-quadro-de-socios-e-administradores">QSA: Quadro de Sócios e Administradores</h2>
<p>O <strong>QSA (Quadro de Sócios e Administradores)</strong> é a parte do CNPJ que lista todas as pessoas — físicas ou jurídicas — que fazem parte da sociedade ou administração de uma empresa. É informação pública, acessível a qualquer pessoa na consulta do CNPJ.</p>
<h3 id="o-que-o-qsa-informa">O que o QSA informa?</h3>
<ul>
<li>Nome completo ou razão social de cada sócio;</li>
<li>CPF (parcialmente mascarado) ou CNPJ do sócio pessoa jurídica;</li>
<li>Qualificação do sócio (sócio-administrador, <a href="https://blog.egestor.com.br/tipos-de-socios-proprietario-administrador-ou-quotista/">sócio quotista</a>, administrador não sócio etc.);</li>
<li>Data de entrada na sociedade;</li>
<li>Percentual de participação (em alguns casos).</li>
</ul>
<h3 id="para-que-serve-consultar-o-qsa">Para que serve consultar o QSA?</h3>
<p>Consultar o QSA antes de fechar negócio com uma empresa é uma boa prática de gestão de risco. Permite verificar: se os sócios declarados são os mesmos com quem você está negociando, se há histórico de empresas problemáticas relacionadas aos sócios, e se a empresa tem a estrutura societária adequada para o contrato em questão.</p>
<h3 id="como-consultar-o-qsa">Como consultar o QSA?</h3>
<p>O QSA aparece automaticamente no Comprovante de Inscrição e Situação Cadastral ao consultar o CNPJ no site da Receita Federal. Basta seguir os mesmos passos da consulta de CNPJ descritos acima — o QSA estará na seção inferior do comprovante em PDF.</p>
<h2 id="conclusao">Conclusão</h2>
<p>O <strong>CNPJ</strong> é a porta de entrada para toda atividade empresarial formal no Brasil — sem ele, a empresa não existe legalmente. Em 2026, com a transição para o formato alfanumérico e as primeiras mudanças da Reforma Tributária, é mais importante do que nunca manter as informações cadastrais atualizadas, escolher os CNAEs corretos e contar com sistemas preparados para o novo cenário.</p>
<p>Depois de abrir o CNPJ, o desafio é manter a empresa em ordem: emissão de notas fiscais, controle de <a href="https://blog.egestor.com.br/faturamento/">faturamento</a>, fluxo de caixa, gestão de estoque e cumprimento das obrigações fiscais. Um sistema integrado como o <a href="https://egestor.com.br/?afl=11" rel="noopener">eGestor</a> consolida tudo em um só lugar — pensado para a realidade do micro e pequeno empresário brasileiro.</p>
<p><img src="https://blog.egestor.com.br/wp-content/uploads/Banner-conversao-eGestor-blog.jpg-650.webp" alt="Banner-conversao-eGestor-blog" width="650" height="250"></p>
<section class="faq"><h2 id="perguntas-frequentes-sobre-cnpj">Perguntas frequentes sobre CNPJ</h2><div class="faq-lista"><details class="faq-item" open="open"><summary><h3 id="o-que-e-o-cnpj-2">O que é o CNPJ?</h3></summary><div class="faq-resposta">
<p>CNPJ é a sigla de <strong>Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica</strong>, um número de identificação único atribuído pela Receita Federal a empresas e outras pessoas jurídicas no Brasil. Funciona como um "CPF" das organizações.</p>
</div></details><details class="faq-item" open="open"><summary><h3 id="como-abrir-um-cnpj">Como abrir um CNPJ?</h3></summary><div class="faq-resposta">
<p>Para MEI, basta acessar o <a href="https://www.gov.br/empresas-e-negocios/pt-br/empreendedor" rel="noopener">Portal do Empreendedor</a> — processo gratuito, online e instantâneo. Para outros tipos de empresa, é necessário definir natureza jurídica, elaborar contrato social, registrar na Junta Comercial e solicitar a inscrição na Receita Federal (geralmente integrado via REDESIM). O processo costuma levar de 5 a 30 dias.</p>
</div></details><details class="faq-item" open="open"><summary><h3 id="como-consultar-um-cnpj-gratuitamente">Como consultar um CNPJ gratuitamente?</h3></summary><div class="faq-resposta">
<p>Acesse receita.fazenda.gov.br → Consultas → CNPJ → Comprovante de Inscrição e Situação Cadastral. Digite o CNPJ, preencha o captcha e clique em Consultar. O resultado é imediato e gratuito.</p>
</div></details><details class="faq-item" open="open"><summary><h3 id="o-que-muda-com-o-cnpj-alfanumerico-em-2026">O que muda com o CNPJ alfanumérico em 2026?</h3></summary><div class="faq-resposta">
<p>A partir de julho de 2026 (sujeito a confirmação oficial), novos CNPJs passarão a conter letras (A–Z) nos 12 primeiros caracteres. CNPJs já existentes não mudam. Sistemas, ERPs e formulários precisam ser atualizados para aceitar o novo formato.</p>
</div></details><details class="faq-item" open="open"><summary><h3 id="mei-e-obrigado-a-emitir-nota-fiscal">MEI é obrigado a emitir nota fiscal?</h3></summary><div class="faq-resposta">
<p>Sim. O MEI é obrigado a emitir nota fiscal quando vende para outras empresas (CNPJ). Já nas vendas para pessoa física (consumidor final), a emissão normalmente não é obrigatória, mas pode ser feita caso o cliente solicite.
O tipo de nota fiscal depende da atividade exercida:</p>
<ul>
<li><strong>NF-e ou NFC-e:</strong> para venda de mercadorias;
<strong>- NFS-e:</strong> para prestação de serviços.
Além disso, em alguns estados, o MEI já é obrigado a emitir nota fiscal eletrônica mesmo em determinadas vendas para consumidor final.</li>
</ul>
</div></details><details class="faq-item" open="open"><summary><h3 id="quanto-tempo-leva-para-abrir-um-cnpj">Quanto tempo leva para abrir um CNPJ?</h3></summary><div class="faq-resposta">
<p>MEI: poucos minutos, online. ME/EPP: entre 5 e 30 dias, dependendo do estado e da prefeitura. Sociedade Anônima: pode levar 30 a 60 dias por causa das formalidades adicionais.</p>
</div></details><details class="faq-item" open="open"><summary><h3 id="posso-ter-mais-de-um-cnpj">Posso ter mais de um CNPJ?</h3></summary><div class="faq-resposta">
<p>Sim. Uma pessoa pode ser sócia ou titular de várias empresas, cada uma com CNPJ próprio. <strong>Restrição importante:</strong> quem é MEI não pode ser sócio, titular ou administrador de outra empresa simultaneamente — é mutuamente exclusivo.</p>
</div></details><details class="faq-item" open="open"><summary><h3 id="como-saber-se-um-cnpj-e-ativo">Como saber se um CNPJ é ativo?</h3></summary><div class="faq-resposta">
<p>Faça a consulta no site da Receita Federal. O cartão CNPJ mostra o campo "Situação Cadastral" — se estiver "Ativa", a empresa está regular. Outros status (Suspensa, Inapta, Baixada, Nula) indicam algum problema ou encerramento.</p>
</div></details><details class="faq-item" open="open"><summary><h3 id="qual-a-diferenca-entre-cnpj-matriz-e-filial">Qual a diferença entre CNPJ matriz e filial?</h3></summary><div class="faq-resposta">
<p>Matriz e filiais compartilham os 8 primeiros dígitos do CNPJ (a "raiz"). O que muda são os 4 dígitos do meio: matriz é sempre 0001, filiais são 0002, 0003 e por aí vai. Cada filial tem seu próprio CNPJ completo, mas todas pertencem à mesma pessoa jurídica.</p>
</div></details><details class="faq-item" open="open"><summary><h3 id="o-que-significa-cnpj-inapto">O que significa CNPJ inapto?</h3></summary><div class="faq-resposta">
<p>CNPJ inapto significa que a empresa omitiu declarações fiscais por dois ou mais anos consecutivos, ou não foi localizada no endereço cadastrado. Para regularizar, é necessário entregar as declarações em atraso e quitar os débitos junto à Receita Federal.</p>
</div></details><details class="faq-item" open="open"><summary><h3 id="como-emitir-o-cartao-cnpj">Como emitir o Cartão CNPJ?</h3></summary><div class="faq-resposta">
<p>Acesse receita.fazenda.gov.br, vá em Comprovante de Inscrição e Situação Cadastral, digite o CNPJ e o captcha, e clique em "Emitir Comprovante". O PDF gerado é o Cartão CNPJ oficial. O processo é gratuito e não requer login.</p>
</div></details><details class="faq-item" open="open"><summary><h3 id="cnpj-baixado-pode-ser-reativado">CNPJ baixado pode ser reativado?</h3></summary><div class="faq-resposta">
<p>Não. Um CNPJ baixado é definitivamente encerrado e não pode ser reativado. Para retomar atividades, é necessário abrir um novo CNPJ com um número novo. Exceção: CNPJs baixados de ofício (pela Receita Federal sem solicitação da empresa) podem ser contestados administrativamente.</p>
</div></details><details class="faq-item" open="open"><summary><h3 id="como-consultar-o-qsa-de-uma-empresa">Como consultar o QSA de uma empresa?</h3></summary><div class="faq-resposta">
<p>O QSA (Quadro de Sócios e Administradores) aparece automaticamente ao consultar o CNPJ no site da Receita Federal. Não é necessário nenhum login ou cadastro — é informação pública. Consta no Comprovante de Inscrição e Situação Cadastral, na seção inferior do documento.</p></div></details></div></section>
]]></content:encoded>
      <enclosure url="https://blog.egestor.com.br/wp-content/uploads/49.png" type="image/png" length="293841"/>
    </item>
    <item>
      <title>Portal do Empreendedor MEI: como acessar, abrir CNPJ e usar &quot;Já sou MEI&quot; em 2026</title>
      <link>https://blog.egestor.com.br/portal-do-empreendedor/</link>
      <guid isPermaLink="true">https://blog.egestor.com.br/portal-do-empreendedor/</guid>
      <pubDate>Mon, 18 May 2026 15:30:00 -0300</pubDate>
      <dc:creator><![CDATA[Gabrielly Vizzotto Cruz]]></dc:creator>
      <category>Abrir empresa e MEI</category>
      <category>administração</category>
      <category>empreendedores</category>
      <description>Como entrar no Portal do Empreendedor, abrir seu MEI, emitir o DAS, alterar dados e usar o &quot;Já sou MEI&quot;. Passo a passo com prints, atualizado em 2026.</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>O <strong>Portal do Empreendedor MEI</strong> é a plataforma oficial do governo federal para formalizar, gerenciar e encerrar o MEI (<a href="https://blog.egestor.com.br/mei/">Microempreendedor Individual</a>). Quem ainda não é MEI usa a área <em>"Quero ser MEI"</em>; quem já tem o CNPJ usa a área <strong>"Já sou MEI"</strong> para emitir o DAS mensal, entregar a declaração anual, alterar dados ou parcelar débitos. Em 2026, o portal ganhou mudanças importantes: acesso obrigatório via conta <strong>Gov.br nível Prata ou Ouro</strong>, novos CNAEs liberados para atividades digitais, campos extras no cadastro e a chegada do <strong><a href="https://blog.egestor.com.br/cnpj/">CNPJ Alfa</a></strong>. Neste guia completo com passo a passo e prints atualizados do gov.br, você encontra tudo o que precisa para abrir ou gerenciar seu MEI.</p>
<h2 id="o-que-e-o-portal-do-empreendedor">O que é o Portal do Empreendedor?</h2>
<p>O Portal do Empreendedor é um sistema online desenvolvido pelo Sebrae em parceria com a Receita Federal do Brasil. O objetivo é simplificar a formalização e a gestão do MEI: tudo em um só lugar, sem filas, sem cartório e sem custo de abertura.</p>
<blockquote>
<p>O endereço oficial é: <a href="https://www.gov.br/empresas-e-negocios/pt-br/empreendedor" rel="noopener">gov.br/empresas-e-negocios/pt-br/empreendedor</a>.</p>
</blockquote>
<p>Com a centralização dos serviços públicos no <strong>Gov.br</strong>, o portal passou a exigir login único para todas as operações. Em 2026, essa integração ficou ainda mais rígida: somente contas verificadas têm acesso às funções do MEI.</p>
<p>Além de simplificar a formalização, o Portal do Empreendedor ajuda a incentivar o <a href="https://blog.egestor.com.br/o-que-e-empreendedorismo/">empreendedorismo</a> ao oferecer acesso facilitado aos serviços necessários para que o MEI atue de forma regularizada.</p>
<h3 id="para-que-serve-o-portal-do-empreendedor">Para que serve o Portal do Empreendedor?</h3>
<p>Pelo portal, o MEI realiza todas as obrigações legais e emite documentos importantes:</p>
<ul>
<li>Abrir o CNPJ MEI (formalização gratuita e imediata);</li>
<li>Emitir e pagar o DAS — guia mensal de contribuição;</li>
<li>Entregar a <a href="https://blog.egestor.com.br/dasn-simei/">DASN-SIMEI </a>(declaração anual de faturamento);</li>
<li>Atualizar dados cadastrais: endereço, atividade econômica, e-mail;</li>
<li>Solicitar a baixa (encerramento) do MEI;</li>
<li>Parcelar débitos em atraso em até 60 vezes;</li>
<li>Emitir certidões negativas de débitos;</li>
<li>Acessar o Domicílio Tributário Eletrônico (DTE);</li>
<li>Solicitar desenquadramento para Microempresa (ME).</li>
</ul>
<p><img src="https://blog.egestor.com.br/wp-content/uploads/curated-lifestyle-FSx0BZMlORU-unsplash-1.jpg-2000.webp" alt="" width="2000" height="1128"></p>
<h2 id="novidades-do-portal-do-empreendedor-em-2026">Novidades do Portal do Empreendedor em 2026</h2>
<h3 id="secao-1-login-obrigatorio-via-gov-br-nivel-prata-ou-ouro">1. Login obrigatório via Gov.br — nível Prata ou Ouro</h3>
<p>Em 2026, todas as operações no Portal do Empreendedor exigem conta <strong>Gov.br com nível Prata ou Ouro</strong>. Contas no nível Bronze (somente e-mail e senha simples) perderam acesso às funções de abertura, alteração e encerramento do MEI.</p>
<p>Como elevar o nível da conta Gov.br:</p>
<ul>
<li><strong>Nível Prata:</strong> validação via internet banking de banco credenciado (BB, Bradesco, Caixa, Itaú, Sicoob, Santander);</li>
<li><strong>Nível Ouro:</strong> reconhecimento facial pelo aplicativo Gov.br (biometria).</li>
</ul>
<h3 id="secao-2-cnpj-alfa-novo-formato-alfanumerico-a-partir-de-julho-de">2. CNPJ Alfa — novo formato alfanumérico a partir de julho de 2026</h3>
<p>A Receita Federal implantará o <strong>CNPJ Alfanumérico (CNPJ Alfa)</strong> a partir de julho de 2026. Novos MEIs abertos após essa data receberão um CNPJ combinando letras e números — por exemplo: <code>12.ABC.456/0001-DE</code>. Os CNPJs numéricos já existentes permanecem totalmente válidos; não é preciso fazer nenhuma alteração para quem já é MEI.</p>
<h3 id="secao-3-novos-campos-no-formulario-de-cadastro-mei-2026">3. Novos campos no formulário de cadastro MEI 2026</h3>
<p>O formulário de abertura ganhou campos adicionais para atender às novas categorias de atividades digitais:</p>
<ul>
<li><strong>Área de atuação geográfica:</strong> município, estado ou todo o país (incluindo internet);</li>
<li><strong>Canal de vendas online:</strong> marketplace (Mercado Livre, Shopee, Amazon), e-commerce próprio ou redes sociais;</li>
<li><strong>Modalidade de atendimento:</strong> presencial, remoto ou híbrido.</li>
</ul>
<h3 id="secao-4-notificacoes-automaticas-pelo-aplicativo-gov-br">4. Notificações automáticas pelo aplicativo Gov.br</h3>
<p>Em 2026, o MEI recebe alertas diretamente pelo <strong>app Gov.br</strong>: vencimento do DAS, prazo da DASN-SIMEI e notificações de débito. Basta ter o aplicativo instalado e as notificações ativadas — sem precisar checar o portal manualmente todo mês.</p>
<h4>Programa CRED+</h4>
<p>Esse é um programa para facilitar o acesso a serviços financeiros para pequenos e microempreendedores. Nesse caso, quem tem um MEI pode obter uma conta corrente PJ com baixas tarifas. Além disso, também é possível conseguir máquina de cartão, crédito para investimentos e capital de giro.</p>
<h4>Defesa do Empreendedor</h4>
<p>O portal oferece um canal para o empreendedor manifestar situações de abuso por órgãos públicos. Da mesma forma, a plataforma permite o acompanhamento de editais e licitações.</p>
<h2 id="novos-cnaes-permitidos-para-mei-em-2026">Novos CNAEs permitidos para MEI em 2026</h2>
<p>Em 2026, a portaria que define as atividades permitidas para o MEI foi atualizada com destaque para a <strong>economia digital e criativa</strong>. Confira a seleção das novas atividades:</p>
<div class="table-wrap"><table>
<thead>
<tr>
<th>CNAE</th>
<th>Atividade</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>7319-0/99</td>
<td>Outras atividades de publicidade.</td>
</tr>
<tr>
<td>7319-0/02</td>
<td>Promotor(a) de vendas independente.</td>
</tr>
<tr>
<td>8599-6/04</td>
<td>Treinamento em desenvolvimento profissional e gerencial.</td>
</tr>
<tr>
<td>8599-6/99</td>
<td>Outras atividades de ensino não especificadas anteriormente.</td>
</tr>
<tr>
<td>9001-9/06</td>
<td>Atividades de sonorização e iluminação.</td>
</tr>
<tr>
<td>9001-9/99</td>
<td>Artes cênicas, espetáculos e atividades complementares.</td>
</tr>
<tr>
<td>7420-0/01</td>
<td>Atividades de produção de fotografias.</td>
</tr>
<tr>
<td>7420-0/04</td>
<td>Filmagem de festas e eventos.</td>
</tr>
</tbody>
</table></div>
<p><strong>Atenção:</strong> a lista completa de CNAEs permitidos para MEI tem mais de 600 atividades. Consulte sempre a tabela oficial atualizada no gov.br antes de se formalizar.</p>
<h2 id="requisitos-para-ser-mei-em-2026">Requisitos para ser MEI em 2026</h2>
<ul>
<li>Faturamento anual de até <strong>R$ 81.000,00</strong>;</li>
<li>Não ser sócio, administrador ou titular de outra empresa;</li>
<li>Exercer atividade constante na lista oficial de CNAEs permitidos;</li>
<li>Ter CPF regular na Receita Federal;</li>
<li>Ser maior de 18 anos ou emancipado legalmente;</li>
<li>Ter conta Gov.br com <strong>nível Prata ou Ouro</strong>.</li>
</ul>
<p>O <strong>MEI Caminhoneiro</strong> tem limite especial de <strong>R$ 251.600,00/ano</strong> e contribuição mensal diferenciada.</p>
<h2 id="como-abrir-o-mei-pelo-portal-do-empreendedor-2026-passo-a">Como abrir o MEI pelo Portal do Empreendedor 2026 — Passo a Passo</h2>
<h3 id="passo-1-acesse-o-portal-do-empreendedor">Passo 1 — Acesse o Portal do Empreendedor</h3>
<p>No navegador, acesse <strong><a href="http://gov.br/empresas-e-negocios/pt-br/empreendedor" rel="noopener">gov.br/empresas-e-negocios/pt-br/empreendedor</a></strong> e clique no botão <strong>"Quero ser MEI"</strong>.</p>
<p><img src="https://blog.egestor.com.br/wp-content/uploads/image-241.png-1345.webp" alt="Página inicial do Portal do Empreendedor" width="1345" height="656"></p>
<h3 id="passo-2-faca-login-com-a-conta-gov-br">Passo 2 — Faça login com a conta Gov.br</h3>
<p>Clique em <strong>"Formalize-se"</strong>. O sistema redireciona para a tela de login do Gov.br. Insira o CPF e a senha. Se a conta estiver no nível Bronze, o portal solicita a elevação para Prata ou Ouro antes de prosseguir.</p>
<p><img src="https://blog.egestor.com.br/wp-content/uploads/image-240.png-1346.webp" alt="Página de cadastro do Portal do Empreendedor" width="1346" height="632"></p>
<h3 id="passo-3-preencha-os-dados-do-negocio">Passo 3 — Preencha os dados do negócio</h3>
<p>Após o login, os dados pessoais já registrados no Gov.br virão preenchidos. Você precisará informar:</p>
<ul>
<li>Nome fantasia (opcional);</li>
<li>CNAE principal e até 2 CNAEs secundários;</li>
<li>Canal de vendas (novo campo 2026);</li>
<li>Área de atuação geográfica (novo campo 2026);</li>
<li>Modalidade de atendimento ao cliente.</li>
</ul>
<h3 id="passo-4-informe-o-endereco-comercial">Passo 4 — Informe o endereço comercial</h3>
<p>O endereço pode ser o residencial. Para quem atua exclusivamente pela internet, o endereço de casa é aceito como sede da empresa.</p>
<h3 id="passo-5-dados-do-imposto-de-renda-se-aplicavel">Passo 5 — Dados do Imposto de Renda (se aplicável)</h3>
<p>Se você entregou a declaração do IRPF nos últimos dois anos, informe o número do recibo e o ano de entrega para validação dos dados cadastrais.</p>
<h3 id="passo-6-conclua-e-baixe-o-ccmei">Passo 6 — Conclua e baixe o CCMEI</h3>
<p>Revise os dados, aceite os termos e clique em <strong>"Concluir"</strong>. O sistema gera imediatamente o <strong>CCMEI</strong> (Certificado de Condição de Microempreendedor Individual) — funciona como CNPJ e alvará de funcionamento em todo o território nacional.</p>
<p><a href="https://open.spotify.com/episode/02aU9eQW9oYbLyeLwJ5CQe?si=B9ceAYfOTDG7S1fuwUbowg" rel="noopener">Ver no Spotify</a></p>
<h2 id="quanto-custa-ser-mei-em-2026">Quanto custa ser MEI em 2026?</h2>
<p>A abertura é gratuita. O MEI paga mensalmente o <strong>DAS</strong> (<a href="https://blog.egestor.com.br/das-documento-de-arrecadacao-do-simples-nacional/">Documento de Arrecadação do Simples Nacional</a>), calculado com base no salário mínimo vigente:</p>
<div class="table-wrap"><table>
<thead>
<tr>
<th>Tipo de Atividade</th>
<th>Composição</th>
<th>Valor Mensal 2026</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Comércio / Indústria</td>
<td>INSS + ICMS (R$ 1,00)</td>
<td><strong>R$ 81,95</strong></td>
</tr>
<tr>
<td>Prestação de Serviços</td>
<td>INSS + ISS (R$ 5,00)</td>
<td><strong>R$ 85,95</strong></td>
</tr>
<tr>
<td>Comércio + Serviços</td>
<td>INSS + ICMS + ISS</td>
<td><strong>R$ 86,95</strong></td>
</tr>
<tr>
<td>MEI Caminhoneiro</td>
<td>12% do salário mínimo + tributos</td>
<td>Consultar gov.br</td>
</tr>
</tbody>
</table></div>
<p><em>Valores do DAS-MEI 2026. Atualizados anualmente conforme o salário mínimo vigente em janeiro.</em></p>
<p>O pagamento deve ser feito até o <strong>dia 20 de cada mês</strong>, via internet banking, Pix, app bancário ou casa lotérica.</p>
<h2 id="servicos-disponiveis-na-area-ja-sou-mei">Serviços disponíveis na área "Já sou MEI"</h2>
<p>Financeiro</p>
<ul>
<li>Emitir guias DAS mensais (sistema PGMEI);</li>
<li>Parcelar débitos em atraso (até 60 parcelas mínimas de R$ 50,00);</li>
<li>Consultar débitos inscritos em dívida ativa da União.</li>
</ul>
<h3 id="cadastro">Cadastro</h3>
<ul>
<li>Atualizar nome fantasia, endereço, telefone, e-mail;</li>
<li>Alterar CNAE (atividade econômica);</li>
<li>Alterar capital social;</li>
<li>Solicitar desenquadramento para Microempresa (ME);</li>
<li>Solicitar baixa (encerramento) do MEI.</li>
</ul>
<h3 id="declaracao-e-documentos">Declaração e Documentos</h3>
<ul>
<li>Entregar a <a href="https://blog.egestor.com.br/dasn-simei/">DASN-SIMEI</a> (prazo: 31 de maio de cada ano);</li>
<li>Emitir o CCMEI (certificado do MEI);</li>
<li>Emitir comprovante de situação cadastral;</li>
<li>Emitir certidão negativa de débitos.</li>
</ul>
<h2 id="documentos-emitidos-pelo-portal-do-empreendedor">Documentos emitidos pelo Portal do Empreendedor</h2>
<h3 id="ccmei-certificado-de-microempreendedor-individual">CCMEI — Certificado de Microempreendedor Individual</h3>
<p>O CCMEI é gerado automaticamente após o cadastro. Serve como comprovante de CNPJ, alvará de funcionamento em todo o território nacional e habilita o MEI a abrir conta PJ, emitir notas fiscais e acessar crédito empresarial.</p>
<p>⚠️ Lembre-se que a lei não obriga o MEI a emitir nota, exceto em vendas para outra empresa. Mas, mesmo sem a obrigação, ele pode emitir notas a partir de um <a href="https://egestor.com.br/recursos/emissor-de-nfe.php?afl=11" rel="noopener">sistema emissor</a>.</p>
<h3 id="das-documento-de-arrecadacao-do-simples">DAS — Documento de Arrecadação do Simples</h3>
<p>Guia de pagamento mensal obrigatória. Pode ser emitida para o mês atual ou meses anteriores em atraso. Caminho: <strong>Já sou MEI &gt; Pagamento de Contribuição Mensal &gt; PGMEI</strong>.</p>
<h3 id="dasn-simei-declaracao-anual-de-faturamento">DASN-SIMEI — Declaração Anual de Faturamento</h3>
<p>Informa à Receita Federal o faturamento bruto do ano anterior. É <strong>obrigatória mesmo sem nenhum faturamento</strong>. Prazo: <strong>31 de maio</strong> de cada ano. Multa mínima por atraso: R$ 50,00. Veja o guia completo sobre <a href="https://blog.egestor.com.br/dasn-simei/">DASN-SIMEI</a>.</p>
<h3 id="certidao-negativa-de-debitos-cnd">Certidão Negativa de Débitos (CND)</h3>
<p>A <a href="https://blog.egestor.com.br/certidao-negativa/">CND</a> comprova que o MEI está em dia com a Receita Federal e a <a href="https://blog.egestor.com.br/previdencia-social-o-que-e/">Previdência</a>. Exigida em licitações, contratos com empresas e financiamentos. Emitida pelo site da Receita Federal ou pelo portal <a href="https://blog.egestor.com.br/e-cac/">e-CAC</a>.</p>
<h3 id="comprovante-de-inscricao-e-de-situacao-cadastral">Comprovante de Inscrição e de Situação Cadastral</h3>
<p>É um documento que informa a situação atual do MEI perante a Receita Federal. O MEI pode obtê-lo pelo Portal do Empreendedor.</p>
<h3 id="comprovante-de-agendamento">Comprovante de Agendamento</h3>
<p>Este é um documento que comprova o agendamento de atendimento presencial em uma unidade da Receita Federal ou do Sebrae. Para obtê-lo, o MEI pode emiti-lo diretamente pelo Portal do Empreendedor.</p>
<p><img src="https://blog.egestor.com.br/wp-content/uploads/51-2.png-2000.webp" alt="Portal do empreendedor" width="2000" height="1333"></p>
<h2 id="como-alterar-dados-cadastrais-do-mei">Como alterar dados cadastrais do MEI</h2>
<ol>
<li>Acesse o portal e faça login com a conta Gov.br;</li>
<li>Clique em <strong>"Já sou MEI" &gt; "Atualização Cadastral"</strong>;</li>
<li>Insira CPF e o <a href="https://blog.egestor.com.br/csc-como-funciona-e-sua-importancia-para-o-mei/">Código de Segurança do Contribuinte (CSC)</a>;</li>
<li>Edite os campos: endereço, e-mail, CNAE ou capital social;</li>
<li>Confirme a alteração. O que pode e o que não pode ser mudado está no guia de <a href="https://blog.egestor.com.br/alteracao-mei/">alteração do MEI</a>.</li>
</ol>
<h2 id="como-fazer-a-baixa-do-mei-pelo-portal">Como fazer a baixa do MEI pelo Portal</h2>
<p>Encerrar o MEI é gratuito e totalmente online. Antes de solicitar a baixa:</p>
<ul>
<li>Quite todos os DAS em aberto;</li>
<li>Entregue a DASN-SIMEI referente ao período ativo.</li>
</ul>
<ol>
<li>Acesse <strong>"Já sou MEI" &gt; "Solicitação de Baixa"</strong>;</li>
<li>Insira CPF e confirme o CNPJ;</li>
<li>Declare ciência da decisão;</li>
<li>Insira o código de confirmação recebido;</li>
<li>Conclua — o CNPJ será cancelado imediatamente.</li>
</ol>
<p><strong>Atenção:</strong> a baixa do MEI é <strong>irreversível</strong>. O CNPJ não poderá ser reativado após o cancelamento.</p>
<h2 id="como-parcelar-debitos-do-mei-pelo-portal">Como parcelar débitos do MEI pelo Portal?</h2>
<p>O MEI pode parcelar débitos em até <strong>60 parcelas mensais</strong>, com valor mínimo de <strong>R$ 50,00 por parcela</strong>. Juros e multa incidem sobre o total parcelado.</p>
<ol>
<li>Acesse <strong>"Já sou MEI" &gt; "Parcelamento de Débitos"</strong>;</li>
<li>Informe CPF ou CNPJ;</li>
<li>Selecione os débitos e a quantidade de parcelas desejadas;</li>
<li>Escolha a forma de pagamento: débito automático ou guias para bancos e lotéricas.</li>
</ol>
<h2 id="desenquadramento-do-mei-pelo-portal-do-empreendedor">Desenquadramento do MEI pelo Portal do Empreendedor</h2>
<p>O MEI é desenquadrado quando o faturamento do negócio passa do limite permitido. Nesse caso, ele precisa mudar para microempresa. O desenquadramento também acontece se o empresário contratar mais de um funcionário, exercer atividade fora da lista, abrir filial ou virar sócio.</p>
<p>Para solicitar o desenquadramento, basta entrar no Portal do Empreendedor e selecionar o botão “Desenquadrar”. Em seguida, é preciso informar CNPJ, CPF e Código de Acesso do Simples. Por fim, basta escolher uma das opções de desenquadramento e aguardar.</p>
<p><img src="https://blog.egestor.com.br/wp-content/uploads/57.png-2000.webp" alt="Portal do empreendedor" width="2000" height="1333"></p>
<h2 id="vantagens-do-portal-do-empreendedor">Vantagens do Portal do Empreendedor</h2>
<p>Como o governo criou o Portal do Empreendedor para facilitar processos, ele também oferece várias vantagens. Entre elas:</p>
<ul>
<li><strong>Menos burocracia</strong>: Para abrir uma empresa, são necessários diversos documentos, assinaturas e comprovantes. Com o Portal do Empreendedor, não há necessidade de tudo isso. Assim, além de facilitar o processo de abrir uma empresa, ele facilita a emissão de certidões, emissão de DAS e outros tantos documentos;</li>
<li><strong>Informações confiáveis</strong>: Por ser um portal do Governo Federal, todas as informações vem de fonte segura. Assim, o Portal do Empreendedor especificará e descreverá qualquer atualização ou novidade.</li>
</ul>
<p><strong>Fácil acesso</strong>: O Portal do Empreendedor é um site, por isso seu acesso é fácil. O usuário pode utilizá-lo de qualquer lugar e dispositivo com internet.</p>
<p><a href="https://egestor.com.br:443/?afl=11" rel="noopener"><img src="https://blog.egestor.com.br/wp-content/uploads/Banner-conversao-eGestor-blog.jpg-650.webp" alt="Banner-conversao-eGestor-blog" width="650" height="250"></a></p>
<section class="faq"><h2 id="perguntas-frequentes-sobre-o-portal-do-empreendedor">Perguntas frequentes sobre o Portal do Empreendedor</h2><div class="faq-lista"><details class="faq-item" open="open"><summary><h3 id="o-portal-do-empreendedor-e-o-mesmo-que-o-gov-br">O Portal do Empreendedor é o mesmo que o gov.br?</h3></summary><div class="faq-resposta">
<p>Não exatamente. O Portal do Empreendedor é uma área específica dentro do ecossistema gov.br, dedicada ao MEI. O acesso é feito pelo login único do Gov.br, mas o portal tem endereço próprio — gov.br/empresas-e-negocios/pt-br/empreendedor — e funcionalidades exclusivas para microempreendedores.</p>
</div></details><details class="faq-item" open="open"><summary><h3 id="o-que-e-o-mei-caminhoneiro">O que é o MEI Caminhoneiro?</h3></summary><div class="faq-resposta">
<p>Trata-se de uma modalidade do MEI, criada para atender especificamente os caminhoneiros autônomos que trabalham como transportadores de carga.</p>
</div></details><details class="faq-item" open="open"><summary><h3 id="preciso-de-certificado-digital-para-usar-o-portal-do">Preciso de certificado digital para usar o Portal do Empreendedor?</h3></summary><div class="faq-resposta">
<p>Não. Para abertura, pagamento de DAS, declaração anual e baixa, basta a conta Gov.br com nível Prata ou Ouro. O certificado digital é necessário apenas para certidões específicas emitidas pelo portal e-CAC.</p>
</div></details><details class="faq-item" open="open"><summary><h3 id="posso-ter-mais-de-um-cnae-no-mei">Posso ter mais de um CNAE no MEI?</h3></summary><div class="faq-resposta">
<p>Sim. O MEI pode ter até <strong>1 CNAE principal e 2 CNAEs secundários</strong>, totalizando até 3 atividades. Todas devem constar na lista oficial de atividades permitidas para o MEI, disponível no gov.br.</p>
</div></details><details class="faq-item" open="open"><summary><h3 id="quanto-tempo-leva-para-abrir-o-mei">Quanto tempo leva para abrir o MEI?</h3></summary><div class="faq-resposta">
<p>A abertura do MEI é imediata. Na maioria dos casos, o CNPJ é gerado em menos de 5 minutos após a conclusão do formulário. O CCMEI fica disponível para download logo após o cadastro.</p>
</div></details><details class="faq-item" open="open"><summary><h3 id="o-que-acontece-se-eu-ultrapassar-o-limite-de-faturamento-do">O que acontece se eu ultrapassar o limite de faturamento do MEI?</h3></summary><div class="faq-resposta">
<p>Se o <a href="https://blog.egestor.com.br/faturamento/">faturamento</a> anual ultrapassar R$ 81.000,00, o MEI deve solicitar o <strong>desenquadramento para Microempresa (ME)</strong> no mesmo ano. O excesso pode gerar tributação retroativa sobre os valores que ultrapassaram o teto.</p>
</div></details><details class="faq-item" open="open"><summary><h3 id="o-mei-e-obrigado-a-emitir-nota-fiscal">O MEI é obrigado a emitir nota fiscal?</h3></summary><div class="faq-resposta">
<p>Apenas em vendas ou prestação de serviços para <strong>pessoas jurídicas</strong> (outras empresas). Em vendas para o consumidor final (pessoa física), a emissão de nota fiscal é opcional para o MEI.</p>
</div></details><details class="faq-item" open="open"><summary><h3 id="posso-abrir-o-mei-pelo-celular">Posso abrir o MEI pelo celular?</h3></summary><div class="faq-resposta">
<p>Sim. O Portal do Empreendedor funciona totalmente via navegador no celular. O app Gov.br pode ser usado para login, elevação do nível da conta e para receber notificações de vencimento do DAS e da declaração anual.</p>
</div></details><details class="faq-item" open="open"><summary><h3 id="como-acessar-o-portal-do-empreendedor-se-esqueci-a-senha-do">Como acessar o Portal do Empreendedor se esqueci a senha do Gov.br?</h3></summary><div class="faq-resposta">
<p>Acesse <strong>acesso.gov.br</strong> e use a opção <strong>"Esqueci minha senha"</strong>. A recuperação pode ser feita por e-mail cadastrado, SMS ou pelo app Gov.br com reconhecimento facial.</p>
</div></details><details class="faq-item" open="open"><summary><h3 id="como-e-feita-a-formalizacao-do-mei">Como é feita a formalização do MEI?</h3></summary><div class="faq-resposta">
<p>Primeiramente, o empreendedor deve fazer a formalização do MEI dentro do próprio Portal do Empreendedor. Nele, o empreendedor preencherá todas as informações sobre a nova pessoa jurídica. Vale destacar que o governo simplificou o processo e, por isso, o empreendedor pode concluir seu cadastro rapidamente.</p>
</div></details><details class="faq-item" open="open"><summary><h3 id="o-que-acontece-com-o-mei-no-caso-de-obito-do-titular">O que acontece com o MEI no caso de óbito do titular?</h3></summary><div class="faq-resposta">
<p>Nesse caso, os herdeiros podem solicitar a baixa do MEI em caso de óbito do titular do CNPJ.</p>
</div></details><details class="faq-item" open="open"><summary><h3 id="o-que-preciso-fazer-para-emitir-nota-fiscal-mei">O que preciso fazer para emitir nota fiscal MEI?</h3></summary><div class="faq-resposta">
<p>O MEI apenas tem a obrigação de emitir nota fiscal quando vende ou presta serviço para uma pessoa jurídica. Nesse caso, ele pode utilizar um <a href="https://egestor.com.br/recursos/emissor-de-nfe.php?afl=11" rel="noopener">programa emissor de nota fiscal </a>para MEI.</p>
</div></details><details class="faq-item" open="open"><summary><h3 id="o-mei-que-nao-tem-faturamento-precisa-entregar-o-dasn-mei">O MEI que não tem faturamento precisa entregar o DASN-MEI?</h3></summary><div class="faq-resposta">
<p>Sim, a lei obriga o MEI a entregar a Declaração Anual do Simples Nacional. De fato, essa obrigação existe mesmo que não tenha ocorrido faturamento no período declarado. Além disso, a DASN-SIMEI deve ser entregue anualmente até o dia 31 de maio, referente ao ano-calendário anterior.</p></div></details></div></section>
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    </item>
    <item>
      <title>Como abrir uma empresa: Passo a Passo Completo [2026]</title>
      <link>https://blog.egestor.com.br/como-abrir-uma-empresa/</link>
      <guid isPermaLink="true">https://blog.egestor.com.br/como-abrir-uma-empresa/</guid>
      <pubDate>Mon, 18 May 2026 14:52:00 -0300</pubDate>
      <dc:creator><![CDATA[Gabrielly Vizzotto Cruz]]></dc:creator>
      <category>Abrir empresa e MEI</category>
      <category>empreendedores</category>
      <description>Os 8 passos para abrir uma empresa no Brasil: tipo de empresa, CNAE, regime tributário, Junta Comercial, CNPJ, alvará e custos. Atualizado para 2026.</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Abrir uma empresa é uma das decisões mais importantes para quem quer ser seu próprio chefe. Se você quer saber <strong>como abrir uma empresa</strong> em 2026, este guia completo traz o passo a passo atualizado — desde a pesquisa de mercado até o primeiro dia de operação, com os documentos necessários, os custos reais e os erros que você precisa evitar.</p>
<h2 id="quanto-custa-abrir-uma-empresa">Quanto custa abrir uma empresa?</h2>
<p>O custo para abrir uma empresa varia conforme o estado, o tipo societário e a necessidade de contador. Em média, o custo para <a href="https://blog.egestor.com.br/como-abrir-um-cnpj-passo-a-passo-completo/">abrir um CNPJ</a> no Brasil fica entre <strong>R$ 500 e R$ 1.500</strong>. Uma pesquisa da Firjan estimou o custo médio em R$ 2.038.</p>
<p>Os principais custos envolvidos são:</p>
<ul>
<li>Registro na Junta Comercial;</li>
<li>Taxa de obtenção do CNPJ na Receita Federal;</li>
<li>Alvará de funcionamento na prefeitura;</li>
<li>Inscrição Estadual (quando necessário);</li>
<li>Honorários do contador (se contratado).</li>
</ul>
<p>Os valores variam por estado. Em São Paulo, por exemplo, os custos das taxas da <a href="https://blog.egestor.com.br/junta-comercial/">Junta Comercial</a> são de R$ 300,00, enquanto no Rio de Janeiro pode chegar a R$ 1.200,00.</p>
<blockquote>
<p><strong>MEI é gratuito:</strong> a abertura do MEI pelo <a href="https://blog.egestor.com.br/portal-do-empreendedor/">Portal do Empreendedor</a> não tem nenhum custo.</p>
</blockquote>
<p>Entretanto, fazer o levantamento de todos esses custos não é tarefa fácil, principalmente porque você precisa conhecer todos os tributos e impostos que sua empresa precisará pagar. Dessa forma, vemos que o melhor a se fazer é elaborar um <a href="https://blog.egestor.com.br/plano-de-negocios/">plano de negócios </a>e definir o capital social da empresa antes.</p>
<p>Ainda, a melhor maneira de ter os valores de forma mais correta é com um contador, o que também implica em um valor.</p>
<figure><a href="https://youtu.be/FYrfr2yz0QY" rel="noopener" title="Assistir ao vídeo no YouTube"><img src="https://blog.egestor.com.br/media/embeds/youtube-FYrfr2yz0QY.jpg" alt="Assistir ao vídeo no YouTube"></a></figure>
<h2 id="quanto-tempo-leva-para-abrir-uma-empresa">Quanto tempo leva para abrir uma empresa?</h2>
<p>Com a digitalização dos processos públicos, o tempo para abrir uma empresa caiu muito. O prazo médio nacional é de <strong>2 dias e 16 horas</strong>, segundo o Mapa de Empresas do Governo Federal. Em estados com sistemas mais ágeis, como São Paulo e Minas Gerais, o registro pode ser concluído em menos de 24 horas.</p>
<p><strong>💡 Você também pode gostar: <a href="https://blog.egestor.com.br/ideias-de-negocios/">Ideias de negócios: principais áreas para investir</a></strong></p>
<h2 id="passo-a-passo-para-abrir-uma-empresa">Passo a passo para abrir uma empresa</h2>
<p>Antes de ir à Junta Comercial, há etapas estratégicas que precisam ser resolvidas. Veja o processo completo:</p>
<h3 id="secao-1-pesquise-o-mercado-antes-de-abrir-empresa">1. Pesquise o mercado antes de abrir empresa</h3>
<p>Uma pesquisa de mercado é a base de qualquer negócio sustentável. Antes de registrar o CNPJ, você precisa entender:</p>
<ul>
<li><strong>Quem é o seu público-alvo:</strong> idade, renda, hábitos de consumo, dores e necessidades;</li>
<li><strong>Quem são seus concorrentes:</strong> o que oferecem, seus pontos fortes e fracos;</li>
<li><strong>Qual é o tamanho do mercado:</strong> existe demanda suficiente para o que você quer oferecer?;</li>
<li><strong>Qual é o seu diferencial:</strong> por que alguém escolheria a sua empresa em vez da concorrência?;</li>
<li>Quais são os alvarás de funcionamento necessários para o exercício da atividade;</li>
<li><a href="https://www.jivochat.com.br/blog/ferramentas/gerador-de-nomes-para-empresas.html" rel="noopener">Nomes de corporações</a> idênticas ou com detalhes semelhantes.</li>
</ul>
<p>Ferramentas gratuitas como Google Trends, enquetes em redes sociais e conversas com potenciais clientes ajudam a validar a ideia antes de investir capital.</p>
<h3 id="secao-2-defina-o-modelo-do-negocio">2. Defina o modelo do negócio</h3>
<p>O modelo de negócio descreve como sua empresa vai gerar receita. Os principais modelos são:</p>
<ul>
<li><strong>Assinatura:</strong> cobrança recorrente por acesso a produto ou serviço (usado em SaaS e streaming);</li>
<li><strong>B2C (Business to Consumer):</strong> venda direta ao consumidor final, como lojas físicas e e-commerces;</li>
<li><strong>B2B (Business to Business):</strong> venda para outras empresas, como fornecedores e prestadores de serviços corporativos;</li>
<li><strong>Franquia</strong>: modelo licenciado com marca e processos já estabelecidos;</li>
<li><strong>Freemium:</strong> serviço gratuito com recursos premium pagos;</li>
<li><strong>Marketplace:</strong> plataforma que conecta vendedores e compradores, como Mercado Livre e iFood;</li>
<li><strong><a href="https://blog.egestor.com.br/saas/">SaaS</a></strong>: Também com a sigla derivada do inglês, Software as a Service, ou Software como Serviço, é um software digital, normalmente na nuvem, que atua como um serviço, onde é pago um valor recorrente para o uso do sistema, suporte e manutenção. Por exemplo: eGestor e Google Drive.</li>
</ul>
<p><img src="https://blog.egestor.com.br/wp-content/uploads/tyler-franta-iusJ25iYu1c-unsplash-1.jpg-2000.webp" alt="abrir uma empresa" width="2000" height="1336"></p>
<h3 id="secao-3-elabore-um-plano-de-negocios">3. Elabore um plano de negócios</h3>
<p>O plano de negócios detalha como sua empresa vai funcionar. Ele é essencial para guiar as decisões e apresentar a investidores. Um bom plano inclui:</p>
<ul>
<li>Projeções financeiras: receitas, custos e ponto de equilíbrio;</li>
<li>Descrição do negócio e do produto ou serviço;</li>
<li>Análise de mercado e concorrentes;</li>
<li>Estratégia de marketing e vendas;</li>
<li>Estrutura operacional.</li>
</ul>
<h3 id="secao-4-escolha-o-tipo-de-empresa">4. Escolha o tipo de empresa</h3>
<p>O tipo de empresa impacta diretamente a tributação, a responsabilidade dos sócios e as possibilidades de crescimento.</p>
<h4>MEI (Microempreendedor Individual)</h4>
<p>Ideal para quem trabalha por conta própria. Características:</p>
<ul>
<li>Faturamento anual de até <strong>R$ 81.000</strong>;</li>
<li>Pode ter <strong>um funcionário registrado</strong>;</li>
<li>Pagamento mensal fixo pelo DAS-MEI (em torno de R$ 70/mês);</li>
<li>Abertura gratuita pelo Portal do Empreendedor.</li>
</ul>
<h4>ME (Microempresa)</h4>
<p>Para negócios com faturamento maior ou atividades não permitidas ao MEI:</p>
<ul>
<li>Faturamento anual de até <strong>R$ 360.000</strong>.</li>
<li>De <strong>9 a 19 funcionários</strong>, dependendo do setor.</li>
<li>Pode optar pelo Simples Nacional.</li>
</ul>
<h4>EPP (Empresa de Pequeno Porte)</h4>
<ul>
<li>Faturamento anual entre <strong>R$ 360.000 e R$ 4,8 milhões</strong>;</li>
<li>De <strong>10 a 99 funcionários</strong>, dependendo do setor;</li>
<li>Pode optar pelo Simples Nacional.</li>
</ul>
<h4>LTDA (Sociedade Limitada)</h4>
<p>Um dos tipos mais comuns para médias e grandes empresas. A responsabilidade dos sócios fica limitada ao capital social investido, protegendo o patrimônio pessoal.</p>
<h4>SLU (Sociedade Limitada Unipessoal)</h4>
<p>Criada em 2021 para substituir a EIRELI. Permite que uma única pessoa tenha uma empresa com responsabilidade limitada ao capital social, sem precisar de sócio.</p>
<h3 id="secao-5-contrate-uma-contabilidade">5. Contrate uma contabilidade</h3>
<p>Para quem não vai abrir um MEI, <strong>contratar uma contabilidade é o primeiro passo para abrir uma empresa</strong>. É o contador quem estrutura o negócio antes do registro, definindo:</p>
<ul>
<li><strong>CNAE, a natureza jurídica e o regime tributário mais adequado</strong>s;</li>
<li>Registro na Junta Comercial de forma integrada, via REDESIM;</li>
<li>Demais procedimentos necessários para obter o CNPJ.</li>
</ul>
<p>Essas escolhas influenciam diretamente a tributação e as obrigações fiscais da empresa.</p>
<p>Nesse processo, a <strong>contabilidade online</strong> é uma alternativa especialmente interessante para prestadores de serviços, profissionais liberais, profissionais PJ, freelancers, pequenos negócios e empresas digitais. O modelo combina <strong>plataformas digitais e atendimento de contadores especializados</strong>, permitindo enviar documentos, acompanhar o processo e realizar a abertura do CNPJ pela internet, sem a necessidade de deslocamentos ou visitas frequentes a um escritório.</p>
<p>Entre as vantagens da contabilidade online estão:</p>
<ul>
<li>M<strong>ensalidades mais acessíveis</strong>;</li>
<li><strong>Abertura de CNPJ gratuita ou sem cobrança de honorários de abertura</strong>, dependendo do plano contratado;</li>
<li>Certificado digital incluído em alguns serviços;</li>
<li>Absorção de taxas no processo de abertura, em determinadas localidades.</li>
</ul>
<p>Por isso, para quem busca <strong>a maneira mais fácil e barata de abrir uma empresa</strong>, a contabilidade online pode ser uma opção mais conveniente do que o modelo tradicional, especialmente quando a operação pode ser conduzida digitalmente.</p>
<h3 id="secao-6-defina-a-natureza-juridica">6. Defina a natureza jurídica</h3>
<p>A natureza jurídica define como a empresa é constituída em relação aos sócios e à responsabilidade legal. As mais comuns são:</p>
<ul>
<li><strong>Empresário Individual:</strong> uma única pessoa, sem separação entre patrimônio pessoal e empresarial;</li>
<li><strong>SLU:</strong> uma única pessoa com responsabilidade limitada ao capital social;</li>
<li><strong>Sociedade Limitada (LTDA):</strong> dois ou mais sócios com responsabilidade limitada ao capital investido;</li>
<li><strong>Sociedade Anônima (SA):</strong> para grandes empresas, com emissão de ações.</li>
</ul>
<h3 id="secao-7-escolha-o-regime-tributario">7. Escolha o regime tributário</h3>
<p>O regime tributário define como sua empresa apura e recolhe impostos. A escolha errada pode significar um custo tributário muito maior do que o necessário — é uma das decisões mais importantes ao abrir uma empresa.</p>
<p>Como saber o <a href="https://blog.egestor.com.br/quanto-uma-empresa-paga-de-imposto-veja-quanto-e-quais-sao-eles/">quanto de impostos sua empresa terá de pagar</a>? Isso é definido pelos regimes tributários definidos, cada um desses tem suas especificações.</p>
<h4>Simples Nacional</h4>
<p>O regime mais usado por micro e pequenas empresas. Todos os tributos são recolhidos em uma única guia (DAS), com alíquotas que variam de acordo com o faturamento. Permitido para empresas com receita bruta anual de até <strong>R$ 4,8 milhões</strong>.</p>
<h4>Lucro Presumido</h4>
<p>O IRPJ e a CSLL são calculados sobre uma margem de lucro pré-definida pela Receita Federal (8% para comércio, 32% para serviços). Indicado para empresas com margens reais superiores às presumidas e faturamento até R$ 78 milhões/ano.</p>
<h4>Lucro Real</h4>
<p>Os impostos são calculados sobre o lucro líquido efetivo. Obrigatório para empresas com faturamento acima de <strong>R$ 78 milhões anuais</strong> e vantajoso para empresas com margens baixas ou prejuízo fiscal.</p>
<figure><a href="https://youtu.be/Lb0090pORzg" rel="noopener" title="Assistir ao vídeo no YouTube"><img src="https://blog.egestor.com.br/media/embeds/youtube-Lb0090pORzg.jpg" alt="Assistir ao vídeo no YouTube"></a></figure>
<h3 id="secao-8-reuna-os-documentos-necessarios-para-abrir-empresa">8. Reúna os documentos necessários para abrir empresa</h3>
<p>A documentação varia conforme o tipo e a natureza jurídica. Para a maioria dos casos, você vai precisar de:</p>
<ul>
<li>Cópia autenticada do RG e CPF de todos os sócios;</li>
<li>Comprovante de residência dos sócios;</li>
<li>Comprovante de endereço da empresa (contrato de locação ou IPTU);</li>
<li>Certidão de casamento (quando aplicável);</li>
<li>Três vias do Contrato Social (para LTDA);</li>
<li>Requerimento de empresário (para Empresário Individual);</li>
<li>Formulário de Consulta e Viabilidade;</li>
<li>Formulário de Cadastro Nacional (FCN).</li>
</ul>
<h3 id="secao-9-registre-a-empresa-na-junta-comercial">9. Registre a empresa na Junta Comercial</h3>
<p>Com os documentos em mãos, o próximo passo é registrar a empresa na Junta Comercial do seu estado. Hoje, a maioria dos estados permite o registro online pelo Sistema Integrado de Abertura de Empresas (<strong><a href="https://blog.egestor.com.br/redesim/">REDESIM</a></strong>), disponível em gov.br.</p>
<p>Após o registro, o CNPJ é gerado automaticamente pela Receita Federal.</p>
<p><strong>Dica:</strong> antes de protocolar, faça a consulta de viabilidade para verificar se o nome empresarial está disponível e se a atividade é permitida no endereço escolhido.</p>
<p>⚠️ <strong>Não esqueça que <a href="https://blog.egestor.com.br/razao-social-e-nome-fantasia/">razão social</a> e nome fantasia são coisas diferentes!</strong></p>
<h3 id="secao-10-obtenha-o-alvara-de-funcionamento-e-demais-licencas">10. Obtenha o Alvará de Funcionamento e demais licenças</h3>
<p>Após o registro na Junta Comercial e a obtenção do CNPJ, você precisa das autorizações para funcionar legalmente:</p>
<h4>Alvará de Funcionamento</h4>
<p>Emitido pela prefeitura, é obrigatório para qualquer empresa que exerce atividade econômica. O processo e os custos variam por município.</p>
<h4>Licença Sanitária</h4>
<p>Exigida para estabelecimentos que lidam com alimentos, saúde e cosméticos. É emitida pela Vigilância Sanitária municipal.</p>
<h4>Licença do Corpo de Bombeiros</h4>
<p>Obrigatória para empresas com espaço físico. Verifica as condições de segurança contra incêndio do imóvel.</p>
<h4>Licença Ambiental</h4>
<p>Necessária para atividades que possam causar impacto ao meio ambiente, como indústrias e postos de combustível.</p>
<p><strong>💡 Você também pode gostar: <a href="https://blog.egestor.com.br/como-abrir-empresa-online/">Abrir uma empresa online: entenda todos os passos</a></strong></p>
<h3 id="secao-11-inscricao-estadual">11. Inscrição Estadual</h3>
<p>A Inscrição Estadual é obrigatória para empresas que exercem atividades sujeitas ao ICMS, como comércio, indústria, transporte interestadual e intermunicipal e serviços de comunicação. O cadastro normalmente é realizado pela internet. Dependendo do município e do estado, a ordem das exigências pode variar: algumas prefeituras solicitam primeiro o alvará de funcionamento, enquanto outras exigem a Inscrição Estadual antes da emissão do alvará.</p>
<h3 id="secao-12-configure-a-gestao-da-empresa">12. Configure a gestão da empresa</h3>
<p>Com o CNPJ em mãos, é hora de organizar a operação. Um sistema de gestão ERP resolve tarefas críticas como:</p>
<ul>
<li>Emissão de notas fiscais (NF-e, NFS-e, NFC-e);</li>
<li>Controle financeiro e fluxo de caixa;</li>
<li>Gestão de estoque;</li>
<li>Controle de contas a pagar e a receber;</li>
<li>Relatórios gerenciais para tomada de decisão.</li>
</ul>
<p><img src="https://blog.egestor.com.br/wp-content/uploads/dan-dimmock-sNwnjxm8eTY-unsplash.jpg-2000.webp" alt="" width="2000" height="1125"></p>
<h3 id="secao-13-obrigacoes-fiscais-e-trabalhistas">13. Obrigações fiscais e trabalhistas</h3>
<p>Obrigações trabalhistas, pagamentos de tributos e outras responsabilidades legais devem ser de total conhecimento do empreendedor para a empresa funcionar. Por isso, geralmente com 30 dias de funcionamento da empresa, é necessário fazer o cadastro na <a href="https://blog.egestor.com.br/previdencia-social-o-que-e/">Previdência Social</a>.</p>
<p>Além disso, sua empresa precisa de autorização para emitir notas fiscais e obter os livros fiscais. Nesse caso, basta ir até a sede da SEFAZ e fazer a solicitação.</p>
<h2 id="precisa-de-um-contador-para-abrir-uma-empresa">Precisa de um contador para abrir uma empresa?</h2>
<p>Para o MEI, não é obrigatório - a abertura é gratuita e 100% online pelo Portal do Empreendedor. Para os demais tipos de empresa, embora não seja legalmente obrigatório em todos os casos, é <strong>altamente recomendado</strong>.</p>
<p>Um contador experiente pode economizar muito mais do que cobra ao escolher o regime tributário correto, garantir o enquadramento adequado e evitar multas por erros nas obrigações acessórias.</p>
<p>Se a sua empresa fica no Rio Grande do Sul, por exemplo, uma <a href="https://quatrin.com.br/" rel="noopener">contabilidade em Santa Maria</a> pode cuidar de todo o processo de abertura e do enquadramento tributário ideal para o seu negócio.</p>
<p>Confira no <a href="https://youtu.be/Cc85SAYk_Po" rel="noopener">vídeo</a> abaixo as principais vantagens de contar com um contador para a sua empresa:</p>
<figure><a href="https://youtu.be/Cc85SAYk_Po" rel="noopener" title="Assistir ao vídeo no YouTube"><img src="https://blog.egestor.com.br/media/embeds/youtube-Cc85SAYk_Po.jpg" alt="Assistir ao vídeo no YouTube"></a></figure>
<h2 id="o-que-fazer-depois-de-abrir-uma-empresa">O que fazer depois de abrir uma empresa?</h2>
<p>Abrir o CNPJ é apenas o começo. Veja o que precisa ser feito nos primeiros meses:</p>
<h3 id="siga-o-plano-de-negocio">Siga o plano de negócio</h3>
<p>Coloque em prática as estratégias de marketing, vendas, operação e finanças definidas no plano. Revise e ajuste conforme os resultados aparecem — o plano é um guia vivo, não um documento estático.</p>
<h3 id="organize-as-financas-desde-o-inicio">Organize as finanças desde o início</h3>
<p>Separe as finanças pessoais das empresariais desde o primeiro dia. Abra uma conta bancária jurídica, defina um pró-labore e registre todas as movimentações. Misturar as contas é um dos erros mais comuns — e mais prejudiciais — entre novos empreendedores.</p>
<h3 id="emita-notas-fiscais-corretamente">Emita notas fiscais corretamente</h3>
<p>A emissão de notas fiscais é obrigatória para a maioria das operações. Conforme o tipo de operação, você vai precisar emitir:</p>
<ul>
<li><strong>NF-e:</strong> para venda de mercadorias;</li>
<li><strong>NFS-e:</strong> para prestação de serviços;</li>
<li><strong>NFC-e:</strong> para venda no varejo ao consumidor final.</li>
</ul>
<h3 id="fique-atento-as-obrigacoes-fiscais">Fique atento às obrigações fiscais</h3>
<p>Cada regime tributário tem obrigações com prazos específicos. O não pagamento de guias como DAS, DARF e INSS resulta em multas e juros que podem se acumular rapidamente. Mantenha um calendário fiscal atualizado.</p>
<h3 id="monitore-os-indicadores-do-negocio">Monitore os indicadores do negócio</h3>
<p>Acompanhe mensalmente os principais indicadores: faturamento, margem de lucro, ticket médio, inadimplência e custo de aquisição de clientes. Esses dados guiam decisões estratégicas e ajudam a identificar problemas antes que se tornem crises.</p>
<p><strong>💡 Você também pode gostar: <a href="https://blog.egestor.com.br/abrir-um-negocio-pouco-dinheiro/">Abrir um negócio com pouco dinheiro + ideia de negócios</a></strong></p>
<h2 id="como-saber-o-porte-da-empresa">Como saber o porte da empresa?</h2>
<p>Existem diferentes formas de definir o porte de uma empresa. Entre as principais estão os critérios do IBGE e da Anvisa. No caso do IBGE, a classificação varia conforme o setor da empresa — indústria ou comércio e serviços — e leva em consideração a quantidade de funcionários. Já a Anvisa utiliza o faturamento anual bruto como critério, principalmente para definir taxas e obrigações regulatórias ligadas à vigilância sanitária.</p>
<h3 id="ibge">IBGE</h3>
<ul>
<li><strong>Comércio e serviços</strong>
<ul>
<li>Microempresa: até 9 funcionários;</li>
<li>Empresa de Pequeno Porte (EPP): de 10 a 49 funcionários;</li>
<li>Médio Porte: de 50 a 99 funcionários;</li>
<li>Grande Porte: 100 ou mais funcionários.</li>
</ul>
</li>
<li><strong>Indústria</strong>
<ul>
<li>Microempresa: até 19 funcionários;</li>
<li>Empresa de Pequeno Porte (EPP): de 20 a 99 funcionários;</li>
<li>Médio Porte: de 100 a 499 funcionários;</li>
<li>Grande Porte: 500 ou mais funcionários.</li>
</ul>
</li>
</ul>
<h3 id="anvisa">ANVISA</h3>
<ul>
<li><strong>MEI:</strong> até R$ 81.000/ano;</li>
<li><strong>Microempresa (ME):</strong> até R$ 360.000/ano;</li>
<li><strong>Empresa de Pequeno Porte (EPP):</strong> de R$ 360.000 a R$ 4,8 milhões/ano;</li>
<li><strong>Empresa de Médio Porte (Grupo IV):</strong> até R$ 6 milhões/ano;</li>
<li><strong>Empresa de Médio Porte (Grupo III):</strong> de R$ 6 milhões a R$ 20 milhões/ano;</li>
<li><strong>Empresa de Grande Porte (Grupo II):</strong> de R$ 20 milhões a R$ 50 milhões/ano;</li>
<li><strong>Empresa de Grande Porte (Grupo I):</strong> acima de R$ 50 milhões/ano.</li>
</ul>
<p><strong>Atenção:</strong> mesmo que o faturamento se enquadre como ME ou EPP, a empresa pode ser reclassificada como Médio Porte (Grupo IV) em situações como: ter participação de outra pessoa jurídica no capital, ser filial de empresa estrangeira, ter sócio com mais de 10% de participação em outra empresa fora do Simples Nacional, entre outras condições previstas na <strong>Lei Complementar nº 123/2006.</strong></p>
<p><img src="https://blog.egestor.com.br/wp-content/uploads/293.jpg-2000.webp" alt="abrir uma empresa" width="2000" height="1500"></p>
<h2 id="principais-erros-ao-abrir-uma-empresa">Principais erros ao abrir uma empresa</h2>
<p><a href="https://blog.egestor.com.br/saber-antes-de-abrir-um-negocio/">Antes de tirar uma ideia do papel</a>, todas as suas vertentes devem ser estudadas e analisadas, evitando posteriores surpresas no dia a dia corporativo. Conhecer os erros mais comuns é a melhor forma de evitá-los:</p>
<h3 id="secao-1-abrir-empresa-sem-pesquisa-de-mercado">1. Abrir empresa sem pesquisa de mercado</h3>
<p>Empreendedores que abrem uma empresa apenas com base na intuição, sem validar a demanda do mercado, correm o risco de investir tempo e dinheiro em um negócio sem interesse real do público.</p>
<h4>Empresas concorrentes</h4>
<p>Que empresa pode ser considerada uma concorrente direta do seu negócio? Quais são os pontos em comum entre vocês? Vocês oferecerão as mesmas marcas e produtos? Quais os diferenciais que levariam os clientes dela a comprar na sua empresa?</p>
<p>Observar atentamente cada um desses pontos é a melhor maneira de entrar consciente no mercado, desenvolvendo assim, estratégias desde seus primeiros dias.</p>
<h4>Mercado consumidor</h4>
<p>Quem vai comprar o que a sua empresa está vendendo? Por mais que o produto seja uma necessidade que independe de idade, sexo ou etnia, é importantíssimo pesquisar pelo perfil do mercado consumidor. A correta análise desses dados proporcionará um direcionamento mais preciso de suas propagandas, por exemplo.</p>
<h3 id="secao-2-escolher-o-regime-tributario-errado">2. Escolher o regime tributário errado</h3>
<p>A escolha errada pode representar dezenas de milhares de reais em impostos desnecessários ao longo do ano. Sempre consulte um contador antes de decidir.</p>
<h3 id="secao-3-misturar-financas-pessoais-e-empresariais">3. Misturar finanças pessoais e empresariais</h3>
<p>Sem separar as contas, é impossível saber se a empresa está dando lucro — e o empreendedor corre risco de endividamento pessoal por dívidas da empresa.</p>
<h3 id="secao-4-nao-emitir-notas-fiscais">4. Não emitir notas fiscais</h3>
<p>Deixar de emitir NF expõe a empresa a autuações, multas pesadas e até fechamento pelo Fisco. Além disso, clientes corporativos exigem nota fiscal para abater como despesa.</p>
<h3 id="secao-5-ignorar-o-capital-de-giro">5. Ignorar o capital de giro</h3>
<p>O capital de giro é o dinheiro necessário para manter a operação enquanto as contas a receber ainda não entraram. Sem reserva adequada, uma empresa pode quebrar mesmo faturando bem.</p>
<h3 id="secao-6-subestimar-os-custos-fixos">6. Subestimar os custos fixos</h3>
<p>Aluguel, energia, internet, pró-labore, impostos — todos precisam ser calculados com precisão antes de abrir as portas. Subestimar os custos fixos é uma das principais causas de falência precoce.</p>
<h3 id="secao-7-nao-ter-sistema-de-gestao-desde-o-inicio">7. Não ter sistema de gestão desde o início</h3>
<p>Controlar estoque no caderno e fluxo de caixa no Excel cria problemas sérios conforme o negócio cresce. Um <a href="https://egestor.com.br/?afl=11" rel="noopener">sistema de gestão</a> desde o início evita retrabalho, erros e perda de informações.</p>
<h3 id="secao-8-negligenciar-o-atendimento-ao-cliente">8. Negligenciar o atendimento ao cliente</h3>
<p>Um atendimento ruim destrói a reputação de qualquer empresa. No ambiente digital, uma experiência negativa pode viralizar e afastar dezenas de clientes em potencial.</p>
<h3 id="secao-9-nao-buscar-capacitacao">9. Não buscar capacitação</h3>
<p>Empreendedorismo é uma habilidade que pode ser desenvolvida. Cursos, mentorias e networking com outros empreendedores podem fazer a diferença entre o sucesso e o fracasso.</p>
<h3 id="secao-10-nao-registrar-funcionarios-corretamente">10. Não registrar funcionários corretamente</h3>
<p>Funcionários sem carteira assinada, quando o registro é obrigatório, podem gerar processos e passivos trabalhistas capazes de comprometer seriamente a saúde financeira e o futuro da empresa.</p>
<h2 id="conclusao-abrir-empresa-e-mais-simples-com-a-estrutura-certa">Conclusão: abrir empresa é mais simples com a estrutura certa</h2>
<p>Abrir uma empresa em 2026 é um processo mais ágil do que nunca, mas que exige planejamento e as escolhas certas desde o início. Com o passo a passo correto — da pesquisa de mercado ao registro na Junta Comercial —, você evita erros custosos e começa com estrutura para crescer.</p>
<p>Depois de abrir o CNPJ, organizar a gestão do negócio é o próximo passo crítico. O <strong>eGestor</strong> é um sistema online de <a href="https://blog.egestor.com.br/gestao/">gestão empresarial</a> que ajuda micro e pequenas empresas a controlar estoque, emitir notas fiscais, gerenciar o financeiro e acompanhar os resultados — tudo em um único lugar.</p>
<p>🚀 <a href="https://egestor.com.br/?afl=11" rel="noopener"><strong>Teste o eGestor gratuitamente</strong> </a>e veja como um sistema de gestão pode fazer a diferença desde o primeiro dia da sua empresa.</p>
<p><img src="https://blog.egestor.com.br/wp-content/uploads/236.png-2000.webp" alt="abrir uma empresa" width="2000" height="1335"></p>
<section class="faq"><h2 id="perguntas-frequentes-sobre-como-abrir-uma-empresa">Perguntas frequentes sobre como abrir uma empresa</h2><div class="faq-lista"><details class="faq-item" open="open"><summary><h3 id="ja-tenho-uma-empresa-posso-abrir-outra">Já tenho uma empresa, posso abrir outra?</h3></summary><div class="faq-resposta">
<p>Depende do tipo da empresa. Cada uma tem suas próprias regras a serem seguidas, entenda:
<strong>MEI</strong>: não é possível. O MEI não pode ter sócios e não pode ser proprietário de outra empresa.
<strong>EI</strong>: pode ter mais de uma SLU ou LTDA
<strong>EIRELI</strong>: modalidade extinta em 2021. As empresas existentes foram convertidas automaticamente em SLU. Não é mais possível abrir EIRELI no Brasil.
<strong>LTDA ou SLU (Sociedade Limitada Unipessoal)</strong>: permitem participação em outras empresas, inclusive como sócio ou titular de outra SLU ou LTDA.
Além disso, quem opta pelo Simples Nacional precisa ter atenção ao limite de faturamento. Embora seja possível ter mais de uma empresa nesse regime, o teto anual de R$ 4,8 milhões considera a soma do faturamento de todas elas. Ou seja, o faturamento total das empresas não pode ultrapassar esse limite.</p>
</div></details><details class="faq-item" open="open"><summary><h3 id="quanto-custa-abrir-um-mei">Quanto custa abrir um MEI?</h3></summary><div class="faq-resposta">
<p>A abertura do MEI é <strong>completamente gratuita</strong> pelo Portal do Empreendedor (gov.br). Não há taxas de registro, e o processo é 100% online.</p>
</div></details><details class="faq-item" open="open"><summary><h3 id="preciso-de-endereco-fisico-para-abrir-uma-empresa">Preciso de endereço físico para abrir uma empresa?</h3></summary><div class="faq-resposta">
<p>Sim, toda empresa precisa de um endereço registrado. Porém, muitas prefeituras permitem o uso do endereço residencial para empresas que não recebem clientes em casa. Existe também a opção de endereço fiscal em coworking ou endereço virtual.</p>
</div></details><details class="faq-item" open="open"><summary><h3 id="como-emitir-nota-fiscal">Como emitir nota fiscal?</h3></summary><div class="faq-resposta">
<p>Depois de concluir todas as etapas de abertura da empresa, já será possível emitir notas fiscais. No caso do MEI, a emissão não é obrigatória para vendas ou serviços prestados a pessoas físicas, mas passa a ser necessária em operações com outras empresas.
Após obter o CNPJ e o alvará, é preciso realizar o credenciamento na Secretaria da Fazenda do estado (para NF-e) ou na prefeitura do município (para NFS-e). Utilizar um sistema de gestão com emissor de notas integrado ajuda a simplificar esse processo.</p>
</div></details><details class="faq-item" open="open"><summary><h3 id="mei-pode-contratar-funcionario">MEI pode contratar funcionário?</h3></summary><div class="faq-resposta">
<p>Sim. O MEI pode ter <strong>um único funcionário</strong> registrado com carteira assinada, com salário mínimo nacional ou piso da categoria profissional.</p>
</div></details><details class="faq-item" open="open"><summary><h3 id="como-funciona-a-aposentadoria-sendo-pessoa-juridica">Como funciona a aposentadoria sendo pessoa jurídica?</h3></summary><div class="faq-resposta">
<p>Para garantir o acesso à aposentadoria e outros benefícios previdenciários, empresários e sócios que recebem pró-labore precisam contribuir para o INSS. A contribuição pode ocorrer de duas formas:
<strong>- 11% (Plano Simplificado):</strong> contribuição reduzida, normalmente sobre o salário mínimo, com algumas limitações previdenciárias, como a impossibilidade de aposentadoria por tempo de contribuição.</p>
<ul>
<li><strong>20% (Plano Normal):</strong> contribuição sobre o valor do pró-labore, limitada ao teto do INSS. Essa modalidade é a mais indicada para quem busca aposentadoria por tempo de contribuição ou um benefício maior.
No caso do MEI, a contribuição ao INSS já está incluída na DAS (<a href="https://blog.egestor.com.br/das-documento-de-arrecadacao-do-simples-nacional/">Documento de Arrecadação do Simples Nacional</a>) e corresponde a 5% do salário mínimo.
Além disso, empresas enquadradas no Anexo IV do Simples Nacional também precisam recolher 20% de INSS patronal sobre a folha de pagamento, além da contribuição dos sócios sobre o pró-labore.</li>
</ul>
</div></details><details class="faq-item" open="open"><summary><h3 id="como-encerrar-uma-empresa">Como encerrar uma empresa?</h3></summary><div class="faq-resposta">
<p>O encerramento (baixa) exige a regularização de todas as dívidas fiscais, quitação de obrigações trabalhistas e protocolo na Junta Comercial. A baixa do MEI pode ser feita gratuitamente pelo Portal do Empreendedor.</p>
</div></details><details class="faq-item" open="open"><summary><h3 id="qual-a-diferenca-entre-mei-e-me">Qual a diferença entre MEI e ME?</h3></summary><div class="faq-resposta">
<p>O MEI tem limite de faturamento de R$ 81.000/ano, pagamento fixo mensal e é indicado para profissionais autônomos. A ME permite faturamento de até R$ 360.000/ano, mais funcionários e atividades que o MEI não comporta, mas tem mais obrigações fiscais e contábeis.</p></div></details></div></section>

<p><a href="https://egestor.com.br:443/?afl=11" rel="noopener"><img src="https://blog.egestor.com.br/wp-content/uploads/Banner-conversao-eGestor-blog.jpg-650.webp" alt="Banner-conversao-eGestor-blog" width="650" height="250"></a></p>]]></content:encoded>
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    </item>
    <item>
      <title>Ambição e ganância: Qual a diferença entre os termos</title>
      <link>https://blog.egestor.com.br/ambicao-e-ganancia/</link>
      <guid isPermaLink="true">https://blog.egestor.com.br/ambicao-e-ganancia/</guid>
      <pubDate>Thu, 15 Jan 2026 10:00:00 -0300</pubDate>
      <dc:creator><![CDATA[Gabrielly Vizzotto Cruz]]></dc:creator>
      <category>Empreendedorismo</category>
      <category>empreendedores</category>
      <description>Ambição é querer crescer; ganância é querer mais sem medir consequências. Veja a diferença com exemplos práticos e como usar a ambição a seu favor.</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>diferença entre ambição e ganância</strong> é um tema relevante tanto no desenvolvimento pessoal quanto no mundo dos negócios. Enquanto a ambição representa um desejo saudável de crescer e alcançar metas com integridade, a ganância é caracterizada por um desejo exagerado e egoísta por poder: ignorando a ética e causando prejuízos a terceiros.</p>
<p>Neste artigo, você vai entender o que separa esses dois conceitos, por que essa distinção é importante e como identificar cada um deles no dia a dia.</p>
<h2 id="o-que-e-ambicao">O que é ambição?</h2>
<p>A <strong>ambição</strong> é o desejo intenso de crescer, evoluir e alcançar objetivos de forma construtiva. Uma pessoa ambiciosa busca melhorar continuamente a si mesma, seja na carreira, nas finanças, nos relacionamentos ou na contribuição para a sociedade.</p>
<p>Principais características da ambição:</p>
<ul>
<li><strong>Foco no crescimento pessoal</strong>: o objetivo é evoluir e conquistar mais, sem necessariamente superar os outros.</li>
<li><strong>Respeito à ética</strong>: a ambição saudável, respeitando limites morais e não prejudicando terceiros.</li>
<li><strong>Motivação positiva</strong>: estimula inovação, trabalho duro e desenvolvimento humano.</li>
<li><strong>Autoconsciência</strong>: o comprometimento com seus erros, acessível de feedbacks e correção de rumores quando necessário.</li>
<li><strong>Benefício coletivo</strong>: ao crescer, a ambição tende a levar pessoas ao seu redor para cima também.</li>
</ul>
<p>A ambição saudável é uma força que constrói. Ela permite prosperar de forma ética e gerar benefícios tanto pessoais quanto sociais.</p>
<h2 id="o-que-e-ganancia">O que é ganância?</h2>
<p>A <strong>ganância</strong> é o desejo excessivo e descontrolado de ter mais poder, dinheiro ou status sem limites éticos. Diferente da ambição, a ganância não se satisfaz com o crescimento próprio: ela precisa superar, subjugar ou se apropriar do que é dos outros.</p>
<p>Principais características da ganância:</p>
<ul>
<li><strong>Insatisfação permanente</strong>: o ganho nunca tem o suficiente; há sempre algo mais a conquistar.</li>
<li><strong>Desrespeito à ética</strong>: ignora valores morais para atingir seus objetivos.</li>
<li><strong>Foco na superioridade</strong>: quer ter mais do que os outros, não apenas crescer.</li>
<li><strong>Consequências destrutivas</strong>: causa danos a terceiros, cria inimigos e alimenta ciclos de conflito.</li>
<li><strong>Ausência de autocrítica</strong>: relata o impacto de suas ações sobre os outros.</li>
</ul>
<h2 id="qual-a-diferenca-entre-ambicao-e-ganancia">Qual a diferença entre ambição e ganância</h2>
<p>A tabela abaixo resume os principais pontos que diferenciam ambição de ganância:</p>
<div class="table-wrap"><table>
<thead>
<tr>
<th>Característica</th>
<th>Ambição</th>
<th>Ganância</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Foco</td>
<td>Crescimento</td>
<td>Superar e acumular mais que os outros</td>
</tr>
<tr>
<td>Ética</td>
<td>Respeita limites morais</td>
<td>Ignorar a ética para atingir objetivos</td>
</tr>
<tr>
<td>Impacto nos outros</td>
<td>Tende a ajudar e inspirar</td>
<td>Prejudica e usa terceiros como meio</td>
</tr>
<tr>
<td>Satisfação</td>
<td>Sente satisfação ao conquistar metas</td>
<td>Insatisfação permanente</td>
</tr>
<tr>
<td>Resultado a longo prazo</td>
<td>Crescimento sustentável</td>
<td>Conflito, isolamento, fracasso ético</td>
</tr>
<tr>
<td>Autoconsciência</td>
<td>Alta — aceita feedbacks e corrige erros</td>
<td>Baixa — dificuldade faz autocrítica</td>
</tr>
</tbody>
</table></div>
<h3 id="a-diferenca-essencial">A diferença essencial</h3>
<p>A principal diferença está na <strong>relação com os outros</strong> . A ambição quer crescer e conquistar mais, mas seu objetivo é a própria evolução e não a derrota de terceiros. Já o ganancioso precisa ter mais do que os demais, mesmo que isso signifique ignorar valores, enganar ou passar por cima de alguém.</p>
<p>Outro ponto central é a <strong>sustentabilidade</strong>. A ambição gera construção: novas empresas, inovações, progresso social. A ganância, por outro lado, tende ao colapso, pois pode criar inimigos, corroer relações e, com o tempo, prejudicar o próprio ganho.</p>
<p><img src="https://blog.egestor.com.br/wp-content/uploads/paolo-margari-KVYPpbpji4E-unsplash.jpg-2000.webp" alt="Ambição e ganância" width="2000" height="1333"></p>
<h2 id="o-que-dizem-os-dicionarios">O que dizem os dicionários?</h2>
<p>UUma das formas de entender a diferença entre os conceitos é olhar para as definições formais. Veja o que diz o <strong>Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa</strong> :</p>
<ul>
<li><strong>Ambição</strong>: o forte desejo por riqueza, poder ou honra; o desejo constante de atingir um objetivo ou obter sucesso.</li>
<li><strong>Ganância</strong>: cupidez, cobiça, avidez; desejo exacerbado de ter ou de receber mais do que os outros; ânsia por ganhos exorbitantes.</li>
</ul>
<p>A diferença sutil nas definições do Houaiss já aponta para o núcleo da distinção: o <strong>ganancioso quer ter mais que os outros</strong>, enquanto o <strong>ambicioso quer simplesmente conquistar mais para si</strong>. Mas essa diferença é mais profunda do que parece.</p>
<p>O <strong>New Oxford American Dictionary</strong> apresenta uma distinção ainda mais clara:</p>
<ul>
<li><strong>Ambição</strong>: um forte desejo de conseguir ou fazer algo; costuma exigir trabalho duro e determinação.</li>
<li><strong>Ganânci</strong>a: desejo egoísta e intenso por alguma coisa, especialmente poder, riqueza ou acumulação material.</li>
</ul>
<p>A cultura americana, historicamente, valoriza e incentiva a ambição como motor de crescimento econômico e inovação. No Brasil, há uma tendência cultural de confundir ambição com ganância, o que leva muitas pessoas a evitar buscar o melhor para si.</p>
<p>A pessoa ambiciosa costuma ter uma boa autoconsciência. Desta forma, ela costuma reconhecer quando peca, erra ou prejudica alguém e busca se retratar e recuperar o crescimento.</p>
<p>O ambicioso aceita feedbacks e corrige seu curso quando preciso. Seu objetivo é sempre garantir uma evolução que seja sustentável e ética.</p>
<p><a href="https://egestor.com.br/representantes.php?afl=11" rel="noopener"><img src="https://blog.egestor.com.br/wp-content/uploads/E-ambicioso-2.png-1200.webp" alt="" width="1200" height="500"></a></p>
<h3 id="o-que-a-ambicao-busca-alem-do-dinheiro">O que a ambição busca além do dinheiro?</h3>
<p>Embora a ambição e a ganância sejam frequentemente associadas às finanças, a <strong>ambição saudável</strong> vai muito além do aspecto financeiro. Uma pessoa verdadeiramente ambiciosa busca crescer em todas as áreas da vida:</p>
<ul>
<li>Saúde e bem-estar</li>
<li>Relacionamentos significativos</li>
<li>Conhecimento e desenvolvimento intelectual</li>
<li>Impacto positivo na comunidade</li>
<li>Realização profissional com propósito</li>
</ul>
<p>Economias que incentivam a ambição tendem a ser mais produtivas e inovadoras. Quando as pessoas buscam conquistas, trabalham mais, produzem mais e, como resultado, fortalecem a economia e elevam o bem-estar geral.</p>
<p><img src="https://blog.egestor.com.br/wp-content/uploads/taisiia-stupak-mYeSCM9bHRo-unsplash-1.jpg-2000.webp" alt="ambição e ganância" width="2000" height="1333"></p>
<h2 id="exemplos-de-ambicao">Exemplos de ambição</h2>
<p>Os exemplos de ambição estão por toda parte, especialmente no mundo profissional:</p>
<ul>
<li><strong>O aluno de escola pública</strong> que estudou anos para passar em medicina numa universidade federal — sua conquista não prejudicou ninguém; foi fruto de dedicação e esforço.</li>
<li><strong>O profissional que cresce na empresa</strong> ajudando a equipe a crescer junto — liderança e ambição se complementam.</li>
<li><strong>O empreendedor</strong> que deixa um emprego estável para abrir seu negócio, criando empregos e valor para a sociedade.</li>
<li><strong>O estudante</strong> que acorda mais cedo, lê mais e busca ser 1% melhor a cada dia.</li>
</ul>
<h3 id="ambicao-coragem-uma-combinacao-poderosa">Ambição + Coragem: uma combinação poderosa</h3>
<p>Quando a ambição se alia à coragem, os resultados tendem a ser notáveis. Mudar de carreira, empreender e aprender novas habilidades são atos de ambição competitiva. Ao abandonar a zona de conforto, a pessoa abre espaço para um crescimento real e sustentável.</p>
<h3 id="a-linha-tenue-entre-ambicao-e-ganancia">A linha tênue entre Ambição e Ganância</h3>
<p>A ambição deve sempre ser acompanhada de razão e consciência. Antes de tomar decisões importantes, vale a pena se perguntar:</p>
<ul>
<li>Essa ação causará mal a alguém de forma injusta?</li>
<li>Estou respeitando os limites éticos e legais?</li>
<li>Meu crescimento está contribuindo ou prejudicando as pessoas ao meu redor?</li>
</ul>
<p>Se a resposta indicar prejuízo a terceiros, é hora de repensar o caminho. A linha entre ambição e ganância é tênue e a consciência é a principal ferramenta para não cruzá-la.</p>
<h2 id="exemplos-de-ganancia">Exemplos de ganância</h2>
<p>Os exemplos de ganância são frequentes na história e no noticiário. Diferente da ambição, a ganância quase sempre resulta em danos coletivos:</p>
<ul>
<li><strong>Fraudes corporativas</strong> : escândalos envolvendo grandes empresas demonstram como a ganância corrói instituições, destrói empregos e prejudica milhares de pessoas inocentes.</li>
<li><strong>Primeira Guerra Mundial (1914–1918)</strong> : impulsionada em grande parte pela disputa dos países europeus pela divisão das colônias africanas. A ganância por territórios comprovada na morte de milhões.</li>
<li><strong>Segunda Guerra Mundial (1939–1945)</strong> : o revanchismo alemão, alimentado pela ganho de poder de Hitler, descoberto em um dos maiores genocídios da história.</li>
</ul>
<h2 id="conclusao-seja-ambicioso-nao-ganancioso">Conclusão: seja ambicioso, não ganancioso</h2>
<p>A diferença entre ambição e ganância define, em grande parte, o tipo de pessoa que somos e o impacto que causamos no mundo.</p>
<p>A ambição saudável é uma das forças mais poderosas para o crescimento individual e coletivo, pois ela constrói negócios, carreiras, famílias e nações.</p>
<p>A ganância, por outro lado, corrói relações, cria conflitos e, a longo prazo, destrói o próprio ganancioso.</p>
<p>Portanto, incentivar a ambição com ética, propósito e consciência é um dos caminhos mais seguros para um futuro próspero e saudável.</p>
<blockquote>
<p><strong>Um país com muitas pessoas ambiciosas é um país com potencial de crescimento saudável.</strong> Um país dominado pela ganância tende à corrupção e ao retrocesso. A escolha começa em cada um de nós.</p>
</blockquote>
<p><a href="https://blog.egestor.com.br/planilha-de-controle-de-estoque-em-excel-gratuita/"><img src="https://blog.egestor.com.br/wp-content/uploads/CONTROLE-DE-ESTOQUE-52.png-650.webp" alt="" width="650" height="250"></a></p>
<section class="faq"><h2 id="perguntas-frequentes-sobre-ambicao-e-ganancia">Perguntas Frequentes Sobre Ambição e Ganância</h2><div class="faq-lista"><details class="faq-item" open="open"><summary><h3 id="qual-e-a-principal-diferenca-entre-ambicao-e-ganho">Qual é a principal diferença entre ambição e ganho?</h3></summary><div class="faq-resposta">
<p>A principal diferença não é <strong>impacto sobre os outros</strong> e na <strong>motivação</strong>. A ambição busca o crescimento pessoal respeitando a ética; a ganância busca ter mais que os outros a qualquer custo, ignorando valores e prejudicando terceiros.</p>
</div></details><details class="faq-item" open="open"><summary><h3 id="ambicao-e-algo-positivo-ou-negativo">Ambição é algo positivo ou negativo?</h3></summary><div class="faq-resposta">
<p>A ambição, quando saudável, é <strong>positiva</strong>. Ela impulsiona o desenvolvimento pessoal, profissional e social. O problema surge quando a ambição perde seus limites éticos e se transforma em ganância.</p>
</div></details><details class="faq-item" open="open"><summary><h3 id="como-saber-se-sou-ambicioso-ou-ganancioso">Como saber se sou ambicioso ou ganancioso?</h3></summary><div class="faq-resposta">
<p>Pergunte-se: <em>Meu crescimento prejudicado ou ajuda as pessoas ao meu redor?</em> A ambição cresce e tende a elevar os outros. O ganho crescente pisando em cima de terceiros ou se apropriando do que não lhe pertence.</p>
</div></details><details class="faq-item" open="open"><summary><h3 id="ganancia-e-um-dos-pecados-capitais">Ganância é um dos pecados capitais?</h3></summary><div class="faq-resposta">
<p>Sim. Na tradição cristã, a ganância (ou avareza) é um dos <strong>sete pecados capitais</strong>. Do ponto de vista ético e social, é considerado um vício destrutivo tanto para o indivíduo quanto para a coletividade.</p>
</div></details><details class="faq-item" open="open"><summary><h3 id="e-possivel-transformar-a-ganancia-em-ambicao-saudavel">É possível transformar a ganância em ambição saudável?</h3></summary><div class="faq-resposta">
<p>Sim. O processo envolve desenvolver <strong>autoconsciência</strong>, empatia e um senso de propósito que vai além do acúmulo de material. Reflexão regular, mentoria e leitura são caminhos comuns para essa transformação. <a href="https://egestor.com.br/?afl=11" rel="noopener"><img src="https://blog.egestor.com.br/wp-content/uploads/Banner-conversao-eGestor-blog.gif" alt="" width="650" height="250"></a></p></div></details></div></section>
]]></content:encoded>
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    </item>
    <item>
      <title>Empresário Individual (EI): O que é e como abrir</title>
      <link>https://blog.egestor.com.br/empresario-individual/</link>
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      <pubDate>Mon, 03 Jul 2023 10:00:00 -0300</pubDate>
      <dc:creator><![CDATA[Gabrielly Vizzotto Cruz]]></dc:creator>
      <category>Abrir empresa e MEI</category>
      <category>empreendedores</category>
      <description>O empreendedor individual é extremamente importante para a economia de um país, e no Brasil isso não é diferente. Aprenda tudo a respeito do EI e MEI.</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Empreender é uma tarefa que exige muito estudo e preparo desde o início. Afinal, para tirar a ideia do papel e torná-la realidade, é preciso bastante cuidado e atenção. Uma das primeiras responsabilidades do empreendedor é justamente a de definir a qual grupo ele fará parte. Neste contexto, este artigo tem por objetivo contribuir com a definição do que é ser EI – Empresário Individual.</p>
<h2 id="o-que-e-ei-empresario-individual">O que é EI – Empresário Individual?</h2>
<p>O EI, empresário individual, é a pessoa física que atua como empresário, com atividade econômica, sem sócios. Assim, o EI é um <a href="https://blog.egestor.com.br/tipos-de-empresas/">tipo de empresa</a>, formada apenas pelo proprietário, que pode ter receita anual maior que R$ 81mil e menor que R$ 360mil.</p>
<h3 id="quantidade-de-socios-do-empresario-individual">Quantidade de sócios do empresário individual</h3>
<p>O empresário individual é o único responsável pela empresa, não podendo ter sócios.</p>
<p>Isso acontece porque a titularidade da empresa é exclusivamente da pessoa física responsável por ela. Ainda, a razão social da empresa deve ser composta pelo nome do empresário, completo ou abreviado.</p>
<p>Assim, um empresário individual não pode ter sócios. Caso seja necessário, o tipo de empresa deve ser outro, como Sociedade Limitada, por exemplo.</p>
<h3 id="receita-anual-e-capital-social-do-empresario-individual">Receita anual e capital social do empresário individual</h3>
<p>O faturamento anual do empresário individual depende do porte da empresa. Caso ela for classificada como Microempresa (ME), o seu faturamento máximo é de R$ 360 mil. Mas, se ela se enquadrar como Empresa de Pequeno Porte, o máximo para o faturamento é R$ 4,8 milhões.</p>
<p>Entretanto, esses valores são para empresas que se enquadram no Simples Nacional.</p>
<p>O EI pode optar por outros regimes tributários, como o Lucro Real e o Lucro Presumido, onde o faturamento é de até R$ 78 milhões anuais.</p>
<h3 id="responsabilidade-financeira-do-empresario-individual">Responsabilidade financeira do empresário individual</h3>
<p>A responsabilidade financeira do EI é do seu responsável legal, uma vez que é utilizado a pessoa física. Assim, isso significa que não existe diferença entre o patrimônio empresarial e o pessoal.</p>
<p>Dessa forma, no caso de comprometimentos financeiros, o patrimônio é considerado o mesmo.</p>
<h3 id="quantidade-de-funcionarios-do-empresario-individual">Quantidade de funcionários do empresário individual</h3>
<p>O empresário individual pode ter quantos funcionários forem necessários, de acordo com o porte da empresa. Essa opção é diferente do MEI, que permite a contratação de apenas um funcionário.</p>
<p><img src="https://blog.egestor.com.br/wp-content/uploads/19-7.png-2000.webp" alt="empresário individual" width="2000" height="1333"></p>
<h2 id="quais-as-caracteristicas-de-um-empresario-individual">Quais as características de um empresário individual</h2>
<p>– O EI é uma pessoa física exercendo uma atividade econômica</p>
<p>– Ele não pode ter sócios</p>
<p>– Não há capital mínimo para abrir um EI</p>
<p>– O empresário individual pode ser uma microempresa ou uma empresa de pequeno porte</p>
<p>– Ele pode optar por qualquer um dos regimes tributários: simples nacional, lucro presumido ou lucro real</p>
<p>– Podem ser empresários individuais freelancers, autônomos ou profissionais liberais</p>
<h2 id="como-abrir-um-ei">Como abrir um EI</h2>
<p>Os passos para <a href="https://blog.egestor.com.br/como-abrir-uma-empresa/">abrir uma empresa</a> EI são os mesmos que para abrir uma empresa normalmente. Mas atenção! Eles podem variar de estado para estado, de acordo com a atividade do mesmo.</p>
<p>Para abrir uma empresa empresário individual você precisa:</p>
<ul>
<li>Fazer o registro na <a href="https://blog.egestor.com.br/junta-comercial/">Junta Comercial</a> e optar pelo enquadramento (se microempresa ou empresa de pequeno porte)</li>
<li>Ter um alvará de funcionamento</li>
<li>Fazer o cadastro na <a href="https://blog.egestor.com.br/previdencia-social-o-que-e/">Previdência Social</a></li>
<li>Ter um sistema para emissão de notas</li>
</ul>
<p>Ainda, uma diferença em relação ao MEI é que o EI deve contratar os serviços de um contador. Dessa forma, ele também pode auxiliar no processo de abertura.</p>
<h2 id="quem-pode-ser-um-empresario-individual">Quem pode ser um empresário individual?</h2>
<p>Qualquer pessoa física, maior de 18 anos, que não tenha uma sociedade e que não exerce profissão regulamentada pode ser EI.</p>
<p>Ainda, apenas algumas atividades podem ser prestadas por um empresário individual;</p>
<h3 id="quais-sao-as-atividades-permitidas-ao-ei">Quais são as atividades permitidas ao EI?</h3>
<p>Algumas atividades não são permitidas para quem opta por ser empresário individual, entre elas, profissões intelectuais.</p>
<p>Assim, as atividades permitidas são:</p>
<ul>
<li>Comércio varejista</li>
<li>Serviços
<ul>
<li>de reparos</li>
<li>logística</li>
<li>contabilidade</li>
</ul>
</li>
<li>Restaurantes</li>
</ul>
<p>Alguns serviços não podem se enquadrar como EI, entre eles:</p>
<ul>
<li>Médicos</li>
<li>Engenheiros</li>
<li>Corretores</li>
<li>Advogados</li>
</ul>
<h3 id="quem-nao-pode-ser-um-empresario-individual">Quem não pode ser um empresário individual?</h3>
<p>Quem não pode ser empresário individual são as pessoas jurídicas, que têm alguma sociedade, ou que possuem outra empresa. Além disso, não podem ser empresários individuais: advogados, médicos, arquitetos e corretores.</p>
<p><img src="https://blog.egestor.com.br/wp-content/uploads/24-6.png-2000.webp" alt="empresário individual" width="2000" height="1331"></p>
<h2 id="quais-as-vantagens-de-ser-um-ei">Quais as vantagens de ser um EI</h2>
<p>As principais vantagens de ser um empresário individual são:</p>
<ul>
<li>tem um limite de faturamento anual maior que o MEI</li>
<li>pode optar por qualquer um dos regimes tributários, aumentando a possibilidade de faturamento</li>
<li>não tem valor de capital social mínimo</li>
<li>não há limite de colaboradores para a empresa</li>
</ul>
<h3 id="quais-as-desvantagens-de-ser-um-empresario-individual">Quais as desvantagens de ser um Empresário Individual</h3>
<p>Cada tipo de empresa possui suas próprias características, assim, buscando trazer diversas opções para futuros empresários. Dessa forma, todo tipo terá vantagens para uns e desvantagens para outros. As principais desvantagens de ser um empresário individual são:</p>
<ul>
<li>não há separação de patrimônio: o patrimônio da pessoa física é o mesmo patrimônio da empresa</li>
<li>o negócio não pode ter transferência de titular, apenas em caso de falecimento</li>
<li>não há possibilidade de ter sócios.</li>
</ul>
<h2 id="quais-as-outras-opcoes-de-empresa-individual">Quais as outras opções de empresa individual?</h2>
<p>Caso as características do EI não sejam o que você procura na hora de abrir sua empresa, existem outras empresas que não requerem sociedade. São elas:</p>
<ul>
<li><strong>MEI (<a href="https://blog.egestor.com.br/mei/">Microempreendedor Individual</a>)</strong>: O MEI é o tipo de empresa formado apenas por uma pessoa. Ele possui CNPJ e deve estar regularizado. Para ser MEI é preciso ter um faturamento de até R$ 81 mil por ano, não ter sócios e não fazer parte de outra empresa. Também, o MEI tem direito apenas a um funcionário. Ainda, ele não tem obrigação de emitir notas fiscais e de contratar os serviços de um contador.</li>
<li><strong>EIRELI (Empresa Individual de Responsabilidade Limitada)</strong>: O EIRELI é um tipo de empresa que foi extinta, não podendo um novo empresário optar por ele. Assim, todos os EIRELIs passaram a ser SLU.</li>
<li><strong>SLU (Sociedade Limitada Unipessoal)</strong>: Apesar do nome conter Sociedade, a SLU é um tipo de empresa que permite que se tenha apenas um sócio. Entretanto, diferente do EI, o seu patrimônio está protegido e também não há valor mínimo de capital social.</li>
</ul>
<h2 id="qual-a-diferenca-entre-o-mei-e-o-ei">Qual a diferença entre o MEI e o EI</h2>
<p>As maiores diferenças entre o MEI e o EI são o faturamento anual e a contratação de funcionários. Enquanto o MEI tem faturamento máximo anual de R$ 81mil, o EI pode ter faturamento de até R$ 78 milhões, dependendo do porte e do regime tributário; Já em relação a contratação de funcionários, o MEI pode ter apenas um, e o empresário individual deve seguir as regras do porte da empresa, que são mais flexíveis.</p>
<p>Ainda em relação ao faturamento, o EI é um tipo de empresa que pode optar por qualquer regime tributário, mas o MEI está vinculado ao Simples Nacional, obrigatoriamente.</p>
<p>Além disso, outra diferença é que o MEI não deve emitir notas fiscais, e o EI, e outros tipos de empresas, são obrigados a fazer a emissão.</p>
<p>O MEI, por ter sido criado com o intuito de facilitar a formalização de trabalhadores autônomos, tem algumas vantagens, além da não emissão de notas. Uma delas é que esse tipo de empresa não precisa dos serviços de um contador obrigatoriamente.</p>
<p><a href="https://egestor.com.br:443/?afl=11" rel="noopener"><img src="https://blog.egestor.com.br/wp-content/uploads/Banner-conversao-eGestor-blog.jpg-650.webp" alt="Banner-conversao-eGestor-blog" width="650" height="250"></a></p>]]></content:encoded>
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    </item>
    <item>
      <title>Como vender sem estoque: 4 formas de começar</title>
      <link>https://blog.egestor.com.br/vender-sem-estoque/</link>
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      <pubDate>Tue, 13 Dec 2022 10:00:00 -0300</pubDate>
      <dc:creator><![CDATA[Gabrielly Vizzotto Cruz]]></dc:creator>
      <category>Ideias de negócio</category>
      <category>ideias de negócio</category>
      <category>empreendedores</category>
      <description>Quer ter seu negócio mas dinheiro para começar é um problema? Aprenda 4 maneiras de vender sem estoque com baixo investimento inicial.</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Uma das principais dificuldades de quem busca empreender no ramo de vendas é a necessidade de investir em um estoque inicial de produtos. Para resolver isso, uma das soluções que facilitam o acesso ao empreendedorismo para pessoas qualificadas, mas que não dispõem de grande capital para investimento, é vender sem estoque.</p>
<p>Essa é uma boa opção para quem tem idéias inovadoras de empreendimentos e deseja aumentar sua renda. No entanto, essa modalidade de vendas requer planejamento especial devido ao fato de possuir especificidades de <a href="https://blog.egestor.com.br/logistica/">logística</a> e relacionamento com clientes.</p>
<h2 id="o-que-e-vender-sem-estoque">O que é vender sem estoque?</h2>
<p>Vender sem estoque é um método de venda onde o empresário não faz investimentos em compra de mercadorias, em vez disso, utiliza o estoque de uma outra empresa para manter as operações. Esse é um modelo diferente do tradicional, no qual existe a necessidade de investimento constante em estoque para ter mercadorias disponíveis para os clientes. Isso porque na venda sem estoque o empreendedor passa a responsabilidade de estocagem para um terceiro. Assim, sobra mais tempo para os esforços de gestão estarem focados em outros aspectos do negócio, como a divulgação e o atendimento.</p>
<p>Apesar de haverem outras possibilidades, a opção mais indicada para vender sem estoque é montar uma loja virtual. Também chamado de e-commerce, esse modelo de negócio se tornou muito popular, principalmente na pandemia, devido a facilidade de poder trabalhar de casa mesmo, e também pela baixa necessidade de investimento. Para fazer isso, basta ter um computador com acesso a internet, e utilizar uma plataforma para criar um site onde vender os produtos.</p>
<p>Adicionalmente, dentro das possibilidades de e-commerce, existem maneiras diferentes de estruturar e planejar sua loja e o jeito de vender. Neste artigo, abordaremos algumas delas.</p>
<p><img src="https://blog.egestor.com.br/wp-content/uploads/wilhelm-gunkel-_rD1pJwWpbU-unsplash.jpg-2000.webp" alt="" width="2000" height="1333"></p>
<h2 id="e-possivel-ter-lucro-ao-vender-sem-estoque">É possível ter lucro ao vender sem estoque?</h2>
<p>Sim, é possível ter lucro ao vender sem estoque. E isso porque a margem de lucro por produto para quem realiza venda sem estoque é bastante positiva, geralmente ficando entre 20% a 40%, podendo até ser maior, dependendo do fornecedor e do tipo de produto vendido. No entanto, para ter lucro é necessário ter sucesso nas vendas e saber administrar o empreendimento. Existem alguns passos para atingir esse sucesso, e eles serão explicados a seguir.</p>
<h2 id="como-vender-sem-estoque">Como vender sem estoque?</h2>
<p>Existem diversas maneiras de vender sem estoque, a seguir algumas delas serão explicadas:</p>
<h3 id="secao-1-dropshipping">1 - <em>Dropshipping</em></h3>
<p>No <em>dropshipping</em> o vendedor recebe o pedido do cliente de um determinado produto. Então, o pagamento é feito e o vendedor recebe o valor da venda. Então, o vendedor compra o produto com o fornecedor, repassando esse pedido com todas as informações necessárias para a entrega diretamente para o consumidor final. Por fim, o fornecedor fica responsável por toda a logística de entrega do produto. Sendo uma das modalidades que mais cresce atualmente, <em><a href="https://blog.egestor.com.br/dropshipping-saiba-as-vantagens/">dropshipping</a></em> é um método de vendas onde o vendedor faz a ponte entre o comprador e o fornecedor.</p>
<p>Quando se fala em vender sem estoque, o <em><a href="https://blog.egestor.com.br/loja-de-dropshipping-guia-completo-para-criar-uma/">dropshipping</a></em> é inevitavelmente o que vem à mente. Isso não acontece sem motivo, uma vez que essa é a maneira mais popular de venda sem estoque, onde existe uma terceirização do estoque e da logística.</p>
<p>O lucro existe na margem de preço que o vendedor anuncia o produto para o cliente final, e o custo do produto pago ao fornecedor. Esse valor geralmente é previamente acordado entre as partes.</p>
<h4><em>Dropshipping</em> é crime?</h4>
<p>Não, <em>dropshipping</em> não é crime. Ele é um método de vender sem estoque que é permitido pela legislação brasileira, desde que sejam seguidas as leis devidas. Assim, para operar nessa modalidade o empresário precisa registrar um CNPJ, e ficar sempre em dia com as declarações de imposto de renda e o devido pagamento de tributos.</p>
<p>Além disso, mais um ponto de atenção é para quem pretende trabalhar com produtos importados. Isso porque produtos vindos de fora do Brasil possuem taxas de alfândega que precisam ser pagas, portanto quem trabalha com importação precisa estar atento a esses tributos.</p>
<h4>O que é preciso para fazer <em>dropshipping</em>?</h4>
<p>Para fazer <em>dropshipping</em> o primeiro passo, depois de definir qual vai ser seu nicho de atuação, é definir uma plataforma para montar o site da loja. Isso é bem importante porque esse será o lugar onde você irá anunciar os produtos comercializados e onde seu cliente vai poder se relacionar com você. Para isso, existem sites especializados nesse serviço de hospedagem de e-commerce, como o Shopify e o Nuvemshop. Contudo, esteja atento ao preço que você vai pagar para utilizar essas plataformas. Inclua isso no seu planejamento inicial do negócio.</p>
<p>Uma das principais coisas a se fazer e deve ser uma preocupação constante quando se trabalha com <em>dropshipping</em> é encontrar <a href="https://blog.egestor.com.br/10-dicas-para-nao-errar-na-escolha-de-bons-fornecedores-para-sua-empresa/">fornecedores de qualidade</a>. Assim, fazer parcerias com fornecedores bons e confiáveis é o que vai ditar seu sucesso ou fracasso no negócio. Por isso, tome tempo para fazer pesquisas de fornecedores, de preferência nacionais, com boa reputação e os que já tenham experiência com essa modalidade. Também, esteja pronto para ser flexível e troque de fornecedor caso sinta que o atual não atende às suas necessidades e requisitos.</p>
<p>Além disso, invista na divulgação da sua loja. Para isso, você pode criar páginas nas redes sociais anunciando sua loja e o que você está vendendo. Isso é bem importante porque seu público alvo precisa conhecer sua loja. Logo, considere investir em campanhas de <a href="https://blog.egestor.com.br/por-que-o-marketing-digital-e-essencial-para-empresas/">marketing</a> pagas, como as do <em><a href="https://blog.egestor.com.br/facebook-ads-saiba-tudo-a-respeito/">Facebook Ads</a></em>, e <em>Google Ads</em>.</p>
<figure><a href="https://youtu.be/ASc8viEXLpc" rel="noopener" title="Assistir ao vídeo no YouTube"><img src="https://blog.egestor.com.br/media/embeds/youtube-ASc8viEXLpc.jpg" alt="Assistir ao vídeo no YouTube"></a></figure>
<h3 id="secao-2-infoprodutos">2 - Infoprodutos</h3>
<p><a href="https://www.agatetepe.com.br/infoprodutos/" rel="noopener">Infoprodutos</a> são produtos que ficam armazenados digitalmente, ou seja, não é necessário se preocupar com estoque quando se trabalha com esse tipo de venda. Geralmente são vídeos, áudios ou textos de conteúdo educativo, como tutoriais, passo a passo e vídeo aulas.</p>
<p>Esse tipo de produto tem uma grande facilidade na venda e entrega. Isso porque, como é armazenado e distribuído digitalmente, o consumidor pode ter acesso imediato ao produto após a compra. Esse é um fator muito interessante para quem quer vender sem estoque, já que torna o processo de suporte pós-venda muito mais simples.</p>
<p>Existe uma demanda bem alta desses produtos atualmente, portanto, pode ser um bom mercado a ser explorado por quem quer vender sem estoque.</p>
<p>Algumas opções de infoprodutos que são muito consumidos atualmente são:</p>
<ul>
<li>Cursos</li>
<li>Podcasts</li>
<li>Ebooks</li>
<li>Audiobooks</li>
<li>Vídeo aulas</li>
<li>Mentorias online</li>
<li>Ferramentas digitais</li>
</ul>
<p>Além do mais, caso você possua uma habilidade e deseje ensinar isso a outras pessoas, você pode comercializar isso como um infoproduto na internet. Para isso, no entanto, é necessário ter um conhecimento profundo e especializado no assunto sobre o qual será criado conteúdo. Além disso, vai ser preciso investimento em um material de qualidade e que realmente solucione um problema que seu público em potencial tem.</p>
<h3 id="secao-3-vendas-como-afiliado">3 - Vendas como afiliado</h3>
<p>A venda por marketing de afiliados é mais uma maneira de vender sem estoque, eliminando toda preocupação com logística. Resumidamente, funciona da seguinte maneira: a pessoa cria um site, blog, ou até mesmo um canal no Youtube, e anuncia produtos de uma empresa desse nicho. Então, disponibiliza links para a compra desses produtos, e recebe uma comissão por cada venda que for feita por meio desses links.</p>
<p>Esse tipo de venda é ainda mais simples que as mencionadas anteriormente, visto que na venda como afiliado, além de não existir preocupação com estoque, o anunciante também não precisa se envolver no processo de pós-venda e atendimento. Isso porque todo o suporte relacionado à venda do produto é feito diretamente pela empresa ao qual o anunciante é afiliado.</p>
<p>No entanto, é importante ressaltar aqui que o foco é a promoção de conteúdo. Ou seja, a venda é uma consequência de uma relação de confiança que se estabelece entre quem está promovendo e os consumidores. Por isso, os produtos que são anunciados precisam estar relacionados com o conteúdo que é promovido.</p>
<p><img src="https://blog.egestor.com.br/wp-content/uploads/bruce-mars-FWVMhUa_wbY-unsplash.jpg-2000.webp" alt="" width="2000" height="1333"></p>
<h4>Invista em criação de conteúdo de valor</h4>
<p>Ao fazer vendas como afiliado, o vendedor depende diretamente do tráfego e do engajamento que ele possui com o seu público. Por isso é muito importante que o foco esteja em criar um conteúdo que seja de valor para as pessoas que estão seguindo. Não adianta apenas fazer anúncios, os seguidores sabem quando alguém está realmente criando valor para uma comunidade ou se está só querendo vender.</p>
<p>Ou seja, investir em criar um canal que traga conteúdo relevante para um determinado público é o melhor caminho quando se trata de venda como afiliado. É preciso ter autoridade no assunto sobre o qual se está falando. Dessa maneira, as pessoas que seguem e acompanham vão se sentir seguras adquirindo os produtos que estão sendo anunciados.</p>
<h4>Conheça seu público</h4>
<p>Para poder criar conteúdo de valor para um determinado público, você precisa conhecer quem são as pessoas que fazem parte desse público que você quer alcançar. Não tente abraçar tudo e pensar em criar conteúdo para todo mundo. Isso leva a criar coisas genéricas e que se tornam irrelevantes. Para criar conteúdo focado em fazer vendas como afiliado dá muito mais certo focar em um determinado público e investir em conhecê-lo. Isso envolve saber vários fatores como:</p>
<ul>
<li>Idade</li>
<li>classe social</li>
<li>comportamentos</li>
<li>necessidades</li>
</ul>
<p>É importante sempre estar sempre descobrindo novas maneiras de conhecer as pessoas que lhe seguem e qual é seu perfil. É possível fazer isso através de pesquisas, incentivando comentários, criando maneiras das pessoas interagirem com você e com o que você posta.</p>
<h4>Tráfego pago</h4>
<p>O conteúdo de qualidade e que possua valor para as pessoas vai naturalmente atrair pessoas para sua mídia social. Isso é o tráfego orgânico.</p>
<p>No entanto, é muito efetivo e super recomendado que se invista em anúncios para aquilo que você está criando e promovendo. O tráfego pago permite que seu conteúdo chegue a muito mais pessoas além dos seus seguidores atuais, o que consequentemente vai aumentar suas vendas.</p>
<p>É possível fazer isso até mesmo com valores não muito altos nas ferramentas: <em>Google Ads, Facebook Ads e Youtube Ads</em>, por exemplo.</p>
<h3 id="secao-4-representacao-comercial">4 - Representação comercial</h3>
<p>Agora se afastando um pouco dos modelos exclusivos de e-commerce, uma maneira de fazer venda sem estoque é trabalhar como representante comercial. Para isso, é necessário ir até os estabelecimentos comerciais da região e fazer uma parceria para revender os produtos desse estabelecimento. A partir disso, a pessoa realiza o trabalho de divulgar esses produtos para consumidores finais, ou até mesmo para outras empresas de comércio. O representante comercial, então, recebe comissão por cada venda que realizar.</p>
<p>Esse é um método de venda muito tradicional e a maioria das empresas de grande porte trabalham com representantes comerciais. Isso facilita para pessoas que querem trabalhar com vendas mas não tem capital para investir, e também para quem já tem um comércio e quer expandir seus negócios.</p>
<p><img src="https://blog.egestor.com.br/wp-content/uploads/linkedin-sales-solutions-YDVdprpgHv4-unsplash.jpg-2000.webp" alt="" width="2000" height="1364"></p>
<h2 id="quais-sao-os-principais-tipos-de-estoque">Quais são os principais tipos de estoque?</h2>
<p>Os principais <a href="https://blog.egestor.com.br/tipos-de-estoque/">tipos de estoque</a> que são utilizados quando se trabalha com e-commerce, são: estoque próprio, estoque terceirizado e estoque compartilhado.</p>
<h3 id="estoque-proprio">Estoque próprio</h3>
<p>Modelo de estoque tradicional, onde o vendedor compra os produtos e realiza a armazenagem deles para posterior revenda. Isso pode ser feito na própria casa, ou em um local específico para estocagem, dependendo da escala do negócio.</p>
<h3 id="estoque-terceirizado">Estoque terceirizado</h3>
<p>Aqui, a empresa não precisa se preocupar com estocagem, visto que todo o processo de armazenamento fica a cargo de um terceiro.</p>
<h3 id="estoque-compartilhado">Estoque compartilhado</h3>
<p>Estoques compartilhados geralmente são administrados por empresas especializadas nisso. São armazéns contendo estoque de diferentes empresas que por não possuírem espaço disponível para armazenagem contratam esses locais para estocarem seus produtos e mercadorias.</p>
<h2 id="produtos-de-sucesso-para-vender-sem-estoque">Produtos de sucesso para vender sem estoque</h2>
<p>Realizar venda sem estoque envolve um constante esforço em pesquisar quais produtos estão em alta no momento, isso é o que vai garantir que você venda e tenha lucro. Para isso, use as redes sociais, pesquise os concorrentes e esteja sempre estudando as tendências de mercado.</p>
<p>Além disso, produtos que tem um baixo custo de aquisição com um bom valor agregado são geralmente as melhores opções, e que vão proporcionar uma margem maior de lucro.</p>
<p>Algumas possibilidades de produtos que são ótimas opções para quem vai começar a vender sem estoque são:</p>
<ul>
<li>Xícaras e canecas</li>
<li>Relógios inteligentes (<em>smartwatch)</em></li>
<li>Acessórios de escritório</li>
<li><a href="https://blog.egestor.com.br/como-montar-uma-loja-de-artigos-para-bebes/">Artigos para bebês</a></li>
<li>Artigos para PET</li>
<li>Produtos de linha fitness</li>
<li>Artigos de beleza</li>
<li>Produtos eco-friendly (ecobags, mochilas e bolsas de material reciclável)</li>
<li>Quadros e placas decorativos</li>
<li><a href="https://blog.egestor.com.br/como-montar-uma-loja-de-moda-intima/">Moda íntima</a></li>
<li>Roupas de ciclismo</li>
</ul>
<p>Essas são apenas algumas das opções que tem muita demanda de consumidores digitais. Por isso, é recomendado realizar uma pesquisa de nicho para então decidir qual produto vender.</p>
<h2 id="vantagens-de-vender-sem-estoque">Vantagens de vender sem estoque</h2>
<p>Existem várias vantagens em vender sem estoque. Algumas delas são:</p>
<ul>
<li><strong>Elimina a preocupação com estoque</strong> - Como o empresário não compra estoque, o gerenciamento do mesmo fica sob os cuidados de outra empresa.</li>
<li><strong>Diminui o investimento necessário</strong> - Um dos maiores impeditivos para empreender é o alto custo de investimento em estoque inicial. Na venda sem estoque, elimina-se a necessidade desse investimento.</li>
<li><strong>Maior diversidade de produtos</strong> - É possível trabalhar com mais de um fornecedor, tornando também possível oferecer mais produtos.</li>
<li><strong>Facilidade em mudar de segmento</strong> - Sem necessidade de manter um estoque fixo, é bem mais fácil de trocar de nicho de produtos vendidos.</li>
</ul>
<h2 id="riscos-de-vender-sem-estoque">Riscos de vender sem estoque</h2>
<p>Como sabemos, nem tudo é perfeito. Com a venda sem estoque não é diferente, e existem alguns pontos negativos e desvantagens que também precisam ser levados em conta no momento de optar por esse tipo de venda.</p>
<p>Por exemplo, o risco de um cliente ficar frustrado por não receber exatamente aquilo que pediu, e como pediu, é maior na venda sem estoque. Afinal, não é o vendedor que está cuidando da logística do produto e garantindo o envio correto dos pedidos, e sim um terceiro. Assim, é necessário estar ciente de riscos como esses e fazer um planejamento de como os problemas relacionados a isso serão solucionados quando aparecerem. Alguns dos riscos são:</p>
<ul>
<li>Baixo controle sobre a qualidade dos produtos</li>
<li>Dificuldade em realizar trocas e devoluções</li>
<li>Os prazos de entrega geralmente são maiores</li>
<li>Dependência do fornecedor</li>
</ul>
<h2 id="dicas-para-vender-sem-estoque">Dicas para vender sem estoque</h2>
<p>Alguns pontos precisam de atenção especial quando se trabalha com venda sem estoque. Confira algumas dicas a respeito desses pontos que podem lhe ajudar muito a ter sucesso nas vendas.</p>
<h3 id="invista-em-um-bom-pos-vendas">Invista em um bom pós-vendas</h3>
<p>Para modalidades onde o vendedor é responsável pela relação com o cliente o segredo é investir em um bom suporte. Isso porque ao vender sem estoque, o controle sobre o prazo de entrega dos produtos geralmente é baixo, devido ao fato do vendedor não realizar a logística. Assim, eventuais problemas com os produtos vendidos vão ocorrer, como receber um produto defeituoso ou o tempo de entrega exceder o que foi informado. Nesses casos, a pessoa que comprou precisa ter a certeza que o vendedor vai lhe proporcionar um atendimento rápido e eficaz, e uma solução ágil para seu problema.</p>
<p>Caso contrário, sem um um atendimento pós-venda, o site vai rapidamente ser preenchido por avaliações ruins e consumidores insatisfeitos. Isso inevitavelmente acaba levando o empreendimento ao fracasso e pode até mesmo causar possíveis complicações legais com reclamações não atendidas.</p>
<p><img src="https://blog.egestor.com.br/wp-content/uploads/pexels-mart-production-7709221.jpg-2000.webp" alt="" width="2000" height="1333"></p>
<h3 id="seja-transparente">Seja transparente</h3>
<p>Esse é mais um ponto importantíssimo para vender sem estoque. Os produtos anunciados precisam ter o prazo de entrega bastante explícito, junto com a descrição correta, e imagens que estejam de acordo com a realidade de como realmente aquele produto é.</p>
<p>Seja muito explícito e transparente a respeito de todos os detalhes dos produtos vendidos. Quem compra, quer sempre saber exatamente o que está comprando e quando irá receber. Caso contrário, isso gera frustração nos consumidores, o que leva a reclamações e avaliações ruins.</p>
<p><a href="https://egestor.com.br/?afl=11" rel="noopener"><img src="https://blog.egestor.com.br/wp-content/uploads/Banner-conversao-eGestor-blog.jpg-650.webp" alt="Banner-conversao-eGestor-blog" width="650" height="250"></a></p>]]></content:encoded>
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    </item>
    <item>
      <title>Reed Hastings e Marc Randolph: Empreendedores de Sucesso</title>
      <link>https://blog.egestor.com.br/empreendedores-de-sucesso-wilmot-reed-hastings-e-marc-randolph/</link>
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      <pubDate>Tue, 01 Feb 2022 10:00:00 -0300</pubDate>
      <dc:creator><![CDATA[Gabrielly Vizzotto Cruz]]></dc:creator>
      <category>Livros e biografias</category>
      <category>empreendedores</category>
      <description>Junto a Marc Randolph, seu sócio e cocriador da empresa, Reed Hastings lançou em 1997 a Netflix. Confira mais sobre essa história!</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Existem dois períodos distintos tratando-se de assistir programas, filmes, novelas e séries. O primeiro deles é antigo e bastante convencional, conhecido de toda a população mundial. O segundo, por sua vez, é revolucionário e tem caído nas graças de toda a sociedade ao longo dos últimos anos.</p>
<p>“E o que divide estes períodos, afinal de contas?” você pode estar se perguntando. A resposta é bem simples e com certeza você já conhece: NETFLIX! É possível afirmar que o mundo mudou com a Netflix. Afinal, após tal criação milhares de usuários são atraídos para frente de diferentes telas!</p>
<p>Possibilitando ao telespectador assistir o que quiser, de onde estiver, quando quiser e de qual dispositivo estiver fazendo uso. A Netflix é uma das melhores invenções da humanidade segundo a maior parte de seus usuários. Usuários esses que mantém ritmos distintos de vida e trabalho e que mesmo assim conseguem acompanhar seus programas favoritos.</p>
<p>E quem será que está por trás dessa que é uma grande revolução nos meios de comunicação e que tem impactado diretamente ao meio televisivo? Quem são os empreendedores ligados a uma das ditas criações do século a quem todos querem destinar os seus mais sinceros agradecimentos?</p>
<p><a href="https://open.spotify.com/episode/5QZDoc4ER6W6CUhwTD25QL?si=4b65689010264528" rel="noopener">Ver no Spotify</a></p>
<h2 id="o-projeto-netflix">O projeto Netflix</h2>
<p>Reed Hastings com certeza é um dos grandes nomes por trás da empresa que mudou o jeito da população ver televisão! Fundador e também atual CEO da Netflix, o americano nascido em outubro de 1960. Ele é a mente que originou um dos projetos mais bem aceitos pelo Planeta nas últimas décadas.</p>
<p>Junto a Marc Randolph, seu sócio e co criador da empresa, Reed Hastings lançou em 1997 uma Netflix diferente daquele que hoje é conhecida pela população. Na época, a oportunidade de iniciar o negócio surgiu graças a ideia de oferecer o aluguel de filmes através do correio, sendo que o cliente pagava pelo serviço um valor fixo mensal.</p>
<p>O boom da ideia empreendedora nasceu frente a uma situação cômica e bastante comum para muitos da era da videolocadora.</p>
<p>Hastings havia perdido uma fita cassete e já estava acumulando uma dívida de $ 40 dólares devido ao atraso na devolução do filme. Sem querer contar a sua esposa sobre o ocorrido, o empreendedor começou a pensar em como tal situação poderia facilmente ser evitada se outro formato de serviço fosse posto em uso.</p>
<p><img src="https://blog.egestor.com.br/wp-content/uploads/randolph_marc-702x336-1.jpg-702.webp" alt="" width="702" height="336"></p>
<h3 id="o-inicio">O início</h3>
<p>Localizada na Califórnia, assim nascia a sede de uma empresa que viria a ser muito impactante e revolucionária, a <a href="https://www.netflix.com/br/" rel="noopener">Netflix</a>! As bases para que o negócio começasse a andar era o fato de não existirem multas ou uma data determinada para vencimento da locação, uma vez que o usuário pagaria por mês e poderia ficar todo este tempo com apenas um filme.</p>
<p>Vale destacar que Marc Randolph, após muito contribuir com a criação e com as primeiras grandes expansões da Netflix, tendo sido o seu primeiro CEO, saiu do negócio em 2004. Após ter saído da empresa, o empreendedor se lançou a outros projetos tais como o de ser mentor da Middcore e conselheiro da Looker Data Sciences, ambas empresas importantes dentro dos seus respectivos segmentos.</p>
<p><strong>💡 Você também pode gostar: <a href="https://blog.egestor.com.br/descubra-como-se-tornar-um-empreendedor-de-sucesso/">Descubra como se tornar um empreendedor de sucesso</a></strong></p>
<h2 id="a-gestao-inovadora-da-netflix">A gestão inovadora da Netflix</h2>
<p>Para Reed Hastings e Marc Randolph a Netflix era mais do que uma simples empresa. Era, na verdade, um grande ensaio de teorias sobre cultura e crescimento empresarial. Graças a isso é comum que se comente o quanto as ideias inovadoras desses empreendedores fizeram toda a diferença tornando a empresa um renome mundial.</p>
<p>Entre as práticas mais comuns dentro do contexto interno da Netflix vale destacar os salários comumente pagos em piso superior ao da categoria. Aliás, dentro da Netflix quem escolhe como receber seu pagamento é o funcionário. Lhe são dadas as opções de ser em dinheiro ou em ações da organização. Essa é uma das práticas que ajuda a manter os funcionários mais empenhados e dedicados a fazer a empresa crescer.</p>
<p>Para concluir o jeito inovador com que a Netflix trata seus funcionários é possível destacar a liberdade de cada um gerir o seu horário, desta forma eliminando-se muito mais casos de <a href="https://www.pontotel.com.br/adicional-de-assiduidade/" rel="noopener">assiduidade</a> por doenças e até mesmo por férias. Tudo é organizado de modo a não prejudicar a nenhuma das partes, que é o mais importante.</p>
<p>A mente empreendedora de Hastings e seu alto compromisso com a gestão da Netflix levaram a criação de um documento em Power Point com todas as normas da cultura interna da empresa apontadas e explicadas a cada novo colaborador contratado. Este manual foi vinculado a internet em 2009 e já foi visto por mais de 10 milhões de pessoas que entendem que o CEO da empresa realmente sabe o que fala tratando-se de levar uma empresa ao crescimento.</p>
<h2 id="postura-frente-as-quedas-de-setembro-de-2011">Postura frente às quedas de setembro de 2011</h2>
<p>Porém, não só de excelentes quadros positivos se faz toda a história da gigante Netflix. Em setembro de 2011 a empresa viveu uma drástica crise. Nela, muitos acionistas questionavam se não seria o momento de Reed Hastings sair de cena e entregar o cargo de CEO a outro.</p>
<p>Basicamente, a polêmica tratava do aumento do valor dos serviços da Netflix. A porcentagem que para alguns chegou a ser de 60% assustou e levou muitos usuários a cancelar suas assinaturas. Assim, o ritmo de crescimento do negócio simplesmente despencou. Passados menos de dois meses da alteração que derrubou o valor das ações da Netflix, a intervenção veio através de um novo formato em que os serviços da empresa foram divididos a fim que ninguém pagasse mais caro pelo serviço, mas apenas o realmente justo.</p>
<p>Depois dessa ação extremamente rápida e estratégica, a Netflix aumentou ainda mais o seu ritmo de crescimento e ganhou o mundo.</p>
<p><img src="https://blog.egestor.com.br/wp-content/uploads/gettyimages-503631250.jpg-620.webp" alt="" width="620" height="466"></p>
<h2 id="a-reformulacao-bilionaria-de-hastings">A reformulação bilionária de Hastings</h2>
<p>Esse episódio de 2011 marcou e concretizou de vez o nome de Hastings como um dos empreendedores e empresários mais destacáveis dos últimos anos. Formular um negócio não é algo simples, porém reformular uma organização que vale milhões, correndo o risco de atingir ao bolso de muitos investidores de uma só vez, é pura ousadia!</p>
<p>Mas, ao desbravar um pouquinho mais a vida de Reed Hastings é perceptível que fugir do comum sempre foi a sua primeira opção. Por exemplo: quando ainda era bastante novo, em torno de 20 anos, o renomado CEO que o mundo hoje conhece pediu licença ao serviço naval, que estava servindo, para se dedicar a um programa de promoção da cultura norte-americana. O Peace Corps.</p>
<p>Por fazer parte deste projeto, Hastings ministrou aulas de matemática por 2 anos em uma cidade africana. Segundo ele, em várias entrevistas, tal experiência de vida foi a principal precursora do pensamento empreendedor de que hoje ele faz uso a pleno vapor. Formado em Ciências da Computação e líder nato, sob os olhares de Reed Hastings, com certeza a Netflix ainda tem muito a crescer e isso, é claro, satisfaz a todos os seus usuários.</p>
<p><a href="https://egestor.com.br:443/?afl=11" rel="noopener"><img src="https://blog.egestor.com.br/wp-content/uploads/Banner-conversao-eGestor-blog.jpg-650.webp" alt="Banner-conversao-eGestor-blog" width="650" height="250"></a></p>]]></content:encoded>
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    </item>
    <item>
      <title>Rick Chesther: a história do fenômeno por trás do vídeo da água</title>
      <link>https://blog.egestor.com.br/rick-chesther/</link>
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      <pubDate>Fri, 05 Nov 2021 10:00:00 -0300</pubDate>
      <dc:creator><![CDATA[Gabrielly Vizzotto Cruz]]></dc:creator>
      <category>Livros e biografias</category>
      <category>empreendedores</category>
      <description>Rick Chesther ganhou notoriedade ao postar um vídeo ensinando a lucrar 750% vendendo água na praia. Conheça sua história de superação!</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Com 2,9 milhão de seguidores no <em>Instagram</em>, 599 mil inscritos no canal do <em>Youtube</em> e dois livros nas livrarias, Rick Chesther se tornou um fenômeno. Além de conquistar fãs e contratos para propagandas de empresas, palestrou em Harvard e se tornou embaixador da <em>Brilive</em>. Isso tudo após postar um vídeo de apenas 1 minuto que se espalhou pelo país.</p>
<h2 id="video-da-agua">Vídeo da água</h2>
<p>O vídeo postado no seu canal do <em>Youtube</em>, dia 09/04/2018, ganhou o Brasil. Rapidamente se espalhando pelos grupos de <em>Whatsapp</em>, Rick Chesther ganhou voz. No vídeo simples e caseiro, ele fala do que você pode fazer para empreender com R$ 10,00 emprestados e criar um lucro de 750%. Falando de modo rápido, mas sucinto e claro, Rick demonstra conhecimento. Tanto matemático como empreendedor.</p>
<p>"Está desempregado no Rio de Janeiro? Então faz o seguinte: arruma R$10 emprestado, vai para a Central do Brasil amanhã e compra uma mala de água mineral e meio saco de gelo. Pega tudo e vai para Copacabana, cedo. Lá, você vende uma água a R$4 ou R$5. Vamos considerar que você venda tudo a R$4 e beba duas. São dez águas, R$40 reais. Você investiu R$10, são 300% de lucro."</p>
<p>Rick conta que teve uma inspiração para fazer o vídeo. E ela veio de grupo de turistas na praia. Ele conta que vendeu água para o grupo e ouviu que ele não tinha conhecimento sobre a crise, já que vivia "naquele mundinho da praia". Rick então decidiu que deveria falar sobre o que sabia. Postou o vídeo em seu canal e foi dormir. Ao acordar no outro dia, não tinha noção que sua vida teria se transformado.</p>
<p>A partir de então, Flávio Augusto da Silva, autor do livro "Geração de Valor", fundador da empresa <em>Wise Up</em> e dono do time de futebol <em>Orlando City Soccer Club</em>, viu em Rick Chesther uma oportunidade.</p>
<p>Assim, Flávio e Rick se encontraram e descobriram a dupla de sucesso que eram.</p>
<p>Desde então, Rick Chesther continua com seu canal, postando vídeos da série "Minuto do Empreendedorismo". Vídeos que tem em torno de 1 minuto cada, e dão dicas para o já ou futuro empreendedor.</p>
<figure><a href="https://youtu.be/Z7jFDKX8NDg" rel="noopener" title="Assistir ao vídeo no YouTube"><img src="https://blog.egestor.com.br/media/embeds/youtube-Z7jFDKX8NDg.jpg" alt="Assistir ao vídeo no YouTube"></a></figure>
<h2 id="historia-de-vida-de-rick-chesther">História de vida de Rick Chesther</h2>
<p>Rick Chesther parou de estudar muito cedo e não tem nenhum curso. É apenas formando em superação na faculdade da vida, como diz em seu livro. Afirma que todo seu conhecimento foi adquirido com os livros que leu e pelo que passou.</p>
<p>Por ter largado a escola para trabalhar cedo, ele se propôs a ler, pelo menos, quatro livros por semana. E assim o fez. Nascido em Pitangui, Minas Gerais, se mudou para São Paulo com a família. Mãe, pai e 4 irmãos. Quando tinha sete anos de idade, sua vida se transformou a partir do problema de saúde de sua mãe.</p>
<p>Rick conta em suas entrevistas que esse foi o momento que viu que ele teria que ir atrás do que queria. Começou então, a plantar verduras no quintal de casa e vendê-las para ajudar a família. Diz que aos 8 anos já empreendia e nem tinha conhecimento do que estava fazendo.</p>
<p>Vendeu verduras, picolé, sacolé, fruta e bijuteria. Fazia o que tinha que fazer para se sustentar e viver como era possível no momento. E por isso diz que não acredita na crise. Em seu vídeo mais famoso, ele termina dizendo: "Vender água não dá pra você, não? Então a crise, no seu caso, não está no país. Está dentro de você."</p>
<p>Rick, que sempre leva sua caixa de isopor com as cores da mangueira para todas suas entrevistas e palestras, explica o porque disso. Ele esclarece que temos sempre que lembrar de onde viemos para poder saber para onde vamos. Por isso não se considera um "ex-vendedor de água". Afinal, se precisar, ainda tem sua caixa e sabe vender.</p>
<h2 id="pega-a-visao">Pega a visão</h2>
<p>Depois do encontro com o empresário Flávio Augusto, Rick Chesther mudou de vida.</p>
<p><a href="https://www.amazon.com.br/gp/product/859315672X/ref=as_li_qf_asin_il_tl?ie=UTF8&amp;tag=egestor-20&amp;creative=9325&amp;linkCode=as2&amp;creativeASIN=859315672X&amp;linkId=a373cf1a7f5f214c9976d70decd9a432" rel="noopener"><img src="https://blog.egestor.com.br/wp-content/uploads/PEGA-A-VIS%C3%83O.jpg" alt="PEGA A VISÃO" width="348" height="500"></a></p>
<p>Ele agora é o que chama de mensageiro aprendiz. É palestrante, escritor, grava vídeos e é diretor da Nação Mangueirense (grupo de apaixonados pela escola de samba da Mangueira). Além de garoto propaganda do banco Santander. Palestrou na Universidade de Harvard e tem convites para palestrar em outros países, como Japão e França.</p>
<p>Seis meses depois da postagem do vídeo que se tornou viral, Rick publica seu primeiro livro. "Pega a visão" conta a história do vendedor de água que se tornou uma espécie de guru do empreendedorismo. Ele conta como aprendeu com o pai a 'lei da semeadura'. Ou seja, tudo que se planta, se colhe.</p>
<p>O livro mostra a experiência de vida de alguém que nunca deixou ninguém escolher seus sonhos. Que apesar de tudo que passou, sempre foi um líder e um mensageiro. Nos deixa a mensagem de que “Ao empreender, você pode sair de qualquer situação e chegar aonde quiser.”</p>
<p>Rick faz questão de explicar que não foi feito pelo vídeo da água. Todas as situações que ele passou foram ensinamentos e provas que o levaram até aquele momento. Não necessariamente o vídeo o faria chegar até onde ele está. Mas sim, que todos seus passos o encaminharam para aquele momento.</p>
<p>Após apenas 10 dias de lançamento, o livro se encontra na 15° posição dos livros mais vendidos sobre Autoajuda e Esoterismo, lista publicada pela revista Veja. Sendo vendido pela <a href="https://blog.egestor.com.br/como-montar-uma-livraria/">livraria</a> Saraiva, Amazon e outros.</p>
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<h2 id="empreendedorismo">Empreendedorismo</h2>
<p>Rick acredita que o problema com as empresas brasileiras é que muitos donos de negócios sonham com algo, e começam a montar uma loja, por exemplo, sem realizar uma pesquisa. "Ele simplesmente sonhou, acordou, comprou e falou que está vendendo. Ou seja, ele não se preparou.", diz Rick Chesther.</p>
<p>E o que ele acredita ser a diferença dele para esses outros empresários, é que seu trabalho com vendas começou aos 7 anos de idade. Assim, a vida fazendo dele um empreendedor.</p>
<p>Ganhando cerca de 2 mil seguidores no Instagram e 1 mil inscritos no seu canal do Youtube por dia, Rick é a capa da revista Empreenda, do mês de outubro. Nela, Rick Chesther conta como ele é "o resultado de todos os nãos que ele deu, para todos os nãos que deram pra ele".</p>
<p>Agora, o mais novo destino de Rick é a Europa. Em vídeo publicado 10 dias antes do embarque, ele fala que levará todo o brasileiro com ele, porque "quem está indo não é apenas um CPF, e sim, a representação de um povo".</p>
<p><a href="https://egestor.com.br:443/?afl=11" rel="noopener"><img src="https://blog.egestor.com.br/wp-content/uploads/Banner-conversao-eGestor-blog.jpg-650.webp" alt="Banner-conversao-eGestor-blog" width="650" height="250"></a></p>]]></content:encoded>
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    <item>
      <title>EIRELI: o que é e como abrir uma empresa</title>
      <link>https://blog.egestor.com.br/eireli/</link>
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      <pubDate>Mon, 11 Jan 2021 10:00:00 -0300</pubDate>
      <dc:creator><![CDATA[Gabrielly Vizzotto Cruz]]></dc:creator>
      <category>Abrir empresa e MEI</category>
      <category>empreendedores</category>
      <description>EIRELI é a sigla para Empresa Individual de Responsabilidade Limitada, um formato de empresa. Confira aqui tudo sobre esse tipo de empresa!</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p><strong>EIRELI</strong> é a sigla para Empresa Individual de Responsabilidade Limitada, um formato de empresa que possibilita empreender sem ter um sócio. Neste regime, apenas o dono da empresa é dado como representante jurídico do negócio, tendo responsabilidades menores e limitadas com as obrigações da sua empresa. Também, para <a href="https://blog.egestor.com.br/como-abrir-uma-empresa/">abrir uma empresa</a> neste formato, deve ser declarado um capital social mínimo de 100 salários mínimos, totalizando em 2020 o valor de R$ 104.500,00.</p>
<h2 id="fim-da-eireli">Fim da EIRELI</h2>
<p>2019 foi o ano que a EIRELI deixou de existir. Isso aconteceu em função da Medida Provisória nº 881, que gerou a Lei da Liberdade Econômica (Lei nº 13.874). Essa lei trouxe mais garantias e proteção para as atividades econômicas.</p>
<p>Assim, quem queria abrir um empresa, ou migrar do MEI, poderia optar pela <a href="https://blog.egestor.com.br/slu/">SLU (Sociedade Limitada Unilateral)</a>. Esse tipo de empresa, voltada para empresas de um sócio apenas, acabou tendo mais optantes que a EIRELI, principalmente pela sua facilidade.</p>
<p>Dessa forma, todas as empresas que eram EIRELI, com o seu fim, passaram a se enquadrar como SLU.</p>
<h2 id="o-que-e-eireli">O que é EIRELI?</h2>
<p>A EIRELI é um modelo de empresa que se constitui com apenas um dono. Ela entrou em vigor devido à aprovação da lei 12.441, do ano de 2011.</p>
<p>Essa é a modalidade mais adequada para o empresário que quer empreender e ter responsabilidades limitadas com a sua empresa. Para empresas que possuem uma visão de lucro ainda não tão consistente, trata-se de uma ótima opção para a abertura do negócio.</p>
<p>Neste caso, o empreendedor que abrir uma empresa por meio da modalidade <strong>EIRELI</strong> não corre o risco de ver o seu patrimônio pessoal em jogo por causa das dívidas da sua pessoa jurídica. Esta é uma condição muito vantajosa para micro e pequenas empresas, uma vez que a <strong>EIRELI</strong> possui um modelo muito mais simplificado de gestão.</p>
<p>Além disso, a empresa fica sendo a única responsável por cumprir os deveres e direitos do negócio. Deixando assim, a pessoa física dona da empresa livre de obrigações posteriores. Vale destacar que esta condição só é válida caso o responsável titular pelo negócio não tenha praticado nenhum tipo de ato ilícito. Como, por exemplo: lavagem de dinheiro ou fraudes em processo de licitações públicas.</p>
<p>Outra vantagem da <strong>EIRELI</strong> é acabar com algo que se tornou comum nas empresas de sociedade LTDA, o sócio fictício. O sócio fictício é usado nas empresas de sociedade limitada por, obrigatoriamente, requererem duas pessoas para a formação da sociedade e da empresa.</p>
<p>Assim, um empresário podia colocar qualquer pessoa, mesmo que ela não tenha obrigações na prática com a empresa, apenas formar sociedade. Com a <strong>EIRELI</strong>, Empresa Individual de Responsabilidade Limitada, o empresário pode efetuar a abertura da empresa sendo o único dono do negócio, sem a obrigatoriedade de um sócio.</p>
<h2 id="como-abrir-uma-eireli">Como abrir uma EIRELI</h2>
<p>A abertura de uma Empresa Individual de Responsabilidade Limitada possui o mesmo procedimento que é feito para a constituição de uma empresa comum, de sociedade limitada. Para constituir a <strong>EIRELI</strong> é preciso elaborar um documento de abertura, o contrato social, ou Ato Constitutivo. Esse deve ser enviado à Junta Comercial do Estado ou ao cartório da comarca de onde será realizada a empresa.</p>
<p>Após isso, o empresário deve fazer o seu respectivo cadastro como pessoa jurídica, por meio do CNPJ. Em geral, a abertura de um negócio dura cerca de 10 a 15 dias úteis. No entanto, esse tempo pode variar de acordo com o Estado onde a empresa será instalada.</p>
<p>No entanto, o empreendedor que vai abrir uma <strong>EIRELI</strong> deve estar atento a algumas exigências mínimas que são especificadas por lei. Uma delas diz que a empresa que optar por este regime de abertura deve, obrigatoriamente, possuir um capital social de ao menos 100 salários mínimos, de acordo com o valor do ano vigente da abertura.</p>
<p>Neste ano de 2020, por exemplo, o empresário que quiser abrir uma empresa com regime <strong>EIRELI</strong> deve ter, no mínimo, um capital social de mais de R$ 104,5 mil. Esta exigência do capital social serve como uma garantia do pagamento dos fornecedores e funcionários da empresa, que em caso de falência, sabem que poderão receber seus direitos devidamente.</p>
<p>Dessa maneira, nenhuma das partes envolvidas no negócio, seja fornecedor seja empregado, sairão no prejuízo em caso de falência da empresa. A exigência também serve para proteger o empresário. Isso, porque este não precisará entregar os seus próprios bens para que os credores recebam a sua parte. Assim, o patrimônio pessoal do empresário está protegido e separado do patrimônio empresarial.</p>
<h3 id="passos-para-abrir-um-eireli">Passos para abrir um EIRELI</h3>
<p>Não existem muitas diferenças na hora de abrir uma empresa Eireli em relação a outras modalidades. Mas para que não haja dúvidas, segue o passo a passo:</p>
<ul>
<li>A primeira etapa é a escolha de um nome que esteja disponível no mercado.</li>
<li>O segundo passo é criar o documento que mostre a constituição da empresa, o mesmo deve conter a assinatura de um advogado. Além disso, deve ser registrado na Junta Comercial do estado em que será aberto.</li>
<li>O empresário vai receber o seu NIRE e se trata de seu número de registro. Logo após isso, ele deve abrir o seu CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica).</li>
<li>A próxima etapa é a inscrição da empresa na Secretaria Municipal da Fazenda e a solicitação do alvará de funcionamento.</li>
<li>O penúltimo passo é o cadastro do negócio na Previdência Social.</li>
<li>Como último passo é preciso identificar qual a atividade e fazer o cadastro em sua secretaria de responsabilidade. No caso de atividades de comércio e indústria, é preciso cadastrar a empresa na Secretaria da Fazenda Estadual. Já para os prestadores de serviços, o cadastro é feito na Secretaria da Fazenda Municipal.</li>
</ul>
<p>Após feito tudo isso, você já deve estar apto para montar a EIRELI! Entretanto, se houver alguma dúvida, ela pode ser sanada no Manual de Registro. Ele é um documento que estabelece algumas normas relacionadas à Empresa Individual de Responsabilidade Limitada.</p>
<h3 id="mudanca-para-eireli">Mudança para EIRELI</h3>
<p>Para quem já possui empresa, mas tem interesse em mudar para EIRELI, saiba que é possível. Empresários individuais podem fazer essa alteração.</p>
<p>Essa mudança ocorre através da Junta Comercial do Estado onde tenha sido feito o registro da empresa. Para finalizar o processo é preciso apresentar os seguintes documentos: o Ato Constitutivo da EIRELI e o Ato de Transformação do Empresário Individual.</p>
<p>Para o caso da sociedade limitada, é preciso apresentar na Junta Comercial, o Ato de Constituição da EIRELI por transformação de sociedade limitada.</p>
<p>É importante salientar que, mesmo com a mudança, as informações contidas no CNPJ serão as mesmas do momento da abertura da empresa.</p>
<p>Em resumo, seja qual for a modalidade escolhida, qualquer empreendedor precisa analisar bem o mercado e todas as opções antes de tomar uma decisão.</p>
<p><a href="https://egestor.com.br:443/?afl=11" rel="noopener"><img src="https://blog.egestor.com.br/wp-content/uploads/Banner-conversao-eGestor-blog.jpg-650.webp" alt="Banner-conversao-eGestor-blog" width="650" height="250"></a></p>
<h2 id="quais-sao-as-vantagens-desse-regime">Quais são as vantagens desse regime</h2>
<p>Além da vantagem de separar os bens privados e empresariais do empreendedor, impedindo assim que os bens pessoais sejam confiscados em caso de falência e processo contra a empresa, a modalidade <strong>EIRELI</strong> também oferece outra grande vantagem para os empresários.</p>
<p>Os negócios com este regime não possuem nenhum tipo de limite de faturamento. Por exemplo, no caso de um MEI - <a href="https://blog.egestor.com.br/mei/">Microempreendedor Individual</a> - o faturamento não pode ultrapassar o valor de R$ 60 mil por ano. Já com a modalidade <strong>EIRELI</strong>, o empresário não possui um teto máximo para o seu faturamento.</p>
<p>Além disso, a empresa de modalidade <strong>EIRELI</strong> pode buscar diversos incentivos e subsídios do governo, que vão beneficiar o crescimento sustentável do negócio. Entre eles, a inovação Tecnológica e o Programa de Alimentação do Trabalhador, conhecido como PAT. Confira abaixo algumas vantagens que tornam essa modalidade uma melhor opção para micro e pequenas empresas do que outros regimes, como MEI e LTDA.</p>
<h3 id="vantagens">Vantagens</h3>
<ul>
<li>O seu faturamento não tem limite, diferentemente do que ocorre com o MEI, por exemplo;</li>
<li>Por ter uma responsabilidade limitada, o titular da empresa não precisa comprometer o seu patrimônio privado em caso de falência ou endividamento;</li>
<li>O empresário pode abrir a empresa como único dono do negócio, não precisando, assim, procurar por um sócio fantasma. O sócio de fachada é muito comum na abertura de sociedades limitadas que obriga a empresa a ter dois sócios;</li>
<li>A <strong>EIRELI</strong> também possibilita a abertura de um CNPJ, dessa forma, o empresário individual não precisa utilizar os seus dados e identidade pessoais;</li>
<li>Ela diminui a informalidade de empresas no mercado de trabalho, uma vez que com a regularização do empresário individual e do CNPJ, as atividades são feitas de maneira formal e dentro das leis;</li>
<li>Caso o empresário já esteja constatado como único sócio em um negócio aberto em outro regime, ele pode mudar a denominação judicial para <strong>EIRELI</strong>. Dessa forma, se constitui a condição jurídica e legal de uma <strong>EIRELI</strong> derivada;</li>
<li>Com a <strong>EIRELI</strong>, o empreendedor pode escolher modelo regime tributário que mais se adequa ao tamanho e tipo da sua empresa, como, por exemplo, o Simples Nacional;</li>
<li>A <strong>EIRELI</strong> permite a atuação em vários setores da economia, como atividades rurais, comerciais, serviços e industriais</li>
<li>Profissionais liberais ou autônomos podem utilizar essa modalidade, ou seja, ela serve para médicos, arquitetos, jornalistas, advogados, entre outros..</li>
</ul>
<h2 id="quais-sao-as-desvantagens-do-regime">Quais são as desvantagens do regime</h2>
<p>Uma das maiores desvantagens para os empresários que pretendem abrir uma empresa no regime <strong>EIRELI</strong> é o valor total do capital social exigido no começo, considerado muito alto. Os 100 salários mínimos, de acordo com o valor vigente no ano em questão, totaliza um valor alto e que muitos micro e pequenos empresários não possuem.</p>
<p>Outra desvantagem apontada é o fato de que o titular da empresa <strong>EIRELI</strong> pode ter apenas uma pessoa jurídica em seu cadastro. Dessa forma, caso o empresário queira abrir um segundo negócio, seja ligado ou não ao primeiro, ele precisa escolher, necessariamente, outro tipo de formato de empresa, como a Sociedade Limitada, empresas S/A ou Microempreendedor Individual.</p>
<h2 id="diferencas-entre-eireli-e-outros-tipos-de-empresa">Diferenças entre EIRELI e outros tipos de empresa</h2>
<p>As principais diferenças da EIRELI com outros <a href="https://blog.egestor.com.br/tipos-de-empresas/">tipos de empresas</a> está no faturamento mínimo. Mas também, no tipo de regime escolhido, na quantidade de funcionários, de sócios, valor mínimo de capital e na responsabilidade. Acontece que cada caso é específico. Entenda abaixo:</p>
<h3 id="eireli-x-ei">EIRELI x EI</h3>
<p>Enquanto a EIRELI não possui um faturamento máximo, o EI, ou Empresário Individual, possui. O valor máximo de arrecadação anual deve ser de R$ 360.000,00 quando ME (Microempresa) e de R$ 4.800.000,00 quando Empresa de Pequeno Porte, EPP.</p>
<p>Também, ao contrário do EIRELI, o EI, não tem responsabilidade limitada. Sendo assim, o patrimônio da empresa e do empresário são unificados.</p>
<h3 id="eireli-x-mei">EIRELI x MEI</h3>
<p>O MEI é um caso extremamente específico. Ele foi criado para facilitar que os empresários abrissem uma empresa, assim, diminuindo o trabalho informal. Dessa forma, o mesmo não pode ter sócios, pode ter, no máximo, 1 funcionário e o faturamento máximo deve ser de R$ 81 mil.</p>
<p>Enquanto a EIRELI pode escolher entre os regimes de tributação, o MEI pode aderir apenas ao Simples Nacional. Ele também deve pagar apenas uma taxa do DAS, ficando isento de impostos como COFINS, PIS, IRPF, IRPJ, IPI e CSLL.</p>
<h3 id="eireli-x-sociedade-limitada">EIRELI x Sociedade Limitada</h3>
<p>Um dos motivos para a criação do EIRELI foi a necessidade de um tipo de empresa onde se tinha as características de uma Sociedade Limitada, mas sem sócios. Por isso, a diferença encontrada nelas é justamente a quantidade de sócios. Ambas também podem aderir ao Simples Nacional.</p>]]></content:encoded>
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    </item>
    <item>
      <title>McDonald's: Conheça a história através do filme &quot;O Fundador&quot;</title>
      <link>https://blog.egestor.com.br/historia-do-mcdonalds/</link>
      <guid isPermaLink="true">https://blog.egestor.com.br/historia-do-mcdonalds/</guid>
      <pubDate>Wed, 05 Feb 2020 10:00:20 -0300</pubDate>
      <dc:creator><![CDATA[Gabrielly Vizzotto Cruz]]></dc:creator>
      <category>Livros e biografias</category>
      <category>empreendedores</category>
      <description>O McDonald's é um dos símbolos americanos mais marcantes do mundo. Mas você conhece o inicio da marca? Confira aqui a história da maior rede de fast food!</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>A história do McDonald's começa com os irmãos McDonald e Ray Kroc, na Califórnia. Investidor, Kroc transforma a pequena lanchonete dos irmãos na maior e melhor rede de fast food apenas com conhecimento em marketing, administração, e um pouco de traição.</p>
<p>O McDonald's é um dos símbolos americanos mais marcantes do mundo. Tanto que seu <a href="https://www.agatetepe.com.br/historia-do-design-do-logotipo-do-mcdonalds/" rel="noopener">logotipo</a> se tornou onipresente em todos os EUA desde a década de 50, e, levou a cultura do hambúrguer até países que nunca ouviram falar na iguaria.</p>
<p>Com um padrão de qualidade único e que não permite alterações, é possível comer um sanduíche do McDonald's em qualquer país e cidade. Com a certeza que encontrará o mesmo sabor, formato e padrão das lojas.</p>
<p>Por isso, a trajetória dessa rede e de seu visionário fundador Ray Kroc é contada no filme The Founder (O Fundador), que no Brasil ganhou o nome de <a href="https://www.amazon.com.br/gp/product/856787176X/ref=as_li_qf_asin_il_tl?ie=UTF8&amp;tag=egestor-20&amp;creative=9325&amp;linkCode=as2&amp;creativeASIN=856787176X&amp;linkId=fe2e581b89febd9e62aeb1425346f9c4" rel="noopener">Fome de Poder</a>. Estrelada por Michael Keaton como Ray, o filme mostra como a pequena lanchonete da Califórnia se transformou num símbolo cultural norte-americano.</p>
<figure><a href="https://youtu.be/8fQ9sDFdRQo" rel="noopener" title="Assistir ao vídeo no YouTube"><img src="https://blog.egestor.com.br/media/embeds/youtube-8fQ9sDFdRQo.jpg" alt="Assistir ao vídeo no YouTube"></a></figure>
<h2 id="o-fundador-do-mcdonald-s">O Fundador do McDonald's</h2>
<p>A história quase inacreditável do vendedor de máquinas de milk shake que se transformou num dos empresários mais ricos e importantes do mundo é narrada no filme “Fome de Poder” (The Founder). Assim, o filme conta a trajetória da rede de lanchonetes McDonald's, que em apenas dez anos já fazia parte da cultura pop americana e estava inserida em quase todos os países do mundo.</p>
<p>A história mostra que estar no lugar certo, com a pessoa certa e saber o que fazer naquela hora faz toda a diferença entre se manter na mediocridade ou mudar sua vida do avesso. Ray Kroc conheceu os irmãos McDonald's por acaso e construiu um verdadeiro império alimentício que permanece no topo. E dessa forma, hoje, serve de inspiração para novos empreendimentos semelhantes e também como símbolo de marketing.</p>
<p>O McDonald's é o principal representante do capitalismo americano e de seu estilo de vida. Tanto que o padrão de produção de hambúrguer criado pelos irmãos McDonald's é utilizado até hoje, com poucas mudanças apenas tecnológicas. Como, por exemplo, o M formado em aros dourados por toda parte, levando os mesmos cardápios e sabores rigorosamente idênticos para todos os continentes do mundo. Seja nos bairros mais pobres aos mais abastados.</p>
<h3 id="cinematografia">Cinematografia</h3>
<p>O filme já é muito interessante por descortinar a verdadeira história da criação do McDonald's, sem omitir o papel criador dos irmãos Maurice e Richard. Assim, ele é contado sobre narrativa histórica, com Michael Keaton no papel de Ray Kroc e se inicia a partir da descoberta da pequena lanchonete dos irmãos McDonald's, na Califórnia. No filme, o personagem de Keaton é uma pessoa determinada, visionária e muitas vezes inescrupulosa e que não abre mão da ética e da família quando é necessário.</p>
<p>Considerado um messias do capitalismo, Ray demonstra claramente o perfil do <em>self made man</em>, cheio de ambições e que não se contenta com pouco. Dessa forma, personagem vivido por Keaton valoriza a meritocracia e mantém viva a utopia do Sonho Americano, usando o marketing com uma destreza de poucos. Entretanto, o personagem nunca deixa de ser uma figura admirável pela sua persistência e habilidade.</p>
<p>O diretor John Lee Hancock usa cores quentes como base do filme, tal qual as cores principais da rede de restaurantes. Seu roteiro se define como um criador de dificuldades para que a solução seja criada. Nela, o protagonista sempre encontra uma grande oportunidade diante de um eminente fracasso.</p>
<p>O Ray de Keaton é carismático, que sabe falar com rapidez e sempre sorrindo. Afinal, sua ironia como estilo de vida já começa pelo nome do filme. Isso, já que na verdade Ray Kroc não é o fundador do McDonalds, mas sim aquele que o transformou num empreendimento de sucesso sem proporções.</p>
<p>O roteiro apresenta com maestria como o McDonald's se transformou na “nova igreja” americana. Verdadeiramente cultuada e reproduzida como um verdadeiro ídolo carismático e divino. Entretanto, ele tem como mérito não rotular os consumidores da rede.</p>
<h2 id="inovacoes-criadas-pelo-mcdonald-s">Inovações criadas pelo McDonald's</h2>
<p>A marca tem um cuidado muito rigoroso com todos os detalhes de rede. Todos os franqueados são acompanhados atentamente para que sigam exatamente as regras propostas, desde decoração da loja até o atendimento.</p>
<p>Dentre as inovações que foi pioneira, estão a substituição de talheres, copos e pratos por descartáveis. Outra grande mudança é o fato da cozinha ser aberta e poder ser vista por qualquer cliente. Dessa forma, todo o procedimento de preparo do sanduíche e a higiene do local são observados por quem consumirá o produto.</p>
<p>O McDonald's eliminou o franqueado que atende o cliente em sua mesa e os serve, fazendo com que ele saia de sua mesa e carro para se dirigir ao balcão, escolha seu produto e o receba em poucos minutos. E é o próprio cliente quem recolhe sua bandeja e leva até um dos lixos da lanchonete.</p>
<p>O cardápio é enxuto e com lanches montados como em uma linha de montagem industrial. Nela, cada funcionário da cozinha é responsável por uma parte da montagem. Um cuida da fritura, outro do molho, outro da batata entre outras funções, até chegar o sanduíche no balcão, todo montado.</p>
<p>Na gestão de Ray Kroc o cardápio foi reduzido para apenas nove itens, que virou um grande sucesso. O seu sanduíche mais famoso, o Big Mac, foi criado em 1968 e é o responsável pelo começo da idolatria à marca.</p>
<p>Em rara situações a empresa cede ao acréscimo de produtos que fazem muito sucesso regionalmente e são amplamente requisitados pelos frequentadores. Um deles é o McHot Dog, que é vendido em poucos países. Outro é o pastel, que já foi vendido no Rio de Janeiro e que ficou por alguns anos no cardápio.</p>
<h2 id="mcdonald-s-e-a-cultura">McDonald's e a cultura</h2>
<p>O McDonald's é um restaurante democrático. Seus sanduíches são conhecidos e saboreados por todas as classes sociais do planeta. Seu principal público sempre foi o jovem, que por conta de sua comida estilo junk food vem causando muitas polêmicas durante toda sua existência. É notório que a profusão de obesos americanos tem a influência da rede de lanchonetes, que incentiva o consumo do lanche em troca de uma refeição. Inclusive em crianças, a partir do acréscimo de brinquedos do McLanche Feliz.</p>
<p>A pressão sobre as calorias de seus pratos fez com que a rede começasse a mudar radicalmente seus conceitos. Em 2004 a rede começou a oferecer um cardápio mais saudável, acrescentou saladas como opção de acompanhamento, assim como frutas e iogurte para o lanche das crianças, o que amenizou as críticas em prol do bem estar. Inclusive as embalagens passaram a conter as informações nutricionais dos produtos, que passaram a ter menos sódio e calorias. Também passou a investir em campanhas contra a obesidade infantil, patrocinou esportes e programas em prol de uma vida saudável.</p>
<p>Mas mesmo sendo odiada por uma parte da população e também contestada, alvo de protestos, o McDonald's continua no topo das marcas mais importantes do mundo. Mesmo com sua concorrência pesada e que em muitos locais, principalmente nos EUA conseguiram atingir a liderança, a rede é referência de comida rápida, de sabor padronizado e de tudo o que Ray Kroc idealizou quando decidiu vender a franquia dos irmãos McDonald's.</p>
<p>Um exemplo de sua representatividade econômica é que seu principal sanduíche, o Big Mac, serve como referência comparativa de poder de compra entre os países.</p>
<h2 id="quem-foi-ray-kroc">Quem foi Ray Kroc</h2>
<p>O americano de Illinois, Raymond Alexander Kroc, nasceu em 1902, de pais imigrantes de origem tcheca. Começou a trabalhar desde cedo como motorista de ambulância da Cruz Vermelha, vendedor de copos, pianista e músico de jazz. Mas tudo mudou quando ele começou a trabalhar, em paralelo a carreira de músico, num alojamento de alimentação.</p>
<p>Foi ali que começou a aprender muito sobre esse tipo de negócio, se interessando cada vez mais pela área de alimentação. Por isso, continuou trabalhando na área mesmo que como vendedor de máquinas de milk shake. Até os 52 anos Ray Kroc vivia de suas comissões como vendedor, e foi a partir dessas vendas que conheceu os irmãos McDonald, numa pequena lanchonete na Califórnia.</p>
<p>Mesmo com o sucesso local da lanchonete, devido a sua inovadora forma de produção, os donos estavam insatisfeitos. Os lucros obtidos eram poucos e eles buscavam novas ideias. Logo, Ray Kroc ofereceu vender franquias da marca e se apresentou como uma espécie de sócio do negócio, que foi imediatamente aceita pelos irmãos.</p>
<p>Os irmãos McDonald haviam criado um novo método de fabricação de hambúrguer, que permita um atendimento ultrarrápido e padronizado. Mas isso não era suficiente para expandir os negócios e Ray precisou ser muito habilidoso para superar a concorrência, que nunca foi pequena e nem fácil de lidar.</p>
<p>O visionário vendedor decidiu usar seu tino para os negócios e deixar sua ambição aflorar para rapidamente fazer crescer as franquias. Começou com uma taxa de U$ 900 para iniciar a loja, até a comprar o terreno e alugar para os franqueados, como forma de aumentar o rendimento.</p>
<h3 id="o-real-comeco-de-ray-kroc-no-mcdonald-s">O real começo de Ray Kroc no McDonald's</h3>
<p>Ao abrir uma loja em Illinois, sua terra natal Ray obteve um sucesso extraordinário para a época e do dia de sua inauguração é comemorada pela rede até hoje. Sendo o marco inicial do sucesso que ela se transformou.</p>
<p>Sua carta na manga era o rigor na qualidade da marca, que impunha a todos os franqueados que fizessem tudo absolutamente igual. As mudanças propostas eram avaliadas e, normalmente, descartadas. O intuito era obter um padrão real e que não deixasse escapar detalhes.</p>
<p>Em pouco tempo Kroc comprou o restante da marca dos irmãos McDonald por uma boa quantia na época e se dedicou de corpo e alma na rede. Começou a fazer negócios, expandindo a marca, ampliando a rede de franquias e, principalmente, investindo maciçamente na propaganda.</p>
<p>Ray Kroc, que era um vendedor habilidoso e astuto, se tornou um empresário sagaz e até perverso no mundo dos negócios. Não media esforços para <a href="https://www.administradores.com.br/artigos/marketing-para-franquias-7-estrategias-para-expandir-sua-marca-na-internet" rel="noopener">expandir sua marca</a>. Sua ambição desregrada fez alguns poderosos inimigos, inclusive a própria família McDonald que relata que Kroc não cumpriu com promessas financeiras feitas e proibiu os irmãos a usarem o próprio nome em outros negócios.</p>
<p>Em 1967, já com mais de mil franquias só nos Estados Unidos, Ray Kroc inicia sua expansão internacional começando pelo Canadá e Porto Rico, já com o design padrão arquitetônico do telhado ao redor do restaurante e mesas internas. O restaurante chegou na Ásia em 1971, com uma loja em Tóquio. A primeira loja da Europa foi na Holanda e da América do Sul no Brasil.</p>
<p>Tanto esforço deu certo: em menos de dez anos da gestão de Ray Kroc, o McDonald's se tornou uma das marcas mais conhecidas em todo o mundo.</p>
<h3 id="vida-pessoal">Vida pessoal</h3>
<p>Ray Kroc pouco falava sobre sua vida pessoal, sequer mencionando seus filhos em seu livro autobiográfico. Teve três mulheres, cuja primeira era Ethel de quem se divorciou logo que começou a empreitada do McDonald's. A segunda mulher foi Jane Dobbins de quem logo se divorciou ao se encantar por Joan, que era mulher de um franqueado, com quem se casou e viveu até a morte.</p>
<p>Com Joan, Ray encontrou a parceria ideal para suas empreitadas. Tão ambiciosa quanto ele, o casal passou por momentos positivos e negativos, sempre um apoiando o outro. Uma delas foi quando Kroc sofreu um AVC e precisou parar de beber para tomar seus medicamentos. Sabiamente alcoólatra, Ray Kroc começou a frequentar grupos de ajuda para controlar sua doença e a apoiar financeiramente outros destinados a ajudar os alcoólatras.</p>
<p>Seu modelo de filantropia aliada ao marketing da rede de fast food acabou abrindo as portas para a <a href="https://blog.egestor.com.br/5-dicas-de-acoes-de-responsabilidade-social-para-pequenas-empresas/">responsabilidade social</a> corporativa, mais comum nos dias de hoje. Ainda baseado em business, suas investidas no ramo se mantiveram após sua morte, ajudando milhares de pessoas como a Casa Ronald McDonald, que apoia crianças com câncer, além de centros de pesquisa para tratamento de doenças de alcoolismo, diabetes, câncer e outros vícios.</p>
<p><strong>💡 Você também pode gostar: <a href="https://blog.egestor.com.br/o-que-e-empreendedorismo/">O que é o empreendedorismo? Entenda tudo sobre</a></strong></p>
<p><a href="https://egestor.com.br:443/?afl=11" rel="noopener"><img src="https://blog.egestor.com.br/wp-content/uploads/Banner-conversao-eGestor-blog.jpg-650.webp" alt="Banner-conversao-eGestor-blog" width="650" height="250"></a></p>]]></content:encoded>
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    </item>
    <item>
      <title>Marcus Lemonis: Empreendedores de sucesso</title>
      <link>https://blog.egestor.com.br/conheca-a-historia-de-marcus-lemonis/</link>
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      <pubDate>Sun, 02 Feb 2020 10:00:00 -0300</pubDate>
      <dc:creator><![CDATA[Gabrielly Vizzotto Cruz]]></dc:creator>
      <category>Livros e biografias</category>
      <category>empreendedores</category>
      <description>Conheça agora a história de Marcus Lemonis e como ele alcançou o topo e se tornou um dos empresários mais seguidos e estudados do mundo!</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Nascido no Líbano durante a Guerra Civil Libanesa foi adotado por um casal de gregos que vivia em Miami. Formado em ciências políticas, concorreu ao cargo de deputado na câmara da Flórida, mas sem vitória. Hoje após uma carreira de sucesso como empreendedor, possui uma fortuna avaliada em 2 bilhões de dólares. Esse é um dos empresários de maior sucesso na área automobilística e também por ser um “salvador de empresas”. Conheça agora a história de <strong>Marcus Lemonis</strong>.</p>
<p>Descubra como ele alcançou o topo e se tornou um dos empresários mais seguidos e estudados do mundo e como seus ensinamentos podem ajudar milhares de outros empresários a guiar seus negócios da maneira mais adequada e eficiente. <strong>Marcus Lemonis</strong> é um <a href="https://blog.egestor.com.br/descubra-como-se-tornar-um-empreendedor-de-sucesso/">Empreendedor de Sucesso</a>!</p>
<h2 id="o-comeco-de-carreira-de-marcus-lemonis">O começo de carreira de Marcus Lemonis</h2>
<p>Após se formar pela Universidade Marquette, <strong>Marcus Lemonis</strong> disputou as eleições de 1995 pelo partido Democrata norte-americano. Não sendo eleito, focou sua carreira como empreendedor. Para isso ele contou com as dicas de uma pessoa muito importante para ele, tratado como seu mentor: Lee Iacocca.</p>
<p>Lee era amigo da família Lemonis e por isso tinha contato direto com <strong>Marcus Lemonis</strong>. Lee Iacocca era mundialmente conhecido pela sua atuação no mundo automobilístico. Ele foi destaque por ser o responsável pelo lançamento do Mustang, um grande sucesso do mercado, mas também foi o responsável pelo Ford Pinto, um grande fracasso da indústria que gerou inclusive sua demissão na companhia Ford.</p>
<p>Mas com <strong>Marcus Lemonis</strong> ele acertou em cheio. Graças a Iacocca, Lemonis passou a fazer investimentos nos transportes de recreação, que são aqueles trailers muito utilizados nos EUA e Europa para viagens. Com essa nova forma de ver o mercado, ele criou a empresa Freedom Roads, companhia que comprou muitas outras concessionárias desses modelos de carro.</p>
<p>Em 2006 a empresa de <strong>Marcus Lemonis</strong> agitou o mercado com uma fusão quando se juntou à Camping World, empresa que já tinha 50 anos de atuação dentro desse mercado.</p>
<p><strong>Marcus Lemonis</strong> assumiu então como CEO do conglomerado que domina o setor de maneira gigantesca: são mais de 10 mil peças e acessórios voltados exclusivamente para RVs, além de trabalhar com serviços de seguros, revisão e reboque.</p>
<p>Em 2011, Lemonis juntou ao seu conjunto a Good Sam Enterprises, que atua como um sistema de associados para quem possui veículos recreativos. Ele assumiu novamente como principal nome e hoje lidera aproximadamente 7.000 funcionários nos Estados Unidos e conquistou um faturamento de 3 bilhões de dólares.</p>
<h2 id="o-salvador-de-empresas-marcus-lemonis">O salvador de empresas Marcus Lemonis</h2>
<p>Além do grande poderio que <strong>Marcus Lemonis</strong> assumiu ao se tornar o principal nome da Camping World e da Good Sam Enterprises, o empresário passou a investir e ajudar empresas que na sua visão eram promissoras mas que passavam por sérios problemas, e muitas correndo o risco de falir.</p>
<blockquote>
<p>“Meu nome é <strong>Marcus Lemonis</strong> e eu salvo negócios em apuros. Eu tomo as decisões difíceis e os ajudo com meu próprio dinheiro. Nem sempre é fácil, mas isso são negócios. Eu faço para salvar empregos e faço pelo dinheiro” - Frase de <strong>Marcus Lemonis</strong> durante episódio do programa “O Sócio”.</p>
</blockquote>
<p>Hoje o empresário já reabilitou com sucesso mais de 100 empresas em apenas 10 anos.</p>
<p><img src="https://blog.egestor.com.br/wp-content/uploads/Foto-Divulgacao.webp-800.webp" alt="" width="800" height="450"></p>
<h2 id="o-socio-marcus-lemonis">O Sócio Marcus Lemonis</h2>
<p>Os constantes sucessos de <strong>Marcus Lemonis</strong> em reerguer empresas praticamente falidas fez a emissora americana CNBC criar o reality televisivo "The Profit", ou “O Sócio” em português. O programa foi lançado em 2013 e está em sua 7ª temporada.</p>
<p>Na série, Lemonis continua fazendo o que já vinha buscando antes. Ele vai em busca de empresas desesperadas por novos investimentos e que topam um acordo que traga esse dinheiro para a empresa.</p>
<p>É a chance perfeita para <strong>Marcus Lemonis</strong> fazer a oferta de investir seu dinheiro em troca de uma parte da empresa e de uma porcentagem nos lucros.</p>
<h3 id="como-funciona-o-programa">Como funciona o programa</h3>
<p>Como os empresários já não têm mais saída em meio a situação atual dos seus negócios acabam aceitando a proposta. No total, o empresário já investiu mais de 7 milhões de dólares com as empresas que participaram do programa.</p>
<p>Uma vez dentro da empresa, Lemonis faz de tudo para salvar o negócio e torná-lo mais lucrativo. E ele não mede esforços e nem tem medo de tomar as decisões difíceis, mesmo que isso signifique ter que demitir o presidente, fazer promoções no quadro de funcionários ou até mesmo pegar no batente para que as coisas continuem no ritmo necessário para a empresa voltar aos eixos.</p>
<p>O acerto da emissora americana CNBC foi ao buscar um mercado novo para esse estilo de programa, já que existem muitos outros atualmente que fazem o mesmo processo de reerguer empresas. A diferença do “O Sócio” é que o foco fica em empresas de médio e pequeno porte, mas de diversos nichos de atuação, diferentemente dos programas concorrentes que ficam fixos em um único nicho de atuação.</p>
<blockquote>
<p>“Considero o programa como educacional, não apenas como um entretenimento. Sinto que o seu propósito é mostrar como fazer negócios e como não fazer, como tratar as pessoas e quais são os erros feitos por outros que podem ser evitados” - <strong>Marcus Lemonis</strong> em entrevista para a revista Istoé Dinheiro.</p>
</blockquote>
<p>No Brasil, a série é transmitida pelo canal por assinatura History desde 2015.</p>
<h2 id="os-3-ps-de-marcus-lemonis">Os 3 Ps de Marcus Lemonis</h2>
<p>O sucesso de Marcus Lemonis tanto na Camping World como na Good Sam Enterprises é atribuído, segundo o próprio empresário, a 3 Ps:</p>
<ul>
<li>Pessoas</li>
<li>Processo</li>
<li>Produto</li>
</ul>
<p>Para ele, a otimização desses 3 pontos-chave dentro de toda e qualquer empresa ou organização é o que vai trazer os melhores resultados.</p>
<p>Em cada episódio de “O Sócio”, assim como na atuação dele nas outras empresas que já ajudou, os 3Ps são aplicados da melhor forma possível para que cada empresa alcance o sucesso. Veja agora como esses 3 Ps ajudam as empresas e como podem ser aplicados:</p>
<h3 id="secao-1-p-pessoas">1º P: Pessoas</h3>
<p>Em todos os episódios da série “O Sócio”, <strong>Marcus Lemonis</strong> enfatiza a importância das pessoas para o sucesso de todas as empresas. Esse é sempre o 1º P a ser otimizado dentro de cada organização.</p>
<p>É claro que todo empresário quer ter as melhores pessoas trabalhando para o seu negócio.</p>
<h4># Mas será que eles percebem se tem as pessoas certas trabalhando para a empresa?</h4>
<p>Em muitos casos, o que acontece nas empresas é que as pessoas são colocadas em determinadas funções sem ser realmente boas naquilo que devem fazer. Talvez sejam parte da família, ou talvez continuem em determinado lugar porque a rotina indica que sempre foi assim. É preciso se atentar a isso para não cometer o erro de deixar os rumos do negócio com as pessoas erradas.</p>
<h4># Como fazer com que as pessoas que já estão na empresa se tornarem as pessoas certas?</h4>
<p>É preciso ser sincero. Um dos pontos fortes de <strong>Marcus Lemonis</strong> é que ele sempre mostra como atuar diretamente com as pessoas envolvidas no negócio. É preciso dar feedbacks transparentes e contínuos, mesmo que isso signifique dizer o que jamais achou necessário antes, seja no lado profissional ou pessoal.</p>
<p>Além disso, é preciso capacitar as pessoas da maneira correta. Passar treinamentos constantes e oferecer um ambiente em que o trabalho possa fluir com naturalidade são pontos fundamentais.</p>
<p><a href="https://open.spotify.com/episode/5QZDoc4ER6W6CUhwTD25QL?si=4b65689010264528" rel="noopener">Ver no Spotify</a></p>
<h3 id="secao-2-p-processos">2º P: Processos</h3>
<p>A maioria dos empreendedores que começa seu negócio sem a preparação adequada acaba gerenciando a empresa por meio de processos baseados apenas na sua intuição e na base do achismo.</p>
<p>Mas para manter o profissionalismo e não cair nas armadilhas que um negócio pode trazer é preciso deixar essa forma amadora de se trabalhar de lado e buscar uma organização adequada para cada empresa.</p>
<p>Para que uma empresa funcione bem e gere lucro os processos devem ser coordenados de forma programada e previamente planejada.</p>
<p>É preciso esquematizar toda a sequência de processos pelo qual a empresa passa, seja no setor de venda final para os consumidores, como também na entrada dos insumos para depois gerar aquela venda. Tudo deve ser esquematizado para enfim um empresário poder afirmar que possui a controle da empresa e para identificar em quais processos os erros estão ocorrendo.</p>
<h3 id="secao-3-p-produtos">3º P: Produtos</h3>
<p>Uma das principais chaves de cada empresa é o que está sendo vendido. Na série “O Sócio”, Lemonis analisa cuidadosamente o que está sendo vendido juntamente das suas características mercadológicas mais importantes, que são basicamente os seguintes:</p>
<ul>
<li>Preço</li>
<li>Embalagem</li>
<li>Apresentação</li>
<li>Público alvo</li>
</ul>
<p>A análise de <strong>Marcus Lemonis</strong> consiste em mostrar para os empresários que a visão que os clientes possuem dos produtos são completamente diferentes da visão que eles possuem dos próprios produtos.</p>
<p>Muitos acabam gastando muito com mídia e exposição para os produtos, mas não percebem que o erro está na percepção do cliente sobre o produto. Muitas vezes a solução mais útil é simplificar o produto, agregar valor a ele para que as pessoas sintam a necessidade de buscá-lo e com isso conseguir lucros cada vez maiores.</p>
<blockquote>
<p>“Tenho uma inclinação maior pelo risco que a maioria das pessoas, porque acredito nas pessoas, sinto que podem mudar e melhorar. Por isso, não me meto no negócio pensando em quão arriscado aquilo pode ser, mas pensando na pessoa e no tanto de oportunidade que eu acredito que exista” - <strong>Marcus Lemonis</strong>.</p>
</blockquote>
<p>Histórias inspiradoras como a de <strong>Marcus Lemonis</strong> sem dúvidas são um grande incentivo para quem quer se tornar um empreendedor. No nosso e-book de crescimento empresarial, você vai encontrar dicas que podem ser aplicadas no seu negócio!</p>
<p><a href="https://egestor.com.br:443/?afl=11" rel="noopener"><img src="https://blog.egestor.com.br/wp-content/uploads/Banner-conversao-eGestor-blog.jpg-650.webp" alt="Banner-conversao-eGestor-blog" width="650" height="250"></a></p>]]></content:encoded>
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    </item>
    <item>
      <title>Empreendedores de sucesso: Caito Maia</title>
      <link>https://blog.egestor.com.br/empreendedores-de-sucesso-caito-maia/</link>
      <guid isPermaLink="true">https://blog.egestor.com.br/empreendedores-de-sucesso-caito-maia/</guid>
      <pubDate>Tue, 28 Jan 2020 10:00:00 -0300</pubDate>
      <dc:creator><![CDATA[Gabrielly Vizzotto Cruz]]></dc:creator>
      <category>Livros e biografias</category>
      <category>empreendedores</category>
      <description>Quem é Caito Maia, como fundou a Chilli Beans em 1997 e fez dela uma das maiores marcas de óculos do mundo, e as lições de gestão da trajetória.</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Para você que está pensando em montar o seu próprio negócio e se tornar um empreendedor de sucesso no Brasil, é fundamental ter em quem se espelhar. É importante conhecer histórias de empreendedores brasileiros que enfrentaram um cenário semelhante a empreendedores no país. Mas também que superaram obstáculos, persistiram em suas convicções e se tornaram referências não só no Brasil, mas no cenário do empreendedorismo em geral. E um destes <a href="https://blog.egestor.com.br/descubra-como-se-tornar-um-empreendedor-de-sucesso/">empreendedores de sucesso</a>, sem dúvida nenhuma, é Caito Maia, fundador da <a href="https://loja.chillibeans.com.br/liquida-chilli?gclid=EAIaIQobChMI-dDomsHr1QIVCAiRCh1F7w3wEAAYASAAEgJ4rPD_BwE" rel="noopener">Chilli Beans</a>, uma das maiores marcas de óculos do mundo.</p>
<p>Fundada em 1997, a Chilli Beans revolucionou a forma de vender óculos. Tirando assim a cultura de venda similar à farmácias, e passando a vender os óculos como acessórios de moda. Atualmente, existem mais de 750 lojas espalhadas por mais de 17 países, movimentando mais de R$ 500 milhões a cada ano.</p>
<p><a href="https://open.spotify.com/episode/5QZDoc4ER6W6CUhwTD25QL?si=4b65689010264528" rel="noopener">Ver no Spotify</a></p>
<h2 id="a-trajetoria-de-caito-maia">A trajetória de Caito Maia</h2>
<p>Nascido em 1969 em São Paulo, onde foi criado e passou toda a sua infância, Antônio Gomes Pereira Filho, também conhecido como Caito Maia, carregava consigo o sonho de ser músico. Logo aos 18 anos teve a oportunidade de estudar nos Estados Unidos em um curso de verão, na Faculdade de Música Berklee, em Boston.</p>
<p>Caito inclusive formou uma banda de rock, chamada de "Las Ticas Tienen Fuego", a qual era vocalista e guitarrista. A banda, em 1996, foi indicada a uma das categorias do prêmio Video Music Brasil, do canal MTV. Mas, com o passar dos anos, Caito Maia percebeu que seria muito difícil viver exclusivamente da música e foi aí que seu espírito empreendedor começou a aflorar.</p>
<p>Em paralelo com a banda, Caito passou a comprar óculos escuros nos Estados Unidos e revendê-los no Brasil. Como o preço era mais justo possível, deixava seus compradores totalmente satisfeitos. Com a boa aceitação do público e um alto número de vendas, Caito Maia optou por ampliar o seu negócio e começou a revender também para lojas de comércio varejista.</p>
<p><img src="https://blog.egestor.com.br/wp-content/uploads/Caito-Maia-1024x576-1.jpg-1024.webp" alt="" width="1024" height="576"></p>
<h3 id="primeiros-empreendimentos">Primeiros empreendimentos</h3>
<p>Pensando nisso, surgiu seu primeiro empreendimento: a empresa Blue Velvet, atacadista de óculos. A empresa no seu primeiro ano de atuação conseguiu mais de 250 clientes do comércio varejista. Entretanto, por não ter nenhuma formação acadêmica, Caito passou a ter muitos problemas para administrar o negócio. E, sem um bom controle do <a href="https://egestor.com.br/recursos/fluxo-de-caixa.php?afl=11" rel="noopener">fluxo de caixa</a> da empresa, a Blue Velvet ficou extremamente fragilizada e acabou quebrando com a inadimplência de apenas dois de seus clientes.</p>
<p>Mas como todo bom empreendedor, Caito persistiu em sua ideia e conseguiu superar as adversidades. Após o fracasso de seu primeiro negócio, o empreendedor se viu com duas alternativas: retornar à sua banda ou então retomar as vendas de óculos escuros como varejista.</p>
<p>A solução encontrada por Caito Maia foi aproveitar parte do estoque que sobrou da Blue Velvet e montar um <a href="https://blog.egestor.com.br/como-administrar-um-quiosque-de-vendas/">quiosque de vendas</a> no Mercado Mundo Mix, que era um grande evento itinerante na cidade de São Paulo, voltado para a venda de roupas e acessórios. Vender óculos escuros no Mercado Mundo Mix o início da Chilli Beans. Tudo era feito com muito esforço e suor, e o foi justamente esta experiência que fez com que o empreendedor ganhasse a experiência que precisava. Na inauguração de sua loja o dia era chuvoso. Mas, esse contratempo não impediu a empresa de Caito Maia de se destacar entre todas as demais lojas do mercado Mundo Mix, e obter um grande volume de vendas logo na inauguração.</p>
<p>Para montar o estande no Mercado Mundo Mix, era necessário dar um nome ao quiosque. Caito gostava muito de pimenta, e com a ajuda do publicitário e amigo, José Caporrino, surgiu no ano de 1997 o nome "Chilli Beans", que remete a um prato típico da culinária tex-mex (texana-mexicana) à base de pimenta e feijão.</p>
<figure><a href="https://youtu.be/kzFMNC2aQdU" rel="noopener" title="Assistir ao vídeo no YouTube"><img src="https://blog.egestor.com.br/media/embeds/youtube-kzFMNC2aQdU.jpg" alt="Assistir ao vídeo no YouTube"></a></figure>
<h2 id="o-crescimento-da-chilli-beans">O crescimento da Chilli Beans</h2>
<p>O fracasso de sua primeira empresa, a Blue Velvet, serviu de lição para Caito Maia, e fez com que ele se precavesse contra uma nova crise financeira que poderia arruinar a Chilli Beans. A medida encontrada para ter um maior controle financeiro foi pagar a vista todas as compras com seus fornecedores de óculos.</p>
<p>Com o negócio organizado financeiramente, estava na hora de pensar na sua <a href="https://novonegocio.com.br/lideranca-e-gestao/8-maneiras-de-expandir-seu-negocio/" rel="noopener">expansão</a>. No ano de 2000, a Chilli Beans abriu o seu primeiro quiosque de vendas em um shopping e no ano seguinte teve a sua primeira franquia. Atualmente são mais de 750 lojas espalhadas por países como Portugal, Tailândia, Caribe, Colômbia, Chile. Emirados Árabes e Estados Unidos, Angola e Kuwait. Dessas mais de 50 lojas.</p>
<p>Além de óculos escuros, a Chilli Beans passou a oferecer outros produtos para seus clientes como bolsas e mochilas em 2011. Com os diversos licenciamentos realizados com outras empresas ao longo de seus 20 anos de história, atualmente a marca Chilli Beans já se encontra em roupas íntimas, bicicletas, guitarras e chinelos das empresas licenciadas.</p>
<p><a href="https://blog.egestor.com.br/ebook-crescimento-empresarial/"><img src="https://blog.egestor.com.br/wp-content/uploads/2017/04/Banner_GuiadeCrescimentoEmpresarialCalltoAction.png-762.webp" alt="Ebook Crescimento Empresarial" width="762" height="142"></a></p>
<h2 id="self-service">Self Service</h2>
<p>Caito Maia trouxe com a Chilli Beans um novo conceito de comercialização de óculos escuros. Mas, também, um novo conceito de consumo por parte dos clientes. A Chilli Beans fez com que os óculos não fossem mais intocáveis nas prateleiras. Assim, sendo exibidos de uma forma muito mais livre para que os consumidores possam tocar e experimentar o produto antes de efetuar a compra.</p>
<p>Este é o conceito do atendimento Self Service ou serviço próprio. Esse que posteriormente também foi adotado por restaurantes, em que os clientes poderiam servir a sua própria comida, por exemplo.</p>
<p>Nas lojas também é possível encontrar produtos totalmente personalizados de acordo com o gosto de cada cliente: modelo com detalhes em ouro, lentes com as mais variadas cores, produtos dos mais variados tamanhos, dentre outros diferenciais.</p>
<p>Outro aspecto que tornou a Chilli Beans uma das maiores marcas da América latina no seu ramo de atuação é o fato de a cada 45 dias, a marca lançar uma coleção diferente para atrair cada vez mais consumidores.</p>
<p>A Chilli Beans, portanto, não vende óculos escuros como ótica, mas sim como um estilo para os seus clientes.</p>
<h2 id="premiacoes-de-caito-maia">Premiações de Caito Maia</h2>
<p>Desde o seu surgimento, a Chilli Beans ganhou enorme reconhecimento mundo a fora e recebeu diversos prêmios em relação ao empreendedorismo. Confira alguns deles:</p>
<ul>
<li>"Melhor loja de inovação do mundo", pelo Retail Design Institute, em 2012</li>
<li>"Prêmio Melhor em Acessórios", pela revista Pequenas Empresas Grandes Negócios, em 2016</li>
<li>"Melhor Franquia do País", pela ABF (Associação Brasileira de Franquias), em 2015</li>
<li>"Os mais importantes do varejo", do Grupo Padrão, em 2015</li>
</ul>
<p><a href="https://egestor.com.br/?afl=11" rel="noopener"><img src="https://blog.egestor.com.br/wp-content/uploads/Banner-conversao-eGestor-blog.jpg-650.webp" alt="Banner-conversao-eGestor-blog" width="650" height="250"></a></p>]]></content:encoded>
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    </item>
    <item>
      <title>Resumo do livro &quot;Empresas feitas para vencer&quot; de Jim Collins</title>
      <link>https://blog.egestor.com.br/livro-empresas-feitas-para-vencer-de-jim-collins/</link>
      <guid isPermaLink="true">https://blog.egestor.com.br/livro-empresas-feitas-para-vencer-de-jim-collins/</guid>
      <pubDate>Thu, 05 Apr 2018 11:27:06 -0300</pubDate>
      <dc:creator><![CDATA[Gabrielly Vizzotto Cruz]]></dc:creator>
      <category>Livros e biografias</category>
      <category>administração</category>
      <category>empreendedores</category>
      <description>Veja neste texto, o resumo sobre o livro “Empresas feitas para vencer” de Jim Collins, as principais abordagens da obra e tome nota de importantes dicas.</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Por que algumas empresas são excelentes enquanto que outras são apenas boas? Por que algumas corporações crescem e vencem enquanto que outras rumam a falência e ao declínio mesmo em meia a condições semelhantes de suas concorrentes? <strong>O livro “<a href="https://www.amazon.com.br/gp/product/856738902X/ref=as_li_qf_asin_il_tl?ie=UTF8&amp;tag=egestor-20&amp;creative=9325&amp;linkCode=as2&amp;creativeASIN=856738902X&amp;linkId=21ae9b012b72f01de6da306923d1b218" rel="noopener">Empresas feitas para vencer</a>”</strong> de Jim Collins responde não apenas a essas duas perguntas, mas também a muitas outras que impactam diretamente na forma como os negócios são administrados e guiados tanto rumo ao crescimento quanto ao seu fechamento.</p>
<p>São mais de 350 páginas de puro conteúdo que demonstram em detalhes quais são os principais diferenciais das empresas ditas como feitas para vencer!</p>
<p>A obra é um verdadeiro manual sobre como levar a empresa ao crescimento, saindo muitas vezes dos conformismos, local em que o bom já satisfaz, e partindo em busca de melhores números, melhores resultados e melhores conceitos.</p>
<p>Ser ótima ou excelente é o pontapé inicial para se fixar dentro do mercado. Não se esqueça!</p>
<p>Veja neste texto, o resumo sobre o livro “Empresas feitas para vencer” de Jim Collins, as principais abordagens da obra e tome nota de importantes dicas e passos citados pelo autor para quem está em busca de dar mais do que um up em seu empreendimento tornando-o grande! Veja:</p>
<h2 id="sobre-o-que-trata-o-livro-empresas-feitas-para-vencer">Sobre o que trata o livro “Empresas feitas para vencer”?</h2>
<p>Apesar de o título ser bastante claro e fazer menção ao assunto de que trata o livro, vale destacar que <strong>o enredo da obra é basicamente focado em mostrar formas e estratégias de levar uma empresa ao crescimento.</strong></p>
<p>Mais do que isso, o livro mostra com bastante clareza <strong>quais são os diferenciais que levam algumas empresas ao sucesso e outras ao fracasso em situações até mesmo muito parecidas</strong>.</p>
<p>Em termos líquidos, são cerca de 275 páginas repletas de conteúdo de altíssima qualidade, prontos a incentivar e motivar o leitor a sair da sua zona de conforto em busca de provocar um verdadeiro crescimento interno e externo em seu negócio.</p>
<p><a href="https://blog.egestor.com.br/jim-collins/">Jim Collins</a> realmente mexe com quem está do outro lado de sua obra ao propor verdadeiros desafios que devem ser cumpridos a fim de que a visibilidade, a realidade e os números da empresa mudem. Mudança esta que é sempre rumo a um lado extremamente positivo.</p>
<p>Um dos temas abordados com bastante veemência ao longo do livro são <strong>os níveis de liderança existentes dentro de uma empresa</strong>. “Empresas feitas para vencer” também fala sobre a importância da empresa ter um volante responsável por guiar todo o negócio ao longo de um caminho que está direcionado para o sucesso.</p>
<h2 id="por-que-algumas-empresas-sao-excelentes-o-que-as-torna">Por que algumas empresas são excelentes? O que as torna donas deste tipo de título?</h2>
<p>É indispensável citar neste resumo que Jim Collins demonstra alguns pontos bastante simples e claros sobre os diferenciais de uma excelente empresa das demais, consideradas apenas como boas.</p>
<p>Por exemplo, <strong>a formação de CEOs internos</strong>, ou seja, quando se fomenta e propicia a capacitação de profissionais que já conhecem as políticas, práticas e culturas organizacionais da empresa ao invés de contratar alguém no mercado, sem dúvida é uma das formas de se conquistar este título tão importante para a saúde da empresa.</p>
<p>Outro ponto também apontado no livro é que as empresas que conseguem atingir o nível de excelentes focaram ao longo de sua trajetória em não fazer certas coisas ao invés de perseguir o título de “empresas feitas para crescer”.</p>
<p>Essas organizações ainda aprenderam a <strong>usar da tecnologia</strong> e das rápidas mudanças do mercado na hora de compor as suas estratégias e, além disso, este processo contínuo de aperfeiçoamento nunca foi apenas uma campanha ou slogan, mas sim uma cultura.</p>
<p>Por fim, Jim Collins ainda cita em seu livro que salários e resultados dos altos executivos também não devem estar sempre relacionados a fim de que os profissionais persigam o sucesso e não apenas melhores contraprestações mensais por seu esforço.</p>
<p>Apesar de este ser um incentivo e tanto, focar na qualidade que não se relaciona trará, sem dúvida alguma, ganhos melhores e mais duradouros.</p>
<p><a href="https://egestor.com.br:443/?afl=11" rel="noopener"><img src="https://blog.egestor.com.br/wp-content/uploads/Banner-conversao-eGestor-blog.jpg-650.webp" alt="Banner-conversao-eGestor-blog" width="650" height="250"></a></p>
<h2 id="o-processo-de-lideranca-em-5-diferentes-niveis">O processo de liderança em 5 diferentes níveis</h2>
<p>Jim Collins fala muito sobre o papel do líder na transformação de uma empresa ao longo de sua vida empresarial e ressalta que esta é a peça-chave do sucesso para quem de fato quer ver sua empresa vencer, reconhecida como de excelente qualidade em diferentes sentidos.</p>
<p>Veja neste resumo quais são, portanto, esses níveis de liderança e verifique a qual deles você e sua empresa tem feito parte:</p>
<h3 id="secao-1-individuo-altamente-capacitado">1. Individuo altamente capacitado</h3>
<p>O primeiro nível de liderança abordado em “Empresas feitas para vencer” fala sobre os profissionais que conseguem colaborar com a empresa a partir de seus próprios conhecimentos e habilidades. Seus hábitos são saudáveis ao trabalho, porém nem sempre este profissional está apto a liderar, de fato, uma equipe, por exemplo.</p>
<h3 id="secao-2-membro-colaborador-da-equipe">2. Membro colaborador da equipe</h3>
<p>No segundo nível também se encontra um profissional habilidoso, com muita competência e conhecimento da área. Este, por sua vez, é bastante solícito e está sempre pronto para ajudar e até mesmo orientar toda a equipe. Este tipo de líder costuma incentivar um ambiente mais tranquilo e favorável internamente.</p>
<h3 id="secao-3-gerente-competente">3. Gerente competente</h3>
<p>No meio desses níveis encontra-se o gerente competente, com qualidade tanto técnicas quanto no trato de pessoas. Este profissional conhece a fundo cada tarefa, cargo e contribuição e por isso organiza e cobra da equipe por resultados a fim de que todos os objetivos gerais da empresa sejam atingidos.</p>
<h3 id="secao-4-lider-eficaz">4. Líder eficaz</h3>
<p>Mais do que gerenciar, o líder eficaz, por sua vez, é o tipo de profissional bem quisto pelos demais colaboradores e que traduz as metas a partir de sua <a href="https://blog.egestor.com.br/visao-sistemica-o-que-e-qual-importancia-de-ter-na-gestao-empresarial/">visão sistêmica</a> de toda a empresa e seu funcionamento. Este líder do quarto nível costuma conhecer mais a fundo o funcionário e por isso sabe quando e como cobrá-lo levando a empresa ao crescimento.</p>
<h3 id="secao-5-executivo-de-nivel">5. Executivo de nível</h3>
<p>O ápice do profissionalismo e da excelência na condução do capital humano da empresa, <strong>o executivo que ocupa o quinto nível está mais preocupado com a empresa do que com os seus objetivos pessoais</strong> por isso dedica-se a formar novos e melhores profissionais do que ele mesmo sem qualquer tipo de medo ou reserva já que o que realmente lhe importa é o amanhã do empreendimento.</p>
<p>Jim Collins ainda destaca em sua obra que muitas empresas não conseguem obter o sucesso devido ao egoísmo e egocentrismo de muitos líderes, gestores, diretores e CEOs. Com medo de se verem vencidos e superados por seus semelhantes ou subordinados, eles privam a empresa de crescer e se expandir para se manterem como intactos.</p>
<p>Cerca de 75% das empresas que atingem níveis preocupantes de fracasso têm um líder desse dentro do seu corpo institucional. Mudar a visão deste profissional ou ainda retirá-lo da equipe são algumas das formas de ter melhores resultados novamente.</p>
<p>Por fim, em “Empresas feitas para vencer” há ainda a reafirmação da necessidade em se listar coisas que não devem ser feitas. Os checklists do que se fazer são comuns, entretanto já não são suficientes para guiar rumo ao sucesso!</p>
<p>Jim Collins é bastante veemente a reafirmar a tamanha necessidade de que os profissionais que estão a frente surpreendam por antever problemas ao deixar algumas tarefas simples mais profissionalizadas como investindo na antecipação.</p>
<p>Por essas e muitas outras este é realmente um conteúdo que vale a pena ser lido. Aproveite para encontrar seu livro e conheça a obra em maiores detalhes. Abaixo, confira o vídeo da palestra do autor Jim Collins sobre o livro:</p>
<figure><a href="https://youtu.be/brWj-L58VLM" rel="noopener" title="Assistir ao vídeo no YouTube"><img src="https://blog.egestor.com.br/media/embeds/youtube-brWj-L58VLM.jpg" alt="Assistir ao vídeo no YouTube"></a></figure>
<hr>
<p><strong>💡 Você também pode gostar: <a href="https://blog.egestor.com.br/10-livros-empreendedorismo/">10 livros sobre empreendedorismo que você precisa ler! </a></strong></p>]]></content:encoded>
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    </item>
    <item>
      <title>Erros de empreendedores de primeira viagem: 8 para não cometer</title>
      <link>https://blog.egestor.com.br/8-erros-de-empreendedores-de-primeira-viagem/</link>
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      <pubDate>Thu, 28 Dec 2017 11:06:57 -0200</pubDate>
      <dc:creator><![CDATA[Gabrielly Vizzotto Cruz]]></dc:creator>
      <category>Empreendedorismo</category>
      <category>empreendedores</category>
      <description>Confira neste post os 8 erros de empreendedores que podem levar a sua empresa à falência antes mesmo dela chegar ao mercado, e saiba como evitá-los!</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Acreditar que abrir o próprio negócio é uma tarefa fácil é um dos principais erros cometidos pelos novos empreendedores — mas não é o único. De fato, empreender é um desafio diário até para quem já chegou ao topo. Mas os iniciantes enfrentam outro problema, ainda maior: a falta de experiência. Afinal, ela impulsiona falhas que podem acabar com sonhos antes de eles saírem do papel. Por isso, confira neste post os 8 erros de empreendedores que podem levar a sua empresa à falência antes mesmo dela chegar ao mercado, e saiba como evitá-los!</p>
<h2 id="secao-1-comecar-sem-um-plano-de-negocios">1. Começar sem um plano de negócios</h2>
<p>Como já dissemos, um dos principais erros de empreendedores é acreditar que apenas a sua disposição ou um determinado capital serão suficientes para garantir a sobrevivência de um negócio. Acontece que somente o entusiasmo não move a empresa sozinho.</p>
<p>De acordo com o <a href="https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2015/09/1677729-metade-das-empresas-fecha-as-portas-no-brasil-apos-quatro-anos-diz-ibge.shtml?utm_source=blog&amp;utm_campaign=rc_blogpost" rel="noopener">IBGE</a>, metade das empresas brasileiras fecha em menos de quatro anos. E uma das grandes responsáveis é mesmo a falta de planejamento.</p>
<p>Portanto, ter um <a href="https://blog.egestor.com.br/plano-de-negocios/">plano de negócios</a> é uma garantia concreta de que as suas metas podem ser concretizadas, a longo e a curto prazo. Com ele, o empreendedor conseguirá:</p>
<ul>
<li>entender a visibilidade mercadológica da sua empresa;</li>
<li>buscar informações detalhadas sobre o seu ramo;</li>
<li>gerenciar melhor o seu estoque;</li>
<li>calcular com eficácia a margem de lucro e preço dos produtos;</li>
<li>organizar o capital inicial e o <a href="https://egestor.com.br/recursos/fluxo-de-caixa.php?afl=11" rel="noopener">fluxo de caixa</a>;</li>
<li>atender as exigências do mercado.</li>
</ul>
<h2 id="secao-2-nao-ter-um-mentor">2. Não ter um mentor</h2>
<p>A cultura do empreendedorismo muitas vezes dá a impressão de que empreendedores são pessoas que trabalham sozinhas em prol dos seus ideais, sem chefia ou qualquer supervisão. Mas, na prática, trabalhar sozinho pode ser prejudicial.</p>
<p>Principalmente para quem está mesmo começando, ter um mentor é essencial para a tomada de decisões acertadas.</p>
<p>Nesse sentido, a experiência de um investidor — que já atua há anos na área e possui uma história de sucesso em negócios — ou de uma equipe de <a href="https://www.ibccoaching.com.br/portal/coaching/o-que-e-coaching-e-mentoring/" rel="noopener">mentoring</a> pode trazer, além de conhecimento, soluções efetivas para problemas que empacam o desenvolvimento do negócio.</p>
<p>E esses profissionais também são capazes de fornecer as ferramentas que darão ao empreendedor a segurança para atuar de forma independente no futuro.</p>
<h2 id="secao-3-negligenciar-o-valor-do-cliente">3. Negligenciar o valor do cliente</h2>
<p>Ao abrir um novo negócio, é natural se empolgar com as possibilidades de ver o seu sonho finalmente sair do papel. Mesmo assim, o empreendedor precisa estar ciente que garantir um bom relacionamento com o cliente deve ser a sua prioridade.</p>
<p>Afinal, não importa quanto tempo você passou trabalhando e o quanto acredita na genialidade dos produtos e serviços oferecidos pela sua empresa. Sem a aprovação dos clientes, ela não chegará a lugar algum.</p>
<p>Portanto, invista em um atendimento de qualidade, forneça materiais ricos — como artigos, e-books e conteúdo exclusivo —, crie promoções e tente resolver problemas em tempo hábil.</p>
<p>Mas, principalmente, pesquise sobre os hábitos, desejos e até críticas do seu público-alvo.</p>
<h2 id="secao-4-escolher-uma-localizacao-ruim">4. Escolher uma localização ruim</h2>
<p>Instalar a empresa em uma localização ruim é outro dos erros de empreendedores mais significativos para o seu volume de vendas. Uma loja de luxo em um bairro popular, por exemplo, não terá visibilidade para o seu público-alvo e certamente não venderá para o perfil de consumidor que vive naquele lugar.</p>
<p>Então, para a escolha do ponto ideal — principalmente quando se trata do varejo — o empreendedor precisa estabelecer o perfil do consumidor que deseja atingir.</p>
<p>Além disso, deve definir o produto vendido, observar o movimento, a infraestrutura e a visibilidade, além de verificar as condições de segurança e acesso do local.</p>
<p>Aliás, até mesmo na internet é preciso ter cuidado. Um servidor lento e que não consegue atender a um tráfego mínimo, ou um website com layout confuso e sem informações precisas desmotiva o acesso dos consumidores e pode causar problemas que afetam seriamente a imagem da sua empresa.</p>
<h2 id="secao-5-nao-investir-em-melhorias">5. Não investir em melhorias</h2>
<p>Em um mercado altamente competitivo, o empreendedor precisa ter em mente que será necessário investir dinheiro para ganhar dinheiro. No entanto, também é necessário ter sabedoria para usar esse capital nos setores certos.</p>
<p>Na verdade, são três os aspectos de uma empresa que precisam de atenção especial: as pessoas, o aprendizado — mediante a capacitação da equipe ou do próprio empreendedor — e a comunicação. Quanto a isso, estratégias de divulgação e marketing são essenciais na fase inicial.</p>
<p>E esse diálogo com clientes e conversão de leads pode ser feito com poucos recursos, por meio da criação de conteúdo online, o envio de <a href="https://rockcontent.com/br/blog/tudo-sobre-email-marketing/" rel="noopener">e-mail marketing</a> e newsletters com novidades, e, principalmente, a presença nas <a href="https://blog.egestor.com.br/redes-sociais-para-empresas/">redes sociais</a>.</p>
<h2 id="secao-6-nao-se-adaptar">6. Não se adaptar</h2>
<p>Colocar muita expectativa no êxito de um produto sem entender o mercado pode ser o caminho mais fácil para o fracasso. Toda empresa, independentemente do sucesso e reconhecimento que tenha, precisa promover inovação e se adaptar à realidade a que se insere e os desejos dos seus consumidores.</p>
<p>A Starbucks, por exemplo — multinacional estadunidense famosa pelo café expresso — precisou fazer algumas mudanças para se adaptar ao paladar brasileiro, que prefere café filtrado pela manhã.</p>
<p>Além disso, a empresa inseriu pão de queijo e bolinhos de tomate seco com parmesão no menu, algo incomum no cardápio original.</p>
<p>E o mesmo aconteceu com a La Roche-Posay, que precisou desenvolver uma nova textura dos seus produtos de pele para se adaptar à temperatura tropical do Brasil.</p>
<p><a href="https://blog.egestor.com.br/ebook-crescimento-empresarial/"><img src="https://blog.egestor.com.br/wp-content/uploads/2017/04/Banner_GuiadeCrescimentoEmpresarialCalltoAction.png-762.webp" alt="Ebook Crescimento Empresarial - Erros de empreendedores" width="762" height="142"></a></p>
<h2 id="secao-7-lancar-se-na-hora-errada">7. Lançar-se na hora errada</h2>
<p>Inserir um produto ou serviço no mercado antes de testar a sua viabilidade e qualidade também pode colocar o sucesso da sua empresa em risco. Por outro lado, esperar muito tempo pode inviabilizar o pioneirismo e a inovação diante da concorrência.</p>
<p>Para evitar esse problema, quem está entrando no mercado do empreendedorismo precisa ficar atento a conceitos como o de MVE (Empreendedor Mínimo Viável).</p>
<p>Grosso modo, essa estratégia define o ponto exato em que um capital mínimo pode gerar máximo retorno ao investidor. Em outras palavras, define o “timing” certo para lançar uma ideia, de acordo com uma análise de riscos e sem postergar demais a sua entrada no mercado.</p>
<h2 id="secao-8-esperar-sucesso-facil-e-imediato">8. Esperar sucesso fácil e imediato</h2>
<p>Por fim, esperar lucro e reconhecimento imediato do seu negócio pode trazer decepção, desorganização financeira e até problemas mais sérios.</p>
<p>Justamente por isso, muitos empreendedores iniciantes acabam caindo em promessas de sucesso rápido e direcionam seu capital para programas, treinamentos e investimentos que não impulsionarão o seu negócio.</p>
<p>De fato, muitas empresas mal lançam um produto e já explodem no mercado. Mas esse é um case de um em um milhão. A grande maioria — inclusive as que estão no topo hoje — enfrentaram muitos desafios e percalços para chegarem onde estão.</p>
<p>Lembre-se: abrir as portas da empresa será a parte mais fácil de todo o processo, mas fazer ela prosperar exige “pé no chão” e paciência.</p>
<p>E então, gostou das nossas dicas? Já cometeu algum desses erros de empreendedores? Agora, se você está ingressando no empreendedorismo, mas ainda está repleto de dúvidas, não deixe de conferir o nosso e-book com um guia financeiro completo para abrir a sua empresa!</p>
<p><a href="https://blog.egestor.com.br/ebook-como-abrir-uma-empresa/"><img src="https://blog.egestor.com.br/wp-content/uploads/2017/09/Banner-Manual-Como-Abrir-Uma-Empresa.png-760.webp" alt="Ebook manual de como abrir uma empresa - Erros de empreendedores" width="760" height="142"></a></p>]]></content:encoded>
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    </item>
    <item>
      <title>Benefícios MEI: entenda os direitos trabalhistas da categoria</title>
      <link>https://blog.egestor.com.br/beneficios-mei-entenda-os-direitos-trabalhistas-da-categoria/</link>
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      <pubDate>Tue, 26 Dec 2017 15:53:16 -0200</pubDate>
      <dc:creator><![CDATA[Gabrielly Vizzotto Cruz]]></dc:creator>
      <category>Abrir empresa e MEI</category>
      <category>empreendedores</category>
      <description>Quer conhecer os principais benefícios do MEI e descobrir se essa é uma boa opção para você? Confira nosso post e tire suas dúvidas!</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Pequenos empresários e trabalhadores autônomos não precisam trabalhar na informalidade — sem direitos trabalhistas e sem saber se um dia poderão se aposentar. Hoje, é possível que essas pessoas se enquadrem no MEI e, por meio de um pagamento mensal baixo, tenham acesso à cobertura previdenciária e redução de impostos. Quer conhecer mais <strong>benefícios MEI</strong> e descobrir se essa é uma boa opção para você? Continue a leitura!</p>
<h2 id="o-que-e-mei">O que é MEI?</h2>
<p>O <a href="https://blog.egestor.com.br/mei/">MEI (Microempreendedor Individual)</a> é uma forma de regularização feita especialmente para os pequenos empresários e trabalhadores autônomos, que se encaixam nas seguintes condições:</p>
<ul>
<li>não ter sócio/administrador e não ser titular de outras empresas;</li>
<li>faturar até 60 mil reais por ano;</li>
<li>exercer uma das atividades permitidas na legislação específica para MEI (acessar a Lei Complementar nº 123/2006);</li>
<li>ter, no máximo, um empregado.</li>
</ul>
<p>Antes de se formalizar como MEI, o trabalhador deverá fazer uma consulta prévia na Prefeitura da sua cidade, para garantir que o local escolhido para o funcionamento do seu negócio está de acordo com o zoneamento do município e, assim, poder obter o alvará definitivo de funcionamento.</p>
<p>Depois disso, basta acessar o site do <a href="https://blog.egestor.com.br/portal-do-empreendedor/">Portal do Empreendedor</a> e realizar o seu cadastro, sendo que, automaticamente, você já receberá o número do seu CNPJ e um alvará provisório de funcionamento.</p>
<p>Também é importante destacar que o MEI deverá realizar o pagamento mensal de uma taxa única, referente ao custeamento do INSS e também de impostos, como ISS e ICMS.</p>
<p>Os valores variam para quem atua no setor de comércio e indústria (R$47,85), prestação de serviços (R$ 51,85) e comércio e serviços (R$52,85).</p>
<h2 id="quais-os-beneficios-mei-em-relacao-aos-direitos-trabalhistas">Quais os benefícios MEI em relação aos direitos trabalhistas?</h2>
<p>Trabalhar de forma regularizada não é bom apenas para o governo. Para o empreendedor existem muitos benefícios, principalmente no que tange os direitos trabalhistas. Veja o que você terá de benefícios ao se regularizar:</p>
<h3 id="aposentadoria">Aposentadoria</h3>
<p>Ter direito à aposentadoria é um dos principais motivos que costumam fazer com que os microempresários decidam se formalizar como MEI.</p>
<p>Para poder se aposentar por idade, é preciso que o microempreendedor tenha, no mínimo, 15 anos de contribuição e 60 anos de idade, para mulheres, e 65 anos, para homens.</p>
<p>Todavia, é preciso atenção, porque o MEI não garante direito à aposentadoria por tempo de contribuição. Para ter esse direito, é necessário complementar o valor da contribuição em 15% em cima do valor do salário mínimo nacional vigente.</p>
<p>O pagamento do MEI garante a aposentadoria com um salário mínimo. Contudo, há a possibilidade de se aposentar com um valor maior: basta aumentar o valor da contribuição mensal. Nesse caso, o valor a ser pago é definido a partir de uma fórmula — (salário desejado – salário mínimo nacional) x 20%.</p>
<p>Contribuindo com o MEI, você também terá direito à aposentadoria por invalidez, desde que tenha contribuído, pelo menos, um ano com a Previdência. Para os casos de acidente de qualquer natureza ou acometimento de doenças determinadas em lei, esse período de carência não é necessário.</p>
<h3 id="auxilio-doenca">Auxílio-doença</h3>
<p>Quando não formalizado, uma das principais preocupações do autônomo ou do microempreendedor é em caso de doença — afinal, como trabalhar para garantir o sustento se ele não tem condição de saúde para tal?</p>
<p>Se você estiver formalizado como MEI, poderá sentir-se mais seguro nessa situação. Afinal, o MEI garante o direito ao afastamento para o seu tratamento, com valor de 1 salário mínimo nacional, remunerado pela Previdência.</p>
<p>Para garantir esse benefício, além da solicitação, é preciso comparecer ao exame pericial agendado pela Previdência, de maneira a comprovar a real necessidade do afastamento, e também ter contribuído há, pelo menos, um ano.</p>
<h3 id="salario-maternidade">Salário-maternidade</h3>
<p>A segurada que engravidar terá direito ao salário maternidade, como qualquer outra trabalhadora. Para isso, é preciso fazer a solicitação através da página da Previdência Social.</p>
<p>O pagamento do salário maternidade à segurada é feito diretamente pelo INSS, e a contribuição devida pelo MEI durante esse período será descontada do valor do benefício de forma automática.</p>
<p>Para ter esse direito, é preciso que a segurada esteja contribuindo para a Previdência por, pelo menos, 10 meses.</p>
<p>Está enganado quem pensa que apenas as mulheres têm direito ao salário maternidade. Os homens também podem solicitá-lo, para fins de adoção.</p>
<h3 id="auxilio-reclusao">Auxílio-reclusão</h3>
<p>Esse é um benefício pago aos familiares do MEI, no caso do trabalhador ser preso, em regime semiaberto ou fechado, mesmo se a condenação ainda não tiver saído.</p>
<p>Qualquer MEI tem direito ao auxílio-reclusão, desde que esteja com as contribuições pagas em dia.</p>
<h3 id="pensao-por-morte">Pensão por morte</h3>
<p>Também é um benefício pago aos familiares do segurado, em caso de morte do mesmo. A família tem acesso ao benefício somente se os pagamentos do MEI estiverem em dia.</p>
<p>A duração do pagamento do benefício é variável de acordo com alguns critérios, tais como:</p>
<ul>
<li>duração de 4 meses a partir da data do óbito — a pensão é paga ao cônjuge caso o óbito aconteça sem que o segurado tenha realizado 18 contribuições mensais para a Previdência, ou nos casos de casamento ou <a href="https://www.galvaoesilva.com/blog/direito-da-familia/uniao-estavel-constituicao-reconhecimento-e-caracteristicas/" rel="noopener">união estável</a> que tenham mais de 2 anos antes da morte do segurado;</li>
<li>duração variável de acordo com a idade do segurado — a duração máxima da pensão paga ao cônjuge pode variar entre 3 anos (para segurados com menos de 21 anos) a pensões vitalícias (para segurados com 44 anos ou mais).</li>
</ul>
<h2 id="quais-os-demais-beneficios-mei">Quais os demais benefícios MEI?</h2>
<p>Além de garantir seus direitos trabalhistas, ao se regularizar, você poderá contar com outros benefícios, como:</p>
<h3 id="pessoa-juridica">Pessoa jurídica</h3>
<p>Com um CNPJ, você poderá abrir uma conta em banco como pessoa jurídica (PJ), com descontos e taxas mais interessantes, além de ter acesso a linhas de crédito e de financiamento exclusivas para empresários, com juros e condições diferenciados.</p>
<h3 id="contratacao-de-funcionario">Contratação de funcionário</h3>
<p>Como MEI, você tem direito a contratar um funcionário, que deverá receber um salário mínimo ou o piso definido pela categoria.</p>
<p>Para isso, o microempreendedor terá que pagar o FGTS do empregado (8% sobre o salário pago) e recolher 3% do salário para a Previdência.</p>
<p>Pagando esses valores, o MEI estará garantindo ao seu empregado todos os direitos trabalhistas, como aposentadoria, auxílio-doença, salário maternidade e auxílio-reclusão.</p>
<h3 id="dispensa-de-contador">Dispensa de contador</h3>
<p>Sendo MEI, você não precisará ter encargos extras pela contratação de contadores, porque a guia mensal que você deverá pagar é emitida diretamente pelo site do Portal do Empreendedor.</p>
<p>As formalidades contábeis também são mais simples, sendo que o MEI deverá apenas lançar as receitas do mês anterior em seu relatório do Portal do Empreendedor, e fazer a declaração anual DASN-Simei ao Fisco.</p>
<p>Além de todos esses benefícios, o MEI ainda conta com o apoio do SEBRAE, disponibilizando cursos para aprimorar a gestão e a administração do seu negócio.</p>]]></content:encoded>
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    </item>
    <item>
      <title>Resumo do livro &quot;As Upstarts&quot;, de Brad Stone</title>
      <link>https://blog.egestor.com.br/resumo-do-livro-as-upstarts-de-brad-stone/</link>
      <guid isPermaLink="true">https://blog.egestor.com.br/resumo-do-livro-as-upstarts-de-brad-stone/</guid>
      <pubDate>Fri, 01 Sep 2017 15:52:10 -0300</pubDate>
      <dc:creator><![CDATA[Gabrielly Vizzotto Cruz]]></dc:creator>
      <category>Livros e biografias</category>
      <category>empreendedores</category>
      <description>No livro &quot;AS UPSTARTS&quot;, Brad Stone fala dos empreendedores do vale do silício que enfrentaram resistência e superaram as dificuldades!</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Ter a possibilidade de solicitar um veículo para transporte por meio de um aplicativo de celular, do local em que estiver. Ou então encontrar um local alternativo para hospedagem através de um site em que anfitriões disponibilizam algum espaço em sua casa!</p>
<p>Estas foram as possibilidades inovadoras criadas pela Uber e pelo Airbnb, respectivamente. Estas duas startups surgiram na cidade de São Francisco, no Vale do Silício norte-americano e revolucionaram o serviço de transporte e hospedagem. Atualmente estas empresas são uma grande referência no mundo inteiro no ramo de tecnologia compartilhada e servem de inspiração para as pessoas que estão ingressando no mundo do empreendedorismo!</p>
<p>No livro "<a href="https://www.amazon.com.br/gp/product/8551002082/ref=as_li_qf_asin_il_tl?ie=UTF8&amp;tag=egestor-20&amp;creative=9325&amp;linkCode=as2&amp;creativeASIN=8551002082&amp;linkId=73c5219a26edc50a1247a5e7c53c067d" rel="noopener">AS UPSTARTS"</a>, o autor Brad Stone conta a historia do surgimento e crescimento destas empresas e conta como os empreendedores do vale do silício enfrentaram a resistência de entidades regulamentadoras e superaram as dificuldades!</p>
<h2 id="airbnb">Airbnb</h2>
<p>Os designers Nathan Blecharczyk, Brian Chesky e Joe Gebbia, fundadores da plataforma Airbnb (Bed And Breakfast) destacam-se por saber aproveitar oportunidades. Sem dinheiro para pagar o aluguel do apartamento em que moravam, os jovens aproveitaram o Congresso Mundial de Design, que teria início no dia 22 de setembro de 2007 para transformar o apartamento em um Bed and Breakfast, que significa "Cama e Café da Manhã" em português.</p>
<p>Ou seja, os três estudantes queriam aproveitar o fluxo da cidade em decorrência do congresso e hospedar designers que viessem a São Francisco. Os hóspedes teriam direito a internet Wi-Fi, um escritório, um colchão de dormir e café da manhã durante os quatro dias do evento. Com o dinheiro que seria arrecadado, eles poderiam então pagar o aluguel do apartamento!</p>
<p>Inicialmente o site do Airbnb possibilitava aos hóspedes a encontrar colegas de quarto que fossem compatíveis baseados nos perfis do facebook e do site de classificados online de alugúeis de apartamento craiglist. Os primeiros anos do site foram de dificuldades e de uma baixa procura.</p>
<h3 id="crescimento">Crescimento</h3>
<p>Um marco no rumo da empresa foi sem dúvidas a inscrição e aceitação na Y Combinators, escola de capacitação de startups, que investia 17 mil dólares nas empresas participantes. Após se formar na Y Combinators, em 2009, a empresa começou de fato o seu crescimento, principalmente a partir das estratégias de marketing encabeçadas por Nathan Blecharzyk, que possuía um amplo conhecimento de mecanismos de busca e anúncios de uma forma geral.</p>
<p>Nathan foi o pioneiro em usar os sistemas de anúncio no Facebook, além de ter se tornado especialista em <a href="https://www.rdstation.com/blog/marketing/o-que-e-palavra-chave/" rel="noopener">palavras chaves</a> mais pesquisadas pelos usuários, criando anúncios envolventes e colocando o Airbnb no topo dos mecanismos de busca.</p>
<p>Somente a partir destes anúncios, o Airbnb chegou em 2010 a cerca de 700 mil hospedagens reservadas em 8 mil cidades, além de também ter criado um aplicativo para Smartphone, se adequando a era digital. Foi no ano de 2010 portanto que podemos afirmar que o Airbnb era uma empresa de verdade com Chesky como CEO, Gebbia como diretor de produtos e Blecharzyk como diretor de tecnologia.</p>
<p>Neste período as reservas no site cresciam de 40 a 50% ao mês. Após investimento de 112 milhões de dólares da empresa norte-americana de capital privado Andreesen Horovitz, o Airbnb estava avaliado em 1,3 bilhão de dólares.</p>
<h3 id="dificuldades">Dificuldades</h3>
<p>Entretanto apesar do grande crescimento, nem tudo eram flores para a empresa do Vale do Silício. Além de enfrentar a resistência de varias entidades regulamentadoras que controlam a indústria de hospedagens em diversas cidades, o Airbnb teve que superar outras dificuldades.</p>
<p>Chesky, Gebbia e Nathan tiveram que enfrentar uma situação de clonagem em seu site por uma empresa alemã, o que causou um grande transtorno, além de lidar com uma ocasião em que uma anfitriã relatou em seu blog que havia tido pertences como passaporte, dinheiro, cartão de crédito e algumas jóias roubadas, e o apartamento vandalizado por um hóspede do Airbnb.</p>
<p>Situação que obviamente causou uma repercussão amplamente negativa para a imagem da empresa na mídia em geral. Brian Chesky prestou apoio a anfitriã, oferecendo auxílio financeiro para ajuda-la a encontrar um novo apartamento. Era o momento mais difícil que os jovens empreendedores do Vale do Silício estavam enfrentando.</p>
<p>A indenização foi somente a primeira de muitas que a empresa teve que pagar devido a problemas entre hóspedes e anfitriões. A partir destas situações, ficou claro a necessidade de os fundadores melhorarem o site e proporcionarem uma experiência mais segura para os usuários da plataforma.</p>
<p>Então foi criada a possibilidade para que hóspedes e anfitriões pudessem se avaliar entre si, para que outras pessoas pudessem ver a avaliação antes de escolher o seu anfitrião ou então de aceitar o seu hóspede. Além disso, a empresa criou um canal de relacionamento 24 horas com seus clientes para que pudessem relatar possíveis reclamações.</p>
<p>A empresa passou ainda a disponibilizar kits de primeiros socorros para hóspedes e anfitriões. Este plano foi chamado de "Garantia Airbnb". Todas essas medidas foram tomadas durante o verão de 2011.</p>
<p>Para lidar com a situação de clonagem, o Airbnb teve que comprar um dos clones alemães com a ajuda dos investidores, o site Accoleo. Assim a empresa passou a se re-estabilizar.</p>
<h3 id="expansao-internacional">Expansão internacional</h3>
<p>Ainda em 2011, o Airbnb conseguiu outro investidor. Era o alemão Oliver Jung, que abriu escritórios da empresa em Berlim, Londres, Barcelona, Copenhague e Milão. Escritórios estes que abriram em 2012. Além da europa, Jung também abriu escritórios em Cingapura e Honk Kong.</p>
<p>Com Jung a expansão internacional do Airbnb já era um grande sucesso e a europa rapidamente se tornou o maior mercado da empresa, sendo Paris a cidade com o maior número de reservas de hospedagens. Outro investidor foi o ator Ashton Kutcher que foi até o Japão para lançar a empresa no país.</p>
<p>Apesar da expansão, o Airbnb ainda não conseguia dominar o mercado de Nova York devido a legislação da indústria hoteleira ser extremamente rígida. A empresa enfrentava problemas regulatórios no mundo inteiro, e então contratou a america Belinda Jonhson para ser a diretora jurídica e lidar com as entidades de regulamentação.</p>
<p>Como forma de garantir a regulamentação dos aluguéis por temporada em cidades como Chicago, Washington e Phoenix, por exemplo, a empresa começou a cobrar taxas de hospedagem dos anfitriões. A partir das negociações de Jonhson, o Airbnb foi sancionado pela primeira vez na europa em Amsterdam, e aos poucos foi atuando de uma forma totalmente legalizada.</p>
<p>No começo de 2014, o airbnb estava avaliado em 3,5 bilhões de dólares e havia levantado 320 milhões de dólares. Atualmente o site está presente em mais de 30 mil cidades e 192 países e oferece além de opções convencionais de hospedagem, opções extremamente inovadoras como iglus, suites de avião, barcos entre outros.</p>
<p>Famosos como o ator e <a href="https://www.anjosdobrasil.net/o-que-eacute-um-investidor-anjo.html" rel="noopener">investidor anjo</a> do Airbnb Ashton Kutcher e o ex presidente norte-americano Barack Obama costumam o usar o serviço da empresa em suas viagens pelo mundo. Em 2016 a empresa tinha 2.600 funcionários espalhados pelo mundo e estava avaliada em 30 bilhões de dólares, sendo a quarta startup mais valiosa do planeta, com um valor maior inclusive do que qualquer outra rede hoteleira.</p>
<h2 id="uber">Uber</h2>
<p>Garret Kamp e Travis Kalanick eram dois norte-americanos de São Francisco, que haviam se tornado milionários e estavam em Paris, no ano de 2007. Enquanto Kalanick havia vendido a sua empresa de compartilhamento de arquivos RedSwoosh por 20 milhões de dólares, Garret Camp vendeu o seu site de buscas StumbleUpon pelo valor de 75 milhões dólares.</p>
<p>Entretanto, como é uma característica dos grandes empreendedores, Travis e Kamp não estavam satisfeitos. Quando estavam em um congresso de tecnologia e empreendedorismo na capital francesa, os norte-americanos não conseguiam encontrar um táxi. Diante do incômodo causado por esta situação, começou a surgir a ideia da Uber: que as pessoas pudessem solicitar um veículo para transporte somente apertando o botão de um aplicativo de celular.</p>
<p>Quando retornaram a São Francisco, começaram a desenvolver a ideia, se reunindo com fundadores de uma empresa de consultoria de aplicativos móveis de Palo Alto chamada Mobly que desenvolveria o aplicativo, em 2009.</p>
<p>Inicialmente chamado de Ubercab, o aplicativo em um primeiro momento oferecia só carros de luxo como Mercedez S550 e Escalade, em que os motoristas encontravam os passageiros por meio de um GPS. Ou seja, a Ubercab ainda era um serviço de táxis tradicionais, porém com carros de luxo.</p>
<p><strong>💡 Você também pode gostar: <a href="https://blog.egestor.com.br/10-livros-empreendedorismo/">10 livros sobre empreendedorismo que você precisa ler! </a></strong></p>
<h3 id="dificuldades-2">Dificuldades</h3>
<p>Os primeiros anos não foram fáceis. A Uber tinha o desafio de convencer os táxistas de São Francisco a se cadastrar e também enfrentava dificuldades para encontrar investidores, que tinham receio de apostar na Uber devido aos problemas de regulamentação com a indústria de táxi local.</p>
<p>Em outubro de 2010, por exemplo, a empresa recebeu uma ordem de não fazer da entidade regulamentadora de táxis de São Francisco, liderada por Christiane Hayashi que afirmava que a Uber era uma empresa de táxi não regulamentada. Se a Uber não cumprisse com a ordem, estaria sujeita a pena de 5 mil dólares por corrida e noventa dias de prisão para cada dia que a empresa seguisse em operação.</p>
<p>Diante desta situação, os advogados da empresa argumentaram que a Uber não era uma empresa de táxi, mas sim uma intermediária entre passageiros e motoristas. Argumento este que foi aceito e que fez com que a Uber nunca deixasse de operar.</p>
<h3 id="crescimento-2">Crescimento</h3>
<p>Esta vitória da Uber contra a regulamentação de São Francisco foi um momento de grande fortalecimento da empresa, com uma repercussão muito positiva em blogs de tecnologia do Vale do Silício, e a partir de então, conseguiu disparar o número de corridas solicitadas 30% a mais do que no mês anterior daquele ano.</p>
<p>Travis Kalanick se tornou o CEO da Uber com participação de 23% no lucro da empresa e começou a se envolver inteiramente no negócio. Em meio a este crescimento e estabilização da empresa, a Uber conseguiu atrair investidores.</p>
<p>No final de 2010, a empresa recebeu a primeira rodada significativa de investimentos, do Grupo Série A, liderado pelo investidor Bill Gurlley, e da empresa Benchmark, que realizou um investimento de 11 milhões de dólares, fazendo com que a Uber fosse avaliada em 60 milhões de dólares.</p>
<p>Diante deste grande crescimento, a Uber começou a sua expansão pelos Estados Unidos, liderada pela estagiária, que mais tarde virou chefe de operações de motoristas, Austing Geidt inicialmente em cidades como Boston, Chicago, Nova York, Seattle e Washington.</p>
<h3 id="criacao-do-uberx">Criação do UberX</h3>
<p>Apesar de ter resolvido os problemas de regulamentação em São Francisco, a empresa voltou a ter dificuldades neste aspecto, especialmente em Nova York, que exigia que os motoristas de carros de luxo fossem afiliados a alguma base. Entretanto Kalanick se recusava a registrar a Uber como base devido a várias taxas e exigências que a empresa teria que arcar.</p>
<p>O recrutamento de taxistas também era bastante difícil em Nova York, o que fez com que o tempo de espera dos passageiros por um veículo fosse extremamente elevado. A demanda era maior do que a qualidade oferecida pelo serviço. De forma a solucionar o problema da demanda, a empresa criou o Uberx, que ao invés de ser uma empresa de táxis de luxo, se tornou um aplicativo que permite com que qualquer motorista e proprietário de um veículo pudesse se cadastrar e transportar passageiros.</p>
<p>No aplicativo o passageiro pode solicitar o veículo e acompanhar todo o seu trajeto até chegar ao local solicitado, e tudo com um preço já fixado antes da corrida. É o modelo de carona remunerada que segue adotado até hoje pela Uber. Além disso, a empresa também criou a possibilidade de aumento de tarifa em casos de alta procura.</p>
<p>Isso fez com que mais motoristas se sentissem motivados a se cadastrar e também a dirigir em horários de alta procura, geralmente em datas comemorativas como natal e ano novo, e em madrugadas com pessoas saindo de bares e festas.</p>
<p>Estas medidas resolveram o problema relacionado a baixa disponibilidade de motoristas e também foi a medida encontrada para reduzir o tempo de espera por uma corrida.</p>
<h3 id="apoio-popular-contra-taxis-tradicionais-e-entidades">Apoio popular contra táxis tradicionais e entidades regulamentadoras</h3>
<p>Em relação aos problemas de regulamentação, as estratégias da Uber foram diferentes e mais agressivas do que as adotadas pelo Airbnb. Se no caso do Airbnb, a empresa passou a negociar de forma paciente com as entidades, a tática da Uber foi diferente: apelo popular.</p>
<p>Devido a boa aceitação da empresa por parte dos passageiros, Kalanick e a equipe de marketing da Uber incentivaram os clientes do serviço a se mobilizar nas redes sociais e manifestar a sua satisfação pelo serviço, pois Travis Kalanick sempre teve convicção que o serviço prestado pela Uber era benéfico para as cidades e persistiu em seu negócio.</p>
<p>Hoje, depois de enfrentar diversas batalhas contra as regulamentações e lidar com uma enorme pressão e protestos de taxistas tradicionais espalhados pelo mundo inteiro, a Uber está regulamentada em 82 países e em 633 cidades no mundo inteiro.</p>
<p>A empresa é um grande exemplo de uma startup que partiu de uma ideia inovadora, persistiu diante das dificuldades e se tornou uma enorme referência no mundo inteiro!</p>
<p>Veja também: <a href="https://blog.egestor.com.br/10-livros-empreendedorismo/">10 livros sobre empreendedorismo que você precisa ler!</a></p>]]></content:encoded>
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